SUZB3 – Conheça a Suzano Papel e Celulose

suzb3

SUZB3 – Conheça a Suzano Papel e Celulose

A Suzano foi fundada em 1924 na cidade de São Paulo, iniciando suas atividades com a revenda de papéis nacionais e importados. A primeira fábrica foi instalada em 1939 e ao longo das décadas seguintes adquiriu o edifício industrial de Suzano, entrou no segmento de celulose e passou a controlar a Indústria de Papel Rio Verde. Abriu capital em 1979 e mais recentemente migrou para o Novo Mercado, segmento máximo de governança corporativa da B3. Realizou uma fusão com a Fibria há pouco tempo, se tornando uma gigante com capacidade de produção bem acima de seus concorrentes nacionais.

Dentro das vantagens competitivas da Suzano, destaque para a elevada produtividade florestal e a proximidade entre fábricas e florestas. Nesse último caso, vale ressaltar que a distância média até a unidade de Mucuri, na Bahia, é de aproximadamente 74 quilômetros, e os plantios que abastecem a unidade de Imperatriz estão a 184 quilômetros da fábrica. Outro ponto importante é o alto nível de produção de energia própria, garantindo autossuficiência das unidades produtivas.

A subsidiária FuturaGene, empresa de biotecnologia adquirida em 2010, auxilia no aumento da produtividade nas florestas através de suas competências em pesquisa e desenvolvimento genético de plantas. Os benefícios para a controladora são observados na plantação de eucalipto geneticamente modificado, que acarreta a menor utilização de insumos, encurtamento na distância entre fábricas e florestas e maior disponibilidade de terras.

Atuação

Com mais de noventa anos de atuação, a companhia é referência nacional no desenvolvimento de produtos derivados do eucalipto. Seu portfólio inclui celulose, papel tissue, papel cartão e papel de imprimir e escrever. Conta com uma cadeia de suprimentos totalmente integrada, incluindo mais de um milhão de hectares de área plantada, fábricas de papel e celulose, sistemas de cogeração de energia e participação em terminais portuários.

Possui participação superior a 40% no mercado brasileiro de papel, atende mais de oitenta países e a capacidade instalada é de 11 milhões de toneladas de celulose e 1,4 milhão de toneladas de papel por ano. De acordo com o resultado de 2018, 57% da receita líquida foi auferida com a venda de celulose, que possui alta correlação com o mercado chinês. A comercialização de papel de imprimir e escrever continuou como o segundo produto mais relevante, com uma fatia de 31% da receita e totalmente direcionado para o consumo interno.

Controle Acionário

A holding possui participação de 27,0% sobre o capital social da Suzano, seguida do BNDES com 11,0% e do grupo Votorantim com 5,5%. Mesmo com percentuais individuais menores, os membros da família do fundador possuem em conjunto uma fatia de 14,2% das ações ordinárias da empresa. O free float chega a 41,2%, englobando acionistas menores, configurando um capital relativamente pulverizado.

Ações na B3

As ações negociadas na B3 apresentaram valorização de 104,7% em 2018, enquanto o Ibovespa desenvolveu 15,0%. Nos últimos dez anos, as ações ordinárias registraram variação positiva de 260,3%, frente a 94,3% do benchmark.

Vídeo – Conheça a Suzano (SUZB3)

____

Você precisa dar seus primeiros passos para investir na bolsa? Conte com os relatórios do nosso invista em ações!

Com o invista em ações você terá acesso as análises e recomendações para montagem de uma carteira de ações de longo prazo.

Acesse mensalmente às atualizações de 3 Carteiras recomendadas com diferentes

Carteira Dividendos

Carteira Crescimento

Carteira Top Recomendadas

*Importante: O produto Invista em ações é indicado para todos os perfis de investidor!

Tenha acesso completo e imediato a todas as nossas recomendações com o Invista em ações por apenas 12X15,00

 

Você tem interesse em receber análises e recomendações de médio e curto prazos na bolsa de valores?

Mesmo que você tenha conhecimento básico ou avançado em operações de curto e médio prazo na bolsa, o Full Trader atende sua necessidade e trará as melhores estratégias.

Day Trade

Swing Trade e Position Trade em Ações

Índice Futuro e Dólar

Opções

Long&Short

Termo e Aluguel de Ações, Boi Gordo, Milho e S&P Futuro.

___

Conheça o WhatsApp da Capitalizo, receba o melhor conteúdo gratuito do mercado e tire suas dúvidas com a nossa equipe. E, para receber recomendações de investimentos conheça nossos produtos.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Construção civil – Análise Setorial

Análise do setor de construção civil

De acordo com estudo da CBIC, no primeiro trimestre de 2019 foram lançadas 14.680 unidades residenciais, com queda de 62,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior e elevação de 4,2% na comparação com o mesmo período de 2018. As regiões Nordeste (-16,6%) e Sudeste (-9,7%) do país apresentaram retração na base anual. Destaque, novamente, para o Centro-Oeste, com variação positiva de 198,1%; atingindo 1.598 unidades lançadas. No Sul houve incremento de 67,4% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, chegando a 2.079 unidades lançadas.

O número de unidades vendidas ficou bem acima dos lançamentos do período, reduzindo consideravelmente os estoques. Foram comercializadas 28.676 unidades no primeiro trimestre, com diminuição de 18,9% na comparação com o período imediatamente anterior e acréscimo de 9,7% na base anual. Mesmo com a queda em relação ao final de 2018, é possível identificar uma melhora constante na demanda desde julho de 2017, embora o ritmo tenha desacelerado.

