Relatório Grátis – Fundos Imobiliários

fundos imobiliários

Fundos Imobiliários , vale a pena investir agora?

Consideramos o investimento em Fundos Imobiliários uma das formas mais inteligentes de se investir em imóveis. Mas afinal, é o momento de investir em Fundos Imobiliários ? Confira, nesse relatório exclusivo, uma análise de setor imobiliário e conheça um Fundo Imobiliário para você investir agora.

Se compararmos com o investimento da compra de imóveis diretos, podemos citar uma série de vantagens, como:

– Simplicidade: Por meio do seu home broker, o investidor negocia as suas cotas sem se preocupar com burocracia e os cuidados de um imóvel.

– Liquidez: Algumas cotas são negociadas em Bolsa, reduzindo o risco de não conseguir vender o ativo, além de ser livre das complicações burocráticas.

– Fracionamento do Investimento: O investimento em fundos imobiliários, por ser fracionado em cotas, permite ao investidor comprar / vender cotas de acordo com a sua capacidade financeira.

– Vantagem Fiscal: Para pessoas físicas, não há incidência de IR sobre o rendimento distribuído pelo fundo, o que aumenta o retorno do investimento.

Risco

– Risco: O Fundo Imobiliário investe, normalmente, em grandes empreendimentos, o que leva à diversificação de inquilinos e minimiza o risco de perda total de rentabilidade.

– Gestão: O investidor não precisa se preocupar com a depreciação. A gestão ativa permite que o administrador venda empreendimentos que considera menos valorizados.

Investir em imóveis através de Fundos Imobiliários pode ser muito vantajoso e seguro no longo prazo, e é inegável que o mercado imobiliário passou por um momento muito delicado nos últimos anos. No final de 2012, tínhamos um cenário de taxas de juros baixos, crédito abundante, vacância baixa e aluguéis em alta. Os preços dos imóveis eram muito altos e, por consequência, vimos uma forte valorização dos Fundos Imobiliários.

Posteriormente, com a perspectiva de piora na economia, o crédito em queda, a vacância aumentando e os preços dos imóveis caindo, os Fundos Imobiliários sofreram duras quedas.

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Esse conteúdo é um resumo do Informativo Semanal de Fundos Imobiliários. O relatório completo é publicado, semanalmente, no nosso plano TOP FUNDOS DE INVESTIMENTOS.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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5 mitos e verdades sobre investimentos

mitos e verdades sobre investimentos

Mitos e verdades sobre investimentos

Quando o assunto é investimento sempre existem várias dúvidas pairando no ar. O que não faltam são mitos e verdades sobre investimentos .Como falta educação financeira nas escolas, geralmente, o que predomina é o medo. Isso promove a cultura da poupança e a crença de que o gerente do banco é quem entende do negócio, mas nem sempre essas duas alternativas são as melhores.

A única forma de superar o medo e se tornar o verdadeiro dono do seu dinheiro é justamente adquirir conhecimento sobre os ativos e se manter informado acerca do mercado financeiro. Abaixo listamos algumas dúvidas frequentes de investidores iniciantes e, muitas vezes, de quem já tem algum tempo de mercado:

1) É preciso muito dinheiro para começar a investir?

Não! Se tem um mito que precisa ser desfeito urgentemente é esse. Qualquer pessoa com as contas em dia pode e deve investir um pouco de dinheiro todos os meses.

A partir de R$ 30 já é possível começar a investir no Tesouro Direto, que vem ganhando o apelido de a nova poupança, já que desbanca em rentabilidade a antes queridinha dos brasileiros. Se você é iniciante e está formando sua reserva de emergência dê preferência ao Tesouro Selic (LFT).

Para aqueles que estão querendo partir para a renda variável na Bolsa de Valores não são recomendados valores abaixo de R$ 1500 porque não compensariam os custos de corretagem.

2) Todos os investimentos de renda fixa possuem baixo risco?

Não. Para responder a essa questão é preciso entender que a renda fixa é um empréstimo feito para o setor público (Governo Federal – tesouro direto) ou para o setor privado (Com FGC: Bancos – CDBs; Financeiras – LCs, Ramo do Agronegócio – LCAs; Ramo Imobiliário – LCIs; Sem FGC: Empresas – CRIs, CRAs e Debêntures).

