Retração de Fibonacci: o que é e como usar este indicador?

Será que o padrão de nascimento de coelhos, as obras artísticas e o mercado financeiro têm algo em comum? Pode parecer bem estranho falar isso, mas os três contextos — e muitos outros — têm relação com a sequência Fibonacci.

Ela representa um modelo matemático simples, no qual cada número da sequência corresponde à soma dos dois números anteriores a ele. Apesar da aparente simplicidade, há utilidade para ela nas ciências da computação, no design, na teoria de jogos e até mesmo na bolsa de valores.

Na especulação, a chamada retração de Fibonacci é utilizada por alguns analistas e por investidores para perceber possíveis tendências nos ativos. Veja a seguir o que é e como usar o indicador na bolsa!

O que é a retração de Fibonacci?

A retração de Fibonacci é o nome dado a um indicador utilizado na análise de ativos e derivativos por especuladores. Ele pode ser usado em conjunto com a análise técnica para tentar identificar padrões no comportamento dos preços no mercado de renda variável.

As projeções de Fibonacci são dinâmicas. Assim, podem ser úteis para compreender os ciclos de movimentação da bolsa de valores no curto prazo. Para entender mais sobre como ela é usada no trade, é preciso conhecer a série Fibonacci.

Série Fibonacci

A série Fibonacci é um conceito da matemática, desenvolvido por Leonardo Pisano Bigollo. Ele foi um matemático Italiano do século XII. Analisando alguns fenômenos da natureza, Leonardo chegou a uma sequência numérica de “razão ouro”.

Basicamente, trata-se de uma série de números que se inicia no número 0 e cujo número seguinte será sempre a soma dos dois anteriores a ele. Por exemplo:

0 – 1 – 1 – 2 – 3 – 5 – 8 – 13 – 21 – 34 – 55 – 89…

Outra característica da sequência é que a razão entre dois números dela é chamada de Phi e corresponde a 1,618. Assim, qualquer número dividido pelo anterior alcançará um resultado próximo a esse.

A série Fibonacci representa o equilíbrio perfeito, por causa de sua razão constante. Além de ser analisada em fenômenos naturais, ela pode ser encontrada em diversas obras de arte ou arquitetura. Por exemplo, os trabalhos de Leonardo da Vinci e as pirâmides do Egito.

Fibonacci e a especulação financeira

Como você viu, a série de Fibonacci não tem origem ou relação específica com os investimentos ou a especulação na bolsa. Mas a sequência e a razão ouro são aplicadas de maneira inversa para analisar os padrões de reversão de preços na renda variável.

A razão considerada é de 0,618 e a sequência numérica é entendida por especuladores como um indicador para níveis de suporte e resistência no gráfico. A sequência considerada para o equilíbrio perfeito é expressa em porcentagens. Por exemplo: 100%, 61,8%, 50%, 38,2%, 23,6% e 0%.

Como a retração de Fibonacci funciona?

Como você viu, a sequência de Fibonacci aplicada à especulação considera porcentagens. A ideia é que ela expresse o movimento dos preços na bolsa de valores — que, de modo geral, sofrem uma retração em algum momento e depois voltam a se mover na tendência.

Esse ciclo visto no mercado é a base para o conceito de retração de Fibonacci. Ele representa, então, o momento ou intervalo em que a bolsa retrocede e apresenta uma mudança de tendência no preço.

O uso da sequência por especuladores possibilita simplificar a análise do mercado financeiro e identificar as chamadas zonas de alerta. Normalmente, são considerados pontos de alerta as porcentagens representadas por 23,6%, 38,2% e 61,8%.

Além disso, há algumas interpretações para os possíveis pontos de reversão no movimento. Por exemplo, na zona de 6% há uma movimentação leve, mas rápida. Na de 23% é possível observar uma retração leve, revertendo a tendência.

Já as retrações que acontecem no ponto de 38,2% são consideradas moderadas. Na zona de 62% há retrações fortes, mais raras do que as outras. Elas podem trazer oportunidades interessantes na especulação. Por isso, são conhecidas como “retração de ouro”.

Para alguns especuladores, a retração de Fibonacci é aliada à Teoria de Dow na análise dos preços. Assim, é comum que eles avaliem também os pontos 50%, 76,4% e 100% como importantes.

Como calcular? 

Como você viu, existem maneiras diferentes de interpretar a retração de Fibonacci na especulação. É interessante se aprofundar sobre o assunto e identificar quais seriam suas preferências, caso queira colocá-la em prática nas suas análises.

