Retração de Fibonacci: o que é e como usar este indicador?

Será que o padrão de nascimento de coelhos, as obras artísticas e o mercado financeiro têm algo em comum? Pode parecer bem estranho falar isso, mas os três contextos — e muitos outros — têm relação com a sequência Fibonacci.

Ela representa um modelo matemático simples, no qual cada número da sequência corresponde à soma dos dois números anteriores a ele. Apesar da aparente simplicidade, há utilidade para ela nas ciências da computação, no design, na teoria de jogos e até mesmo na bolsa de valores.

Na especulação, a chamada retração de Fibonacci é utilizada por alguns analistas e por investidores para perceber possíveis tendências nos ativos. Veja a seguir o que é e como usar o indicador na bolsa!

O que é a retração de Fibonacci?

A retração de Fibonacci é o nome dado a um indicador utilizado na análise de ativos e derivativos por especuladores. Ele pode ser usado em conjunto com a análise técnica para tentar identificar padrões no comportamento dos preços no mercado de renda variável.

As projeções de Fibonacci são dinâmicas. Assim, podem ser úteis para compreender os ciclos de movimentação da bolsa de valores no curto prazo. Para entender mais sobre como ela é usada no trade, é preciso conhecer a série Fibonacci.

Série Fibonacci

A série Fibonacci é um conceito da matemática, desenvolvido por Leonardo Pisano Bigollo. Ele foi um matemático Italiano do século XII. Analisando alguns fenômenos da natureza, Leonardo chegou a uma sequência numérica de “razão ouro”.

Basicamente, trata-se de uma série de números que se inicia no número 0 e cujo número seguinte será sempre a soma dos dois anteriores a ele. Por exemplo:

0 – 1 – 1 – 2 – 3 – 5 – 8 – 13 – 21 – 34 – 55 – 89…

Outra característica da sequência é que a razão entre dois números dela é chamada de Phi e corresponde a 1,618. Assim, qualquer número dividido pelo anterior alcançará um resultado próximo a esse.

A série Fibonacci representa o equilíbrio perfeito, por causa de sua razão constante. Além de ser analisada em fenômenos naturais, ela pode ser encontrada em diversas obras de arte ou arquitetura. Por exemplo, os trabalhos de Leonardo da Vinci e as pirâmides do Egito.

Fibonacci e a especulação financeira

Como você viu, a série de Fibonacci não tem origem ou relação específica com os investimentos ou a especulação na bolsa. Mas a sequência e a razão ouro são aplicadas de maneira inversa para analisar os padrões de reversão de preços na renda variável.

A razão considerada é de 0,618 e a sequência numérica é entendida por especuladores como um indicador para níveis de suporte e resistência no gráfico. A sequência considerada para o equilíbrio perfeito é expressa em porcentagens. Por exemplo: 100%, 61,8%, 50%, 38,2%, 23,6% e 0%.

Como a retração de Fibonacci funciona?

Como você viu, a sequência de Fibonacci aplicada à especulação considera porcentagens. A ideia é que ela expresse o movimento dos preços na bolsa de valores — que, de modo geral, sofrem uma retração em algum momento e depois voltam a se mover na tendência.

Esse ciclo visto no mercado é a base para o conceito de retração de Fibonacci. Ele representa, então, o momento ou intervalo em que a bolsa retrocede e apresenta uma mudança de tendência no preço.

O uso da sequência por especuladores possibilita simplificar a análise do mercado financeiro e identificar as chamadas zonas de alerta. Normalmente, são considerados pontos de alerta as porcentagens representadas por 23,6%, 38,2% e 61,8%.

Além disso, há algumas interpretações para os possíveis pontos de reversão no movimento. Por exemplo, na zona de 6% há uma movimentação leve, mas rápida. Na de 23% é possível observar uma retração leve, revertendo a tendência.

Já as retrações que acontecem no ponto de 38,2% são consideradas moderadas. Na zona de 62% há retrações fortes, mais raras do que as outras. Elas podem trazer oportunidades interessantes na especulação. Por isso, são conhecidas como “retração de ouro”.

Para alguns especuladores, a retração de Fibonacci é aliada à Teoria de Dow na análise dos preços. Assim, é comum que eles avaliem também os pontos 50%, 76,4% e 100% como importantes.

Como calcular? 

Como você viu, existem maneiras diferentes de interpretar a retração de Fibonacci na especulação. É interessante se aprofundar sobre o assunto e identificar quais seriam suas preferências, caso queira colocá-la em prática nas suas análises.

Calcular a retração de Fibonacci é algo simples. O trader só precisa ter acesso ao gráfico de um ativo ou derivativo e analisar os movimentos de preços. O cálculo pode ser feito de maneira automática pela plataforma da renda variável, na ferramenta chamada “retração de Fibonacci”.

Basta que você selecione o início e o fim do movimento que deseja avaliar. Então, o sistema lhe mostra a linha de Fibonacci para aquele ativo. Depois, é possível interpretar os dados segundo as porcentagens vistas.

Em um exemplo prático, considere a análise de uma ação que teve preço inicial de R$ 20,00 e passou para R$ 30,00. Aplicando a sequência, 100% é o ponto mais baixo (R$ 20,00) e 0 é o mais alto (R$30,00). As linhas de suporte podem ser encontradas em 38,2% e 61,8% (zona de ouro).

Vale ressaltar, no entanto, que as razões de Fibonacci superam os 100% sempre que preciso. Ou seja, é possível haver retrações superiores a 100%.

Quando utilizar a retração de Fibonacci?

A aplicação das ideias matemáticas da retração de Fibonacci na especulação tem o objetivo de ajudar o trader a identificar padrões comportamentais nos preços de ativos e derivativos. Especificamente, pontos de resistência ou suporte.

Assim, a ferramenta pode ser útil para lhe mostrar zonas onde os preços estão apresentando tendência de mudança. Logo, oportunidades para montar operações de especulação e lucrar com a oscilação da bolsa.

A retração de Fibonacci pode ser utilizada para analisar qualquer tipo de ativo ou derivativo na renda variável. As chamadas zonas de alerta podem lhe indicar pontos de entrada para negociações de trade.

Contudo, vale a pena ter atenção ao utilizar os valores matemáticos para especular. Como você viu, ele oferece uma análise simplificada. Portanto, é importante não basear suas decisões apenas no indicador da retração de Fibonacci.

Tenha uma estratégia de análise técnica eficiente e um bom manejo de risco para especular com mais segurança. Fazer análises equivocadas pode gerar prejuízos significativos. Então, é preciso ficar atento.

___

Quer ser um trader e um investidor bem sucedido? Conheça o Full Trader, o produto mais completo da Capitalizo para quem deseja investir em ações!

Com ele, você tem acesso ao pregão ao vivo com a venda e compra de ativos em tempo real para suas operações de Day Trade. Além disso, receba relatórios e análises para investimentos de buy&hold, swing trade, position trade, rastreador de tendências (técnica exclusiva) e muito mais.

Acesse agora e comece a impulsionar de vez seus investimentos.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.


Ranking de Preço Lucro (P/L)

Ranking de Preço Lucro

Realizamos um estudo com ações listadas na B3 para identificar as mais baratas em relação ao seu lucro. Dessa forma, formamos um Ranking de Preço Lucro (P/L).

O P/L é o tempo que a ação leva para “devolver” ao investidor o valor pago por ela. Abaixo temos o cálculo:

P/L = Cotação da Ação / Lucro Por Ação

Exemplo: Ação cotada R$ 20,00 e o lucro líquido anual por ação R$ 4,00.

Calculando o P/L, temos: 20/4= 5.

Portanto, serão necessários cinco anos para o retorno do investimento.

Como funciona o indicador

O P/L é um indicador amplamente utilizado, em função da facilidade do cálculo e pela possibilidade de comparação com outras empresas.

Quanto mais elevado for o P/L da companhia, maior será a disposição do mercado em pagar pelos lucros da mesma. Um P/L elevado também pode indicar que o mercado tem expectativas altas para o papel.

Um P/L baixo pode mostrar que o mercado não está tão confiante em relação as ações da empresa. Porém, também pode indicar que aquela ação pode ser uma boa oportunidade que ainda não foi percebida pelo mercado. Dessa forma, um múltiplo baixo pode indicar que a ação da empresa está atrativa.

É importante ressaltar que alguns analistas e investidores trabalham com o conceito do P/L esperado, na qual incluem a previsão de lucro dos 12 meses seguintes.

Cuidados ao usar o indicador

É importante frisar que o indicador P/L não deve ser analisado de forma isolada. O ideal é sempre utilizá-lo em conjunto de outros indicadores. Além disso, não recomendamos utilizar o indicador fazendo comparações com ações de diferentes setores.

Por fim, vale a pena comentar que o indicador P/L pode ser um bom termômetro sobre a confiança dos investidores. Porém,  não necessariamente é um indicador preciso na avaliação da saúde financeira das companhias.

