Carteira de Investimentos – Capitalizo Responde

Carteira de Investimentos

Carteira de Investimentos – Capitalizo Responde

O Capitalizo Responde é o nosso programa quinzenal, onde respondemos as principais dúvidas dos investidores a respeito da montagem de uma Carteira de Investimentos .

No último programa, contamos a participação da Assessora de Investimentos Patricia Cezar (da Zahl Investimentos) e respondemos as seguintes dúvidas dos investidores:

Pergunta 1:

– Qual o valor para montar uma carteira de investimentos para aposentadoria?

Pergunta 2:

– Como funciona a marcação a mercado dos títulos públicos?

Pergunta 3:

– Como funciona um fundo de credito privado?

Pergunta 4:

Qual renda fixa paga 1% ao mês?

Confira o vídeo abaixo para ver as respostas e, se tiver perguntas, escreva nos comentários:

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Motivos para não comprar BR Foods BRFS3

BR Foods BRFS3

Motivos para não comprar BR Foods BRFS3

De agosto de 2015 até dezembro de 2017 as ações da BR Foods (BRFS3) acumulavam uma baixa de quase 50%. Como a empresa é muito conhecida por boa parte dos investidores, era normal se questionar se o momento era ideal para compra da ação. No dia  26 de dezembro de 2017, publicamos relatório ” Motivos para não comprar BR Foods BRFS3 ”, alertando os nossos clientes que o momento não era o ideal para a compra das ações (mesmo com a forte baixa.)

Nesse relatório, expusemos uma serie de argumentos e dados que corroboravam com o nosso pessimismo com a empresa e que acreditávamos em mais baixas paras as ações – o que acabou acontecendo, já que as ações caíram mais de 40% após a publicação do relatório até hoje. Isso mostra que o investidor precisa estar atento ao que está acontecendo nas empresas e que nem sempre ”baixa é oportunidade de compra”.

Confira um resumo do relatório que foi enviado aos nossos clientes em dez/17:

É hora de compra BRFS3?

Com a queda de BRFS3 nos últimos meses, temos recebido alguns questionamentos se seria esse o momento de compra das ações. Nesse artigo vamos trazer um breve panorama da empresa e listas alguns motivos para não comprar BR Foods BRFS3. Confira.

Breve Histórico

Em 1934 nascia a Perdigão, em Videira, Santa Catarina. No início tratava-se de um pequeno negócio familiar formado por imigrantes italianos. Dez anos depois, foi a vez da Sadia iniciar suas atividades na cidade de Concórdia, no mesmo estado. Pouco tempo depois, esta última inaugurou sua primeira distribuidora em São Paulo e iniciou sua trajetória no setor alimentício nacional, conquistando o eixo Rio-São Paulo e popularizando sua marca através de logística diferenciada, que, inclusive, contava com avião próprio.

Anos 60 e 70

Nos anos sessenta a empresa construiu, na capital paulista, a Frigobrás, entrando no segmento de semiprontos e congelados. Neste mesmo período foi criado o conselho de administração e começaram os contratos de exportação de carnes. Quanto à Perdigão, suas exportações começaram na década de setenta, com venda de carne de frango para o oriente médio.

Anos 2000 e criação da BR Foods

Após um longo período de forte crescimento das duas companhias e a conquista de diversos mercados ao redor do mundo, em 2001, as duas criaram a BRF Trading para comercializar produtos destinados a países emergentes, surgindo, então, o primeiro contato.

Em 2009, as marcas iniciam o processo de associação para unificar as operações, com alteração da denominação social da Perdigão para BRF Brasil Foods. Hoje a empresa opera com identidade corporativa única. Conta com mais de cem mil colaboradores. Opera em todo o mundo e possui mais de trinta marcas.

Principais marcas

Destaque Financeiros

A BRF registrou crescimento de 2,6% em sua receita líquida na comparação entre o terceiro trimestre de 2017 e o mesmo período de 2016. Embora os volumes tenham demonstrado melhor performance operacional, o preço médio dos produtos foi impactado negativamente por descontos incondicionais relacionados a prazo de validade e o mix de vendas demonstrou menor valor agregado.

A margem Ebitda foi impactada positivamente em 1,9 p.p., por causa de melhor custeio de grãos e redução de custos com ociosidade e despesas com vendas. A companhia reverteu prejuízo em lucro devido a melhor execução operacional, somada ao resultado financeiro, que contou com a inclusão no Programa Especial de Regularização Tributária de débitos inscritos em dívida ativa.

A estrutura de capital é característica de empresas deste porte no setor de alimentos, mas a relação de capital de terceiros com capital próprio está muito elevada (185%), assim como a proporção da dívida líquida com a geração de caixa (13,49 vezes).

Perspectivas

A BRF vem apresentando lenta recuperação dos volumes no Brasil, com incremento de 8,8% na comparação com o trimestre anterior e de 4,5% com o mesmo período do ano passado. Pelo segundo trimestre consecutivo a empresa apresentou crescimento em seu market share, chegando a 54,6% de participação. A divisão internacional registrou crescimento de 6%, com impacto positivo em todas regiões, com exceção da Ásia. Após resultados fracos na África, houve recuperação no resultado operacional do continente.

