Lojas Renner LREN3 – Análise de Resultados 2017

Lojas Renner LREN3

Lojas Renner LREN3 – Análise de Resultados 2017

Hoje vamos comentar a respeito do resultados de Lojas Renner LREN3 , referentes a 2017.

Breve histórico

A Lojas Renner inaugurou seu primeiro ponto de venda em Porto Alegre em 1922. No início das operações, a empresa fazia parte do grupo A. J. Renner e comercializava artigos têxteis, até ampliar seu mix de produtos e iniciar suas atividades como loja de departamentos. Pouco mais de quarenta anos depois, devido ao seu crescimento, se tornou independente de sua controladora. Logo após, tornou-se uma companhia de capital aberto.

Após décadas de bom desempenho, passou por uma profunda reestruturação no início dos anos noventa. Dessa forma, começou a operar no formato de loja de departamentos especializada em moda. Passou, então, a se consolidar em outros estados, tais como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal.

Em 1998, a J. C. Penney Brazil adquiriu o controle acionário da companhia, que já contava com vinte e uma lojas. Em 2005, a controladora optou por vender suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo.

A Lojas Renner (LREN3) entrou então no Novo Mercado da Bovespa como a primeira companhia no país a ter seu capital pulverizado. Atualmente, está presente em todos estados brasileiros, oferecendo, inclusive, produtos financeiros (Realize) e e-commerce. Além disso a empresa controla marcas como Youcom e Camicado.

Destaques financeiros 

Indicador 2015 2016 2017
Ativo Total (mil) R$ 5.863.719,00 R$ 6.475.212,00 R$ 7.547.658,00
Patrimônio Líquido (mil) R$ 2.310.896,00 R$ 2.636.796,00 R$ 3.223.446,00
Receita Líquida (mil) R$ 6.145.198,00 R$ 6.451.578,00 R$ 7.444.305,00
EBITDA (mil) R$ 1.198.033,00 R$ 1.286.951,00 R$ 1.416.289,00
Margem EBITDA 19,50% 19,95% 19,03%
Lucro/Prejuízo (mil) R$ 578.838,00 R$ 625.058,00 R$ 732.679,00
ROE – Rentabilidade Patrimonial 25,05% 23,71% 22,73%
Dívida Bruta / Patrimônio Líquido 82,35% 71,14% 58,04%
Dívida Curto Prazo / Dívida Total 37,13% 53,10% 27,63%
Dívida Líquida / EBITDA 0,97 0,76 0,51
Dívida Total Bruta (mil) R$ 1.903.012,00 R$ 1.875.920,00 R$ 1.870.816,00
Dívida Total Líquida (mil) R$ 1.165.485,00 R$ 981.039,00 R$ 728.583,00

Comentários

A Lojas Renner apresentou crescimento de 15,4% em sua receita líquida na comparação entre o exercício de 2017 e o fechamento de 2016. Este resultado foi impulsionado tanto pelo aumento nas vendas de mercadorias (+15,7%) como na receita com produtos financeiros, que demonstrou incremento de 18,9% na mesma base de comparação.

As margens apresentaram retração devido ao aumento mais que proporcional de despesas operacionais, principalmente em gastos com marketing e projetos em andamento, além de efeitos com itens não recorrentes que beneficiaram o resultado de 2016, bem como recuperação de créditos fiscais e menor participação de empregados.

O lucro líquido foi impactado positivamente em 17,2%, pois o resultado com produtos financeiros (+32%) contou com a diminuição no custo de funding e com o bom rendimento do Meu Cartão (Co-branded).

A geração de caixa para a firma foi reduzida para R$ 174,4 milhões devido a necessidade de capital de giro com estoques e contas a receber de clientes, além da manutenção na política de investimentos com abertura de lojas, remodelação de instalações e sistemas de tecnologia.

Com a rentabilidade atual e a retenção de lucros na casa de 60%, a perspectiva é de crescimento de 15% ao ano no fluxo para o curto prazo.

Perspectivas 

Seguindo a retomada da economia e o aumento gradual do consumo, o varejo vem apresentando sinais de recuperação. De acordo com dados do IBGE, 2017 fechou com crescimento de 2% no volume de vendas frente ao ano anterior. Esse foi o resultado mais positivo desde 2014.

Dentro de atividades relacionadas a venda de tecidos, vestuário e calçados, a variação registrada foi ainda maior, com incremento de 7,6%. O setor ficou atrás apenas de eletrodomésticos (+10,2%). Desta forma, o setor interrompeu dois anos de queda nas vendas, demonstrando recuperação desde julho com o aumento da confiança dos consumidores e a queda na taxa de desemprego.

Porém, o setor está muito pulverizado e apresenta desafios aos players, além da necessidade de recuperação no mercado de crédito para consumo. Neste contexto, a Lojas Renner apresenta estrutura diferenciada em comparação a maioria de seus concorrentes. A empresa possui produtos financeiros próprios, marca reconhecida e posicionamento em grandes centros comerciais, bem como shopping centers com alta circulação de pessoas.

Através dessa vantagem competitiva, a empresa consegue manter suas margens elevadas, entregando uma rentabilidade superior à média aos acionistas. Conta, ainda, com uma política de investimentos voltada para expansão, ampliando sua rede de lojas e centros de distribuição, além de apresentar gestão eficiente em capital de giro e estrutura de capital diferenciada.

Ponto negativo para a baixa renda média dos consumidores e para a possibilidade de variações nos indicadores de inadimplência.

