Fundo Imobiliário de Terras Agrícolas: conheça esse novo modelo que está chegando ao mercado

Muito tem se falado sobre o novo Fundo Imobiliário de Terras Agrícolas que está chegando ao mercado. Afinal, o fundo traz uma nova proposta, permitindo que pessoas com pouco recursos invistam em terras rurais destinadas à produção agropecuária.

Há muito tempo, o setor agropecuário desempenha um papel importante no cenário da economia nacional. Além disso, trata-se de uma das primeiras atividades econômicas a serem desenvolvidas no país.

Você se interessa pelo assunto e vê o tema como uma possibilidade de diversificar os seus investimentos? Então, continue a leitura e saiba mais sobre o novo modelo de FII que está chegando ao mercado em 2020!

O que é um fundo de investimento imobiliário (FII)?

O fundo de investimento imobiliário representa uma modalidade de investimento que reúne um grupo de pessoas com o objetivo comum de investir em ativos imobiliários. Os cotistas podem ter lucro com a distribuição de rendimentos ou com a valorização das cotas do fundo.

A modalidade de fundo é administrada por um gestor, que é responsável por encontrar e definir os ativos mais interessantes para a carteira. A intenção é obter uma boa rentabilidade para os cotistas, que podem receber dividendos de acordo com o número de cotas que possuem.

Diversos tipos de fundos imobiliários estão disponíveis no mercado. Os principais são:

  • fundos de tijolo: investem em imóveis físicos e o rendimento vem da venda dos empreendimentos ou do recebimento de aluguéis;
  • fundos de papel: investem em ativos financeiros do mercado imobiliário, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI);
  • fundos de fundos: são formados por cotas de outros fundos, de forma a aproveitar seus resultados e ter um portfólio variado.

Fundo de Terras Agrícolas

Agora, os investidores brasileiros também terão acesso aos fundos de terras agrícolas. Muito comuns nos Estados Unidos, eles investem buscando participar da valorização das propriedades e ter retorno com o arrendamento das fazendas.

Para isso, duas estratégias podem ser utilizadas. Uma opção é comprar terras de produtores que desejam desmobilizar uma parte de seu patrimônio. A outra é financiar produtores que queiram comprar áreas para a expansão da produção.

Como funciona o Terrax Fundo Imobiliário?

A nova modalidade de fundo chega aos brasileiros com o IPO do fundo Terrax na bolsa de valores. O fundo é gerido pela Riza Asset Management e distribuído pela XP. Ele foi criado para investidores de varejo, que normalmente não conseguem investir em terras de forma líquida.

O objetivo do Terrax Fundo Imobiliário com o IPO é levantar R$750 milhões. Os recursos serão investidos na compra de fazendas produtoras de soja, milho e algodão em Goiás, Mato Grosso e na região Matopiba (convergência dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia).

A estreia do fundo está prevista para o final de setembro de 2020. Serão lançadas, em torno de 7,5 milhões de cotas na B3, sem considerar as cotas do lote adicional, com preço unitário de R$100 na Oferta Pública Inicial (IPO).

Confira mais detalhes a seguir!

Estratégia

O Terrax é um fundo híbrido. Em geral, a principal característica desse tipo é a opção de investir em mais de uma classe de ativos imobiliários.

A estratégia de investimento do Terrax Fundo Imobiliário é a adquirir terras agrícolas para produção de grãos e fibras em todo o país. Como os ativos serão diversificados em diferentes regiões e clima, os riscos podem ser minimizados.

Taxas

A taxa de administração do fundo Terrax será de 1,25% ao ano. Também será cobrada a taxa de performance dos cotistas, que será calculada semestralmente, no último dia útil dos meses de junho e dezembro.

A taxa de performance será de 20% sobre os rendimentos adicionais. A cobrança ocorrerá apenas quando a rentabilidade do fundo superar o seu benchmark, que será equivalente ao CDI + 2% ao ano. 

Objetivo do IPO

Os recursos adquiridos na Oferta Pública Inicial do Terrax Fundo Imobiliário serão utilizados em operações como o sale and leaseback. Nesse caso, o fundo compra a terra e aluga para o antigo proprietário por 10 anos.

No fim do prazo, o proprietário tem o compromisso de comprá-la de volta por um valor prefixado. Se a compra não acontecer, o gestor terá margem para vender a uma terceira parte. 

Para o agricultor, é uma oportunidade de desmobilizar parte de seu patrimônio ou de se financiar a juros mais baixos e prazo longo. Para o fundo, há a possibilidade de obter lucros acima da média.

Principais riscos

Todo fundo de investimento imobiliário tem alguns riscos – como o de liquidez, o de crédito e o operacional. Além disso, é importante estar atento a alguns riscos particulares do tipo específico de investimento.

Como o Fundo Imobiliário de Terras Agrícolas tem o objetivo de arrendamento de terras rurais, existe o risco de o gestor não ter sucesso na prospecção de ativos para alocar o capital do fundo. 

Também há o risco proveniente dos ativos imóveis, que podem causar a desvalorização das propriedades, desapropriação e sinistros.

Vale a pena participar do Terrax?

Após analisar as características do fundo, você poderá avaliar se vale a pena participar do IPO do Terrax Fundo Imobiliário. Ele será o primeiro fundo listado na B3 destinado às atividades agropecuárias.

Assim, o Terrax pode ser uma opção para quem deseja investir em propriedades agropecuárias e diversificar a carteira, principalmente com foco no longo prazo. Afinal, a valorização imobiliária dos ativos acontecerá ao longo dos anos.

No entanto, o investidor também poderá lucrar em um período menor com os dividendos originados do arrendamento das terras. 

Além de considerar as possibilidades de lucro, é importante analisar o seu perfil de investidor antes de decidir se vale a pena fazer o aporte.

Como participar do fundo Terrax?

Ficou interessado em investir do fundo? Para participar do IPO do Terrax é necessário ter uma conta em uma instituição financeira participante da oferta. O fundo definiu uma aplicação mínima de 250 cotas por investidor, totalizando R$ 25 mil.

É necessário fazer um pedido de reserva. Após a subscrição das cotas, o investidor deverá esperar até a data de encerramento para obter a autorização da B3 para negociar as cotas na bolsa. Após a Oferta Pública Inicial, será possível fazer a negociação das cotas normalmente, durante o pregão da bolsa.