Calcular a retração de Fibonacci é algo simples. O trader só precisa ter acesso ao gráfico de um ativo ou derivativo e analisar os movimentos de preços. O cálculo pode ser feito de maneira automática pela plataforma da renda variável, na ferramenta chamada “retração de Fibonacci”.

Basta que você selecione o início e o fim do movimento que deseja avaliar. Então, o sistema lhe mostra a linha de Fibonacci para aquele ativo. Depois, é possível interpretar os dados segundo as porcentagens vistas.

Em um exemplo prático, considere a análise de uma ação que teve preço inicial de R$ 20,00 e passou para R$ 30,00. Aplicando a sequência, 100% é o ponto mais baixo (R$ 20,00) e 0 é o mais alto (R$30,00). As linhas de suporte podem ser encontradas em 38,2% e 61,8% (zona de ouro).

Vale ressaltar, no entanto, que as razões de Fibonacci superam os 100% sempre que preciso. Ou seja, é possível haver retrações superiores a 100%.

Quando utilizar a retração de Fibonacci?

A aplicação das ideias matemáticas da retração de Fibonacci na especulação tem o objetivo de ajudar o trader a identificar padrões comportamentais nos preços de ativos e derivativos. Especificamente, pontos de resistência ou suporte.

Assim, a ferramenta pode ser útil para lhe mostrar zonas onde os preços estão apresentando tendência de mudança. Logo, oportunidades para montar operações de especulação e lucrar com a oscilação da bolsa.

A retração de Fibonacci pode ser utilizada para analisar qualquer tipo de ativo ou derivativo na renda variável. As chamadas zonas de alerta podem lhe indicar pontos de entrada para negociações de trade.

Contudo, vale a pena ter atenção ao utilizar os valores matemáticos para especular. Como você viu, ele oferece uma análise simplificada. Portanto, é importante não basear suas decisões apenas no indicador da retração de Fibonacci.

Tenha uma estratégia de análise técnica eficiente e um bom manejo de risco para especular com mais segurança. Fazer análises equivocadas pode gerar prejuízos significativos. Então, é preciso ficar atento.

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Como avaliar a qualidade de uma ação que está barata na bolsa?

Encontrar ações baratas é um dos objetivos de muitos investidores na bolsa de valores. Contudo, o conceito nem sempre está claro para todos ao avaliar a ação. Qual sua opinião sobre o assunto? Para você, ver um papel sendo negociado a um preço baixo significa que ele está barato?

Por exemplo, uma ação que custe R$ 10,00 está barata ou cara, para você? Na verdade, olhando apenas para o preço não é possível ter esta resposta. Afinal, adquirir papéis de negócios ruins a preços mais baixos provavelmente não será uma escolha vantajosa para longo prazo.

Assim, é preciso saber avaliar a ação para verificar, pelo valor que a empresa tem, se o preço atual está acima ou abaixo do esperado. A oportunidade está em encontrar boas empresas a preços mais baixos do que elas valem.

Quer saber como fazer isso? Confira algumas dicas para avaliar a qualidade de uma ação barata na bolsa de valores!

Aplicar o valuation

Um dos principais recursos para analisar o preço das ações em relação ao seu valor é o valuation — um conceito ligado ao value investing ou investimento em valor. Ele é aplicado por grandes investidores, como Warren Buffett.

Buffett tem diversos ensinamentos para compartilhar com investidores, e um deles é a seguinte frase: “o tempo é amigo dos bons negócios, e inimigo dos maus negócios”. Ou seja, quem tem visão de longo prazo precisa buscar por empresas de qualidade.

Adquirir ações somente pelo preço pode ser uma estratégia válida para especuladores. Afinal, eles não pretendem ficar com os papéis por muito tempo, mas apenas aproveitar as oscilações para lucrar com a posterior venda.

Se o seu objetivo é continuar como sócio das empresas, para lucrar com a distribuição de proventos ou com a valorização das ações no longo prazo, você não pode olhar apenas para o preço. A ideia do valuation, portanto, é fazer uma análise do preço e da qualidade da empresa.

Ou seja, se companhias de alta qualidade estão, por algum motivo, sendo negociadas a valores mais baratos na bolsa o investidor se vê diante de uma oportunidade. Adquirir as ações assim aumenta seu potencial de valorização, porque a perspectiva é que bons negócios cresçam no futuro.

E por que boas empresas estariam com suas ações baratas? A explicação é que a bolsa apresenta oscilações no curto prazo. A alta ou baixa dos preços acompanha a lei de oferta e procura — e nem sempre reflete o aumento ou a queda na qualidade das companhias.

