Ferbasa FESA4 – Radar de Empresas

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Ferbasa FESA4 – Radar de Empresas

Ontem tivemos um bate papo com Carlos Henrique Temporal, Gerente de Relações com os investidores da Ferbasa FESA4. Para quem ainda não conhece, a Companhia de Ferro Ligas da Bahia ou Ferbasa (FESA3/FESA4) é uma empresa fundada em 1961.  A companhia é principal fornecedora de ferroligas do Brasil e única produtora de Ferrocromo das Américas.

Ferbasa é o que chamamos de uma small cap com forte potencial de crescimento. Além claro, de ser uma ótima pagadora de dividendos.

FESA4 é um ativo que acompanhamos há um bom tanto para recomendações de médio, quanto de longo prazo. E, em 2017, chamou muita atenção do mercado por subir mais de 180% em bolsa.

Abaixo seguem as perguntas que fizemos para a empresa e o vídeo com o bate-papo. Vale a pena conferir:

Perguntas

– Carlos, iniciando nosso bate papo, poderia passar alguns diferenciais da empresa em relação ao posicionamento no mercado, reservas e a estrutura da empresa?

– Muitos investidores procuram empresas com receita em dólar para diversificação de carteira. A Ferbasa é uma a empresa que tem 100% das receitas em dólar. Como a empresa enxerga/projeta o câmbio?

– Hoje não existe nenhuma oferta de compra da empresa (ou pelo menos que nós saibamos), mas sabemos que diversas empresas, especialmente as médias, são alvos potenciais de aquisição. Recentemente vimos o caso da Fibria, onde uma oferta da Paper Excelence foi feita e ignorada. Acabou vencendo a oferta da Suzano, mais baixa, em relação ao valor de mercado de Fibria. Isso acabou prejudicando os acionistas minoritários da empresa. Pergunto: como a Ferbasa trata dessa questão da governança, em especial em relação a tag along?

– Em 2017, o ROE de Ferbasa fechou em quase 18%, os indicadores P/L e P/VP são relativamente baixos. A margem EBITDA da empresa segue em alta, assim como a margem líquida – mesmo com receita liquida estável de 2016 para 2017 e dólar mais baixo em 2017. Sabemos que no ano passado a empresa conseguiu repassar preços. Como a empresa projeta o volume de vendas e o mercado para esse 2018?

– Os custos dos produtos vendidos caíram muito em função da queda do volume de vendas (ambos em torno de 19%), mas as despesas comerciais e administrativas subiram. Em termos de diminuição de custos e despesas, especialmente os custos fixos, qual o posicionamento da empresa?

– Possível guerra comercial China x EUA, presidente Trump querendo taxar aço, indústria siderúrgica se recuperando aqui no Brasil. O que a Ferbasa espera do mercado em 2018?

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

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Vantagens de investir no tesouro direto

Vantagens de investir no tesouro direto

Vantagens de investir no tesouro direto

No último artigo, Tesouro Direto – Como funciona o mercado de títulos públicos, entendemos como funcionam os Títulos Públicos. Hoje vamos falar a respeito de algumas vantagens de investir no tesouro direto.

Escolher a forma de aplicar o seu dinheiro não é uma tarefa simples. Para te ajudar a encontrar a melhor maneira de fazer o seu dinheiro render de acordo com sua realidade e seus objetivos, listamos as principais vantagens da aplicação no tesouro direto. Uma modalidade que além de segura, pode ser muito rentável.

Nos últimos anos, o brasileiro tem saído da poupança e colocado seu dinheiro no tesouro direto. Enquanto a poupança tem rendido pouca coisa acima da inflação, o tesouro direto tem rendido muito bem.

Acessível para investir e para retirar o dinheiro

Uma das principais vantagens de aplicar no tesouro direto é ser extremamente acessível.

Não é preciso grandes quantias para começar uma aplicação. Com R$ 30 reais já é possível começar. Nesse sentido, o tesouro direto é muito mais democrático e vantajoso que os investimentos em CDB’s, LCI e LCA, por exemplo. Esses últimos costumam exigir um aporte financeiro mínimo para iniciar as aplicações. Geralmente acima de mil reais ou até mais.

Além disso, o tesouro direto possui uma liquidez diária.  Dessa forma, permite a venda dos títulos comprados antes do que investidor tinha planejado.  Embora, caso você faça isso, a rentabilidade possa ser maior ou menor, dependendo de qual título foi escolhido no momento da compra. A liquidez também faz do tesouro direto o mais indicado para quem pretende fazer investimentos recorrentes, por exemplo, todo mês. Você pode investir e retirar o dinheiro sempre que quiser.

Segurança

Outra grande vantagem dos títulos do tesouro direto é a segurança. Para entender o motivo de ser considerado um investimento tão seguro, lembre-se que ao comprar um título público, você basicamente está emprestando o seu dinheiro ao governo que, por sua vez, devolverá a quantia com juros.

