SQIA3 – Conheça a Sinqia

SQIA3

ÚLTIMOS RESULTADOS – 3T19

A Sinqia apresentou receita líquida de R$ 46,4 milhões no terceiro trimestre de 2019, representando um crescimento consolidado de 30,0% em relação com o mesmo período do ano anterior. Considerando apenas as receitas recorrentes, a companhia obteve um recorde de R$ 38,1 milhões, com acréscimo de 34% comparativamente ao 3T18. O grande aumento de receita foi decorrente do crescimento inorgânico de R$ 9,9 milhões e também da mudança no modelo comercial, apresentando um incremento de 60,6% em subscrição de software.

O Ebitda do terceiro trimestre de 2019 foi de R$ 5,8 milhões, demonstrando um crescimento de 21,2% em relação ao mesmo período de 2018. Já o Ebitda ajustado obteve um aumento de 24,3% do 3T18 para o 3T19, chegando ao valor de R$ 6 milhões. No entanto, as margens apresentaram redução tanto para o Ebitda (-0,9 p.p.) quanto para o Ebitda ajustado (-0,6 p.p.). As reduções são justificadas principalmente pela diminuição do lucro bruto na unidade de serviços e pelo aumento no quadro de colaboradores devido ao maior volume de implementações em andamento na unidade de software.

O lucro líquido para o 3T19 foi de R$ 1,14 milhão, apresentando redução de 19,1% em relação ao terceiro trimestre de 2018. Mesmo considerando efeitos extraordinários, o lucro líquido ajustado ainda continuou inferior ao reportado no 3T18 (-8,7%), marcando aproximadamente R$ 1,29 milhão. Esta queda foi devido ao aumento dos custos com depreciação e amortização, além de ter sido impactada negativamente pela redução no resultado financeiro, sendo esta justificada pelo expressivo aumento de juros sobre empréstimos e debêntures.

Indicadores (milhões)

3T19

3T18

Variação %

Receita Líquida

R$ 46,36

R$ 35,67

30,0%

Ebitda

R$ 5,87

R$ 4,84

21,2%

Margem Ebitda

12,7%

13,6%

-0,9 p.p.

Lucro Líquido

R$ 1,15

R$ 1,42

-19,1%

Margem Líquida

2,5%

3,9%

-1,4 p.p.

NOSSO POSICIONAMENTO

A Sinqia tem intensificado sua capacidade de expansão, como demonstrou ao longo de 2019 em que finalizou com a aquisição de quatro empresas. Também merece destaque a finalização da oferta follow-on finalizada em setembro do ano passado, tendo arrecadado o montante de mais de R$ 362 milhões, o qual deverá ser utilizado para aumentar ainda mais a operação da companhia.

Outro ponto que merece destaque está relacionado ao acréscimo de recorrência que a empresa vem apresentando, chegando a marca de 82,2% no fechamento do terceiro trimestre de 2019. Portanto, a Sinqia tende a ampliar ainda mais seus horizontes ao longo de 2020, expandindo sua base por meio novas aquisições e buscando melhorar sua capacidade de crescimento orgânico de receitas.

De acordo com nosso modelo de fluxo de caixa descontado, o valor justo para SQIA3 é de R$ 23,50. No entanto, no momento não temos recomendação de longo prazo em Sinqia (SQIA3). Porém, SQIA3 é presença constante nas nossas recomendações de médio prazo.

A EMPRESA

A Sinqia foi fundada em 1996, ainda com o nome de Senior Solution, por Bernardo Francisco Pereira Gomes e Antonio Luciano de Camargo Filho, os quais contavam com experiência na área de TI do setor financeiro, sendo este o principal foco na criação da empresa. Desde então, a companhia já apresentou mais de 10 aquisições de outras empresas do setor, formando uma base de cerca de 360 clientes e mais de 1000 colaboradores.

Em 2005 a companhia deu início a execução de sua estratégia de consolidação, fomentando a busca pelas aquisições comentadas. O ano de 2019 foi o que apresentou o maior número de expansão, tendo adquirido quatro empresas: a Softpar, a Atena Tecnologia, a ADSPrev e a Stock & Info, sendo a primeira do ramo bancário e as demais de plataformas de previdência.

No ano de 2013 a companhia finalizou seu IPO (Oferta Pública Inicial), abrindo capital para o mercado e arrecadando o montante de R$ 39,7 milhões. Em 2017 a empresa se tornou a primeira do mercado de acesso a migrar diretamente para o novo mercado, um segmento especial da B3 para empresas interessadas em ter visibilidade no mercado de capitais.

Ainda em 2017, a Sinqia foi eleita pela primeira vez entre as 100 maiores FinTechs do mundo, sustentando essa marca também em 2018 e em 2019.

Atualmente, o portfólio Sinqia conta com quatro verticais de software, nas áreas de bancos, fundos, previdência e consórcios, além de duas verticais de serviço (outsourcing e Consulting). A companhia possui escritórios em São Paulo/SP, Belo Horizonte/MG, Salvador/BA, Curitiba/PR e Florianópolis/SC.

Composição acionária

Em relação a composição acionária, de acordo com a última atualização, o maior acionista é a HIX Investimentos, com 8,12% de participação. Em seguida há a SFA Investimentos com 7,71% e os dois sócios fundadores, com 15,09% no total. Cerca de 64% das ações encontram-se em free float.

VANTAGENS COMPETITIVAS

Capacidade de expansão: A Sinqia iniciou em 2005 sua estratégia de expansão e consolidação de mercado. Até o momento a empresa realizou 14 aquisições, com destaque para 2019, que foi o ano com o maior número de compras de outras companhias, somando 4 ao longo do ano.

Diversificação de receitas: Por mais que a empresa tenha nascido com a estratégia de fornecimento de softwares para o setor financeiro, a Sinqia conta hoje também com o bom portfólio de serviços capaz de aproximadamente 30% das receitas líquidas da companhia. O segmento de serviços conta com prestações nas áreas de outsourcing e Consulting, atualmente.

Crescimento do nível de recorrência: Se tratando de um mercado muito fragmentado, o nível de recorrência na renovação de contratos torna-se extremamente importante para o setor. Nos últimos balanços divulgados, a Sinqia tem demonstrado evolução na parcela de receitas recorrentes, chegando a apresentar mais de 82% de recorrência no fechamento do terceiro trimestre de 2019 (uma evolução de 2,5 p.p. em relação ao 3T18).

FATORES DE RISCO

Mercado pulverizado: Como já dito, a empresa está situada em um setor de mercado muito fragmentado, composto por um leque grande de concorrentes. Isto faz com que a companhia mantenha o foco na estratégia cada vez maior para expansão, fazendo com que os níveis de alavancagem se mantenham um pouco mais inflados.