A empresa está comprometida com a redução de sua alavancagem e, inclusive, vem reduzindo o ritmo de seus investimentos. O cenário macroeconômico ainda é muito desafiador, e mais especificamente dentro do próprio setor. Além da alta concorrência, que deve crescer nos próximos anos.

Existe ainda, a necessidade de aportes para o crescimento da organização. Sendo que os principais projetos estão voltados para o lançamento de novos produtos, modernização de laboratórios e automação de processos produtivos. O que poderia agravar ainda mais o endividamento da empresa.

Embora existam pontos positivos a serem observados, o período é conturbado, após eventos envolvendo a operação carne fraca e a condenação do vice-presidente (executivo de confiança do presidente do conselho). Além claro, da relação conturbada entre os sócios. Existe uma expectativa em relação ao novo CEO, eleito pelo conselho para cumprir sua função como presidente global.

Outro ponto a ser observado é que grandes acionistas já mencionaram que gostariam de reduzir sua participação na BRF. Isso pode trazer ainda mais pressão para as ações.

Múltiplos da companhia e recomendação

EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado
16,27 -37,87 2,44 R$44.449.044,86 R$ 29.493.033,86

Os indicadores de mercado demonstram que a empresa vem gerando certa desconfiança de investidores e o valor das ações está muito próximo da mínima dos últimos doze meses. 

Como vimos, a empresa apresenta indicadores fundamentalistas fracos e, mesmo que a expectativa seja de mudar esse quadro no longo prazo, existem mais incertezas do que motivos para compra. Dessa forma, não temos como recomendar a compra de BRFS3. 

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Vale a pena investir na Telefônica (VIVT4)?

Vale a pena investir na Telefônica

Vale a pena investir na Telefônica (VIVT4)?

Hoje vamos entender se vale a pena investir na Telefônica (VIVT4). Abaixo, seguem algumas informações relevantes e o vídeo de apresentação da companhia, levando em conta os resultados recentes.

Quem é a Telefônica (VIVT4)?

A Telefónica está presente em mais de vinte países e é uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, tendo sido fundada em 1924 na Espanha. Passou a atuar no mercado nacional a partir da aquisição da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) e expandiu sua área de atuação para o Sudeste com a compra da Telesp, no programa de privatização da Telebrás em 1998. Também passou a controlar outras companhias da mesma região, tal como a Atrium Telecomunicações, especializada em internet, intranet e gerenciamento de sistemas de telecomunicações e equipamentos correlatos. Inicialmente eram oferecidos apenas serviços de telefonia e banda larga, mas após a parceria com a TVA em 2007, entrou no mercado de TV a cabo. Cinco anos depois, a TVA foi incorporada à empresa.

A Vivo é sua principal marca comercial no Brasil. A ações da controlada foram adquiridas em 2010 em uma negociação com a Portugal Telecom, transformando a companhia na maior participante do mercado nacional de telecomunicações. Em 2015 adquiriu a GVT, fortalecendo sua posição na oferta de rede fixa fora do estado de São Paulo. A última movimentação societária foi em 2017, com a compra da totalidade das ações da Terra Network Brasil. A operação tem como objetivo a ampliação de serviços digitais. Atualmente, é a maior empresa do setor, tendo quase cem milhões de clientes, oferecendo 75% de seus serviços para operação móvel. Possui um market share em serviço móvel próximo a 32% e uma cobertura de mais de 2,6 mil municípios com a rede 4G, sendo a líder nesta tecnologia em 17 estados do território nacional.

Alguns números:

– Quase 100 milhões de clientes;

– Sendo 75 milhões em operação móvel;

– Cobertura de 85% da população com rede 4G;

– Presença em mais de 2.700 cidades;

-Tecnologia de fibra óptica em 215 cidades;

-R$ 77,258 bilhões em valor de mercado;

-Grupo Telefónica presente em 21 países;

-125 mil funcionários.

Pontos Positivos

-Líder em cobertura 4G;

-Boa pagadora de dividendos;

-Alta geração de caixa;

-Redução na alavancagem financeira;

-Eficiência operacional.

Pontos Negativos

–  Queda em acessos fixos;

-Queda do pré-pago;

-Maturidade de serviços de voz;

-Alta capitalização.

Vídeo – Vale a pena investir na Telefônica (VIVT4)?

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Petrobras (PETR3/PETR4) – Ações para ficar de olho em 2019

Ações para ficar de olho em 2019

Petrobras (PETR3/PETR4) – Ações para ficar de olho em 2019

Assim como fizemos no final de 2017 e no início de 2018, vamos iniciar a série das ações para ficar de olho em 2019. Lembrando que o intuito desse artigo não é recomendar, mas sim apontar os ativos que teremos atenção especial no próximo ano. Iniciaremos a série falando a respeito da Petrobras (PETR3/PETR4).