O melhor desempenho na venda de imóveis residenciais (1T19/1T19) foi observado na região Sul, com incremento de 21,9%, sendo seguido pelo Norte, com 21,7%. A regiões Sudeste e Nordeste apresentaram variações positivas de 15,0% e 2,8%. Somente no Centro-Oeste houve retração na comercialização de residências, registrando diminuição de 16,6% no total de unidades vendidas.

A oferta disponível passou de 131.794 unidades, em março de 2018, para 120.422 unidades na última apuração, representando uma redução de 8,6%. Os estoques caíram nas regiões Nordeste (-16,0%), Sudeste (-7,0%), Centro-Oeste (-6,7%) e Norte (-6,7%), e cresceram no Sul (0,5%). Do total de ofertas, 47% estão em construção, 29% estão prontas e 24% estão sendo vendidas na planta. Praticamente 53% das vendas do primeiro trimestre ocorreram no Sudeste e 23% no Nordeste.

Mesmo com dados positivos em relação à redução de estoques, recuperação gradual da demanda e variação de vendas superior aos lançamentos, o cenário permanece desafiador para o setor de construção civil. A ociosidade dentro da capacidade operacional ainda é muito elevada, muito em função do nível de atividade, que continua com desaceleração. Embora a intensidade do segmento esteja abaixo do observado em 2018, é importante ressaltar que dados mais recentes indicam uma retração menos acentuada do que no início do atual exercício.

De uma forma geral, a indústria da construção permanece desaquecida. Os indicadores demonstram que a confiança dos empresários e a expectativa com o nível de atividade regrediram na comparação com o final de 2018. Como consequência, esperamos que a intenção de investimentos no setor seja menor que o previsto no curto prazo, dependendo ainda do andamento de projetos econômicos no congresso nacional.

Quanto ao ambiente de negócios, as incorporadoras de médio porte estão preenchendo o espaço deixado por grandes empresas impactadas pela crise. Muitos players relevantes no cenário nacional entraram na recessão altamente alavancados e acabaram passando por problemas financeiros. Outro fator decisivo para as mudanças no cenário, principalmente no segmento de alto padrão, foi o avanço da operação Lava Jato.

Dentro de nossas recomendações em bolsa temos o ativo da Tenda (TEND3). A empresa, que está focada na faixa 2 do programa Minha Casa Minha Vida, possui alguns diferenciais em relação aos concorrentes. Um dos destaques é a menor necessidade de investimento em capital de giro, pois o percentual de vendas sobre a oferta está muito acima da média do setor. Além disso, o prazo médio de recebimento de clientes fica bem abaixo de concorrentes como MRV, Direcional e Eztec, indicando menor risco com recebíveis e descasamento de fluxo de caixa.

A situação financeira da companhia é confortável, sendo que o montante em caixa supera a dívida bruta. Outra que também apresenta essa característica é a Eztec. Essa, inclusive, possui a estrutura de capital mais conservadora, uma vez que a proporção de capital de terceiros sobre o patrimônio líquido é muito baixa. A maior rentabilidade patrimonial é da Tenda, com ROE de 17,94% no acumulado em doze meses. O pior resultado ficou com a Direcional, que teve prejuízo nos últimos demonstrativos. A MRV continua sendo a maior entre as quatro, com valor de mercado próximo de R$ 8 bilhões e a maior participação no programa MCMV.

Ponderando os dados mencionados e a evolução dos negócios, apuramos que as duas melhores opções no setor de construção civil são a Tenda e a Eztec. A opção pela primeira se dá pelo crescimento mais linear em seu resultado operacional, melhores indicadores de mercado e rentabilidade superior sobre o capital empregado. Em contrapartida, é importante mencionar que a companhia está altamente concentrada na faixa 2 do Minha Casa Minha Vida, ficando altamente dependente do prosseguimento do programa e de incentivos do governo federal.

 

Aproveite e confira o vídeo sobre a Tenda (TEND3), uma das nossas recomendações no setor de construção:

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Fontes: CBIC, Senai Nacional, Quantum Axis e RI das Empresas

Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

Importante: Leia o nosso Disclosure, antes de investir

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Setor de Serviços – Companhias Aéreas

Setor de Serviços

Em abril, o setor de serviços demonstrou incremento de 0,3% em relação ao período imediatamente anterior, compensando parcialmente a queda de 1,8% do primeiro trimestre. Três das cinco atividades analisadas pelo IBGE registraram variação positiva, com destaque para serviços de informação e comunicação, que recuperou parte da perda de abril com ganho de 0,7% no volume. Próximo da estabilidade ficaram os serviços profissionais, administrativos e complementares e os prestados às famílias, com crescimentos de 0,2% e 0,1% respectivamente.

Apesar do desempenho positivo de abril, ainda existem incertezas quanto a recuperação do setor para o curto prazo. A demanda ainda está enfraquecida devido a questões conjunturais e está muito concentrada em bens essenciais, além de existir a necessidade de reformas estruturais para alavancar os investimentos no país. O indicador acumulado em doze meses continua desacelerando, uma vez que apresentava variação de 0,7% em fevereiro, caiu para 0,6% no mês seguinte e fechou a última apuração em 0,4%. A retomada iniciada no segundo trimestre de 2018 não se confirmou, sendo que ainda estamos com um volume de 86,5% sobre a média de 2014.

Setor aéreo

Analisando o segmento de transporte aéreo de passageiros, a última divulgação da ANAC demonstra que no acumulado do ano até abril a demanda em voos domésticos aumentou 3,5% e a oferta de assentos subiu 2,4%. Com a recuperação judicial da Avianca, a companhia teve uma queda de 45,5% na demanda em abril. Em contrapartida, Azul, Latam e Gol registraram evolução de 23,6%, 4,4% e 4,4%, respectivamente.

