Índice Small Cap (SMLL): o que é e como investir?

Uma das possibilidades de investimentos na bolsa de valores são as empresas de menor porte. As small caps são companhias que têm valor de mercado menor quando comparadas a outras grandes empresas listadas na B3.

Elas normalmente têm market share avaliado entre R$ 4 e R$ 6 bilhões de reais — bem menores do que as chamadas blue chips, que são as maiores empresas da bolsa. Uma das vantagens das companhias small caps é seu potencial de valorização no longo prazo.

Assim, muitos investidores buscam small caps para compor seu portfólio, a fim de potencializar seus ganhos – assumindo também riscos mais significativos. Mas, você sabia que existe um índice na bolsa composto apenas pelas ações small caps? Estamos falando do SMLL.

O assunto lhe interessa? Então continue a leitura para saber mais sobre o Índice Small Cap e como ele pode estar presentes nos seus investimentos!

O que é o SMLL?

O Índice Small Cap – ou SMLL – se apresenta como uma carteira teórica de ações — reunindo, especificamente, papéis de companhias de menor porte. Ele é composto por empresas com menor capitalização e acompanha os movimentos destes ativos no mercado.

Assim, observar o índice SMLL permite entender como o grupo de empresas small caps vêm se comportamento na bolsa brasileira. Ele facilita, portanto, a análise das ações – avaliando, por exemplo, se estão se valorizando ou se desvalorizando nos últimos tempos.

O SMLL tem lógica semelhante a outros índices utilizados na bolsa. É o caso do Índice Ibovespa, que reflete as ações mais negociadas na renda variável — geralmente, blue chips. Ele é uma carteira teórica que replica os movimentos dos papéis com maior volume de negociação no mercado.

Como as small caps não apresentam alta procura ou liquidez, elas costumam ficar fora do Ibovespa. Portanto, o índice não oferece informações muito relevantes para quem deseja investir em companhias com menor capitalização.

Nesse caso, sua atenção deve estar ao índice SMLL, que se refere especificamente às small caps. Logo, pode ser usado para observar o desempenho das ações e servir como benchmark para comparar os resultados da sua carteira.

Como o SMLL funciona?

O Índice Small Cap parte de critérios claros para escolher as empresas que terão suas ações acompanhadas pela carteira teórica. Um dos aspectos centrais é que a companhia precisa apresentar valor de mercado que não ultrapasse 15% em relação a todas as empresas da bolsa.

O número de empresas que compõem o índice não é limitado de forma rígida. A quantidade de companhias consideradas depende dos critérios estabelecidos pela B3. No site da instituição, é possível verificar quais ações compõem o índice.

Vale destacar que a composição não é sempre a mesma. A cada quadrimestre a bolsa reavalia o índice e pode modificar as companhias que fazem parte dele. Os ativos devem estar entre os mais negociados na bolsa — e são excluídas as ações negociadas a menos de R$ 1,00.

Além disso, nem todas apresentam a mesma participação no SMLL. Ou seja, o índice não considera todas as companhias com o mesmo peso na composição. No site da B3, o investidor também consegue ver o peso atribuído a cada empresa. 

Alguns exemplos de companhias que compunha o índice entre maio e agosto de 2020:

  • ABC Brasil;
  • Lojas Marisa;
  • Arezzo;
  • Azul;
  • Banco Inter;
  • Banrisul;
  • Centauro;
  • Ecorodovias;
  • Metalúrgica Gerdau;
  • Grendene.

Como investir em small caps?

Como você viu, o Índice Small Cap é uma carteira teórica de ações na bolsa. Ou seja, não é possível investir diretamente nele. O intuito do SMLL é oferecer informações para quem deseja acompanhar o desempenho de determinadas empresas.

Contudo, é sim possível investir tendo o SMLL como referência. A principal possibilidade é se tornar investidor do ETF SMAL11. ETFs (ou Exchange Traded Funds) são fundos de índices que têm o objetivo de replicar a rentabilidade de algum índice da bolsa.

Assim, o ETF SMAL11 busca refletir rendimentos próximos ao do SMLL. Isto é, ele realiza investimentos em small caps de forma a acompanhar as subidas do índice ao longo do tempo — mantendo-se bem próximo a ele.

Podem existir outros ETFs que repliquem o índice small caps, mas o SMAL11 é o mais antigo e conhecido deles. Ele foi criado em 2008 e é administrado pela gestora BlackRock.

Outras possibilidades

Além do ETF, há também outras formas de investir em small caps. Uma delas é adquirindo cotas de fundos de investimentos que têm empresas de menor capitalização no portfólio. É mais uma opção de investimento indireto.