Margens reduzidas: A Sinqia tende a apresentar margens mais reduzidas de lucro, o que reduz espaço para variações e sensibilidades. Também, o fato de estar situada em um mercado mais fragmentado faz com que estas margens realmente estejam mais reduzidas, já que muitas vezes a disputa por preços acaba influenciando no setor.

RENTABILIDADE DAS AÇÕES

As ações negociadas na B3 apresentaram valorização de 287,77%, ao longo de 2019, enquanto o Ibovespa desenvolveu 31,58% no mesmo período. Desde março de 2013, as ações ordinárias de código SQIA3 registram uma variação positiva de 782,92%, frente a 77,74% do benchmark. Em 2020 as ações de Sinqia apresentam -6,33%, enquanto o IBOV marca -10,95%.

Fonte das Informações: Quantum e RI da empresa.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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PRIO3 – Conheça a Petrorio

PRIO3

ÚLTIMOS RESULTADOS – 4T19

A Petrorio apresentou receita líquida de R$ 557 milhões no quarto trimestre de 2019, representando um crescimento consolidado de 108% em relação com o mesmo período do ano anterior. Considerando o ano todo de 2019, a companhia obteve uma receita líquida de R$ 1.644,3 milhões, sendo 94% superior a 2018. O grande aumento de receita foi devido ao acréscimo do número de barris vendidos após a aquisição de 52% do Campo de Frade, localizado na Bacia de Campos, a cerca de 125 km da cidade de Cabo Frio/RJ.

O Ebitda do quatro trimestre de 2019 foi de R$ 795 milhões, representando um aumento de 1324% ao mesmo período de 2018. Já a comparação entre o Ebitda ajustado (desconsiderando efeitos não recorrentes) indicou um acréscimo de 307% entre os períodos, com uma margem de 50% para 4T19 (aumento de 23 p.p. em relação a 4T18). Os resultados foram positivamente impactados pela alavancagem operacional na incorporação do Campo de Frade, compensando a queda do preço médio do barril de petróleo Brent.

O lucro líquido do período foi de R$ 573 milhões, finalizando 2019 com um lucro líquido total de R$ 688 milhões, com margem de 29%. Este valor representa um incremento de 236% em relação ao ano anterior, impulsionado pelos efeitos da conta de outras receitas e despesas, além da já citada aquisição de Frade. Os ganhos de resultado liquido foram compensados pelo resultado financeiro negativo, por conta dos impactos gerados pela elevação cambial das dívidas em dólar.

Indicadores (milhões)

2019

2018

Variação %

Receita Líquida

R$ 1.644,3

R$ 848,9

94,0%

Ebitda

R$ 1.250,0

R$ 394,4

406,0%

Margem Ebitda

76,0%

29,0%

47,0 p.p.

Lucro Líquido

R$ 688,4

R$ 246,9

236,0%

Margem Líquida

41,8%

29,0%

12,8 p.p.

NOSSO POSICIONAMENTO

A Petrorio finalizou em março de 2019 a aquisição de mais 52% do Campo de Frade, totalizando portanto 70% de participação no campo, o qual possui uma capacidade de produção próxima de 20 mil barris de petróleo por dia. Como efeito de comparação, o Campo Polvo (primeiro campo da Petrorio) detém sua capacidade em menos de 7,5 mil barris de petróleo por dia.

Como já demonstrado, a aquisição do Campo Frade foi o grande diferencial dos resultados da companhia em 2019. E ao que tudo indica, a expansão da Petrorio não irá cessar tão cedo. No início de fevereiro de 2020 a empresa anunciou contratos de aquisição de uma nova embarcação e de 80% (“farm-in”) do Campo de Tubarão-Martelo, permitindo a interligação deste com o Campo Polvo, aumentando a produtividade.

Apesar dos problemas que a empresa teve no passado, tem conseguido recuperar seus resultados. No entanto, no momento não temos recomendação de longo prazo para Petrorio (PRIO3). De acordo com nosso modelo de fluxo de caixa descontado, o valor justo para PRIO3 é de R$ 22,00.

A EMPRESA

A Petrorio foi fundada em 2008 com o nome de HRT Petróleo e abriu capital na ainda Bovespa no ano de 2010. Somente em junho de 2015 que a agora Petrorio passou a ter suas ações ordinárias negociadas na bolsa com o ticker PRIO3. Como CEO da companhia desde 2018 está Nelson Queiroz Tanure, conduzindo a empresa sob os valores de redução de custos, crescimento, busca por pessoas qualificadas, eficiência profissional e sustentabilidade.

O primeiro ativo de produção da Petrorio foi o Campo Polvo, localizado a 100 km da cidade de Cabo Frio/RJ, na bacia de campos. O ativo atualmente é 100% detido pela companhia, contando com uma capacidade de produção máxima de até 10 mil barris de petróleo por dia. Em 2016 a companhia realizou um investimento na ordem de US$ 11 milhões, permitindo o incremento da extração de óleo no Campo Polvo.

Ainda no ano de 2016, a Petrorio realizou a compra da Brasoil, responsável por deter participação de 10% no consórcio Manati, operado pela Petrobras. O Campo de Manati fica localizado na bacia de Camamu-Almada, a 65 km da cidade de Salvador/BA, e é um dos maiores produtores de gás não associado do Brasil, atendendo 30% da demanda da região Nordeste.

Em outubro de 2018 a Petrorio aderiu à concessão do Campo de Frade, após finalizar a aquisição da Frade Japan Petroleum LTDA, passando a deter pouco mais de 18% de participação no campo. O Campo de Frade está localizado também na bacia de campos, a cerca 125 km da cidade de Cabo Frio/RJ. Possui uma capacidade de cerca de 20 mil barris por dia, podendo armazenar até 1,5 milhões de barris de óleo. Após um acordo com o Chevron em março de 2019, a Petrorio adquiriu mais 52% do campo, detendo até o momento 70% de participação no total.

Atualmente, além dos Campos de Frade e Polvo e da participação de 10% do Campo de Manati, a companhia detém 80% do Campo de Tubarão Martelo (TBMT), o qual possui interligação direta com o Campo Polvo.

Em relação a composição acionária, de acordo com a última atualização, o maior acionista é a Aventti Strategic Partners, com 23,6% de participação. Em seguida há a One Hill Capital com 14,56% e a Sentinel Investiments Holdings LLC, com 7,86%. Cerca de 47,4% das ações encontram-se em free float.

RENTABILIDADE

As ações negociadas na B3 apresentaram valorização de 233,27%, ao longo de 2019, enquanto o Ibovespa desenvolveu 31,58% no mesmo período. Desde julho de 2015, as ações ordinárias de código PRIO3 registram uma variação positiva de 1.895,12%, frente a 99,17% do benchmark. Em 2020 as ações de Petrorio sobem 23,71%, enquanto o IBOV marca -8,58%.

