Índice Small Cap (SMLL): o que é e como investir?

Uma das possibilidades de investimentos na bolsa de valores são as empresas de menor porte. As small caps são companhias que têm valor de mercado menor quando comparadas a outras grandes empresas listadas na B3.

Elas normalmente têm market share avaliado entre R$ 4 e R$ 6 bilhões de reais — bem menores do que as chamadas blue chips, que são as maiores empresas da bolsa. Uma das vantagens das companhias small caps é seu potencial de valorização no longo prazo.

Assim, muitos investidores buscam small caps para compor seu portfólio, a fim de potencializar seus ganhos – assumindo também riscos mais significativos. Mas, você sabia que existe um índice na bolsa composto apenas pelas ações small caps? Estamos falando do SMLL.

O assunto lhe interessa? Então continue a leitura para saber mais sobre o Índice Small Cap e como ele pode estar presentes nos seus investimentos!

O que é o SMLL?

O Índice Small Cap – ou SMLL – se apresenta como uma carteira teórica de ações — reunindo, especificamente, papéis de companhias de menor porte. Ele é composto por empresas com menor capitalização e acompanha os movimentos destes ativos no mercado.

Assim, observar o índice SMLL permite entender como o grupo de empresas small caps vêm se comportamento na bolsa brasileira. Ele facilita, portanto, a análise das ações – avaliando, por exemplo, se estão se valorizando ou se desvalorizando nos últimos tempos.

O SMLL tem lógica semelhante a outros índices utilizados na bolsa. É o caso do Índice Ibovespa, que reflete as ações mais negociadas na renda variável — geralmente, blue chips. Ele é uma carteira teórica que replica os movimentos dos papéis com maior volume de negociação no mercado.

Como as small caps não apresentam alta procura ou liquidez, elas costumam ficar fora do Ibovespa. Portanto, o índice não oferece informações muito relevantes para quem deseja investir em companhias com menor capitalização.

Nesse caso, sua atenção deve estar ao índice SMLL, que se refere especificamente às small caps. Logo, pode ser usado para observar o desempenho das ações e servir como benchmark para comparar os resultados da sua carteira.

Como o SMLL funciona?

O Índice Small Cap parte de critérios claros para escolher as empresas que terão suas ações acompanhadas pela carteira teórica. Um dos aspectos centrais é que a companhia precisa apresentar valor de mercado que não ultrapasse 15% em relação a todas as empresas da bolsa.

O número de empresas que compõem o índice não é limitado de forma rígida. A quantidade de companhias consideradas depende dos critérios estabelecidos pela B3. No site da instituição, é possível verificar quais ações compõem o índice.

Vale destacar que a composição não é sempre a mesma. A cada quadrimestre a bolsa reavalia o índice e pode modificar as companhias que fazem parte dele. Os ativos devem estar entre os mais negociados na bolsa — e são excluídas as ações negociadas a menos de R$ 1,00.

Além disso, nem todas apresentam a mesma participação no SMLL. Ou seja, o índice não considera todas as companhias com o mesmo peso na composição. No site da B3, o investidor também consegue ver o peso atribuído a cada empresa. 

Alguns exemplos de companhias que compunha o índice entre maio e agosto de 2020:

  • ABC Brasil;
  • Lojas Marisa;
  • Arezzo;
  • Azul;
  • Banco Inter;
  • Banrisul;
  • Centauro;
  • Ecorodovias;
  • Metalúrgica Gerdau;
  • Grendene.

Como investir em small caps?

Como você viu, o Índice Small Cap é uma carteira teórica de ações na bolsa. Ou seja, não é possível investir diretamente nele. O intuito do SMLL é oferecer informações para quem deseja acompanhar o desempenho de determinadas empresas.

Contudo, é sim possível investir tendo o SMLL como referência. A principal possibilidade é se tornar investidor do ETF SMAL11. ETFs (ou Exchange Traded Funds) são fundos de índices que têm o objetivo de replicar a rentabilidade de algum índice da bolsa.

Assim, o ETF SMAL11 busca refletir rendimentos próximos ao do SMLL. Isto é, ele realiza investimentos em small caps de forma a acompanhar as subidas do índice ao longo do tempo — mantendo-se bem próximo a ele.

Podem existir outros ETFs que repliquem o índice small caps, mas o SMAL11 é o mais antigo e conhecido deles. Ele foi criado em 2008 e é administrado pela gestora BlackRock.

Outras possibilidades

Além do ETF, há também outras formas de investir em small caps. Uma delas é adquirindo cotas de fundos de investimentos que têm empresas de menor capitalização no portfólio. É mais uma opção de investimento indireto.

Por fim, claro, é possível adquirir diretamente as ações de companhias small caps. Ao fazer isso, você não conta com a gestão profissional encontrada nos ETFs e fundos de investimentos, mas têm liberdade para fazer suas escolhas. E pode obter retornos muito mais interessantes.

 A diversificação entre as diversas opções para investir em small caps também pode ser interessante, a depender do seu perfil e dos seus objetivos na bolsa de valores.

Quais são as vantagens do Índice Small Cap?

Acompanhar o Índice Small Cap e investir em empresas com menor capitalização pode apresentar algumas vantagens, mesmo quando comparadas a companhias de maior solidez e capital no mercado. 

Confira alguns destes benefícios a seguir!

Potencial de valorização

Um dos principais diferenciais das small caps quando comparadas às mid caps ou blue chips (empresas de médio e grande porte, respectivamente) é o potencial de valorização que elas apresentam.

Como são empresas menores, muitas delas estão em fase de crescimento no mercado e fazem investimentos frequentes para crescer e ocupar mais espaço diante da concorrência. Com isso, em médio e longo prazo as ações podem se valorizar acima da média.

O fenômeno pode ser visto ao comparar o Índice Small Cap com o Ibovespa, por exemplo. Em 2019, o SMLL apresentou uma valorização de 58,2%, enquanto o índice que acompanha as ações mais negociadas da bolsa teve uma valorização menor (31,6%).

Custos e aportes menores

Outra vantagem de investir em Índice Small Cap — seja por meio de ETFs que replicam o Índice Small Cap ou adquirindo as ações diretamente — são os custos menores. De forma geral, os papéis dessas empresas custam menos na comparação com ações de grandes companhias.

Além disso, caso invista em ETFs, você adquire participação na valorização de dezenas de empresas que compõem o índice de maneira mais prática e barata. Afinal, comprar papéis de mais de 50 empresas de forma independente seria mais custoso.

Agora que você conhece o Índice Small Cap, qual sua opinião sobre o assunto? Ele é um benchmark relevante na sua carteira? 

Seja qual for sua opinião, lembre-se de que investir em small caps pode ser uma alternativa interessante para diversificação. Então considere seu perfil e as informações que trouxemos sobre o assunto para se decidir!

E você, gostou de conhecer mais sobre o índice de Small Caps (SMLL)? Quer saber como escolher as melhores small caps para seu portfólio de ações e conhecer outras oportunidades disponíveis na bolsa de valores? 

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Você sabe quais são e como investir nas small caps da bolsa de valores?

Ao entrar na bolsa de valores você se depara com centenas de empresas. E pode ser bem complexo analisá-las e decidir onde investir. Uma dica para facilitar o processo é compreender as companhias a partir do tipo (ou tamanho) de cada uma delas – como no caso das small caps.

Por exemplo, identificando quais são as small caps, mid caps e blue chips da bolsa você consegue entender as características de cada grupo e saber qual deles lhe interessa mais. Então, que tal entender melhor o assunto?

Neste post você acompanhará tudo o que precisa saber sobre as ações small caps, entenderá melhor o seu funcionamento e descobrirá como investir nestes papéis na bolsa de valores. 

Confira!

O que são as small caps?

Começamos pela definição. As small caps são um tipo de empresa listada na bolsa de valores. O termo faz referência ao porte da companhia. Empresas de menor porte são consideradas small, as médias são mid e as maiores são as chamadas blue chips (ou large caps).

Embora não haja um limite específico para diferenciar os grupos, as small caps são geralmente consideradas as empresas que apresentam um valor de mercado entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões. Então, as companhias de menor valor de capitalização na bolsa entram nessa classificação.

Normalmente, as small caps representam negócios que estão em crescimento — portanto, reinvestem frequentemente os lucros e podem apresentar uma valorização a longo prazo, de acordo com o espaço que forem conquistando no mercado.

