Centauro (CNTO3): small caps com forte potencial

A Centauro é líder do setor varejista esportivo, além de ser a primeira do seu segmento a inovar e implementar o modelo de megastore esportiva. Fundada em 1981, a empresa conta com 211 lojas físicas, espalhadas por todas as regiões brasileiras, e com um e-commerce que atende em âmbito nacional.

Uma das principais iniciativas dos últimos anos para se adequar a realidade atual é a plataforma omnichannel, tendo como base a integração dos estoques dos canais físico e digital. Assim, todas as lojas físicas passam a atuar como “hubs” de distribuição, possibilitando ao cliente retirar e trocar nas lojas físicas produtos adquiridos na plataforma digital e receber em casa produtos que se encontravam nos estoques das lojas físicas.

Com isso, tivemos um alto crescimento da plataforma digital em 2020, com efeito do fechamento das lojas e de novos investimentos. Porém, a participação de vendas das operações ominichanel ainda representa apenas 26% da receita, contando que as lojas físicas perderam receita por estarem quase totalmente fechadas entre abril e maio. Podemos observar melhor o crescimento da participação on-line na receita da Centauro no gráfico abaixo:

Pontos Positivos 

Posição de mercado: a companhia é líder de mercado no Brasil em um setor ainda muito pulverizado, com oportunidades de consolidação via aquisições. Além do poder financeiro frente a concorrência no segmento de materiais esportivos, conta com presença em 25 estados e em shoppings com grande circulação de pessoas, gerando reconhecimento da marca sem maiores esforços de marketing.  A compra da Nike Brasil em 2020 aumentou a força da empresa.

Parceria com fornecedores: seus parceiros não só posicionam a companhia de maneira única dentre os concorrentes com a disponibilização de diversos produtos exclusivos, como participam do seu crescimento, muitas vezes realizando parte dos investimentos aplicados nas reformas e expansão da rede de lojas físicas. Além da forte relação de parceria com marcas de produtos esportivos amplamente reconhecidos no mundo, como parte da estratégia de oferecer o melhor sortimento possível para os clientes, a companhia tem exclusividade em venda de algumas marcas e criou linhas de produtos licenciados exclusivos.

Desenvolvimento da plataforma omnichannel: nos últimos três anos, foi desenvolvida a plataforma omnichannel, infraestrutura tecnológica que permitiu à companhia integrar as operações e estoques do canal físico e digital, pois vislumbra a plataforma digital e as lojas físicas como canais complementares que, integrados, proporcionam ao cliente uma experiência de compra diferenciada com nível de serviço superior por meio do aumento da oferta de produtos disponíveis, diminuição do custo de frete e prazo de entrega, além de propiciar um crescimento mais sustentável, otimizando custos logísticos e giro de estoque. 

Pontos Negativos

Concentração em lojas físicas: a empresa sofreu duras perdas durante a pandemia devido ao fechamento de shoppings e consequente suspensão das atividades em lojas físicas. Embora exista um processo em andamento para tornar a empresa mais digitalizada, ainda é muito dependente das vendas em lojas físicas. Caso não consiga implementar a nova estratégia digital, não conseguirá acompanhar a mudança de hábitos dos consumidores, que cada vez mais compram pela internet.

Variação cambial: parte dos produtos comercializados (5,6% das compras em 2019) é importada e comprada diretamente no mercado externo. Adicionalmente, com a aquisição da Nike Brasil, será importado um volume maior de produtos. Ainda, diversos produtos adquiridos de fornecedores no mercado interno são importados, aumentando o percentual de produtos expostos a variação cambial. Embora os valores possam ser repassados, existe limite para conseguir vender aos clientes.

Denúncias contra o controlador: Entre 2001 e 2019, foram oferecidas denúncias, pelos Ministérios Públicos de diversos estados, contra o Sr. Sebastião Vicente Bomfim Filho, membro efetivo e Presidente do nosso Conselho de Administração e acionista controlador indireto da companhia, nas quais estão sendo alegadas pelos referidos Ministérios Públicos eventuais violações da Lei de Crimes Tributários (omitir informação ou prestar informação falsa às autoridades fazendárias e fraudar fiscalização tributária, respectivamente). Parte das ações foi arquivada definitivamente, seja em razão de extinção de punibilidade decorrente da quitação do débito tributário, ou porque se entendeu pela inocorrência de qualquer crime; outras ainda tramitam perante os órgãos competentes, mas encontram-se suspensas por conta das tratativas tidas nos processos tributários. 