O Ranking

Abaixo separamos 5 ativos que atualmente estão com P/L abaixo de 6, dentre os principais ativos que acompanhamos:

EMPRESA CÓDIGO P/L
Light LIGT3 3,71
Smiles SMLS3 4,74
Banrisul BRSR6 5,12
Copel CPLE6 5,38
Banco do Brasil BBAS3 5,82

LIGHT (LIGT3)

A Light é uma empresa integrada do setor de energia elétrica no Brasil, atuante nos segmentos de geração, distribuição e comercialização de energia. A companhia atua no estado do Rio de Janeiro, com área de concessão que atinge cerca de 26% do estado, englobando mais de 30 municípios.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 2,36 bilhões no segundo trimestre de 2020, com decréscimo de 10,5% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi pressionado pela controlada SESA, principalmente devido à piora do mercado faturado no trimestre, parcialmente compensada pelo reajuste tarifário.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 145,0 milhões no 2T20, representando decréscimo de 62,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada foi de 6,1%, com perda de 8,5 p.p. em comparação ao 2T19. Destaque negativo para as pressões geradas pelo aumento da inadimplência, sentido no segmento de distribuição.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 45,0 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo o lucro de R$ 11,0 milhões apresentado no mesmo período do ano anterior.

SMILES (SMLS3)

A Smiles é um dos maiores programas de fidelidade do Brasil, com uma base formada por mais de 17 milhões participantes. Além do acúmulo de milhas com a Gol e seus parceiros, a companhia conta atualmente com parcerias formadas com os maiores bancos do Brasil e América do Sul, administradora de cartões de crédito, hotéis, postos de gasolina e etc.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 56,5 milhões, representando um decréscimo de 79,6% em relação ao 2T19. A forte piora é consequência dos reflexos da pandemia, devido às restrições impostas no setor de viagens e turismo.

A empresa reportou Ebitda de R$ 6,2 milhões negativos no 2T20, representando queda de 103,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de -11%, com perda de 75,9 p.p. em comparação ao 2T19. Por mais que os custos e despesas tenham apresentado redução, a forte queda das receitas acabou por pressionar o Ebitda, levando-o para patamares negativos.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 400 mil no 2T20, com margem líquida de -0,6%, revertendo o lucro reportado no 2T19. O resultado é reflexo da piora operacional.

BANRISUL (BRSR6)

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul atua sob a forma de banco múltiplo e opera nas carteiras comercial, de crédito, de financiamento e de investimento, de crédito imobiliário, de desenvolvimento, de arrendamento mercantil e de investimentos, inclusive nas de operações de câmbio, corretagem de títulos e valores mobiliários e administração de cartões de crédito e consórcios.

A margem financeira do banco apresentou queda de 3,9% entre o 2T19 e 2T20, passando para R$ 1,3 bilhão. No comparativo trimestral entre 2T20 e 1T20, porém, houve acréscimo, de 3,0%. As perdas no comparativo anual reflete principalmente o ambiente de cortes da taxa Selic e da diminuição na taxa do cheque especial.

A carteira de crédito total apresentou crescimento de 5,0% entre os meses de junho de 2019 e de 2020, atingindo a marca de quase R$ 36,0 bilhões. Ao compararmos com o 1T20, no entanto, houve ligeira queda 0,6%, influenciada pela redução na carteira comercial, minimizada pelo aumento no crédito rural.

O lucro finalizou em pouco mais de R$ 119,8 milhões, sofrendo queda de 64,3% na comparação anual. O retorno sob patrimônio líquido foi de 5,9% (contra 16,4% no mesmo trimestre do ano anterior). O lucro foi afetado principalmente pela redução da margem financeira e pelo maior provisionamento para enfrentamento de possíveis aumentos de inadimplência.

COPEL (CPLE6)

A Copel é uma empresa estatal de energia elétrica, controlada pelo Governo do estado do Paraná. Seus principais negócios são distribuição de energia (atendendo 4,6 milhões de consumidores no Paraná) e geração e transmissão (com capacidade total de 6,3GW e 6,6 mil km de linhas de transmissão). Além disso, a empresa também atua no segmento de telecomunicações e tem participação na Compagas, de distribuição de gás natural.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 4,7 bilhões, representando um acréscimo de 26,8% em relação ao 2T19. Destaque para o efeito positivo de R$ 809,2 milhões referentes a créditos fiscais na parte de distribuição, sendo este um item não recorrente.

A empresa reportou Ebitda de R$ 1,8 bilhão no 2T20, representando acréscimo de 89,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 38,4%, com ganho 12,7 p.p. em relação ao obtido no 2T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no segundo trimestre de 2020, representando alta de 359,7% do lucro registrado no 2T19. Desconsiderando os efeitos dos créditos fiscais, o lucro líquido ajustado saltou 20,0%, ainda com contribuição da forte redução em encargos de transporte de Itaipu e insumos para operação de gás.

BANCO DO BRASIL (BBAS3)

O Banco do Brasil é um banco controlado pela União Federal, fundado em 1808 e com valor de mercado de cerca de R$ 150 bilhões. Além disso, possui uma carteira de crédito de quase R$ 700 bilhões. Também conta com forte presença no setor de agronegócio, na administração pública e em serviços diversos.

A margem financeira bruta do banco apresentou um acréscimo de 8,2% entre o 2T19 e 2T20, passando para R$ 13,5 bilhões. Já a margem financeira líquida sofreu queda de 7,0% na comparação anual, reflexo principalmente do aumento de praticamente R$ 1,7 bilhão das despesas com PDD, devido ao provisionamento contra risco de crédito.

A carteira de crédito ampliada avançou 5,1% anualmente, passando para R$ 721,6 bilhões. Destaque positivo para os crescimentos de 6,3% da carteira de pessoas jurídicas, em especial de grandes empresas e de também 6,3% da carteira de pessoas físicas, ambas nos últimos doze meses.

O lucro finalizou em pouco mais de R$ 3,2 bilhões, com decréscimo de 23,7% na comparação anual. O retorno sob patrimônio líquido foi de 11,9% (contra 17,6% no mesmo trimestre do ano anterior).

Quer receber as melhores recomendações de ações para montar sua carteira de longo prazo?

Conheça o Invista em Ações. O guia que vai te ajudar a construir e diversificar seu patrimônio. Receba análises e recomendações para a montagem da sua carteira de ações e conheça os ativos que podem trazer altos retornos em longo prazo. Acompanhe a nossa recomendação de diferentes Carteiras e invista com o suporte e acompanhamento da melhor equipe de analistas do mercado.

Acesse agora nossas recomendações de diferentes Carteiras 

Carteira Dividendos

Carteira Crescimento

Carteira Top Recomendadas

Carteira Small Mid Caps

Carteira Buy & Hold Raiz

Carteira de Ações Internacionais

Recomendações de Fundos de Ações

Atendimento Exclusivo Capitalizo

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Como avaliar a qualidade de uma ação que está barata na bolsa?

Encontrar ações baratas é um dos objetivos de muitos investidores na bolsa de valores. Contudo, o conceito nem sempre está claro para todos ao avaliar a ação. Qual sua opinião sobre o assunto? Para você, ver um papel sendo negociado a um preço baixo significa que ele está barato?

Por exemplo, uma ação que custe R$ 10,00 está barata ou cara, para você? Na verdade, olhando apenas para o preço não é possível ter esta resposta. Afinal, adquirir papéis de negócios ruins a preços mais baixos provavelmente não será uma escolha vantajosa para longo prazo.

Assim, é preciso saber avaliar a ação para verificar, pelo valor que a empresa tem, se o preço atual está acima ou abaixo do esperado. A oportunidade está em encontrar boas empresas a preços mais baixos do que elas valem.

Quer saber como fazer isso? Confira algumas dicas para avaliar a qualidade de uma ação barata na bolsa de valores!

Aplicar o valuation

Um dos principais recursos para analisar o preço das ações em relação ao seu valor é o valuation — um conceito ligado ao value investing ou investimento em valor. Ele é aplicado por grandes investidores, como Warren Buffett.

Buffett tem diversos ensinamentos para compartilhar com investidores, e um deles é a seguinte frase: “o tempo é amigo dos bons negócios, e inimigo dos maus negócios”. Ou seja, quem tem visão de longo prazo precisa buscar por empresas de qualidade.

Adquirir ações somente pelo preço pode ser uma estratégia válida para especuladores. Afinal, eles não pretendem ficar com os papéis por muito tempo, mas apenas aproveitar as oscilações para lucrar com a posterior venda.

Se o seu objetivo é continuar como sócio das empresas, para lucrar com a distribuição de proventos ou com a valorização das ações no longo prazo, você não pode olhar apenas para o preço. A ideia do valuation, portanto, é fazer uma análise do preço e da qualidade da empresa.

Ou seja, se companhias de alta qualidade estão, por algum motivo, sendo negociadas a valores mais baratos na bolsa o investidor se vê diante de uma oportunidade. Adquirir as ações assim aumenta seu potencial de valorização, porque a perspectiva é que bons negócios cresçam no futuro.