Múltiplos de mercado

EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado
17,93 33,67 7,65 R$ 25.397.324,37 R$ 24.668.741,37

Sem considerar a oportunidade de crescimento, poderíamos concluir que o índice P/L está acima do ideal. Porém o incremento de resultados deve ser considerado. O preço de mercado dos papéis está em 7,65x o valor patrimonial, sendo distorcido por questões contábeis, bem como pela falta de ativação de gastos com marketing, que são lançados como despesas. Desta forma, acreditamos que os indicadores correntes não apresentam base para avaliação.

Variação das ações

As ações negociadas na bolsa apresentaram valorização em 2017, com variação de 70,57% desde o primeiro dia útil de janeiro. Em 2018, apresenta queda de -1,6%. O Beta histórico do papel da Lojas Renner (LREN3), que mede a sensibilidade do ativo em relação ao Ibovespa, é de 0,82, sendo considerado um ativo com característica conservadora, que acompanha o sobe e desce do mercado com menor intensidade.

Nossa recomendação

A empresa apresenta indicadores fundamentalistas para compra. O cenário positivo observado no setor varejista, a perspectiva de crescimento na geração de caixa acima da economia nacional e os investimentos em expansão oferecem dados suficientes para um valuation atrativo. Dessa forma, acreditamos em um valor justo na casa de R$ 49,60 para 12 meses.

Fonte das Informações: Quantum e RI da empresa.

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Ações para ficar de olho em 2018 – IRB Brasil (IRBR3)

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Ações para ficar de olho em 2018 – IRB Brasil (IRBR3)

O artigo ” Ações para ficar de olho em 2018 – IRB Brasil (IRBR3) ”, é o nosso último artigo dessa serie. Para quem não leu os outros artigos, seguem os links:

– Ações para ficar de olho em 2018 #1 – Magazine Luiza (MGLU3)

– Ações para ficar de olho em 2018 #2 – Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)

– Ações para ficar de olho em 2018 #3 – Itaú S.A. (ITSA4)

A ação que vamos falar hoje é de um novato na B3, mas protagonista no seu setor de atuação com mais de 80 anos , o IRB Brasil (IRBR3).

O que é o resseguro?

Quando uma seguradora vende um seguro, ela busca garantias para honrar seus compromissos em caso de perdas. Dessa forma, elas repassam para as companhias resseguradoras parte da responsabilidade e dos prêmios das vendas desses seguros.

Ou seja, o resseguro nada mais é do que o seguro das seguradoras. E é justamente nesse ambiente que atua o Instituto de Resseguros do Brasil ou IRB Brasil (IRBR3). A empresa, que possui mais de 80 anos de existência, é a líder de mercado no Brasil. Além disso, atua em mais de 40 países, com escritórios em Londres, NY e Buenos Aires.

Tendo como referência dados de 2016, o IRB Brasil é líder em 10 ramos de resseguros, conforme classificação da SUSEP. Dentre eles se destacam: Patrimonial, Exterior, Rural, Riscos Especiais e de Vida, tanto individual como em grupo.

Um novato na B3

O mercado de resseguros era fechado no Brasil até o início de 2007. Nesse ano, foi sancionada uma lei que abriu o mercado ressegurador brasileiro e  o órgão regulador do mercado de resseguros passou a ser a SUSEP. Mesmo assim, o IRB possui, até hoje, reservas de mercado para a atuação em alguns ramos específicos, como Vida e Previdência, por exemplo.

A empresa abriu capital na B3 em julho de 2017 e passou a ter a seguinte composição acionária:

Estrutura acionária

Considerado um IPO de sucesso, as ações da empresa já subiram mais de 40% desde a sua abertura.

Vantagens competitivas da empresa

Dentre as principais vantagens competitivas da empresa, podemos destacar:

– Referência no mercado brasileiro, combinando tradição, tecnologia e liderança. O IRB está hoje entre as 10 maiores resseguradoras do mundo em valor de mercado.

– Portfólio completo de resseguros;

– Histórico de alta rentabilidade e resiliência do setor;

– Excelente nota de risco (A-, atribuída pela AM Best);

– Proximidade e forte relacionamento com as principais seguradoras do mercado.

Além, disso, o mercado de seguros e resseguros possui um significativo potencial de crescimento. A título de comparação, o índice de penetração do mercado de seguros em outros países é muito maior do aqui. Nos EUA, chega a 7,3%, no Japão 10,80% e no Reino Unido 10%. No Brasil, esse índice não chega a 4%.

Resultados de 2017

A empresa divulgou, no dia 8 de fevereiro, os resultados do último trimestre de 2017, além, claro, do acumulado do ano passado. Seguem os principais destaques, que corroboram com a nossa visão otimista em relação ao ativo:

Crescimento sólido nos prêmios emitidos

Os prêmios emitidos tiveram crescimento de 17% no ano passado, em relação a 2016. Esse número ficou acima das projeções da empresa, que indicavam crescimento de até 15%.

crescimento nos prêmios

Eficiência financeira na diminuição de despesas

eficiência

Aumento consistente do lucro e do ROAE (Retorno sobre o Capital Próprio Médio) da empresa

lucro e roae

Resultado financeiro consistente (mesmo em um cenário de Selic em baixa)

resultado financeiro

Consistência na distribuição de proventos (Dividendos e Juros Sobre o Capital Próprio)

proventos

Nossa recomendação e preço alvo

Além de todos os dados apresentados acima, é necessário ressaltar que a empresa deve se beneficiar com o fim do ciclo de baixas na taxa Selic. Dessa forma, além do crescimento projetado na ordem de 15% dos prêmios para 2018, a empresa pode auferir mais ganhos financeiros com uma possível alta na taxa de juros – mesmo com a Selic permanecendo em patamares considerados baixos historicamente.

Dessa forma, as ações IRBR3 fazem parte do nosso portfólio de ativos considerados bons pagadores de dividendos, estando presente desde novembro de 2017. Estimamos um preço alvo de R$45,3 para os próximos 12 meses, com um potencial de alta de mais 17%, em relação ao preço atual (R$38,90). Lembrando que esse preço pode ser elevado quando fizermos novas estimativas para as ações da empresa.