Resultados 2T20 de Centauro (CNTO3)

A Centauro apresentou receita líquida de R$ 239,4 milhões no segundo trimestre de 2020, representando uma retração de 56,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O destaque negativo ficou com a performance de vendas em lojas físicas, com queda de 89,3% na mesma base de comparação, sendo bastante afetada pelo fechamento dos estabelecimentos em meio a pandemia. Por outro lado, o resultado foi parcialmente compensado pelo bom crescimento das vendas via plataformas digitais, com expansão de 85,5% das receitas no comparativo com o 2T19.

O Ebitda reportado foi de R$ 46,8 milhões negativos, representando um decréscimo de praticamente 126,6% em relação ao segundo trimestre de 2019, reduzindo a margem Ebitda de 32,2% para -19,5%. Já o Ebitda Ajustado ficou em R$ 37,5 milhões negativos, representando queda de 137,8% na comparação anual, com margem Ebitda ajustada de -15,7%. A companhia reportou prejuízo líquido no período, de R$ 102,3 milhões, revertendo o lucro de R$ 111,8 milhões obtido no mesmo período anterior. Além das perdas operacionais, merece destaque para a despesa líquida financeira de 48,6 milhões no 2T20, em contraste com a receita líquida financeira de R$ 7,0 milhões no 2T19.

Indicadores (milhões)2T202T19Variação %
Receita BrutaR$ 312,9R$ 685,8-54,4%
Ebitda(R$ 46,8)R$ 175,5
Margem Ebitda-19,5%32,2%-51,7 p.p.
Lucro Líquido(R$ 102,3)R$ 111,8
Margem Líquida-42,7%20,5%-63,2 p.p.
ROE7,4%
Dívida Líquida/Ebitda-2,2x0,6x-2,8x

Rentabilidade das Ações

As ações negociadas na B3 apresentaram valorização de 181,44%, entre abril a dezembro de 2019, enquanto o Ibovespa desenvolveu 22,59% no mesmo período. Desde abril de 2019, as ações ordinárias de código CNTO3 registram uma variação positiva de 108,40%, frente a 4,58% do benchmark. Em 2020 as ações de Centauro apresentam -25,95%, enquanto o IBOV marca -14,69%.

Centauro (CNTO3) é uma boa opção de investimento?

Acreditamos que há uma tendência crescente por parte da população brasileira em estilos de vida mais ativos e uma maior participação em esportes. Segundo o IBGE, a caminhada e a atividade física em academias estão entre as mais praticadas entre os brasileiros, somando 66% das respostas da pesquisa.

Por isso, a Centauro se apresenta como um case interessante em um segmento mais específico do varejo, dada sua forte presença no território nacional e sua capacidade de expansão para os próximos anos. Algo que, também, nos faz redobrar as atenções quanto ao seu desenvolvimento, já que ainda há um curto histórico de seus resultados divulgados, pela finalização de seu IPO ter ocorrido apenas em 2019. Portanto, estamos de olho em Centauro (CNTO3). 

E para quem quer ter acesso às recomendações da Capitalizo na bolsa de valores, temos dois produtos para você! O primeiro é o Invista em Ações, ele é ideal para quem visa o longo prazo, oferecemos análises com nosso posicionamento e indicadores essenciais das grandes empresas da B3, além de carteiras completas com diversos objetivos (Small Caps, Dividendos, Top Recomendadas, Crescimento, Buy&Hold e Internacionais).

Já você que procura investir no curto, médio e longo prazo, o Full Trader é o produto que você procura! Ele é nosso serviço mais completo para investir na bolsa de valores. Além das recomendações de longo prazo que você tem no Invista em Ações, você terá acesso à sala exclusiva de Day Trade com indicações de compra e venda em tempo real. Também oferecemos opções de operação para Swing Trade, Position Trade, Rastreador de Tendências (técnica exclusiva), Long&Short e muito mais! 

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.


Você sabe o que é e como funciona o aluguel de Ações?

O mercado financeiro tem possibilidades variadas tanto para investidores quanto para especuladores. Entender o que é aluguel de Ações, por exemplo, pode ser interessante para buscar aumentar seus ganhos tanto na especulação quanto nos investimentos.

Embora ainda não seja muito conhecida por muitas, a operação pode ser vantajosa para todos. Afinal, ela oferece benefícios diferentes tanto para quem visa o longo prazo quanto para quem procura por lucros no curto prazo na renda variável.