Por fim, claro, é possível adquirir diretamente as ações de companhias small caps. Ao fazer isso, você não conta com a gestão profissional encontrada nos ETFs e fundos de investimentos, mas têm liberdade para fazer suas escolhas. E pode obter retornos muito mais interessantes.

 A diversificação entre as diversas opções para investir em small caps também pode ser interessante, a depender do seu perfil e dos seus objetivos na bolsa de valores.

Quais são as vantagens do Índice Small Cap?

Acompanhar o Índice Small Cap e investir em empresas com menor capitalização pode apresentar algumas vantagens, mesmo quando comparadas a companhias de maior solidez e capital no mercado. 

Confira alguns destes benefícios a seguir!

Potencial de valorização

Um dos principais diferenciais das small caps quando comparadas às mid caps ou blue chips (empresas de médio e grande porte, respectivamente) é o potencial de valorização que elas apresentam.

Como são empresas menores, muitas delas estão em fase de crescimento no mercado e fazem investimentos frequentes para crescer e ocupar mais espaço diante da concorrência. Com isso, em médio e longo prazo as ações podem se valorizar acima da média.

O fenômeno pode ser visto ao comparar o Índice Small Cap com o Ibovespa, por exemplo. Em 2019, o SMLL apresentou uma valorização de 58,2%, enquanto o índice que acompanha as ações mais negociadas da bolsa teve uma valorização menor (31,6%).

Custos e aportes menores

Outra vantagem de investir em Índice Small Cap — seja por meio de ETFs que replicam o Índice Small Cap ou adquirindo as ações diretamente — são os custos menores. De forma geral, os papéis dessas empresas custam menos na comparação com ações de grandes companhias.

Além disso, caso invista em ETFs, você adquire participação na valorização de dezenas de empresas que compõem o índice de maneira mais prática e barata. Afinal, comprar papéis de mais de 50 empresas de forma independente seria mais custoso.

Agora que você conhece o Índice Small Cap, qual sua opinião sobre o assunto? Ele é um benchmark relevante na sua carteira? 

Seja qual for sua opinião, lembre-se de que investir em small caps pode ser uma alternativa interessante para diversificação. Então considere seu perfil e as informações que trouxemos sobre o assunto para se decidir!

E você, gostou de conhecer mais sobre o índice de Small Caps (SMLL)? Quer saber como escolher as melhores small caps para seu portfólio de ações e conhecer outras oportunidades disponíveis na bolsa de valores? 

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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CSHG Logística (HGLG11): fundo imobiliário de galpões logísticos

O CSHG Logística (HGLG11) é um Fundo Imobiliário com o objetivo auferir ganhos pela aquisição e locação, predominante, de galpões logísticos industriais. Fundado em 2010 pela gestora Credit Suisse, ele possui empreendimentos em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

A carteira consolidada do CSHG Logística é composta por 86,4% de imóveis, divididos em onze empreendimentos, e 9,1% aplicado em fundos de renda fixa e títulos públicos federais indexados à taxa Selic (LFT) e o restante em CRIs e LCIs. O total do seu patrimônio é avaliado em R$1,6 bilhão.

Em relação ao rendimento dos seus cotistas, o retorno acumulado dos últimos 12 meses foi de 25,38%, contra 3,80% do IFIX no mesmo período. Nestes meses, foi distribuído, em média, R$0,77 em dividendos por cota. Podemos analisar melhor o retorno do Fundo no gráfico abaixo:

O CSHG Logística FII conta com uma gestão profissional, focada no crescimento do fundo e geração de valor aos cotistas. Suas cotas, de código HGLG11, foram negociadas em todos os pregões, refletindo a qualidade do fundo. Portanto, se quiser saber mais detalhes e analisar se o CSHG Logística é uma boa escolha para seus investimentos, acesse nosso relatório completo do Fundo Imobiliário. 

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Setor de Varejo: análise e ações das empresas na B3

Setor de Varejo

O setor de varejo é um dos segmentos da bolsa que detém como forte característica a ciclicidade. O chamado consumo cíclico está relacionado a produtos classificados como não essenciais, ou seja, que na sua grande maioria as pessoas conseguem viver sem. E, pelo menos, que este ocorra de forma pontual, sem exageros.

Por conta disso, esse consumo tende a aumentar em momentos mais prósperos da economia, onde há maior fomento à demanda destes produtos. Neste caso, o contrário também torna-se verdadeiro. Em cenários de crise, o consumo desaquece e atinge diretamente os resultados do setor de varejo.

