Panorama Mensal do Mercado de Capitais

Panorama Mensal do Mercado de Capitais

Confira o panorama mensal do Mercado do Capitais referente ao mês de agosto/19.

Crescimento das emissões

Nos primeiros oito meses de 2019, o montante de emissões domésticas chegou a R$ 240,1 bilhões, 38,7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, o número de operações regrediu de 637 para 583, com grande contribuição da redução em CRIs. Destaque para as operações envolvendo debêntures, que tiveram uma representatividade de 48,9% do volume financeiro total, seguida de ações (22,5%), notas promissórias (8,5%), fundos imobiliários (6,8%) e CRAs (3,6%).

Debêntures

No acumulado até agosto, o volume emitido de debêntures foi de R$ 117,4 bilhões, correspondendo a um crescimento de 7,3%. Esse movimento pode ser explicado pela reestruturação da dívida das empresas e retirada do BNDES como financiador ativo. Além disso, com a redução nos juros os papéis ficaram mais atrativos para os investidores, facilitando a absorção das ofertas.

Em agosto, a maior operação registrada foi do Grupo Pão de Açúcar, através da sua subsidiária Sendas Distribuidora, no total de R$ 8 bilhões. O montante será utilizado para a aquisição de até a totalidade das ações de emissão da varejista colombiana Almacenes Éxito. Outra divulgação relevante foi sobre a emissão de R$ 1,6 bilhão da Engie Brasil, que pretende reembolsar gastos e dívidas relacionados a projetos de geração de energia solar (Assu V), eólica (Umburanas) e hídrica (Jaguara e Miranda).

No volume subscrito, aumentou a representatividade de investidores institucionais como detentores de debêntures, variando de 58,4% para 62,9% entre os primeiros oito meses de 2018 e o mesmo período do atual exercício. Com a queda da taxa Selic e a maior disposição ao risco, ocorreu um aumento substancial da parcela destes títulos nas carteiras de fundos de investimento. As pessoas físicas, que detinham 3,1% dos papéis corporativos emitidos em 2018, passaram para 4,3%. Intermediários e participantes ligados à oferta diminuíram a participação de 38,5% para 32,8%.

Maiores operações com debêntures em agosto

Observando a destinação dos recursos captados via emissão de debêntures, foi possível identificar queda na proporção quanto à necessidade de refinanciamento de passivo. Na comparação entre os primeiros oito meses de 2019 e o mesmo período do ano anterior, essa aplicação caiu de 39,9% para 36,7%, mas se manteve como principal direcionamento do capital auferido. Destaque para o crescimento de 23,1% para 28,8% na utilização de recursos para financiamento de capital de giro. Investimentos em infraestrutura regrediram de 16,1% para 13,8%.

Ações

Em ações, foram dezenove operações no ano, movimentando R$ 54,0 bilhões, contra R$ 6,9 bilhões de 2018. Em agosto não houve novos registros, mas os meses anteriores foram marcados por números recordes. No final de julho, a Petrobras Distribuidora anunciou o encerramento da oferta pública de distribuição secundária de ações de emissão própria e de titularidade da Petrobras, com movimentação de R$ 9,6 bilhões. No mesmo período, o Banco do Brasil e a União venderam suas participações no IRB Brasil, em uma oferta de R$ 7,4 bilhões. Outras operações relevantes em julho foram da Hapvida (R$ 2,7 bilhões), Light (R$ 2,5 bilhões), Banco Inter (R$ 1,2 bilhão), Movida (R$ 832,5 milhões) e Tecnisa (R$ 445,5 milhões).

Maiores operações com ações em agosto

BNDES vai vender ações?

O aumento da utilização de papéis corporativos de dívida para financiamento segue uma tendência gerada pela redução da taxa Selic, pois ocasionou em maior procura de investidores por ativos de maior risco e rentabilidade. Outros motivos relevantes para o novo cenário são a alteração da política de crédito do BNDES e o aumento do volume de debêntures incentivadas em circulação, despertando maior interesse por aplicações isentas de imposto de renda.

Em ações, a perspectiva é de novas ofertas para os próximos meses, muito em função do cenário favorável e do programa de privatizações e desinvestimento do governo federal. Atenção especial para ativos detidos pelo BNDES, que possui participação no capital social de empresas como Petrobras, Vale, Eletrobrás, JBS, Suzano Papel e Celulose, Copel, Cemig, Marfrig, AES Tietê, Klabin, Tupy e Embraer.