Antes de decidir investir, é importante buscar informações relevantes sobre os detalhes do Fundo Imobiliário de Terras Agrícolas. Para isso, você pode acessar o prospecto do fundo e conhecer as demais características do produto.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Como organizar meus investimentos?

Muito falamos por aqui da importância de montar uma carteira de investimentos diversificada e de acordo com seu perfil e objetivos. Porém, parte desta estratégia requer organização, monitoramento dos investimentos e constante visualização dos seus ativos. Pensando nisso, apresentamos para vocês a nova parceria da Capitalizo: a Patrimoniando

Esta empresa nasceu da necessidade de muitos investidores de terem uma ferramenta onde possam controlar e organizar seus investimentos, sejam eles em diferentes moedas, instituições, ou tipo de ativos. A plataforma oferece um espaço seguro, simples e de fácil acesso para você, investidor. Entre as principais vantagens da Patrimoniando, estão: 

  • Acompanhamento do seu patrimônio: controle de todos os seus investimentos na plataforma, sejam eles bens ativos ou passivos.
  • Organização em portfólio: separe seus investimentos em portfólio para saber onde e como ele está dividido. 
  • Definição de objetivos: defina um objetivo para seu patrimônio e veja seu crescimento em tempo real. 
  • Visualização dos ativos: crie relatórios dos seus ativos de forma dinâmica, agrupando por portfólio, moeda, instituição ou tipo.

A Patrimoniando é um espaço completo para visualizar todo seu patrimônio, o quanto ele está rendendo e, assim, poder visualizar de forma mais ampla como está o andamento das suas estratégias e objetivos. A Capitalizo está sempre procurando formas de ajudar cada vez mais seus investidores a alcançarem suas metas. Por isso, acreditamos que esta ferramenta irá trazer muitos benefícios para você, investidor. E lembre-se: a Patrimoniando é uma ferramenta gratuita e confiável. Se quiser saber mais sobre eles, clique aqui!

O que é ordem de compra e como funciona a aquisição de ações na Bolsa?

Ao decidir investir na bolsa de valores, é normal ter algumas dúvidas com relação aos termos do mercado. Por exemplo, sobre o que é uma ordem de compra. Além dela, existem diversos tipos de ordens para prosseguir com o investimento.

De forma simplificada, as ordens são instruções enviadas à bolsa para operar a compra ou venda de algum ativo ou derivativo. Compreender o processo é importante para que seus investimentos sejam efetuados com sucesso.

Então, este artigo permitirá que você entenda o que é uma ordem de compra e como comprar ações na bolsa de valores. Não perca!

O que é ordem de compra?

No mercado financeiro, a ordem de compra é determinada pelo investidor — que envia o pedido para um agente intermediário e adquire para si um valor mobiliário no mercado. O agente pode ser uma corretora de valores ou banco de investimento, por exemplo.

Ou seja, o investidor envia a ordem para que a instituição financeira compre determinados ativos em seu nome e nas condições em que ele determinar. É ela que vai inserir a oferta no book de negociação da bolsa.

A ordem de compra pode ser enviada pelo próprio investidor, acessando o home broker e executando a ordem online. Outra opção é utilizar as mesas das corretoras, bancos de investimento ou escritórios vinculados às instituições que, porventura, atendam ao investidor.

As ordens são feitas pela própria mesa. Então, elas também podem ser passadas pelo investidor por telefone ou e-mail para profissionais. Contudo, é importante entender que a execução de operações em seu nome só pode ser feita mediante autorização e pedido expresso do investidor.

Independentemente da forma de transmissão da ordem, elas são repassadas para um mesmo sistema — no qual acontecem as negociações do mercado. Todas as operações são registradas com as informações do cliente, o horário de recebimento e as condições de execução.

Uma outra opção para emissão de ordens é a partir do uso de robôs. Ainda assim, o processo conta com participação direta do investidor – que precisa estabelecer parâmetros para execução das ordens.

Quais são os tipos de ordem de compra da bolsa?

É possível executar uma ordem de compra de diversas formas, com diferentes condições e características. Conheça a seguir os principais tipos de ordem da bolsa:

Ordem de compra a mercado

Essa é a ordem de compra mais usada pelos investidores no momento de comprar ações na bolsa de valores. O motivo é que, com ela, a negociação ocorre de modo quase instantâneo, sem que seja necessário esperar para que a negociação aconteça.

Na ordem de compra a mercado, o investidor indica apenas o nome do ativo e a quantidade que deseja adquirir sem especificar um preço. Logo, a aquisição é feita instantaneamente pelo preço que a ação estiver sendo negociada naquele momento (o que chamamos de cotação de mercado).

Ordem de compra limitada

Por outro lado, na ordem limitada é possível ter maior controle do procedimento. Nesse caso, o investidor indica a quantidade de ações e o preço limite que ele deseja pagar por elas. Assim, a compra será feita apenas quando o valor do ativo for menor ou igual ao informado pelo cliente.

Em geral, a ordem de compra limitada é usada por quem deseja adquirir determinado papel por um preço menor do que a cotação de mercado atual. Basta cadastrar o preço e esperar que o ativo ou derivativo o alcance.

Ordem de compra administrada

O funcionamento da ordem de compra administrada é semelhante ao da ordem a mercado. Ou seja, o investidor deve informar apenas qual é o ativo e a quantidade a ser comprada, sem especificar o preço que pretende pagar

No entanto, nesse caso, a corretora ou o banco de investimento tem autonomia para decidir o melhor momento para executar a aquisição do ativo.

Ordem de compra start

Por fim, a ordem de compra start funciona com a programação de uma aquisição para ser executada quando a ação estiver acima de um preço pré-determinado. Ela é geralmente utilizada para controle de perdas em operações em que o investidor opera vendido.

Dessa forma, a ordem de compra start é o equivalente oposto da ordem de venda (stop loss), também muito utilizada por quem especula na bolsa de valores.

Quais as validades das ordens de compra?