Outro ponto que merece ser considerado está relacionado com o grau relativamente alto de concorrência existente. Algo que, de certa forma, atinge a capacidade de geração de margens mais robustas, em meio à maior competição de preços e menor seletividade do consumidor na hora da compra. As menores margens, combinadas a momentos de crise ou desaquecimento econômicos, podem culminar também em maior pressão nos resultados do setor.

Dentre as empresas ligadas ao setor de varejo, e com ações negociadas em nossa bolsa, destacamos seis: Magazine Luiza (MGLU3), Via Varejo (VVAR3), Lojas Renner (LREN3), Marisa (AMAR3), Arezzo (ARZZ3) e Hering (HGTX3).

Abaixo separamos um breve resumo de cada uma destas empresas e de seus resultados apresentados no primeiro trimestre de 2020.

MAGAZINE LUIZA (MGLU3)

O Magazine Luiza é uma das maiores rede de varejo de eletrônicos e móveis, com mais de 60 anos de experiência no mercado. Atualmente, a Magazine Luiza opera com mais de 1.100 lojas físicas, além de sua crescente plataforma de e-commerce.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$5,2 bilhões, com acréscimo de 20,9% em relação ao 1T19. Destaque para o forte crescimento do segmento de e-commerce da companhia, acompanhado pelas performances das novas lojas abertas no período. Esses dois pontos positivos compensaram parcialmente o fechamento das lojas em março.

A empresa reportou Ebitda de R$332,6 milhões no 1T20, representando decréscimo de 15,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 6,4%, com perda de 2,7 p.p. em comparação ao 1T19. Destaque negativo para o aumento de receitas com vendas, impulsionada pela consolidação da Netshoes, aquisição de novos clientes, investimentos e do fechamento das lojas físicas.

A companhia reportou lucro líquido de R$30,8 milhões no 1T20, sendo 76,7% menor que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 0,6%, representando perda de 2,5 p.p. na comparação anual.

VIA VAREJO (VVAR3)

A Via Varejo foi fundada em 2010, com o nome Globex Utilidades, após a associação das Casas Bahia, pertencente à família Klein, e do Pontofrio, de propriedade até então do Grupo Pão de Açúcar. Atualmente, a Via Varejo opera mais de 1060 lojas distribuídas em quase todas as regiões do Brasil (exceção na região Norte), sendo aproximadamente 216 lojas da Pontofrio e 845 das Casas Bahia.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$6,3 bilhões, com acréscimo de 0,1% em relação ao 1T19. Destaque para o forte crescimento das vendas por meio do e-commerce, atingindo a marca de R$1,7 bilhão de receitas no período. O segmento de lojas físicas apresentou queda de 7,1% nas receitas, na comparação anual, este resultado foi impactado pelo fechamento das lojas em março.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$621,0 milhões no 1T20, representando um acréscimo de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada foi de 9,8%, com ganho de 1,7 p.p. em comparação ao 1T19. Destaque para redução dos custos com mercadorias.

A companhia reportou lucro líquido de R$13 milhões no 1T20, revertendo o prejuízo apresentado no 1T19. A margem líquida registrada foi de 0,2% no período.

LOJAS RENNER (LREN3)

A Lojas Renner S.A. é a maior varejista de moda do Brasil, presente em todas as regiões do país por meio das lojas físicas da Renner, e também pela presença das outras marcas controladas pela empresa, a Camicado, do segmento de casa e decoração, e a Youcom, especializada em moda jovem. A companhia opera ainda com a Realize CFI, que apoia o negócio de varejo, através da oferta e gestão de produtos financeiros.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$1,55 bilhão, com decréscimo de 6,1% em relação ao 1T19. As receitas foram fortemente impactadas pelo fechamento das lojas, a partir da segunda quinzena de março. Já as vendas via canais digitais apresentaram crescimento de 32,9% na comparação anual.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$110,9 milhões no 1T20, representando queda de 64,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ajustada foi de 7,2%, com perda de 12,0 p.p. em comparação ao 1T19. Além da redução das vendas, a companhia reportou acréscimo de despesas, principalmente de caráter administrativo.

A companhia reportou lucro líquido de R$10,4 milhões no 1T20, sendo 93,6% menor que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 0,7%, representando perda de 9,1 p.p. na comparação anual. Destaque também para as perdas no resultado financeiro líquido, dado o maior provisionamento para crédito de liquidação duvidosa.