Principais participações do BNDES

Em relação a esse movimento do BNDES monitoraremos os caso a caso a avisaremos os nossos clientes de possíveis oportunidades.

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

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Setor de Varejo – Análise Setorial

Setor de Varejo

De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) em agosto, a intenção de consumo das famílias cresceu, encerrando uma sequência de cinco quedas consecutivas. O ICF, índice que mede esta tendência, apresentou variação positiva de 1,8% na última passagem, atingindo 91,4 pontos. Destaque para a possibilidade de maiores gastos com a restituição do imposto de renda, saques do FGTS e PIS/Pasep e criação de novas vagas de trabalho. Quanto à redução na taxa desemprego, vale ressaltar que o movimento ainda está muito concentrado na informalidade, o que não contribui de forma relevante para a estabilidade das famílias. Assim, o entendimento geral é de que o momento não é propício para compra de bens duráveis, bem como eletrodomésticos e automóveis.

A confiança dos empresários do setor, de acordo com a mesma fonte, regrediu pelo quinto mês consecutivo. A variação negativa de 0,1% foi impulsionada pelo fraco desempenho da economia e pela redução no otimismo em relação a recuperação da atividade para o curto prazo. De acordo com os entrevistados pela pesquisa, as intenções de investimento e o nível de estoques continuam muito baixos, indicando pessimismo em relação à capacidade de venda para os próximos meses.

O total de famílias endividadas passou de 64,0% para 64,1% na passagem de junho para julho. Esse movimento também representa alta considerável em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a fatia era de 59,6%. A tendência é a mesma desde o início do ano, com aumento no comprometimento médio com dívida e piora constante na percepção das famílias em relação à situação orçamentária. Os principais tipos de dívida continuam sendo cartão de crédito e carnês, correspondendo a 78,4% e 16,2% do total, respectivamente.

De acordo com a pesquisa mensal do comércio realizada pelo IBGE, o volume de vendas do comércio varejista avançou 1,0% em julho frente ao período imediatamente anterior, terceira variação positiva seguida. Em relação a 2018, o crescimento foi de 4,3%, quarta evolução consecutiva. Na comparação com junho do atual exercício, sete das oito atividades analisadas apresentaram resultados superiores, com destaque para hipermercados e supermercados (1,1%), móveis e eletrodomésticos (1,6%) e combustíveis e lubrificantes (0,5%). Equipamentos e materiais de escritório foi o único grupo com queda no volume de vendas, caindo 1,6%. No comércio varejista ampliado, ponto negativo para a retração de 0,9% em veículos, motocicletas, partes e peças. O setor continua sofrendo com a fraca recuperação da economia, mais precisamente na lenta retomada do mercado de trabalho, o que acaba afetando a confiança dos consumidores e a perspectiva de aumento nas vendas.

Magazine Luiza (MGLU3)

A Magazine Luiza apresentou Ebitda de R$ 379,9 milhões no segundo trimestre, representando um crescimento de 21,6% me relação ao mesmo período do ano anterior. Destaque para a evolução no volume de vendas e o resultado positivo com o e-commerce, que contaram com o efeito positivo da inauguração de 102 novas lojas nos últimos doze meses, incorporação de clientes da Netshoes e maior participação do marketplace. O lucro líquido pró-forma foi de R$ 108,5 milhões, com queda de 23,9% devido a ajuste de créditos tributários, aquisição da Netshoes e provisões e despesas não recorrentes.

Via Varejo (VVAR3)

A Via Varejo apresentou Ebitda ajustado de R$ 388,0 milhões no segundo trimestre, representando uma redução de 38,7% frente ao mesmo período do ano anterior. O resultado é reflexo da queda na receita, que contou com efeito adverso da instabilidade das ferramentas do canal online e menor volume de vendas em mesmas lojas, além do fim de incentivos fiscais. Foi reportado prejuízo de R$ 154,0 milhões, com impacto da menor cobertura sobre juros e aumento da alavancagem financeira.

Pão de Açúcar (PCAR4)

O Grupo Pão de Açúcar registrou Ebitda de R$ 855,0 milhões no segundo trimestre, com queda de 32,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Destaque positivo para a evolução no volume de vendas, com impulso da expansão de lojas e ganho de market share do Assaí Atacadista e maior penetração de mercado de marcas exclusivas de alimentos. Esses movimentos foram compensados pela queda de vendas em mesmas lojas no Pão de Açúcar e efeito na base de comparação com as promoções ocorridas no 2T18 para a Copa do Mundo. O lucro líquido regrediu 28,5%, totalizando R$ 401,0 milhões.