E por que boas empresas estariam com suas ações baratas? A explicação é que a bolsa apresenta oscilações no curto prazo. A alta ou baixa dos preços acompanha a lei de oferta e procura — e nem sempre reflete o aumento ou a queda na qualidade das companhias.

Utilizar a análise fundamentalista

Depois de conhecer o valuation como forma de avaliar uma ação barata na bolsa, é preciso entender a relação dele com a análise fundamentalista. Como você viu, para definir se o preço de um papel está barato é importante saber o seu valor intrínseco.

Ou seja: qual preço seria o justo para refletir a qualidade da companhia? Se as ações estiverem sendo negociadas no momento a um preço maior, a alta procura pode estar fazendo com que elas estejam caras. Na situação oposta, a procura baixa pode levar a um preço mais barato.

A análise fundamentalista visa olhar para a qualidade da empresa, de forma a identificar se ela apresenta bons fundamentos para o futuro. Assim, os investidores de longo prazo devem buscar por companhias sólidas.

Para isso, são analisados indicadores quantitativos (que mostram a saúde financeira da empresa) e qualitativos (que estão ligados à qualidade da gestão). E é a partir desta análise que se encontra, inclusive, o valuation.

Conheça a seguir alguns dos principais fundamentos para observar em uma ação barata na bolsa de valores:

Preço / Valor Patrimonial (P/VPA)

Em primeiro lugar, ao avaliar o preço de uma ação você precisa realmente entender se ele está barato em relação ao que vale, não é? Há um indicador múltiplo que é útil nesses casos. Trata-se do Preço / Valor Patrimonial.

Ele relaciona o preço do papel ao valor que a companhia tem (de forma proporcional ao número de ações dela no mercado). Assim, quanto mais baixa for a relação, mais barato o ativo está sendo negociado.

Nível de governança corporativa

Depois de observar que a ação está, de fato, barata, é hora de aprofundar a análise fundamentalista para entender se a empresa tem qualidade para o longo prazo. Um dos principais indicadores qualitativos é o nível de governança corporativa.

A própria B3 classifica as empresas pelo nível de governança, segundo critérios relacionados à transparência de dados e à relação com os acionistas. Quanto maior o nível, mais transparente é a companhia.

Liquidez corrente

Outro fundamento que vale a pena considerar para avaliar a qualidade da ação é a liquidez corrente do negócio. Ela é essencial para a saúde financeira empresarial, pois mostra como está a sua capacidade de pagamento.

A liquidez corrente é a relação entre os passivos circulantes e os ativos circulantes da companhia. Logo, ela mostra como estão as finanças no curto prazo e de que forma a empresa consegue arcar com seus custos.

Endividamento

Junto com a liquidez corrente, vale a pena olhar para o nível de endividamento da empresa. Nem sempre as dívidas são aspectos negativos, pois podem estar sendo utilizadas de maneira estratégica. Ainda assim, é importante analisar o indicador.

De modo geral, quanto maior o endividamento, mais complicada pode ser a situação do negócio — especialmente se passar por momentos críticos. Então, manter um nível saudável de dívidas indica qualidade da gestão financeira.

Retorno sobre investimento

Outro fundamento importante para os investidores é o ROE (retorno sobre o investimento) da empresa. Ele representa como a companhia recebe retorno pelos investimentos que realiza no próprio negócio.

Então, um ROE mais alto é sinal de que a empresa tem conseguido um nível interessante de receita e lucro. Se o ROE for consistente, é indicativo de saúde financeira e administrativa.

Histórico de lucro

Por fim, quem investe em ações para o longo prazo pretende ser sócio de bons negócios, certo? E bons negócios dão lucro. Logo, observar o histórico de lucros da empresa é um fundamento relevante para saber se ela tem qualidade.

O ideal é olhar um período de tempo significativo. Afinal, os lucros podem estar acima da média por um período, mas não serem consistentes em um intervalo maior. Quanto mais informações você tem, melhor fica sua análise.

Neste post, você viu como avaliar a qualidade de uma ação que está barata na bolsa. Além de aprender a analisar o preço dos ativos, foi possível conferir fundamentos que indicam sua qualidade. Lembre-se apenas de avaliá-los em conjunto, e não isoladamente.

Quer melhorar seus resultados na bolsa de valores e encontrar boas oportunidades a partir da análises de especialistas? Conheça o Invista em Ações

Assim, você impulsiona seus investimentos com as mais completas análises e recomendações de papéis do mercado. Receba semanalmente notificações das ações recomendadas, como avisos de pagamentos de dividendos, fatos relevantes, análises setoriais e análises de relatórios trimestrais e anuais.

Acesse agora nossas recomendações de diferentes Carteiras: Carteira Dividendos, Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy & Hold Raíz, Ações Internacionais e recomendações de Fundos de Ações.  

Tem alguma dúvida sobre o produto? Então entre em contato conosco e fale com a gente!

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Como definir stop loss e stop gain de uma ação? Descubra!

Especular com ações ou derivativos demanda muito tempo e análise. Afinal, ter exposição direta às oscilações da bolsa requer um nível de concentração e manejo de risco para fazer operações mais seguras. Por isso, é essencial se basear em uma estratégia.

Felizmente, existem algumas ferramentas e recursos que ajudam o especulador a definir estratégias e operar com mais controle. Alguns deles são o stop loss e o stop gain — que servem como mecanismos para automatizar algumas atividades.

Certamente, vale a pena conhecê-los e avaliar se podem ser úteis na sua rotina como trader. Continue a leitura para saber mais e aprender como definir o stop!

O que é o stop loss?

O stop loss tem um objetivo central: limitar as perdas na especulação. Todo trader deve saber que está se expondo a perdas — e que um prejuízo não representa o fim de sua prática. Na verdade, a busca não deve ser por evitar qualquer perda.

Ou seja, é preciso reconhecer que em alguns momentos o mercado se comporta de maneira diferente do previsto. Assim, podem acontecer prejuízos eventuais. Mas se, no geral, seus resultados são bons, o lucro total compensa as perdas.

Ter a relação entre lucro e perda em mente é importante para algo essencial: o controle das emoções. Muitos especuladores iniciantes perdem dinheiro tentando compensar prejuízos pequenos. Eles se mantêm em operações desvantajosas esperando uma retomada que não vem.

Nesse sentido, é fundamental saber realizar prejuízos e evitar perdas ainda maiores. E o stop loss pode ajudar nesta tarefa. Ele representa uma automação de venda – ou de compra – quando suas ações chegam a um patamar de perda limítrofe.

Isto é, a partir de um preço você não tem mais interesse em continuar na posição. Suponha que comprou ações a R$ 50,00 buscando a alta nos preços, e está disposto a insistir na operação apenas até o patamar de R$ 49,00. Para não precisar acompanhar o mercado constantemente, é possível definir um stop.

O stop loss fará com que seus papéis, neste caso, sejam vendidos automaticamente quando eles alcançarem o patamar de preço definido – até o qual você está disposto a perder. Assim, você evita prejuízos ainda maiores. 

O que é o stop gain?

Agora você já entendeu como funciona o stop loss. O stop gain tem lógica semelhante, mas oposta. Ele serve para vender – ou comprar – as ações quando elas chegam ao preço que você definiu como o lucro desejado.

Em outras palavras, o stop gain pode limitar seus ganhos. Suponha que em suas ações compradas a R$ 50,00 você analisou o mercado e pretende sair com lucro de R$ 5,00 em cada ativo. Assim, pode ativar o stop para vendê-las quando estiverem a R$ 55,00.

Ele é útil para realizar o seu lucro, mesmo se você não estiver online para fazer isso de forma manual quando o mercado subir. Desse modo, o stop gain também é um recurso para aumentar a segurança no trade.

Afinal, neste exemplo, depois de chegar aos R$ 55,00 desejados, os papéis podem cair novamente, certo? Os movimentos da bolsa são dinâmicos e não acontecem de forma linear. Então, o especulador corre o risco de perder bons ganhos e encontrar números menores quando voltar a operar – e o stop gain evita esta situação.

Para que servem os mecanismos de stop?

Como você viu, o principal intuito de cadastrar stop — tanto o loss quanto o gain — é permitir maior controle na operação de trade. É claro que não é possível controlar totalmente as negociações na renda variável. Os riscos sempre são inerentes à especulação. 

Contudo, diversas estratégias podem servir como manejo para reduzi-los. Por exemplo, basear suas escolhas em uma análise técnica de qualidade diminui muito a possibilidade de cometer equívocos e ter prejuízos.

E utilizar os recursos e ferramentas disponíveis para investidores também ajuda a se organizar melhor e mitigar ainda mais os riscos. Daí a importância dos mecanismos de stop, especialmente para especuladores que não acompanham o mercado durante todo o pregão.

Tenha em mente que muitos traders conciliam as operações na bolsa com outras atividades (profissionais ou pessoais). Por isso, pode ficar mais difícil aproveitar as oportunidades que surgem, realizando seu lucro ou reduzindo prejuízos no momento ideal.

Como eles funcionam?