Agora que você sabe o que é a ordem de compra e quais são os tipos existentes, é importante entender as diferentes validades que elas podem ter. Essa característica também é definida pelo investidor. Veja as principais opções:

  • diária: como o próprio nome sugere, a ordem de compra só vale para o dia em que foi enviada pelo investidor. Se não for executada até o fim do pregão, ela expira;
  • até a data especificada: a oferta terá validade até uma determinada data definida pelo investidor;
  • até cancelar: nesse caso, a ordem de compra fica aberta até que ela seja executada ou que o investidor decida pelo cancelamento, respeitando o prazo máximo de 30 dias;
  • tudo ou nada: a ordem só é realizada com a quantia exata e pelo valor exato da ordem enviada e só vale no momento em que é lançada no mercado. Isso significa que, se o investidor quer comprar 100 ações a R$20, mas a contraparte só tem 90 papéis a esse preço, a operação não é executada, já que a ordem é para 100 ativos ou nenhum;
  • execute ou cancele: a oferta é válida apenas no momento em que é lançada. A condição da contraparte é avaliada e a execução não precisa ser integral. Assim, o sistema adquire a quantidade disponível de papéis e o saldo restante da operação é cancelado.

Por que é importante entender do assunto?

O funcionamento do mercado aberto depende da mediação de instituições financeiras. Assim, o investidor só pode adquirir uma ação por meio de ordem de compra — assim como ela é vendida por meio de ordem de venda. 

Então, saber como o processo funciona é fundamental para adquirir seus ativos. Também é importante para pensar estratégias. Por exemplo, um trader que conhece a ordem de compra start e a utiliza para manejar seus riscos.

Agora que você sabe o que é ordem de compra, lembre-se de que a decisão de qual ordem usar dependerá dos seus objetivos e necessidades. Por isso, é importante conhecer as possibilidades e saber o momento certo de usar cada um dos tipos apresentados.

No Full Trader, por exemplo, nossos analistas indicam o momento da entrada (compra) e saída (venda) de um ativo, seja para operações de curto, médio ou longo prazo. Com ele, você terá acesso às melhores recomendações de Day Trade, Swing Trade, Long&Short, Carteiras de Longo Prazo e muito mais! 

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Subscrição de ações: entenda como funciona!

Quando uma empresa listada na bolsa resolve emitir novas ações, normalmente ela está tentando levantar capital no mercado. Isso pode ser utilizado para o pagamento de dívidas ou realização de novos investimentos, por exemplo. Nesses casos, o acionista tem direito à subscrição de ações.

Ela pode ser uma oportunidade para o investidor manter a posição em uma empresa na qual ele investe. Afinal, a emissão de novos papéis poderia fazer com que ele diminuísse seu percentual de participação no negócio.

Neste artigo, você entenderá o que é e como funciona a subscrição de ações e saberá como exercer o direito – caso deseje. Vamos lá?

O que é subscrição de ações?

Uma empresa de capital aberto pode decidir por aumentar seu capital social por meio da emissão de novas ações. Funciona como mais uma forma de atrair recursos no mercado por meio dos investidores — sem precisar emitir títulos de dívida ou pedir um empréstimo, por exemplo.

O processo é chamado de subscrição de ações. Nele, há o direito de preferência dos acionistas atuais. Ou seja, a empresa dá aos seus acionistas a prioridade na compra dos novos papéis. Isso serve para evitar a redução na participação dos investidores atuais.

Imagine que você possui uma fração do capital social da companhia e ela emite mais ações. Se outras pessoas as comprarem, a sua participação proporcional no negócio diminui. Assim, o objetivo do direito de subscrição é permitir a manutenção do nível de participação na empresa.

Para organizar o procedimento, é previsto em lei que a empresa deve emitir um comunicado ao mercado informando sobre o direito à subscrição. Ela precisa calcular a proporção que cada acionista tem direito na nova compra.

Como a subscrição de ações funciona?

Como você viu, quando uma empresa decide lançar mais ações no mercado, ela deve disponibilizar para os acionistas as informações sobre seu direito de subscrição. No documento deve conter, por exemplo, o número de novos papéis que serão lançados e o preço para a subscrição.

Com isso, os acionistas são informados com antecedência sobre a parcela que a sua atual posição dará direito diante da nova emissão. Cada um pode comprar proporcionalmente papéis que mantenham a participação original na empresa. 

Os sócios também ficam sabendo por qual valor as novas ações serão oferecidas. É importante compreender que o direito de subscrição é um benefício concedido aos acionistas, mas não uma obrigação. Ou seja, a possibilidade existe, mas cabe à pessoa decidir se quer exercer o direito.

Se o acionista não manifestar interesse em adquirir papéis na subscrição até a data definida pela empresa, é considerado que ele não quis participar. Portanto, sempre que você receber a oferta e desejar participar, deve ficar atento aos prazos.

Quem tem direito à subscrição de ações?

Apenas os acionistas já existentes recebem o direito de participar da subscrição de ações e têm prioridade no recebimento das ofertas dos novos papéis que a empresa colocar no mercado. Então, a primeira venda acontece somente nesse grupo.

Depois da etapa inicial é que os ativos que não foram comprados por sócios são disponibilizados para os investidores em geral. Se o acionista não tiver dinheiro para comprar mais ações ou não considerar o investimento interessante, ele pode vender seu direito para outros investidores.

Quais são as vantagens da subscrição?

Existem diversas vantagens para quem recebe a oferta de subscrição de ações. No entanto, antes de tomar uma decisão, é importante fazer uma boa análise da empresa para entender se realmente vale a pena.

Confira a seguir alguns benefícios da subscrição!

Evita a diluição na participação acionária

Como mostramos, a manutenção da participação no negócio é um dos principais objetivos. Se você optar por não participar da subscrição, a sua proporcionalidade na empresa será diluída. Então, os investidores que continuam interessados no negócio costumam exercer o direito.

Permite comprar ações com desconto

De modo geral, as subscrições são oferecidas com desconto em relação ao preço de mercado das ações. Essa é uma forma que a empresa tem para incentivar que os seus acionistas subscrevam os ativos.

O desconto pode resultar em possibilidades de lucro para o investidor com a valorização das ações no futuro. Assim, também é visto como um motivo para muitas pessoas exercerem o direito de subscrição.

Aumenta a ação dos juros compostos

Quando você adquire mais ações, você está aumentando o potencial dos juros compostos, por exposição à economia real no longo prazo. Em alguns casos, com uma quantidade maior de ativos também é possível receber mais dividendos e obter maiores retornos.

Como subscrever ações?

Exercer o direito de subscrição é muito simples. Após receber as informações referentes ao evento e às condições, basta demonstrar interesse na compra. Mas, antes, claro, vale a pena analisar os fundamentos da empresa e decidir se quer ou não exercer o seu direito de subscrever mais ações.