O saque na Petrobras

Sendo uma das maiores empresas do Brasil, a Petrobras dispensa maiores apresentações. Porém, nos últimos anos,  a companhia que era reconhecida pela excelência e pelo seu monopólio de mercado, passou a ser vista com certa desconfiança.

O motivo principal dessa desconfiança: a operação Lava-Jato. Como é do conhecimento de todos, a empresa foi literalmente saqueada. Se não bastasse isso, a companhia passou a fazer negócios duvidosos e nada lucrativos, bem como a compra polêmica da Refinaria de Pasadena.

Essa ”tempestade perfeita” transformou o lucro de 2010, que superou os R$35 bi, em prejuízo de mais de R$35 bi em 2015. Além disso, o endividamento da empresa chegou a atingir, em 2015, astronômicos R$492 bi. Uma dívida que parecia impagável.

Para o acionista da empresa o impacto também foi grande. Analisando a variação de mercado, do preço máximo (no início de 2008) até o mínimo (no início de 2016), as ações chegaram a acumular uma baixa de quase 90%. Após março de 2014, até os dividendos deixaram de ser pagos. Uma situação muito complexa.

Um novo momento para a Petrobras?

Com a saída do PT do governo federal, uma nova era parecia ter chegado à Petrobras. A empresa, então comandada por Pedro Parente, prometia recuperar a confiança do mercado, firmando acordos para resolver possíveis processos em função da Lava-Jato, diminuindo o endividamento e vendendo ativos não estratégicos.

A forte ingerência do Estado parecia ter ficado para trás. Prova disso é que até os preços dos combustíveis eram definidos livremente pela empresa. A calmaria durou até 21 de maio de 2018, quando estourou a Greve dos Caminhoneiros. Uma paralisação nacional que, entre outras pautas, pedia o corte imediato no preço dos combustíveis e a interrupção dos ajustes quase diários.

A ingerência parecia estar de volta e, entre o pedido de demissão de Pedro Parente e o inicio do pagamento de subsídios, a ação PETR4 caiu quase 40%. Isso em pouco mais de dois meses. A greve terminou, mas os problemas antigos pareciam ter voltado.

E agora, para onde vai a Petrobras?

Com Jair Bolsonaro eleito presidente, a esperança voltou a pairar na Petrobras. A possibilidade da venda de ativos, a diminuição do endividamento e a continuidade da melhoria operacional e gerencial da empresa, ao que tudo indica, tornaram a greve apenas uma ”pedra no caminho” na recuperação da Petrobras.

Apesar de não acreditarmos na sua privatização, o presidente eleito, o futuro ministro da economia, Paulo Guedes, e o futuro presidente da empresa, Roberto Castello Branco, já deixaram clara a intenção de deixar a Petrobras “mais leve”. Dessa forma, é impensável iniciarmos 2019 sem estarmos atentos aos movimentos da empresa.

Para saber mais a respeito da nossa avaliação de Petrobras e das oportunidades que as ações PETR3 e PETR4 podem nos oferecer em 2019, assista o vídeo abaixo:

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Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Como aproveitar a onda de privatizações

privatizações

Como aproveitar a onda de privatizações

O artigo Como aproveitar a onda de privatizações foi publicado, originalmente, em 17 de novembro de 2017 e trouxe a visão da Capitalizo a respeito de uma possível onda de privatizações no Brasil.

Além disso, comentamos a respeito do case das ações do Banco do Brasil. Fizemos isso porque, pouco meses antes, em agosto/17, recomendamos a compra de longo prazo nas ações BBAS3. A recomendação, que poderia ser impulsionada por essa possível onda de privatizações, de lá para cá já rendeu mais de 50%. E, apesar de não recomendarmos novas compras, mantemos a recomendação de manutenção em carteira, acreditando na continuidade do movimento de alta nos próximos meses/anos.

Apesar do texto ainda trazer alguns dados no ano passado, vale a leitura.

Como aproveitar a onda de privatizações

Será que necessidade de colocar dinheiro ”em caixa”, fará com que os governos vendam empresas estatais? Entendemos que sim, e nesse artigo falaremos como aproveitar a onda de privatizações .

O ano era 1994, o primeiro do Plano Real. O país vinha de anos de alta inflação e baixo crescimento. Me lembro dessa época como se fosse hoje: os preços subiam diariamente, as pessoas recebiam seus salários e iam correndo para o banco ou para o supermercado. Na nossa casa, assim como na de vários brasileiros um estoque com comida, produtos de limpeza e higiene para o mês. E a promessa era de que tudo aquilo havia ficado para trás.

As pessoas e as empresas, enxergaram naquele momento uma nova esperança, mas os prejuízos passados, ainda estavam lá. A economia, porém, estava em “frangalhos”. A dificuldade em passar reformas era enorme e aumentar impostos parecia uma “missão” suicida.

Nesse cenário, com o Estado quebrado, só restava uma solução: privatizar. E assim foi feito.