O stop loss e o stop gain funcionam como ordens de venda automatizadas. Em ambos os casos, a ordem é feita por um valor abaixo – ou acima – do patamar do mercado atual, a depender do tipo de operação (se compra ou venda). Tudo é definido pelo especulador.

A partir da análise feita do mercado e das tendências que você perceber, é possível delimitar qual é o valor limite de perda ou de ganho para sair da operação. Depois, basta definir cada stop e deixar que as negociações sejam feitas de forma automática, caso o mercado alcance os preços.

Não se esqueça de que o uso do stop deve ser pensado dentro da sua estratégia. Isso significa que eles podem dar resultados positivos ou mesmo atrapalhar as operações, dependendo da forma como foram definidos.

No trade, é indispensável ter consciência sobre as decisões tomadas. Definir um stop loss ou stop gain sem o devido cuidado pode fazer com que você não alcance os resultados que deseja ao especular. Então, tenha cautela.

Como definir o stop loss e o stop gain?

Dentro de uma estratégia bem fundamentada e acompanhada, os mecanismos de stop podem fazer muita diferença na rotina do trader. Então, vale a pena saber como definir stop gain e stop loss nas suas operações.

Em primeiro lugar, é preciso destacar que as formas de definição deles depende de cada plataforma utilizada para especulação. Confira o passo a passo na instituição financeira que você utiliza para ter acesso à bolsa de valores.

Apesar das diferenças que podem existir entre as etapas, a definição do stop na venda de ações segue uma lógica básica. No caso do stop gain, em geral, basta definir um patamar para o preço desejado na plataforma que utiliza para suas operações.

Esta operação só será executada se o mercado alcançar o patamar estabelecido. Já o stop loss funciona de maneira diferente. Ele é definido com a realização de uma ordem de disparo

Assim, a venda ou a compra só acontecerá se o mercado ultrapassar o valor estabelecido para executar a operação. Do contrário, os ativos continuam na sua posse até que você realize a compra ou venda manualmente.

E então, gostou de conhecer o stop gain e o stop loss? Você considera que eles podem ser úteis na sua estratégia de operação na bolsa? Lembre-se de avaliar as possibilidades com atenção e de ter cuidado ao definir cada um deles corretamente!

Quer ser um trader e um investidor bem sucedido? Conheça o Full Trader, o produto mais completo da Capitalizo para quem deseja investir em ações!

Com ele, você tem acesso ao pregão ao vivo com a venda e compra de ativos em tempo real para suas operações de Day Trade. Além disso, receba relatórios e análises para investimentos de buy&hold, swing trade, position trade, rastreador de tendências (técnica exclusiva), e muito mais.

Acesse agora e comece a impulsionar de vez seus investimentos.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

O que são e como avaliar os resultados trimestrais das empresas da bolsa?

Quando o assunto é investimento, a tomada de decisão sobre a negociação dos ativos deve ser muito bem embasada. Para isso, é possível utilizar os próprios relatórios que as empresas listadas na bolsa de valores disponibilizam ao mercado — como seus resultados trimestrais.

Eles ajudam o investidor a fazer análises e projeções, entender como está a saúde financeira da companhia e ter uma perspectiva sobre as possibilidades e desafios no curto prazo. Tudo isso pode ser útil para tomar decisões mais acertadas na bolsa de valores.

Neste artigo, você entenderá o que são e como avaliar os resultados trimestrais das empresas na bolsa de valores. Ainda, acompanhará 3 dicas para evitar que a época de divulgação de balanços trimestrais das companhias atrapalhe os seus investimentos.

Vamos lá?

O que são os resultados trimestrais?

Antes de escolher em qual ativo investir, é importante fazer uma análise criteriosa da empresa. O investidor deve levar em consideração os fatores financeiros do setor em que a companhia atua, a governança corporativa, o impacto das variáveis macroeconômicas, entre outros pontos.

Assim, o relatório de resultados trimestrais é muito esperado pelos investidores que enxergam no documento a oportunidade de verificar as condições gerais da organização. Assim, eles podem decidir se adquirem as ações ou permanecem com elas na carteira, por exemplo.

Basicamente, os relatórios são um conjunto de informações financeiras, administrativas e patrimoniais que devem, por lei, ser divulgadas pelas empresas de capital aberto. 

Ou seja, as companhias que têm suas ações negociadas na bolsa são obrigadas a fornecer os dados rotineiramente. Os relatórios indicam o desempenho geral do negócio no período de três meses.

Qual é a importância dos resultados trimestrais?

Mas, por que é importante conhecer os resultados trimestrais de uma empresa da bolsa? A resposta é simples: ao analisá-los, o investidor consegue avaliar a saúde financeira da empresa e o negócio como um todo. Assim, pode utilizar as informações como base para uma tomada de decisão mais sólida na bolsa de valores. 

Esta avaliação faz parte de uma boa análise fundamentalista. Porém, mais do que apenas observar as informações pontuais em um único documento, o ideal é comparar vários relatórios.  A estratégia ajuda a entender melhor o desempenho da empresa ao longo do tempo — trazendo mais dados para analisar as tendências do mercado para o longo prazo.

Nesse sentido, é importante ter cuidado para não se basear apenas em um relatório trimestral. Ainda que ele traga resultados negativos, por exemplo, nem sempre é motivo para desespero. O contrário também ocorre: números positivos em um trimestre não significa, necessariamente, que o negócio é sólido.

Se seus investimentos estão focados no longo prazo, a divulgação de um resultado trimestral abaixo ou acima das expectativas não lhe diz tudo o que precisa saber. É preciso avaliar os acontecimentos pontuais dentro da estratégia mais ampla.

Em algumas situações, uma performance pontual ruim pode até ser uma oportunidade para investir em mais ações de uma empresa. Isso porque o preço dos ativos pode ficar mais baixo e, em caso de retomada dos resultados no futuro, a valorização dos papéis poderá ficar acima da média.

Quais dados avaliar nos resultados trimestrais?

Agora você sabe o que são os resultados trimestrais e como eles podem ser analisados. É muito importante também identificar quais são as principais informações encontradas nos relatórios. 

Confira a seguir quais dados avaliar!

Demonstrativo de fluxo de caixa

O documento indica a posição financeira da companhia no último trimestre analisado. Ou seja, as entradas e saídas de caixa. Com ele, o investidor pode analisar, por exemplo, se os dividendos pagos pela empresa estão de acordo com sua geração de caixa.

Balanço patrimonial

O balanço patrimonial é um dos principais documentos publicados pelas empresas nos relatórios trimestrais. Ele permite avaliar o alinhamento da companhia em relação às condições econômicas e contábeis em determinado período.

É possível obter uma série de análises — além de extrair os indicadores mais importantes para basear uma decisão de investimento. No balanço patrimonial, você terá acesso, por exemplo, aos dados sobre o volume de ativos. Ou seja, a todos os bens e direitos que a empresa possui.

Entre os ativos, estão os valores em caixa, bens imobilizados, estoques, marcas, patentes, etc. Os passivos também aparecem no balanço. Eles representam todas as obrigações de curto, médio e longo prazo — como empréstimos, contas com fornecedores e financiamentos.

Ao relacionar os ativos e passivos, o balanço patrimonial permite conhecer o patrimônio líquido de uma companhia. O conceito representa a diferença entre as obrigações a pagar e os direitos a receber. Logo, indica como está o resultado financeiro geral da empresa.

Como você pode ver, o documento possibilita extrair informações relevantes que ajudam a avaliar a saúde financeira do negócio, o valor da empresa, a possibilidade de lucro, entre outros aspectos.

Demonstração do Resultado do Exercício

Por fim, o DRE é um relatório que apresenta um resumo financeiro proveniente dos resultados operacionais e também não operacionais da empresa. O documento se baseia no faturamento total da companhia e indica se houve lucro ou prejuízo no período analisado.

3 Dicas para não se prejudicar em épocas de divulgação de resultados

Ao longo dos trimestres, profissionais do mercado aguardam os relatórios para analisar os possíveis impactos financeiros, estimar futuras movimentações e recomendar ou não as ações da companhia para os investidores.

Logo, na época de divulgação é esperado que o preço das ações apresente maior volatilidade — com tendências tanto para baixo como para cima. Afinal, os documentos são relevantes para analisar se a empresa atendeu ou não ao esperado, bem como acompanhar a evolução ao longo dos meses.

Assim, a divulgação dos documentos pode trazer efeitos significativos na sua carteira e também no seu emocional

Confira 3 dicas para analisar de forma racional os documentos e lidar com este momento de divulgação de resultados, a fim de não prejudicar seus investimentos em época de divulgação de resultados:

  1. Busque bons desempenhos no longo prazo

Lembre-se de avaliar os resultados trimestrais em termos gerais — considerando o histórico mais amplo da companhia. Cada trimestre deve ser considerado em relação aos anteriores e também às expectativas de futuro.