Além disso, o tesouro direto tem a garantia da instituição financeira mais segura e sólida do país: o tesouro nacional. Como todos os bancos no país também possuem uma enorme quantidade de títulos públicos, caso este o governo desse um “calote”, todas as instituições financeiras do país quebrariam. Por isso, a chance do governo não saldar essas dívidas (incluindo a que você emprestou para ele, lembra?) é mínima. Ou seja, se o  tesouro ”quebrar” é possível que haja um colapso total do mercado financeiro.

Basta dizer que na pior das hipóteses, o tesouro nacional ainda tem o poder de imprimir moeda para pagar os seus credores (no caso, você). Isso geraria uma crise sem precedentes e uma inflação nas alturas. Mas o governo prefere isso a deixar de pagar as dívidas públicas. Por isso o tesouro garante, no mínimo, o retorno integral do valor investido.

Rentabilidade

Uma grande vantagem do tesouro direto é o fato de aliar a segurança com o uma rentabilidade real. Isso é importante para aqueles investidores que possuem um perfil mais conservador e não quer que a inflação ”coma” seus retornos.

Lembrando que no site do Tesouro Direto, temos, diariamente, todos os títulos para negociação. Confira:

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Um guia básico sobre o investimento em CDB

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Um guia básico sobre o investimento em CDB

Hoje vamos falar sobre o investimento em CDB. O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é um título de renda fixa emitido pelas instituições bancárias para custear suas atividades de crédito. Em outras palavras, você empresta um valor ao banco, o qual terá recursos para emprestar a outro cliente, ao mesmo tempo em que você recebe juros sobre a quantia investida.

Tipos de CDB

Há diferentes tipos de rendimento. O pré-fixado, com juro anual estabelecido no momento da aquisição, e pós-fixado, sujeito à oscilação do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). O CDI é um título de empréstimo entre as instituições financeiras que acompanha a Taxa Selic (taxa básica de juros). Devido à variação, não é possível saber o lucro antes do vencimento do título. Há, ainda, o rendimento híbrido, geralmente associado à inflação, com juro fixo anual mais variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

Como investir no CDB

O primeiro passo para investir no CDB é determinar os seus objetivos, valor e prazo da aplicação. Em seguida, selecione uma instituição bancária ou corretora para investir. Corretoras normalmente tem títulos com taxas mais altas. Abra uma conta de investimentos, pesquise entre os títulos disponíveis e defina qual se encaixa melhor em seu perfil.

Apesar de variar de acordo com a instituição financeira, o montante mínimo para aplicação geralmente é de R$ 1 mil. Quando findar o prazo de validade do título, que pode variar de 30 dias a cinco anos, você receberá o valor original acrescido de todo o lucro do período.

Vantagens e desvantagens

Sem dúvida, a rentabilidade do CDB é melhor em relação à poupança. Há casos que o CDB chega a pagar quase o dobro da poupança. Sendo ideal também para quem quer sair da caderneta. Ou mesmo para quem quer iniciar seus investimentos.

Embora o CDB seja um investimento seguro, o principal risco de sua aplicação está nos casos de falência do banco, quando este não consegue reembolsar o capital aos investidores. Aí entra outra vantagem do CDB: o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) cobre aplicações no valor de até R$ 250 mil. Por isso, se a quantia desejada para a aplicação excede este número, divida o capital em títulos de diferentes instituições. Lembrando que esse valor do FGC é limitado a R$1 milhão, por CPF ou CNPJ.

Se você gostou das informações e está disposto a investir no CDB, lembre-se: uma boa aplicação depende de planejamento, seleção de uma instituição bancária confiável e análise da situação do mercado. Caso tenha dúvidas, contate um de nossos especialistas, que poderão auxiliá-lo na aquisição do título. Assine também a nossa newsletter para receber mais dicas de investimentos.

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Locamerica ( LCAM3 ) – Radar de Empresas

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Locamerica ( LCAM3 ) – Radar de Empresas

A Locamerica ( LCAM3 ) divulgou os resultados relativos ao último trimestre do ano passado e o consolidado de 2017. Seguem os principais destaques do ano passado:

– A empresa mostrou forte crescimento em 2017, com crescimento de 67,9% da frota total, atingindo 46,6 mil veículos ao final do ano. Números esses impulsionados pela integração da Auto Ricci.

– A receita líquida total de 2017 bateu R$1.048,1 milhões em 2017, uma alta de 38,9% em relação a 2016.  Anualizando a receita do 4T17 com os números da Auto Ricci, o total ficou em R$1,28 bilhões.  Um crescimento de 70,4% em relação a 2016.

– O EBITDA e o EBIT recorrentes foram recordes. Em 2017 os totais foram de R$345 milhões e R$216,8 milhões, respectivamente.  Anualizando os resultados com os números da Auto Ricci, o EBITDA chega a R$426,9 milhões, mostrando um crescimento de 71,6% em relação a 2016. Já o EBIT totalizou R$269,3 milhões, uma alta de 79,1% em relação a 2016.