LOJAS MARISA (AMAR3)

A Marisa é a maior rede de moda feminina e lingerie do Brasil. A Companhia desenvolve e comercializa sob sua marca corporativa “Marisa” uma ampla variedade de produtos de qualidade a preços atrativos.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$571,8 milhões, com decréscimo de 5,4% em relação ao 1T19. Destaque negativo para a expressiva queda de receitas do segmento de varejo, mediante o fechamento das lojas físicas.

A empresa reportou Ebitda de R$15,4 milhões no 1T20, representando decréscimo de 60,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 2,7% com perda de 3,8 p.p. em comparação ao 1T19.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$107,1 milhões no 1T20, sendo 162,1% maior que o prejuízo reportado no 1T19. O resultado reflete principalmente as perdas do segmento de varejo, com o fechamento das lojas físicas.

AREZZO (ARZZ3)

A Arezzo é líder no setor de calçados, bolsas e acessórios femininos no Brasil. Com 47 anos de história, comercializa atualmente mais de 13,5 milhões de pares de calçados por ano, além de bolsas e acessórios. Possui sete marcas: Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$375,5 milhões, com decréscimo de 0,4% em relação ao 1T19. O resultado é reflexo do fechamento das lojas físicas e repasse de lojas próprias para franqueados, sendo parcialmente compensado pelo crescimento de 53,9% nas vendas online e adição da marca Vans no portfólio.

A empresa reportou Ebitda de R$64,3 milhões no 1T20, representando acréscimo de 17,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 17,1%, com ganho de 2,6 p.p. em comparação ao 1T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$25,9 milhões no 1T20, sendo 11,9% maior que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 6,9%, representando ganho de 0,8 p.p. na comparação anual. O resultado foi impulsionado principalmente pela recuperação de créditos fiscais, na ordem de R$ 20 milhões.

HERING (HGTX3)

A Companhia Hering é a maior rede de franquias de varejo do Brasil e uma das maiores no design de vestuário no país, contando com uma experiência de mais de 135 anos no ramo.

Para o 1T20, a empresa reportou receita líquida de R$272,1 milhões, com decréscimo de 27,2% em relação ao 1T19. O resultado foi influenciado negativamente pela paralisação das operações e fechamento de lojas físicas em função da pandemia.

A empresa reportou Ebitda de R$11,4 milhões no 1T20, representando decréscimo de 80,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 4,2% com perda de 11,1 p.p. em comparação ao 1T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$5,0 milhões no 1T20, sendo 89,2% menor que o lucro reportado no 1T19. A margem líquida ficou em 1,9%, representando perda de 10,6 p.p. na comparação anual.

COMPARATIVO DE INDICADORES

Realizamos um estudo comparativo de alguns indicadores dos ativos, o qual é mostrado na tabela abaixo.

Em relação ao pagamento de proventos, a ação em destaque é Hering (HGTX3), que além do Dividend Yield mais elevado, tem um bom histórico de pagamento de dividendos. Via Varejo (VVAR3) e Marisa (AMAR3), em função dos prejuízos acumulados, não pagaram dividendos nos últimos 12 meses.

Em relação ao P/L e P/VPA, e mesmo considerando a queda recente das ações, Lojas Renner (LREN3), tem múltiplos mais elevados, especialmente quando comparamos com Marisa e Hering (que atuam em segmentos semelhantes). Isso mostra como o mercado precifica Renner como a melhor empresa do setor de vestuário. A mesma precificação diferenciada é possível ser percebida em relação a Magazine Luiza (MGLU3), que é uma das grandes referências em varejo no país.

Finalmente, em termos de Retorno sobre o Patrimônio (ROE) e ainda não considerando os efeitos completos da atual crise, também fica evidenciada a qualidade de Renner e da Arezzo em relação a qualidade da gestão e execução dos seus negócios.

RETORNO DAS AÇÕES EM 12 MESES 

Os gráficos abaixo apresentam a valorização das ações das companhias citadas, em comparação com a rentabilidade do índice Bovespa, para os últimos 12 meses.

Vale a pena investir no setor?

As ações do setor de varejo fazem parte das nossas recomendações de curto e de longo prazos. Por se tratar de um setor muito sensível às mudanças na economia, o acompanhamento das empresas de varejo deve ser muito mais próximo e o monitoramento deve ser feito de maneira constante. Porém, existem excelentes oportunidades no setor e entendemos que a presença de empresas varejistas em uma carteira de ações faça todo o sentido.