Observando dados do segmento, é possível observar recuperação gradual, tanto em voos domésticos como em internacionais. Destaque para o aumento de capacidade das principais empresas participantes, maior taxa de ocupação e reajuste na tarifa média. Ponto negativo para o impacto do preço do combustível e da desvalorização do real frente ao dólar sobre as despesas.

Empresas do setor

No setor de aviação não possuímos nenhuma recomendação, mas podemos destacar algumas empresas. A Gol (GOLL4) segue com esforços para reduzir a alavancagem financeira e melhorar as métricas de crédito, procurando utilizar recursos auferidos com as operações e provenientes de novas emissões. A companhia apresentou Ebitda de R$ 951,8 milhões no primeiro trimestre, representando um incremento de 15,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. Destaque para o aumento das receitas com passageiros no mercado doméstico e com franquia e excesso de bagagem. A taxa de ocupação cresceu 1,1 p.p., reflexo da evolução da demanda sobre a oferta do mercado.

A Azul (AZUL4) apresenta indicadores mais adequados que a Gol. A companhia registrou Ebitda de R$ 724,2 milhões no primeiro trimestre, representando um crescimento de 8,1%. Este movimento é explicado pela evolução da receita de transporte de passageiros, sendo parcialmente compensado pelo impacto cambial sobre o preço do combustível para aviação. Em contrapartida, o lucro líquido regrediu 20,1% devido ao aumento de depreciação e amortização com a adição de aeronaves à frota e eventos de manutenção que são capitalizados.

Segue abaixo alguns indicadores de mercado das empresas comentadas. Recomendamos utilizar os dados para comparar empresas com atividades similares e de portes equivalentes:

Tanto as ações da Gol, quanto as ações da Azul tem se destacado nos últimos doze meses. Enquanto as ações GOLL4 acumulam alta de mais de 140%, AZUL4 sobe mais de 85%. No mesmo período, o Ibovespa tem alta de pouco mais de 35%.

Fontes: ANAC, Quantum Axis, e IBGE

Vídeo – Conheça a Gol (GOLL4)

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Fontes: ANAC, Quantum Axis, e IBGE

Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

Importante: Leia o nosso Disclosure, antes de investir.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Maiores ROEs da Bolsa

Maiores ROEs da Bolsa

Com a Selic em 6,5%, é natural que os investidores procurem por alternativas de investimentos mais rentáveis. Não queremos comparar a Renda Fixa com investimentos de Renda Variável (como ações, por exemplo), mas mostrar que juros em baixa deixam o investimento em ações de boas empresas ainda mais atrativo.

Um dos indicadores mais conhecidos pelo mercado, para mostrar a rentabilidade de uma empresa, é o ROE (abreviatura para o termo em inglês Return on Equity), que significa Retorno sobre o Patrimônio. Por isso hoje, vamos ver o que significa Retorno Sobre o Patrimônio Líquido, e conhecer os maiores ROEs da Bolsa brasileira.

O que é ROE?

Podemos dizer que o ROE informa quanto de lucro uma empresa consegue gerar, proporcionalmente, com o capital próprio empregado, ou seja, com a parte residual pertencente aos acionistas. Considerando isso, podemos dizer que o ROE é um indicador de eficiência de gestão, pois acaba mostrando se a empresa está “aplicando bem” o dinheiro dos acionistas.

O ROE é expresso como uma porcentagem, e é calculado da seguinte maneira:

ROE = Lucro Líquido / Patrimônio Líquido

Como podemos analisar o ROE?

Como todos os indicadores econômicos e financeiros, o ROE não deve ser utilizado de maneira isolada, sendo que uma empresa endividada pode ter um ROE alto, por exemplo. Porém, considerando apenas a análise do ROE, é interessante que ele seja maior do que o custo de oportunidade em outros investimentos mais seguros. Hoje, um Título Público atrelado à Selic paga em torno de 6,40% ao ano.

Nesse caso, uma empresa com ROE de 20% seria considerada uma boa alternativa de investimento, a não ser que o risco do negócio fosse muito elevado e exigisse retorno acima da média.

Abaixo separamos 10 empresas (algumas delas entre nossas recomendações) que consideramos boas ”geradoras de ROE” para seus acionistas. Confira:

Empresa / Ação

ROE

Margem Líquida

WIZ S.A. ON NM – WIZS3 89,51% 34,47%
MARFRIG ON NM – MRFG3 60,42% 6,80%
SMILES ON NM – SMLS3 55,51% 64,50%
BBSEGURIDADE ON NM – BBSE3 47,06%
COMGAS ON – CGAS3 46,56% 18,21%
ECORODOVIAS ON NM – ECOR3 43,85% 9,76%
BRASKEM ON N1 – BRKM3 38,54% 4,78%
SID NACIONAL ON – CSNA3 37,08% 15,90%
IRBBRASIL RE ON NM – IRBR3 35,92% 21,60%
ENGIE BRASIL ON NM – EGIE3 34,72% 25,81%

Vídeo explicativo

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

Importante: Leia o nosso Disclosure, antes de investir.

Setor de Varejo – Análise Setorial

Setor de Varejo

De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em maio, a intenção de consumo das famílias caiu pelo terceiro mês seguido. O ICF, índice que mede essa tendência, apresentou variação negativa de 1,7% na última passagem, atingindo 94,6 pontos. Destaque negativo para o baixo dinamismo do mercado de trabalho, alta de preços de alimentos e combustíveis e elevação no endividamento das famílias. Quanto às condições de consumo, o entendimento geral é de que o momento não é propício para compra de bens duráveis, mais precisamente eletrodomésticos e automóveis.