Lojas Renner (LREN3)

A Lojas Renner, uma das nossas preferidas no setor, registrou Ebitda de R$ 350,8 milhões nas operações de varejo, com retração de 0,6%. O resultado pode ser explicado pelo impacto cambial em produtos importados, maior provisionamento do programa de participação nos resultados e adoção de depreciação e despesas financeiras relativas a arrendamentos na operação de varejo. Nesse último caso, o ajuste acarretado por norma contábil trouxe um efeito negativo de R$ 12,0 milhões. A receita subiu 13,4%, impulsionada pelo ritmo de vendas, com fluxo acentuado de clientes e assertividade na transição da coleção outono-inverno. O lucro líquido do período foi de R$ 235,1 milhões, com retração de 14,4%.

Indicadores

Segue abaixo os indicadores de mercado das empresas comentadas. Os dados devem ser utilizados apenas para comparação entre empresas com atividades similares, o que não é o caso de todas as companhias dentro da seleção. Por exemplo, a Lojas Renner é uma varejista de vestuário, o Pão de Açúcar possui grande presença no segmento de hipermercados e a Magazine Luiza está voltada para venda de eletrodomésticos e produtos de lazer.

Fontes: Confederação Nacional do Comércio, IBGE e RI das empresas

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Encerrando as operações muito cedo

operações

Encerrando as operações muito cedo

Sabemos que, operando no curto prazo, é praticamente impossível comprar na mínima e vender na máxima. Na verdade, não é nossa pretensão achar que poderemos sempre ganhar ou que venderemos no melhor ponto. Porém, muitos investidores até conseguem comprar ações em bons preços, mas não tem muita ideia de quando vendê-las. Quando isso acontece, normalmente o resultado é que as pessoas encerram as operações muito cedo e deixam de ganhar dinheiro.

A melhor forma de não encerrar uma operação muito cedo é identificar se a ação está em uma tendência de alta e “surfar” ao máximo essa tendência. Conforme vimos no artigo Rastreador de Tendências: Estratégia de Médio Prazo em Ações, utilizando gráficos é possível identificar claramente se uma ação está em tendência de alta -no caso da Estratégia do Rastreador, poderemos ficar meses ”surfando” essa tendência.

Como exemplo de tendência de alta, temos o nosso Índice Bovespa, o Ibovespa. O Ibovespa mostra o comportamento médio das ações com maior representatividade na nossa Bolsa e, como podemos ver abaixo, está em um canal de alta desde 2016:

No caso do Ibovespa, a tendência de longo prazo ainda é claramente de alta. Ou seja, enquanto o Índice estiver dentro desse canal, não temos como falar em baixa. Dessa forma, quem estiver ”comprado”, pode permanecer assim.

Por outro lado, caso os preços cortem o canal para baixo, uma tendência de baixa poderia estar se aproximando. Nesse caso, seguindo a nossa lógica, seria mais prudente ”vender” e ficar de fora.

O aspecto psicológico

Conforme observamos acima, mesmo para quem nunca viu um gráfico, é fácil perceber o canal de alta e que não haveria motivos para vender enquanto o Ibovespa continuar dentro dessa tendência. Porém, se é tão fácil, porque a maioria das pessoas não segue esse tipo de estratégia?

Primeiramente, vale comentar que não são todos os investidores que conhecem ou tem perfil para operar utilizando gráficos. Dessa forma, enquanto você pode estar preocupado com o canal de alta do Ibovespa, outros investidores sequer estão olhando para esse gráfico.

Porém, o que mais atrapalha o investidor a não usar ou respeitar essa as tendências dos gráficos é a falta de paciência. Isso mesmo, na maior parte das vezes os investidores ficam impacientes e, na pressa de garantir ganhos, acabam saindo cedo demais.

Abaixo, segue o exemplo de uma das nossas recomendações que está em andamento nas ações da Marfrig (MRFG3). A recomendação foi dada ainda em julho/19, após o ativo romper uma tendência de baixa. Felizmente, a operação andou bem e as ações subiram mais de 50% no período.