– O lucro líquido do ano passado foi de R$67,7 milhões, uma alta de 189,3% em relação a 2016. Com os dados da Autor Ricci, o lucro líquido bateu em R$90,2 milhões ou 212,1% maior do que o de 2016.

– O ROE (com Auto Ricci) foi de 19,0%, uma alta de 1,5 ponto percentual em relação a 2016.

Destaques consolidados:

A empresa apresentou excelentes números em 2017 e conseguiu manter a rentabilidade, mesmo em meio a aquisições e fusões. Em locações, houve um aumento de quase 76% no último trimestre do ano passado, em relação a 2016. Além disso, a empresa consolidou a sua plataforma de Seminovos, atingindo 27 lojas em 15 cidades. Destacamos também, a fusão com a Unidas, levando a Locamerica a marca de 100 mil veículos, 76 lojas de seminovos e  210 lojas de locação.

Continuamos com uma visão positiva de Locamerica, especialmente no médio prazo, onde a empresa deve captar importantes sinergias, como na integração com Unidas. Entendemos que a empresa tem um bom potencial, e continuamos com a nossa recomendação de médio prazo aberta em 27/12/17, que já rende 83,11%. Lembrando que, essa recomendação foi enviada para os clientes do nosso Produto Full Trader.

Hoje as ações LCAM3 operam em alta de 0,97%, cotadas a R$31,30. No ano, a alta é de 64,57%.

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Siderúrgica Nacional ( CSNA3 ) – Radar de Empresas

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Siderúrgica Nacional ( CSNA3 ) – Radar de Empresas

A Siderurgia Nacional ( CSNA3 ), divulgou seus resultados relativos ao último trimestre do ano passado e o consolidado de 2017. Seguem os principais destaques operacionais e financeiros apresentados:

– EBITDA ajustado de R$4,64 bilhões, uma alta de 14% em relação a 2016. A margem EBITDA foi de 23,8%. A melhora foi devido ao amento da performance em siderurgia e mineração.

– EBITDA ajustado de Siderurgia atingiu R$2,11 bilhões, um aumento de 12% em relação a 2016. Destaque para o aumento de 14% nos preços do aço – tanto para o mercado interno, quanto externo.

– Em 2017, a empresa apresentou aumento de 15% na produção de aços laminados planos.

– EBITDA ajustado em Mineração bateu R$1,94 bilhões, representando um aumento de 11% em relação a 2016 . Destaque para o maior do preço médio realizado.

– Redução de 0,66x no nível de alavancagem. A empresa fechou 2017 em 5,66x, contra 6,34x em 2016.

– Em 2017 houve redução das Despesas Gerais e Administrativas de 20%. Além da redução das Despesas Financeiras em R$541 milhões.

– A empresa reverteu prejuízo de R$853 milhões de 2016, atingindo um lucro líquido de R$111 milhões em 2017.

Abaixo, seguem os destaques consolidados:

Dentre as empresas de siderurgia do Brasil, a CSN é a que apresenta a situação mais delicada. A empresa segue muito alavancada, com mais de R$6,5 bilhões em obrigações de curto prazo. Por outro lado, a empresa mostrou sinais de recuperação operacional, assim como vimos nos casos de Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5). Seguimos céticos em relação as perspectivas de CSN, sem recomendações para o longo prazo.

Hoje as ações CSNA3 operam em alta de 0,35%, cotadas a R$8,60. Em 2018, as ações sobem 2,63%.

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Sparta Top Renda Fixa Credito Privado LP

SPARTA TOP renda fixa

Sparta Top Renda Fixa Credito Privado LP

No nosso último artigo, Fundos Multimercados, vale a pena? Saiba agora, falamos a respeito das oportunidades em Fundos Multimercados para a diversificação de carteira. Hoje falaremos a respeito do Sparta Top Renda Fixa Crédito Privado. Um Fundo muito interessante para investidores com o perfil conservador.

A Gestora

A Sparta Administradora de Recursos foi fundada em 1993 por Victor Nehmi, um engenheiro agrônomo. Durante muitos anos buscou aproveitar oportunidades com os preços das commodities. Em 2005, a empresa virou gestora e ficou conhecida pelos Fundos de alta volatilidade.

Posteriormente, a gestora precisou se especializar em novas frentes e passou a oferecer produtos de diversas características de risco. Atualmente, conta com fundos de renda fixa, referenciado DI e multimercado. Assim, gerencia mais de R$ 2,5 bilhões de patrimônio para mais de 30.000 cotistas.

Possui produtos acessíveis, com aplicação mínima que permite a diversificação de investimentos. Assim como, recebeu o prêmio de melhor fundo, na categoria fundos de renda fixa, da Revista Exame por três anos consecutivos.

O Fundo

O fundo Sparta Top FIC Renda Fixa Crédito Privado LP é um fundo de investimento em cotas de fundos constituído sob a forma de condomínio aberto, sem prazo de duração determinado e destinado a investidores em geral. A política de investimento consiste em aplicar, principalmente, seu patrimônio líquido em cotas do Sparta Top Master FI Renda Fixa Crédito Privado LP. Busca retorno investindo, indiretamente, mais de 80% em títulos de renda fixa, com concentração em fatores de risco relacionados à crédito e juros.