Pensando nisso, este artigo ajudará você a entender o que é e como funciona o aluguel de Ações. Aproveite a leitura!

O que é aluguel de Ações?

O aluguel de Ações funciona basicamente como qualquer outro contrato de aluguel. Quem adquiriu os papéis continua sendo o proprietário, mas pode disponibilizar os ativos por um período definido para outra pessoa.

Essa pessoa tem, então, o compromisso de devolvê-los até a data determinada. A operação é organizada com mediação da instituição financeira e envolve duas partes. Elas são chamadas de doador e tomador.

O doador é quem pode disponibilizar as Ações para aluguel e o tomador é quem as aluga. A negociação é feita de acordo com uma remuneração específica que o tomador deve pagar ao doador pelo aluguel. Também é necessário oferecer garantias e cumprir os prazos definidos no acordo.

Para que ele serve?

O aluguel pode ser feito tanto por investidores pessoa física quanto por pessoa jurídica. A negociação ocorre por diversos motivos, dependendo do que cada investidor ou especulador busca na bolsa de valores.

O mais comum é que especuladores aluguem os ativos que desejam para realizar atividades específicas. Por exemplo, em caso de venda descoberta ou para montagem de um long e short. Nessas situações, eles precisam vender papéis que não têm na carteira.

A venda descoberta ocorre quando a especulação pretende trazer lucros em um movimento de baixa na bolsa. Dessa forma, em vez de comprar mais barato e vender mais caro, o especulador realiza a prática oposta.

Como a venda por um preço maior ocorre antes da compra por um valor menor, ele precisa ter as Ações alugadas. E, como você já sabe, a operação de aluguel também é útil no long e short, pois é preciso ter uma posição vendida nele.

No caso dos investidores, que já pretendem manter os papéis na carteira por um prazo mais longo, o aluguel serve como uma renda extra. Isso acontece porque as Ações continuam na sua posse. Assim, além de continuar recebendo proventos e aproveitando a valorização delas, você também receberá uma remuneração por alugá-las.

Como funciona o aluguel de Ações?

Como você viu, o processo de aluguel de Ações é mediado pela instituição financeira que você usa. Para isso, o investidor deve informar à instituição a sua intenção de disponibilizar os ativos para aluguel.

O tomador também pode precisar informar ao banco ou à corretora seu intuito de alugar Ações. Além disso, ele deve oferecer a garantia exigida pela instituição para autorizar a negociação. Ela serve como uma segurança a mais de que o tomador devolverá os ativos para o doador.

Quando os papéis são alugados, há transferência da custódia de um investidor para outro. No entanto, eles continuam na posse do doador, que tem o direito de receber os proventos. Isso caso haja pagamento pela empresa durante o período de aluguel.

Quais são os custos operacionais?

No processo de aluguel, normalmente não há cobranças para quem disponibiliza as Ações. Apenas a alíquota referente ao Imposto de Renda é repassada para ele na liquidação dos aluguéis recebidos.

Por outro lado, o tomador deve arcar com a taxa para alugar os ativos, além de pagar eventuais custos cobrados pela B3 ou pela instituição financeira. O valor pode variar de acordo com as definições do contrato.

Quais são as vantagens do aluguel de Ações?

Como você pode ver, existem diversos benefícios de alugar as Ações. Eles variam de acordo com a posição que você está ocupando na operação. A principal vantagem para o doador é ter uma nova fonte de renda com elas.

Outra vantagem para o doador é o risco baixo. Como todo o processo é mediado pela instituição financeira e pela bolsa de valores, o investidor não precisa se preocupar. Há também as garantias oferecidas pelo tomador.

Em relação a quem busca o aluguel, o maior benefício é a possibilidade de buscar por maiores ganhos com os papéis alugados. Em especial, a oportunidade de lucrar mesmo em momentos de baixa na bolsa. Assim, o mais comum é que a operação seja realizada por traders.

Normalmente, os especuladores utilizam análises técnicas e percebem tendências para operação no mercado. Para tornar algumas de suas operações de curto prazo possíveis, eles utilizam Ações alugadas.

Contudo, qualquer investidor pode precisar alugar Ações. Por exemplo, quando optam por montar operações estruturadas no mercado.

E os riscos?