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Fundo Adam Icatu FIC Multimercado Previdenciário

Fundo Adam Icatu FIC Multimercado

Fundo Adam Icatu FIC Multimercado Previdenciário

Hoje vamos trazer um breve resumo e a nossa visão do Fundo Adam Icatu FIC Multimercado Previdenciário .

A Gestora

A Adam Capital foi fundada em 2016 por Márcio Appel e André Salgado. Seus produtos são bem diversificados entre mercado de juros, bolsa e moedas, sem direcionar os investimentos com preferência para alguma classe de ativos.

Atua em mercados como Brasil, Estados Unidos, Japão e em alguns países emergentes produtores de commodities. Possui fundos multimercado de previdência, crédito privado com investimento no exterior e de estratégia macro.

Procura rendimentos de longo prazo com proteção contra volatilidade de curto prazo, sendo que oferece fundos com riscos diversos. A equipe da é formada por executivos, todos com pelo menos 15 anos de experiência no mercado financeiro em cargos de destaque em grandes instituições financeiras nacionais e estrangeiras.

O Fundo

O Adam Icatu FIC Multimercado Previdenciário é um fundo em cotas de fundos. O Fundo, admite, especificamente investimentos de reservas técnicas de PGBL e VGBL instituídos pela Icatu Seguros (para investidores em geral, a aplicação será feita pelos planos da seguradora).

Alocará no mínimo 95% de seus recursos em cotas do Adam Previdenciário Icatu Master. É permitido ao fundo realizar investimentos no exterior e operações com derivativos (limite de 10% para instrumentos atrelados à variação cambial) e ações. Poderá emprestar e tomar títulos e valores mobiliários em empréstimos.

A carteira consolidada é composta por 75,5% de títulos públicos federais, divididos entre prefixados (NTN-F) e indexados à taxa Selic (LFT). Possui 13,84% de operações compromissadas, com prefixados (NTN-F), 10,34% em ações. Além disso, possui uma pequena posição em títulos privados.

A seguir, a composição consolidada da carteira:

Características

Para investir no fundo, a aplicação será feita pelos planos da seguradora e não precisa ser investidor qualificado, com mínimo inicial de R$30.000 e aportes mensais de R$500. A taxa de administração é de 2% do patrimônio líquido. O fundo não cobrada taxa de performance. Já o resgate, e pode ser feito, sem descontos, a partir do terceiro dia útil após o pedido (D+3).

O patrimônio líquido médio é de R$513,5 milhões nos últimos meses, e o risco é considerado de médio para alto, com volatilidade de 13,63% desde o início do fundo em novembro de 2016.

Retorno

Nos últimos doze meses, o fundo obteve retorno acumulado de 15,42%,. Esse valor equivale a 168,56% do CDI. Confira o desempenho no quadro abaixo:

Nosso posicionamento

A estratégia do fundo consiste em aplicar seus recursos em diferentes classes de ativos financeiros, sem o compromisso de se concentrar em alguma específica. Utiliza títulos públicos federais prefixados para aproveitar o ciclo de queda nos juros. Dessa forma,  busca impulsionar seus resultados a partir de variações na parte mais longa da curva, uma vez que os papéis desta natureza presentes na carteira possuem vencimentos de dez anos.

Equilibra este posicionamento com títulos indexados a taxa Selic, com proporção de 40% do total, pois estes não apresentam volatilidade de acordo com movimentos do mercado, entregando a rentabilidade de acordo com a política monetária vigente.

Esta política de investimentos no mercado de juros tende a ser modificada no médio prazo conforme a retomada da economia.

Ainda possui exposição em bolsa de valores. A proporção de ações vem aumentando gradualmente desde o final de 2017. O foco tem sido ativos de bancos, com perspectiva de distribuição de lucros e ganhos de capital, tais como ITSA4 e ITUB4. Utiliza derivativos como forma de proteção a carteira, com posições compradas em DI futuro.

Nosso posicionamento está voltado para exposição em fundos multimercado e observamos que o Adam Icatu FIC Multimercado Previdenciário está alinhado com nosso perfil de recomendação. Dessa forma, recomendamos a exposição no fundo para investidores de perfil moderado que buscam ganhos acima do CDI no longo prazo.

Este produto, inclusive, está presente na nossa Carteira Capitalizo Diamante, a mais diversificada dentre todos os portfólios oferecidos.

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Milho Futuro – Deu Gain

Milho-Futuro–Deu-Gain

Milho Futuro – Deu Gain

Confira mais operação vencedora: Milho Futuro – Deu Gain.

No último artigo da série, Fibria (FIBR3) – Deu Gain, mostramos uma recomendação vencedora em FIBR3. Nessa operação, o ativo vinha ‘’acumulando’’ durante alguns dias e, quando, ocorreu o rompimento dessa acumulação, as ações subiram mais de 10% em pouco mais de 2 dias de operação.

A operação que mostraremos hoje conta uma história um pouco diferente. A primeira diferença é que a recomendação durou pouco mais de 10 dias. A segunda diferença é que essa operação não foi recomendada no mercado de ações, mas sim no mercado de Milho Futuro.

Caso você não saiba como funciona o Contrato Futuro de Milho, confira o vídeo explicativo no nosso Programa Trader Capitalizo. O vídeo está no Módulo 4 (Milho). Para acessar, clique aqui.