A confiança dos empresários do setor, de acordo com a mesma fonte, regrediu pelo segundo mês consecutivo. A variação negativa de 0,8% foi impulsionada pelo fraco desempenho da economia e pela redução no otimismo em relação a recuperação da atividade para o curto prazo. De acordo com os entrevistados pela pesquisa, os níveis de estoque ainda estão acima do ideal, indicando a fraca recuperação das vendas em relação ao previsto, e as perspectivas para novas contratações são as menores desde novembro de 2018.

O total de famílias endividadas passou de 62,7% para 63,4% na passagem de abril para maio. Esse movimento também representa alta considerável em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a fatia era de 59,1%. A tendência foi observada entre as faixas de renda pesquisadas, mas com maior intensidade nas famílias com renda acima de dez salários mínimos, onde a financiamento de carro e casa é mais relevante. Os principais tipos de dívida seguem sendo cartão de crédito e carnês, correspondendo a 78,6% e 15,8% do total, respectivamente.

De acordo com a pesquisa mensal do comércio, realizada pelo IBGE, o volume de vendas do comércio varejista regrediu 0,6% em abril frente ao período imediatamente anterior. Este resultado ocorreu devido a taxas negativas registradas em cinco das oito atividades analisadas. Destaque negativo para o grupo de hipermercados e supermercados, com diminuição de 0,9%, fechando três meses de retração. Tecidos, vestuário e calçados venderam 5,5% menos que março, fechando o segundo mês com queda. A maior variação foi observada em equipamentos e materiais para escritório, com diminuição de 8,0%.

O setor continua sofrendo com a fraca recuperação da economia, mais precisamente na lenta retomada do mercado de trabalho, o que acaba afetando a confiança dos consumidores e a perspectiva de aumento nas vendas.

Empresas do Setor

A Magazine Luiza apresentou, no primeiro trimestre de 2019, ganho na participação de mercado. Este movimento é explicado pelo forte desempenho do e-commerce e pela manutenção do crescimento constante no conceito mesmas lojas. As vendas online continuam em evolução devido ao incremento no número de sellers e sortimento do marketplace, melhora nas operações logísticas e impulso nos downloads do aplicativo da empresa. O Ebitda cresceu 6,0%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, em função do incremento nas vendas e ganhos de escala. O retorno sobre o capital investido continua consistente, com ROIC de 35% nos últimos doze meses.

A Via Varejo apresentou resultados decepcionantes no primeiro trimestre, com retração nas vendas no conceito mesmas lojas e fraco desempenho do canal online. O Ebitda caiu 18,2%, reflexo da diminuição receita líquida, menor diluição de gastos fixos e impacto do fim de incentivos fiscais em determinados itens. Ponto positivo para a redução no prazo de permanência de estoques e para a situação de caixa líquido, uma vez que as disponibilidades superam o valor da dívida financeira. De acordo com fato relevante divulgado em 11 de junho de 2019, o conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar (controlador) aprovou a venda da participação de 36,27% sobre o capital social da Via Varejo.

O Grupo Pão de Açúcar registrou evolução nas vendas no primeiro trimestre, apesar do efeito do descasamento da Páscoa. O Ebitda cresceu 15,2%, refletindo o desempenho operacional e o controle de gastos, sendo que as despesas cresceram abaixo da inflação no multivarejo. Destaque para o bom desempenho do e-commerce alimentar, ganho de market share e avanço nas inciativas digitais. Vale ressaltar a transformação da companhia, incluindo plataformas para venda de kits gastronômicos, encomenda e entrega de produtos a domicílio, penetração dos programas de fidelidade e novos processos para otimização de tempo de permanência nos estabelecimentos, como é o caso da utilização do escaneamento de compras na fila.

Um destaque positivo é a Lojas Renner. A empresa possui rentabilidade acima de seus pares e tendência positiva de vendas, contribuindo para um fluxo de caixa crescente. A posição no varejo de moda nacional está consolidada, com alta vantagem competitiva observada na diversificação geográfica e mix de produtos. Apresenta estrutura diferenciada em comparação a maioria de seus concorrentes, com produtos financeiros próprios, marca reconhecida e posicionamento em grandes centros comerciais, bem como shopping centers com alta circulação de pessoas.

Já as Lojas Americanas, mantém o compromisso de expandir seu negócio no território nacional, com abertura de novas lojas e maior alcance no número de cidades. Mesmo com o aumento do endividamento nos últimos anos para financiar o crescimento, a dívida líquida permaneceu praticamente em linha. Em contrapartida, a subsidiária B2W enfrenta aumento de concorrência no varejo eletrônico, acarretando menores margens no negócio. A unidade de e-commerce ainda conta com necessidade de investimentos em logística e tecnologia, impactando no caixa.

Segue abaixo os indicadores de mercado das empresas comentadas. Os dados devem ser utilizados apenas para comparação entre empresas com atividades similares, o que não é o caso de todas as companhias dentro da seleção. Por exemplo, a Lojas Renner é uma varejista de vestuário, o Pão de Açúcar possui grande presença no segmento de supermercados e a Magazine Luiza está voltada para venda de eletrodomésticos, móveis e produtos de lazer.

Fontes: Confederação Nacional do Comércio, IBGE e RI das empresas

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

TEND3 – Conheça a Tenda Construtora

tend3

A companhia possui mais de quarenta e oito anos de atuação, com um histórico que supera noventa mil unidades construídas. É uma das principais construtoras e incorporadoras do Brasil em empreendimentos econômicos lançados, principalmente, no programa Minha Casa Minha Vida.