VANTAGENS COMPETITIVAS

Expansão do portfólio de ativos: A Petrorio tem adotado uma postura mais contunde de expansão de suas capacidades de produção por meio da aquisição de novos campos de petróleo. Tendo iniciado com o Campo Polvo, atualmente já participações nos Campos de Frade, Manati e Tubarão Martelo (TBMT), sendo de 70%, 10% e 80% pertencentes, respectivamente, a companhia.

Gestão focada na redução de custos: A empresa mantém um grande foco na otimização de processos operacionais, com o intuito voltado para a diminuição de custos sem deterioração dos níveis de excelência. Esta estratégia tem surtido bons efeitos ao longo do histórico de resultados apresentados pela companhia, principalmente na manutenção de margens razoáveis de ebitda e de lucro líquido.

Nível saudável de alavancagem: Como já dito, a Petrorio mantém seu portfólio de ativos em expansão, com o intuito de impactar positivamente sua capacidade de produção. Imerso neste contexto de novos investimento, a companhia mantém níveis saudáveis de alavancagem. O fechamento do quatro trimestre de 2019 indicou uma relação de 1,6 para dívida líquida/Ebitda, abrindo espaço inclusive para alavancagem para novas aquisições.

FATORES DE RISCO

Dependência do preço do petróleo: Os resultados da companhia estão diretamente ligados ao preço do petróleo, que por sua vez é determinado pelo mercado global. Portanto, mudanças significativas ou variações bruscas no preço dos barris geram impactos diretos no valor dos ativos da Petrorio.

Incertezas na exploração e nos recursos: Empresas especializadas na área de exploração apresentam grandes riscos relativos descobertas e precisão das localidades a serem exploradas. Também, a quantidade de recursos pode ser estimada, porém torna-se desconhecido real volume de reservas nos campos de produção. Vale ressaltar que a Petrorio adota uma estratégia de aquisição de campos mais maduros, portanto, já muito conhecido de sua capacidade exploratória.

Fonte das Informações: Quantum e RI da empresa.

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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CNTO3 – Conheça a Centauro

ÚLTIMOS RESULTADOS – 3T19

A Centauro apresentou receita líquida de R$ 621 milhões no terceiro trimestre de 2019, representando um crescimento consolidado de 9,9% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Grande parte deste aumento foi impulsionado pelas plataformas digitais, cujo o acréscimo foi de 14,6%. Considerando a base de vendas em mesmas lojas, o resultado ficou 7,7% acima. Uma vez os resultados do 3T18 foram muito impactos pela realização da Copa do Mundo, ao desconsiderarmos este efeito não recorrente temos um crescimento de 8,2% das vendas em mesmas lojas para o 3T19 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

O Ebitda reportado foi de R$ 80,6 milhões, representando um decréscimo de quase -1,8% em relação ao 3T18, reduzindo a margem Ebitda de 14,5% para 13%. A grande contribuição relativa a redução do Ebitda foi devido ao acréscimo de 18,4% das despesas operacionais do 3T19, em comparação com o mesmo período anterior. Vale ressaltar, no entanto, que o aumento de despesas está relacionado, dentre outros fatores, a abertura de novas lojas da geração 5 (G50), custos com RFID (identificação por radiofrequência) e ao benefício de R$ 14 milhões resultante de créditos do INSS gerado no 3T18.

O lucro líquido do período foi de R$ 46,8 milhões, representando um acréscimo de 21,8% em relação ao mesmo período anterior, passando a margem líquida de 6,8% para 7,5% no 3T19. A grande contribuição para este acréscimo expressivo do lucro líquido se deve principalmente à redução das despesas financeiras, impactada pela desalavancagem decorrente do IPO (realizado em abril de 2019) e pelos efeitos dos juros sobre o crédito PIS/COFINS em 2019.

Indicadores (milhões)

3T19

3T18

Variação %

Receita Líquida

R$ 621,0

R$ 565,3

9,9%

Ebitda

R$ 80,6

R$ 82,0

-1,7%

Margem Ebitda

13,0%

14,5%

-1,5 p.p.

Lucro Líquido

R$ 46,8

R$ 38,4

21,8%

Margem Líquida

7,5%

6,8%

0,7 p.p.

A empresa vai divulgar seus resultados de 2019 no próximo dia 30/03.

NOSSO POSICIONAMENTO

A Centauro anunciou no início do mês de fevereiro a compra da operação da empresa Nike no Brasil. Com a aquisição, a varejista se torna distribuidora exclusiva dos produtos Nike no varejo online e físico no país por um período de dez anos. O anúncio realizado gerou um impacto significativo no preço das ações de CNTO3, provavelmente antecipando os resultados a serem gerados com esta aquisição.

Acreditamos que a Centauro tende a se beneficiar não somente com esta aquisição, mas também com a atual estratégia de expansão demonstrada para ganhos em market share e consolidação ainda maior de sua presença no mercado. Uma vez possuindo grande presença em lojas físicas ao longo de praticamente todo território nacional, a Centauro tem concentrado esforços na ampliação da atuação dos serviços digitais, buscando alcançar a Netshoes (recentemente comprada pela Magazine Luiza), que é o maior player online do segmento esportivo.

De acordo com nosso modelo de fluxo de caixa descontado, o valor justo para CNTO3 é de R$ 55,00. No entanto, no momento não temos recomendação de longo prazo em Centauro (CNTO3).

A EMPRESA

A Centauro teve início no ano de 1981, quando seu fundador, Sebastião Vicente Bomfim Filho, inaugurou a primeira loja na cidade de Belo Horizonte/MG, com foco na venda de materiais esportivos. Esta primeira loja, desde seu princípio, já possuía um modelo bastante avançado em relação as lojas de esportes existentes até em então, com a tentativa de suprir o mercado de varejo esportivo.

Após anos de bom desempenho, Sebastião Vicente decidiu no ano 2000 em fundar a primeira loja no formato megastore, até então comum apenas para livrarias e demais empresas de varejo não esportivo. Dessa forma, após convencer os administradores de shoppings a ceder grandes áreas para produtos esportivos, as intensas negociações culminaram na inauguração da primeira megastore da Centauro no Shopping West Plaza, em São Paulo/SP.

Em 2003, quando já contava com presença em mais de 10 lojas pelo Brasil, foi iniciada a plataforma digital da Centauro, alcançando consumidores em todo território nacional. O ano de 2012 foi um marco na história da companhia, uma vez que recebeu investimentos da gestora de Private Equity, a GP Investiments, com ampla experiência no setor varejista, na expectativa de dar sequência ao desenvolvimento da empresa.