Não é permitido ao fundo realizar investimentos no exterior, operações day trade e pode utilizar instrumentos em derivativos para proteção da carteira. Dessa forma, o Fundo não pode operar com alavancagem.

A Carteira

Em síntese, a carteira consolidada é composta por 60,73% de debêntures. Destaques para títulos emitidos pela Companhia Paranaense de Energia, Energisa, Natura, Sabesp, Cemig e Ecorodovias.

Conta com exposição de 21,62% em títulos privados. Destaques para CDB’s dos bancos Bradesco, Santander e Paraná.

Possui 5,96% em direitos creditórios e 5,73% em operações compromissadas (compra com compromisso de revenda em prazo e preço predeterminado) com títulos públicos prefixados (LTN). Possui ainda 4,18% em títulos públicos federais indexados à taxa Selic (LFT).

A seguir, a composição da carteira consolidada:

A evolução das alocações indica manutenção de títulos de crédito corporativo acima de 60%, após alguns meses com menor exposição neste tipo de papel. Quanto a proporção de títulos bancários houve um pequeno aumento no percentual, passando de 20%.

De janeiro para fevereiro houve incremento em títulos públicos federais, a partir da geração de caixa observada no período e da necessidade de rentabilizar essas disponibilidades enquanto não aparecem novas oportunidades no mercado.

A seguir a evolução das principais alocações:

out/17 nov/17 dez/17 jan/18 fev/18
Debêntures 66,50% 56,72% 59,99% 63,35% 60,73%
Títulos Privados 19,94% 21,42% 21,01% 19,72% 21,62%
Direito Creditório 7,62% 6,29% 5,74% 6,31% 5,96%
Operações Compromissadas 1,36% 6,49% 5,36% 0,43% 5,73%
Títulos Públicos Federais 2,92% 5,60% 4,58% 2,32% 4,18%
Fundos de Investimento 1,42% 1,15% 1,05% 7,42% 1,36%

Características

Para investir no fundo, o aporte mínimo inicial é de R$ 5.000,00. A taxa de administração é de 0,7% do patrimônio líquido. Será cobrada taxa de performance de 20% do que exceder o CDI.  O resgate, sem descontos, pode ser feito a partir do trigésimo segundo dia após o pedido (D+32).

O patrimônio líquido médio é de R$ 1,2 bilhão nos últimos doze meses. Já o risco é considerado de médio para baixo, com volatilidade de 0,21% desde o início do fundo em fevereiro de 2012.

Desempenho

Nos últimos 12 meses, o fundo obteve retorno acumulado de 10,21% e, em 24 meses, alcançou o patamar de 27,18%. Confira o desempenho no quadro abaixo:

Nosso Posicionamento

O fundo é classificado como Renda Fixa Duração Média Grau de Investimento. Simultaneamente deve investir, majoritariamente, em títulos de baixa volatilidade e com rating elevado de acordo com agências de risco. Logo é importante observar a atual conjuntura, onde alocações tradicionais apresentam rentabilidade reduzida devido ao atual patamar da taxa básica de juros.

Gráfico com o retorno do CDI

Assim, o gestor busca oportunidades conservadoras no mercado de crédito corporativo, uma vez que este segmento apresenta margens mais elevadas que a maioria dos produtos de renda fixa oferecidos por bancos.

Além disso, o desenvolvimento do mercado secundário é visível. Oferecendo assim, maior liquidez e apresentando maior movimentação devido à necessidade crescente de financiamento das empresas com a recuperação da economia nacional. Além da retração das linhas oferecidas por bancos para pessoa jurídica.

Ao mesmo tempo, vale ressaltar a melhora nos resultados das organizações emissoras. Uma vez que os balanços trimestrais vêm mostrando crescimento nos indicadores operacionais de diversos setores, fornecendo maior rentabilidade para credores e acionistas.

A seguir algumas das principais debêntures da carteira em comparação com o CDI:

2018 2017 6 meses 12 meses
CMTR33 – CEMIG IPCA + 6.2% 4,87% 16,54% 11,49% 16,51%
% do CDI 431,52% 166,60% 316,05% 182,82%
ENGI25 – ENERGISA IPCA + 9.23% 1,50% 15,04% 4,69% 13,10%
% do CDI 132,74% 151,53% 129,13% 145,08%
LORT10 – LOCALIZA 113.9% do DI 1,33% 11,11% 3,78% 10,01%
% do CDI 117,91% 111,89% 104,07% 110,86%
SBSPB5 – SABESP IPCA + 6.2% 1,94% 13,40% 4,65% 11,97%
% do CDI 171,94% 135,01% 127,83% 132,54%

Observamos que o Sparta Top Renda Fixa está alinhado com o posicionamento da Capitalizo no que diz respeito a aplicações de menor risco em títulos pós-fixados e menos voláteis.