Utilizar a análise fundamentalista

Depois de conhecer o valuation como forma de avaliar uma ação barata na bolsa, é preciso entender a relação dele com a análise fundamentalista. Como você viu, para definir se o preço de um papel está barato é importante saber o seu valor intrínseco.

Ou seja: qual preço seria o justo para refletir a qualidade da companhia? Se as ações estiverem sendo negociadas no momento a um preço maior, a alta procura pode estar fazendo com que elas estejam caras. Na situação oposta, a procura baixa pode levar a um preço mais barato.

A análise fundamentalista visa olhar para a qualidade da empresa, de forma a identificar se ela apresenta bons fundamentos para o futuro. Assim, os investidores de longo prazo devem buscar por companhias sólidas.

Para isso, são analisados indicadores quantitativos (que mostram a saúde financeira da empresa) e qualitativos (que estão ligados à qualidade da gestão). E é a partir desta análise que se encontra, inclusive, o valuation.

Conheça a seguir alguns dos principais fundamentos para observar em uma ação barata na bolsa de valores:

Preço / Valor Patrimonial (P/VPA)

Em primeiro lugar, ao avaliar o preço de uma ação você precisa realmente entender se ele está barato em relação ao que vale, não é? Há um indicador múltiplo que é útil nesses casos. Trata-se do Preço / Valor Patrimonial.

Ele relaciona o preço do papel ao valor que a companhia tem (de forma proporcional ao número de ações dela no mercado). Assim, quanto mais baixa for a relação, mais barato o ativo está sendo negociado.

Nível de governança corporativa

Depois de observar que a ação está, de fato, barata, é hora de aprofundar a análise fundamentalista para entender se a empresa tem qualidade para o longo prazo. Um dos principais indicadores qualitativos é o nível de governança corporativa.

A própria B3 classifica as empresas pelo nível de governança, segundo critérios relacionados à transparência de dados e à relação com os acionistas. Quanto maior o nível, mais transparente é a companhia.

Liquidez corrente

Outro fundamento que vale a pena considerar para avaliar a qualidade da ação é a liquidez corrente do negócio. Ela é essencial para a saúde financeira empresarial, pois mostra como está a sua capacidade de pagamento.

A liquidez corrente é a relação entre os passivos circulantes e os ativos circulantes da companhia. Logo, ela mostra como estão as finanças no curto prazo e de que forma a empresa consegue arcar com seus custos.

Endividamento

Junto com a liquidez corrente, vale a pena olhar para o nível de endividamento da empresa. Nem sempre as dívidas são aspectos negativos, pois podem estar sendo utilizadas de maneira estratégica. Ainda assim, é importante analisar o indicador.

De modo geral, quanto maior o endividamento, mais complicada pode ser a situação do negócio — especialmente se passar por momentos críticos. Então, manter um nível saudável de dívidas indica qualidade da gestão financeira.

Retorno sobre investimento

Outro fundamento importante para os investidores é o ROE (retorno sobre o investimento) da empresa. Ele representa como a companhia recebe retorno pelos investimentos que realiza no próprio negócio.

Então, um ROE mais alto é sinal de que a empresa tem conseguido um nível interessante de receita e lucro. Se o ROE for consistente, é indicativo de saúde financeira e administrativa.

Histórico de lucro

Por fim, quem investe em ações para o longo prazo pretende ser sócio de bons negócios, certo? E bons negócios dão lucro. Logo, observar o histórico de lucros da empresa é um fundamento relevante para saber se ela tem qualidade.

O ideal é olhar um período de tempo significativo. Afinal, os lucros podem estar acima da média por um período, mas não serem consistentes em um intervalo maior. Quanto mais informações você tem, melhor fica sua análise.

Neste post, você viu como avaliar a qualidade de uma ação que está barata na bolsa. Além de aprender a analisar o preço dos ativos, foi possível conferir fundamentos que indicam sua qualidade. Lembre-se apenas de avaliá-los em conjunto, e não isoladamente.

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Ranking de Ações: 5 maiores altas de 2020

Maiores altas da Bolsa em 2018

O ano de 2020 ficará marcado na Bolsa de Valores, em março tivemos uma volatilidade que afetou grande parte do mercado, devido a crise do Coronavírus no Brasil e no mundo. Agora, cinco meses depois, a economia global começa a se recuperar, assim como o mercado de ações. O Ibovespa voltou a atingir os 100 mil pontos, mas ainda mantém uma média negativa de cerca de -10%.