Caso a resposta seja positiva, é necessário informar para a instituição financeira (sua corretora de valores ou banco de investimentos) a decisão de exercer o direito. Geralmente, todo o processo é feito de forma online.

Após o envio da ordem, a instituição realiza a compra do direito e inclui o recibo de subscrição na carteira do investidor. O registro comprova que o direito de subscrever os papéis foi exercido.

Em alguns casos, os recibos podem ser negociados no mercado à vista da bolsa de valores até que sejam transformados em ações. Se a empresa autorizar, o investidor que não quer exercer seu direito pode fazer a negociação utilizando o próprio código do recibo.

Sobras de subscrição 

Além disso, podem existir as sobras de subscrição: direitos que não foram exercidos e nem negociados com terceiros. Nesse caso, a empresa oferece novamente os papéis no mercado, visando alcançar o montante desejado inicialmente com o processo.

O acionista que desejar pode manifestar o interesse em possíveis sobras no momento de exercer o seu direito. Assim, ele não só mantém a posição na empresa como também consegue elevar sua participação proporcional.

Outros direitos de subscrição

Por fim, vale ressaltar que, além da subscrição de ações, o investidor também pode ter o mesmo direito em investimentos em Debêntures ou Fundos Imobiliários (FIIs). Os processos são similares, caso ocorram, você deve analisar com cuidado se vale a pena exercer o seu direito.

Neste conteúdo, você viu tudo o que precisa saber sobre subscrição de ações. Aproveite as informações que leu aqui para tomar melhores decisões quando passar por uma situação desse tipo!

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Teoria de Dow: saiba o que diz esse método de análise gráfica

Entender a lógica do mercado financeiro é fundamental na vida dos adeptos das análises técnicas, que precisam detectar os momentos de alta e de queda dos ativos. Nesse sentido, a Teoria de Dow é um dos pilares mais sólidos e antigos – e continua sendo muito importante para entender os movimentos do mercado.

Seus fundamentos facilitam o entendimento dos gráficos de oscilação dos preços das ações na bolsa de valores. O princípio central é de que o mercado se move em tendências, com movimentos de impulsão (elevando o preço do ativo) e de correção (abaixando o preço).

Diante da importância do assunto, neste artigo você entenderá o que é, como funciona e como utilizar a Teoria de Dow no método de análise técnica. Vamos lá?

Breve história da Teoria de Dow

O jornalista norte-americano Charles Henry Dow é o criador da teoria que abordaremos neste artigo. Durante a vida, Dow estudou os movimentos do mercado e desenvolveu estudos que serviram como base para as análises técnicas.

Em 1887, quando o índice Dow Jones já existia, Dow chamou a atenção de Wall Street para a análise técnica. O jornalista começou a monitorar o movimento das ações e, em 1900, elaborou os primeiros trabalhos estatísticos sobre a existência de ciclos nos mercados de capitais.

Com estudos mais detalhados, elaborou o modelo de três tendências. Em 1902, aos 51 anos, Dow faleceu, mas todo o seu trabalho de anos se manteve arquivado. Seus filhos foram os responsáveis por catalogar os arquivos e apresentar ao mercado os princípios básicos da Teoria de Dow.

A Teoria de Dow é considerada a base da análise técnica moderna — que é muito importante para o cotidiano de quem especula na bolsa de valores. Ela dá suporte para o estudo e a compreensão das variações dos gráficos dos ativos.

Quais são os princípios básicos da Teoria de Dow?

Mas afinal, como a Teoria de Dow funciona? Ela é fundamentada em 6 princípios. 

Conheça-os a seguir:

  1. Os preços descontam tudo

O primeiro princípio é baseado na hipótese de mercados eficientes. Ou seja, a ideia de que o preço dos ativos ou derivativos integra todas as informações necessárias que estão disponíveis sobre ele

Dow afirmava que as estimativas do mercado são suficientes para calcular o impacto sobre os preços. Logo, não seria preciso realizar análises qualitativas, pois os acontecimentos relevantes já estariam refletidos no preço.

  1. O mercado possui três tipos de tendência

As tendências do mercado são divididas em primárias, secundárias ou terciárias. Dow compara cada uma delas com os movimentos das ondas, marés e marolas:

  • tendências primárias são como as marés e apresentam grandes movimentos, como acontece em um mercado de alta (bull) ou baixa (bear);
  • tendências secundárias são comparadas às ondas e representam a recuperação em um mercado em baixa ou uma retração em um mercado em alta;
  • tendências terciárias são como marolas, que se formam entre as ondas e não têm muita amplitude.
  1. As tendências primárias possuem 3 fases

De acordo com o terceiro fundamento da Teoria de Dow, a tendência primária passa por três fases:

  • acumulação: acontece no fim de uma tendência de baixa e pode ser um momento propício para investimentos e entradas de especulação;
  • participação pública: é a fase em que os investidores percebem o movimento e começam a comprar o ativo, de forma que o preço sobe;
  • distribuição: é quando a participação do público, que começou na fase anterior, fica ainda maior. É o momento em que os especuladores que compraram na fase de acumulação podem vender suas posições para ter lucro.
  1. Os índices e médias devem se confirmar mutuamente

O quarto princípio da Teoria de Dow afirma que, para que uma tendência se estabeleça, os índices de mercado devem ser confirmados e correspondentes.

  1. O volume precisa confirmar a tendência

Embora seja considerado um fator secundário, o volume tem papel para confirmar uma tendência. Pela teoria de Dow, é esperado que ele aumente se o preço se mover em direção à tendência primária, e diminua se estiver se movendo na direção contrária.

  1. Uma tendência ocorre enquanto não houver sinais de reversão

Para Dow, a continuidade de uma tendência é esperada enquanto não houver indicativo de que ela será, de fato, invertida. Assim, a mudança de tendências acontece quando ela é substituída por outra.

Quais as principais críticas à Teoria de Dow?

Apesar de ter mais de 100 anos de utilização, a Teoria de Dow não é imune às críticas. Especialistas acreditam que há uma perda significativa dos movimentos antes de se perceber os sinais de tendência.

Esse tempo pode prejudicar o resultado dos traders. Afinal, o mercado de ações é muito veloz, e a perda de observação pode causar escolhas tardias. No entanto, o principal argumento em defesa da teoria é sua proposta.