De outro lado, por serem empresas menores e, muitas vezes, menos conhecidas do que as grandes companhias, é normal que suas ações não tenham tanta procura. Assim, o volume de negociação — e, consequentemente, a liquidez — costumam ser menores quando se trata de small caps.

As maiores empresas listadas na bolsa, por outro lado, são as blue chips ou large caps. Elas geralmente são as que apresentam maior volume de negociação e liquidez, pois representam companhias que são bastante conhecidas e consolidadas no Brasil.

Quais são as small caps da bolsa de valores?

Embora as blue chips sejam reconhecidas por seu porte e, muitas vezes, pela solidez do negócio no mercado, isso não significa que as small caps sejam sempre empresas desconhecidas. Muitas companhias que recebem atenção em seu setor têm valor de capitalização mais baixo.

Um exemplo relevante na área de varejo é o da Magazine Luiza. A empresa ganhou atenção nos últimos anos devido à grande valorização de suas ações. E poucos investidores sabem que MGLU3 era, poucos anos atrás, uma das small caps do mercado brasileiro. 

Em julho de 2020, no entanto, o valor de mercado da companhia ultrapassava R$ 120 bilhões. Impressionante, não é?

Há exemplos de small caps que são bastante conhecidas em seus setores e costumam receber uma atenção significativa na bolsa. Falando ainda sobre o setor de varejo, podemos destacar a Via Varejo (VVAR3). A dona de marcas como Casas Bahia e Ponto Frio, ficou um bom tempo sob o controle do Grupo Pão de Açúcar. Desde a saída do grupo, a companhia vem atravessando um processo de turnaround, elevando as expectativas do mercado.

No setor de petróleo e gás, há dois bons exemplos de small caps. O primeiro refere-se a Enauta Participações (ENAT3), com mais de 20 anos de experiência na exploração de óleo e gás. Por fim, a PetroRio (PRIO3) mantém seu foco no investimento e na recuperação de ativos em produção, sendo especializada na gestão eficiente de reservatórios e no redesenvolvimento de campos de exploração maduros.

Uma das companhias que vem se destacando pelos bons resultados nos últimos trimestres é a Minerva (BEEF3). A empresa é atualmente uma das líderes de produção e comercialização de carne, exportação de gado vivo e de processamento de carnes bovina, suína e aves na América Latina.

No setor elétrico, os destaques ficam com Copel (CPLE6) e Energias do Brasil (ENBR3). Enquanto a primeira é uma companhia estatal controlada pelo Governo do Estado do Paraná, a segunda encontra-se sob controle da elétrica portuguesa Energias de Portugal.

Por fim, algumas small caps que merecem reconhecimento, mas que atuam em segmentos diferentes, são: Qualicorp (QUAL3), Movida (MOVI3) e Banco Inter (BIDI4).

A Qualicorp é um grupo empresarial e líder na comercialização e administração de planos de saúde coletivos. Já a Movida está entre as maiores companhias de aluguel de veículos do Brasil, sendo a terceira maior em termos de frota e receita. E o Banco Inter, carrega a marca de ter sido o primeiro banco 100% do Brasil a oferecer conta isenta de tarifas, passando de financeira para banco múltiplo com capital aberto na bolsa brasileira.

Abaixo, encontra-se o gráfico de rentabilidade acumulada das empresas citadas nos últimos 24 meses.

O grande destaque do período ficou com Banco Inter, com suas ações se valorizando 623,38%. Em seguida, há PRIO3 e CPLE6, com 400,76% e 247,01% de ganho acumulado. Movida e Via Varejo vêm na sequência com 195,32% e 185,31%. Por fim, BEEF3, QUAL3 e ENBR3 obtiveram uma performances de 92,69%, 70,57% e 46,99%, respectivamente. Somente as ações de Enauta que apresentaram desvalorização, com 7,18% negativos. Como comparação, o Ibovespa obteve um desempenho de 30,81% no período.

Como acompanhar as small caps na bolsa?

Os investidores da renda variável geralmente estão familiarizados com o Ibovespa. Ele é o índice que reúne as ações das empresas mais negociadas na bolsa. E, por isso, ajuda os investidores a avaliar como o mercado brasileiro vem se comportando — se ele vem subindo ou caindo, por exemplo.

Entretanto, o Ibovespa não costuma oferecer informações específicas sobre as small caps. Afinal, a maioria das empresas que compõem o índice são blue chips.

Então, como ter informações mais precisas sobre o comportamento das companhias de menor capital? Há um índice próprio para elas: o SMLL. É ele que acompanha os movimentos das ações small na bolsa. 

Inclusive, vale a pena ressaltar que, assim como é possível investir em modalidades de investimento que replicam o índice Ibovespa (como o ETF BOVA11), também existe esta possibilidade em relação ao índice SMLL. 

Quem deseja se expor às movimentações das small caps, portanto, pode compor uma carteira de ações deste tipo ou investir por meio do ETF (Exchange Traded Fund) SMAL11, que busca replicar o índice SMLL.

Vale a pena investir em small caps?

Agora você já sabe o que são as small caps e como elas funcionam. E descobriu que é possível investir nestes papéis tanto negociando as ações de uma empresa diretamente ou procurando fundos de investimentos ou ETF que visem companhias do tipo.

Mas, será vantajoso fazer o investimento em empresas de menor capital? As small caps podem apresentar vantagens interessantes aos investidores. Diante delas, cabe a cada investidor avaliar se são opções atrativas para seu caso.

Uma das principais vantagens das small caps é a possibilidade de valorização acima da média. Como você viu, as companhias são de menor porte e podem estar em fase de crescimento. Assim, há a chance de que o preço das ações avance bastante no médio e longo prazo.

Esta é uma diferença relevante em relação às empresas de maior capital — que, geralmente, já conquistaram um espaço no mercado e não apresentam tanto potencial de crescimento. Então, os ganhos podem ser maiores com small caps.

Entretanto, todo investidor deve saber que as possibilidades de lucro acima da média são acompanhadas por riscos mais significativos. Com as small caps não seria diferente. Por serem empresas menores, elas geralmente não apresentam tanta solidez quanto grandes companhias.

Como investir em small caps?

Se você considerar que as small caps são um bom investimento para sua carteira, não deixe de seguir alguns cuidados importantes para fazer boas escolhas. Em primeiro lugar, lembre que cada empresa é única.

Logo, não é por se classificar em um grupo que ela terá comportamento previsível. Nem toda small caps apresenta, necessariamente, bons potenciais de valorização, por exemplo. É preciso analisar individualmente as características do negócio. 

Por esse motivo, pode valer mais a pena compor uma carteira de small caps escolhendo cada ativo que fará parte dela. Além disso, adquirir os papéis de forma autônoma poderá lhe trazer melhores resultados.

Então, busque ter estratégias de análise — como a fundamentalista — para observar aspectos relevantes antes de investir. Além disso, procure informações de qualidade sobre a companhia. Nem sempre é fácil encontrá-las – especialmente no caso de negócios mais novos, mas elas são essenciais.

E você, gostou de conhecer mais sobre as empresas de menor capital na bolsa? Quer saber como escolher as melhores small caps para seu portfólio de ações e conhecer outras oportunidades disponíveis na bolsa de valores? 

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Fundos de investimentos imobiliários: o que são e como investir em FII?

Os fundos de investimentos imobiliários ou FIIs são uma das modalidades de investimentos coletivos do mercado. Existem diferentes fundos disponíveis — como os fundos de ações, renda fixa, cambiais e, claro, os FIIs. 

Cada tipo de fundo é caracterizado por focar em determinados ativos em seu portfólio. Para investir por meio deste veículo de investimento, é preciso comprar cotas. E os resultados financeiros conquistados pelo fundo são compartilhados com os cotistas – de acordo com o percentual que cada um investiu. 

O portfólio do fundo é composto por um gestor profissional. Assim, esta modalidade pode ser uma alternativa interessante para quem busca por facilidade e acessibilidade na hora de investir no mercado financeiro.  Nos fundos imobiliários, as vantagens se repetem – mas há algumas especificidades que podem agradar a diversos investidores. 

Quer saber mais sobre o assunto? Então continue a leitura para conhecer mais detalhes sobre os FIIs e descobrir como investir em fundos de investimentos imobiliários!

