Eleições e seus investimentos

Eleições e seus investimentos

Eleições e seus investimentos

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que, durante esse artigo, não vamos tratar de preferência eleitorais, mas sim da forma que enxergamos o processo e de como estamos nos preparando para os desdobramentos do pleito de 2018. O que vamos trazer é um paralelo entre as eleições e seus investimentos .

Vamos passar por 5 pontos:

1 – Cenário pós impeachment

2 – Quais seriam as outras opções?

3 – Calendário Eleitoral

4 – Perfil esperado do próximo presidente

5 – Polarização “Nós” x “Eles”

Tendo passado por essas 5 questões importantes, chegaremos ao ponto 6, que responderá a seguinte questão:

6 – Juntando tudo e misturando: É muito cedo, então, para qualquer avaliação?

1 – Cenário pós impeachment

Me lembro que, tão logo tivemos o impeachment da ex-presidente Dilma, li um estudo mostrando que a base, na Câmara e no Senado, do então vice-presidente Michel Temer era maior do que a de qualquer outro presidente eleito, desde a redemocratização.

Ok, algumas reformas importantes (como a trabalhista) ou a “Lei do Teto” passaram, mas, mesmo antes do caso da gravação do Joesley, o que se via era um grande impasse em qualquer votação ou discussão – tanto na Câmara, quanto no Senado.

O mesmo impasse se viu em relação a Reforma da Previdência: discussões e mais discussões e a Reforma foi se desidratando. Tudo bem que, nesse caso da Previdência, também apostávamos que poucas pessoas em Brasília teriam a disposição ou interesse de votar algo realmente sério, uma Reforma realmente estruturante. Nossa avaliação era de que, qualquer Reforma da Previdência serviria como o nosso bom e velho “bode na sala”, ou seja, se colocariam propostas que ninguém apoiaria simplesmente para se conseguir aprovar “qualquer” Reforma. E é isso mesmo que deve acontecer.

E o que esperar de 2018?

Voltando ao assunto das eleições, o ano de 2017 começou com um franco favorito para 2018: João Dória, recém-eleito prefeito de São Paulo. Passados alguns meses, o “novo” político já atinge a (im)popularidade de um “velho” político.

Além disso, temos uma série de pesquisas com resultados extremamente contraditórios. Quem, por exemplo, ainda não escutou a seguinte afirmação sobre o ex-presidente Lula?

“Apesar de liderar as pesquisas, ninguém (nunca, jamais) se elegeu com tamanha rejeição”.

Muitos questionam, inclusive, colocar o ex-presidente (já condenado em primeira instância e respondendo mais uma série de acusações), em qualquer pesquisa.

2 – Quais seriam as outras opções?

Marina Silva? Geraldo Alckmin? Luciano Huck? Álvaro Dias? Ciro Gomes? Jair Bolsonaro?

Só o fato de colocar esses nomes juntos, na mesma frase, já é motivo para discussão. Imaginem traçar qualquer cenário com esses nomes.

3 – Calendário Eleitoral

Falando em termos de calendário eleitoral, temos as seguintes datas:

06/04/2018

– Prazo final para filiação partidária e escolha do domicílio eleitoral (para quem quer concorrer já em 2018);

– Para quem já ocupa algum cargo como ministro, governador, prefeito ou secretário, esse também é o prazo que o candidato tem para se afastar das suas funções.

20/06/2018 até 05/08/2018

– Escolha dos candidatos por parte dos partidos.

15/08/2017

– Registro das candidaturas na Justiça Eleitoral;

– Início (oficial) do período permitido para a propaganda eleitoral.

31/08/2018 até 04/10/2018

– Horário eleitoral na TV e no rádio.

07/10/2018

– Primeiro turno das eleições.

28/10/2018

– Segundo turno das eleições (caso seja necessário).

4 – Perfil esperado do próximo presidente

Muito se fala que o perfil “ideal” do próximo presidente seria de um “Reformista Liberal” ou de “Centro”.