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Mercado de Seguros no Brasil e Ações da B3

Mercado Segurador

Os mercados brasileiros de seguros, previdência complementar aberta, capitalização e resseguros vêm experimentando grande avanço no que se refere à gama de produtos oferecidos. Nos últimos 16 anos, observa-se um substancial aumento no volume de receitas e uma crescente participação no Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Esse desempenho deve-se principalmente à conquista da estabilidade econômica, após longo período de inflação elevada, aliada ao aperfeiçoamento do arcabouço normativo por parte da SUSEP e à adoção de políticas de incentivo governamental, especialmente para produtos que envolvem captação de poupança de longo prazo. Tal desempenho tem contribuído para uma maior eficiência do sistema financeiro nacional, impulsionando o crescimento econômico do país,com alocação eficiente de recursos, gerenciamento de riscos e captação de poupança de longo prazo.

Durante 2019, o faturamento dos mercados supervisionados pela SUSEP atingiu R$272,6 bilhões, valor significativamente superior ao faturamento em 2018. Em termos reais, considerando a inflação acumulada em 2019, medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor), o aumento no volume total de receitas foi de 6,9%. Esse resultado deve-se a uma melhora no desempenho de todos os mercados supervisionados (acumulação, seguros e capitalização) e, principalmente, ao forte desempenho do produto de acumulação Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), que apresentou crescimento real de 13% no período.

O total das provisões técnicas atingiu R$ 1,1 trilhão em dezembro de 2019, um aumento nominal de 12,3% em relação a dezembro de 2018, o que vem proporcionando expressiva contribuição para a construção da poupança nacional e para o desenvolvimento econômico do país.

Potencial de crescimento

O setor tem hoje uma participação de 3,8% no produto interno bruto (PIB), com potencial para atingir valores da ordem de 6% a 10% – valores observados em países com mercado segurador maduro.

Registre-se que o mercado de seguros no Brasil, de acordo com a publicação “World Insurance” (Swiss Re Institute), ocupou a 16ª posição no ranking mundial em 2018 em termos de emissão de prêmios totais (vida e não vida).

Cabe ressaltar que, por cobrir apenas o ano calendário de 2019, esses números não abordam os impactos da pandemia de Covid-19 sobre a economia brasileira.

Vale a pena investir nas empresas do setor?

Do ponto de vista do investidor, o mercado de seguros é um dos mais atrativos para se investir. Não é à toa que Warren Buffet, o maior investidor de todos os tempos, deve boa parte dos seus retornos às empresas de seguros.

Dentre os principais motivos que Buffett gosta do setor, estão:

Rentabilidade

As empresas seguradoras normalmente têm uma estrutura ‘’leve’’ e trabalham fortemente o lado comercial. O resultado costuma ser uma Rentabilidade Sobre o Patrimônio bastante elevada.

‘’Não há risco ruim, mas seguro mal taxado’’

Essa frase fenomenal só poderia ter vindo de Warren Buffett. O que ele quis dizer é que, quanto maior o risco de se fazer o seguro de algo, mais caro esse seguro vai ser. Tomemos como exemplo uma Ferrari, cujo seguro é astronômico. O dono de um carro como esse não tem muita margem para barganhar o valor do seguro com a seguradora. Essa, por sua vez, não vai aceitar cobrar pouco por algo que tem risco elevado. Portanto, ter o poder de barganha e conseguir definir os preços é muito importante para qualquer empresa ser rentável. E Buffett sabe muito bem disso.

Receber antes e pagar depois

É muito comum em diversas empresas primeiro pagar os fornecedores para, somente após a venda dos produtos, receber dos clientes. No mercado de seguros o fluxo é o contrário: primeiro as pessoas pagam o seguro e, após a ocorrência de algum sinistro, recebem os valores. Em alguns casos, em que o sinistro pode não ocorrer, como por exemplo em seguros de casas, é possível que a seguradora nunca tenha que desembolsar algum valor. Além disso, todo o valor pago pelos seguros é aplicado normalmente em Renda Fixa. O que gera ganhos financeiros para as seguradoras.

Além de tudo isso, aqui no Brasil o mercado ainda tem baixa penetração e um potencial fantástico de crescimento. Os brasileiros ainda se protegem muito pouco com seguros.

Confira o panorama atualizado do mercado de seguros no Brasil e entenda como pode ser rentável investir nas ações de seguradoras.

Empresas da B3

Quanto às empresas do setor existem alguns desafios em curto prazo. Vale lembrar, ainda, que possíveis modificações podem afetar estratégias de investimento em suas ações. No que diz respeito as receitas, o principal componente a ser observado é a variação no resultado financeiro das companhias e o impacto da queda da taxa de juros. Uma vez que a grande maioria das aplicações estão concentradas em ativos atrelados ao CDI.