Operação de compra Swing Trade em Milho Futuro

No dia 16/02/18, o gráfico diário do milho apontava uma possível tendência de alta. O milho havia testado uma região de resistência importante tanto pelo gráfico diário, quanto no semanal, em 34,30. O ativo acabou corrigindo, deixando um fundo próximo do topo. Dessa forma, foi recomendada uma oportunidade de compra no rompimento dos 34,31. Caso esse valor fosse rompido, o milho poderia engrenar uma tendência de alta. Abaixo seguem os pontos e o gráfico do contrato de milho (CCMH18):

Operação enviada
Operação enviada
Gráfico
Gráfico

O milho (CCMH18) acabou confirmando a expectativa da operação e bateu no alvo no dia 26/02/18. O ganho da operação foi de 3,69 pontos (R$1.660) ou 10,75%, por contrato:

Operação finalizada
Gráfico da Operação finalizada

O ganho alavancado na operação

Considerando um contrato de milho ‘’cheio’’, seria preciso ter em conta em torno de R$17.000 para ter entrado nessa operação. Porém, como é uma característica dos contratos futuros, é possível operar alavancado. Dessa forma, seria possível, por exemplo, colocar ações em garantia dessa operação e ter comprado o milho.

Nesses últimos dias, a margem exigida pela B3 estava em torno de R$900 por contrato. Assim, considerando o ganho da operação (R$1.660), o nosso lucro teria sido de mais de 84%.

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Mercado de Seguros no Brasil

Mercado de Seguros no Brasil

Mercado de Seguros no Brasil

O mercado de seguros no Brasil é um segmento que apresenta forte resiliência em períodos de crise. Os resultados das empresas neste setor apresentam menor variação em situações adversas na economia. Isso acontece porque fornecerem produtos de suma importância para o gerenciamento de riscos sociais e concentrarem boa parte de seus esforços em planos de acumulação.

Porém, de acordo com a atual conjuntura, houve algum retrocesso na arrecadação de algumas áreas, principalmente no que diz respeito a saúde suplementar. Esse setor apresentou retração de 18,67% de acordo com dados da ANS.

Incluindo este fator no cálculo de arrecadação do mercado, podemos observar um encolhimento de 5,7% na comparação entre 2017 e 2016. Por´me, excluindo planos médico-hospitalares e odontológicos, podemos mensurar um crescimento de 3,2% no mesmo período de comparação. Além disso, o mercado cresce em uma constante desde 2011.

Gráficos Mercado Segurador com e sem Saúde Suplementar

Dentro de cobertura de pessoas, podemos destacar planos de acumulação da família VGBL. Esses, representam 68,52% de toda arrecadação.

Em ramos elementares, a maior representatividade é o setor automotivo, com 47,8% do total deste segmento e incremento de 6,7% na comparação entre 2017 e 2016. Ponto negativo para retração de 32% em DPVAT e 13,2% em marítimos e aeronáuticos. A parte de capitalização apresentou queda de 2,3%.

Oportunidades do setor na B3

Quanto às ações de empresas atuantes neste setor, podemos observar uma tendência positiva no longo prazo, com geração de valor gradual e expectativa de distribuição de lucros.

As ações da BB Seguridade (BBSE3), por exemplo, apresentaram valorização em 2016 e 2017, com retornos de 23,68% e 6,87% respectivamente. Em 2018, este movimento tende a ser mantido, seguindo a recuperação da economia nacional e a melhora na renda das famílias.

Outro ponto importante é o aumento da percepção dos consumidores no que diz respeito a finanças pessoais. Gerando assim,  mudanças culturais importantes para o dinamismo do setor.

A seguir a tabela com a proporção de cada segmento dentro de cobertura de pessoas, que movimentou R$155,6 bilhões em 2017, com crescimento de 4,7% em relação a 2016:

Cobertura de Pessoas

2016 2017
Planos de Risco Seguro Coletivo 24.539.003.998 26.441.756.110
Seguro Individual 6.595.092.996 8.087.022.365
Planos tradicionais de risco 2.825.402.209 3.419.228.256
Planos de Acumulação Família VGBL 104.970.305.906 106.651.883.369
Família PGBL 8.930.024.811 10.195.231.016
Planos tradicionais de acumulação 810.343.150 850.540.831
Subtotal 148.670.173.071 155.645.661.948

Fonte: Susep

A seguir a tabela com a proporção de cada segmento dentro de Ramos Elementares. Esse setor movimentou R$70,8 bilhões em 2017, com crescimento de 1,8% em relação a 2016:

Ramos Elementares

2016 2017
Automóvel 31.747.598.613 33.867.041.291
DPVAT 8.723.764.019 5.935.404.903
Patrimonial 10.347.609.227 10.876.777.486
Habitacional 3.442.638.662 3.776.923.560
Transportes 2.570.679.189 2.718.890.607
Crédito e Garantia 3.138.951.079 3.811.962.111
Garantia Estendida 2.586.049.402 2.731.531.978
Responsabilidade Civil 1.600.452.420 1.605.730.407
Rural 3.642.629.119 4.118.245.288
Marítimos e Aeronáuticos 812.323.976 705.382.019
Outros 962.737.213 669.944.906
Subtotal 69.575.432.919 70.817.834.556

Fonte: Susep

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Tesouro Direto bateu novos recordes

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Tesouro Direto bateu novos recordes

Em números divulgados pelo Tesouro Nacional, o Tesouro Direto bateu novos recordes no mês de janeiro. Mais 82 mil investidores passaram a integrar o programa, que agora conta com 1,9 milhão de cadastrados. Com isso, tivemos um aumento de mais de 60% no número de investidores em doze meses.

Em relação aos investidores ativos, tivemos uma alta de 35% nos últimos doze meses. Agora já são mais de 540 mil pessoas investindo em Títulos Públicos, através do Tesouro Direto.

Em relação ao estoque de Títulos, tivemos uma alta de 13% no mês de janeiro. Assim, o programa fechou com R$47,2 bilhões em estoque. Destaque para os Títulos indexados à inflação, que representam mais de 60% do volume total.