No caso acima, o gráfico não está tão ”bonito” ou fácil de visualizar a tendência como o do Ibovespa – até porque é comum demorar algumas semanas até essa tendência ficar perceptível. Nesses casos, utilizamos o que chamamos de Redução Parcial ou RP. A RP consiste na venda de metade da posição comprada com o intuito de garantirmos os ganhos. E foi exatamente isso que recomendamos em MRGFG3. Como as ações continuam subindo, seguimos comprados na outra metade da posição.

Vale ressaltar, que avisamos aos nossos clientes a hora de comprar, de reduzir (caso seja necessário) e de vender. Porém, de nada vale nosso trabalho, se o investidor deixar o ”psicológico” atrapalhar e não respeitar a estratégia proposta.

Exemplos de recomendações vencedoras

Abaixo, seguem alguns exemplos de recomendações bem sucedidas nas quais conseguimos surfar boas tendências, pela Estratégia do Rastreador:

Operação de compra em Estácio (ESTC3) +75,21%

Operação de compra em Gafisa (GFSA3) +53,32%

Operação de compra em Ferbasa (FESA4) +110,97%

Operação de compra em Locamerica (LCAM3) +80,78%

Operação de compra em Direcional (DIRR3) +42,82%

Operação de compra em Via Varejo (VVAR3) +56,15%

E você, que aproveitar as tendência de médio prazo das ações? Conte com as recomendações da Capitalizo.

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Relatório Grátis – Fundo Bahia AM Maraú

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A Gestora

O Bahia Asset Management é uma partnership de gestão de recursos de terceiros independente com foco em resultados de médio e longo prazos. Quanto ao reconhecimento, foi indicado como Melhor gestor especialista de fundos multimercado pela Exame | Onde Investir 2019 e recebeu o primeiro lugar no ranking Top 5 de médio prazo anual do Banco Central pela projeção do IPCA em 2018.

Atualmente, possui R$25,3 bilhões sob gestão (data base 31/12). Com fundos das categorias Multimercados, Renda Variável, Renda Fixa e outros, conta com 86 colaboradores

O Fundo Bahia AM Maraú

O Bahia AM Maraú FIC Multimercado é um fundo aberto, sem prazo determinado de duração e destinado a investidores em geral. O fundo tem o objetivo de investir em cotas de fundos de investimento, no mercado interno e externo, sem concentração definida, sendo que os fundos investidos poderão alocar recursos em qualquer ativo financeiro. É permitido realizar investimentos no exterior com limite de 20% do patrimônio líquido e operações indiretas no mercado de derivativos de forma ilimitada. Poderá fazer operações daytrade e emprestar e tomar títulos e valores mobiliários em empréstimos.

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Viva de renda com Fundos Imobiliários

Viva de renda com Fundos Imobiliários

Muitas pessoas se perguntam: é possível viver de renda de Fundos Imobiliários (FIIs)? A resposta para essa pergunta está diretamente relacionada a algumas variáveis, que veremos a seguir. Confira o nosso artigo e vídeo explicativo, e saiba como viver de renda com Fundos Imobiliários.

O que é um Fundo Imobiliário?

Para conseguirmos responder à pergunta com mais precisão, primeiro vamos entender o que é um FII. Um fundo imobiliário é uma modalidade de investimento, em que o investidor compra cotas de ativos relacionados ao mercado imobiliário. Um FII pode ser, na linguagem utilizada pelo mercado, de papel ou de tijolo.

Isso quer dizer que, em um FII de papel, o gestor irá adquirir, com o dinheiro das cotas, papéis como CRIs (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e LCIs (Letras de Crédito Imobiliário). Já no FII de tijolo, o gestor irá comprar imóveis reais, tanto urbanos como rurais, já construídos ou em construção. Tudo vai depender da estratégia de investimento daquele FII.

E como o investidor é remunerado?

Aqui está a grande vantagem dos FIIs. Uma vez adquiridas cotas de um FII, é como se você possuísse um pedaço de um shopping, de um hospital, ou de um galpão industrial, por exemplo. Da mesma forma como acontece diretamente no mercado imobiliário, os imóveis do seu FII terão que pagar um aluguel para a gestora. Isso porque estão ocupando o imóvel que pertence ao Fundo.

Dessa forma, o FII remunera o investidor repassando a ele uma parcela desse aluguel sob a forma de rendimento mensal (dividendos). O mais interessante é que esse rendimento não é tributado pelo Imposto de Renda. Só há cobrança de IR quando o investidor vende suas cotas com lucro. Nesse caso, a alíquota é de 20%.