A intenção de Dow era captar uma parcela grande dos movimentos do mercado e, então, identificar tendências — e não prevê-las. Por isso, mesmo com as críticas, os fundamentos da Teoria ainda podem ser importantes para dominar os instrumentos de análise gráfica.

Por que vale a pena conhecê-la?

Entender a Teoria de Dow é fundamental para quem deseja especular na bolsa. Ela permite compreender os gráficos que representam as movimentações frequentes do mercado. Além disso, a teoria reúne princípios que ajudam a evitar a parte emocional das operações. 

Existe uma tendência de os especuladores serem iludidos pelos próprios desejos. É comum que eles analisem o mercado com o objetivo que querem alcançar em mente — assim, procuram por sinais de que estão certos, a partir de uma visão tendenciosa.

Nesse sentido, a Teoria de Dow na análise técnica dá margens mais imparciais de avaliação. Ela oferece métodos de identificação mais claros e objetivos das tendências primárias, de forma que as decisões ficam menos ambíguas.

Como utilizar a Teoria de Dow?

Depois de entender o que é e por que a Teoria de Dow é importante, é possível perceber que é essencial conhecer seus 6 fundamentos. Assim, o especulador é capaz de entender o mercado financeiro com base nos princípios e fazer uma boa análise de gráficos antes de operar na bolsa.

Compreender as movimentações dos ativos é uma estratégia para ter a percepção adequada do mercado. Nesse sentido, a Teoria de Dow segue como um estudo importante e como base da análise técnica feita pelo trader. Ou seja, antes de colocar em prática no Home Broker é imprescindível que o trader procure um estudo completo sobre o assunto.

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Mercado de Opções: conheça este investimento!

A renda variável oferece diversas alternativas para os investidores, especialmente os que buscam oportunidades de proteção e especulação na bolsa. Estamos falando do mercado de opções — derivativos que também são negociados na bolsa de valores.

Derivativos têm esse nome porque derivam de outros ativos, como ações, moedas ou commodities. Assim, o preço deles se altera também de acordo com as movimentações dos ativos. Antes de operar com eles, é fundamental conhecer as opções e entender como funcionam.

Neste artigo, você conhecerá como funciona o mercado de opções e quais são as suas possibilidades. Não perca!

O que é o mercado de opções?

O mercado de ações não é o único que existe na bolsa de valores. Há diferentes mercados dentro da renda variável. Por exemplo, os ambientes onde são negociados derivativos, e não ativos de forma direta, são diferentes do mercado à vista.

No mercado de opções, as operações acontecem a partir de contratos com lastro nos ativos do mercado à vista. As opções envolvem firmar acordos com data futura.

Basicamente, duas pessoas estabelecem um contrato determinando o direito de comprar ou vender um ativo. O contrato define o preço de compra ou venda e a data em que a negociação acontecerá.

É importante ter em mente que estamos falando apenas de um direito de compra ou venda. Ou seja, ele não estabelece uma obrigação por parte de quem adquire a opção. Quando a data combinada chegar, o investidor pode optar por exercer ou não o seu direito.

Como o mercado de opções funciona?

De forma geral, operar com opções envolve especulação. O motivo para isso é que as operações acontecem no mercado de derivativos e envolvem o acordo do direito de compra ou venda de ativos no futuro — definindo um preço a ser exercido na data.

O investidor que adquire o direito é chamado de titular do contrato, enquanto o que oferece é o lançador. Na prática, o titular tem o poder de decisão. Isto é, se o direito for de venda e ele resolver vender os seus ativos, o lançador tem a obrigação de comprá-los.

Para adquirir o direito (ou seja, a opção), o titular deve pagar um valor ao lançador — chamado de prêmio. Com isso, eles especificam em contrato o preço dos ativos e a data de vencimento da opção.

Quando a data chega, o titular pode avaliar as vantagens da operação e optar ou não pela compra ou venda. Se entender que o processo não será vantajoso, ele pode simplesmente deixar a opção expirar. Nesse caso, ele pagou apenas o prêmio pela operação.

Para que serve o mercado de opções?

Afinal, para que os contratos desse tipo servem? Existem dois motivos principais para operar com opções: especulação ou hedge. O primeiro consiste em aproveitar as oportunidades da renda variável para obter lucro no curto prazo.

Uma das vantagens da operação com derivativos para especular é que as opções envolvem custos menores do que outros ativos, como as ações. Com análises do mercado e entendimento das oscilações de preços, elas podem apresentar possibilidades de lucro significativas.

Afinal, é possível adquirir um contrato de compra ou venda de ativos por um preço mais interessante do que o encontrado no mercado à vista. O especulador também pode comprar opções que ele acredita que vão se valorizar ao longo do tempo e vendê-las com lucro.

Já quando o assunto é proteção da carteira, os contratos de opções costumam ser utilizados para reduzir os riscos da volatilidade nos preços. Assim, eles ajudam o investidor a ter hedge contra a queda da bolsa, a desvalorização da carteira ou a oscilação no câmbio, por exemplo.

Para quem as opções podem ser adequadas?

Depois de ler mais sobre o assunto, você ficou interessado em operar derivativos? O mercado de opções pode ser indicado para qualquer pessoa que tenha interesse na bolsa de valores e esteja disposto a correr os riscos que ela oferece.

Como a estratégia envolve riscos representativos, é essencial ter um conhecimento prévio sobre o assunto. Também é importante alinhar as operações ao seu perfil de investidor.

Em relação ao capital, até mesmo quem tem pouco dinheiro pode operar no mercado de opções. Como vimos, o valor delas costuma ser bem menor do que demais alternativas disponíveis na bolsa, como as ações.

Como operar opções?

Quer entender das opções na prática? Então confira 3 passos simples para começar a operar com elas!

  1. Conheça como as opções funcionam

O primeiro passo para quem quer iniciar em atividades especulativas ou de hedge é saber como a área funciona e de que forma é possível obter bons resultados. As opções são negociadas na bolsa de valores e, para encontrá-las, é necessário procurar pelos códigos que identificam os derivativos.

Para isso, é necessário ter conta em uma corretora ou em um banco de investimentos e ter acesso à plataforma de negociação. O ticker da opção especifica o ativo do qual ela deriva, o preço definido (strike), o tipo de contrato (compra ou venda) e o mês de vencimento dele.