O que são fundos de investimentos imobiliários?

Na introdução deste artigo você aprendeu algumas informações básicas sobre o funcionamento dos  fundos de investimentos. Entendendo a lógica deles, fica fácil saber que FIIs têm como foco o setor imobiliário, certo? O objetivo, então, é obter lucro com negociações realizadas no mercado de imóveis.

Os fundos imobiliários podem negociar diretamente a propriedade de imóveis — vendendo ou alugando bens físicos, por exemplo. Mas eles podem também envolver outros tipos de operações no mercado financeiro.

Os FIIs que negociam imóveis físicos são chamados de fundos de tijolos. Outro tipo comum é o fundo de papel, cujos investimentos se dão em títulos de renda fixa ligados ao mercado (como Certificados de Recebíveis Imobiliários). 

Existe, ainda, um terceiro tipo bastante comum: os fundos de fundos. O portfólio deles é composto por cotas de outros FIIs. Ou seja, o gestor de um fundo desse tipo analisa os FIIs disponíveis e adquire cotas deles para diversificar a carteira participar dos lucros destes outros fundos.

Como os FIIs funcionam?

O funcionamento básico dos fundos imobiliários é semelhante aos outros fundos. Há uma instituição responsável por criar o fundo e emitir as cotas dele. Então, os investidores se tornam cotistas a partir da compra de cotas e têm direito aos eventuais ganhos.

O fundo é organizado por um gestor — que é um investidor profissional e toma as decisões relevantes acerca das aplicações do fundo. Ou seja, da compra e venda de ativos. O cotista não participa das escolhas de investimento, ele apenas recebe a participação nos lucros do portfólio.

Uma particularidade em relação aos fundos de investimentos imobiliários é que eles têm suas cotas negociadas na bolsa de valores. A maioria dos demais tipos de fundos negociam as cotas nas plataformas das corretoras de valores ou bancos de investimento.

Por serem listados na bolsa, os FIIs apresentam boa liquidez. Isto é, é possível vender suas cotas quando quiser, emitindo uma boleta de venda no home broker e esperando que outro investidor interessado as compre.

Outra característica é que as cotas dos FIIs podem aumentar ou baixar de valor, dependendo dos movimentos do mercado financeiro na renda variável – e, claro, do setor imobiliário. Portanto, o investidor tem a possibilidade de lucrar ao vender suas cotas por um preço mais alto.

É claro que o contrário também pode acontecer. Em alguns casos, as cotas podem estar valendo menos do que quando você as comprou. Então, existe o risco de prejuízo, caso você opte por se desfazer delas em um momento de baixa.

Quais são as vantagens do investimento?

Os fundos imobiliários apresentam algumas vantagens interessantes para os investidores. Confira quais são elas e veja se o investimento pode lhe interessar!

Praticidade

Muitos brasileiros desejam investir no mercado imobiliário por enxergarem benefícios neste setor. Especialmente em um cenário de aquecimento econômico, que aumenta a busca por aluguéis e compra de imóveis.

Entretanto, investir diretamente em um imóvel envolve alta quantia de dinheiro — além de grande burocracia. Quem já comprou uma casa ou apartamento já teve esta experiência. Imagine, então, como seria difícil adquirir um shopping ou prédio comercial?

Por meio de um FII, o investimento em empreendimentos de grande porte se torna mais prático e acessível. Afinal, ao adquirir cotas, o investidor pode participar dos lucros sem despender muito dinheiro.

Diversificação

Mais uma vantagem de investir em fundos imobiliários é poder diversificar sua carteira. De modo geral, os fundos têm um portfólio composto por vários ativos. Um fundo de tijolos, por exemplo, pode ter shoppings em diversas cidades do país.

Com isso, é possível usufruir de mais segurança em relação aos riscos de vacância, já que são regiões diferentes. A rentabilidade também se torna atrativa, pois o fundo diversifica as escolhas e recebe lucro de diversos locais.

Dividendos

Um dos pontos que mais atrai investidores para os fundos de investimentos imobiliários é a possibilidade de receber uma renda passiva, gerada pela distribuição de rendimentos. Os FIIs são obrigados a compartilhar um alto percentual de seus lucros com os cotistas.

Logo, os dividendos são frequentes (geralmente, mensais) e oferecem ao investidor ganhos constantes. Você pode utilizar a renda da maneira como quiser ou pode reinvestir os proventos, impulsionando ainda mais a construção do seu patrimônio.

Nesse sentido, ganham atenção especial os fundos de tijolos voltados ao aluguel de imóveis. Eles podem investir em galpões, hospitais, faculdades, shoppings e prédios comerciais. Assim, recebem aluguéis mensais dos inquilinos e compartilham o lucro com os cotistas.

Vale destacar, ainda, que o recebimento de dividendos por meio dos FIIs é isento de Imposto de Renda. A venda das cotas, no entanto, é tributada.

Como investir em FIIs?

Você ficou interessada para investir em FIIs? Eles podem ser alternativas adequadas para investidores moderados e arrojados – que queiram investir no setor imobiliário e se expor aos riscos da renda variável. Logo, é importante lembrar que estes são investimentos de risco.

Ainda assim, eles costumam apresentar estabilidade maior do que o investimento em ações, por exemplo. Por isso, eles podem ser uma opção interessante para quem deseja entrar na renda variável, mas busca por uma segurança um pouco maior neste ambiente.

De modo geral, os fundos de investimentos imobiliários se adequam bem às pessoas que procuram por possibilidades de renda passiva. Como você viu, os dividendos são compartilhados frequentemente – fazendo com que você receba dinheiro periodicamente na sua conta.

Aprendendo a investir em fundos imobiliários

Se o seu perfil e objetivos combinam com as oportunidades dos FIIs, é hora de aprender como investir neles. Na verdade, é bem simples. As cotas são negociadas na bolsa, então basta acessar o home broker e emitir uma ordem de compra das cotas.

Os fundos imobiliários são identificados com tickers correspondentes — normalmente, eles são compostos por quatro letras seguidas do número 11. Ao digitar o código, você consegue comprar ou vender as cotas no mercado.

Mas lembre-se de que existem inúmeros FIIs disponíveis. Então, vale a pena pesquisar sobre eles antes de escolher aqueles que lhe interessam. Atente para o tipo de fundo e para o portfólio de cada um. Também é interessante analisar o histórico de rentabilidade conquistada por ele e o perfil do gestor.

Ao colocar estas dicas em prática, você conseguirá encontrar fundos de investimentos imobiliários que se adequam melhor aos seus objetivos. Certamente os FIIs podem trazer resultados consistentes para sua carteira, caso se encaixem bem na sua estratégia. 

Agora, se você tem interesse em montar uma carteira de investimento de Fundos Imobiliários e contar com a ajuda de especialistas, conheça o Top Fundos de Investimentos. Com ele, você recebe relatórios e análises completas dos principais FIIs do mercado, além de ter acesso a fundos de Renda Fixa, Multimercado, Ações, Previdência e Internacionais para diversificar suas aplicações. 

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Como analisar os dividendos das ações? Descubra!

Quem já tem algum conhecimento sobre o mercado financeiro e investimento em ações provavelmente conhece o conceito de dividendos. Ele se refere à distribuição de lucros das empresas listadas em bolsa.

Assim, elas separam uma parcela de seu lucro líquido e compartilham com as acionistas, de acordo com a proporção de ações que cada um possui. Focar nos proventos, inclusive, costuma ser uma estratégia valorizada por quem deseja ter uma renda passiva.

Mas como analisar os dividendos das ações? Você sabe o que considerar para escolher as empresas que pagam bons proventos? Continue a leitura e descubra a resposta!

Como funciona o pagamento de dividendos?

Depois de conhecer o conceito de dividendos, é importante entender como funciona o pagamento deles. Compreendendo o processo de distribuição do lucro, o investidor tem mais informações para analisar empresas e tomar decisões na bolsa.

Saiba mais a seguir:

Percentual distribuído 

Como você sabe, o lucro das empresas é o dinheiro gerado em suas operações — depois de pagar os custos do negócio. As informações sobre o percentual distribuído com os acionistas devem constar no estatuto da companhia.