Com toda essa movimentação do mercado nos últimos tempos, tivemos diversos ativos que conseguiram se recuperar – inclusive voltando a operar nas máximas do ano. Abaixo, segue a listagem das 5 ações que mais sobem em 2020, dos ativos que acompanhamos:

Quem são as empresas?

LOCAWEB (LWSA3)

Iniciando suas atividades em 1998, a Locaweb é uma empresa que abriu seu capital na B3 recentemente (fevereiro de 2020), sendo especializada em oferecer serviços de hospedagem de sites, revenda de Host, registro de domínio e computação em nuvem. Atualmente, possui um valor de mercado na casa de R$ 4,2 bilhões.

WEG (WEGE3)

A WEG é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos. Ela atua principalmente no setor de bens de capital com soluções em máquinas elétricas, automação e tintas. Além disso, atua dentro e fora do Brasil, sendo que hoje quase 60% das receitas vêm de fora, seja via exportação ou produção em outros países.

OI (OIBR4)

A Oi é uma das maiores empresas do setor de telecomunicações do Brasil, principalmente no que tange sua grande infraestrutura ao longo de todo o país. A companhia atende quase a totalidade dos municípios brasileiros, com a prestação de serviços de telefonia fixa e móvel, de transmissão de dados e de TV por assinatura, separadas basicamente através de segmentos residenciais, de mobilidade pessoal e comerciais.

MAGAZINE LUIZA (MGLU3)

A Magazine Luiza é uma das maiores rede de varejo de eletrônicos e móveis, contando com mais de 60 anos de experiência no mercado. Atualmente, a Magazine Luiza opera mais de 1100 lojas no segmento de varejo, além de sua crescente plataforma de E-commerce.

B2W (BTOW3)

A B2W é uma das maiores empresas de e-commerce do Brasil, com quatro marcas online: Submarino, Americanas.com, Shoptime e Sou Barato. Sua operação é estruturada em duas principais frentes de negócio: Vendas diretas e Marketplace. Além disso, a empresa também oferece outros serviços de tecnologia, logística, distribuição e pagamentos. A B2W é controlada pelas Lojas Americanas que detém 62% das ações.

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Carteira de ações tradicional ou de dividendos: qual escolher?

A carteira de ações é o conjunto de ativos deste tipo que um investidor possui. A sua composição é definida por diversos fatores – entre eles, os objetivos do investidor em relação a cada papel. Uma carteira de dividendos, por exemplo, pode ser uma boa opção para quem busca ter uma renda passiva no futuro.

Assim, uma das grandes vantagens de investir em ações é que você pode escolher entre diversas estratégias de investimento. Quem investe com foco no longo prazo, por exemplo, pode formar uma carteira de ações tradicionais — com base no potencial de crescimento das empresas — ou de dividendos — focando em recebimento de dividendos.

Mas, qual das duas opções é mais interessante: uma carteira de ações tradicionais ou a carteira de dividendos? Afinal, qual delas escolher?

Para que o assunto fique mais claro, você entenderá, neste artigo, a diferença entre a carteira de ações tradicional e de dividendos e descobrirá como escolher a melhor opção para você. Boa leitura!

Quais as características da carteira de ações tradicional?

Esse tipo de carteira tem foco no longo prazo e tende a ser uma boa escolha para quem deseja formar patrimônio, por exemplo. Nesse caso, é fundamental investir em ações de empresas com características sólidas, como reconhecimento no mercado e boa governança.

A carteira de ações tradicional prioriza empresas com potencial de crescimento. Para isso, ter algumas ações do tipo small caps pode ser interessante. Elas são de empresas que têm menor valor de mercado na bolsa, mas possuem alto potencial de valorização.

Com isso, elas podem ser vistas como boas opções para compor uma carteira tradicional de ações. A desvantagem é que as small caps tendem a ter baixa liquidez, o que pode gerar dificuldade para o investidor caso deseje vender os ativos.

Ações mid caps, de empresas com média capitalização, também oferecem certo potencial de valorização. Por isso, também podem ser utilizadas por investidores que desejam ter uma carteira tradicional de ações.

Até mesmo as ações blue chips — ações de empresas de grande porte no mercado — podem ser usadas para diversificar esse tipo de carteira. Neste caso, o investidor pode usufruir de uma segurança adicional – devido à solidez do negócio, embora a valorização possa ser um pouco mais limitada na comparação com empresas menores.

Para aproveitar as melhores oportunidades, é importante fazer uma boa análise fundamentalista antes de compor sua carteira. Fazer um mix entre ações com alto potencial de valorização e papéis de empresas consolidadas, por exemplo, pode ser uma opção interessante.