Dessa forma, indicamos a exposição no fundo para investidores de perfil conservador, que buscam ganhos consideráveis no longo prazo. O objetivo do gestor é apresentar rendimento superior a 110% do CDI. O que tem conseguido nos últimos anos.

No dia 26/03/18, fizemos um bate papo com a Natália Coura. Ela é sócia e responsável pela área de atendimento a distribuidores e investidores da Sparta Fundos de Investimentos. Confira abaixo:

 

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Tesouro Direto – Como funciona o mercado de títulos públicos

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Tesouro Direto – Como funciona o mercado de títulos públicos

Investidores sempre precisam de opções para variar suas aplicações e garantir rentabilidade para o recurso investido. A fim de correr riscos baixos e ter um bom retorno, muita gente parte para o os Títulos Públicos. Você também poderá conhecer como Tesouro Direto ou Títulos de Dívida Pública. Se você está interessado em investir nessa modalidade, preparamos esse guia para explicar como funciona o mercado de títulos públicos.

O que são Títulos Públicos?

Títulos Públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional a fim de financiar dívidas e ações do Estado. Com isso, ele vende seus débitos a credores, com a promessa de pagar o investimento acrescido de uma taxa no fim do período de vigência, que é diferente de acordo com cada título.

São títulos seguros e de baixo risco, uma vez que o devedor é o País. Ou seja, o responsável pela emissão de todo o dinheiro da nação, com remuneração 100% garantida. Dada a segurança, são títulos bastante líquidos, portanto, negociá-los no mercado não será difícil.

Entretanto, projetar taxas de juros e calcular a rentabilidade de seu título é o grande desafio, como veremos a seguir.

Rentabilidade

A primeira coisa a avaliar na compra de seu título público é o quanto ele irá render no fim do prazo estipulado. Existem duas modalidades para definir esta taxa:

Renda prefixada

O título possui um valor de face que não irá se alterar no prazo de vencimento. Se ele irá pagar 15%, esta será a renda recebida independentemente das movimentações da economia ao longo do tempo.

Riscos: volatilidade de preço no mercado e possibilidade de desvalorização. Essa desvalorização, porém, só pode ocorrer caso você tente resgatar antes do vencimento.

Renda pós-fixada

A renda deste título irá acompanhar algum índice determinado na contratação como, por exemplo, o IPCA + x%.

Riscos: volatilidade de preço no mercado e possibilidade de desvalorização. Essa desvalorização, porém, só pode ocorrer caso você tente resgatar antes do vencimento.

Outros cuidados

Há ainda um outro trade off ao qual o investidor precisa se atentar: prazo x volatilidade. Quanto maior for o prazo de vencimento do título, mas ele está sujeito a variações de preço. Títulos de duração mais curta sofrem menos com a volatilidade, mas podem não ser mais encontrados se o investidor quiser aplicar o dinheiro no mesmo papel ao fim do período de vigência.

Investir em Títulos Públicos é interessante e pode ser uma ótima forma de ”poupança” de longo prazo. Confira nosso artigo Vale a pena poupar, investindo no tesouro? e veja na prática como pode ser rentável investir em Títulos Públicos.

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BTG PACTUAL CORPORATE OFFICE FUND BRCR11

BTG PACTUAL CORPORATE OFFICE FUND BRCR11

BTG PACTUAL CORPORATE OFFICE FUND BRCR11

Segundo FATO RELEVANTE, o BTG Pactual Corporate Office Fund BRCR11 fechou uma transação que envolve uma troca de ativos com a Brookfield. A operação totaliza R$2,1 bilhões de movimentação em imóveis comerciais. O BRCR está comprando R$719 milhões e vendendo R$1,3 bi.

Esta movimentação marca uma guinada na estratégia do fundo. Se desfazendo assim de unidades com alta vacância e reduzindo sua exposição em uma região de fraco desempenho, o Rio de Janeiro. Desta forma, a vacância física passará de 31% para 26%.

Vendas

Na negociação, a Brookfield ficará com a proporção de 60% que o fundo possui na Torre Almirante, localizada no centro da capital fluminense. Depois da saída da Petrobrás, o empreendimento passou a apresentar vacância superior a 80%.

Outro ativo envolvido é a Torre Flamengo, que contava com participação de 100% e está com 90% de desocupação após a saída das empresas do Grupo X.

Já em São Paulo, o BC Fund alienou 100% do Edifício Morumbi, que conta com vacância de 55,7%. As outras vendas foram a metade dos 70% de participação no Edifício Eldorado e 75% do BR Financial Center. Ambos os dois na capital paulista e com baixa vacância.

Aquisições

Em contrapartida, o fundo está adquirindo 50% do Edifício Jardim, no Itaim, em São Paulo. No Rio, está ficando com o Edifício Sylvio Braga, no Jardim Botânico.  No centro, fica com o Mayrink Veiga, no Centro e 20% do Edifício Senado. Esse último, conta com contrato atípico com a Petrobrás e em caso de saída do inquilino, este deverá pagar o valor total do contrato.