De modo geral, as empresas optam por distribuir apenas uma parte do lucro com os investidores. Isso porque o montante total também serve para distribuição entre os sócios nominais do negócio e para reinvestir no próprio crescimento da empresa. 

Lucro apurado

Conferir as regras no estatuto é um cuidado relevante para o investidor. Mas não é suficiente saber o percentual que a empresa pretende distribuir. Também é importante identificar o lucro que está sendo conquistado. Afinal, os dividendos dependem diretamente dele.

Se não houver lucro, não há distribuição de dividendos. A não ser no caso de empresas que mantêm uma reserva financeira de lucro para distribuir aos acionistas mesmo em períodos de menor ganho. De qualquer forma, você pode ter informações sobre o lucro nos relatórios da companhia.

Recebimento de dividendos

O lucro pode ser distribuído em dinheiro ou na forma de novas ações. O período de distribuição fica a cargo de cada empresa e também deve constar no estatuto. Existem algumas possibilidades, como distribuição mensal, trimestral, semestral ou anual.

Ainda sobre o recebimento dos dividendos em ações, é importante ter atenção com quatro conceitos relacionados às datas:

  • Data de declaração: diz respeito ao dia em que a empresa anuncia a distribuição de dividendos, informando o valor e as demais datas;
  • Data de registro: nesse dia, a companhia registra os acionistas elegíveis a receber o lucro;
  • Data ex-dividendos: refere-se ao período a partir do qual novos investidores que adquirirem as ações não entram na distribuição atual de dividendos.
  • Data de pagamento: ela se refere ao dia em que ocorre a distribuição dos lucros.

Como analisar os dividendos das ações?

Até aqui você viu alguns conceitos e situações importantes para observar em relação aos dividendos distribuídos pelas empresas. Estes dados podem ser muito úteis na hora de decidir sobre quais ações comprar na bolsa. 

Mas, além disso, também existem dicas que ajudam os investidores a analisar as companhias de modo mais profundo quando o assunto é recebimento e distribuição de proventos

Veja quais são!

Conferir o dividend yield (DY)

Um dos indicadores mais utilizados para avaliar os benefícios de uma empresa em relação aos dividendos é o DY. Ele é um indicador múltiplo que relaciona o preço pago pela ação com os dividendos ligados a ela.

Seu cálculo parte da quantidade de dividendos por ação — que é dividida pelo preço da ação na bolsa. Logo, ele proporciona uma análise dos lucros projetados para o papel considerando os valores de negociação que ele tem no mercado no momento.

Isso significa que o DY pode mudar constantemente, a partir tanto das oscilações de preço na bolsa quanto dos dados sobre dividendos distribuídos recentemente pela companhia. 

Assim, ao comparar o dividend yield de várias ações, você consegue avaliar quais empresas são as maiores pagadoras no quesito.

Identificar o dividend payout

Apesar de importante, não é indicado que o DY seja visto como um indicador isolado. Na análise de ações, é sempre melhor avaliar diversos aspectos juntos, para ter maior embasamento nas suas escolhas.

Outro indicador relevante que se relacionada aos dividendos é o dividend payout. Ele apresenta um cálculo um pouco diferente. No caso, refere-se a divisão entre os dividendos pagos nos últimos 12 meses pelo lucro que cada ação teve no mesmo período.

Enquanto o DY faz uma relação entre o dividendo e o preço do papel, o payout complementa a análise ao mostrar a ligação entre o lucro e a distribuição de dividendos. Desse modo, você consegue ver se a divisão de lucros está sendo sustentável e se é interessante para o acionista.

Analisar os fundamentos das empresas

Ainda que o seu objetivo principal na bolsa seja receber dividendos no longo prazo, não se limite aos indicadores diretamente relacionados a eles para tomar suas decisões de investimentos. É importante, ainda, analisar a empresa como um todo.

Por quê? O motivo é que vale a pena se certificar de estar investindo em negócios sólidos e com boas perspectivas para o futuro. Afinal, mesmo que possa ter distribuído bons proventos agora ou no passado, não há garantias de que os lucros continuem em alta.

Então, além de pagar dividendos interessantes, a companhia também precisa ser bem gerida e apresentar resultados consistentes. Vale a pena analisar seus fundamentos e, inclusive, a resiliência que ela tem para passar por momentos econômicos difíceis.

Contar com serviço de análise

Como você viu, guiar-se apenas por um DY ou um payout alto não é o melhor caminho, pois há o risco de fazer uma análise superficial. Outro fator que também influencia na distribuição de dividendos é o setor da empresa.

Negócios em setores perenes não costumam demandar altos investimentos constantes. Então, eles apresentam lucro mais líquido e podem ter distribuição consistente. De outro lado, empresas novas ou em setores dinâmicos podem ter maiores demandas de reinvestimento.

Você quer saber como identificar as boas pagadoras de dividendos e saber avaliar as empresas para fazer boas escolhas na hora de investir? Nossa dica é contar com o serviço de análise especializado. Assim, é possível utilizar os conhecimentos de especialistas experientes no mercado para orientar seus investimentos. 

Para saber mais sobre esta alternativa, basta clicar aqui.

Seguindo as dicas deste post, ficará bem mais fácil encontrar as oportunidades na bolsa de valores para ter uma carteira sólida focada em dividendos. E, assim, você poderá aproveitar o melhor da renda passiva e conquistar sua independência financeira!

E você, quer começar a investir em ações para ganhar proventos e viver de renda? Então não deixe de conhecer o Invista em Ações, produto da Capitalizo que ajuda você, investidor, a ter uma carteira sólida focada em dividendos e no longo prazo. 

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Livros sobre investimentos: conheça os melhores para impulsionar seu patrimônio!

O que você faz quando precisa adquirir conhecimento sobre um assunto? Procura pelo tema na internet, matricula-se em cursos, conversa com pessoas experientes e, provavelmente, lê livros renomados, certo?

Essas são as principais formas de aprender. Ler sobre a história de outras pessoas ou conhecer os ensinamentos que elas escrevem pode te ajudar a impulsionar suas escolhas no mercado financeiro.

Por isso, os livros sobre investimentos são fundamentais para quem deseja estudar e alcançar melhores resultados nos seus aportes. Confira então nossa lista com 8 das melhores obras sobre o assunto para investidores!

1. O Investidor Inteligente

Benjamin Graham é um dos maiores especialistas em investimento de longo prazo — sendo considerado o precursor da estratégia de buy and hold em ações. Então, o livro dele não poderia ficar de fora da lista, certo?

“O Investidor Inteligente” é uma obra essencial para quem deseja iniciar seus investimentos na renda variável ou já tem a experiência, mas deseja aprofundar conhecimentos. O autor aborda bastante a análise fundamentalista.

Assim, esta é uma forma de você aprender mais sobre como analisar ações e tomar suas decisões na bolsa, diversificando os investimentos com eficácia. Nada como aprender com grandes nomes do segmento, não é mesmo?

2. Segredos da Mente Milionária

O enriquecimento é um objetivo comum aos investidores. Quem não deseja aumentar seu patrimônio e conquistar a sonhada independência financeira – podendo viver só com os frutos da sua renda passiva?

A conquista do enriquecimento, contudo, não depende apenas de boas escolhas objetivas ao investir. É preciso também ficar atento ao que você pensa e como funciona sua mente e os seus hábitos.

É disso que trata um dos melhores livros sobre finanças e investimentos: “Segredos da Mente Milionária”, escrito por T. Harv Eker. O autor explora como as pessoas milionárias se diferenciam das outras. Então, ajuda o leitor a lidar melhor com seu dinheiro – e, claro, com seus investimentos.

3. Pai Rico Pai Pobre

Outro livro clássico para investidores é o “Pai Rico Pai Pobre”, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter. Os autores escreveram uma obra que parte de experiências pessoais e tem o objetivo de falar sobre dinheiro de maneira didática.

O livro é permeado por exemplos e diagramas que facilitam a compreensão de alguns conceitos contábeis — como passivos e ativos. Sua ideia central é ensinar os leitores a construir uma vida mais próspera por meio da aquisição de ativos.

É uma obra essencial para quem deseja entender mais sobre empreendedorismo e construção de patrimônio. Um tema interessante abordado é sobre o fato de a principal diferença entre ricos e pobres não estar no quanto ganham, mas nas escolhas que fazem.