Não acreditamos em alguém que consiga “peitar” o mundo e fazer todas as reformas necessárias. Ou, sendo mais cético: alguém estaria mesmo disposto a fazer isso?

Entendemos que o perfil “Reformista Liberal” ou de “Centro”, que vá diminuir o tamanho do Estado, é citado porque não temos muito mais “para onde correr”. Como já comentamos há algum tempo: Reformas e privatizações são a única saída para que o país não quebre (novamente) ou para que pelo menos consiga postergar esse cenário. Qualquer coisa diferente disso, nos levaria ao “completo caos”.

5 –  Polarização “Nós” x “Eles”

Toda essa confusão político/moral/ética/econômica, levou o país a uma grande polarização, onde só se admite ser A ou B.

Lembrando que não falamos aqui de nossas preferências, mas sim da forma que as coisas estão postas: Nós x Eles (e vice-versa!).

6 – Juntando tudo e misturando: É muito cedo, então, para qualquer avaliação?

No ponto 1, ficou claro (mais uma vez) que no Brasil as coisas mudam da noite para o dia.

No ponto 2, temos algumas das possíveis opções de candidatos (onde as pessoas parecem escolher em quem não votar).

No ponto 3, mostramos que, mesmo um candidato que não seja político ou filiado, teria até abril de 2018 para se decidir.

No ponto 4, indicamos que o perfil “ideal” do próximo presidente seria de um “Reformista Liberal” ou de “Centro”.

Já no ponto 5, falamos sobre a polarização na política atual.

Acredito que, após expor esses pontos de forma individualizada, é possível “juntar os pontos” e responder se “ainda é cedo para fazer uma avaliação?”.

Para nós, a resposta é que não é cedo para se fazer qualquer tipo de avaliação, pelo contrário, o cenário base (e que vamos trabalhar), nos parece muito claro:

O país precisa de Reformas que visam diminuir o tamanho do Estado ou que ajudem a “atrapalhar menos” a economia, os empreendedores e consumidores.

Falando de negociações políticas, somente um presidente de “Centro” (cada um pode interpretar Centro da maneira mais conveniente), com circulação no meio de “Nós” e “Deles”, poderia formar algum consenso (mesmo que mínimo).

A grande questão é que temos metade do eleitorado ou indeciso ou que não quer falar sobre política (e políticos), e a outra metade polarizada entre “Nós” x “Eles”.

Conclusão: qualquer candidato que se mostrar de “Centro” e tentar, no momento atual, circular entre os “dois times” vai, literalmente, “tomar porrada dos dois lados”.

Dessa forma, entendemos que quem quiser se colocar em uma posição “apaziguadora” nesta situação, no intuito de conversar com os dois lados, deve aguardar ao máximo para “não queimar a largada”.

  • Acreditamos que o próximo presidente eleito terá que fazer Reformas? Sim.
  • Acreditamos que serão feitas as melhores Reformas? Não.
  • Acreditamos que teremos as melhores Reformas possíveis? Sim.

Qual o cenário que acreditamos e quais as oportunidades de investimentos que teremos com esse cenário?

Conforme já dito, acreditamos em uma agenda de privatizações e Reformas. Arriscaríamos um nome nesse momento? Com certeza não, e nem achamos que seja o momento para traçar cenários em função de nomes (não agora).

Seguimos acreditando em crescimento da economia (podendo chegar a 3% já no ano que vem) e juros e inflação baixos. Ou seja, considerando os nossos problemas (atuais e passados), isso é o mais próximo que podemos chamar de ideal. Digo ideal, em função de termos boas oportunidades em Renda Fixa (os juros reais continuam altos), Fundos de Investimentos (especialmente os Multimercados) e Bolsa de Valores (com ações baratas e algumas empresas crescendo bem acima da média do mercado). Além, claro, do excelente momento dos investimentos no exterior e a recuperação do mercado imobiliário, que pode impulsionar os Fundos deste setor.

Obviamente, caso aconteça qualquer alteração em nosso cenário base, estaremos preparados para agir.

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