  1. Defina os seus objetivos

Não é aconselhado realizar operações ou investimentos no mercado financeiro sem um objetivo claro. Se você não conhece as suas expectativas e metas, fica difícil ter resultados positivos.

Pense, por exemplo, se você pretende especular ou proteger investimentos de longo prazo das oscilações. Cada uma dessas expectativas exige operações diferentes. Por isso, nunca deixe os seus objetivos de lado.

  1. Estude e tenha manejo de risco

Por fim, vale a pena estudar o assunto e ganhar experiência. Afinal, obter conhecimento é essencial para reduzir a probabilidade de ter resultados negativos. Lembre-se de que tudo que você não conhece é potencialmente mais arriscado.

Além disso, é importante entender como ter um manejo de risco. Em especial, se o seu intuito for especulador. O mercado de opções pode ser mais volátil do que o mercado à vista. Logo, é necessário saber lidar com a volatilidade.

Embora existam oportunidades de lucro, os riscos também podem ser maiores — principalmente, se o especulador utiliza da alavancagem e opera com valores maiores do que tem em caixa. Por isso, é preciso atenção.

Agora que você conhece as possibilidades do mercado de opções, pode analisar se esse tipo de operação faz sentido para você. Analise os riscos e as vantagens, defina bem os seus objetivos e conheça o seu perfil de investidor antes de operar!

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Quer comprar ações do maior investidor do mundo?

Warren Buffet é um investidor do mercado de ações há mais de 60 anos, possuindo uma fortuna estimada em U$ 88 bilhões. Se alguém realmente entende de bolsa de valores, ele é a pessoa certa. 

A maior parte dessa fortuna veio da Berkshire Hathaway, por meios de investimentos na bolsa de valores desde a década de 60. Até hoje, a empresa é referência no mercado de ações, e após 50 anos continua em pleno crescimento. Isso tudo devido aos métodos de investimentos de Buffet e da diretoria da companhia. 

Para você analisar, como exemplo prático, a valorização das ações da Berkshire Hathaway do início dos anos 90 até hoje foi de mais de 5.700% em dólar. Um valor nada desprezível em um país com juros historicamente baixos, como os Estados Unidos. 

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Portanto, investir na Berkshire Hathaway é muito mais que ser sócio da empresa, mas sim comprar os conceitos da maior companhia de investimentos do mundo. É a oportunidade de realmente ganhar, aumentando seu patrimônio e conhecimentos. Por isso, se você quer fazer parte da Berkshire Hathaway, confira o relatório completo gratuito que preparamos sobre a empresa. 

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795
Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855
Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423

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Construção Civil: análise e ações das empresas na B3

Análise do setor de construção civil

O setor de construção civil é um dos chamados setores cíclicos da bolsa. Isto, porque, o segmento está diretamente ligado ao ciclo imobiliário, que por sua vez reflete os períodos de aquecimento e desaquecimento naturais da economia. Momentos em que consumo, salários e empregos estão em alta, por exemplo, servem como estímulo à população a adquirir bens. E dentre estes bens, encaixam-se também os imóveis.

Entretanto, o contrário novamente é válido, por vezes o acúmulo de dívidas leva a um período de desaceleração do consumo, freando não somente o mercado imobiliário, mas a economia como um todo. Em meio a este ciclo, existem medidas tomadas pelos órgãos reguladores que servem como fomentos adicionais. Uma delas está ligada a taxa de juros. O atual momento de juros baixos, por exemplo, torna-se um grande aliado para quem busca financiamentos para aquisição de imóveis, principalmente em segmentos de menor renda.

Falando a respeito destes segmentos de renda, o setor de construção civil pode ser classificado de acordo com o nível de renda médio a ser necessário para se adquirir o imóvel. Existem empresas, por exemplo, que possuem seu modelo de negócios pautado na construção de empreendimentos voltado ao público de baixa renda, por exemplo. Essas companhias, inclusive, muitas vezes possuem seus projetos certificados para o programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal.

Por outro lado, também existem companhias cujo foco está no segmento de alta renda. Ou seja, são empresas especializadas na construção de grandes empreendimentos, sejam eles casas, apartamentos ou demais edificações de alto padrão.

Dentre as empresas ligadas a construção civil, e com ações negociadas na B3, destacamos seus delas: Direcional (DIRR3), EZ Tec (EZTC3), MRV (MRVE3), Tenda (TEND3), Even (EVEN3) e Trisul (TRIS3).

Abaixo separamos um breve resumo de cada uma, analisando os resultados apresentados no primeiro trimestre de 2020.

DIRECIONAL (DIRR3)

A Direcional Engenharia está entre as cinco maiores construtoras do Brasil, com foco no desenvolvimento de empreendimentos populares de grande porte e atuação primordial nas regiões norte, centro-oeste e sudeste do Brasil.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 408,4 milhões, com acréscimo de 9,1% em relação ao 2T19. Novamente o segmento de serviços apresentou forte queda de receitas, sendo compensado pela venda de imóveis, cuja Receita Bruta atingiu R$ 439 milhões no 2T20, um aumento de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa reportou Ebitda ajustado de R$ 70,2 milhões no 2T20, representando acréscimo de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ajustada foi de 17,2%, com ganho de 1,5 p.p. em comparação ao 2T19. Destaque para os ganhos de lucro bruto, o que permitiu melhor diluição das despesas operacionais.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 33,9 milhões no 2T20, sendo 30,9% maior que o lucro reportado no 2T19. A margem líquida ficou em 8,3%, representando ganho de 1,4 p.p. na comparação anual.

EZTEC (EZTC3)

A EZTec é uma das principais incorporadoras e construtoras da região metropolitana de São Paulo, com mais de 40 anos de experiência nos segmentos comercial e residencial. Vale destacar que o segmento residencial é composto por projetos focados para média e alta renda da cidade de São Paulo e, mais recentemente, também para baixa renda.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 153,3 milhões, com decréscimo de 5,0% em relação ao 2T19. A queda reflete principalmente a suspenção de vendas, bem como a ausência de lançamentos no período, com ambos sendo impactados pelos efeitos da pandemia.

A empresa reportou Ebitda de R$ 54,6 milhões no 2T20, representando decréscimo de 27,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 35,6%, com perda de 10,8 p.p. em comparação ao 2T19. O Ebitda refletiu especialmente a retração das receitas no período.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 68,0 milhões no 2T20, sendo 28,0% menor que o lucro apresentado no 2T19. A margem líquida registrada foi de 44,4% no 2T20, com perda de 14,2 p.p. na comparação anual.