4. O Jeito Warren Buffett de Investir

Você provavelmente já ouviu falar em Warren Buffett. Ele é seguidor de Benjamin Graham e acabou se tornando uma lenda dos investimentos — enriquecendo incrivelmente a partir de boas decisões de longo prazo na bolsa de valores.

Os ensinamentos de Buffett são seguidos por muitas pessoas ao redor do mundo. Por isso, vale a pena ler um livro que resume a maneira como o grande investidor realiza suas escolhas. A obra foi escrita por Robert G. Hagstrom.

Que tal cuidar das finanças e investir utilizando as mesmas estratégias de um bilionário? Ao ler o livro, você consegue entender a filosofia de Buffet e conhecer 12 princípios que estão presentes em sua forma de tomar decisões.

5. Investimentos Inteligentes

Se você é um investidor iniciante e deseja uma obra didática, com exemplos práticos, que lhe auxilie a entender mais sobre o mercado financeiro e as escolhas que precisa fazer, Gustavo Cerbasi tem um livro para o seu caso.

É a obra “Investimentos Inteligentes”, lançada em 2013. Nela, o autor aborda um pouco sobre os desafios do investidor e oferece estratégias e dicas para evitar erros e avaliar os ativos com qualidade.

Cerbasi é um educador financeiro brasileiro com muitos anos de experiência em investimentos e consultoria a investidores. Logo, é mais uma leitura essencial para quem busca estratégias para aumentar o patrimônio a partir de bons investimentos.

6. Ações Comuns, Lucros Extraordinários

O próximo exemplo da nossa lista de livros sobre finanças e investimentos foi escrito por Philip Fisher e se tornou um grande clássico quando se fala sobre ações — alguns dos ativos mais complexos que você pode ter na sua carteira.

As pessoas que investem em ações precisam conhecer como elas funcionam e de quais maneiras é possível ter lucro com elas. No livro “Ações Comuns, Lucros Extraordinários”, você encontra informações essenciais sobre o mercado de ações.

Além disso, o autor elenca nada menos do que 15 aspectos que devem ser considerados na hora de escolher seus investimentos na renda variável. É possível, inclusive, entender o método que Fisher utilizou para avaliar as ações.

7. Os Axiomas de Zurique

Mais uma obra que vale a pena incluir na sua lista de próximas leituras é o livro “Os Axiomas de Zurique”, de Max Gunther. O autor partiu da análise de banqueiros suíços para escrever dicas de como ganhar dinheiro.

Apesar do contexto analisado ter sido o da Suíça, os ensinamentos propostos por Gunther podem ser aplicados em qualquer local. O livro traz 12 axiomas principais e 16 adicionais para falar sobre negócios e dinheiro.

É uma fonte de pesquisa interessante para especuladores da bolsa e para quem deseja tomar decisões com cada vez mais eficiência. Você aprenderá sobre riscos, padrões e volatilidade nos investimentos.

8. Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar

Para finalizar nossa lista, mais um dos livros indispensáveis para investidores é de alguém da área de Psicologia. Daniel Kahneman foi ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2002, por pesquisar as finanças comportamentais.

No livro “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, o autor apresenta alguns dos aspectos principais de suas pesquisas. Com isso, ele elucida a maneira como sua mente processa informações e realiza decisões — ora intuitivas, ora racionais.

Afinal, entender o funcionamento do cérebro em ambos os contextos ajuda a saber como evitar conclusões irracionais nas suas finanças e nos seus investimentos. O livro traz exemplos práticos que facilitam a sua compreensão e tornam os conceitos palpáveis.

Você acabou de acompanhar a nossa lista com 8 dos melhores livros sobre investimentos. Sem dúvida, vale a pena ter contato com estas obras para avaliar como elas podem ser úteis nas suas decisões. 

Assim, é possível contar com ensinamentos de grandes autores e nomes do mercado para cuidar cada vez melhor das suas finanças e fazer bons investimentos!

E que tal colocar sua aprendizagem em prática e fazer investimentos mais sólidos no mercado? Com o Capitalizo Completo você monta uma carteira diversificada de investimentos, que vão desde renda fica à variável. 

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Empresas com receita em dólar, vale a pena investir?

Empresas com receita em dólar

Ao estudarmos as empresas com capital aberto na Bolsa de Valores, nos deparamos com uma forte presença de companhias multinacionais, que possuem suas atividades e seus mercados espalhados por várias regiões do planeta. Portanto, seus ganhos podem se dar através das mais variadas moedas possíveis.

Tratando-se de moedas, não há como não pensarmos no dólar, que já é, há algum tempo, a moeda utilizada como “padrão” para negociações internacionais.

Observando mais especificamente as companhias brasileiras, vemos muitos exemplos de empresas que possuem parte de suas receitas dolarizadas, ou seja, em função do dólar americano. Isto tende a trazer certos benefícios e riscos que devem ser levados em consideração.

Quais as Vantagens de Possuir Receitas Dolarizadas?

Como primeira vantagem, merece destaque a diversificação. O fato de uma empresa brasileira possuir parte de suas receitas atreladas ao dólar indica que a mesma detém seus mercados localizados ao redor do mundo. Isto pode ser encarado como um grande aliado para que a companhia busque expandir ainda mais seus horizontes de atuação, ganhando novos mercados e, consequentemente, agregando valor ao seu fluxo de receitas.

A diversificação também pode ser benéfica em momentos de crise, principalmente se estas forem pontuais em determinadas regiões ou países. Por exemplo, muitas empresas que possuem parte de seus mercados localizados fora do Brasil, acabaram por sofrer menos os impactos de nossa recessão entre 2015 e 2017, dado que a demanda lá fora não foi afetada.

Outra vantagem da dolarização está ligada ao próprio dólar. Como comentado, o dólar americano é a “moeda padrão” das negociações na maioria dos países. E quando comparado ao nosso Real, vemos o quão forte o dólar se mostra, sofrendo com menores efeitos de desvalorização.

Por fim, e ainda na linha da desvalorização, podemos destacar a importância de se haver receitas dolarizadas em meio a variações do nosso câmbio. Em momentos de enfraquecimento do Real, estas empresas podem ser beneficiadas.

Existem Riscos?

Sim, e o principal deles é a própria variação do câmbio. A maioria destas companhias utilizam instrumentos derivativos para suavizar os impactos das oscilações cambiais, tanto em casos de valorização quanto em desvalorização.

Em caso de súbita alta do dólar, por exemplo, esses instrumentos derivativos podem gerar fortes efeitos negativos nos resultados financeiros das empresas.

Entretanto, vale ressaltar que esses instrumentos são importantes para contrapor alguns ganhos que por ventura venham a distorcer os resultados. Alguns destes ganhos podem ter sido gerados simplesmente pelo fortalecimento do dólar, e não devido a possíveis melhorias operacionais promovidas pela companhia.

Exemplos de Empresas com Receitas em Dólar

No Brasil, existem alguns setores que costumam apresentar forte dolarização, como por exemplo o de alimentos e bebidas, metal mecânico, de siderurgia e de moda. Para cada um destes setores, podemos extrair algumas empresas, como: Minerva, Marfrig, Weg e Alpargatas.

A Minerva (BEEF3) é uma das maiores produtoras de carnes in natura e seus derivados na América do Sul, atuando também na exportação de gado vivo e no processamento de carne bovina, suína e de aves. Cerca de 43% das receitas da companhia advém das operações no Paraguai, Argentina, Uruguai e Colômbia.

A Marfrig (MRFG3) é a segunda maior produtora de carne bovina do mundo, com uma plataforma de produção diversificada nas Américas. Em torno de 72% de suas receitas resultam das operações na América do Norte, por exemplo.

A Weg (WEGE3) é uma companhia de carácter global, voltada para o desenvolvimento e produção de equipamentos eletroeletrônicos, com destaque para as soluções em máquinas elétricas, de automação e tintas. No caso da Weg, cerca de 54% de suas receitas são oriundas do mercado externo.

A Alpargatas (ALPA4) é uma das maiores empresas voltadas para a comercialização de calçados do Brasil, detendo em seu portfólio cinco diferentes marcas, sendo uma delas a Havaianas. Os negócios internacionais da companhia representam mais de 26% das receitas.

Vale lembrar que, além da nossa Carteira de Ações Internacionais, cerca de 40% das nossas recomendações de longo prazo possuem algum tipo de receita em dólar ou operações no exterior.