Está presente em mais de cem cidades espalhadas por onze estados. As principais capitais onde atua são Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Conta com quarenta lojas próprias focadas em orientar os clientes no processo de compra do imóvel, além de um novo projeto para aumentar a participação no mercado imobiliário de Curitiba.

Em 2008, 60% da companhia foi adquirida pela Gafisa, que passou a controlar a totalidade das ações com a fusão realizada posteriormente. Nessa época, a empresa passou por forte expansão dos negócios, tendo as diretorias das duas incorporadoras trabalhado de forma compartilhada. Em 2016 teve início o processo de separação societária entre as duas, com a venda de 30% das ações da Tenda para a Jaguar Real Estate Partners.

No ano seguinte o processo de separação foi finalizado e a empresa passou a ser listada na B3, fazendo parte do Novo Mercado. Segue abaixo a participação de mercado em número de lançamentos, as oito regiões metropolitanas onde a empresa está focada e alguns dados de 2018.

Atuação

As localidades onde a Tenda tem maior fatia de mercado são Salvador e Rio de Janeiro, com participação de 39% e 33%, respectivamente. Em 2018 foram lançadas 13.636 novas unidades, com valor geral de vendas próximo a R$ 1,91 bilhão. Esse montante foi o terceiro maior do ano entre as empreiteiras nacionais, ficando atrás de MRV e Cyrela e correspondendo a um crescimento de 13% na comparação com o ano anterior. Os produtos ofertados têm foco exclusivo nas faixas 1,5 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida, com padrão de cinco andares e formas de alumínio.

A estrutura de vendas deixou de ter participação de terceiros, ficando por conta das lojas próprias e da equipe de vendas interna. Ainda dentro dos pilares operacionais, o financiamento do empreendimento é contratado antes do lançamento e o financiamento do cliente é integrado ao processo de venda. Desta forma, o crédito é repassado imediatamente ao banco, acelerando o fluxo de caixa. Ao contrário de empreendimentos tradicionais, que levam em média vinte e quatro meses para serem acabados, a construção de imóveis da Tenda leva um ano.

Controle acionário

O capital da construtora está pulverizado, sem concentração em um acionista ou grupo de acionistas específico. A Polo Capital Management, gestora de recursos sediada no Rio de Janeiro, possui a maior fatia das ações ordinárias, com participação de 11,15%. Em seguida vem a Pátria Investimentos, detentora de 10,35% dos papéis, e o Itaú Unibanco, com 9,77%. O free float chega a 68,58%.

Ações na B3

As ações negociadas na B3 apresentaram valorização de 63,2% em 2018, enquanto o Ibovespa desenvolveu 15,0%. Nos últimos dois anos, as ações ordinárias registraram variação positiva de 226,58%, frente a 58,22% do benchmark.

Vídeo – Conheça a Tenda (TEND3)

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

____

Ficou com dúvidas? Entre em contato agora:

WhatsApp: http://whts.co/capitalizo

Site: https://capitalizo.com.br/

Email:  [email protected]

Acompanhe nossas redes e saiba mais!

Facebook: https://www.facebook.com/capitalizo

Instagram: https://www.instagram.com/capitalizoinvestimentos/

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Esse material é meramente informativo e não representa oferta, análise ou recomendação.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Panorama do Mercado de Fundos de Investimentos

Panorama do Mercado

Em maio, os fundos de investimento apresentaram captação líquida de R$ 44,9 bilhões, recuperando a saída de R$ 15,3 bilhões do mês anterior. No acumulado do ano, a indústria mantém captação líquida de R$ 86,5 bilhões. Das oito classes analisadas, apenas quatro finalizaram o período com saldo positivo. Destaque para a classe de direitos creditórios, que registrou captação de R$ 37,7 bilhões, fechando os primeiros cinco meses com saldo positivo de R$ 43,1 bilhões. Os de renda fixa absorveram R$ 10,6 bilhões, com R$ 4,8 bilhões no ano. Os produtos de ações apresentaram saldo positivo de R$ 2,4 bilhões, com entrada líquida de R$ 19,7 bilhões até maio. Multimercados perderam R$ 5,1 bilhões no mês, mas continuam com saldo positivo de R$ 3,7 bilhões em 2018.

O pior desempenho observado foi mais uma vez do Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento, com saída líquida de R$ 6,5 bilhões no mês. A maior captação dentro da classe ocorreu no Renda Fixa Duração Livre Grau de Investimento, com R$ 5,7 bilhões. O grupo de renda fixa continua com variação negativa de R$ 2,5 bilhões nos últimos doze meses, muito em função do baixo patamar dos juros e da troca por investimentos mais arriscados. Mas, ainda continua com o maior patrimônio do mercado, com fatia de 43,0% do total.

Multimercados Macro e Livre apresentaram captação líquida negativa de R$ 4,0 bilhões e R$ 490,9 milhões, respectivamente. Apenas Multimercados Long and Short Direcional registraram números positivos dentro da classe, com entrada de R$ 548,9 milhões. No acumulado de doze meses, a classe de multimercados tem entrada líquida de R$ 5,7 bilhões, a terceira maior de toda indústria. Nesse período, o tipo Macro lidera com absorção de R$ 9,3 bilhões, seguido do Estratégia Específica, com R$ 7,8 bilhões. Fundos multimercados têm o segundo maior patrimônio do mercado, representando 20,8% do total.