Além de casos de privatizações como CSN, Vale, ALL (atual Rumo Logística) e das empresas de telefonia (alguém se lembra o “parto” que era conseguir uma linha de telefone?), tivemos o caso, emblemático, da Embraer.

Fundada em 1969, em meio ao Regime Militar, a Embraer se tornou um ícone brasileiro do setor. Durante muito tempo foi a queridinha do governo.  Na década de setenta, por exemplo, 80% dos gastos do governo eram em apoio à Embraer.

Já no início doa anos 90, a situação não estava nada boa. Desde a década de 80 a Embraer enfrentava problemas com as contas. Isso aconteceu devido a dois programas que deram muito errado: os programas AMX e Vector. Ambos foram programas que custaram muito à empresa e não deram retorno. Além disso, após a saída do então presidente da companhia Ozires Silva, em 1986, a empresa também entrou em crise em sua gestão e modelo organizacional.

O resultado não podia ser outro: em 1994, sua dívida chegava a 2 bilhões de dólares. Com isso, não conseguia manter o pagamento à fornecedores em dia. Resumo da ”ópera”: a empresa foi privatizada.

A Embraer hoje

Passados, mais de 23 anos, a situação da empresa (graças a privatização), é totalmente diferente. Mesmo em um mercado com fortes concorrentes, a empresa é a terceira maior fabricante de jatos comerciais do mundo (com mais de 8.000 aeronaves entregues) e emprega mais de 18.000 funcionários.

O prejuízo do passado , virou um lucro de R$1,34 bilhões (considerando os últimos 12 meses). Já as ações da empresa subiram, de julho de 1994 até novembro de 2017, incríveis 50.000%. Uma valorização que transformaria R$10 mil reais em mais de R$5 milhões de reais.

Com a possibilidade de novas privatizações, fica impossível de não nos lembrarmos desses casos e também da possibilidade de altos ganhos que esses momentos podem proporcionar. O caso de Embraer foi “único”, claro, assim como foram o de CSN, Vale ou ALL, já citadas.

Só para se ter uma noção do que estou falando, no dia 22 de agosto, a notícia de uma possível privatização da Eletrobras fez com que as ações ordinárias da empresa (ELET3), subissem 49,30%. Isso mesmo, mais de 49% em um único pregão. Além disso, a notícia contagiou praticamente todas as ações da bolsa. As ações do Banco do Brasil (BBAS3), por exemplo, subiram mais de 4%.

Já no dia 03 de outubro, o Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou que a privatização da Petrobras “é um caminho, mas não dá para tocar todas as agendas (ao mesmo tempo)”.

De agosto para cá se falou ainda de novas privatizações em aeroportos e até nos Correios.

Afinal, estamos vivendo uma nova onda de privatizações?

Assim como vivemos em 1994, o momento atual é de “juntar os cacos”, mesmo com a economia em leve recuperação, 9 em cada 10 brasileiros ainda estão muitos céticos quanto a qualquer tipo de melhora de médio ou longo prazo. Quais seriam as opções do Estado (e quando falamos em Estado, falamos em governos municipais, estaduais e federais), quebrado e precisando urgente de dinheiro, como em 1994?

1 – Aumentar Impostos

Assim como aconteceu em 1994, não nos parece que aumentar impostos agora seja possível. Além da pressão popular, nossa carga tributária já está no “teto”. Aumentar impostos afastaria ainda mais os investimentos, tão necessários para a volta do crescimento da economia.

2 – Seguir com a agenda de reformas

Entendemos que as reformas (como a da previdência) são de suma importância para, pelo menos, ajustar os problemas de déficit no médio e longo prazos. Entendemos que reformas passarão, só não podemos precisar o tamanho desses ajustes. E nem exatamente quando. Além disso, pensando como os políticos (que concorrerão em 2018), aprovar reformas, mesmo que necessárias, só não seria mais impopular do que aumentar impostos nesse momento.

3 – Privatizar

Assim como em 1994, a forma mais coerente para colocar dinheiro ”novo” nos cofres públicos é privatizar. Explico:

– das alternativas acima é a “menos impopular”. Muita gente pode “berrar” contra, mas no dia-a-dia, a maioria da população vai perceber que privatizar é bom;

– tanto nas esferas municipais, estaduais, quanto federais, existem uma serie de bons ativos que podem atrair interessados: privatizações como a do Autódromo de Interlagos, do Banrisul ou dos Correios, seriam alguns exemplos;

– e finalmente, facilidade de aprovação. Uma reforma, como a da previdência exige, pelo menos a aprovação por parte de 308 deputados. Já no caso de uma privatização (como por exemplo da Eletrobrás), por se tratar de um PL, a aprovação só depende de maioria simples. Ou seja, da maioria dos presentes no plenário da Câmara, no momento da votação. Lembrando que, para que a sessão seja aberta, é necessária a presença de maioria absoluta (257 deputados) dos integrantes da Casa.