Depois de conhecer as características e vantagens do aluguel de Ações, é importante lembrar que todas as operações realizadas na renda variável têm riscos. Nesse caso, os maiores riscos são vivenciados pelos especuladores.

São os tomadores do aluguel que se expõem às oscilações do mercado com os papéis alugados. Por outro lado, o doador conta com a segurança da instituição financeira e da própria bolsa de valores, que media todas as operações.

Se o aluguel não for liquidado na data combinada, o doador recebe a garantia oferecida no contrato para pagamento dos custos. Normalmente, são usados títulos de renda fixa, Ações ou dinheiro como margem de garantia.

A B3 também pode exigir que o tomador dê novos valores de garantia, dependendo das operações realizadas. Se ele não conseguir oferecer capital suficiente, a posição pode ser reduzida ou zerada pela própria bolsa.

Como alugar Ações?

Para alugar as suas Ações na bolsa de valores, é necessário acessar a plataforma da sua instituição financeira e indicar, se necessário, o seu interesse em disponibilizar os papéis. Em geral, é preciso preencher algumas informações a respeito da operação, como:

  • Quais ativos serão disponibilizados e qual a quantidade de cada um deles;
  • Data de vencimento do contrato;
  • Taxa de aluguel.

Algumas plataformas, no entanto, permitem a disponibilização automática das Ações para aluguel, se o investidor assim permitir.

Se você pretende alugar Ações de outra pessoa, também é necessário acessar a plataforma de investimento. Nela, estarão todos os ativos disponíveis, as quantidades, as taxas anuais, entre outras informações relevantes.  Nesse caso, lembre-se de que é preciso apresentar as garantias exigidas pela instituição financeira.

Também é preciso considerar que os processos necessários para o aluguel de Ações podem variar de instituição para instituição.

Agora que você sabe o que é e como funciona o aluguel de Ações na bolsa, pode considerar a alternativa em suas operações na bolsa. A prática pode ser vantajosa tanto para investidores quanto especuladores. 

Então avalie seus objetivos, vantagens e riscos da alternativa e veja se o aluguel de Ações está alinhado à sua estratégia de investimento ou especulação!

Gostou do conteúdo e quer ampliar os seus conhecimentos sobre o mercado financeiro? Complemente a leitura e entenda como funciona a subscrição de Ações!

E, se você está à procura das melhores análises e recomendações de investimento, conheça os produtos que a Capitalizo oferece a você! No Full Trader, você tem tudo que precisa para investir na bolsa de valores. 

Com ele, além das recomendações de Swing Trade, Position Trade, Rastreador de Tendências, Long&Short e Carteiras de Longo Prazo, você também tem acesso à sala exclusiva de Day Trade! Nossos analistas ficam ao vivo passando indicação de compra e venda de ativos em tempo real. Aproveite e adquira agora!

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.



Small Caps: os 3 diamantes na bolsa de valores

As Small Caps são empresas de baixa capitalização e com forte potencial de valorização. Por isso, muitas delas chamam a atenção de investidores. A Capitalizo, inclusive, tem uma carteira só voltada para Small Caps que estão em pleno crescimento, trazendo uma grande valorização para as carteiras de investimentos. Se quiser saber mais, acesse aqui

Porém, mesmo com essa preferência por muito investidores, algumas empresas acabam por ficar fora do radar. Ainda assim, elas são empresas líderes de mercado e com potencial de crescimento. Portanto, vamos conhecer três Small Caps, que são verdadeiros diamentes na Bolsa de Valores: PetroRio, Trisul e Locaweb.

PetroRio (PRIO3)

A PetroRio é uma das Small Caps que mais vem chamando a atenção do mercado nos últimos tempos. A companhia é, inclusive, a maior produtora de petróleo e gás do Brasil, quando levamos em consideração apenas empresas privadas e genuinamente brasileiras.

Com foco no investimento e na recuperação de ativos em produção, a empresa é especializada na gestão eficiente de reservatórios e no redesenvolvimento de campos de exploração de óleo e gás natural maduros.

Para o 3T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 488,7 milhões, com acréscimo de 22,0% em relação ao 3T19. Os resultados foram beneficiados pelo maior volume vendido em Polvo e Tubarão Martelo, que acabou compensando a queda nos preços do Brent.

A empresa reportou Ebitda de R$ 308,9 milhões no 3T20, representando acréscimo de 63,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 63,0%, com ganho de 15,0 p.p. em comparação ao 3T19. 