Vantagens e desvantagens

Como o objetivo principal da carteira tradicional é manter as ações no longo prazo, ela possui algumas vantagens. Em cenários econômicos desfavoráveis de curto prazo, por exemplo, a rentabilidade da carteira pode ser impactada negativamente.

No entanto, quando os investimentos são mantidos por muitos anos, o desempenho da carteira costuma ser pouco afetado por essas oscilações. Assim, se as empresas que você escolher tiverem bons fundamentos, a tendência é que os ativos valorizem com o tempo – fazendo o seu patrimônio aumentar.

Uma desvantagem desse tipo de carteira, por outro lado, está no fato de que a valorização pode não estar diretamente relacionada ao benefício da renda passiva significativa ao longo do tempo. Afinal, empresas em crescimento normalmente não distribuem dividendos tão interessantes.

Outro ponto de atenção pode estar em situações nas quais a carteira é composta, majoritariamente, por small caps ou mid caps. Nesse caso, ela costuma estar mais exposta ao risco de mercado e à volatilidade. Por isso, vale a pena compor a carteira com atenção.

Quais as características da carteira de dividendos?

A carteira de dividendos, por outro lado, prioriza empresas com um dividend yield alto e com histórico de ser boa pagadora de dividendos. O dividend yield é obtido pela divisão do valor pago de dividendos pelo preço das ações antes da distribuição dos lucros.

Normalmente, quanto maior o dividend yield de uma empresa, mais interessante ela tende a ser para o investidor que deseja montar uma carteira focada em dividendos. Além disso, companhias mais estáveis e consolidadas no mercado, que não precisam fazer grandes investimentos no próprio negócio, são exemplos de companhias que costumam pagar bons dividendos.

No entanto, em termos de fundamentos, isso não significa que essas empresas sejam melhores do que outras. Elas apenas se destacam em relação ao objetivo definido – montar uma carteira que resulte em bons pagamentos de dividendos ao longo do tempo.

Vantagens e desvantagens

Uma das vantagens da carteira de dividendos é a possibilidade de reinvestir os dividendos recebidos. Assim, é possível adquirir novas ações e impulsionar seu patrimônio ao longo do tempo.

Esse tipo de carteira também tende a ser mais defensiva em comparação com a carteira tradicional. Como as empresas mais consolidadas pagam um percentual maior de dividendos do que outras companhias, acabam gerando mais caixa – e, normalmente, se afastam dos riscos de mercado.

Apesar dessa característica mais defensiva, essa carteira ainda faz parte do mercado de ações. Desta forma, o investidor ainda está exposto, mesmo que em menor proporção, à volatilidade da renda variável.

Qual carteira de ações escolher?

Entre as opções que apresentamos, qual você acredita que faz mais sentido para você? Saiba que, na prática, você pode optar pelas duas.

Isso significa que é possível ter uma carteira de ações tradicionais e uma outra de dividendos – tentando obter bons resultados a partir de estratégias distintas.

Se o seu objetivo é ter uma carteira em que as ações se valorizam bastante ao longo do tempo para vender e lucrar com esta operação, a carteira tradicional pode ser a melhor escolha. Por outro lado, se você espera receber dividendos e ter uma renda passiva no longo prazo, a carteira de dividendos pode ser mais adequada.

Contudo, é possível manter ativos distintos – com estratégias diferentes – em sua carteira, a fim de potencializar os resultados de diversas maneiras. Assim, você pode se beneficiar tanto com a valorização das ações quanto com o pagamento de dividendos ao longo do tempo.

Como escolher as ações?

Qualquer carteira de ações visando o longo prazo deve ser composta a partir das análises de fundamentos. Contudo, ao montar uma carteira tradicional ou de dividendos, podem ser avaliados indicadores diferentes. 

Na tradicional, por exemplo, estamos analisando a possibilidade de crescimento da empresa, e na de dividendos a perspectiva que ela tem de gerar lucros e distribuí-los aos acionistas.

Então, entenda como escolher as melhores ações para compor a sua carteira:

Defina a estratégia

Conheça o seu perfil de investidor e os seus objetivos para escolher a estratégia mais adequada para sua carteira de ações. 

Tenha conta em instituição financeira

Para comprar ações na bolsa, é necessário ter conta em uma instituição financeira. Assim, você pode enviar ordens de compra e venda na bolsa de valores.

Escolha as ações ou conte com ajuda profissional

No momento de investir, você pode fazer uma análise fundamentalista das empresas e decidir por conta própria. Outra opção é contar com um serviço de análise para lhe ajudar a fazer a melhor escolha.