No longo prazo, porém, o cenário ainda é muito positivo.

BB Seguridade (BBSE3)

A BB Seguridade é uma holding controlada pelo Banco do Brasil que atua nos segmentos de seguros, previdência e capitalização. A BBSE conta com as agências do BB como seu canal de oferta e a distribuição desses produtos é intermediada pela BB Corretora.

A BB Seguridade registrou resultado com participações societárias de R$868,2 milhões no primeiro trimestre, 13,4% abaixo do mesmo período do ano anterior. Destaque negativo para o fraco desempenho da Brasilprev e para a desconsolidação dos resultados do IRB Brasil.

O índice de sinistralidade diminuiu 7,5 p.p., com contribuição das áreas dos seguros rurais (-7,9 p.p.), prestamista (-7,8 p.p.) e vida (-6,1 p.p.).

O lucro líquido da BB Seguridade chegou a R$882,7 milhões no primeiro trimestre, 12,9% abaixo do mesmo período do ano anterior. O resultado é reflexo, principalmente, da forte queda da unidade de previdência.

Destaque negativo: o grande destaque ficou por conta do fraco desempenho da Brasilprev. Na unidade de previdência, a forte queda ocorreu em função da reversão do resultado financeiro de receita para despesa devido à marcação a mercado de títulos pré-fixados e elevação na taxa média de remuneração dos passivos relacionados às provisões técnicas dos planos tradicionais.

Impactos do Coronavírus: os impactos do isolamento social foram sentidos já no primeiro trimestre, com a desaceleração do faturamento nos segmentos de seguro de vida, previdência e capitalização. Também, foi registrado aumento nos resgates de clientes da previdência.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro é a 4ª maior seguradora do Brasil e líder nos segmentos de veículos e residencial. A Porto tem o direito exclusivo de distribuir produtos de seguros residenciais e de veículos na rede de agências do Itaú. O banco também é um acionista com participação de 30,5% na empresa.

Para o 1T20, a empresa reportou receita total de R$4,5 bilhões, com crescimento de 3,8% em relação ao 1T19. Destaque para o crescimento das receitas dos segmentos de saúde, vida e patrimonial, suprindo a queda do segmento de automóveis, sendo este o principal componente na distribuição de prêmios de seguros.

O índice combinado de seguros finalizou o 1T20 com 94,1%, sendo 1,1 p.p. superior em comparação com o primeiro trimestre do ano passado. Os destaques ficaram por conta das melhoras dos índices de sinistralidade e das despesas administrativas e operacionais.

A companhia reportou lucro líquido de R$226,5 milhões no 1T20 (-23,9% em relação ao 1T19), com margem líquida de 4,9%. O lucro líquido foi negativamente impactado pela piora do resultado financeiro, devido à queda dos investimentos de renda variável durante a crise nesse primeiro trimestre.

Destaque positivo: se por um lado os lucros foram impactados pela piora no resultado financeiro, o destaque positivo ficou por conta da parte operacional da companhia, aumentando em 52% e atingindo mais de R$420 milhões.

Impactos do Coronavírus: os impactos mais evidentes no primeiro trimestre vieram de forma indireta, com a perda de resultado operacional devido à queda dos ativos de renda variável ao longo da crise, principalmente no mês de março. Vale ressaltar também que, no segmento de saúde, a sinistralidade foi beneficiada pelo cancelamento de cirurgias que ainda deverão ser realizadas após a crise do Covid-19.

SulAmérica (SULA11)

A SulAmérica é a 2ª maior seguradora em prêmios no Brasil e a 2ª em saúde. Sua estrutura compreende mais de 1.400 hospitais, 3.600 laboratórios, 20.500 prestadores de serviços e 30.000 corretores. A empresa, fundada em 1895, possui atualmente 7 milhões de clientes.

Para o 4T19, a empresa reportou receita operacional de R$5,6 bilhões, com crescimento de 7,2% em relação ao 4T18. Os principais destaques ficaram por conta da expansão de receitas dos segmentos de saúde e odontologia, previdência e gestão e administração de ativos.

A companhia reportou lucro líquido de R$79,8 milhões no 4T19 (-64,3% que 4T18), com margem de 1,4% (-2,8 p.p. que 4T18) sobre a receita operacional. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido foi de 15,3%, registrando perda de 0,8% p.p. na comparação anual.

Destaque negativo: o destaque negativo ficou por conta da deterioração dos resultados financeiros da companhia, dado as quedas registradas no mercado financeiro como um todo. Também, as receitas sofreram impactos registrando queda na comparação com o quarto trimestre de 2019. O principal motivo se deve ao aumento de sinistralidade, pressionando a rentabilidade.