O Tesouro Direto é uma boa alternativa de investimento?

Conforme vimos no artigo Vale a pena poupar, investindo no Tesouro Direto, investir em Títulos Públicos é muito interessante. Além de ter diferentes tipos de Títulos (IPCA+, prefixados e Selic), o Tesouro é um dos investimentos mais seguros do mercado. Isso acontece em função da garantia que o Tesouro Nacional fornece aos investidores.

Conforme mostramos no artigo, investir no Tesouro é uma ótima opção, especialmente para quem ainda tem dinheiro na poupança.

Qual o Título escolher?

Aparentemente simples, escolher o tipo de Título do Tesouro é a tarefa mais importante que cabe ao investidor. Como os Títulos Públicos possuem marcação a mercado, eles podem ter volatilidade. Dessa forma, caso o investidor queira sair antes do vencimento do Título, o mesmo pode ter um ágio (valorização) ou um deságio (desvalorização). Isso acontece principalmente nos Títulos atrelados à inflação (IPCA+) e nos prefixados.

Além disso, é importante que o investidor entenda qual o objetivo dele com o investimento. Alguns investidores querem se proteger da inflação, outros garantir taxas, outros, por sua vez, querem ganhar com a valorização dos Títulos.

Como podemos te ajudar na escolha dos Títulos do Tesouro?

No nosso produto Top Renda, você conta com uma Carteira Recomendada de Títulos Públicos, que é atualizada todos os meses. Além disso, é possível montarmos, de forma personalizada, a sua Carteira no Tesouro Direto. Dessa forma, levando em conta o seu capital e os seus objetivos, você terá disponível as melhores recomendações de Títulos Públicos para a diversificação dos seus investimentos.

Para saber mais a respeito do nosso Produto Top Renda Fixa e Tesouro Direto, clicando aqui.

 

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Mirae Asset Discovery Dividendos FI Ações

Mirae Asset Discovery Dividendos

Mirae Asset Discovery Dividendos FI Ações

Hoje vamos falar a respeito do Fundo Mirae Asset Discovery Dividendos FI Ações, da Mirae Asset:

A Gestora

A Mirae Asset foi fundada em 1997, na esteira da crise monetária asiática. Em 1999, inovou no setor de valores mobiliários da Coreia do Sul. Dessa forma, se consolidou no mercado como líder em distribuição de fundos de ações, Wealth Management e serviços de negociação. A Mirae Asset Securities foi listada na Korea Stock Exchange em fevereiro de 2006 e registrou o crescimento mais rápido na história da Coréia.

O grupo do qual a empresa faz parte é uma organização financeira independente com atuação em diversos setores do mercado financeiro.  Corretora de valores, gestão de recursos, atividades de banco de investimento e seguradora são alguns desses setores. Está presente em diversos países dentre os quais podemos destacar Brasil e Colômbia na América do Sul, Estados Unidos e Canadá na América do Norte e Reino Unido na Europa. A maior parte de seus escritórios estão na Ásia.

O Fundo Mirae Asset Discovery Dividendos FI Ações

O Mirae Asset Discovery Dividendos FI Ações é um fundo aberto, destinado a investidores em geral. Busca retorno investindo, pelo menos, dois terços da carteira em bolsa. Segundo classificação da Anbima é um fundo de ações livre e com gestão ativa, buscando rendimentos através de ganhos de capital e distribuição de proventos.

Não é permitido ao fundo realizar investimentos no exterior e operações day trade. Pode aplicar no mercado de derivativos limitado ao seu patrimônio (não pode alavancar). Pode emprestar títulos e valores mobiliários, não podendo realizar operações na posição tomadora.

Possui 96,21% do patrimônio líquido aplicado em ações. Destaque para BBAS3 (9,5%), ITSA4 (9,3%), ITUB4 (7,9%), CCRO3 (6,8%), BBDC4 (5,4%), BRKM5 (4,9%), SANB11 (4,8%) e BBSE3 (4,3%). O setor com maior exposição é o bancário, com 39,8% do total. Tem 1,97% em títulos públicos federais indexados à Selic (LFT) e 1,24% em operações compromissadas (compra com compromisso de revenda em prazo predeterminado) com títulos públicos prefixados (LTN).

A seguir, a composição da carteira consolidada de ações:

Informações do Fundo

Para investir no fundo, o aporte mínimo inicial é de R$ 5.000,00. A taxa de administração é de 2% do patrimônio líquido, sendo de 3% a máxima para fundos investidos. Além disso, será cobrada taxa de performance de 20% do que exceder o Ibovespa

Já o resgate, sem descontos, pode ser feito a partir do quarto dia útil após o pedido (D+4). O patrimônio líquido médio é de R$29,5 milhões nos últimos doze meses. Já a volatilidade de 19,69% desde o início do fundo em dezembro de 2008.

Nos últimos doze meses, o fundo obteve retorno acumulado de 14,91%, equivalente a 51,89% do Ibovespa. Confira o desempenho no quadro abaixo:

Nosso posicionamento

A estratégia do fundo consiste em aplicar em ações que proporcionem boas perspectivas de distribuição de dividendos, além da capacidade de gerar valor no longo prazo. O setor bancário é o principal foco do gestor, procurando aproveitar oportunidades com a recuperação do mercado de crédito e a queda na inadimplência, vislumbrando maior retorno com proventos e ganhos de capital.

O setor de energia elétrica apresentou aumentou de exposição nos últimos meses, principalmente em companhias que vem apresentando recuperação com mudanças na estrutura de capital, com expectativa positiva quanto a possíveis privatizações no setor. Outras empresas com histórico de distribuição de lucros também estão presentes em carteira, com destaque para Telefônica Brasil e Tim. O objetivo do fundo consiste em exceder o Ibovespa no longo prazo, com rendimentos periódicos e valorização da carteira de ações.