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 110,6 milhões no 3T20, sendo 9% maior que o prejuízo milhões reportado no 3T19. Destaque negativo novamente para os efeitos da marcação a mercado do hedge realizado, que acabou elevando a despesa financeira da companhia.

As ações negociadas na B3 apresentaram alta de 233,27%, ao longo de 2019, enquanto o Ibovespa desenvolveu 31,58% no mesmo período. Desde janeiro de 2016, as ações ordinárias da companhia registram uma variação positiva de 2.728,57%, contra 89,73% do benchmark. Em 2020 as ações de PetroRio apresentam resultado de 4,81%, enquanto o IBOV marca -7,97%.

Trisul (TRIS3)

A Trisul é hoje uma das maiores empresas do setor de incorporação imobiliária, tendo lançado mais de 2,5 milhões de metros quadrados em área de seus empreendimentos. Com mais de 30 anos de história, contando juntamente com o início das antecessoras Tricury e Incosul, a companhia finalmente veio abrir seu capital da bolsa no segundo semestre de 2007.

Para o 3T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 254,7 milhões, com acréscimo de 17,0% em relação ao 3T19. Na comparação com o 2T20, o aumento fica ainda maior, registrando um número de aproximadamente 27,0%. Destaque para as vendas líquidas no período, que reportaram alta de 42,0% em comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 61,2 milhões no 3T20, representando acréscimo de 10,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ajustada foi de 24,0%, com perda de 1,5 p.p. em comparação ao 3T19. As margens ficaram mais pressionadas pelo aumento do custo de imóveis e serviços vendidos no período.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 48,0 milhões no 3T20, sendo este 13,0% maior que o lucro reportado no 3T19. A margem líquida ficou em 18,9%, com perda 0,6 p.p. na comparação anual. Destaque para a redução da despesa líquida financeira.

As ações negociadas na B3 apresentaram alta de 283,89%, ao longo de 2019, enquanto o Ibovespa desenvolveu 31,58% no mesmo período. Desde janeiro de 2016, as ações ordinárias da companhia registram uma variação positiva de 907,83%, contra 145,52% do benchmark. Em 2020 as ações de Trisul apresentam resultado de -20,83%, enquanto o IBOV marca -7,97%.

Locaweb (LWSA3)

Iniciando suas atividades em 1998, a Locaweb é uma empresa que abriu seu capital na B3 recentemente (fevereiro de 2020), sendo especializada em oferecer serviços de hospedagem de sites, revenda de Host, registro de domínio e computação em nuvem. Atualmente, possui um valor de mercado na casa de R$ 4,2 bilhões.

Para o 3T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 126,2 milhões, com acréscimo de 23,8% em relação ao 3T19. O principal destaque ficou com o segmento de Commerce, com aumento de mais de 90% de receitas na comparação anual. A divisão de BeOnline / SaaS também reportou acréscimo, de 6,4% na mesma base comparativa.

A empresa reportou Ebitda de R$ 30,9 milhões no 3T20, representando acréscimo de 4,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda foi de 24,4%, com perda de 4,6 p.p. em comparação ao 3T19. As margens ficaram mais pressionadas devido ao aumento de custos e despesas operacionais.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 7,8 milhões no 3T20, sendo 30,6% maior que o lucro reportado no 3T19. A margem líquida foi de 6,2%, com ganho de 0,3 p.p. em comparação ao 3T19.

Desde IPO (fevereiro de 2020), as ações ordinárias da companhia registram uma variação positiva de 292,17%, contra -8,27% do benchmark.

Quer investir nas melhores Small Caps da Bolsa de Valores?

E para quem quer ter acesso às recomendações da Capitalizo na bolsa de valores, temos dois produtos para você! O primeiro é o Invista em Ações, ele é ideal para quem visa o longo prazo, oferecemos análises com nosso posicionamento e indicadores essenciais das grandes empresas da B3, além de carteiras completas com diversos objetivos (Small Caps, Dividendos, Top Recomendadas, Crescimento, Buy&Hold e Internacionais).

Já você que procura investir no curto, médio e longo prazo, o Full Trader é o produto que você procura! Ele é nosso serviço mais completo para investir na bolsa de valores. Além das recomendações de longo prazo que você tem no Invista em Ações, você terá acesso à sala exclusiva de Day Trade com indicações de compra e venda em tempo real. Também oferecemos opções de operação para Swing Trade, Position Trade, Rastreador de Tendências (técnica exclusiva), Long&Short e muito mais! 