Impactos do Coronavírus: a companhia registrou aumento dos níveis de sinistralidade, principalmente no segmento de saúde e odontologia. Também, os impactos da pandemia afetaram a empresa de forma indireta, dado as fortes quedas registradas nos mercados, pressionando o resultado financeiro.

Rentabilidade das ações na B3

Em termos de rentabilidade das principais ações do setor de seguros negociadas na B3, destacamos:

-Sul América (SULA11): +340%

-Porto Seguro (PSSA3): +232%

-BB Seguridade (BBSE3): +163%

-Ibovespa: +79%

O setor de seguros se faz presente nas recomendações de longo prazo das nossas Carteiras, tanto para o investidor que visa auferir ganhos com o pagamento de dividendos, quanto para quem quer surfar a onda de crescimento dessas empresas aqui no Brasil.

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Setor elétrico: análise e ações das empresas da B3

Setor Defensivo

Para quem conhece sobre o mercado financeiro, e até mesmo pra quem só ouviu falar, sabe que momentos de quedas, com medo e pânico são comuns ao longo de toda história. Já aconteceram algumas vezes e com certeza irão acontecer novamente, restando saber apenas o motivo, a intensidade e outras variáveis.

Quando tratamos mais especificamente do mercado acionário, vemos empresas que tendem a apresentar maiores e outras menores dificuldades em momentos de crise.

E dentre as empresas que tendem a sofrer os menores impactos, merecem destaque as do setor elétrico, que inclusive já detém a fama de serem mais “defensivas” e boas pagadoras de dividendos.

Setor Elétrico

O setor de eletricidade compõe boa parcela dos principais índices acionários da bolsa brasileira. Somente no índice Bovespa, por exemplo, essas companhias representam quase 5% de participação.

De forma geral, as empresas do setor podem ser classificadas em três segmentos: Distribuição, transmissão e geração de energia. Detalhamos abaixo sobre os riscos e benefícios de cada um deles.

Distribuição de Energia

O segmento de distribuição está na ponta mais próxima do consumidor. É o estágio final da cadeia de produção elétrica. Por isso, dentre os três segmentos, em momento de crise este tende a ser o mais afetado.

Um dos impactos se deve, geralmente, as reduções (as vezes, inclusive, paralisações) de grande parte das atividades econômicas, principalmente as industriais. Com isto, a demanda de energia elétrica sofre redução em um primeiro momento.

Também há o risco do aumento de inadimplência, que dependendo da intensidade da crise econômica instaurada poderá atingir elevados níveis, afetando a geração de caixa das companhias.

Outro ponto de destaque refere-se a grande regulamentação as quais estas empresas (do setor elétrico, em geral) estão sujeitas. Portanto, medidas impostas pelo Governo Federal podem servir como agravante aos impactos para as distribuidoras, como por exemplo a suspensão do corte de energia para os inadimplentes, descontos nas tarifas de energia e até mesmo adiamento de reajustes de compensação de custos.

Esses e outros fatores acabam por impactar diretamente nos resultados operacionais em um horizonte de curto prazo.

Como exemplos de empresas listadas deste segmento há a Neoenergia (NEOE3) e a Copel (CPLE6). Nos últimos doze meses (10/07/19 a 09/07/20), as ações de NEOE3 rentabilizaram cerca de 13,6%, enquanto CPLE6 marcou praticamente 34,0% de retorno. Como comparação, o IBOV finalizou este período com uma desvalorização de 5,14%.

O desempenho destas ações e do índice ao longo do ano pode ser observado no gráfico abaixo.

Transmissão de Energia

O segmento de transmissão funciona como o elo entre a geração e a distribuição de energia. Toda eletricidade gerada é transmitida aos distribuidores pelas empresas do segmento de transmissão. E este é o segmento que tende a sofrer os menores efeitos em uma eventual crise.

Isto porque grande parte do faturamento das companhias vem do Governo Federal, fazendo com que suas receitas tenham maior previsibilidade. Também, vale ressaltar que as receitas não dependem da demanda por energia elétrica do consumidor.

Outro ponto importante refere-se a baixa necessidade de grandes investimentos, fazendo com que estas empresas possuam, de forma geral, baixos níveis de endividamento. E, quanto menor for a alavancagem, maior é a capacidade de distribuição de dividendos.