Ainda é cedo para se falar em uma “nova onda de privatizações”, porém, para ajustarmos as contas teremos que passar, necessariamente, por reformas e privatizações. O dinheiro acabou, a fonte secou e não temos ”para onde correr”.

Dessa forma, privatizações ocorrerão, e o ambiente que elas gerarão poderá ser tão positivo, que poderemos ver altas, como a citada em Eletrobras, se repetindo. Lembrando que, além da Eletrobras, cuja proposta de privatização pode ser aprovada no Senado em fevereiro ou março de 2018, já temos confirmada (só que ainda sem data), a venda da BR Distribuidora (braço de distribuição de combustíveis da Petrobras).

Isso posto, que ações podem se beneficiar com esse cenário?

Como vimos em agosto, praticamente, todas as empresas podem se beneficiar de cenário. Obviamente, empresas que ainda tem o Estado como controladores, tais como, Sanepar, Sabesp, Banrisul, Banco do Brasil, Cemig entre outras, podem subir ainda mais.

Em relação a Eletrobras, ainda não atualizamos o valuation da empresa. Além disso, não é o tipo de empresa que entra no nosso radar de médio e longo prazo. No curto prazo, porém, tanto ELET3, quanto ELET6 fazem parte permanente dos ativos acompanhados.

Quanto a nossa recomendação para tentarmos aproveitar esse momento/movimento, a nossa ação preferida é do Banco do Brasil (BBAS3). Sei que pode parecer um pouco “batido”, pois é um ativo conhecido por quase todos os investidores. Porém, entendemos que o mercado despreza todo o potencial do Banco. Ainda mais quando comparamos com outros playres que atuam no mesmo setor. Tais como, como Bradesco ou Itaú.

Assim como no caso no caso de Petrobras, não acreditamos que o BB será privatizado. Porém, uma onda de privatizações, poderia levar as ações BBAS3 para outro patamar de preços, o que justifica (e muito) a nossa recomendação.

O Banco do Brasil

O Banco do Brasil é uma instituição financeira na forma de sociedade de economia mista com participação de mais de 50% da união em seu capital votante. Possui mais de 5500 agências espalhadas pelo brasil com presença na grande maioria dos municípios.

O Banco obteve crescimento de 11,8% no lucro líquido ajustado, considerando os primeiros nove meses de 2017, em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a R$ 7,9 bilhões. Esse resultado foi impulsionado pela redução em provisões com créditos duvidosos e pelo aumento nas rendas de tarifas, principalmente com a parte relacionada a administração de fundos.

Os recursos administrados passaram de R$ 668,1 bilhões em junho de 2016 para R$ 816,4 bilhões em junho de 2017. As perspectivas são boas para o segundo semestre com a redução da inadimplência e a retomada da economia.

Comparando alguns múltiplos como P/L (que mede o retorno em anos de um investimento) ou P/VPA (que mede a relação preço da ação com o valor patrimonial por ação) com Bancos como Itaú e Bradesco, já podemos ter uma pequena ideia de desconto que BB tem em relação a esses bancos:

Preço/Lucro (P/L) comparativo

P/L Bradesco: 13,61 anos

P/L Itaú: 12,49 anos

P/L Banco do Brasil: 1,07

Preço / Valor Patrimonial por Ação (P/VPA) comparativo

P/VPA Bradesco: 1,78 x

P/VPA Itaú: 2,17 x

P/VPA Banco do Brasil: 1,07 x.

Lembrando que em ambos os casos (PL e PVPA), quanto menores os índices, melhor.

Quanto ao Retorno Sobre o Patrimônio (ROE), o BB, também possui uma “defasagem”, em relação aos concorrentes:

ROE Bradesco: 15,05%

ROE Itaú: 16,90%

ROE BB: 11,13%

Se olharmos mais a fundo continuamos enxergando em Banco do Brasil uma oportunidade ímpar de crescimento, uma verdadeira barganha e uma ótima oportunidade de investimento para médio e longo prazo, além de ser um dos principais beneficiados por esse movimento de novas privatizações.

Quanto ao preço alvo das ações, entendemos que R$45,5 seria um preço justo para BBAS3. Considerando o preço atual (16/11), temos um potencial de ganho de 42,19% para 12 meses. Lembrando que esse preço alvo deve ser ajustado para cima, levando em conta os próximos resultados.

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IRB Brasil (IRBR3) – Análise e Recomendação

IRB Brasil

IRB Brasil (IRBR3) – Análise e Recomendação

Apesar de um empresa antiga (fundada em 1939) e consolidada, IRB Brasil (IRBR3) é uma novata na B3. Somente no dia 21/07/17 ela passou a ser listada na Bolsa Brasileira.

Assim como acontece na maioria dos IPOs (nome que se dá a oferta de ações em bolsa), é comum ficarmos com uma ”pulga atrás da orelha antes de investir”. O motivo dessa desconfiança é que, em alguns IPOs, o preço da ação, no momento da abertura, pode ser considerado ”caro”.