Embora este seja um fundo de alta qualidade, preferimos recomendar outros produtos nesta classe. Para os interessados, salientamos os riscos da aplicação, sendo considerado um investimento voltado para um perfil mais arrojado. Desta forma, o fundo não está presente em nossas recomendações para este mês, mas está em observação devido a característica de longo prazo e a qualidade da gestão.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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BB Seguridade (BBSE3) e os Resultados de 2017

BB Seguridade

BB Seguridade (BBSE3) e os Resultados de 2017

Hoje traremos uma breve análise de BB Seguridade (BBSE3) e uma análise dos resultados do último trimestre de 2017 e do consolidado do ano.

Breve histórico

A BB Seguridade, empresa de participação, foi constituída em 2012, a partir de autorização legislativa que liberava o Banco do Brasil a constituir subsidiárias para o cumprimento de atividades previstas em seu objeto social. Sua fundação foi resultado de um processo de reestruturação da área de seguros, previdência aberta e títulos de capitalização. O início deste movimento ocorreu, inclusive, antes de seu surgimento. Em 2009 houve a renovação da parceria com a Principal Financial Group para atuação no segmento de previdência aberta. Esse movimento ocorreu através da Brasilprev.

Em 2010, ocorreu a celebração da parceria sob a forma de joint-venture com a Mapfre. Dessa forma, centralizou-se os segmentos pessoas, rural, habitacional e patrimonial de seguros. Pouco tempo depois foi realizado um aumento de participação na Brasilcap, mantendo a sociedade com a Icatu Hartford em títulos de capitalização.

Em 2013, iniciou-se a negociação das ações ordinárias da BB Seguridade no segmento Novo Mercado da B3. Mantendo o plano de expansão, adquiriu participação societária no IRB-Brasil RE. Inclusive participando do bloco de controle da companhia. Atualmente, opera em negócios de risco, acumulação e distribuição nas áreas mencionadas.

Destaques financeiros

Fluxo (mil) 4T16 4T17 2016 2017
Participações Societárias R$ 1.076.953,00 R$ 920.323,00 R$ 4.130.958,00 R$ 3.837.302,00
Vida, Habitacional e Rural R$ 321.384,00 R$ 272.009,00 R$ 1.247.177,00 R$ 1.120.563,00
Patrimônio e Automóvel R$ 14.816,00 -R$ 29.485,00 R$ 125.186,00 R$ 7.820,00
Previdência R$ 200.016,00 R$ 209.093,00 R$ 756.732,00 R$ 818.315,00
Resseguro R$ 75.259,00 R$ 31.906,00 R$ 170.766,00 R$ 156.263,00
Capitalização R$ 66.842,00 R$ 23.356,00 R$ 292.768,00 R$ 170.412,00
Planos Odontológicos R$ 951,00 R$ 1.975,00 R$ 2.870,00 R$ 5.183,00
Negócios de Distribuição R$ 435.008,00 R$ 426.142,00 R$ 1.609.938,00 R$ 1.586.207,00
Outros -R$ 37.323,00 -R$ 14.673,00 -R$ 74.479,00 -R$ 27.460,00
Despesas Gerais e Administrativas -R$ 17.658,00 -R$ 5.849,00 -R$ 68.149,00 -R$ 37.113,00
Resultado Financeiro R$ 15.442,00 R$ 37.035,00 R$ 44.255,00 R$ 97.152,00
Lucro Líquido Ajustado R$ 1.074.736,00 R$ 940.851,00 R$ 4.107.064,00 R$ 3.910.988,00

Comentários dos resultados

A BB Seguridade registrou resultado com participações societárias 7,1% inferior na comparação entre os anos de 2017 e 2016. Destaque para a queda em negócios de risco e acumulação. Destaca-se a redução de 10,2% no fluxo do segmento vida, habitacional e rural oriundo do aumento nos índices de comissionamento e de despesas gerais. Esse números foram parcialmente compensados pela queda na sinistralidade.

Os prêmios emitidos cresceram 4,1% no ano, impulsionado pela expansão de 14,9% na área rural e 11,7% na prestamista. Ponto positivo para o crescimento de 8,1% nas operações com previdência. Essa melhora ocorreu em função de receitas com taxa de gestão e melhora no índice de eficiência, mas com impacto negativo na remuneração de ativos financeiros. Lembrando que, juros em queda são ruins para o resultados financeiro da empresa.

Quanto a negócios de distribuição, houve retração de 1,5%, explicado pela queda de 25% no resultado financeiro da BB Corretora. Em compensação,  houve aumento de 0,5 ponto percentual na margem operacional.

Importante ressaltar a diminuição de 45,5% nas despesas gerais e administrativas da holding. Isso ocorreu em função de cortes de gastos com pessoal, serviços técnicos especializados e por itens não recorrentes relacionados a pagamento de IOF relativo a resgate de aplicações em 2016 para pagamento de dividendos.

Indicadores e perspectivas

A evolução do mercado de seguros é uma tendência nacional contra riscos e imprevistos, mas ainda distante da cultura de países mais desenvolvidos. De acordo com dados da Susep, em 2017, a arrecadação do mercado segurador cresceu 3,25% em relação ao ano anterior. Dessa forma, atingiu a marca de R$247,1 bilhões.

Destaque para o incremento na família PGBL, na ordem de 14,17% dentro dos planos de acumulação, cuja maior representatividade é de planos VGBL, que subiram 1,6%. Outro ponto positivo foi a evolução na área rural de 13,06%.