Portanto, o risco é de crédito. Assim, para escapar de ter que recorrer ao Fundo Garantidor de Crédito pesquise sobre o rating das instituições em que está investindo seu dinheiro. Além disso, busque em ferramentas como o Banco Data sobre o balanço daquelas instituições, o índice de Basiléia e de imobilização.

3) Dá para perder dinheiro com a renda fixa?

Infelizmente, sim! Além do risco de crédito, existe também o risco de mercado, em que o investidor estará à mercê das flutuações da curva de juros. Assim, só invista em papéis pré-fixados e IPCA+, se souber o que está fazendo e não precisar resgatar o dinheiro antes do prazo combinado.

Mas não fique com medo de investir ao saber disso; apenas monte uma estratégia de investimento para poder tirar a melhor vantagem de cada ativo.

4) Um investimento sem Imposto de Renda sempre será melhor?

Não. Definitivamente, não. Essa é a desculpa que muitos brasileiros usam para ficarem acomodados na velha poupança. Mas, para saber se um investimento com IR é melhor ou pior, é necessário fazer as contas. Não se desespere, pois hoje existem vários simuladores que te ajudam a comparar o rendimento e tomar a melhor decisão.

5) É preciso ser um expert para investir em Bolsa de Valores?

Sim e não. Depende de como você vai investir. Se for totalmente por sua conta, sem dúvida nenhuma, você terá que estudar muito e conhecer os principais indicadores fundamentalistas, além de ser capaz de interpretar balanços de empresas.

Mas existe a opção de entrar na bolsa por meio de fundos de investimento. Tanto podem ser aqueles que pertencem a gestoras independentes, quanto os ETFs que são negociados na própria B3. Pesquise a respeito dessas opções e encontre aquela que melhor se encaixa para você.

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Inflação – Análise de Indicadores Econômicos

Inflação – Análise de Indicadores Econômicos

A última divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, demonstrou desaceleração do índice de preços, passando de 0,13%, em agosto, para 0,09%. Este é o menor patamar para o mês de setembro desde 2006. Com esta movimentação, a inflação medida em doze meses caiu de 4,30% para 4,28%, pois no mesmo mês do ano anterior o indicador havia apresentado variação positiva levemente acima (0,11%). O percentual acumulado em um ano continua abaixo da meta do Banco Central, que estipula 4,50% ao ano como centro do alvo, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

Na apuração do IBGE, divulgada em 21 de setembro, o grupo de alimentos tiveram deflação de 0,41% após alta de 0,03% em agosto. Como representa um quarto do orçamento das famílias e tem peso considerável no cálculo da inflação, contribuiu com retração de 0,10 ponto percentual no total. Os alimentos para consumo em casa caíram 0,70% em setembro, com destaque para cebola (-18,51%) e batata-inglesa (13,65%), que tiveram o terceiro mês seguido de diminuição nos preços. Compensando parcialmente, a alimentação fora de casa apresentou variação positiva de 0,12%, contra uma alta de 0,84% em agosto.

Em combustíveis houve queda de 0,19% nos preços em setembro, a terceira consecutiva. A gasolina recuou 0,07% e o etanol teve variação negativa de 1,36%. Em contrapartida, o óleo diesel se elevou em 2,41%, mais que compensando a queda de 0,50% de agosto. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a gasolina é vendida em média a R$ 4,65 no Brasil, se mantendo no patamar mais elevado dos últimos dez anos. Por este motivo existe grande pressão política para modificação da política de reajustes instituída pela Petrobras. No último fechamento, o petróleo brent atingiu US$ 78,80.

A tarifa de energia elétrica continua pesando no grupo de habitação, embora tenha desacelerado frente a agosto. Com um incremento de 0,34%, bem abaixo da variação de 3,59% do mês anterior, fechou o sétimo período seguido de alta. Tanto no ano como no acumulado de doze meses, a energia elétrica corresponde ao segundo maior impacto no índice de preços, ficando atrás apenas da gasolina. No ano, a tarifa já subiu em média 13,28% e continua em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com cobrança adicional de R$ 0,05 para cada kwh consumido.