Mesmo que não tenhamos recomendado compra das ações IRBR3 na oferta pública, nossa recomendação foi dada pouco mais de 4 meses após a listagem em Bolsa. Dessa forma, fugimos um pouco do perfil de recomendação mais ”conservador”, que seria observar o comportamento da empresa durante algum tempo, para um perfil um pouco mais ”moderado”. Podemos dizer ”moderado”, pois, conhecendo a companhia, é evidente que IRB Brasil não seria uma aposta, mas sim um belo investimento.

Nossa recomendação foi dada em 10/11/17, a R$45,7 e, de lá par cá, as ações já acumulam alta de 108,7%. Apesar de não recomendarmos mais entradas (pois IRBR3 ultrapassou o nosso preço teto), continuamos recomendando a manutenção em carteira do ativo.

Abaixo, segue análise enviada aos nossos clientes no final de agosto de 2018. Nessa análise, deixamos claro a qualidade da empresa, seu potencial de crescimento e de pagamento de dividendos . Boa leitura.

Breve histórico

Em 1939, foi criado o Instituto de Resseguros do Brasil pelo governo Getúlio Vargas. A intenção de concentrar o resseguro do país. Manteve o monopólio da área durante anos e contou com garantias do Tesouro Nacional para tocar suas operações. Antes de sua fundação, os riscos de empresas nacionais eram transferidos para o exterior. Manteve o poder de regular o mercado de resseguro desde 1960 até o ano de 2000. Nesse ano, repassou essa função para a Susep, tendo em 1996 se tornado uma sociedade de economia mista.

Apenas em julho de 2007 a empresa perdeu o monopólio do setor. Isso ocorreu através de resolução onde regulamentada a regra de transição do mercado fechado para o aberto. A partir deste momento diversas seguradoras começaram a desembarcar no país, além de ocorrer o surgimento de concorrentes nacionais. Desta forma, a concorrência acarretou maior nível de emprego na área e melhores produtos ofertados pelas companhias atuantes.

O IRB Brasil é uma empresa privada, tendo realizado sua abertura de capital com o lançamento de ações no Novo Mercado da B3 em 2017. Atua nos segmentos de vida e previdência, property (propriedades industriais, comerciais, empresariais e residenciais), rural, aeronáutico, transportes, linhas financeiras, entre outros.

Atualmente, possui escritórios distribuídos entre Rio de Janeiro, São Paulo, Buenos Aires, Nova Iorque e Londres (pontos amarelos no mapa). Tem como principais acionistas o Bradesco Seguros, o BB Seguros Participações, o Itaú Seguros e a União Federal. É considerada uma das dez maiores resseguradoras do mundo em valor de mercado.

Segue abaixo as regiões onde estão localizados os seus negócios:

Atuação global

A área de resseguros corresponde a proteção de seguradoras, que repassam parte de sua responsabilidade para organizações daquele setor, compartilhando o risco e o prêmio de seus ativos. Existem muitas vantagens nessa pulverização. Isso porque possibilita o aumento de absorção, a manutenção da saúde financeira das seguradoras e a proteção para catástrofes. Além claro, do compartilhamento de conhecimento.

O resseguro é um contrato em que o ressegurador assume o compromisso de indenizar a seguradora por prejuízos que possam vir a ocorrer em suas carteiras de apólices de seguros. Ou seja, o ”seguro do seguro”.

Destaques Financeiros

O IRB Brasil registrou avanço de 27,8% no volume total de prêmios emitidos no segundo trimestre de 2018, comparando com mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 1,934 bilhão. Deste valor, R$ 1,213 bilhão correspondem a prêmios emitidos no Brasil (63%) e R$ 721,3 milhões no exterior (37%). No mercado interno, o market share passou de 44%, em 2017, para 46%, de acordo com dados divulgados pela Susep.

Os prêmios emitidos no Brasil aumentaram 15,2% na apuração. Isso ocorreu em função da maior participação no mercado. A tendência é que essa evolução permaneça constante para os próximos períodos, pois o acrual de prêmio emitido é rateado em doze meses. Assim, os contratos efetivados e a ampliação de participação em contratos que já integravam o portfólio deverão impulsionar os resultados no curto e médio prazo.

Distribuição dos prêmios emitidos (R$ milhões)

Quanto aos prêmios emitidos no exterior, houve incremento de 56,8% na comparação com o segundo trimestre de 2017. Este movimento positivo ocorreu devido à estratégia de expansão internacional adotada pela companhia, com atenção voltada para América Latina. Ou seja, em regiões com baixa probabilidade de desastres naturais.

Dentro da variação, 44,7 pontos percentuais correspondem ao crescimento orgânico em dólar e 12,1 pontos percentuais decorrem de variação cambial. No mercado externo, destaque para os segmentos de vida, com 40,7% de representatividade nos prêmios, patrimonial, com 24%, e rural, com 17%.