Além disso, o investidor possui um pedaço de um imóvel, mas não tem que se preocupar com a administração, cobranças, nem burocracias. Isso fica a cargo da gestora do fundo, que para isso recebe uma taxa de gestão, e da administradora, que recebe uma taxa de administração (em linhas gerais, a administradora cuida da parte contábil e de supervisão da gestão e a gestora cuida do negócio em si, negociando contratos, arranjando inquilinos e adquirindo novos imóveis).

Existem, portanto, várias vantagens de investir em um FII, como isenção de imposto de renda, alta liquidez da maioria dos ativos e diversificação da carteira de investimentos. Ocorre que os FIIs são ativos de renda variável e, portanto, suas cotas sofrem variação de preço de acordo com alguns comportamentos do mercado.

Então, quais os riscos de investir em FIIs?

O primeiro deles diz respeito à vacância, ou seja, ao rendimento mensal, que pode sofrer uma repentina variação caso o inquilino desocupe o imóvel.

Além disso, também é preciso ficar atento à variação da taxa de juros. Quando há queda de juros, as cotas ficam mais atrativas por conta do custo de oportunidade de negócio. Contudo, quando os juros voltam a subir, existe uma tendência à desvalorização das cotas para que o negócio ainda continue interessante aos novos investidores.

Agora, respondendo diretamente a nossa pergunta inicial: é possível viver de Fundos de Investimentos Imobiliários? A resposta é sim. Vamos seguir de perto um exemplo:

“FII hipotético XYZ” com rendimento mensal de 0,971%, em uma aplicação de R$100.000,00, receberia o valor de R$971,00 por mês.

Você pode se questionar: “mas eu não consigo viver com esse valor!”. Sim, certo. Por isso que, para viver da renda de FIIs e se proteger contra a variação das cotas é necessário compor uma carteira de FIIs. Além disso, é importante que, quando possível, o investidor faça mais aplicações.

A melhor maneira de conseguir fazer isso é aplicando em longo prazo. Também é importante usar a renda mensal para adquirir mais cotas. É necessário, ainda, realizar um trabalho cuidadoso de análise para escolher adequadamente bons FIIs para compor a carteira.

Simulador de Renda com Fundos Imobiliários

A ideia do simulador é mostrar, na prática, como se comportou uma aplicação feita no Fundo Imobiliário Kinea Renda (KNRI11), um dos maiores FIIs do mercado. O Fundo, que atua na atividade de locação de imóveis comerciais e galpões logísticos, é composto por 18 imóveis e mais de 50 locatários.

Ficou interessado em saber mais e simular suas aplicações? Confira o vídeo abaixo:

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Fundos Imobiliários e a Taxa Selic

Fundos Imobiliários e a Taxa Selic

No dia 31 de julho de 2019, o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, passando-a para 6% ao ano. O que esta medida impacta nos fundos imobiliários? Confira o artigo e entenda a relação entre Fundos Imobiliários e a Taxa Selic.

Durante os últimos anos, vemos uma forte correlação entre a taxa de juros com os FIIs. E existem algumas explicações para ratificar esta relação, como explicaremos ao longo deste texto.

Esta correlação existente é de ordem inversa. Isto quer dizer que, enquanto a Selic sobe, a rentabilidade dos fundos imobiliários tende e diminuir. E vice-versa. O gráfico abaixo exemplifica um pouco desta relação, no período compreendido entre os finais dos anos de 2010 e 2017. Ao invés de mostrar algum fundo específico, mostraremos o índice dos FIIs (IFIX).

Gráfico IFIX x Taxa Selic

Como já sabemos, os fundos imobiliários pagam rendimentos mensais a seus cotistas. Esta renda é proveniente dos aluguéis e demais receitas geradas a partir dos ativos investidos pelo fundo, uma vez que estes são obrigados a distribuir no mínimo 95% de seu lucro.

Quando a Selic é baixa, a maioria dos investidores – antes acostumados com os altos juros pagos pelos ativos de renda fixa – se vêm quase que obrigados a partirem para a renda variável. E, se analisarmos os fundos imobiliários especificamente, somente seus rendimentos distribuídos já conseguem superar com cerca facilidade a rentabilidade de aplicações mais conservadoras.

De forma geral, os investidores preferem assumir risco um pouco maior. Os fundos imobiliários conseguem suprir exatamente esta necessidade. Os rendimentos muitas vezes garantem uma boa previsibilidade, enquanto a variação do preço das cotas pode superar ainda mais as expectativas de retorno.