MRV (MRVE3)

A MRV Engenharia e Participações é a maior incorporadora e construtora brasileira no segmento de empreendimentos residenciais populares em número de unidades incorporadas e cidades atendidas. A companhia tem 39 anos de atuação com foco nas classes populares.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 1,6 bilhão, com acréscimo de 5,2% em relação ao 2T19. A produção continuou no mesmo ritmo do primeiro trimestre e o volume de vendas no 2T20 atingiu seu maior nível da história, fazendo com que a receita líquida registrasse o maior patamar de todos os tempos.

A empresa reportou Ebitda de R$ 232,0 milhões no 2T20, representando decréscimo de 9,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 14,2% com perda de 2,4 p.p. em comparação ao 2T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 124,0 milhões no 2T20, sendo 34,6% menor que o lucro reportado no 2T19. A margem líquida ficou em 7,6%, representando perda de 4,6 p.p. na comparação anual. Excluindo-se o efeito não recorrente de doações relacionadas à pandemia, o lucro líquido obtido no trimestre totalizaria R$ 131,5 milhões.

TENDA (TEND3)

A Tenda é uma das principais construtoras e incorporadoras do Brasil, focada no desenvolvimento de imóveis lançados nas faixas 1,5 e 2 do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), voltado para famílias com renda familiar mensal bruta de até R$ 4.000. Sempre destacada pelo cumprimento de suas entregas, a companhia obtém a marca de ter entregado todos os seus empreendimentos dentro do prazo.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 526,1 milhões, representando um acréscimo de 7,6% em relação ao 2T19. Destaque para a elevação de 4,7% no preço médio de venda devido a maior participação de São Paulo no mix e incremento de 22,5% no número de unidades vendidas.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 72,3 milhões no 2T20, representando decréscimo de 24,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem de Ebitda Ajustada ficou em 13,7% no 2T20, com perda de 5,7 p.p. na comparação anual.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 40,3 no 2T20, representando uma redução de 44,8% do lucro reportado no 2T19. Destaque negativo para as perdas com obras paradas, captação de dívidas adicionais e gastos com digitalização do processo de vendas.

EVEN (EVEN3)

A Even atua há mais de 40 anos no setor imobiliário e é uma das maiores incorporadoras e construtoras da região metropolitana de São Paulo. Está presente, prioritária e estrategicamente, nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 374,4 milhões, com decréscimo de 36,7% em relação ao 2T19. A margem bruta ajustada também sofreu retração, de 0,9 p.p. na comparação anual, devido principalmente à baixa margem do Rio de Janeiro, de apenas 10% neste trimestre.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 57,8 milhões no 2T20, representando decréscimo de 31,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada foi de 15,4%, com perda de 10,0 p.p. em comparação ao 2T19. O resultado foi pressionado principalmente pela redução de receitas no trimestre.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 26,8 milhões no 2T20, sendo 21,6% maior que o lucro reportado no 2T19. A margem líquida ficou em 7,2%, representando ganho de 3,5 p.p. na comparação anual. O lucro líquido foi impulsionado por um melhor resultado líquido financeiro, com a reversão da despesa líquida no 2T19 para receita líquida no 2T20.

TRISUL (TRIS3)

A Trisul é uma empresa do setor de incorporação imobiliária, tendo ao longo de seus mais de 30 anos de história, lançado cerca de 200 empreendimentos, correspondendo a 2,5 milhões de metros quadrados de áreas. A companhia foca suas unidades no interior e na região metropolitana de São Paulo, além do Distrito Federal.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 200,2 milhões, com acréscimo de 9,0% em relação ao 2T19. Na comparação com o 1T20, o aumento fica ainda maior, registrando um número de aproximadamente 17,0%. Destaque para as vendas líquidas no período, que reportaram alta de 31,0% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 45,5 milhões no 2T20, representando acréscimo de 27,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ajustada foi de 22,7%, com ganho de 3,3 p.p. em comparação ao 2T19. Além do aumento de receitas, destaque também para a redução das despesas operacionais, tanto administrativas quanto comerciais.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 35,6 milhões no 2T20, sendo este 31,0% maior que o lucro reportado no 2T19. A margem líquida ficou em 17,8%, com ganho de 3,0 p.p. na comparação anual. Destaque para o lucro líquido financeiro, revertendo a despesa no 2T19.

RANKING

Realizamos um estudo comparativo de alguns indicadores dos ativos, o qual é mostrado na tabela abaixo.

NOME

TICKER

DIVIDEND YIELD

P/L

P/VPA

ROE

DIRECIONAL

DIRR3

3,18%

23,67

1,79

8,31%

EZTEC

EZTC3

0,72%

28,62

2,37

8,25%

MRV

MRVE3

4,06%

15,95

1,61

10,36%

TENDA

TEND3

1,11%

15,06

2,15

14,11%

EVEN

EVEN3

1,09%

25,10

1,58

7,08%

TRISUL

TRIS3

1,71%

14,66

2,12

14,28%

Em relação ao pagamento de proventos, a ação em destaque é MRV (MRVE3), seguida por Direcional (DIRR3). Já no lado oposto, EZ Tec (EZTC3) mantém seu Dividend Yields dos últimos 12 meses abaixo de 1%.

Em relação ao índice P/L, Direcional, Even e EZ Tec se mantem com múltiplo superior a 20x, com as duas primeiras justificadas pelas boas valorizações nos últimos 12 meses. Por outro lado, MRV, por exemplo, se mantém com P/L em torno de 16x, tendo obtido o piro desempenho dentre todas no mesmo período. Já a Trisul (TRIS3) e Tenda (TEND3), também apresentaram bons retornos nos últimos doze meses, elevando seus P/VPA para acima de 2,0x, e mantendo seu P/L em torno de 15,0x.

Finalmente, em termos de Retorno sobre o Patrimônio (ROE) e ainda não considerando os efeitos completos da atual crise, temos Tenda, Trisul e MRV com retornos superiores a 10%, enquanto Even mantém um ROE de quase 7,1%.

QUANTO RENDE?

Os gráficos abaixo apresentam a valorização das ações das companhias citadas, em comparação com a rentabilidade do índice Bovespa, para os últimos 12 meses.