Pelo oitavo mês seguido, a classe de ações registrou captação líquida positiva. Destaque para o tipo Ações Livre, com absorção de R$ 1,5 bilhão. Nos últimos doze meses, os produtos com alta exposição em bolsa captaram R$ 27,2 bilhões, a maior de toda indústria. Representa 7,1% do patrimônio geral.

Nos produtos de previdência, a saída líquida de maio representou a primeira variação negativa dos últimos onze meses. O tipo Previdência Renda Fixa foi o grande responsável, com retração de R$ 1,2 bilhão. A classe apresentou entrada líquida de R$ 26,9 bilhões nos últimos doze meses, a segunda maior de toda indústria. O patrimônio líquido é o terceiro maior, com proporção de 17,3% do total.

Nos principais tipos de produtos, o melhor desempenho do mês foi do Ações Setoriais, com variação positiva de 4,03%. Outros destaques foram o Fechado de Ações (2,73%), Ações Valor e Crescimento (2,71%), Renda Fixa Duração Alta Soberano (2,69%), Ações Índice Ativo (2,43%) e Ações Investimento no Exterior (2,40%).

Os produtos com alta exposição em bolsa de valores apresentaram bom desempenho pelo segundo mês consecutivo, sendo que o Ibovespa subiu 0,70% em maio. Além dos já mencionados, os tipos Ações Sustentabilidade (2,22%), Ações Dividendos (1,87%) e Ações Livre (1,74%) também entregaram retorno superior ao benchmark.

Nos multimercados, destaque para Balanceados (1,38%), Macro (1,26%), Livre (1,03%) e Dinâmico (0,95%). O IHFA (Índice de Hedge Funds Anbima), que mede a evolução de uma carteira hipotética de fundos da classe, registrou variação positiva de 0,93%.

Todos os tipos de renda fixa apresentaram rendimento positivo em maio. Além dos tipos supramencionados, destaque para o Renda Fixa Indexados (1,91%), Renda Fixa Duração Alta Grau de Investimento (1,50%) e Renda Fixa Dívida Externa (1,23%). O CDI variou 0,54%.

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos.

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

BCFF11 – BTG Pactual Fundo de Fundos

bcff11

O artigo de hoje é sobre um dos mais conhecidos Fundos Imobiliários do mercado, o BTg Pactual Fundo de Fundos ou BCFF11

A Gestora

A Pactual foi fundada em 1983 como uma distribuidora de títulos e valores mobiliários no Rio de Janeiro. No final dos anos oitenta, a companhia se tornou um banco e abriu escritório em São Paulo, iniciando suas atividades de asset management e wealth management. Nessa mesma época, a empresa iniciou um processo de internacionalização, com a abertura de uma corretora em Nova York.

Em 1998, aconteceu uma mudança na administração, com a saída da primeira geração e a entrada dos atuais gestores. Em 2006, foi adquirida pela UBS para ser uma divisão na América Latina, que se chamaria BTG Pactual. Logo ocorreu a transferência de controle da UBS para o BTG e, nos anos seguintes, passou por um forte crescimento, com o IPO, a aquisição do Banco Panamericano e o início das operações em diversos países vizinhos.

Atualmente, é uma empresa financeira global que atua nos mercados de Investment Banking, Corporate Lending, Sales & Trading, Wealth Management e Asset Management, com mais de quinhentos colaboradores em dezesseis países.

O BCFF11 – BTG Pactual Fundo de Fundos

O BTG Pactual Fundo de Fundos FII é um fundo imobiliário constituído sob a forma de condomínio fechado, sem prazo de duração determinado e destinado a investidores em geral. Tem por objeto a realização de investimentos em cotas de fundos imobiliários, imóveis comerciais, letras hipotecárias, letras de crédito imobiliário, certificados de recebíveis imobiliários e ações de sociedades cujo único propósito se enquadre entre as atividades permitidas aos fundos de investimentos imobiliários. Busca auferir receitas, principalmente, por meio de rendimentos das cotas de outros fundos de investimento imobiliário e de ganhos de capital nas negociações de cotas de seu patrimônio.

A Carteira

A carteira consolidada é composta por 64% de fundos imobiliários, 33% de títulos públicos federais indexados à taxa Selic (LFT) e 2% de CRIs. Em FIIs, destaque para o setor comercial e fundos de papel focados em CRIs, com peso de 21% no primeiro e 17% no segundo. A seguir, os principais fundos investidos:

O patrimônio consolidado é composto por empreendimentos comerciais localizados, em sua grande maioria, em São Paulo. Para investir no fundo o aporte inicial é a cotação de mercado no momento da compra, sendo destinado a investidores em geral através de corretoras e distribuidoras de valores mobiliários. A taxa de gestão é de 1,1% sobre o patrimônio líquido e a taxa de administração é de 0,15% do valor de mercado.

Cotas nas B3

Nos últimos 12 meses o yield do Fundo está na casa dos 7,5%. Já o retorno acumulado com a valorização cota é de 65,28% nos últimos 36 meses, contra 29,68% do CDI:

Vídeo – Conheça o BTG Pactual Fundo de Fundos (BCFF11)

Receba as Melhores Recomendações de Fundos Imobiliários

O plano ideal para você que busca recomendações e acompanhamento do mercado de Fundos Imobiliários!

Com o nosso produto Top Fundos você terá acesso aos Fundos Imobiliários cuidadosamente analisados e recomendados pela equipe de analistas da Capitalizo.

O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de se investir em imóveis. Além do fato dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível que você invista nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa (atrelados ao mercado imobiliário) do Brasil.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

____

Ficou com dúvidas? Entre em contato agora:

➡WhatsApp: http://whts.co/capitalizo

➡Site: https://capitalizo.com.br/

➡Email:  [email protected]

Acompanhe nossas redes e saiba mais!