E estas afirmações se confirmam quando contrastamos o gráfico já mostrado acima com a evolução do número de investidores em fundos imobiliários. A imagem abaixo apresenta, em milhares, a quantidade de CPFs que investem em FIIs.

Número de CPFs com FIIs

Por fim, vale ressaltar, ainda, que o mercado de Fundos Imobiliários hoje é muito mais maduro do que o cenário de alguns anos atrás. Além da quantidade e qualidade de novos Fundos, as gestoras estão muito mais transparentes – o que facilita a tomada de decisão na hora de escolher onde investir.

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O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de se investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível que você invista nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário, do Brasil.

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Saiba como identificar uma barganha na Bolsa de Valores 

Saiba como identificar uma barganha na Bolsa de Valores 

É possível pagar R$ 0,50 por uma nota de R$ 1,00? Saiba como identificar uma barganha na Bolsa de Valores e comprar ações ”baratas”.

Benjamin Graham

Pai da filosofia de Investimentos em Valor (ou Value Investing), Benjamin Graham é considerado o mentor do maior investidor de todos os tempos, Warren Buffet. Graham ficou famoso pela frase: “comprar uma nota de US$ 1 com uma moeda de US$ 0,50”.

Graham acreditava que é preciso sempre investir com uma margem de segurança. Isso quer dizer que, como o mercado financeiro muitas vezes gera distorções entre preço e “valor justo” de uma ação, existem sempre oportunidades para comprar ações “baratas”. E para Benjamin Graham, o importante não é só comprar ações baratas, mas também comprar ações dentro de uma margem de segurança, com desconto significativo em relação ao seu valor intrínseco. Dessa forma, não só é mais fácil gerar grandes retornos, como também é possível minimizar os riscos de variação nos preços da ação.

Como identificar ações baratas

Uma das formas mais comuns de se ver se uma ação está “barata” é observar o seu P/VPA, ou seja, o preço por ação dividido pelo valor patrimonial por ação. Esse indicador mostra quanto os investidores estão pagando por cada real dos ativos residuais da empresa.

Vamos supor que a empresa ABCD esteja cotada na Bolsa a R$ 10 e que o seu valor patrimonial por ação também seja de R$ 10. Nesse caso, o nosso P/VPA seria de 1,00 (10/10), ou seja, as ações da empresa ABCD estariam sendo negociadas exatamente com o valor do seu patrimônio. Na verdade, isso não é comum, porque as ações, em sua maioria, são negociadas com uma expectativa de crescimento. Dessa forma, é normal que os P/VPAs de grande parte das ações estejam com valores superiores a 1,00.

Porém, como sabemos, o mercado não é perfeito, e em muitos casos (especialmente em tempos de baixa) mesmo ações de boas empresas podem cair e serem negociadas até abaixo do seu valor patrimonial. Ou seja, elas valem na Bolsa menos que seu próprio patrimônio. Sim, esse tipo de distorção é mais comum do que se imagina.

Ranking P/VPA

Realizamos um estudo com ações listadas na B3 para identificar as mais baratas em relação ao seu valor patrimonial. Porém, é importante ressaltar que o índice deve ser analisado em conjunto com outros indicadores e não é garantia de ativo subavaliado. Valores muito elevados podem significar oportunidade de crescimento, com incremento do patrimônio através de lucros e aumento do denominador.

Neste relatório, divulgamos um ranking com algumas empresas que possuem P/VPA de 1,15 para baixo:

Empresa / Ação

P / VPA

LE LIS BLANC ON NM – LLIS3 0,57
USIMINAS PNA N1 – USIM5 0,69
GERDAU ON N1 – GGBR3 0,73
SIERRABRASIL ON NM – SSBR3 0,82
INDS ROMI ON NM – ROMI3 0,85
EMBRAER ON NM – EMBR3 0,92
GRAZZIOTIN PN – CGRA4 0,95
VALID ON NM – VLID3 0,95
EVEN ON NM – EVEN3 0,96
IOCHP-MAXION ON NM – MYPK3 0,98
TELEF BRASIL ON – VIVT3 0,98
BR MALLS PAR ON NM – BRML3 1

Vale ressaltar que, algumas de nossas melhores recomendações de longo prazo, foram feitas em ativos com baixo P/VPA. Conte com a Capitalizo para investir nas ”Barganhas da Bolsa”.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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Milho Futuro: Saiba como operar

Milho Futuro

Hoje veremos como funciona e como é possível operar o contrato de Milho Futuro

O contrato de Milho Futuro

O milho é usado pela indústria para produzir diversos produtos como o óleo vegetal, o farelo, a farinha, o fubá e o creme para o setor alimentício.