Expectativa com o negócio

De forma, resumida, o BRCR está pagando R$16,3 mil por metro quadrado e recebendo R$13,2 mil o metro.

Com o negócio, a expectativa é que o BRCR11 aumente sua distribuição de resultados mensal de R$0,35 para R$0,45 por cota. A tendência é que o dividend yield se eleve, passando de 4% para pouco mais de 5%.

Considerando toda negociação, a Brookfield está avaliando o fundo 14% acima de seu valor de mercado. Em valor próximo a R$119 por cota e total de R$2,3 bilhões.

Importante ressaltar que o fechamento definitivo do negócio depende, ainda, de questões sobre a avaliação dos ativos e o contrato de exclusividade é valido por noventa dias. A transação ocorre alguns meses após o administrador receber uma oferta da GTIS Partner, uma gestora americana, no valor de R$115 por cota. O BTG recusou a oferta.

Ressaltamos que estes fatos transformam a composição da carteira de forma positiva, reduzindo o risco e absorvendo boa parte da vacância, que está muito elevada. Principalmente em imóveis localizados no Rio de Janeiro.

Acreditamos na recuperação gradual do mercado imobiliário, principalmente na cidade de São Paulo, onde indicadores, tal como a absorção líquida, vêm surpreendendo e demonstrando que o setor está entrando em um ciclo positivo, com expectativa de queda na vacância, mais precisamente em ativos de alto padrão.

Portfólio atual

Abaixo, a atual composição de imóveis:

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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Selic e a inflação : Como afetam o retorno dos seus investimentos.

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Selic e a inflação : Como afetam o retorno dos seus investimentos.

Aproveitando a recente baixa na Selic para 6,50% ao ano (o menor patamar da história) e a inflação, medida pelo IPCA, que continua abaixo dos 3%, hoje vamos falar de como a Selic e a inflação podem afetar o retorno de seus investimentos. Especialmente dos títulos públicos, distribuídos pelo tesouro direto.

A Selic e a inflação

A Taxa Selic é um dos principais meios de política monetária utilizada no Brasil. Sendo assim, uma grande aliada no combate à inflação. Seu patamar costumava ser elevado, atingindo facilmente dois dígitos e permanecendo assim por longos períodos.

Entre 2003 e 2009, este importante balizador se manteve acima de 10% ao ano. Em maio de 2005 a taxa chegou a 19,75% a.a. Após atingir este ápice, foi caindo gradualmente até chegar a 8,75% em julho de 2009. A partir daí, foi possível observar algumas variações, chegando a 7,25% em 2012, voltando aos dois dígitos logo depois e permanecendo em 14,25% ao ano até outubro de 2016.

Quanto chegou a esse patamar, em julho de 2015, a inflação ainda estava pressionando. O IPCA acumulado em doze meses era de 9,56%. Desta forma, considerando, também, a taxa básica acumulada em doze meses, a taxa real de juros estava na casa de 2,4%.

Selic começa a cair

Conforme esta política  foi surtindo efeito, o índice de preços foi caindo, chegando a 7% em outubro de 2016. Nesse período ocorreu o primeiro corte na Taxa Selic no ciclo atual, passando para 14% ao ano.

Com a recessão econômica e a retração no consumo, a inflação continuou em queda. Chegando a 3% em junho de 2017. Nesse período foi possível observar a maior taxa de juros reais dos últimos anos: 9,7%.

Nessa época, a política monetária estava ficando cada vez mais flexível. Muito em função da necessidade de impulsionar a economia e da queda dos preços.

juros reais

A partir do momento que o índice de preços se estabilizou um pouco abaixo de 3%, a rentabilidade do principal balizador da renda fixa (Selic) passou a cair, juntamente com a sequência de cortes na taxa básica. Neste período de retração, os títulos prefixados e atrelados à inflação se beneficiaram com a precificação a mercado.

Valorização dos títulos públicos

Para entendermos o quanto foi interessante comprar títulos atrelados à inflação ou prefixados, vamos comentar a respeito da variação dos títulos públicos prefixados (LTNs).

As LTNs com vencimento para 2021, estavam sendo negociadas, no final de 2015, a um preço unitário de R$466,56, com taxa de compra de 16,57% ao ano. No final de 2016, este mesmo título já possuía um valor de R$649,59 para venda. E, no ano seguinte chegou a R$769,74. Desta forma, um investidor que tivesse comprado o papel em dezembro de 2015 e vendido dois anos depois, teria auferido um rendimento próximo de 64% bruto. Ou 55% líquido de imposto de renda.

Ainda é um bom momento para a compra desses títulos?

Este momento foi bom para este tipo de investimento devido ao ciclo de cortes na taxa de juros, mas acreditamos que este cenário ficou para trás. Atualmente, recomendamos baixa exposição neste tipo de investimento. Em renda fixa, nosso foco está em debêntures incentivadas, que possuem isenção fiscal e, em muitos casos, ganhos acima de títulos púbicos federais.