Para buscar bons desempenhos e aumentar a possibilidade de ter lucro com os investimentos, é importante colocar em prática a análise fundamentalista. Avalie, por exemplo, o crescimento da receita, o retorno sobre o capital investido, as margens operacionais e o endividamento da companhia.

  1. Saiba lidar com a volatilidade

Lembre-se de que a volatilidade é inevitável na renda variável. Além disso, ela é esperada em períodos de divulgação dos resultados trimestrais. 

Logo, é preciso ponderar se uma flutuação maior de preço ocorreu devido aos movimentos do mercado ou à mudança de fundamentos da empresa.

Quando o preço cai, mas a companhia segue apresentando qualidade, a tendência é que os papéis se valorizem no futuro. Uma mudança de estratégia pode ser necessária em outro cenário: quando a companhia perde seus fundamentos e a baixa de preços reflete isso. 

Neste último caso, vale a pena avaliar se ela ainda faz sentido na sua carteira – caso você a tenha no portfólio.

  1. Tenha paciência

Por fim, entenda que bons investimentos precisam de tempo para se concretizar. Se os seus objetivos são de longo prazo, tenha em mente sua estratégia na hora de avaliar os resultados trimestrais. Então acompanhe sempre as movimentações para realizar eventuais ajustes.

Agora que você sabe o que são e como avaliar os resultados trimestrais, não deve esquecer que um desempenho abaixo do esperado nem sempre indica que a empresa é ruim. Por isso, é importante acompanhar outras projeções para a companhia e ficar sempre atento aos fundamentos dela!

Para te ajudar nesta avaliação dos resultados trimestrais, o time da Capitalizo prepara sempre um documento com as informações divulgadas das principais empresas da B3. Assim, você tem todas informações em um só lugar! Acesse e faça o download.

Agora, se quiser saber quais as empresas que os clientes da Capitalizo possuem em carteira, conheça o Invista em Ações. Nosso produto oferece para você recomendações de análise fundamentalista de diversas empresas, seguindo uma estratégia de Buy&Hold de baixo giro de carteira e orientação para aportes periódicos. 

Acesse nossas recomendações de diferentes Carteiras: Carteira Dividendos, Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy & Hold Raíz, Ações Internacionais e recomendações de Fundos de Ações.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Investimento no Exterior: bolsa de valores americana, dolarização e tributações

invista em ações no exterior

Já falamos aqui no blog sobre a importância de investir no exterior, e como essa diversificação é relevante para minimizar os riscos na sua carteira de investimentos.

Agora, separamos três pontos principais para quem deseja realizar alocação de capital fora do nosso país, principalmente nos EUA: diversidade de ativos, dolarização e tributação. Assim, você fica mais preparado para começar a expandir seu portfólio de ações, potencializando seus ganhos!

Diversidade e maturidade dos mercados

A Bolsa de Valores do Brasil, a B3, possui em seu portfólio um pouco mais de 400 companhias, até o momento. Já nos EUA, este número ultrapassa a barreira de 5.400 empresas, sendo uma amostra de que a diversidade de ativos por lá é muito maior que a existente aqui no Brasil.

Como exemplo, um dos índices acionários mais importantes nos EUA, o S&P 500, abrange uma carteira teórica de ações das 500 maiores empresas americanas em valor de mercado. Ou seja, um número maior que todas as nossas empresas listadas até então.

Outro ponto a ser destacado, refere-se ao fato da bolsa americana listar parte das maiores companhias do mundo, tais como Apple, Amazon, Bank of America, JP Morgan, dentre outras. O que serve de atrativo para investidores do mundo todo.

Considerando o mercado de capitais como um todo, o americano é aproximadamente 50 vezes maior que o brasileiro. Além deste número contribuir positivamente para a liquidez do sistema, ele também nos dá uma noção da maturidade do mercado.

Mercados maduros trazem consigo uma experiência composta por crises, períodos de alta, momentos de pânico e de euforia. O que contribui, não somente para a grandeza do sistema financeiro, como também favorece os aspectos de segurança. Vale ressaltar que o mercado americano é considerado o mercado mais regulado do mundo.

Dolarização

Ainda na linha de maturidade, a moeda padrão no mundo, atualmente, é o dólar. A moeda americana é utilizada como base para emissão de dívidas e para negociações multilaterais entre a maioria dos países.

Já a nossa moeda, mesmo com a criação do plano Real e a consequente estabilização monetária, ainda possui inflação semelhante à de países emergentes. Isto é, o poder de depreciação do Real é superior ao dólar, o que nos é prejudicial visto que o padrão, como dito, é a moeda americana.

Outro importante destaque está relacionado à correlação histórica negativa existente entre o dólar e o Ibovespa. O gráfico abaixo nos mostra a evolução do IBOV e do Dólar desde meados de 2015.

Em outras palavras, esta correlação negativa indica que enquanto um se valoriza, o outro apresenta queda. E vice-versa. O que vale ressaltar, porém, é que isto não é uma regra. Apenas indica estatisticamente o efeito da relação entre o desempenho de nosso mercado com a moeda estrangeira.

A dolarização, portanto, permite deixar parte do portfólio exposto à moeda de padrão internacional, com menores efeitos deflacionários, além de deter o efeito da correlação para, no mínimo amenizar os impactos na carteira de possíveis quedas do mercado interno. Inclusive, já falamos também da importância de investir em empresas brasileiras que possuem parte do seu capital atrelado ao dólar.

Quanto rende os investimentos no exterior?

O gráfico abaixo apresenta a rentabilidade, em dólar, do índice S&P 500 entre agosto de 2010 e agosto de 2020. Como já mencionado, o índice citado reflete o desempenho médio das ações das 500 maiores empresas americanas.

No período citado, a valorização total acumulada foi de pouco mais de 66,0%, novamente relembrando se tratar de valorização em dólar. Se extrapolarmos estes ganhos em nossa moeda, o retorno chega à casa dos 180,9%, devido à desvalorização do Real perante ao dólar como citado anteriormente.

Como investir no exterior?

Dentre outras formas, o investimento em ações de empresas estrangeiras pode ser feito principalmente de duas maneiras.

A primeira delas é diretamente pela B3 por meio de BDRs, que são recibos com lastro em ativos de companhias do exterior negociadas na bolsa brasileira. Um dos principais cuidados que o investidor deve se atentar está relacionado com a baixa liquidez destes BDRs.

Outra alternativa mais direta é por meio de abertura de conta em uma corretora estrangeira. Neste caso, o investidor poderá comprar as ações e demais ativos diretamente na bolsa de valores do respectivo país.

Tributação em caso de investimento direto

Quando possuímos investimentos no exterior por meio de conta nestes países, é preciso ficar atento as regras de tributação. Uma das desvantagens, inclusive, que podemos citar no investimento direto é que a tributação dos rendimentos ocorre em base mensal.

O investidor que aplica capital lá fora e recebe dividendos, deverá pagar carnê-leão de acordo com uma tabela progressiva, como mostrado na tabela abaixo. Também há a versão para rendimentos anuais, em caso de ajuste na declaração do imposto de renda, também mostrado a seguir.

TABELA SOBRE RENDIMENTO MENSAL
BASE DE CÁLCULO ALÍQUOTA DEDUÇÃO
Até R$ 1.903,98 Isento
De R$ 1.903,99 até R$ 2.826,65 7,50% R$ 142,80
De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 15,0% R$ 354,80
De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 22,5% R$ 636,13
Acima de R$ 4.664,68 27,5% R$ 869,36
TABELA SOBRE RENDIMENTO ANUAL
BASE DE CÁLCULO ALÍQUOTA DEDUÇÃO
Até R$ 22.847,76 Isento
De R$ 22.847,77 até R$ 33.919,80 7,50% R$ 1.713,58
De R$ 33.919,81 até R$ 45.012,60 15,0% R$ 4.257,57
De R$ 45.012,61 até R$ 55.976,16 22,5% R$ 7.633,51
Acima de R$ 55.976,16 27,5% R$ 10.432,32

Ainda a respeito dos dividendos, pode haver imposto de renda retido na fonte em outros países. Nos EUA, por exemplo, essa alíquota varia entre os estados, ficando em torno de 30%. Vale ressaltar, no entanto, que todo o imposto pago no exterior é compensável no Brasil. Neste exemplo dos 30% americanos, seria compensado com teto do Imposto de Renda brasileiro (27,5%).

No caso de rendimentos periódicos, como no caso de alguns títulos de dívida pública ou privada, há a incidência de alíquota fixa de 15% sobre o valor recebido. O imposto incidente também deverá ser pago via carnê-leão.

Por fim, no caso de ganhos de capital (venda de ações com lucro, por exemplo), são tributados alíquotas de acordo com a tabela progressiva abaixo.

TABELA SOBRE GANHO DE CAPITAL
GANHO DE CAPITAL ALÍQUOTA
Até R$ 5.000,00 15,0%
De R$ 5.000,01 até R$ 10 milhões 17,5%
De R$ 10 milhões até R$ 30 milhões 20,0%
Acima de 30 milhões 22,5%

No Brasil, sabemos que há isenção de pagamento de imposto sobre o lucro para vendas de até R$ 20 mil por mês. Já nos EUA, essa isenção mensal não existe. Entretanto, na prestação de contas, essa isenção mensal sobe para R$ 35 mil quando se trata de liquidações de aplicações no exterior.