Como você viu, não é necessário escolher entre uma e outra carteira. O investidor pode ter parte da carteira focada em buscar por oportunidades na bolsa – visando investir em empresas que estão com valor descontado, por exemplo – e ter parte da carteira com ações que pagam bons dividendos.

Desta forma, você potencializa suas estratégias e aumenta as chances de ter bons resultados com seus investimentos na bolsa de valores!

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Como investir em ações internacionais?

Você sabia que não é preciso manter todos os seus investimentos expostos apenas ao mercado brasileiro? É possível investir no exterior incluindo na sua carteira empresas ou ativos com lastros internacionais.

Assim, torna-se viável participar dos lucros de grandes companhias que não têm sede no Brasil — ou até mesmo de brasileiras que, por algum motivo, optaram por abrir capital no exterior. Existem diversas alternativas para quem deseja diversificar em outros países sem sair do Brasil.

Então, que tal saber um pouco mais sobre o assunto? Neste conteúdo, você verá os motivos pelos quais pode ser interessante fazer escolhas internacionais e também conhecerá algumas maneiras de colocar esta estratégia em prática e diversificar seu portfólio. 

Confira!

Por que vale a pena investir em ações internacionais?

Existem algumas razões significativas para pensar em adquirir ações internacionais. Uma delas é a possibilidade de diversificar e diluir ainda mais os riscos da sua carteira. O ideal é que eles sejam diversificados ainda no mercado nacional – e que as ações internacionais sejam um potencializador desta estratégia. 

Por exemplo, investindo em empresas de setores diferentes na bolsa brasileira você evita se expor apenas ao risco de uma mesma companhia ou setor de atuação. Entretanto, a diversificação fica limitada se o investidor opta por ter apenas ativos brasileiros.

Afinal, a carteira que está ligada a um só país e acaba ficando vulnerável às oscilações causadas por acontecimentos que impactam ambiente interno. A diversificação em ações internacionais permite encontrar maior equilíbrio, pois alguns investimentos não estão diretamente relacionados ao Brasil.

Além disso, realizar investimentos estrangeiros pode ser interessante para obter maiores resultados — como no caso de investir em grandes empresas internacionais. Muitos países têm economias e bolsas de valores mais dinâmicas do que a nossa.

Vale destacar, ainda, que países com economia mais estruturada e forte costumam apresentar maior resiliência em crises e se recuperam mais rapidamente. Logo, uma carteira internacional também lhe favorece nesse ponto.

Como investir em empresas estrangeiras no Brasil?

Você ainda não sabia que é possível investir em ações internacionais no Brasil? Na verdade, existem várias opções. 

Uma alternativa para fazer investimentos diretamente nas bolsas internacionais é abrir uma conta em instituições do exterior. Contudo, ela pode não ser a melhor opção, já que envolve extensa burocracia e custos.

Abrir uma conta no exterior significa que você precisa seguir as regras de dois países. Afinal, é preciso cumprir a lei brasileira e também conhecer as normas do outro local. Também há questões tributárias próprias — além de eventuais dificuldades em relação ao idioma e ao câmbio.

A boa notícia é que existem opções melhores aqui mesmo, no mercado brasileiro. Na própria B3 você pode ter acesso a investimentos com lastro internacional e consegue participar dos resultados de empresas estrangeiras. 

Confira como fazer isso!

ETFs expostos a índices do exterior 

O ETF ou Exchange-traded fund é um tipo de fundo de investimento que visa replicar determinados índices econômicos. Um exemplo bastante popular entre brasileiros é o fundo que replica o Índice Ibovespa — indicador central da bolsa de valores do Brasil.

Entretanto, não são apenas os índices brasileiros que figuram como protagonistas dos ETFs. Também existem fundos de índices que focam em replicar indicadores internacionais. É o caso do ETF que tem como objeto o S&P 500 — índice que reúne 500 das maiores empresas listadas nos EUA.

Assim, ao adquirir cotas de um ETF desse tipo – como o SPXI11 –  você se expõe ao mercado norte-americano e associa sua carteira de investimentos ao maior ambiente de renda variável do mundo.

Fundos de investimento com exposição internacional

Os fundos de investimentos, especialmente os de ações e os multimercados, também podem apresentar exposição a ações internacionais no seu portfólio. Ainda que mantenham parte significativa de seus ativos no Brasil, uma porcentagem pode estar ligada a outros países.