Atualmente, a Centauro está presente em todas as regiões brasileiras, com 196 lojas físicas espalhadas por diversos shoppings do país. Faz parte do planejamento estratégico da companhia a migração de lojas do modelo tradicional para o modelo geração 5 (G5), o qual atualmente conta com 27 lojas no território nacional. Adicionalmente, a empresa opera também por meio da plataforma digital para todos os estados do Brasil.

Após inúmeras análises e estudos, em 2019 a Centauro resolveu abrir seu capital, finalizando seu IPO (oferta pública inicial de ações) em abril desse mesmo ano, captando um montante de R$ 772,2 milhões. De acordo com a última atualização, o maior acionista (Pacipar Participações LTDA.) possui 46,6%, seguido da Nefele Investiments com 25,6%, enquanto 26,8% das ações encontram-se em free float.

RENTABILIDADE

As ações negociadas na B3 apresentaram valorização de 181,44%, do início de suas negociações (16/04/2019) até dezembro de 2019, enquanto o Ibovespa desenvolveu 22,59% no mesmo período. Até o presente momento, as ações ordinárias registraram variação positiva de 304,08%, frente a 20,51% do benchmark. Em 2020 as ações de Centauro sobem 43,58%, enquanto o IBOV marca -1,70%.

VANTAGENS COMPETITIVAS

Plataforma Omnichannel: A Centauro conta com a infraestrutura tecnológica Omnichannel, que permite integrar as operações e estoques entre os canais físico e digital, considerando-os como complementares. Isto proporciona benefícios ao cliente no momento da compra, com o aumento da oferta de produtos disponíveis, além de diminuições do custo de frete e do prazo de entrega. O modelo Omnichannel apresenta alavancagem operacional, com aumento da receita descorrelacionada de um acréscimo de custo.

Presença estratégia em todo território nacional: A companhia possui lojas físicas presentes em 23 estados brasileiros e no Distrito Federal. Dada esta abrangência, a Centauro mantem uma barreira de entrada relativamente grande para novos concorrentes, dificultando uma possível consolidação dos mesmos neste nicho de mercado.

Liderança de mercado: A empresa atua desde 1981 no varejo esportivo brasileiro, tendo acompanhado, neste período, diversos eventos esportivos, como dez copas do mundo e nove olimpíadas. Inclusive, no ano de 2014 a Centauro foi patrocinadora oficial da Copa do Mundo realizada no Brasil. Este reconhecimento favorece o crescimento da companhia.

Capacidade administrativa: A Centauro está a 38 anos não somente presente, mas também em pleno crescimento no mercado esportivo, o que demonstra grande capacidade administrativa. Ao longo de sua história, há resultados sólidos no que tange expansão, lucratividade e eficiência, tanto no segmento de lojas físicas como no digital, ambos integrados pela plataforma Omnichannel.

FATORES DE RISCO

Dependência dos centros de distribuição: Atualmente, a companhia conta com três centros de distribuição e dois centros de transferências. Suas operações são altamente dependentes da condição normal operacional destes centros, já que todos os produtos vendidos pela Centauro passam por mesmo destes. Portanto, em caso de interrupção dos centros, os negócios serão diretamente impactados.

Falha na integração de canais: Como já dito, a Centauro possui a plataforma Omnichannel como a responsável pela integração entre os canais de lojas físicas e digital. Em caso de falha neste processo de transferência de informações, o sucesso do negócio poderá ser seriamente comprometido.

Sazonalidade das vendas: Considerando o caráter sazonal do negócio, existem períodos em que, por exemplo, a necessidade de capital de giro é maior. Portanto, em caso de não haver maneiras para sustentar os níveis de capital de giro, a empresa poderá se tornar insolvente, incapaz de implementar sua estratégia de crescimento e de responder a pressões de concorrentes.

Perda dos benefícios fiscais: Atualmente, a Centauro usufrui de benefícios fiscais relacionais ao ICMS no mercado varejista. No entanto, a empresa não pode assegurar que conseguirá renovar tais benefícios, o que poderá impactar diretamente nos resultados operacionais da companhia.

Fonte das Informações: Quantum e RI da empresa.

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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LREN3 – Relatório Grátis de Lojas Renner

LREN3

A Lojas Renner inaugurou seu primeiro ponto de venda em Porto Alegre, em 1922. No início das operações, a empresa fazia parte do grupo A. J. Renner e comercializava artigos têxteis, até ampliar seu mix de produtos e iniciar suas atividades como loja de departamento. Pouco mais de quarenta anos depois, devido ao seu crescimento, se tornou independente de sua controladora e, em 1967, realizou a abertura de capital.

Após décadas de bom desempenho, passou por uma profunda reestruturação no início dos anos noventa e começou a operar no formato de loja de departamento especializada em moda. Passou, então, a se consolidar em outros estados, tais como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal. Em 1998, a J. C. Penney Brazil, subsidiária de uma das maiores redes de lojas de departamento dos Estados Unidos, adquiriu o controle acionário da companhia, que já contava com vinte e uma lojas. Com esse movimento, a empresa atingiu um novo patamar com um intenso plano de expansão.

INDICADORES E PERSPECTIVAS

A estratégia de investimento nas ações da Lojas Renner (LREN3) está centrada na qualidade da gestão e resiliência em momentos de crise. O valor pago conta com prêmio acima da média e a inclusão do ativo em carteira serve como defesa em cenários de stress, contribuindo com menor correlação com fatores macroeconômicos na comparação com outras varejistas. Vale ressaltar que empresas voltadas para o consumo discricionário tendem a se favorecer em ciclos de expansão econômica.

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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Setor Sucroenergético

Setor Sucroenergético

De acordo com dados da safra 2019/2020, iniciada em 1° de abril de 2019, a região Centro-Sul do país processou 578,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até 16 de janeiro. Esse montante representa uma elevação de 2,8% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Produção de açúcar

A produção de açúcar chegou a 26,4 milhões de toneladas, representando uma variação positiva de 0,5%. A pequena reação pode ser explicada pela baixa atratividade do preço do produto no mercado internacional, fazendo os produtores priorizarem o etanol. Esse, por sua vez, atingiu a marca de 32,2 bilhões de litros, correspondendo a um crescimento de 6,6% e demonstrando recuperação após atraso devido a chuvas no início do ciclo.

Vendas de etanol

As vendas de etanol totalizaram 27,100 bilhões de litros no agregado da safra, representando uma alta de 10,4%. Do total, 1,602 bilhão de litros foi destinado à exportação e 25,497 bilhões de litros serviram para consumo interno. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, a balança comercial do produto ficou superavitária em US$ 391,6 milhões em 2019. Vale ressaltar que as vendas de etanol hidratado no Brasil continuam em patamar elevado, principalmente em função da substituição da gasolina por biocombustíveis.