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.


Grandes Bancos: ainda vale a pena investir?

A crise do coronavírus trouxe problemas para diversos setores da economia, e com os grandes bancos não seria diferente. Pensando nisso, trouxemos uma pequena análise setorial explicando o que está ocorrendo com os grandes bancos e se eles ainda são uma boa opção de investimento.  

Os efeitos da crise 

Antes mesmo do anúncio de resultados do 2T20, os grandes bancos foram munidos de incertezas, pois não sabia-se qual seria o real impacto da crise nos resultados trimestrais. Quando os resultados foram divulgados uma coisa ficou clara: a perda de rentabilidade dos grandes bancos. 

Em geral, houve perdas de 30% nos lucros dos bancos, na comparação com o mesmo ano anterior. O setor já vinha sofrendo maiores pressões nas margens financeiras, devido aos cortes da Selic e pelo efeito mix das carteiras. Entretanto, o que se viu foi um forte aumento das provisões para créditos de liquidação duvidosa no primeiro semestre como um todo, o que pressionou bastante a lucratividade. 

Atrelado às incertezas, essas provisões ainda indicam um possível aumento da inadimplência no curto e médio prazo. Possivelmente, este fator começará a ser sentido no início de 2021, já que os bancos fizeram muitas prorrogações nos prazos de pagamentos, e também há o efeito do auxílio emergencial, que possibilitou que muitas famílias conseguissem ainda arcar com seus pagamentos.

Rentabilidade e resultados dos grandes bancos

Pelo gráfico acima podemos conferir a rentabilidade dos grandes bancos em relação ao Ibovespa nos últimos 12 meses. Podemos observar que todos obtiveram desempenho inferior ao Ibovespa, que conta com desvalorização de -5,91% no período. No fim, os resultados apresentados são:  

  • IBOV: -5,91%
  • Santander (SANB11): -24,41%
  • Banco do Brasil (BBAS3): -26,78%
  • Bradesco (BBDC4): -27,57%
  • Itaú (ITUB4): -27,59%

Já em questão de resultados dos principais indicadores, podemos observar os seguintes resultados:

BancosP/LP/VPAROE (a.a.)Div. Yield
Itaú (ITUB4)12,561,9813,57%4,93%
Banco do Brasil (BBAS3)5,770,8516,36%5,09%
Bradesco (BBDC4)11,491,5013,08%3,40%
Santander (SANB11)9,751,7017,43%7,27%

Os pontos positivos é que alguns indicadores, como P/L e P/VPA por exemplo encontram-se em níveis historicamente baixos, o que indica que os preços ainda estão em patamares descontados. O que significa que pode ser um bom momento para rever suas posições dentro das ações ou entrar dentro dos papéis. Afinal, por mais que haja incertezas, as previsões é que o pior já tenha passado. Já do lado negativo é que no curto e médio prazos ainda podem guardar maiores turbulências, com o aumento da inadimplência, por exemplo.

Resultados Santander 3T20

Maior banco estrangeiro atuando no Brasil e terceiro maior banco privado do país, o Santander tem foco no varejo e forte interação com o Banco de Atacado. É parte do Grupo Santander, com sede na Espanha, e contribuiu no primeiro trimestre de 2018 com 27% dos resultados globais do grupo.

A margem financeira do banco apresentou uma retração de 8,7% entre o 2T20 e 3T20, passando para R$ 12,4 bilhões, que pode ser atribuído aos menores ganhos de margem e também a redução da margem clientes, afetada por spread, mix, e menores ganhos de receita de capital.

A carteira de crédito avançou carca de 4,0% na comparação com o segundo trimestre, passando para R$ 397,4 bilhões. Destaque novamente para o crescimento das linhas de pequenas e médias empresas, registrando um acréscimo de 14,6% na comparação entre 2T20 e 3T20. A carteira de crédito ampliada (incluindo debêntures, FIDC, CRI,…) finalizou o segundo trimestre deste ano com R$ 491,3 bilhões, representando aumento de 5,3% entre os trimestres citados.

O lucro gerencial finalizou em pouco mais de R$ 3,9 bilhões, com acréscimo de 82,7% na comparação com o 2T20, o que implica em um retorno sob patrimônio líquido de 21,2% (contra 12,0% no segundo trimestre do ano).