Dois exemplos de empresas do segmento de transmissão de energia são: Taesa (TAEE11) e ISA CTEEP (TRPL4). Nos últimos doze meses, as ações de TAEE11 se valorizaram quase 9,5%. Já TRPL4 e o Ibovespa apresentaram queda de 7,47% e 5,14%, respectivamente, neste mesmo período.

O desempenho destas ações e do índice ao longo do ano pode ser observado no gráfico abaixo.

Geração de Energia

Como o próprio nome já define, o segmento de geração de energia compreende empresas responsáveis pelo fornecimento de energia elétrica. Dada a matriz energética brasileira, grande parte da potência produzida por essas companhias advém de hidrelétricas. Mas também, existe a utilização de termelétricas, parques eólicos e, mais recentemente e em aplicação crescente, a geração por meio de placas solares.

Dentre os três segmentos do setor elétrico, o de geração de energia tende a sofrer impactos intermediários entre os outros dois (distribuição e transmissão). Isto porque estas empresas possuem contratos pré-definidos de demanda de energia para as distribuidoras.

Atrelado a isto, as companhias de geração já contam com certos instrumentos de proteção contra períodos de maiores dificuldades, como no caso de escassez de água para as hidrelétricas por exemplo.

Como exemplos de empresas listadas em bolsa deste segmento há a Eletrobrás (ELET3) e a Engie (EGIE3). Nos últimos doze meses, ELET3 rentabilizou praticamente 2,8%, enquanto EGIE3 se desvalorizou cerca de 0,95%.

Vale ressaltar, no entanto, que várias das empresas citadas possuem atividades juntamente nos três segmentos.

O desempenho destas ações e do índice ao longo do ano pode ser observado no gráfico abaixo.

Boas Pagadoras de Dividendos

Como citado anteriormente, as empresas do setor elétrico possuem a fama de serem uma das mais “defensivas” da bolsa. Além do fato de seus papéis possuírem um histórico de menor volatilidade, as companhias possuem destaque na distribuição de dividendos, no geral.

O gráfico abaixo apresenta o dividend yield dos últimos doze meses das empresas do setor elétrico listadas no Índice Bovespa, em comparação com o yield médio do próprio IBOV.

O gráfico nos mostra que, das seis companhias, cinco delas detém um dividend yield superior ao médio do índice, indicando a boa distribuição de proventos.

Quais Serão os Reais Impactos Sob Crises?

Enquanto se está imerso em um período de crise, torna-se extremamente difícil avaliar com exatidão os reais impactos que esta causará na economia e, consequentemente, no caixa das empresas.

No entanto, mesmo sem as certezas nestes difíceis momentos, a tendência é que, de forma geral, o setor elétrico acabe por sentir os efeitos de forma mais amenizada, com maior ênfase para o segmento de transmissão de energia.

Como exemplo, na atual crise do coronavírus não sabemos ao certo o quanto as empresas serão afetadas. Mas, contrastando o momento com as características das companhias do setor elétrico, vemos estas com bons atributos para atravessar os problemas que se avizinham.

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Ações da Itaúsa: invista em uma das maiores holdings do país

A holding Itaúsa é uma empresa brasileira que está à frente de diversos empreendimentos, de diferentes segmentos, como: Itaú Unibanco, Alpargatas, Duratex, Itautec e participação na NTC. Fundada em 1966, a Itaúsa é atualmente o segundo maior grupo privado do país. 

Como holding pura de capital aberto, a Itaúsa concentra todas as decisões financeiras e estratégicas dos seus empreendimentos, de forma que as empresas do conglomerado tenham as melhores condições para se aplicar em suas atividades e expandir seus negócios. Durante o primeiro trimestre de 2020, quase todas as empresas que a companhia tem participação tiveram resultados positivos, a única exceção sendo o Itaú Unibanco. Além de uma queda de receita, o banco acabou obtendo retração em todos os segmentos. 

Ainda assim, as ações da Itaúsa podem ser uma opção para quem deseja investir a longo prazo, além de ser uma ótima pagadora de dividendos. Abaixo segue o gráfico de retorno histórico das ações da Itaúsa (ITSA3, ITSA4) em relação ao Ibovespa:

Desde o começo de 2010 as ações da Itaúsa valorizaram 4.200,67% na ITSA3 e 3.609,04% na ITSA4 , enquanto a Ibovespa cresceu apenas 492,20%.

Portanto, a Itaúsa apresenta bons resultados e um portfólio de empresas reconhecidas, consolidando-se no mercado. Se quiser saber mais sobre as ações das empresas, seu histórico de mercado, e as vantagens e riscos de investir na companhia, baixe o nosso relatório completo. 

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