Preços

O preço do etanol hidratado continua mais atrativo em relação a gasolina (abaixo de 73%) na maioria das principais capitais das regiões Sudeste e Centro-Oeste do país. Na cidade de São Paulo, o biocombustível apresentou preço médio de R$ 3,13 por litro na semana entre 12 e 18 de janeiro de 2020, representando 69,7% do valor da gasolina nos postos. Outros municípios onde a relação continua favorável são Belo Horizonte (68,7%), Goiânia (70,6%) e Cuiabá (64,6%). No Rio de Janeiro (85,1%) o derivado de petróleo é mais competitivo.

O preço do etanol atingiu o maior valor dos últimos seis anos, muito em função do aumento do consumo com a elevação do preço da gasolina. O Rio Grande do Sul apresenta o maior preço entre as capitais do Brasil, chegando a R$ 4,32 por litro, seguido do Rio de Janeiro, com R$ 4,23 por litro. São Paulo tem a menor média, registrando R$ 3,07 por litro. A gasolina mais cara é a do Rio de Janeiro (R$ 5,04 por litro), e a mais barata é do Paraná (R$ 4,36 por litro).

A tendência para o curto prazo é que o preço dos combustíveis continue subindo, impulsionado pelas incertezas com o avanço do coronavírus. A Opep anunciou que vai estudar se reduz a oferta de petróleo para acompanhar o enfraquecimento da demanda na Ásia, região mais afetada pela epidemia. Antes da disseminação da doença, a atividade global vinha apresentando dados mais animadores, principalmente em alguns países da Europa. O acordo parcial entre China e Estados Unidos também foi uma notícia positiva.

A cotação do açúcar no mercado internacional demonstrou reação no final de 2019, chegando ao maior patamar dos últimos dois anos. O principal motivo foi excesso de chuvas na Tailândia, quarto maior produtor do mundo. De acordo com o fechamento de 24 de janeiro, a cotação do alimento no mercado internacional chegou a US$ 14,39 por libra peso, bem acima dos US$ 12,10 da abertura de 2019. O principal fator que pode contribuir com o incremento da oferta e a retomada de preços mais baixos é o aumento de exportações na Índia. Em contrapartida, existe expectativa de redução na produção em países como China e Tailândia, gerando um déficit em relação à demanda global.

A expectativa é que com a mudança no cenário de preços dos produtos originados a partir da moagem de cana, o mix de produção das usinas reduza a proporção de etanol gradualmente. Atualmente, a fatia média do etanol ultrapassa 60%, sendo a prioridade sobre o açúcar.

Com o efeito da queda na produção, preços mais atrativos no mercado internacional e a valorização do dólar frente ao real, o valor da saca de açúcar cristal apresentou viés de alta nos últimos dias, atingindo R$ 76,11 e representando uma variação positiva de 4,7% em relação a abertura de 2020.

Entre abril e dezembro de 2019, a exportação de açúcar caiu 11,0%, utilizando como base os embarques em milhões de toneladas. Considerando o total em dólares, a variação negativa chega a 26,8%, muito em função da desvalorização do produto no mercado internacional. Até o fechamento de 2019, foram vendidos 14,671 milhões de toneladas, correspondendo a US$ 4,268 bilhões. Um ano antes, na mesma base de comparação, o total exportado foi de 16,493 milhões de toneladas, representando US$ 5,833 bilhões.

Empresas do setor

Cosan (CSAN3)

A Cosan apresentou crescimento de 22,3% na receita líquida do terceiro trimestre de 2019, frente ao mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 18,861 bilhões (considerando 50% do resultado da Raízen). Destaque para o aumento no volume vendido de gasolina, etanol e diesel e melhor preço médio praticado em açúcar e etanol, além do efeito da revisão tarifária realizada em maio de 2019 na Comgás.

Esses movimentos foram parcialmente compensados pela queda no volume vendido de gás e açúcar. Com grande contribuição da melhora no resultado financeiro, o lucro líquido ajustado saltou de R$ 172,9 milhões para R$ 460,8 milhões.

Nos últimos 12 meses, as ações CSAN3 tiveram um desempenho positivo, subindo 102,03%, contra 21,74% do Ibovespa:

São Martinho (SMTO3)

A São Martinho apresentou elevação de 19,7% na receita líquida, atingindo R$ 770,1 milhões. Destaque positivo para o maio volume vendido de açúcar e energia elétrica e melhores preços de etanol. Esses movimentos foram parcialmente compensados menores preços de energia elétrica e açúcar e estagnação no volume de vendas de etanol. O lucro líquido cresceu 5,9%, sendo impactado pelo aumento de despesas financeiras e operacionais.

Nos últimos 12 meses, as ações SMTO3 também tiveram um desempenho positivo, subindo 57,89%, contra 21,74% do Ibovespa:

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Análise do Mercado de Fundos Imobiliários

Análise do Mercado de Fundos Imobiliários

Análise do Mercado de Fundos Imobiliários

Hoje tratemos uma breve análise do Mercado de Fundos Imobiliários no Brasil.

Vale a pena investir em Fundos Imobiliários?

Consideramos o investimento em Fundos Imobiliários uma das formas mais inteligentes de se investir em imóveis. Mas afinal, vale a pena investir em Fundos Imobiliários ?

Se compararmos com o investimento da compra de imóveis diretos, podemos citar uma série de vantagens, tais como:

Simplicidade

Por meio do seu home broker, o investidor negocia as suas cotas. Além disso,  ele não precisa se preocupar com burocracia e dos cuidados com o imóvel.

Liquidez

As cotas podem ser negociadas em Bolsa. Dessa forma, reduzimos o risco de não conseguir vender o ativo.

Fracionamento do Investimento

O investimento em fundos imobiliários, por ser fracionado em cotas, permite ao investidor comprar/vender cotas de acordo com a sua necessidade. Em um imóvel ”físico” não conseguimos vender ”partes” de um imóvel.

Vantagem Fiscal

Para pessoas físicas, não há incidência de Imposto de Renda sobre o rendimento distribuído.

Risco

Um Fundo Imobiliário investe, normalmente, em grandes empreendimentos.  Com isso, temos diversificação de inquilinos e minimizamos o risco de perdas.

Gestão

A gestão ativa e profissional permite que o administrador venda empreendimentos que considera menos valorizados.

Contexto do mercado nos últimos anos

Como vimos, investir em imóveis através de Fundos Imobiliários pode ser muito vantajoso e seguro no longo prazo. Apesar disso, é inegável que o mercado imobiliário passou por um momento muito delicado nos últimos anos. No final de 2012, por exemplo, tínhamos um cenário de taxas de juros baixas, crédito abundante, vacância baixa e aluguéis em alta. Os preços dos imóveis eram muito altos e, por consequência, vimos uma forte valorização dos Fundos.