Sucessão direta em caso de morte

O investimento direto no exterior também gera algumas implicações na sucessão dos investimentos em caso de morte. Quando há investimentos no exterior, deve-se ter atenção quanto a burocracia envolvida, além do custo fiscal no caso de sucessão.

Em alguns estados americanos, por exemplo, o imposto cobrado sobre herança pode chegar a 40%. Como base de comparação, no estado de São Paulo é cobrado um imposto de apenas 4% nestes casos.

Novamente citando os EUA, existe limites de isenção para o não pagamento desta taxa. Porém, há variações. Americanos residentes no país só pagam o tributo no que exceder US$ 5,5 milhões por pessoa, ou US$ 11 milhões por casal (esse teto foi recentemente ampliado).

Para estrangeiros nos EUA, a isenção se reduz para US$ 60 mil. Portanto, o restante será taxado pelos 40% (média) caso o investidor morra.

O processo burocrático em si é rápido e simples. No entanto, cabe ao investidor ficar ciente do tributo a ser pago nestes casos envolvendo sucessão.

Existem maneiras de evitar o inventário. Uma delas, aceita por alguns bancos, corretoras e custodiantes, é fazer aplicações conjuntas, que prevejam direitos ao sobrevivente. Outra forma é por meio das contas TOD (“transfer on death”), que preveem beneficiários diretos, em proporções acertadas anteriormente. Vale ressaltar que, mesmos nestes casos, o investidor ainda terá que pagar os impostos.

Carteira Internacional

Aqui na Capitalizo, nós oferecemos a nossos clientes uma carteira de ações específica com as recomendações das melhores empresas estrangeiras. O investimento pode realizado tanto via BDRs quanto diretamente no exterior.

Quer receber as melhores recomendações de ações para montar sua carteira de longo prazo?

Conheça o Invista em Ações. Nosso produto oferece para você recomendações de análise fundamentalista de diversas empresas, seguindo uma estratégia de Buy&Hold de baixo giro de carteira e orientação para aportes periódicos. 

Acesse nossas recomendações de diferentes Carteiras: Carteira Dividendos, Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy & Hold Raíz, Ações Internacionais e recomendações de Fundos de Ações.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Ranking de Ações: 5 maiores altas de 2020

Maiores altas da Bolsa em 2018

O ano de 2020 ficará marcado na Bolsa de Valores, em março tivemos uma volatilidade que afetou grande parte do mercado, devido a crise do Coronavírus no Brasil e no mundo. Agora, cinco meses depois, a economia global começa a se recuperar, assim como o mercado de ações. O Ibovespa voltou a atingir os 100 mil pontos, mas ainda mantém uma média negativa de cerca de -10%.

Com toda essa movimentação do mercado nos últimos tempos, tivemos diversos ativos que conseguiram se recuperar – inclusive voltando a operar nas máximas do ano. Abaixo, segue a listagem das 5 ações que mais sobem em 2020, dos ativos que acompanhamos:

Quem são as empresas?

LOCAWEB (LWSA3)

Iniciando suas atividades em 1998, a Locaweb é uma empresa que abriu seu capital na B3 recentemente (fevereiro de 2020), sendo especializada em oferecer serviços de hospedagem de sites, revenda de Host, registro de domínio e computação em nuvem. Atualmente, possui um valor de mercado na casa de R$ 4,2 bilhões.

WEG (WEGE3)

A WEG é uma empresa global de equipamentos eletroeletrônicos. Ela atua principalmente no setor de bens de capital com soluções em máquinas elétricas, automação e tintas. Além disso, atua dentro e fora do Brasil, sendo que hoje quase 60% das receitas vêm de fora, seja via exportação ou produção em outros países.

OI (OIBR4)

A Oi é uma das maiores empresas do setor de telecomunicações do Brasil, principalmente no que tange sua grande infraestrutura ao longo de todo o país. A companhia atende quase a totalidade dos municípios brasileiros, com a prestação de serviços de telefonia fixa e móvel, de transmissão de dados e de TV por assinatura, separadas basicamente através de segmentos residenciais, de mobilidade pessoal e comerciais.

MAGAZINE LUIZA (MGLU3)

A Magazine Luiza é uma das maiores rede de varejo de eletrônicos e móveis, contando com mais de 60 anos de experiência no mercado. Atualmente, a Magazine Luiza opera mais de 1100 lojas no segmento de varejo, além de sua crescente plataforma de E-commerce.

B2W (BTOW3)

A B2W é uma das maiores empresas de e-commerce do Brasil, com quatro marcas online: Submarino, Americanas.com, Shoptime e Sou Barato. Sua operação é estruturada em duas principais frentes de negócio: Vendas diretas e Marketplace. Além disso, a empresa também oferece outros serviços de tecnologia, logística, distribuição e pagamentos. A B2W é controlada pelas Lojas Americanas que detém 62% das ações.

Quer receber as melhores recomendações de ações para montar sua carteira de longo prazo?

Conheça o Invista em Ações. O guia que vai te ajudar a construir e diversificar seu patrimônio. Receba análises e recomendações para a montagem da sua carteira de ações e conheça os ativos que podem trazer altos retornos em longo prazo. Acompanhe a nossa recomendação de diferentes Carteiras e invista com o suporte e acompanhamento da melhor equipe de analistas do mercado.

Acesse agora nossas recomendações de diferentes Carteiras 

Carteira Dividendos

Carteira Crescimento

Carteira Top Recomendadas

Carteira Small Mid Caps

Carteira Buy & Hold Raiz

Carteira de Ações Internacionais

Recomendações de Fundos de Ações

Atendimento Exclusivo Capitalizo e Avaliação da sua Carteira

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Carteira de ações tradicional ou de dividendos: qual escolher?

A carteira de ações é o conjunto de ativos deste tipo que um investidor possui. A sua composição é definida por diversos fatores – entre eles, os objetivos do investidor em relação a cada papel. Uma carteira de dividendos, por exemplo, pode ser uma boa opção para quem busca ter uma renda passiva no futuro.

Assim, uma das grandes vantagens de investir em ações é que você pode escolher entre diversas estratégias de investimento. Quem investe com foco no longo prazo, por exemplo, pode formar uma carteira de ações tradicionais — com base no potencial de crescimento das empresas — ou de dividendos — focando em recebimento de dividendos.

Mas, qual das duas opções é mais interessante: uma carteira de ações tradicionais ou a carteira de dividendos? Afinal, qual delas escolher?

Para que o assunto fique mais claro, você entenderá, neste artigo, a diferença entre a carteira de ações tradicional e de dividendos e descobrirá como escolher a melhor opção para você. Boa leitura!

Quais as características da carteira de ações tradicional?

Esse tipo de carteira tem foco no longo prazo e tende a ser uma boa escolha para quem deseja formar patrimônio, por exemplo. Nesse caso, é fundamental investir em ações de empresas com características sólidas, como reconhecimento no mercado e boa governança.

A carteira de ações tradicional prioriza empresas com potencial de crescimento. Para isso, ter algumas ações do tipo small caps pode ser interessante. Elas são de empresas que têm menor valor de mercado na bolsa, mas possuem alto potencial de valorização.

Com isso, elas podem ser vistas como boas opções para compor uma carteira tradicional de ações. A desvantagem é que as small caps tendem a ter baixa liquidez, o que pode gerar dificuldade para o investidor caso deseje vender os ativos.

Ações mid caps, de empresas com média capitalização, também oferecem certo potencial de valorização. Por isso, também podem ser utilizadas por investidores que desejam ter uma carteira tradicional de ações.

Até mesmo as ações blue chips — ações de empresas de grande porte no mercado — podem ser usadas para diversificar esse tipo de carteira. Neste caso, o investidor pode usufruir de uma segurança adicional – devido à solidez do negócio, embora a valorização possa ser um pouco mais limitada na comparação com empresas menores.

Para aproveitar as melhores oportunidades, é importante fazer uma boa análise fundamentalista antes de compor sua carteira. Fazer um mix entre ações com alto potencial de valorização e papéis de empresas consolidadas, por exemplo, pode ser uma opção interessante.

Vantagens e desvantagens

Como o objetivo principal da carteira tradicional é manter as ações no longo prazo, ela possui algumas vantagens. Em cenários econômicos desfavoráveis de curto prazo, por exemplo, a rentabilidade da carteira pode ser impactada negativamente.

No entanto, quando os investimentos são mantidos por muitos anos, o desempenho da carteira costuma ser pouco afetado por essas oscilações. Assim, se as empresas que você escolher tiverem bons fundamentos, a tendência é que os ativos valorizem com o tempo – fazendo o seu patrimônio aumentar.