Índice de retrocessão

O índice de retrocessão (cessão de parte das responsabilidades a outros) foi de 26,7%, abaixo dos 31,8% observados no segundo trimestre do ano anterior. O custo de retrocessão passou de R$ 481,1 milhões para R$ 516,6 milhões na mesma base de comparação. Avançando assim, 7,4%. Já a emissão de prêmios com proteção dos contratos de retrocessão saltou 27,8%.

A redução no índice de retrocessão é fruto do histórico de sinistralidade, que tem permitido melhores condições de preço. Outro motivo é o custo de retrocessão denominado em dólar. Esse possui uma operação de proteção contra variação cambial. O hedge com limite em R$ 3,36 por dólar fez o custo variar menos em reais do que o prêmio emitido no exterior. Importante ressaltar que a IRB Brasil conta com grandes instituições financeiras como acionistas, contribuindo para a credibilidade da empresa no mercado e melhores condições de negociação.

A mesma variação observada na apropriação por competência em prêmios emitidos, que ocorre com a mudança de risco facultativo para contrato, acontece no pagamento de retrocessão. Assim, esses fatores influenciaram na manutenção da política de retenção de riscos. Juntando o crescimento no volume de prêmios emitidos e a redução no índice de retrocessão, o prêmio retido totalizou R$ 1,418 bilhão. Ou seja, um incremento de 37,4%.

Provisão Técnica

A variação da provisão técnica, que corresponde à constituição de reserva que acompanha o crescimento de prêmio retido, chegou a R$ 240 milhões no período de apuração. Sendo que, no mesmo período de 2017 o valor foi de R$ 148 milhões. Importante ressaltar que esta variação é fruto de um movimento de prudência da companhia, evitando levar para o prêmio ganho valores de forma antecipada. Ou seja, ocorreu um registro conservador nos resultados, podendo ser incluído em apuração de lucros futuros.

O prêmio ganho totalizou R$ 1,178 bilhão, com evolução de 33,3% em relação ao segundo trimestre do ano anterior. Como pode ser observado no gráfico, a reversão média das provisões técnicas variou entre 60% e 80% no final de cada ano.

Sinistralidade

O índice de sinistralidade, que corresponde ao quociente entre sinistro retido e prêmio ganho, ficou em 56,6%, contra 61,3% na mesma base de comparação, com melhora de 4,7 pontos percentuais. A sinistralidade, que leva em consideração a quantidade de perdas cobertas e prêmio cobrado, caiu de 61,3% para 56,6%. Isso ocorreu em função das melhorias em ferramentas de subscrição e precificação e ao aumento de automação no compartilhamento de informações com os clientes.

Provisão de sinistros a liquidar

A provisão de sinistros a liquidar, que significa sinistros já ocorridos e avisados, mas ainda não indenizados, correspondeu a 53,3% do prêmio ganho, com redução de 11 pontos percentuais. Esta melhora é explicada pelo crescimento menos que proporcional da constituição líquida do PSL (+10,6%) em relação ao prêmio ganho (+33,3%).  O IBNR é atribuído a sinistros ocorridos e não avisados. Esta provisão passou de uma reversão líquida (valor positivo) de R$ 34,4 milhões para uma constituição líquida (valor negativo) de R$ 44,1 milhões em função de novos contratos que a companhia ganhou.

Resultado de subscrição

O resultado de subscrição passou de R$ 166,7 milhões, no segundo trimestre de 2017, para R$ 296,3 milhões na última apuração, apresentando evolução de 77,7%%. Este resultado foi possível com a nova política de preços, o desenvolvimento de processos de underwriting e treinamentos para seguradoras parceiras, auxiliando na mitigação de riscos.

A redução no índice de sinistralidade, em conjunto com o aumento do prêmio emitido, contribuiu para o desempenho superior.

Resultado financeiro

O resultado financeiro chegou a R$ 176,6 milhões, frente a 218,4 milhões de abril a junho de 2017. Este movimento é explicado pela queda da Selic média, que passou de 10,92% para 6,39% no segundo trimestre de 2018, uma retração de 41,5%.

Importante ressaltar que em relação ao CDI, a gestão de ativos financeiros obteve ganho de 3 pontos percentuais, com uma performance de 139% do benchmark.

O fundo de investimento de renda fixa IRB Brasil RE Absoluto Títulos Públicos atingiu um volume de ativos no montante de R$ 2,7 bilhões, correspondendo a 44% da carteira total de ativos financeiros da companhia.

A carteira própria conta com R$ 3,4 bilhões, com grande exposição em títulos públicos indexados à Selic (LFT) e ativos atrelados ao dólar. Em relação à moeda norte americana, o montante aplicado gira em torno de R$ 964,6 milhões, dos quais 16% estão voltados para proteção da posição passiva operacional da empresa e não apresentam contribuição para o resultado. Os outros 84% de exposição cambial correspondem à posição comprada na moeda, que gerou um ganho de 16% no trimestre. Excluindo a carteira de imóveis, o saldo médio diário de investimentos é de R$ 5,4 bilhões.