Rentabilidade das Ações na B3

O gráfico abaixo apresenta a rentabilidade das ações das cinco companhias citadas, nos últimos 12 meses, em comparação com o índice Bovespa:

Nos últimos 12 meses, temos: ALPA4 com alta de +37,9%, BEEF3 com valorização de +63,55%, MRFG3 que subiu +138,36% e, finalmente,  WEGE3 que teve expressiva valorização de +199,86%.

No mesmo período, o Ibovespa teve queda de -1,59%, enquanto o dólar subiu +38,09%.

Por fim, cabe ressaltar que o simples fato da empresa deter parte de suas receitas dolarizada não é garantia de bons resultados. Portanto, antes da realização dos investimentos, torna-se recomendado um intenso estudo a respeito das companhias, o que pode ser auxiliado com o acompanhamento de especialistas.

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CSHG Logística (HGLG11): fundo imobiliário de galpões logísticos

O CSHG Logística (HGLG11) é um Fundo Imobiliário com o objetivo auferir ganhos pela aquisição e locação, predominante, de galpões logísticos industriais. Fundado em 2010 pela gestora Credit Suisse, ele possui empreendimentos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A carteira consolidada do CSHG Logística é composta por 86,4% de imóveis, divididos em onze empreendimentos, e 9,1% aplicado em fundos de renda fixa e títulos públicos federais indexados à taxa Selic (LFT) e o restante em CRIs e LCIs. O total do seu patrimônio é avaliado em R$1,6 bilhão.

Em relação ao rendimento dos seus cotistas, o retorno acumulado dos últimos 12 meses foi de 25,38%, contra 3,80% do IFIX no mesmo período. Nestes meses, foi distribuído, em média, R$0,77 em dividendos por cota. Podemos analisar melhor o retorno do Fundo no gráfico abaixo:

O CSHG Logística FII conta com uma gestão profissional, focada no crescimento do fundo e geração de valor aos cotistas. Suas cotas, de código HGLG11, foram negociadas em todos os pregões, refletindo a qualidade do fundo. Portanto, se quiser saber mais detalhes e analisar se o CSHG Logística é uma boa escolha para seus investimentos, acesse nosso relatório completo do Fundo Imobiliário. 

Agora, se você tem interesse em investir em Fundos Imobiliários, conheça o Top Fundos de Investimentos. Com ele, você recebe relatórios e análises dos principais FIIs, além de ter acesso a fundos de Renda Fixa, Multimercado, Ações, Previdência e Internacionais. Assim, você pode montar suas carteira com diversificação para alcançar seus objetivos! 

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Dividendos: como ganhar dinheiro e viver de renda com eles?

Você já pensou em ter uma renda passiva e viver de rendimentos? Ao investir em ações ou em fundos imobiliários (FIIs), por exemplo, além de contar com a possibilidade de ganhar com a valorização deles ao longo do tempo, você pode receber dividendos.

Essa, inclusive, pode ser uma boa estratégia para aumentar o patrimônio e caminhar em direção à sua independência financeira. Então, vale a pena saber mais sobre o assunto, certo?

Continue a leitura deste post para entender o que são os dividendos e descobrir como viver de renda. Acompanhe!

O que são dividendos?

Parte dos lucros de uma empresa pode ser distribuída aos seus acionistas por meio dos dividendos. Essa remuneração tem o objetivo de manter os investidores atuais e atrair novas pessoas que tenham interesse em se tornar sócios de grandes companhias no mercado de ações.

Nos fundos imobiliários, os proventos são pagos aos cotistas a partir dos ganhos com aluguéis e outras transações relacionadas com os empreendimentos que fazem parte do FII. Inclusive, neste caso, a distribuição de dividendos pode ser ainda mais frequente.

Como funciona o pagamento?

Diferente do que muitos acreditam, a legislação brasileira não define uma porcentagem mínima de distribuição do lucro das empresas listadas na bolsa de valores. Os dividendos são pagos de acordo com regras próprias das companhias – embora muitas adotem a distribuição de 25% dos lucros aos acionistas.

O pagamento pode ocorrer, de forma mais comum, em dinheiro e ações. Também é possível receber a remuneração em direitos de propriedades, o que é menos usual. A frequência com que os dividendos são pagos depende de cada empresa – o que pode acontecer de uma a 12 vezes por ano.

Cada acionista recebe os dividendos de acordo com o número de ações que possui. Não existe um cronograma fixo para o pagamento, por isso, não é garantia que uma empresa que pagou no último ano vai pagar no próximo.

Como você já sabe, é comum que companhias estabeleçam a distribuição de 25% dos lucros aos acionistas. Contudo, é possível encontrar organizações que pagam valores acima ou abaixo desse patamar, e outras que aumentem esse percentual ao longo dos anos.

Já os fundos imobiliários têm a obrigação de repassar a maior parte dos lucros aos seus cotistas. Por isso, é comum que a distribuição destes proventos seja realizada periodicamente, com valores atrativos. Sempre considerando a quantidade de cotas que cada investidor possui.

Quais são os tipos de dividendos mais comuns?

Existem diversas formas de uma organização que distribui lucros fazer o pagamento dos proventos para os acionistas. Conheça as principais:

Dividendos de ações

A lei brasileira estabelece que os dividendos devem ser pagos, pelo menos, uma vez por ano. Não há um valor mínimo a ser distribuído. O percentual dependerá do estatuto de cada empresa.

A suspensão dos pagamentos, por sua vez, só é permitida em situações excepcionais. Vale ressaltar, ainda, que algumas instituições pagam dividendos com maior frequência do que outras e que, neste caso, a distribuição é isenta de Imposto de Renda.

Juros sobre capital próprio (JCP)

O JCP é baseado no lucro da empresa nos anos anteriores ao do pagamento. Além disso, a dedução do Imposto de Renda deve ser feita pelo investidor, lançando o rendimento na Declaração de IR como tributação exclusiva.

A alíquota a ser paga é de 15% — porcentagem menor do que aquela recolhida pelas empresas. Como a organização também se beneficia dessa vantagem fiscal, ela pode fazer o pagamento do JCP com maior frequência.

Bonificação

Na bonificação, parte do lucro é investido em capital social. Assim, as empresas emitem e distribuem ações para os investidores. Essa recompensa não altera o patrimônio dos sócios, mesmo que o preço individual dos papéis no mercado diminua.

Como o pagamento de proventos é feito de forma proporcional ao número de ações, os investidores podem receber uma participação maior nos lucros no futuro.

Direitos de subscrição

Quando a empresa cresce no mercado e consegue emitir mais ações, ela pode priorizar os investidores mais antigos. A grande vantagem da subscrição de ações é que é possível comprar novos papéis por um preço abaixo do valor de mercado.

Não se trata, portanto, de um recebimento de proventos, mas de um direito adquirido – que permite ao investidor que já é acionista da empresa comprar mais ações a preços mais baixos.

Proventos dos FIIs

Investir em FII também é uma opção para quem deseja diversificar a carteira e ganhar dividendos para viver de renda no futuro. Os dividendos dos fundos imobiliários são distribuídos, em geral, de forma mensal – embora a regulamentação defina a distribuição semestral.

Como os dividendos são calculados?

Em geral, os dividendos são calculados em dinheiro ou porcentagem por ação. Dessa forma, cada investidor recebe um valor proporcional ao número de ações que possui na carteira.

Um acionista com 100 ações que pagam R$3 por papel receberá R$300 em dividendos, por exemplo. Mas, se o pagamento for apresentado em porcentagem, o cálculo é feito com base em um percentual do valor atual da ação. 

É desta forma, inclusive, que se identifica quais são as maiores pagadoras de dividendos da bolsa. O cálculo do dividend yield (dividindo o valor pago de dividendos pelo preço de cada ação antes da distribuição dos lucros) é um dos indicadores mais importantes para quem deseja viver de renda a partir do recebimento de dividendos. 

Quais são as vantagens de receber dividendos?

A primeira vantagem de investir em ações que pagam bons dividendos é a chance de acumular capital e ter uma renda passiva no futuro. Afinal, as melhores empresas pagadoras de proventos tendem a ser menos afetadas em momentos de instabilidade financeira.