Ainda em habitação, o gás encanado apresentou crescimento de 0,78%, com impacto do reajuste de 2,52% nas tarifas do Rio de Janeiro. Taxa de água e esgoto variou 0,71% com reajustes de 9,98% em Belém, 5,94% no Rio de Janeiro e 4,31% em Belo Horizonte.

Análise de Retorno Real

A taxa Selic é um dos principais meios de política monetária utilizada no Brasil, sendo uma grande aliada no combate à inflação. Seu patamar costumava ser elevado, atingindo facilmente dois dígitos e permanecendo assim por longos períodos. Entre 2003 e 2009, este importante balizador se manteve acima de 10% ao ano, chegando a incríveis 19,75% em maio de 2005. Após atingir este ápice, foi caindo gradualmente até chegar a 8,75% em julho de 2009. A partir daí, foi possível observar algumas variações, chegando a 7,25% em 2012, voltando aos dois dígitos logo depois e permanecendo em 14,25% ao ano até outubro de 2016.

Quando chegou a esse patamar, em julho de 2015, a inflação ainda estava pressionando, com IPCA acumulado em doze meses de 9,56%. Desta forma, considerando o CDI acumulado em doze meses, a taxa real de juros estava na casa de 2,3%. Conforme esta política foi surtindo efeito, o índice de preços foi caindo, chegando a 7,87% em outubro de 2016, período em que ocorreu o primeiro corte na taxa Selic no ciclo atual, passando para 14% ao ano.

Com a recessão econômica e a retração no consumo, a inflação continuou em queda, chegando a 3% em junho de 2017, quando foi possível observar a maior taxa de juro real dos últimos anos (9,57%). Neste período, a política monetária estava ficando cada vez mais flexível, muito em função da necessidade de impulsionar a economia e da queda dos preços. Então, o melhor momento para investir na renda fixa tradicional foi no início de 2016, quando o retorno, considerando o poder aquisitivo, entrou em crescimento.

A partir do momento que o índice de preços se estabilizou um pouco abaixo de 3%, a rentabilidade do principal balizador da renda fixa passou a cair, juntamente com a sequência de cortes na taxa básica. Neste período de retração, os títulos prefixados se beneficiaram com a precificação a mercado.

Atualmente, o cenário é completamente diferente. O ciclo de cortes na taxa básica chegou ao fim e o quadro de incertezas no campo político, em conjunto com a elevação gradual na taxa norte americana, pressionam o câmbio e trazem grande volatilidade no mercado de juros. Em renda fixa, nosso foco está em debêntures incentivadas, que possuem isenção fiscal e, em muitos casos, ganhos acima de títulos púbicos federais.

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Saiba o que é CDB e se vale a pena investir

o que é CDB

Saiba o que é CDB e se vale a pena investir

Hoje, vamos falar de Títulos de Renda Fixa. Em especial, aquele que é um dos preferidos entre os investidores que possuem aplicações em grandes bancos no Brasil: O Certificado de Depósito Bancário ou CDB. Saiba o que é CDB e se vale a pena investir.

O que é CDB

Os CDBs ou Certificados de Depósitos Bancários, são as aplicações de Renda Fixa mais tradicionais dos bancos. Na verdade, o CDB é a principal forma de captação dos bancos. Nós emprestamos o dinheiro para o banco e ele nos paga uma remuneração por esse empréstimo.

Na grande maioria dos casos, eles são indexados ao CDI, pagando por exemplo, 95% CDI ou 96% CDI. Porém, também temos CDBs indexados à inflação (os chamados IPCA+) e os prefixados (onde contratamos uma taxa fixa, por exemplo, 11% ao ano).

Vale a pena investir em CDBs de grandes bancos?

A nossa intenção é mostrar que, investir apenas em CDBs de grandes bancos, é mais um caminho para se deixar de ganhar dinheiro. E, em alguns casos, muito dinheiro.

Ligando para os principais bancos aqui no Brasil (Itaú, Bradesco, Caixa, Santander e Banco do Brasil), descobrimos que a maior taxa para uma aplicação de R$20.000 em um CDB de 24 meses, é de 90% CDI. Dessa forma, vamos utilizar esses valores de aplicação, taxa e prazo de resgate no nosso comparativo.