VALE A PENA INVESTIR NO SETOR?

As ações do setor de construção civil fazem parte das nossas recomendações de curto e de longo prazos. Como dito anteriormente, o setor é sensível às etapas do ciclo imobiliário, que por sua vez está ligado as mudanças na economia. Entendemos como benéfica a presença de empresas de construção civil em um carteira, considerando ainda a conjuntura de manutenção das taxas de juros a níveis reduzidos.

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Como operar opções? 4 Dicas para dar os primeiros passos!

Se você já conhece as ações, pode gostar de descobrir os derivativos que trazem oportunidades de proteção e especulação na bolsa. Estamos falando das opções. Elas também são negociadas no ambiente de renda variável, mas não funcionam como os papéis de empresas.

Os derivativos são contratos atrelados a ativos — que podem ser ações, índices, moedas, commodities etc. — e possibilitam diversas operações. Eles podem apresentar algumas vantagens em relação aos ativos, como a liquidez ou o menor custo.

Então, que tal saber mais sobre como operar opções? Veja a seguir os detalhes sobre o assunto e confira 4 dicas para iniciar!

O que é o mercado de opções?

Quem negocia com ações ou cotas de alguns fundos de investimentos realiza operações no mercado à vista. Ele funciona com a negociação direta de ativos. Logo, você compra ou vende os papéis, adquirindo ou repassando a posse deles.

No mercado à vista, as operações estão voltadas para o presente. No mercado de opções é diferente. Elas podem estar atreladas às ações, mas são negociadas na forma de contratos com uma data no futuro.

Em relação aos papéis de empresas, por exemplo, as opções negociam o direito de comprar ou de vender certa quantidade de ações por um preço determinado e em um prazo previamente combinado no contrato.

É possível ter uma opção de compra ou uma de venda. No primeiro caso, o titular (que adquiriu a opção) tem o direito de decidir pela compra do ativo quando a data chegar. Então, se o preço combinado estiver vantajoso em relação ao de mercado, ele pode realizar a transação.

Se o preço não estiver interessante, é possível não exercer seu direito. Logo, a opção expira sem que você compre o ativo. Em uma opção de venda o que está sendo negociado é o direito de vender o ativo quando a data chegar.

O fato do titular ter o direito de decidir se faz ou não o negócio significa que o lançador (a outra parte do contrato) tem a obrigação de acatar a decisão. Ou seja, caso o titular opte por comprar um ativo, o lançado precisa vendê-lo.

Como operar com opções?

Você acabou de ver como funciona o mercado de opções. Apesar de apresentar diferenças em relação ao mercado à vista, a movimentação de preço delas se dá de maneira semelhante. Em ambos os casos, há atuação da lei de oferta e procura.

Como as opções envolvem o congelamento de um preço para o futuro, elas se valorizam ou desvalorizam a partir da movimentação do seu ativo objeto. Por exemplo, se o preço de uma ação está subindo, as opções que apresentam um preço menor para ela podem se valorizar.

Desse modo, o mercado de opções pode trazer oportunidades para quem deseja saber como operar com derivativos. Confira 4 dicas práticas para dar seus primeiros passos neste ambiente!

1. Entender como as opções funcionam

Não poderíamos começar essa lista com uma orientação diferente, certo? O passo inicial para realizar qualquer investimento ou atividade especulativa é saber como ela funciona e de que forma é possível obter resultados.

O mercado de opções também é acessado pela bolsa de valores, semelhante ao mercado à vista. Em vez de digitar o ticker de ativos, você deve procurar pelos códigos que identificam os derivativos. No caso das opções, o ticker específica alguns detalhes.

As primeiras letras dele fazem alusão ao ativo objeto do qual a opção deriva. Ao final, há um número que indica o strike — isto é, o preço que é definido para a compra ou venda do ativo na data combinada.

Antes dos números finais, há uma letra que identifica quando se trata de uma opção de compra ou de uma opção de venda. Além disso, ela também mostra o mês de vencimento do contrato, Conforme a tabela:

Mês de vencimentoOpção de Compra (CALL)Opção de Venda (PUT)
JaneiroAM
FevereiroBN
MarçoCO
AbrilDO
MaioEQ
JunhoFR
JulhoGS
AgostoHT
SetembroIU
OutubroJV
NovembroKW
DezembroLX

2. Ter um objetivo definido

É muito importante que você não realize investimentos ou operações no mercado financeiro sem um objetivo. Afinal, torna-se mais difícil encontrar resultados positivos quando não se sabe quais são as expectativas e metas.

As opções podem ser utilizadas tanto por investidores de longo prazo que desejam se proteger de alguma oscilação quanto por especuladores. Cada um deles terá objetivos diferentes, então vale a pena saber mais.

No caso de investidores, o intuito é fazer hedge — proteger a carteira. Por exemplo, adquirir opções de venda das ações a um determinado preço quando você acredita que elas podem cair é uma forma de reduzir os riscos de prejuízo.

Na especulação, o objetivo é lucrar com as oscilações de preço do curto prazo. Muitas opções apresentam liquidez alta e volatilidade. Assim, são vistas como oportunidade de ganhos por traders no mercado de renda variável.

3. Estudar e ganhar experiência

Uma dica fundamental para quem deseja saber como operar opções é não deixar de lado o conhecimento. É importante estudar o assunto e ganhar experiência, a fim de reduzir a probabilidade de ter resultados negativos.

Tenha em mente que tudo o que você não conhece é potencialmente mais arriscado no mercado financeiro. Por isso, vale a pena considerar a entrada no mercado de opções aos poucos, para que seja possível aprender sobre ele e ganhar mais segurança.

4. Ter manejo de risco

Outra atitude essencial ao operar opções é entender como ter um bom manejo de risco — principalmente se você é um especulador. Afinal, o mercado de opções pode apresentar volatilidade maior do que o mercado de ações.

Isso significa que há oportunidades de lucro, mas também existem maiores riscos. Consequentemente, saber como reduzi-los vira uma necessidade para o especulador. Então busque conhecer e utilizar ferramentas que possam lhe ajudar a operar com mais tranquilidade.

Chegamos ao final do nosso conteúdo com dicas para quem deseja aprender como operar opções. Aproveite as informações que viu neste post para saber como funciona o mercado e de que forma é possível encontrar resultados a partir dele!

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