Isso ocorre porque empresas que pagam mais dividendos aos acionistas são negócios mais consolidados no mercado. Dessa forma, elas conseguem ter lucros e repassá-los aos investidores mesmo quando a economia está desfavorável.

Outro benefício está relacionado ao fato de os dividendos serem isentos de Imposto de Renda. Como a empresa pagadora faz a dedução do imposto antes de distribuir o lucro, o investidor recebe um valor líquido. Assim, o rendimento pode ser utilizado sem nenhuma dedução fiscal.

Para quem os dividendos podem ser indicados?

Ações que pagam dividendos podem ser indicadas para quem tem uma tolerância maior a riscos na hora de investir. Como o lucro passado não é garantia de rendimentos futuros, o investidor precisar se sentir confortável com o fato de que é possível não obter a rentabilidade esperada na renda variável.

No geral, o investimento visando o recebimento de dividendos atende bem aos investidores com planos no longo prazo. Se você busca a sua independência financeira, por exemplo, os dividendos podem ser boas opções para ter uma renda recorrente.

Investidores que desejam diversificar a carteira também podem apostar nos dividendos. Isso ajuda a aumentar o patrimônio e a alcançar os seus objetivos mais rapidamente.

É importante destacar, contudo, que antes de investir em ações visando o recebimento de dividendos, você deve fazer uma análise dos seus objetivos e do seu perfil de investidor. Assim, ficará mais fácil avaliar se esse investimento faz ou não sentido para você.

Como ganhar dinheiro com dividendos e viver de renda?

O primeiro passo para ganhar dinheiro com dividendos é escolher ações de empresas estáveis e boas pagadoras de dividendos. Além disso, existe a possibilidade de reinvestir os proventos recebidos. Isso significa que você pode utilizar o valor para comprar mais ações.

Dessa forma, os novos ativos podem impulsionar suas chances de lucro e ajudar a aumentar o seu patrimônio total. Funciona de forma semelhante aos juros compostos – agindo tanto sobre o dinheiro investido quanto sobre os rendimentos acumulados.

Ao investir em ações e FIIs que distribuem bons dividendos, portanto, você consegue fazer reinvestimentos, acumular mais patrimônio e gerar novos rendimentos ao longo do tempo. 

E será este hábito que, no futuro, permitirá o recebimento de uma maior quantia de proventos, que poderão cobrir os seus gastos mensais e permitir que você tenha uma renda passiva – alcançando, assim, sua independência financeira.

E você, quer começar a investir em ações para ganhar proventos e viver de renda? Então não deixe de conhecer o Invista em Ações, produto da Capitalizo que ajuda você, investidor, a ter uma carteira sólida focada em dividendos e no longo prazo. 

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8 indicadores da análise fundamentalista que você deve conhecer

A análise fundamentalista de ações visa ajudar o investidor a optar pelos papéis mais atrativos para sua carteira de longo prazo. O objetivo é identificar boas empresas listadas na bolsa— que tenham gestão de qualidade e apresentem perspectivas positivas para o futuro.

A análise é feita a partir de indicadores, que podem ser qualitativos ou quantitativos. Os primeiros dizem mais respeito às questões organizacionais da empresa, elementos que não podem ser medidos em números.

Já os quantitativos partem dos dados contábeis do negócio e indicam mais fortemente a saúde financeira dele. A seguir, você conhecerá 8 indicadores que são essenciais em uma análise de fundamentos eficiente.

Vamos lá?

1. Balanço patrimonial

O balanço patrimonial pode ser comparado a um raio-x das finanças de uma empresa. Ele mostra a relação entre os ativos e os passivos da companhia. Ou seja, relaciona os bens que ela tem com as obrigações que precisa pagar.

Assim, o balanço mostra como está a situação financeira do negócio, indicando se há dívidas maiores do que as condições de pagamento ou se ele está operando de forma positiva. Essas são informações importantes na análise fundamentalista.

Ao subtrair os passivos dos ativos, é possível chegar até o patrimônio líquido da companhia. Ele é mais um indicador central para tomar decisões acerca da compra ou não das ações de uma determinada empresa.

2. Demonstrativos financeiros

Existem também outros documentos financeiros tão importantes para o investidor quanto o balanço patrimonial. Por exemplo, o DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício). Ele mostra de maneira objetiva se a empresa vem operando com lucro ou prejuízo.

Outros demonstrativos financeiros que vale a pena analisar são o de fluxo de caixa e o fluxo de lucro acumulado. Ao observar as informações contidas neles, você consegue entender mais sobre os resultados do negócio — atuais e históricos.

Se você está se perguntando como ter acesso às informações contábeis, saiba que as empresas listadas na bolsa de valores têm obrigação de divulgar seus documentos para investidores e interessados. Então, é possível acompanhar os dados a partir destas comunicações.

3. Dívida bruta / patrimônio líquido

Alguns indicadores de análise fundamentalista não partem de apenas um conceito. Eles são múltiplos. Isto é, relacionam dois elementos para aprofundar a análise. É o caso do fundamento dívida bruta sobre o patrimônio líquido.

Você já viu neste post que conhecer o patrimônio líquido é importante para saber sobre as condições financeiras da empresa. Relacioná-lo à dívida bruta é útil para entender mais do processo de endividamento dela.

Mas fique atento a um aspecto: nem sempre uma dívida tem viés negativo. A depender da empresa que você está analisando, o endividamento pode significar expansão do negócio e novos investimentos. Ou mesmo recuperação de crise. É importante, portanto, analisar com cuidado.

4. Dívida líquida / margem Ebitda

Ainda sobre dívida, existe um indicador que relaciona a dívida líquida com a chamada margem Ebitda — que se refere ao lucro obtido antes de descontar juros, impostos, depreciação e amortização.

A margem Ebitda mostra ao investidor o potencial de lucratividade do negócio, desconsiderando as deduções operacionais. Quando se relaciona com a dívida líquida, o resultado indica quanto tempo a empresa levaria para quitar suas dívidas com o lucro recebido.

É claro que se trata de um cálculo artificial, que considera a manutenção dos níveis de dívida e de Ebitda ao longo do tempo. Ainda assim, o indicador traz uma visão interessante para quem deseja analisar se o endividamento do negócio parece sustentável ou não.

5. Preço / lucro

Além de indicadores que consideram as características da própria empresa, existem algumas ferramentas da análise fundamentalista que partem do preço em que as ações estão sendo negociadas na bolsa.

Eles são interessantes para o investidor, pois ajudam a avaliar o retorno que o investimento nos papéis pode trazer. Um dos mais importantes é o preço / lucro. O indicador relaciona o valor pago pela ação e o lucro projetado para ela.

Ele pode ser muito útil para comparar empresas e procurar aquela que apresenta melhores perspectivas de retorno para você. Também é interessante para analisar se o preço da ação está caro ou barato em determinado momento.

6. Preço/ valor patrimonial da ação

Mais um indicador múltiplo que considera o valor das ações negociadas na bolsa e o preço sobre o valor patrimonial da ação. Nesse caso, o preço de mercado é relacionado ao patrimônio líquido da empresa.

Para permitir o cálculo, o patrimônio líquido é dividido pelo número de papéis que a companhia tem. Assim, é viável saber qual é o patrimônio relacionado a cada ação. Depois, o número é comparado com o preço do papel.

O indicador P / VPA é uma forma de entender se o valor de mercado reflete o valor contábil da empresa. Assim como o indicador anterior, ele também é relevante para observar se um determinado papel está sendo negociado por um preço justo, alto ou baixo na bolsa.

7. Valor intrínseco

Muitos investidores de longo prazo procuram por oportunidades para adquirir ações com preços descontados na bolsa. Ou seja, ativos que estão sendo negociados a um nível de preço menor do que eles realmente valem.

Além dos dois indicadores que você viu serem úteis para analisar tal fator, conhecer o valor intrínseco da companhia é mais uma maneira de observá-lo. Por isso, ele é um indicador central na análise fundamentalista.

O valor intrínseco (ou valor justo) se refere ao preço que uma ação deveria ter para refletir a qualidade da empresa. Mas, como sabemos, o mercado financeiro oscila ao longo do tempo e nem sempre a relação acontece.

Logo, é possível encontrar papéis sendo vendidos por preços menores — o que indica uma possível valorização acima da média no longo prazo.