A maior retração, segundo a ANS, foi observada em saúde suplementar (que não consta no cálculo da Susep) com queda de 18,67%. A piora da situação econômica e cortes em pacotes corporativos, explicam esses números negativos.

Dentro do contexto operacional da companhia, vale ressaltar os níveis elevados de rentabilidade patrimonial de suas subsidiárias e a política de distribuição de lucros. Além disso, a empresa possui vantagens quanto ao posicionamento no varejo através de seu controlador, o Banco do Brasil.

Destaque negativo para a dificuldade de prever perdas com a cobertura de segurados. Além disso, também podemos citar a necessidade de investimentos em tecnologias para avaliação de riscos, além da queda da rentabilidade nas aplicações financeiras.

Múltiplos de mercado

EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado
14,67 6,68 R$ 59.398.745,43

 O índice P/L está relativamente alto se for comparado com seus pares. Porém, esse número não fornece nenhuma base por utilizar dados correntes em um setor em fase de amadurecimento. Quanto ao P/VPA, é importante observar que este indicador tem forte correlação com a rentabilidade patrimonial, que, por sua vez, é muito elevada e bem acima da média do setor.

Variação das ações em Bolsa

As ações negociadas na bolsa apresentaram valorização em 2017, com retorno acumulado de 6,87%. Em 2018, apresenta crescimento de 6,96%.  Já o dividend yield é de 5,75%. A expectativa é de manutenção na política de distribuição de proventos para esse ano.

O Beta histórico do papel da BB Seguridade (BBSE3), que mede a sensibilidade do ativo em relação ao Ibovespa, é de 0,8. Sendo assim,  considerado um ativo com característica conservadora, que acompanha o sobe e desce do mercado com menor intensidade.

A empresa apresenta potencial de crescimento em seus indicadores fundamentalistas no longo prazo, principalmente pela rentabilidade patrimonial das subsidiárias.

Nossa recomendação

Para um cenário com a distribuição de lucros, o aumento da renda média das famílias e o crescimento do mercado de seguros, a expectativa é que o preço da BBSE3 chegue a R$ 38,60 no longo prazo. Após a nossa recomendação, em 15 de agosto de 2017, o ativo rendeu mais de 13% na Carteira Dividendos. O  upside atual é de 30,8%.

 

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Importante

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Banco do Brasil ( BBAS3 ) – Análise dos resultados de 2017

Banco do Brasil ( BBAS3 )

Banco do Brasil ( BBAS3 ) – Análise dos resultados de 2017

Hoje faremos uma breve análise dos resultados de 2017 do banco do Brasil ( BBAS3 ).

Breve histórico do banco

O Banco do Brasil foi criado em 1808, iniciando suas atividades um ano depois. Durante algum tempo, sofreu mudanças, entre o encerramento das atividades, a recriação pelo visconde de Mauá e a fusão com o Banco Comercial do Rio de Janeiro.  Desde o início, operou com depósitos, descontos e empréstimos.

Atualmente, é uma instituição financeira constituída sob a forma de sociedade de economia mista. Tendo assim, a União brasileira como sua principal acionista.

Possui mais de cinco mil agências espalhadas por todos estados do Brasil. Além disso, está presente em mais de vinte países ao redor do mundo. Ocupa posição de destaque no sistema financeiro nacional, estando entre os bancos que mais movimentam recursos, com grande quantidade de ativos financeiros e depósitos à vista. Além disso, ocupa a liderança nacional na concessão de crédito.

Destaques financeiros

O Banco do Brasil registrou receita operacional 0,5% inferior na comparação entre o fechamento de 2017 e 2016. O impacto negativo veio a partir da queda na margem financeira bruta (-2,5%). Isso ocorreu porque houve forte redução nas operações de crédito para pessoa jurídica (-32%), especialmente no que se refere a micro e pequenas empresas, e para o agronegócio (-10,7%).

Além disso, houveram perdas com atualização de depósitos em garantia e rendas de títulos e créditos a receber a partir da redução dos indexadores.

Destaque para o crescimento da receita com tarifas. Essa receita foi impulsionada pela utilização de novas tecnologias nas contas correntes e por valores cobrados para administração de fundos de investimento.

A instituição vem realizando esforços para melhorar a eficiência de suas operações, mantendo controle sobre despesas administrativas e obtendo sucesso para incrementar sua margem operacional.

O lucro líquido apresentado na mesma base de comparação foi 54,2% superior. A empresa aproveitou a queda das despesas operacionais (mais que proporcional à queda nas receitas).

Além disso, o banco captou a diminuição no risco da carteira de crédito, influenciando na perda com créditos de liquidação duvidosa. O índice de capital chegou a 19,6% no final de 2017, com índice de capital nível I em 13,8% e 10,5% de capital principal.

Perspectivas

A evolução gradual da economia influencia diretamente as instituições financeiras. Isso ocorre pois as operações de crédito aumentam de forma sustentável e o o risco de inadimplência diminui. Com isso, crescem as receitas com operações bancárias e se reduz esforços com operações de cobrança e recuperação de crédito.

Com a melhora na qualidade do crédito, a tendência é que o mercado apresente maior rentabilidade. Além disso, espera-se redução de risco na carteira de pessoa física e aumento de volume nas linhas de pessoa jurídica mais produtivas.

O Banco do Brasil mantém perspectiva positiva para 2018, conservando seu controle de despesas. Além disso, esperamos incrementos em serviços de administração de fundos e consórcios.

A indústria de fundos vem crescendo consideravelmente, com captação líquida positiva mês a mês na maioria das classes. O BB é considerado o maior administrador de recursos no país.