O resultado patrimonial com imóveis de renda saltou de R$ 14,5 milhões para R$ 32 milhões. Isso ocorreu devido ao crescimento do aluguel em shoppings e a redução de taxas de inadimplência dos lojistas, despesas com manutenção e vacância em lajes comerciais, além do aluguel de terreno que estava vago e hoje está sendo usado por uma empresa de estacionamentos.

Despesas administrativas

As despesas administrativas subiram 14,5% na base anual, totalizando R$ 64 milhões. A relação dos gastos com o prêmio ganho caiu 0,9 ponto percentual, passando de 6,3% para 5,4% com renegociações em contratos na área de tecnologia da informação e reestruturação do quadro de funcionários. Vale ressaltar que as despesas administrativas e o índice sobre o prêmio ganho vêm caindo desde 2016,. Isso quando comparado ao primeiro semestre de cada ano.

Lucro líquido

O lucro líquido superou em 24% o apresentado no segundo trimestre de 2017, chegando a R$ 287,3 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) subiu 3 pontos percentuais, passando de 30% para 33%.

Ativo consolidado

Desde o final de 2017, o ativo total consolidado passou de R$ 14,343 bilhões para R$ 15,113 bilhões. Destaque para a variação positiva de 29% em créditos de operações com resseguros e retrocessões.

Guidance

O guidance da IRB Brasil apresentado no início de 2018 prevê um crescimento do prêmio emitido em relação ao ano anterior na faixa entre 9% e 16%, um índice combinado ampliado entre 70% e 76% (no segundo trimestre este indicador ficou em 71,2%) e um índice de despesas administrativas na faixa de 5,4% a 6,4%.

Indicadores e perspectivas

No período de crise observado nos últimos anos, foi possível identificar uma desaceleração no mercado segurador a partir de 2016, mas muito focado em áreas específicas como capitalização e saúde suplementar. Na cobertura de pessoas, os planos de acumulação continuam sendo o maior destaque, com grande representação da família VGBL, que manteve o crescimento na arrecadação mesmo em períodos difíceis. Outros segmentos também cresceram nos últimos anos, tais como rural e seguro coletivo, que não apresentaram retração na recessão econômica de acordo com a Susep.

Na década de noventa, a receita anual com prêmios de seguros, contribuições previdenciárias e títulos de capitalização correspondia a 1,2% do PIB nacional. No fechamento de 2017, este indicador passou a 3,7%, com arrecadação total de R$ 247,2 bilhões (excluindo saúde suplementar). Considerando apenas cobertura de pessoas, a receita chega a 2,3% do PIB, bem abaixo de países desenvolvidos como Estados Unidos e Japão. Considerando a possibilidade de mudança cultural e o desenvolvimento econômico projetado para os próximos anos, podemos identificar um grande espaço para crescimento do segmento no Brasil, principalmente com o aumento de consumo de bens duráveis e maior penetração de cobertura de pessoas.

Perspectivas

O IRB Brasil RE continua com seu projeto de expansão internacional, balanceando sua exposição ao mercado local e diversificando suas atividades. Além disso, vem apresentando grande eficiência operacional, reduzindo custos considerados estratégicos ao mesmo tempo em que diminui sua exposição a risco. Com uma política de subscrição disciplinada, mantém o índice combinado em evolução, com crescimento no prêmio emitido, ganho de market share e redução da sinistralidade. A gestão eficiente das atividades levou a empresa a elevar seus indicadores, absorvendo gastos administrativos e aumentando resultados de underwriting.

A companhia deve continuar apresentando boa oportunidade de investimento, com perspectiva de bons rendimentos com proventos. O ponto negativo fica por conta da queda da taxa Selic, uma vez que a carteira de investimento contém montante elevado aplicado e está muito concentrada em renda fixa, com forte correlação com juros pós fixados.

Múltiplos

EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado
18,42 5,28 R$ 17.617.110.790

 O índice P/L está relativamente alto para o setor de seguros, impedindo a entrada neste momento. Importante ressaltar que a companhia continua em fase de crescimento, com ganho médio de dois pontos percentuais sobre o retorno de capital na comparação do primeiro semestre de cada ano. Mesmo com o ativo acima do preço teto, mantivemos nossa recomendação para manutenção em carteira.

Desempenho das ações na B3

As ações negociadas na B3 apresentaram valorização em 2017, com retorno acumulado de 22,09% desde o primeiro dia útil de janeiro. Em 2018, apresenta acréscimo de 79% e a tendência é de manter esse movimento. O volume médio diário de negociação gira em torno de R$ 46 milhões, demonstrando boa liquidez do ativo. A empresa apresenta potencial de crescimento em seus indicadores fundamentalistas no longo prazo e pode apresentar uma boa oportunidade de investimento de longo prazo.

Para um cenário com a continuidade na distribuição de proventos, a gestão eficiente, a rentabilidade patrimonial acima da média e a forte geração de resultados, a expectativa é que o ativo do IRB Brasil RE mantenha seu viés de alta.

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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