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

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Natura (NATU3) – Comprar ou Vender

Natura NATU3

Natura NATU3 – Comprar ou Vender

Confira nossa análise de Natura NATU3 .

Histórico da empresa

A companhia foi fundada em 28 de agosto de 1969 com o nome de Berjeaout.  Porém, poucos meses, passou a se chamar Natura devido a participação de produtos vegetais na composição dos produtos. No ano seguinte, a primeira loja foi aberta na Rua Oscar Freire, em São Paulo. Já a primeira fábrica foi inaugurada com menos de dez funcionários.

Anos 70 e 80

Em 1974, deixou de vender em lojas para focar na venda direta. Após o crescimento regional da década de oitenta, a empresa se expandiu e passou a atuar internacionalmente, com presença em países como Argentina, Chile, Colômbia, México, Estados Unidos e França.

Anos 2000

Em maio de 2004, a companhia abriu capital na Bovespa, sendo listada no segmento Novo Mercado, nível mais alto de governança.

Além de investir pesado em pesquisa e desenvolvimento, vem adquirindo empresas do seu setor de atuação, como a Emei Holdings, dona da rede de cosméticos australiana Aesop, e a The Body Shop. Tem cerca de sete mil colaboradores, e os produtos são vendidos por mais de um milhão e setecentas mil consultoras.

Destaques financeiros

Indicador 2017 2016
Ativo Total (mil) R$ 14.957.462,00 R$ 8.421.579,00
Patrimônio Líquido (mil) R$ 1.634.746,00 R$ 996.385,00
Receita Líquida (mil) R$ 9.852.708,00 R$ 7.912.664,00
Lucro Bruto (mil) R$ 6.941.631,00 R$ 5.465.705,00
EBITDA (mil) R$ 1.741.900,00 R$ 1.343.600,00
Margem EBITDA 17,68% 16,98%
Lucro Líquido (mil) R$ 670.251,00 R$ 308.235,00
ROE – Rentabilidade Patrimonial 41,00% 30,94%
Dívida Total Bruta (mil) R$ 9.331.900,00 R$ 4.390.171,00
Dívida Total Líquida (mil) R$ 5.661.464,00 R$ 2.091.242,00
Dívida Líquida/Ebitda 3,25 1,56
Dívida Curto Prazo / Dívida Total 43,69% 40,19%

Receita

A Natura apresentou receita líquida 24,5% superior na comparação entre o fechamento de 2017 e o mesmo período de 2016. Esse movimento positivo ocorreu em função da melhora nas vendas do segundo semestre no Brasil, com incremento de 2% no quarto trimestre em volume de vendas.

Além disso, podemos citar o crescimento excepcional da Aesop (+21,9%), que não apresentou impacto cambial relevante, e pela contabilização do resultado da The Body Shop a partir de setembro, primeiro mês de consolidação, contribuindo no montante de R$1,5 bilhão.

Importante ressaltar que o faturamento foi parcialmente afetado por questões político-econômicas na América Latina, mais especificamente no Peru. No Brasil, a receita cresceu 4,5% no ano, mesmo com queda no volume de vendas, que foi parcialmente compensada na segunda metade do período.

Na América Latina o aumento de receita foi de 18% em moeda constante, impulsionada pela expansão de canais e por ganhos de produtividade.

Ebtida

O Ebitda apresentou crescimento de 29,6%, totalizando R$1,7 bilhão. Importante ressaltar que deste montante R$228,6 milhões fazem parte do resultado operacional de quatro meses da The Body Shop (TBS). Interferindo assim, na base de comparação.

Margem Ebtida

A margem Ebitda demonstrou evolução de 0,7 ponto percentual. Isso ocorreu devido ao ganho de escala com o aumento das vendas no consolidado e à inclusão do resultado mencionado.

Despesas

A empresa continua com forte controle sobre despesas, mas a necessidade de investimento em marketing fez os gastos com vendas subirem 26,5%. Dessa forma, totalizando R$700 milhões somente com a TBS, e com proporção de 42,6% da receita líquida, um pouco acima dos 41,9% de 2016.

A variação positiva de R$185 milhões em outras receitas operacionais reflete ganhos com a reversão de passivos fiscais, parcialmente compensados por perdas na alienação de ativos.

Outros pontos importantes são o aumento de aportes em pesquisa e desenvolvimento, novas instalações, incentivos a executivos e amortização de intangíveis, contribuindo para o aumento de 37,7% em despesas administrativas. Totalizando R$1,5 bilhão, estes gastos consumiram 15,2% da receita líquida em 2017. Número superior aos 13,8% de 2016.

Gráfico da Evolução de Resultados (R$ milhões)

Lucro Líquido

O lucro líquido apresentou evolução de 117,5%, chegando a R$670,3 milhões. Destaque para o total de R$225,9 milhões de despesas com a aquisição da TBS e para a redução de 40,9% em despesas financeiras líquidas. Este movimento ocorreu em função de ganhos cambiais, reversão de contingências e abatimentos sobre passivos tributários concedido pelo Programa Especial de Regularização Tributária (PERT).