8. Dividend Yield

Outro interesse muito comum entre investidores de longo prazo é se tornar sócio de empresas que compartilhem partes significativas de seu lucro com os acionistas. Se este é o seu caso, você pode se beneficiar de analisar o indicador dividend yield.

Ele considera os proventos distribuídos nos últimos 12 meses e divide o resultado do período pelo preço da ação na bolsa. Logo, é uma forma de entender o retorno que o investidor pode ter em distribuição de lucros na compra de determinados papéis.

Bastante interessante, certo?

Neste artigo você conheceu 8 indicadores essenciais para fazer sua análise fundamentalista. É importante destacar, no entanto, que eles não devem ser vistos de maneira isolada e descontextualizada. 

O ideal é considerar diversas informações sobre a companhia de seu interesse para tomar suas decisões de investimento, como por exemplo, capacidade de expansão, setor de mercado que está inserida, gestão, histórico da empresa, entre outros. Assim, se você acredita que não tem conhecimentos suficientes para analisar adequadamente as ações, vale a pena contar com um serviço de análise profissional.

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BDRs e ADRs: o que são e quais as diferenças entre elas?

Você já pensou em investir na bolsa de valores de outro país? De forma semelhante a como acontece com a B3 – a bolsa brasileira, diversos países ao redor do mundo têm bolsas para organizar os investimentos feitos em renda variável.

O investimento realizado em ativos fora do Brasil é visto como uma maneira de diversificar sua carteira e manejar melhor os riscos. Afinal, é possível deixar de se expor apenas aos riscos de ativos nacionais. Mas como fazer o investimento estrangeiro?

Na verdade, existem diversas opções. As BDRs são uma delas. Continue a leitura para entender o que elas são e quais as diferenças entre as BDRs e as ADRs, investimentos semelhantes.

Vamos lá?

O que são BDRs?

A sigla BDR representa o termo Brazilian Depositary Receipts. Em português, significa algo como Recibos Depositários Brasileiros. Eles funcionam como certificados de depósitos de valores mobiliários internacionais.

Na prática, os BDRs são uma modalidade de investimento, na qual uma instituição financeira adquire ações de empresas do exterior e negocia certificados lastreados nelas. Então, investidores brasileiros podem comprá-los na própria B3.

Ou seja, é possível expor sua carteira ao mercado internacional sem a necessidade de abrir conta em corretoras de valores ou bancos de outros países. Com as BDRs, você passa a ter resultados a partir da movimentação de companhias estrangeiras. 

Mas atenção: não estamos falando de adquirir diretamente ações de negócios como a Apple ou o Google, nos Estados Unidos. A aquisição direta dos papéis não pode ser feita por meio dos BDRs. Eles são, na verdade, investimentos derivados das ações.

Você tem direitos representativos das ações, mas os ativos pertencem à instituição financeira que media o BDR. Logo, é preciso se submeter à mediação de uma instituição para realizar o investimento internacional dessa forma.

O que são ADRs? 

Assim como os BDRs possibilitam que brasileiros tenham resultados atrelados a ativos internacionais na sua carteira, também é possível que empresas do Brasil e de outros países sejam negociadas na bolsa de um lugar diferente.

Um exemplo é o que acontece com ações estrangeiras nos Estados Unidos. Nesse caso, fala-se dos ADRs — American Depositary Receipt (Recibos Depositários Americanos). Funciona de maneira muito semelhante aos BDRs.

Os ADRs são, portanto, recibos ou certificados de ações estrangeiras negociadas na bolsa norte-americana. Podem existir ativos de empresas brasileiras, inglesas, australianas ou de diversos outras nações.

Por meio deles, os investidores norte-americanos têm acesso também a empresas internacionais. É possível, por exemplo, que eles invistam na Petrobras ou na Vale através de um ADR dessas companhias no mercado dos EUA.

A emissão dos ADRs se dá por bancos ou instituições financeiras estadunidenses. Eles adquirem as ações internacionais e emitem títulos de certificados para vendê-los aos investidores. Logo, não há venda dos ativos diretamente, mas de derivativos lastreados nas ações.

Quais são as vantagens de investir em BDRs e ADRs?

Como você pode ver, o principal ponto positivo de realizar investimentos por meio de BDRs ou ADRs é ter acesso a ativos estrangeiros — mesmo sem comprá-los diretamente. Caso um brasileiro ou norte-americano quisesse investir em diversos países, a burocracia seria grande.

Imagine precisar abrir uma conta de investimentos nos Estados Unidos, outra na Inglaterra e mais uma em cada país no qual você deseja investir? Seria preciso lidar com várias limitações, como questões ligadas ao idioma e às regras específicas de cada lugar.

Além disso, certamente sua declaração de Imposto de Renda ficaria mais complexa com a necessidade de registrar tantos investimentos em locais diferentes. Mas com os BDRs tudo fica mais simples.

Os seus investimentos são feitos sem sair da B3. Logo, as regras são as mesmas que você já conhece ao investir em empresas nacionais. É uma oportunidade de se expor aos mercados estrangeiros com mais segurança institucional – e muito mais facilidade.

Mais um ponto positivo é que os BDRs liberam a necessidade de realizar operações de câmbio. Ainda que os ativos tenham sido comprados na moeda de seu país de origem, os certificados são negociados em reais na bolsa brasileira.

E por que realizar investimentos atrelados a ativos do exterior? Diversificar a carteira dessa forma é interessante para um melhor manejo de risco. Sua performance pode ser mais equilibrada ao combinar ativos nacionais e internacionais. 

Esse equilíbrio pode se tornar ainda mais evidente quando se considera economias de maior porte, como a dos Estados Unidos. Sabe-se que, em momentos de crise econômica, por exemplo, países desenvolvidos costumam se recuperar mais rápido. Assim, sua carteira se beneficiaria.

Quais são as desvantagens?

Em relação às desvantagens, vale citar o fato de BDRs e ADRs não serem um investimento direto. O investidor não está na posse oficial das ações, então alguns ganhos relacionados a elas podem ser limitados pela mediação de uma instituição.

Um exemplo são os dividendos. De modo geral, a instituição que mantém a posse das ações recebe uma comissão pelos proventos, repassando o restante para o investidor. Fique atento, ainda, às especificidades da distribuição de lucro em outros países.

Nos Estados Unidos os dividendos são tributados na fonte, diferente do Brasil, onde eles são isentos de IR. Além disso, existem empresas americanas que optam por não compartilhar lucros. Assim, alguns BDRs terão essa desvantagem.

Outro elemento que merece atenção são os riscos. Não esqueça que os dois investimentos estão atrelados às ações. Logo, são de maior risco. Seus ganhos ou prejuízos dependem da movimentação da empresa no mercado internacional.

Como investir em BDRs?

Com este conteúdo você descobriu que brasileiros podem investir com lastro no exterior por meio de BDRs. O investimento pode ser interessante para pessoas de perfil arrojado que queiram diversificar e usufruir de hedge internacional — mantendo investimentos expostos ao dólar e às movimentações dos mercados estrangeiros na carteira.

Mas, como investir em BRDs na bolsa brasileira? A aquisição dos certificados é feita pela bolsa de valores, através do home broker ou da plataforma que você utiliza para compra e venda de ativos. Basta digitar o código de negociação do BDR de seu interesse.

Semelhante às ações brasileiras, o ticker é formado por quatro letras que identificam a empresa internacional. As letras são seguidas por dois números, que indicam o tipo de BDR correspondente. Ele pode ser patrocinado ou não patrocinado.

Os de primeiro tipo contam com a participação da própria empresa emissora das ações. Ela é quem contrata uma instituição brasileira para depositar seus papéis na B3. BDRs patrocinados podem ser de nível I, II ou III, a depender de alguns detalhes acerca dos certificados.

Um BDR não patrocinado significa que a iniciativa de lançar o investimento no Brasil não foi da companhia estrangeira, mas de uma instituição brasileira. Na B3, a maioria dos BDRs é desse tipo. A instituição depositária fica responsável por informar aos investidores sobre a empresa.

BDRs e investidores qualificados

Por fim, se você se interessou por este tipo de investimento, é importante estar atento a mais uma questão: existem alguns BDRs que só podem ser acessados por investidores qualificados. Então, investidores de menor capital devem observar quais são as alternativas disponíveis para eles.

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