Posteriormente, com a perspectiva de piora na economia, juros em alta, crédito em queda, a vacância aumentou e os preços dos imóveis caíram. Para piorar, a oferta de imóveis era muito grande, o que pressionou ainda mais o preço dos imóveis. Em função disso,  os Fundos Imobiliários sofreram duras quedas.

E o momento atual. Pode ser considerando parecido com o de 2012 ou ainda é um bom momento para investir?

Acreditamos que o momento atual nada tem a ver com aquele cenário de 2012. A inflação controlada, juros em baixa e os preços dos imóveis mais baixos, deixam o momento atual muito atrativo para quem quer investir em imóveis.

Vale ressaltar também que teremos menos lançamentos nos próximos anos e crédito ainda restrito, o que afasta, nesse momento, risco de ”bolhas”. Dessa forma, conseguimos comprar bons imóveis, por bons preços. E isso é muito importante para quem já está ou ainda vai entrar nesse mercado.

Crédito Imobiliário

O indicador de custo de crédito para pessoas físicas, considerando o segmento de financiamento imobiliário com taxas de mercado, chegou a 12,92% ao ano em dezembro de 2019. Este é o menor patamar dos últimos sete anos, representando um corte de 0,52 ponto percentual frente ao mesmo período de 2018. Fazendo uma média ponderada com recursos direcionados com taxas reguladas, o percentual cobrado seria de 8,80%, 0,27 ponto percentual abaixo de dezembro do ano anterior.

Seguindo a tendência de cortes na taxa Selic, os bancos continuam reduzindo suas taxas mínimas. A Caixa Econômica Federal está oferecendo taxas a partir de 6,5% ao ano acrescida de TR, tanto no Sistema Financeiro Habitacional como no Sistema de Financiamento Imobiliário. O limite do financiamento é de 80% do valor para imóveis novos e 70% para imóveis usados. Entre os bancos privados, o Bradesco oferece as melhores condições, com taxas anuais começando em 7,30% mais TR, e limite de até 80% para imóveis novos e usados.

O crédito para financiamento imobiliário com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo é o maior dos últimos cinco anos, impulsionado por novos lançamentos e redução de estoques. Em contrapartida, em 2019 a poupança teve a menor entrada de recursos desde 2016, muito em função da baixa atratividade da aplicação com a queda da taxa Selic. Em 2017 e 2018, a diferença entre captação e saques foi de R$ 17,126 bilhões e R$ 38,260 bilhões, respectivamente. Na última apuração chegou a R$ 13,327 bilhões.

Mesmo com esse movimento, o saldo da poupança está bem acima dos anos anteriores, chegando a R$ 845,5 bilhões, contra R$ 797,3 bilhões do mesmo período do ano anterior.

O volume emitido de certificados de recebíveis imobiliários (CRI) subiu 93,9% na comparação com o ano anterior. A tendência de aumento nas operações com o título se confirmou, impulsionadas por nova legislação que regulamenta a multipropriedade. Vale ressaltar que a nova norma traz maior confiança aos investidores, e boa parte dos recursos utilizados no desenvolvimento dos projetos são obtidos no mercado de capitais.

A distribuição de ofertas de CRIs demonstram forte crescimento da proporção de investidores institucionais como detentores dos títulos, passando de 42,8% para 60,5% do total. As pessoas físicas regrediram sua participação de 44,8% para 25,8%, muito em função da evolução da indústria de fundos de investimento.

Segmento de locação

Em 2019, o Índice FipeZap de locação residencial apresentou alta de 4,93%, contra uma inflação de 4,31% (IPCA). De acordo com a fonte, Niterói e Salvador registraram retração no período, chegando a -0,46% e -1,96%, respectivamente. O preço médio de locação residencial foi de R$ 30,00/m² entre as cidades monitoradas pelo estudo, sendo que São Paulo registrou R$ 40,10/m², Rio de Janeiro, R$ 30,70/m² e Brasília, R$ 31,0/m². A rentabilidade média do aluguel residencial é de 0,39% ao mês.

No mesmo período, o Índice FipeZap de locação comercial demonstrou evolução de 0,06%. Destaque para São Paulo (+2,12%), Campinas (+4,64%) e Curitiba (+4,67%). Em contrapartida, Rio de Janeiro (-2,82%), Brasília (-6,38%), Porto Alegre (-0,54%) e Belo Horizonte (-0,73%) ainda estão em campo negativo. A cidade de São Paulo apresenta o maior valor por metro quadrado, com R$ 45,40, seguido do Rio de Janeiro, com R$ 39,30. A rentabilidade média ficou em 0,45% ao mês.

Como é possível observar no gráfico abaixo, os valores praticados na venda de imóveis comerciais apresentam retração no acumulado de doze meses desde julho de 2015, sendo que o período mais crítico foi no início do segundo trimestre de 2016.

No quarto trimestre de 2019, a absorção líquida de escritórios de alta padrão na cidade de São Paulo desacelerou drasticamente frente ao período imediatamente anterior, passando de 184,4 mil m² para 53,1 mil m², representando uma diminuição de 71,2%. Vale ressaltar que esse é um movimento considerável, mas a queda é comum no final do ano. A vacância caiu de 16,8% para 16,1% nesse segmento, muito em função das ocupações nos empreendimentos WTorre Morumbi e Parque da Cidade.

De acordo com a Newmark Grubb, a menores vacâncias são observadas nas regiões do Itaim Bibi e Juscelino Kubischeck. Já no Rio de Janeiro a realidade é outra, uma vez que a vacância física continua bem acima dos 30%.

O segmento de galpões logísticos teve o melhor desemperno dos últimos quatro anos, puxado pela maior participação do e-commerce e necessidade de espaço para armazenagem do segmento comercial. A taxa de vacância chegou a 17,1%, segundo a consultoria Cushman & Wakefield, com grande impulso da ocupação de áreas que estavam vagas em dezembro. De acordo com a fonte, o preço médio mensal por metro quadrado fechou o ano em R$ 18,79.

O mercado de shopping centers voltou a apresentar variação positiva na área bruta locável adicionada após quatro anos consecutivos de retração. Outro ponto importante a ser ressaltado é a abertura líquida de novas lojas, uma vez que entre 2015 e 2017 houve uma perda de mais de 200 mil estabelecimentos. A estimativa inicial indica a abertura de 23 mil novas lojas em 2019 no Brasil, acelerando em relação às 8,1 mil de 2018 e compensando a perda de 19,3 mil de 2017.