Geração de Caixa

A geração de caixa totalizou R$617,2 milhões em 2017. Representando um aumento de R$147,3 milhões em relação ao ano anterior. Esse número já considera o efeito da compra na consolidação dos resultados.

Neste sentido, é importante observar o aumento na necessidade de capital de giro em R$279,5 milhões e o crescimento de 17% em investimentos, que chegaram a R$357,7 milhões.

Endividamento

A companhia aumentou seu endividamento através da emissão de notas promissórias e pela sétima emissão de debêntures. O valor total foi de R$3,7 bilhões.

Excluindo os impactos temporários e não caixa da marcação a mercado de derivativos atrelados à dívida em moeda estrangeira, foi possível observar uma relação entre dívida líquida e Ebitda inferior ao apresentado no balanço. Este indicador ficou em 3,01x, abaixo do projetado para o ano, que era de 3,6x.

Proventos

Em fevereiro/18 foram pagos juros sobre capital próprio no valor total de R$78,3 milhões referentes ao período entre janeiro e novembro de 2017. O valor distribuído por ação chegou a R$0,18 (bruto).

Indicadores e perspectivas

Perspectiva no Brasil

No Brasil, os resultados do varejo ainda são afetados pela retração do consumo, mas os sinais de recuperação são visíveis. O cenário macroeconômico apresenta evolução de uma forma geral e deve favorecer o aumento da demanda por produtos de consumo discricionário. Nessa categorias estão os cosméticos e materiais de higiene pessoal.

No acumulado de doze meses, com fechamento em dezembro de 2017, o setor varejista apresentou um crescimento de 2,2% na receita nominal com vendas, sendo que o grupo onde se encontram artigos de perfumaria e cosméticos teve uma variação positiva de 9,4% no período. Os números são  do IBGE.

Perspectiva na América Latina

Na América Latina, o crescimento dos mercados deve permanecer e a Natura continuará investindo em sua estrutura de vendas. Notadamente no que se refere a estratégias de marketing para divulgação da marca. Neste contexto de expansão internacional, a aquisição da The Body Shop foi um importante passo e deve trazer muitos ganhos com sinergias e geração de caixa mais robusta para o longo prazo.Mesmo que no curto prazo, seja observado um aumento do endividamento da empresa.

Retorno Sobre o patrimônio (ROE)

Em relação à rentabilidade, o retorno ao acionista voltou a crescer, registrando um ROE superior à média do mercado. Além claro, de observarmos uma melhora considerável na geração de caixa livre. Dessa forma, o ROE chegou a 41%.

O investimento em pesquisa e desenvolvimento continua dando resultados. Além disso, a participação de novos produtos na receita bruta chegou ao quinto trimestre consecutivo de evolução. Sendo que o índice de inovação, considerando lançamentos dos últimos vinte e quatro meses, chegou a 64,6% de representação dentro do faturamento no final de 2017.

Alinhando sua força comercial, a organização estará dando um passo muito grande para aumentar seu market share. A Natura também pretende se consolidar como uma das maiores da indústria mundial de cosméticos.

Ponto negativo para o crescimento da concorrência no setor.  Outro fator negativo é a facilidade de encontrar produtos substitutos, gerando grande elasticidade do preço na demanda e pressionando as margens.

Indicadores de Mercado

EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado
11,30 20,93 8,58 R$ 19.692.773,41 R$ 14.031.309,41

O índice P/L está próximo do ideal, mas o denominador está sendo influenciado por efeitos não recorrentes e despesas com a aquisição da The Body Shop. Sendo assim, o indicador está distorcido e o valor de mercado ainda apresenta campo para evoluir, uma vez que a companhia possa apresentar sinergias operacionais ainda não precificadas pelo mercado.

Gráfico de variação da NATU3 desde 25/04/2004 x Ibovespa

As ações negociadas na bolsa apresentaram valorização em 2017, com retorno acumulado de 45,05% desde o primeiro dia útil de janeiro.

Em 2018, apresenta variação de -2,94% e a tendência é de reverter este movimento para o longo prazo. O Beta histórico do papel da Natura (NATU3), que mede a sensibilidade do ativo em relação ao Ibovespa, é de 1,03. Sendo assim, considerado um ativo com característica levemente agressiva, que acompanha o sobe e desce do mercado com maior intensidade.

Recomendação

A empresa apresenta desempenho excepcional na geração de caixa e pode apresentar oportunidade de ganhos de capital e na distribuição de proventos.

Para um cenário com o aumento na demanda dos produtos da Natura, o crescimento na geração de caixa a partir de sinergias e a estrutura eficiente de vendas, a expectativa para NATU3 é positiva. Apesar disso, é preciso frisar que os preços das ações devem continuar sofrendo a influência negativa em função da compra da TBS. Além disso, o aumento da concorrência é outro fator negativo para o curto prazo.

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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