Uma desvantagem desse tipo de carteira, por outro lado, está no fato de que a valorização pode não estar diretamente relacionada ao benefício da renda passiva significativa ao longo do tempo. Afinal, empresas em crescimento normalmente não distribuem dividendos tão interessantes.

Outro ponto de atenção pode estar em situações nas quais a carteira é composta, majoritariamente, por small caps ou mid caps. Nesse caso, ela costuma estar mais exposta ao risco de mercado e à volatilidade. Por isso, vale a pena compor a carteira com atenção.

Quais as características da carteira de dividendos?

A carteira de dividendos, por outro lado, prioriza empresas com um dividend yield alto e com histórico de ser boa pagadora de dividendos. O dividend yield é obtido pela divisão do valor pago de dividendos pelo preço das ações antes da distribuição dos lucros.

Normalmente, quanto maior o dividend yield de uma empresa, mais interessante ela tende a ser para o investidor que deseja montar uma carteira focada em dividendos. Além disso, companhias mais estáveis e consolidadas no mercado, que não precisam fazer grandes investimentos no próprio negócio, são exemplos de companhias que costumam pagar bons dividendos.

No entanto, em termos de fundamentos, isso não significa que essas empresas sejam melhores do que outras. Elas apenas se destacam em relação ao objetivo definido – montar uma carteira que resulte em bons pagamentos de dividendos ao longo do tempo.

Vantagens e desvantagens

Uma das vantagens da carteira de dividendos é a possibilidade de reinvestir os dividendos recebidos. Assim, é possível adquirir novas ações e impulsionar seu patrimônio ao longo do tempo.

Esse tipo de carteira também tende a ser mais defensiva em comparação com a carteira tradicional. Como as empresas mais consolidadas pagam um percentual maior de dividendos do que outras companhias, acabam gerando mais caixa – e, normalmente, se afastam dos riscos de mercado.

Apesar dessa característica mais defensiva, essa carteira ainda faz parte do mercado de ações. Desta forma, o investidor ainda está exposto, mesmo que em menor proporção, à volatilidade da renda variável.

Qual carteira de ações escolher?

Entre as opções que apresentamos, qual você acredita que faz mais sentido para você? Saiba que, na prática, você pode optar pelas duas.

Isso significa que é possível ter uma carteira de ações tradicionais e uma outra de dividendos – tentando obter bons resultados a partir de estratégias distintas.

Se o seu objetivo é ter uma carteira em que as ações se valorizam bastante ao longo do tempo para vender e lucrar com esta operação, a carteira tradicional pode ser a melhor escolha. Por outro lado, se você espera receber dividendos e ter uma renda passiva no longo prazo, a carteira de dividendos pode ser mais adequada.

Contudo, é possível manter ativos distintos – com estratégias diferentes – em sua carteira, a fim de potencializar os resultados de diversas maneiras. Assim, você pode se beneficiar tanto com a valorização das ações quanto com o pagamento de dividendos ao longo do tempo.

Como escolher as ações?

Qualquer carteira de ações visando o longo prazo deve ser composta a partir das análises de fundamentos. Contudo, ao montar uma carteira tradicional ou de dividendos, podem ser avaliados indicadores diferentes. 

Na tradicional, por exemplo, estamos analisando a possibilidade de crescimento da empresa, e na de dividendos a perspectiva que ela tem de gerar lucros e distribuí-los aos acionistas.

Então, entenda como escolher as melhores ações para compor a sua carteira:

Defina a estratégia

Conheça o seu perfil de investidor e os seus objetivos para escolher a estratégia mais adequada para sua carteira de ações. 

Tenha conta em instituição financeira

Para comprar ações na bolsa, é necessário ter conta em uma instituição financeira. Assim, você pode enviar ordens de compra e venda na bolsa de valores.

Escolha as ações ou conte com ajuda profissional

No momento de investir, você pode fazer uma análise fundamentalista das empresas e decidir por conta própria. Outra opção é contar com um serviço de análise para lhe ajudar a fazer a melhor escolha.

Como você viu, não é necessário escolher entre uma e outra carteira. O investidor pode ter parte da carteira focada em buscar por oportunidades na bolsa – visando investir em empresas que estão com valor descontado, por exemplo – e ter parte da carteira com ações que pagam bons dividendos.

Desta forma, você potencializa suas estratégias e aumenta as chances de ter bons resultados com seus investimentos na bolsa de valores!

Quer começar a construir uma carteira de ações eficiente e alinhada aos seus objetivos? Então, conheça o Invista em Ações, produto da Capitalizo que ajuda você a montar um portfólio sólido na renda variável!

Nele, você terá acesso às carteiras recomendadas para diferentes objetivos, com diversos ativos para potencializar os seus ganhos. Além disso, receba semanalmente informações, análises e relatórios com informações das principais empresas na B3.

Acesse agora nossas recomendações de diferentes Carteiras: Carteira Dividendos, Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy & Hold Raíz, Ações Internacionais e recomendações de Fundos de Ações.

Tem alguma dúvida sobre o produto? Então entre em contato conosco e fale com a gente!

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

BDR – Brazilian Depositary Receipt

bdr

Sabe-se que alocar parte do capital em ativos do exterior pode trazer muitos benefícios a carteira de um investidor, como por exemplo a potencialização de seus ganhos e a redução dos riscos.

Existem diferentes formas de se realizar esta alocação fora do Brasil. Uma delas, refere-se a abertura de conta diretamente em uma corretora do exterior. Entretanto, caso o investidor não esteja disposto, por variados motivos, a deter uma nova conta para realizar esses investimentos, os BDrs surgem com uma boa opção.

O Que São BDRs?

BDR nada mais é do que a abreviação, em inglês, para Brazilian Depositary Receipt. Para melhor entendimento, um BDR é um recibo de ações de empresas estrangeiras negociadas na bolsa de valores brasileira.

Portanto, um BDR torna-se uma maneira simples de se negociar diretamente pela B3 um ativo com lastro em papéis estrangeiros.

Vale ressaltar, porém, que o fato do investidor adquirir um BDR de uma determinada companhia do exterior não o tornará sócio desta empresa, como ocorre no caso de aquisição de uma ação, por exemplo. Este BDR é, como já dito, apenas lastreado nas ações desta companhia estrangeira.

Tipos de BDRs

Os BDRs podem ser classificados em duas grandes categorias: Patrocinados e Não Patrocinados.

Um BDR Patrocinado é um valor mobiliário emitido no Brasil por uma instituição depositária, a pedido de uma companhia do exterior. Portanto, o desejo de emissão deste BDR parte diretamente da empresa estrangeira. Esta, por sua vez, deve então contratar uma instituição depositária à qual será responsável por emitir os BDRs.

Os BDRs Patrocinados são ainda subdivididos em três níveis: I, II e III. Enquanto um BDR Nível I só pode ser negociado em bolsa de valores, os demais possuem a liberdade de serem negociados em mercados de balcão organizado.

Já o BDR Não Patrocinado (BDR NP) deve, novamente, ser emitido por uma instituição depositária, porém sem acordo direto com a companhia emissora. Desta forma, esta instituição é quem possui a responsabilidade de que estes BDRs estejam lastreados nos ativos emitidos no exterior, bem como também são elas que devem divulgar ao mercado as informações financeiras e demais comunicados das respectivas empresas estrangeiras utilizadas nestes BDRs.

Mudanças na Regulamentação

Recentemente, a CVM fez algumas mudanças na regulamentação dos BRDs, destacadas logo abaixo. Essa mudanças têm data para entrar em vigor: dia 01 de setembro de 2020.

  • Permissão para que investidores não qualificados possam negociar BDRs. Vale ressaltar que, anteriormente, somente investidores qualificados poderiam negociar os BDRs Nível I;
  • Previsão de emissão de BDR lastrado em ETFs negociados no exterior;
  • Permissão para que os BDRs sejam lastrados em ações de emissores estrangeiros com ativos ou receitas no Brasil. Também, os BDRs podem ser lastreados em títulos de dívida, inclusive aqueles emitidos por empresas brasileiras.

Quantos BDRs existem e quanto eles rendem?

Atualmente, existem mais de 550 BDRs listados na bolsa brasileira, sendo quase em sua totalidade do tipo BDR Não Patrocinado.

Dentre todos os BDRs, merecem destaque os recibos de grandes e conhecidas empresas mundiais, como Apple, Berkshire Hathaway, Microsoft, McDonald’s, Amazon, Comcast, JP Morgan, Bank of America, Tesla, dentre outras.

Também, há um índice que reflete o retorno médio de uma carteira teórica formada por BDRs Não Patrocinados, o BDRX.

O gráfico abaixo apresenta o retorno acumulado dos últimos doze meses de cinco BDRs Não Patrocinados, das empresas: Tesla (TSLA34), Nvidia (NVDC34), Apple (AAPL34), Mercado Libre (MELI34) e Amazon (AMZO34). Como comparativo, também está o retorno acumulado para o mesmo período dos índices BRDX e Ibovespa.