Para 2020, podemos destacar projetos de expansão no número de lojas de varejistas que abriram capital recentemente, como Vivara e Centauro. Além disso, a Magazine Luiza estuda abrir lojas para a Netshoes e o Carrefour pretende aumentar a exposição no país.

Fundos Imobiliários

A demanda por FIIs continua em crescimento constante. As ofertas públicas registradas no acumulado de 2019 até novembro totalizaram R$ 19,3 bilhões, representado uma alta de 75% sobre o total do ano anterior. O volume de negociação dos papéis continua em crescimento desde 2014, sendo que a média diária passou de R$ 21 milhões para R$ 114 milhões em seis anos. Outro dado interessante é a alta participação de investidores pessoa física no volume depositado, chegando a 81%, um pouco acima dos 78% de 2018. Já o número de investidores mais do que dobrou nos últimos dois anos, atingindo 573,6 milhões.

A recuperação do mercado e a queda da taxa Selic têm feito crescer o número de produtos no segmento. A quantidade de fundos imobiliários registrados na CVM, em 2019, representou um crescimento de 18,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 485 produtos diferentes.

O patrimônio líquido consolidado dos ativos negociados em bolsa passou de R$ 48,6 bilhões para R$ 80,6 bilhões entre novembro de 2018 e o mesmo período de 2019. Importante observar que atualmente o mercado está pagando R$ 1,11 para cada unidade do patrimônio consolidado dos fundos, contra R$ 0,94 do ano anterior.

A aplicação na classe deve permanecer entre as prioridades para os próximos anos, reflexo da queda na taxa de juros e do ciclo de expansão da economia. Importante observar que o setor imobiliário possui característica cíclica, se favorecendo em momentos de inflexão entre retração e retomada da atividade doméstica.

Nos dados divulgados recentemente, destaque para a recuperação do mercado de lajes corporativas em São Paulo, onde é possível observar queda na vacância dos empreendimentos de alto padrão, uma vez que o valor dos aluguéis vem se enquadrando a realidade de empresas que procuram aumentar a qualidade de seus escritórios. Além disso, o setor de shopping centers deve se favorecer com retomada da economia, sendo que o aumento no consumo ajuda a diminuir a inadimplência de locatários e os espaços vagos.

A perspectiva com o mercado é de crescimento no número de fundos diversificados, procurando evitar o risco de investir apenas em um ativo. O momento é oportuno para novas aquisições e o crescimento de negócios no estado de São Paulo demonstra que os gestores estão atentos a oportunidades com preços descontados. Mesmo com boas expectativas, é importante o investidor tomar decisões com base em suas necessidades, procurando analisar com cuidado o portfólio dos fundos visados.

Consideramos pontos positivos: a maior disponibilidade de crédito imobiliário, a baixa taxa de juros, o aumento do fluxo de aluguéis e o crescimento da demanda por galpões logísticos.

Consideramos pontos negativos: baixa satisfação com as condições correntes da economia, alta taxa de vacância no Rio de Janeiro e desemprego elevado.

Fontes: Banco Central, Newmark Grubb, FipeZAP, Anbima, B3, Abrasce e Bank of America Merrill Lynch.

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O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de se investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível que você invista nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário, do Brasil.

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Analistas Responsáveis

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame. B3, MoneyTimes.

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Construção civil – Análise Setorial

Análise do setor de construção civil

De acordo com estudo da CBIC, no terceiro trimestre de 2019 foram lançadas 33.199 unidades residenciais, com incremento de 4,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 23,9% na comparação com o mesmo período de 2018. As regiões Nordeste (-16,8%) e Sul (-21,3%) do país apresentaram retração na base anual. Destaque, novamente, para o Centro-Oeste, com variação positiva de 53,9%, atingindo 2.236 unidades lançadas. No Sudeste, houve incremento de 49,6% na comparação com o terceiro trimestre do ano anterior, chegando a 21.054 unidades lançadas. No Norte, a evolução foi de 43,0%.

O número de unidades vendidas ficou abaixo dos lançamentos do período, revertendo momentaneamente a tendência de redução nos estoques. Foram comercializadas 32.575 unidades no terceiro trimestre, com queda de 4,9% na comparação com o período imediatamente anterior e acréscimo de 15,4% na base anual. Mesmo com a queda nas vendas, é possível identificar uma melhora constante na demanda desde julho de 2017.

O melhor desempenho na venda de imóveis residenciais (3T19/3T18) foi observado, mais uma vez, na região Sudeste, com incremento de 31,4%, sendo seguida pelo Norte, com 19,4%. A regiões Centro-Oeste e Sul apresentaram variações positivas de 16,4% e 1,2%, respectivamente. Somente no Nordeste houve retração na comercialização de residências, registrando diminuição de 10,2%.

A oferta disponível passou de 127.919 unidades, em setembro de 2018, para 124.644 unidades na última apuração, representando uma redução de 2,6%. Os estoques caíram nas regiões Nordeste (-17,3%), Sul (-2,7%) e Centro-Oeste (-1,1%). Do total vendido no período, 50,7% foi através do programa Minha Casa Minha Vida e o restante em outros padrões.

O setor de construção civil continua demonstrando sinais de recuperação, principalmente no que diz respeito à intenção de investimento e confiança dos empresários. Os motivos são as condições mais favoráveis de mercado, bem como baixa inflação e juros, gerando maior previsibilidade nos resultados. De acordo com a sondagem da indústria de construção realizada pela CNI, as expectativas quanto ao nível de atividade do setor, novos empreendimentos, compras de insumos e número de empregados continuam demonstrando otimismo.

Embora os índices de tendência futura estejam cada vez melhores, os indicadores de atividade permanecem em zona de contração. As métricas que ainda apresentam números negativos, mas em recuperação gradual, estão relacionados ao nível de atividade e emprego. A utilização da capacidade operacional continuou estagnada pelo terceiro mês consecutivo, se situando em 62%. A manutenção nesse patamar se deve ao aumento da ociosidade em pequenas empresas e manutenção em médias empresas, uma vez que as de grande porte continuam evoluindo.

Empresas do setor

Dentro de nossas recomendações em bolsa temos o ativo da Tenda (TEND3). A empresa, que está focada na faixa 2 do programa Minha Casa Minha Vida, possui alguns diferenciais em relação aos concorrentes. Um dos destaques é a menor necessidade de investimento em capital de giro, pois o percentual de vendas sobre a oferta está muito acima da média do setor. Além disso, o prazo médio de recebimento de clientes fica bem abaixo de concorrentes como MRV, Direcional e Eztec, indicando menor risco com recebíveis e descasamento de fluxo de caixa.