➡Facebook: https://www.facebook.com/capitalizo

➡Instagram: @capitalizoinvestimentos

___

Fonte: Veja – https://moneytimes.com.br/veja-os-10-fundos-imobiliarios-preferidos-dos-grandes-investidores/

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Esse material é meramente informativo e não representa oferta, análise ou recomendação.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Economia Mundial – China e Europa

economia mundial

No presente relatório, traremos uma análise dos principais players da economia mundial : China e Europa. Além disso, falaremos a respeito de algumas empresas e o posicionamento delas nas economias citadas.

China

Em maio o setor industrial chinês apresentou sinais de recuperação, sustentado pelo aumento nas exportações e a manutenção do nível de produção. A inflação ficou sob controle, uma vez que o preço dos insumos registrou uma pequena variação, e as taxas de produção ficaram praticamente inalteradas. Em contrapartida, a confiança dos empresários em relação as perspectivas futuras diminuiu com a guerra comercial com os Estados Unidos, e o nível de emprego caiu pela primeira vez em três meses. O índice de gerentes de compras ficou em 50,2 no mês; em linha com o período imediatamente anterior e dentro do limite de expansão (acima de 50). Vale ressaltar que esse indicador apresentou viés de baixa entre março de 2018 e janeiro do atual exercício, tendo se recuperado desde então.

A taxa de crescimento de novos negócios acelerou em relação a abril, apoiado pelo lançamento de novos produtos, aquecimento da demanda externa e novos pedidos feitos a produtores chineses. Embora, a retomada ainda seja lenta e gradual, esta é a primeira variação positiva na atividade de compras nos últimos cinco meses, fazendo o nível de estoques de produtos acabados regredir.

O setor de serviços desacelerou na última apuração, sendo que o índice de atividade regrediu de 54,5 para 52,7; mantendo-se em zona de expansão. Mesmo com dados mais fracos o segmento permanece aquecido, sustentado pela resiliência da demanda. As despesas das empresas da área cresceram em maio apesar do controle inflacionário, com destaque para gastos com mão-de-obra e matérias-primas.

De forma geral, a economia chinesa demonstrou ligeiro crescimento em maio, contrariando a tendência global de desaceleração na indústria. O setor industrial contou com o incremento na demanda, tanto no mercado interno como externo, e os preços dos produtos ficaram praticamente inalterados. Porém, as tensões comerciais continuam afetando a confiança das empresas.

Dentro alguns dos ativos da B3 acompanhados, as empresas mais correlacionadas com a atividade chinesa são a Klabin (KLBN11) e a Cosan (CSAN3). A primeira produz e comercializa celulose e derivados, como papel ondulado, que depende muito da demanda do país asiático. A situação econômica do país também poderia afetar os preços de celulose fibra curta e fibra longa, pois um desequilíbrio com a oferta deixaria os produtores sem condições de manter o valor da commodity em um nível mais atrativo.

A Cosan, por sua vez, depende de uma reversão da atual situação do açúcar no mercado internacional, pois o excesso de estoques continua pressionando os preços do alimento. A partir do momento que o consumo de um país populoso é reduzido, as cotações se mantêm baixas.

Europa

O Banco Central Europeu adiou mais uma vez a primeira elevação nos juros e comunicou que continuará financiando os bancos para tentar reanimar a economia no bloco. De acordo com o presidente da instituição, o aperto na política monetária deve ocorrer apenas em 2020, muito em função das incertezas sobre as negociações do Brexit, possíveis impactos em mercados emergentes e desaceleração da atividade global. Além de questões específicas mencionadas pela autoridade, é importante observar o impacto das tensões comerciais entre China e Estados Unidos sobre as exportações europeias, em especial da Alemanha.

O índice de gerentes de compras composto da região do euro subiu de 51,5 para 51,8 na passagem de abril para maio, dentro da zona de expansão. Esse movimento é explicado pelo desenvolvimento do setor de serviços, sendo parcialmente compensado pelo quarto mês consecutivo de queda no volume produzido pela indústria. Os principais países do bloco apresentaram melhora no mercado de trabalho, mas as empresas continuaram a enfrentar problemas com o crescimento de despesas operacionais, mesmo a inflação estando no nível mais fraco desde novembro de 2016. A variação nos preços dos dezenove países que usam o euro caiu de 1,7% para 1,2%; bem abaixo da meta de 2,0%.

O índice que mede o nível de atividade industrial na Alemanha caiu mais rápido que o esperado, atingindo um dos menores níveis desde agosto de 2012. O indicador PMI do setor alcançou 44,3 pontos em maio, em linha com o esperado. Em contrapartida, a queda na produção foi a menor desde fevereiro do atual exercício, sustentada pela evolução do segmento de bens de consumo e um declínio mais lento em bens de capital. Destaque negativo para o impacto do con+

flito comercial sobre a indústria automobilística.

De uma forma geral, o ritmo de crescimento da economia global está bem abaixo dos últimos três anos, seguindo a tendência de desaceleração da atividade. Os níveis de confiança continuam em baixa, ainda mais com o efeito de medidas protecionistas de grandes potências e o fraco desempenho de regiões emergentes. No entanto, existem sinais de que a indústria esteja se estabilizando, mais precisamente na retomada de produção na China e nas menores taxas de declínio na Alemanha. Ainda é possível observar excesso de oferta no mercado, puxando para baixo o preço de determinados insumos, como é o caso da celulose.