Outro ponto a ser considerado é o crédito rural, que se sustentou dentro do intervalo das estimativas da companhia no ano passado e deve se manter acima da média no período atual. Em um momento de safras recordes, o banco, que é líder em crédito rural com 60% de participação no mercado, deve manter o montante de empréstimos elevado para o agronegócio. Porém, o setor agrícola apresenta baixo retorno e risco elevado nos empréstimos.

Outro fato negativo é o rebaixamento do rating soberano do país pela S&P, levando junto as principais instituições financeiras do país, que tiveram o rating global passando de BB para BB-. Além disso, o banco pode sofrer com interferências políticas.

Indicadores

EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado
11,09 1,23 R$ 122.181.508,80

 O índice P/L está relativamente baixo para instituições financeiras, estando abaixo da média dos concorrentes privados. O lucro por ação deve apresentar evolução nos próximos períodos. Já as margens, devem aumentar com a retomada do mercado de crédito. Isso deve ser observado principalmente no segmento pessoa jurídica.

Variação das ações em Bolsa

As ações negociadas na bolsa apresentaram valorização em 2017, com retorno acumulado de 13,3%. Em 2018, apresenta crescimento de 33,97%.

O Beta histórico do papel do Banco do Brasil (BBAS3), que mede a sensibilidade do ativo em relação ao Ibovespa, é de 1,7, sendo considerado um ativo com característica agressiva, que acompanha o sobe e desce do mercado com maior intensidade.

Nossa recomendação

A empresa apresenta potencial de crescimento em seus indicadores fundamentalistas no longo prazo e pode apresentar uma boa oportunidade de investimento. Além claro, de possuir desconto em relação a Itaú e Bradesco.

Para um cenário com a diminuição da inadimplência, o aumento na concessão de crédito mais rentável e a continuidade da gestão eficiente das operações, a expectativa é que o preço da BBAS3 chegue a R$ 50,50 (revisado para cima) no longo prazo.

Após a nossa recomendação, em 31 de agosto, o ativo já rendeu mais de 40,2% na Carteira Crescimento. Continuamos otimistas com o case.

 

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Fontes das Informações: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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Fundos Multimercados, vale a pena? Saiba agora

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Fundos Multimercados, vale a pena? Saiba agora

Depois de um 2017 espetacular, diversos investidores nos perguntam: Fundos Multimercados, vale a pena investir em 2018? Para quem ainda não conhece, os Multimercados são um tipo de Fundo de Investimento que tem muita liberdade para adotar diferentes estratégias e tipos de investimentos.

Obviamente, esses existem diversos tipos de Fundos Multimercados. Alguns são mais conservadores e outros mais agressivos, com alta volatilidade e exposição em ativos de risco, como ações, por exemplo.

Dentre as diversas categorias, os que mais nos chamam a atenção são os Multimercados Macro. Nesse tipo de Fundo, o gestor tem muita liberdade na alocação dos recursos a partir de diferentes cenários da economia. Se os juros estiverem em alta nos EUA, o gestor pode comprar Títulos de Renda Fixa por lá. Se as Bolsas estiverem subindo na Europa, o gestor pode comprar ações de empresas europeias. Ou então, se o Tesouro Direto estiver rendendo bem aqui no Brasil, o gestor pode comprar Títulos Públicos Federais.

Essa liberdade de investimento aliada a qualidade das gestoras fez com que diversos Fundos se transformassem em verdadeiros fenômenos. O Fundo Adam Macro Strategy, que deve fechar nos próximos dias, rendeu, somente em 2018, 6,01%. O CDI, referência do Fundo, rendeu pouco mais de 0,64%. Lembrando que, esse tipo de Fundo não é de Renda Fixa e que o investidor deve esperar volatilidade das cotas.

O quanto da minha carteira colocar em Multimercados?

Entendemos que a diversificação dentro de uma carteira é importante. Tão importante quanto a diversificação é o quanto cada investidor aceita de volatilidade. Entenda por volatilidade ‘’o sobe e desce’’ nos retornos. Um Multimercado Macro, por exemplo, pode subir 3% em um mês e não render nada no mês seguinte.

Abaixo, separamos a alocação máxima nesse tipo de Fundo, levando em conta as carteiras dos nossos clientes:

– Perfil conservador (investidor que não gosta de volatilidade): até 10%;

– Perfil moderado (investidor que aceita um pouco de volatilidade): de 30% a 50%;

– Perfil agressivo (investidor que aceita grandes oscilações): de 50% até 90%.

Obviamente, esses perfis são (e devem) ser ajustados de acordo com cada investidor.

O que esperar de 2018?

O Fundo Multimercado Macro costuma render bem em cenários de juros baixos, onde as aplicações de Renda Fixa se tornam menos atrativas. E esse é justamente o cenário que vivemos hoje. Os juros devem parar de cair, mas continuarão baixos por um bom tempo. A inflação deve continuar comportada e a economia, crescendo.

Ou seja, temos hoje um cenário ideal para investimentos em Fundos Multimercados.

Qual o retorno desses Fundos?

Em função da característica volátil desses Fundos, não temos como precisar qual será a sua rentabilidade. Os gestores, porém, trabalham com objetivos de retorno. O Fundo Adam Macro, que falamos acima, tem como objetivo render de CDI +8% a CDI + 10% ao ano.

O nosso trabalho é justamente acompanhar como o gestor fará para atingir essas metas e se o tipo de investimento que ele faz pode ajudar a batê-la. No caso do Adam Macro, que tem uma meta de rentabilidade bem ‘’agressiva’’, não faria sentido alocar 50% da carteira em um CDB, por exemplo.

Considerando a nossa Carteira Agressiva de Fundos, que é composta basicamente por Multimercados, o retorno médio dos Fundos em 2017 foi de 291% CDI. Ou seja, enquanto o CDI rendeu 9,93% ano passado, os Fundos da Carteira renderam, em média, 28,9%.

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