Como a produção de milho no Brasil conta com diferentes locais de cultivo, a produção garante a oferta em boa parte do ano. No entanto, grande parte das negociações acontece nos períodos de safra e entressafra.

O contrato foi desenvolvido com o objetivo de ser uma ferramenta para a gestão do risco de oscilação de preço, sendo utilizado pelos participantes do mercado, como o produtor, a indústria, tradings, entre outros.

Características

Código de negociação: CCM

Tamanho do contrato: 450 sacas de 60kg líquidos

Cotação: R$ por saca

Volume do contrato: última cotação x 450

Variação mínima: R$0,01

Meses de vencimento: janeiro, março, maio, julho, agosto, setembro e novembro

Códigos meses de vencimento: janeiro (F), março (H), maio (K), julho (N), agosto (Q), setembro (U) e novembro (X)

Dia de vencimento: dia 15 do mês de vencimento. Caso não haja sessão de negociação, a data de vencimento será a próxima sessão de negociação

Tipos de Operações

Apesar da boa liquidez, não utilizamos os contratos de Milho em recomendações Day Trade. O mais comum é recomendarmos operações nesse tipo de contrato em recomendações Swing Trade – tanto na “ponta comprada” quanto na “ponta vendida”.

Além disso, é possível operar contratos de milho usando apenas uma margem de garantia. Dessa forma, o investidor com perfil mais agressivo pode operar de forma alavancada.

Vale a pena comentar também que, como o contrato tem vencimento e o preço desse vencimento é o mercado físico de Milho, é possível perceber que a volatilidade é menor do que no mercado de ações, por exemplo.

Abaixo segue uma das recomendações em milho futuro, enviada aos nossos clientes:

Operação de COMPRA Swing Trade em Milho Futuro

No dia 16/02/18, o gráfico diário do milho apontava uma possível tendência de alta. O milho havia testado uma região de resistência importante tanto no gráfico diário, quanto no semanal, em 34,30. O ativo acabou corrigindo, deixando um fundo próximo do topo. Dessa forma, foi recomendada uma oportunidade de compra no rompimento dos 34,31. Caso esse valor fosse rompido, o milho poderia engrenar uma tendência de alta. Abaixo seguem os pontos e o gráfico do contrato de milho (CCMH18):

Operação enviada

Gráfico

O milho (CCMH18) acabou confirmando a expectativa da operação e bateu no alvo no dia 26/02/18. Assim, o ganho da operação foi de 3,69 pontos (R$1.660) ou 10,75%, por contrato:

O ganho alavancado na operação

Considerando um contrato de milho “cheio”, seria preciso ter em conta em torno de R$ 17.000 para ter entrado nessa operação. Entretanto, como é uma característica dos contratos futuros, é possível operar alavancado. Dessa forma, seria possível, por exemplo, colocar ações em garantia dessa operação e ter comprado o contrato.

Nesses últimos dias, a margem exigida pela B3 estava em torno de R$ 900 por contrato. Assim, considerando o ganho da operação (R$ 1.660), o nosso lucro teria sido de mais de 84%.

Importante: para quem optar em operar com alavancagem, orientamos não alavancar de maneira excessiva.

Operação de VENDA Swing Trade em Milho Futuro

Ao contrário da operação que vimos anteriormente, a intenção de operar “vendido” é ganhar com a baixa dos preços do milho.

No dia 12/06/2018, no gráfico diário, o milho fez um pivot de baixa com uma figura de OCO, de reversão de tendência iniciando tendência de baixa. Oportunidade de venda em 39,10 com alvo na região de projeção de 200% do OCO:

Dessa forma, foi enviada uma recomendação de venda com entrada a 39,10, alvos nos 37 e stop nos 40,68:

No dia seguinte (13/06/18), o Milho abriu em forte baixa, batendo no alvo e encerrando a operação de venda – o ganho na operação foi de 5,37% (sem considerar a alavancagem):

Vale lembrar que as recomendações de Milho são enviadas pelo nosso APP, WhatsApp e Painel do Trader. Todos os pontos são passados e monitorados e você precisa apenas colocar as ordens na sua corretora. Conte com a Capitalizo para fazer suas operações em Milho Futuro.