Então, eles representam mais uma forma de você ter lastro em ativos internacionais sem sair do Brasil e sem precisar enfrentar a burocracia de abrir uma conta no exterior. Basta adquirir as cotas dos fundos de sua preferência.

Cada fundo de investimento tem uma lâmina com as informações básicas. A partir dela, o investidor consegue saber qual é a estratégia utilizada pela gestão e como se dá a exposição a outros mercados. Também é possível avaliar qual é o nível de risco do fundo.

COEs que incluam o mercado internacional

O COE — Certificado de Operações Estruturadas — é um investimento montado a partir de uma mescla de ativos diferentes. Ele pode incluir, por exemplo, títulos de renda fixa, ações, derivativos etc.

Com isso, os COEs são alternativas para investidores que desejam se expor às características de diferentes mercados. É possível alcançar um nível de risco e de rentabilidade diferente daquela obtida quando se expõe diretamente a um só ativo.

Existe grande diversidade de COEs no mercado e alguns deles podem atrair quem deseja se expor ao mercado internacional. Isso porque eles podem incluir o lastro estrangeiro em uma parte de seus investimentos.

BDRs

Por fim, uma alternativa válida para diversificar sua carteira em ações internacionais é por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Eles são certificados de ações que têm lastro em ativos de companhias estrangeiras — ou brasileiras que abriram capital no exterior.

Originalmente, as ações são negociadas em bolsas de valores de outros países (como as bolsas norte-americanas). Então, instituições financeiras do Brasil adquirem os papéis internacionais e vendem na bolsa brasileira os certificados lastreados neles.

Ou seja, assim como as outras opções que apresentamos até aqui, você não está adquirindo diretamente as ações das companhias. Mas os certificados lhe dão o direito de participar dos resultados — seja a valorização dos papéis ou os dividendos distribuídos.

A maioria dos BDRs disponíveis na bolsa brasileira era acessível apenas para investidores qualificados. Mas a realidade mudou em 2020. A partir de setembro, o acesso aos BDRs será autorizado para todos os investidores.

Conclusão

Neste post, você viu as quatro principais formas de se expor a ações internacionais sem sair da bolsa de valores brasileira. Investir por meio das alternativas apresentadas é mais prático e apresenta menos risco, já que não é preciso entender detalhes de instituições estrangeiras.

Vale destacar que os investimentos citados são exemplos da renda variável. Logo, adéquam-se melhor aos investidores de perfil moderado ou arrojado. É fundamental entender os riscos de cada opção antes de escolher.

Então, se quiser diversificar sua carteira de investimentos com as melhores recomendações do mercado, conheça o Carteiras Capitalizo! Com ele, você terá acesso à títulos de renda fixa, fundos de investimentos e ações para montar sua carteira de longo prazo com as análises do nosso time. 

Dentre estas recomendações, além de investir seu capital no Brasil, você terá carteira de ações internacionais e listas dos melhores fundos de ações, multimercados e internacionais com ativos e lastros no exterior. Acesse agora para começar a diversificar o seu patrimônio e potencializar seus ganhos!

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Valuation: como avaliar o preço justo de uma ação?

Valuation é um termo em inglês que, de forma geral, descreve o valor de uma empresa. O indicador é muito utilizado pelos investidores para apoiar suas operações relacionadas aos investimentos, como aquisição de ações, gerenciamento da carteira etc.

Por meio de uma análise, é possível descobrir o valor adequado para determinado ativo – encontrando, portanto, o valuation. Essa avaliação pode ser feita de diferentes formas e cada investidor usa o método que considera mais eficiente.

Neste artigo, você entenderá o que é o valuation e como avaliar preço justo de uma ação. Boa leitura!

O que é valuation?

Valuation é o processo de estimar o valor intrínseco de uma empresa. Isso permite projetar o valor de suas ações para o futuro e prever um possível retorno do investimento em determinado ativo.

Com base no resultado obtido para o valuation e no preço atual do ativo, analistas do mercado financeiro fazem recomendações de compra ou venda de uma ação, por exemplo – e investidores avaliam as possibilidades de investimento. 

Dentro do método, existem diversas técnicas de avaliação que podem ser utilizadas para fazer estimativas a respeito do valor de um negócio.

É importante entender que a metodologia de atribuir valor a uma empresa é relacionada a estimativas futuras. Assim, se ocorrer algo fora do esperado, o resultado obtido no futuro pode ser divergente daquele previamente estimado pelos cálculos.

Além disso, de acordo com as premissas e os números utilizados na metodologia do cálculo, o valor justo da ação determinado por um investidor ou analista pode ser diferente do valor encontrado por outro.