Vale a pena investir em CDBs de bancos menores?

Normalmente, quando um investidor compara as taxas de grandes bancos, com outras taxas de bancos ‘’menores’’, a primeira constatação é a seguinte: ‘’esses bancos pagam mais, porque são menores e tem mais risco’’.

Essa afirmação, em parte é verdade, já que realmente alguns bancos ‘’menores’’ tem um risco de crédito maior, quando comparamos com os grandes bancos. Porém, temos casos de bancos como o ABC que possui o mesmo Rating (AA-) que o Santander e a Caixa. Temos também o caso de Bancos de excelente qualidade, como o BMG que possui Rating A-, apenas duas escalas abaixo da Caixa e Santander.

Temos também opções em outros bancos ‘‘menores’’ ou que não são muito conhecidos aqui o Brasil, como o banco chinês Haitong, e também os bancos que possuem associações com os grandes bancos, como o próprio BMG, que possui uma joint venture com o Itaú.

Além disso, também temos bancos como Pan, onde 35% do capital do banco pertence a Caixa Econômica Federal. Acredito que ficaria até ”estranho”, alguém da Caixa, falando que seria ‘’arriscado’’ comprar um CDB do Banco PAN.

Para quem é um pouco ‘’cético’’ ou receoso, acredito que, começar a investir fora dos grandes bancos, comprando um CDB do BMG ou do PAN, faz todo o sentido.

Lembrando que, os CDBs utilizados no exemplo são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O comparativo

No dia 02/09/18, havia disponibilidade em algumas corretoras, tanto do CDB do Banco PAN, quanto do CDB do BMG. As menores taxas que encontramos foram: 115% CDI para o BMG e 116% para o PAN. Ambos com resgate em 24 meses.

Dessa forma, vamos trabalhar com as taxas mais baixas que encontramos nos bancos ‘’menores’’, comparando com a maior taxa que encontramos nos grandes bancos.

Para quem ainda não investe ou não colocou ‘’na ponta do lápis’’, essa diferença de 90% para 115% ou 116% não parece tão representativa. Porém, quando simulamos, fica evidente o quanto deixamos de ganhar.

Considerando os últimos 24 meses, o CDI rendeu, por exemplo, 18,79%. Nesse caso, o ganho bruto de uma aplicação de R$20.000 teria sido o seguinte:

CDB 90% CDI (grande banco) = R$3.382,2

CDB 115% CDI (BMG) = R$4.321,7

CDB 116% CDI (PAN) = R$4.359,28

No caso, a diferença entre o ganho do CDB do Banco Pan, em relação ao do grande banco, foi de 28,89% a mais. 

Quando utilizamos valores maiores, a diferença (financeira) fica ainda mais evidente. Vamos considerar agora, uma aplicação de R$200.000:

CDB 90% CDI (grande banco) = R$33.822,00

CDB 115% CDI (BMG) = R$43.2170,00

CDB 116% CDI (PAN) = R$43.592,80

Se você tem uma aplicação em CDB de grande banco, seja ela de R$20.000 ou de R$200.000, seja sincero e responda: “Vale a pena ‘’queimar’’ todo esse dinheiro?’’

Não deixe para depois e compare já os seus investimentos.

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Ações para ficar de olho em 2018 #2

Ações para ficar de olho em 2018

Ações para ficar de olho em 2018 #2

No primeiro artigo da serie, falamos sobre a Magazine Luiza (MGLU3), um ativo com forte potencial de alta tanto para o curto prazo, quanto para o longo prazo. Hoje traremos a nossa avaliação e perspectivas para Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3). Confira o segundo artigo da serie ” Ações para ficar de olho em 2018 ”.

O artigo foi publicado, originalmente, em 26/01/18. Confira:

A dupla de ouro da celulose: Fibria (FIBR3) e Suzano (SUZB3)

Hoje vamos falar de dois ativos que podem se beneficiar dos momentos turbulentos que poderemos ter em 2018. Sei que o momento é de Ibovespa batendo recorde atrás de recorde, mas é importante sempre sabermos para onde ir e como se beneficiar caso o mercado “vire”- mesmo que seja por um curto período de tempo.