No gráfico, destaca-se o grande ganho obtido com o BDR da Tesla Motors, com uma valorização acumulada de mais de 1045,0% nos últimos doze meses. No mesmo período, todas as outras empresas citadas seguiram retornos maiores que 145,0%. O BDRX apresentou uma performance acumulada de aproximadamente 64,7%, enquanto o IBOV acumula alta de 1,39%.

Quais os riscos atrelados aos BDRs?

Além de se tratar de um ativo de renda variável, estando portanto sujeito as variações de mercado, o BDR possui, de forma geral, um maior risco atrelado a sua falta de liquidez.

A precária liquidez no mercado de BDRs acaba sendo uma grande desvantagem deste tipo de ativo. No entanto, a permissão para que esses ativos estejam disponíveis para quaisquer investidores, certamente favorecerá a liquidez do mercado.

Por fim, de qualquer forma é recomendado aos diversos tipos de investidores que procurem auxílio de especialistas a respeito das melhores recomendações antes de se realizar os investimentos em BDRs.

Carteira Internacional

Aqui na Capitalizo, nós oferecemos a nossos clientes uma carteira de ações específica com as recomendações das melhores empresas estrangeiras. O investimento pode realizado tanto via BDRs quanto diretamente no exterior.

Quer receber as melhores recomendações de ações para montar sua carteira de longo prazo?

Conheça o Invista em Ações. O guia que vai te ajudar a construir e diversificar seu patrimônio. Receba análises e recomendações para a montagem da sua carteira de ações e conheça os ativos que podem trazer altos retornos em longo prazo. Acompanhe a nossa recomendação de diferentes Carteiras e invista com o suporte e acompanhamento da melhor equipe de analistas do mercado.

Acesse agora nossas recomendações de diferentes Carteiras 

Carteira Dividendos

Carteira Crescimento

Carteira Top Recomendadas

Carteira Small Mid Caps

Carteira Buy & Hold Raiz

Carteira de Ações Internacionais

Recomendações de Fundos de Ações

Atendimento Exclusivo Capitalizo e Avaliação da sua Carteira

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Como investir em ações internacionais?

Você sabia que não é preciso manter todos os seus investimentos expostos apenas ao mercado brasileiro? É possível investir no exterior incluindo na sua carteira empresas ou ativos com lastros internacionais.

Assim, torna-se viável participar dos lucros de grandes companhias que não têm sede no Brasil — ou até mesmo de brasileiras que, por algum motivo, optaram por abrir capital no exterior. Existem diversas alternativas para quem deseja diversificar em outros países sem sair do Brasil.

Então, que tal saber um pouco mais sobre o assunto? Neste conteúdo, você verá os motivos pelos quais pode ser interessante fazer escolhas internacionais e também conhecerá algumas maneiras de colocar esta estratégia em prática e diversificar seu portfólio. 

Confira!

Por que vale a pena investir em ações internacionais?

Existem algumas razões significativas para pensar em adquirir ações internacionais. Uma delas é a possibilidade de diversificar e diluir ainda mais os riscos da sua carteira. O ideal é que eles sejam diversificados ainda no mercado nacional – e que as ações internacionais sejam um potencializador desta estratégia. 

Por exemplo, investindo em empresas de setores diferentes na bolsa brasileira você evita se expor apenas ao risco de uma mesma companhia ou setor de atuação. Entretanto, a diversificação fica limitada se o investidor opta por ter apenas ativos brasileiros.

Afinal, a carteira que está ligada a um só país e acaba ficando vulnerável às oscilações causadas por acontecimentos que impactam ambiente interno. A diversificação em ações internacionais permite encontrar maior equilíbrio, pois alguns investimentos não estão diretamente relacionados ao Brasil.

Além disso, realizar investimentos estrangeiros pode ser interessante para obter maiores resultados — como no caso de investir em grandes empresas internacionais. Muitos países têm economias e bolsas de valores mais dinâmicas do que a nossa.

Vale destacar, ainda, que países com economia mais estruturada e forte costumam apresentar maior resiliência em crises e se recuperam mais rapidamente. Logo, uma carteira internacional também lhe favorece nesse ponto.

Como investir em empresas estrangeiras no Brasil?

Você ainda não sabia que é possível investir em ações internacionais no Brasil? Na verdade, existem várias opções. 

Uma alternativa para fazer investimentos diretamente nas bolsas internacionais é abrir uma conta em instituições do exterior. Contudo, ela pode não ser a melhor opção, já que envolve extensa burocracia e custos.

Abrir uma conta no exterior significa que você precisa seguir as regras de dois países. Afinal, é preciso cumprir a lei brasileira e também conhecer as normas do outro local. Também há questões tributárias próprias — além de eventuais dificuldades em relação ao idioma e ao câmbio.

A boa notícia é que existem opções melhores aqui mesmo, no mercado brasileiro. Na própria B3 você pode ter acesso a investimentos com lastro internacional e consegue participar dos resultados de empresas estrangeiras. 

Confira como fazer isso!

ETFs expostos a índices do exterior 

O ETF ou Exchange-traded fund é um tipo de fundo de investimento que visa replicar determinados índices econômicos. Um exemplo bastante popular entre brasileiros é o fundo que replica o Índice Ibovespa — indicador central da bolsa de valores do Brasil.

Entretanto, não são apenas os índices brasileiros que figuram como protagonistas dos ETFs. Também existem fundos de índices que focam em replicar indicadores internacionais. É o caso do ETF que tem como objeto o S&P 500 — índice que reúne 500 das maiores empresas listadas nos EUA.

Assim, ao adquirir cotas de um ETF desse tipo – como o SPXI11 –  você se expõe ao mercado norte-americano e associa sua carteira de investimentos ao maior ambiente de renda variável do mundo.

Fundos de investimento com exposição internacional

Os fundos de investimentos, especialmente os de ações e os multimercados, também podem apresentar exposição a ações internacionais no seu portfólio. Ainda que mantenham parte significativa de seus ativos no Brasil, uma porcentagem pode estar ligada a outros países.

Então, eles representam mais uma forma de você ter lastro em ativos internacionais sem sair do Brasil e sem precisar enfrentar a burocracia de abrir uma conta no exterior. Basta adquirir as cotas dos fundos de sua preferência.

Cada fundo de investimento tem uma lâmina com as informações básicas. A partir dela, o investidor consegue saber qual é a estratégia utilizada pela gestão e como se dá a exposição a outros mercados. Também é possível avaliar qual é o nível de risco do fundo.

COEs que incluam o mercado internacional

O COE — Certificado de Operações Estruturadas — é um investimento montado a partir de uma mescla de ativos diferentes. Ele pode incluir, por exemplo, títulos de renda fixa, ações, derivativos etc.

Com isso, os COEs são alternativas para investidores que desejam se expor às características de diferentes mercados. É possível alcançar um nível de risco e de rentabilidade diferente daquela obtida quando se expõe diretamente a um só ativo.

Existe grande diversidade de COEs no mercado e alguns deles podem atrair quem deseja se expor ao mercado internacional. Isso porque eles podem incluir o lastro estrangeiro em uma parte de seus investimentos.

BDRs

Por fim, uma alternativa válida para diversificar sua carteira em ações internacionais é por meio dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Eles são certificados de ações que têm lastro em ativos de companhias estrangeiras — ou brasileiras que abriram capital no exterior.

Originalmente, as ações são negociadas em bolsas de valores de outros países (como as bolsas norte-americanas). Então, instituições financeiras do Brasil adquirem os papéis internacionais e vendem na bolsa brasileira os certificados lastreados neles.

Ou seja, assim como as outras opções que apresentamos até aqui, você não está adquirindo diretamente as ações das companhias. Mas os certificados lhe dão o direito de participar dos resultados — seja a valorização dos papéis ou os dividendos distribuídos.

A maioria dos BDRs disponíveis na bolsa brasileira era acessível apenas para investidores qualificados. Mas a realidade mudou em 2020. A partir de setembro, o acesso aos BDRs será autorizado para todos os investidores.

Conclusão

Neste post, você viu as quatro principais formas de se expor a ações internacionais sem sair da bolsa de valores brasileira. Investir por meio das alternativas apresentadas é mais prático e apresenta menos risco, já que não é preciso entender detalhes de instituições estrangeiras.

Vale destacar que os investimentos citados são exemplos da renda variável. Logo, adéquam-se melhor aos investidores de perfil moderado ou arrojado. É fundamental entender os riscos de cada opção antes de escolher.

Então, se quiser diversificar sua carteira de investimentos com as melhores recomendações do mercado, conheça o Carteiras Capitalizo! Com ele, você terá acesso à títulos de renda fixa, fundos de investimentos e ações para montar sua carteira de longo prazo com as análises do nosso time. 

Dentre estas recomendações, além de investir seu capital no Brasil, você terá carteira de ações internacionais e listas dos melhores fundos de ações, multimercados e internacionais com ativos e lastros no exterior. Acesse agora para começar a diversificar o seu patrimônio e potencializar seus ganhos!

Tem alguma dúvida sobre o produto? Então entre em contato conosco e fale com a gente!
___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Receba nossos relatórios Grátis