Dessa forma, não é possível entender o valuation apenas como um simples cálculo matemático. Podemos dizer que ele é uma metodologia que envolve vários fatores subjetivos, que variam de acordo com cada análise.

Como funciona o valuation?

Como você já percebeu, o valuation é uma avaliação subjetiva. Por isso, é muito difícil precisar com exatidão o valor justo de uma ação. No entanto, com o uso desse indicador, é possível ter um resultado aproximado e encontrar oportunidades na bolsa – visando obter bons lucros no mercado.

Com a estimativa do preço justo, o investidor pode identificar oportunidades não apenas de comprar ações baratas, mas também ativos de boas empresas com desconto significativo em relação ao seu valor característico – ou intrínseco.

Mas, mesmo que o valuation seja uma ferramenta valiosa para análise na renda variável, é importante destacar que ela deve ser utilizada com cautela. Antes de aplicar dinheiro em um ativo, o investidor deve realizar diferentes tipos de análises.

Para que serve o valuation?

O valuation é importante em diversas situações, especialmente por investidores que desejam comprar uma ação pelo seu valor justo, como abordamos. No entanto, esse indicador também é utilizado por empresas que desejam tomar decisões melhores em relação ao seu próprio negócio.

Um exemplo é quando os sócios majoritários decidem vender a própria empresa. Nesse caso, é fundamental definir o valuation, pois sem ele existe o risco de determinar um valor muito alto pela empresa e perder a oportunidade de vender o negócio.

Quais são os tipos de valuation?

Para analisar o valuation de um ativo existem diversos métodos disponíveis. Entre os mais usados, estão:

  • Fluxo de Caixa Descontado: propõe uma análise do valor intrínseco da empresa com projeção de lucro futuro, aplicando a dedução do risco associado ao investimento;
  • Múltiplos de Mercado: permite uma avaliação por meio da comparação de indicadores de companhias que atuam em determinado setor;
  • Valuation Contábil: considera apenas a contabilidade da empresa, ou seja, seu patrimônio líquido;
  • Valuation de Liquidação: consiste, basicamente, em somar todos os ativos da empresa e subtrair os passivos. É mais utilizado quando a companhia está sendo fechada;
  • Valuation Pré-Investimento: se relaciona com o valor de mercado da companhia antes da entrada de um subsídio financeiro;
  • Valuation Pós-Investimento: considera o valor total após a injeção do aporte e é usado para definir a participação de um investidor na empresa.

Como avaliar o preço justo de uma ação?

O modelo Fluxo de Caixa Descontado é uma das alternativas mais utilizadas por investidores que desejam fazer uma avaliação de um determinado papel com o máximo de informação e precisão possível.

Confira então como avaliar o preço justo de uma ação em 3 passos utilizando o Fluxo de Caixa Descontado:

Passo 1

O primeiro passo é projetar o fluxo de caixa do negócio – ou seja, subtrair o montante recebido do montante total gasto em um determinado período. Alguns setores tendem a ser mais estáveis, o que facilita a avaliação.

Por outro lado, setores mais dinâmicos tendem a fornecer resultados com maiores oscilações, deixando os dados menos confiáveis. Além disso, também é importante estimar uma taxa de crescimento no valor da empresa a cada ano.

Passo 2

Esse é o passo mais complexo, no qual é necessário atualizar as estimativas utilizando uma taxa de desconto anual. Ela tem o objetivo de retratar a desvalorização do dinheiro ao longo do tempo e deve considerar o risco do investimento e a estrutura de capital da empresa.

Não há um consenso entre os analistas para a definição dessa taxa. Diante dos impasses, uma solução muito utilizada é adotar a base de rendimentos médio da bolsa.

Passo 3

Por fim, é necessário somar todos os fluxos descontados. Com isso, você estima o valuation atual da companhia analisada. Para saber o valor de mercado, basta subtrair o total da dívida líquida. Ao dividir esse resultado pelo número de ações emitidas, temos o valor justo da ação.

Concluindo

Na bolsa de valores, o valuation é muito utilizado por ser um importante indicador para encontrar o valor justo das ações. Afinal, as variações entre o preço de um papel e seu valor intrínseco podem representar uma boa oportunidade de lucro aos investidores no futuro.

Por isso, se você investe visando o longo prazo, é fundamental entender mais sobre o valuation e o processo de análise de uma ação. Mas, se você tem dificuldades em avaliar com cautela e solidez os papéis de seu interesse na bolsa, vale a pena contar com um serviço de análise especializado.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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