A situação financeira da companhia é confortável, sendo que o montante em caixa supera a dívida bruta. Outra que também apresenta esta característica é a Eztec. Essa, inclusive, possui a estrutura de capital mais conservadora, uma vez que a proporção de capital de terceiros sobre o patrimônio líquido é muito baixa. A maior rentabilidade patrimonial é da Tenda, com ROE de 18,09% no acumulado em doze meses. O pior resultado ficou com a Direcional, que teve prejuízo em demonstrativos anteriores. A EZTec passou a ser a maior entre as quatro, com valor de mercado próximo de R$ 13,4 bilhões. A MRV continuam com a maior participação no programa MCMV.

Ponderando os dados mencionados e a evolução dos negócios, apuramos que as duas melhores opções no setor de construção civil são a Tenda e a Eztec. A opção pela primeira se dá pelo crescimento mais linear em seu resultado operacional, melhores indicadores de mercado e rentabilidade superior sobre o capital empregado. Em contrapartida, é importante mencionar que a companhia está altamente concentrada na faixa 2 do Minha Casa Minha Vida, ficando altamente dependente do prosseguimento do programa e de incentivos do governo federal.

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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Setor automotivo – Análise Setorial

Setor automotivo

O setor automotivo produziu aproximadamente 2,945 milhões de veículos em 2019, 2,3% acima do ano anterior. Destaque para o desempenho do setor no mercado interno, uma vez que o total de licenciamentos de produtos nacionais apresentou variação positiva de 10,4%, compensando a queda de 31,9% nas exportações de veículos montados.

Considerando apenas veículos leves, a evolução na produção foi de 2,1%, sendo que automóveis de passageiros absorveram a queda em comerciais leves. O total de licenciamentos foi 9,4% superior, mas as exportações caíram 31,6% nesse segmento.

A produção de caminhões cresceu 7,5%, mas apenas as linhas de pesados registraram um bom desempenho, uma vez que semipesados, médio e leves apresentaram retração no período. O total de licenciamentos cresceu 32,6%, compensando a queda de 45,0% nas exportações.

O volume produzido só não foi maior devido à diminuição nas exportações com a crise na Argentina, que absorve grande parte do que é vendido ao mercado externo. Outro país que contribuiu negativamente foi o Chile, que enfrentou uma onda de protestos que freou o mercado. A Argentina registrou retração de 49,6% na importação de veículos de passageiros produzidos no Brasil e de 63,5% em veículos de carga. O Chile apresentou quedas em automóveis de passageiros e veículos de carga de 26,5% e 32,8% respectivamente. Em contrapartida, o México comprou mais produtos, com destaque para a evolução de 110,3% em automóveis de passageiros.

No terceiro trimestre de 2019, o PIB argentino regrediu 1,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e cresceu 0,9% frente ao segundo trimestre. Esta foi a quinta apuração com diminuição no indicador nas últimas seis observações, mas com uma variação negativa menor que no final de 2018 e início de 2019. O país enfrenta grave crise e não existe perspectiva de recuperação para o curto e médio prazo, uma vez que o novo governo sinaliza a utilização de uma política econômica heterodoxa, com grande interferência do estado na economia.

O PIB do México ficou praticamente estável no terceiro trimestre, contrariando a expectativa de queda do mercado. Embora os dados indiquem ligeiro crescimento, vale ressaltar que a economia vem desacelerando desde o segundo trimestre de 2018, com grande chance de entregar a menor taxa de crescimento desde 2009. Em resposta, o Banco do México vem reduzindo a taxa básica de juros, sendo que em agosto de 2019 era de 8,25% a.a., fechando o ano em 7,50% a.a.

Para os próximos meses, a expectativa é que o setor automotivo mantenha o crescimento na produção, embora ainda em ritmo lento. Mesmo com o aumento das vendas de veículos produzidos no Brasil, o redirecionamento das exportações para outras regiões ainda não compensa a situação na Argentina. Além disso, dados recentes indicam desaceleração da atividade interna em relação a primeira metade do ano, principalmente no número de licenciamentos de caminhões.

Um indicador preocupante é a redução de 3,7% na quantidade de postos de trabalho nas montadoras. A Ford encerrou as operações na fábrica de São Bernardo do Campo no final de outubro, sendo uma contribuição negativa para o mercado de trabalho no setor. Outro motivo é a redução de três para dois turnos de trabalho em algumas fábricas.

Empresas do setor

Metal Leve (LEVE3)

A Metal Leve (LEVE3) registrou lucro líquido de R$ 69,2 milhões no terceiro trimestre, representando uma diminuição de 24,9% e com margem de 10,7% (-2,3 p.p.). Esse resultado é reflexo da perda na margem bruta e do impacto da queda nas exportações, sendo parcialmente compensados por ganhos na posição monetária líquida na Argentina, menores gastos operacionais e redução nas perdas por redução ao valor recuperável de contas a receber.

Iochpe Maxion (MYPK3)

A Iochpe Maxion (MYPK3) registrou lucro líquido de R$ 124,8 milhões no terceiro trimestre, representando um crescimento de 33,5%. O resultado acabou sendo influenciado por itens não recorrentes, bem como o reconhecimento de crédito fiscal. Destaque negativo para a queda na produção de veículos pesados e paralisações de clientes na América do Norte, queda na produção de veículos diversos na Europa e baixo volume de vendas na Ásia. Esses movimentos foram parcialmente compensados pelo bom desempenho no Brasil, sendo que a maior evolução foi observada em componentes estruturais.

 Tupy (TUPY3)

A Tupy (TUPY3), multinacional brasileira especializada em fundição de blocos de motor e cabeçotes, apresentou lucro líquido de R$ 66,5 milhões no terceiro trimestre, 25,0% abaixo do mesmo período do ano anterior. Destaque para o incremento de volumes em aplicações para veículos comerciais e no segmento hidráulico. Compensando esses movimentos, houve impacto de máquinas e veículos off-road, redução em exportações indiretas e aumento em despesas com energia e mão-de-obra.

Perspectivas

Mesmo observando esses fatores negativos, acreditamos que o desconto dos indicadores de mercado podem ser uma oportunidade para o longo prazo. Os preços das ações em relação ao lucro projetado e o valor patrimonial estão refletindo o risco atual do segmento a nível global, mas acreditamos na recuperação do mercado no médio prazo.

Por possuir característica cíclica, o setor automotivo deve se favorecer com o ciclo de expansão da economia nacional. Já no contexto internacional, a desaceleração da indústria de transformação tende a ser amenizada conforme incertezas geopolíticas são resolvidas.

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FULL TRADER é o produto mais completo de recomendações de operações em Bolsa de médio e curto prazos. Receba as melhores recomendações nos mais diferentes mercados e estratégias: Day Trade, Swing Trade e Position Trade em Ações, Índice Futuro e Dólar, Opções, Long&Short, Termo e Aluguel de Ações, Boi Gordo, Milho e S&P Futuro.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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