Turbulência em 2018

Na última grande crise, em 2008, o setor de papel e celulose viveu ‘’a crise dentro da crise’’. Naquele ano tivemos o ‘’derretimento’’ do mercado financeiro global e uma onda de ‘’quebradeiras’’ de empresas ao redor do planeta. Isso levou quase todos os países do mundo a uma violenta recessão.

Se não bastasse esse cenário, algumas empresas (especialmente as exportadoras) haviam montado diversas operações estruturadas com contratos e opções de dólar no mercado financeiro. Não vou entrar nos detalhes dessas operações, mas o intuito era especular e ganhar dinheiro no mercado financeiro.

Companhias tradicionais e reconhecidas pela sua qualidade, como Sadia, Aracruz e VCP (Votorantim Papel e Celulose), foram algumas que entraram nessa verdadeira ‘’barca furada’’.

Essas empresas queriam ganhar dinheiro em ‘’dobro’’ (suas atividades + especulação), mas acabaram perdendo duas vezes.

A situação era tão ruim que a Sadia acabou comprada pela Perdigão (na época menor do que a Sadia). Já Aracruz teve seu controle comprado pela VCP, formando a atual Fibria. Em função desses negócios, elas conseguiram manter suas ”portas abertas”.

A realidade era cruel: além da crise mundial e queda nas receitas, essas empresas estavam extremamente endividadas. Companhias que eram ”portos seguros” quando o dólar subia (já que tinham suas receitas na moeda americana), agora eram verdadeiros ‘’patinhos feios’’ do mercado.

Nova realidade

Passados alguns anos, o que cenário é totalmente diferente. Após profundas reestruturações e a melhora do mercado internacional de celulose, ambas as empresas conseguiram ‘’voltar para o eixo’’. Abaixo, temos 2 gráficos que mostram a evolução das receitas das duas empresas:

Suzano

Fibria

O ano de 2017 serviu para consolidar essa recuperação. A Fibria, por exemplo, registou fortes resultados até o terceiro trimestre de 2017 (a empresa deve divulgar seus números do 4T17 dia 29/01/18), com produção 11% acima em relação ao mesmo período de 2016 e um EBTIDA 66% superior há um ano antes.

Já a Suzano, que vai divulgar os números de 2017 no dia 08/02, além de alongar e diminuir seu endividamento, ingressou no Novo Mercado, o nível mais alto de Governança Corporativa da B3.

Ações em alta em 2017

Mesmo com o dólar em queda, as ações de ambas empresas foram impulsionadas tanto pela melhora interna, quanto do mercado internacional de celulose. SUZB3 fechou 2017 com alta de 36,42%. Já FIBR3, subiu 53,76%.

Por que gostamos dessa dupla?

Além dos indicadores fundamentalistas em recuperação, ambos os ativos voltaram a ser muito resilientes em momentos de turbulência do mercado, em especial quando é algo aqui no Brasil e temos alta do dólar.

Dessa forma, quando temos algum ‘’solavanco’’, acompanhado com alta da moeda americana, os dois ativos podem até subir ou cair bem menos do que o mercado (Ibovespa). Tanto é verdade que, em 2017, tivemos algumas recomendações envolvendo esses dois ativos, que geraram resultados bem interessantes. Destaque para a compra de FIBR3 recomendada no início de setembro/17, que durou até o final de novembro/17 e rendeu 32%.

Além disso, essas são duas ações, que ‘’casam’’ muito bem em nossas recomendações Long&Short, normalmente com esses ativos na ponta comprada (Long) e algum ativo com forte correlação com o Ibovespa na ponta vendida (Short). Abaixo, seguem os resultados dessas operações Long&Short realizadas no ano passado:

Operações utilizando FIBR3 na ponta comprada:

– Operação 1 (9/11 a 06/11/17): +8,22%

– Operação 2 (3/10 a 25/10/17): +16,32%

– Operação 3 (16/08 a 27/09/17): +3,09%

Operações utilizando SUZB3 na ponta comprada:

– Operação 1 (19/09 a 25/10/17): +12,35%

Próximo artigo

No próximo artigo, vamos falar sobre Itaú S.A (ITSA4), a holding de negócios que pode ser a sua porta de entrada para a aposentadoria, através do investimento em ações.