 

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Importante: O Produto Invista em Ações está incluso no Full Trader.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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Ações de Small Caps, vale a pena investir?

Small

O termo Small Cap é um dos que mais chama a atenção dos investidores e associados a forte potencial de ganhos. Em teoria, uma Small Cap é uma empresa de baixa capitalização (valor de mercado). Em contrapartida, uma Blue Chip é uma empresa de grande capitalização.

Vale lembrar que o valor de mercado é calculado multiplicando o número de ações da empresa pela quantidade de ações.

E por que as Small Caps são tão especiais?

Normalmente, as empresas de menor capitalização também são as que apresentam maior potencial de crescimento. Isso porque é comum que empresas Blue Chips já tenham uma boa fatia do mercado. Assim, também, talvez não tenham possibilidade de multiplicar seu crescimento nos anos seguintes.

Tomemos duas empresas como exemplo: a Small Cap Sinqia (SQIA3) e a Blue Chip Petrobras (PET3/PETR4).

A Sinqia (SQIA3)

A Sinqia é uma empresa de tecnologia com pouco mais de 23 anos de mercado. Ela atua fornecendo soluções para empresas do mercado financeiro (bancos, fundos, previdência e consórcios). A companhia tem como clientes empresas como Santander, BB, Itaú, entre outros. No total, possui pouco mais de 1.000 colaboradores.

O potencial de crescimento de Sinqia é muito grande. Não só em função da capacidade de crescimento orgânico e por aquisições, mas também porque o mercado de atuação está em franca expansão, além de ser muito fragmentado.

Em 2013, quando Sinqia abriu capital na B3, seu faturamento anual era de pouco mais de R$ 51,2 milhões. Já em 2018, esse número alcançou R$ 142 milhões.

Em valor de mercado, a empresa vale hoje pouco mais de R$ 950 milhões.

A Petrobras (PETR3/PETR4)

A Petrobras dispensa apresentações. A empresa é uma das maiores companhias de petróleo do mundo e manda no mercado brasileiro de exploração, refino e produção de óleo e gás. Atualmente, possui mais de 63.000 colaboradores.

Em 2013, ano que Sinqia estreava na B3, a receita da Petrobras era de pouco mais de R$ 304 bilhões. Em 2018, a receita bateu R$ 349 bilhões.

A Petrobras também tem um potencial interessante de crescimento, mas muito mais em função da recuperação da empresa (que sofreu muito com corrupção, mal gerenciamento e alto endividamento), do que pelo mercado propriamente dito.

Em valor de mercado, a empresa vale hoje pouco mais de R$ 330 bilhões.

Sinqia X Petrobras

Não vamos comparar a Petrobras com a Sinqia, já que são negócios completamente diferentes. Porém, apenas olhando os números acima e entendo do mercado de atuação das duas, percebe-se que o potencial de crescimento de Sinqia é maior do que o de Petrobras.

Em termos de crescimento de receita, de 2013 para cá, Sinqia cresceu 177%, enquanto Petrobras pouco mais de 15%. Se, por um lado, a empresa de tecnologia ainda pode crescer forte organicamente e por aquisições, por outro lado, a petroleira dificilmente conseguirá aumentar 40% ou 50% suas receitas nos próximos anos.

Riscos

Vale a pena comentar que negócios menores também podem trazer mais riscos. Especialmente em anos que a economia não cresce. Além disso, em mercados mais fragmentados, como o de tecnologia, as barreiras de entrada costumam ser mais baixas, atraindo mais competidores. Por outro lado, é praticamente impossível montar um negócio para competir com a Petrobras, por exemplo.

Por isso, recomendamos que o investidor faça um mix na sua carteira de ações entre empresas mais estáveis e consolidadas com empresas menores com forte potencial de crescimento.

Valorização das ações

Como vimos acima, enquanto a Petrobras apresentou um crescimento modesto de sua receita, a “pequena” Sinqia vem crescendo muito forte. Por isso, o mercado “comprou” esse crescimento, fazendo com que as ações tivessem forte valorização nos últimos anos:

Em 2019, SIQA3 (linha lilás) sobe mais de 176%, enquanto PETR4 (linha cinza) pouco mais de 13,83%. Nos últimos 4 anos, a diferença foi ainda maior. Enquanto PETR4 sobe 246%, SQIA3 teve alta de mais de 730%.

Uma aplicação de R$ 10.000 em 25/08/15 valeria hoje R$ 34.677 em PETR4 e R$ 83.017 em SQIA3.

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