Dentre as companhias acompanhadas, a Natura (NATU3) é uma das empresas que possui alta exposição na Europa, com presença no varejo através da Aesop e da The Body Shop. A primeira possui 56 lojas exclusivas, 11 subsidiárias e 22 lojas de departamentos na região, com uma contribuição de 21% no total de vendas globais. O planejamento da empresa prevê um crescimento baseado na presença digital através de canais próprios e relacionamentos com distribuidores. A TBS busca uma nova gestão estratégica para fazer um turnaround em mercados-chave, mais precisamente na Alemanha e na Suécia. Em conjunto com o Oriente Médio e a África, a Europa corresponde a quase 50% das vendas da The Body Shop.

Fontes: Markit Economics, National Bureau of Statistics of China, Federal Open Market Committee e RIs das companhias (Weg, Cosan, Klabin e Natura).

 

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado? Conheça nossos Produtos.

 

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Brasil: panorama econômico

panorama econômico

No primeiro trimestre de 2019, o Brasil registrou queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) na comparação com período imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período de 2018, houve variação positiva de 0,5% e no acumulado de doze meses, acréscimo de 0,9%. Em valores correntes, o indicador atingiu R$ 1,714 bilhão, sendo R$ 1,462 referente ao valor adicionado e o restante aos impostos sobre produtos.

Nas atividades industriais, o fraco desempenho foi puxado pelas indústrias extrativas, com impacto do rompimento da barragem em Brumadinho em janeiro. O setor de construção e as indústrias de transformação também registraram queda nos volumes, sendo parcialmente compensadas pelo grupo de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos.

Em serviços, foram observados resultados positivos em intermediação financeira e seguros, administração, saúde e educação pública, informação e comunicação e atividades imobiliárias. Ponto negativo para a queda em transporte, armazenagem e correio e comércio. A formação bruta de capital fixo caiu consideravelmente com o ambiente de incertezas, sendo compensado pela elevação no consumo do governo e das famílias. Importante observar que na base anual os investimentos cresceram, muito em função do aumento na importação líquida de máquinas e equipamentos, compensando a retração em bens de capital e construção.

De acordo com a atual conjuntura, acreditamos que o país irá crescer próximo de 1,2% neste ano, dependendo de algumas questões a serem definidas. A principal delas é a aprovação da reforma da previdência e o impacto fiscal decorrente da tramitação no congresso nacional. As incertezas em relação ao projeto estão muito mais concentradas no tamanho da economia e no prazo de definição do que propriamente no número de votos necessários para a aprovação do texto. Resolvidas essas dúvidas e com o ajuste fiscal mínimo, a tendência é que a confiança dos empresários aumente, impulsionando investimentos internos e externos.

Outra questão importante é a desaceleração da economia global, sendo afetada pelo alto nível de endividamento público, incertezas com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, acomodação da demanda no país asiático e fraco desempenho de potências europeias. Nesse último caso vale ressaltar que o Banco Central Europeu continua com sua política monetária flexível, inclusive financiando bancos para expandir o crédito e incentivar o crescimento.

A dívida pública federal regrediu 1,0% em abril, atingindo R$ 3,879 trilhões. Esse movimento ocorreu em função de pagamentos correntes, superando as emissões em oferta pública, sendo parcialmente compensado pela apropriação positiva de juros. Dessa forma, a relação entre dívida líquida e PIB permaneceu em 54,2%, mas ainda com perspectiva de passar de 56% até o final do ano.

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,57% em abril, ficando 0,18 ponto percentual abaixo da taxa de março. Essa foi a maior inflação para o mês desde 2016, fazendo o acumulado de doze meses saltar de 4,58% para 4,94%. O resultado contou com grande impacto de saúde e cuidados pessoais (1,51%) e transportes (0,94%). Destaque para a alta de preços em remédios (2,25%), higiene pessoal (2,76%), gasolina (2,66%) e passagem aérea (5,32%). Mesmo com aumento em itens de alimentação e bebidas, o grupo desacelerou frente o período imediatamente anterior. Acreditamos que o IPCA irá convergir em direção ao centro da meta do Banco Central até o final de 2019, ficando próximo de 4,2%.

Observando a atual conjuntura econômica e o cenário político do país, acreditamos que o mercado de ações continuará apresentado alta volatilidade no curto prazo. Outros fatores determinantes são a desaceleração da economia global e as tensões comerciais entre grandes potências. Mesmo assim, estratégias com horizontes mais distantes apresentam oportunidades nesse contexto.

Empresas da B3

Nesse contexto, destacamos papéis altamente correlacionados com a economia local, como é o caso de bancos e varejistas voltadas para o consumo discricionário. Itaúsa (ITSA4), por exemplo, busca captar benefícios com a recuperação do mercado de crédito, incluindo a melhora na qualidade das carteiras e a redução das taxas de inadimplência. No varejo, uma de nossas favoritas é a Lojas Renner (LREN3), que continua investindo em suas operações para aproveitar a recuperação gradual das vendas.

Outra empresa que merece atenção especial é a Copel (CPLE6). A companhia de energia elétrica vem passando por um processo de reestruturação interessante, focando na disciplina de alocação de capital e redução da alavancagem financeira. O ciclo de investimentos está sendo finalizado, incluindo a entrega das usinas hidrelétricas Baixo Iguacú e Colíder e o parque eólico Cutia. Com esses empreendimentos prontos, o fluxo de caixa fica menos pressionado pelas atividades de investimento e o aumento na capacidade de geração permite a evolução da receita operacional.

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos.

 

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Fontes: IBGE, Tesouro Nacional e RI das empresas.

Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame. B3, MoneyTimes.

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Receba nossos relatórios Grátis