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Como investir no exterior através de Fundos de Investimentos

Como investir no exterior

Como investir no exterior através de Fundos de Investimentos

Hoje falaremos a respeito de como investir no exterior através da exposição em Fundos de Investimentos.

Mercado em Crescimento

No inicio do ano, a Consultoria Economatica divulgou um levantamento a respeito do mercado de Fundos de Investimento no Brasil em 2017. Como era de se esperar, de um total de R$3,9 trilhões (patrimônio total dos Fundos no Brasil), 80,85% estava em Renda Fixa.

A surpresa ficou com o crescimento de investimentos em títulos no exterior, que alcançaram R$98,3 bi no ano passado. O número por si só parece baixo, já que esse montante representa apenas 2,53% do total do patrimônio dos Fundos. Porém, representa uma grande evolução quando comparamos aos 0,7% de 2013.

Sempre foi interessante investir ‘’lá fora’’, mas com a crise iniciada em 2014 aqui no Brasil e a recuperação dos mercados internacionais (especialmente as Bolsas de Valores nos EUA e Europa), o investidor brasileiro voltou os olhares ao mercado internacional.

Como Investir no Exterior?

Além da possibilidade de se investir diretamente no exterior,  é possível também comprar o Exchange Traded Fund (ETF). O ETF é fundo negociado em Bolsa que representa uma carteira de ações, normalmente tendo um índice como referência. A alternativa mais conhecida de ETF que investe em ativos no exterior, é o ISHARES S&P 500 (IVVB11). O IVVB11 busca retornos de investimentos que correspondam a performance do índice S&P 500 em reais. Lembrando que, o S&P é um dos principais índices do mundo.

Além disso, é possível investir nos chamados Brazilian Depositary Receipts ou BDRs. Os BDRs são certificados de depósito, emitidos e negociados no Brasil, com lastro em valores mobiliários de emissão de companhias estrangeiras. Da mesma forma que os ETFs, também são negociados em Bolsa. Atualmente existem mais de 100 BDRs, negociados na B3. Como exemplo, temos Amazon, Apple, Colgate, Facebook, Johnson & Johnson, entre outras.

Valores Iniciais 

Para se investir diretamente no exterior, basta ter uma conta em uma corretora lá fora. Em termos de  valores, os mínimos variam entre US$40.000 e US$100.000.

Já nos caso dos ETFs e BDRs, apesar dos valores mínimos serem baixos (o preço de uma cota), é necessário ser investidor qualificado para acessar esses tipos de investimentos. Por investidor qualificado entende-se aquele quem possui mais de R$1 milhão aplicado no mercado financeiro.

Investindo no Exterior através de Fundos de Investimentos

Outra alternativa, é investir em um dos tantos Fundos de Investimentos Internacionais disponíveis nas principais corretoras do mercado. Esses Fundos podem ser de diferentes categorias, como Renda Fixa ou Ações. Normalmente, também são exclusivos para investidores qualificados.

Além disso, alguns Fundos Multimercados destinam um percentual das suas carteiras em ativos internacionais. Um exemplo é o Fundo Bahia AM Maraú (um dos nossos ‘’xodós’’). O Fundo fechou o mês de agosto/18 com quase 10% do seu patrimônio investido no exterior. Esse tipo de posição foi uma das responsáveis pelo excelente retorno de 13,84% (ou 200% CDI) do Fundo em 12 meses. Lembrando que o Bahia AM Maraú não é um Fundo para investidores qualificados.

O que não faltam são opções de Fundos de Investimentos que investem no  exterior. Cabe a você investidor abrir ‘’ a mente e os olhos’’ para esse tipo de aplicação.

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O investimento em Fundos é uma das formas mais inteligentes de se investir. Além da possibilidade de diversificação de carteira, aplicando em diferentes Fundos (com diferentes estratégias), você pode ter o seu dinheiro gerido pelos melhores gestores do Brasil e do mundo.

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