Expectativas para os outros bancos no 3T20

O que espera-se que ocorra para os outros grandes Bancos é uma significativa melhora em relação ao 2T20, porém ainda abaixo do mesmo período do ano anterior (3T19). A lucratividade deverá melhorar (em relação ao 2T20), mas com margens ainda pressionadas pela queda da Selic e pelo mix da carteira.

Também podemos prever maiores ganhos com serviço, dado o relaxamento do isolamento social; menor provisão para crédito de liquidação duvidosa; inadimplência ainda baixa, como comentado anteriormente; continuidade da expansão das carteiras de crédito.

Portanto, por mais que o setor tenha sofrido com a pandemia, ele ainda pode ser muito lucrativo, ainda mais para quem visa o ganho com dividendos. Nas nossas carteiras de longo prazo ainda recomendamos as compras de alguns dos grande bancos, por confiar na qualidade das empresas e na possibilidade de crescimento no pós-covid. 

E para quem quer ter acesso às recomendações da Capitalizo na bolsa de valores, temos dois produtos para você! O primeiro é o Invista em Ações, ele é ideal para quem visa o longo prazo, oferecemos análises com nosso posicionamento e indicadores essenciais das grandes empresas da B3, além de carteiras completas com diversos objetivos (Small Caps, Dividendos, Top Recomendadas, Crescimento, Buy&Hold e Internacionais).

Já você que procura investir no curto, médio e longo prazo, o Full Trader é o produto que você procura! Ele é nosso serviço mais completo para investir na bolsa de valores. Além das recomendações de longo prazo que você tem no Invista em Ações, você terá acesso à sala exclusiva de Day Trade com indicações de compra e venda em tempo real. Também oferecemos opções de operação para Swing Trade, Position Trade, Rastreador de Tendências (técnica exlcusiva), Long&Short e muito mais! 

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.


Venda alugada: Como ganhar com a baixa do mercado

Venda Alugada

Uma das operações que permite ao investidor ganhar com as baixas do mercado é a venda alugada de ações. Essa estratégia, também conhecida como short, consiste em vender as ações, alugar as mesmas e, posteriormente, comprar, liquidando a operação. Ao contrário das operações de compra ou long, nesse tipo de estratégia, quanto mais a ação cair, mais podemos ganhar.

O objetivo desse texto é mostrar uma operação recomendada pela nossa área de análise, e não explicar como a venda alugada funciona. Por isso, vamos deixar um e-book explicativo da estratégia. Para baixar o e-book Venda Alugada de Açõesclique aqui.

As recomendações de Venda Alugada da Capitalizo

As recomendações de Venda Alugada fazem parte do nosso produto Full Trader. A estratégia utilizada é a de Swing Trade. Essas operações normalmente são mais curtas, durando em torno de 7 até 15 dias. Todas as recomendações de Swing Trade são enviadas com os preços de entrada, stop e alvo.

Além das operações de Venda Alugada, também enviamos operações de Swing Trade para compra de ações – além das recomendações em Milho e Boi Futuro.

Recomendação de Venda Alugada em SUZB3

Como exemplo, abaixo segue a recomendação de Venda Alugada em SUZB3. Essa operação foi enviada no dia 13/05/2019, quando o analista identificou uma possível tendência de baixa no ativo. Como é possível observar, SUZB3 operava em uma zona de suporte que, se perdida, poderia fazer com o que ativo caísse nos dias seguintes:

Ainda antes da abertura do pregão, a recomendação foi enviada para os nossos clientes Full Trader:

A operação teria início caso SUZB3 atingisse os 40,3. O stop de perda projetado era em 42,46 e o alvo nos 35,36.

Vale lembrar que as recomendações são enviadas via Aplicativo e também pelo nosso Painel do Trader (para quem estiver logado no computador). Além disso, o investidor é avisado caso algum ponto seja atingido ou alterado.

Logo na abertura do mercado, a operação iniciou com a queda de SUZB3:

Redução Parcial

No dia 15/05/19, foi recomendada a redução parcial na operação a 36,66. Redução significa sair de metade da posição com o intuito de preservar os ganhos.

Alvo Atingido

Ainda na mesma semana, na sexta-feira (17/05), após 4 dias de queda, SUZB3 atingiu o alvo nos 35,36, encerrando a operação. Considerando a redução parcial, o ganho total foi de 10,64%:

 Cuidados

No exemplo acima, vimos uma operação que saímos com ganho. Porém, muitas vezes as operações serão negativas. Como esse tipo de operação é naturalmente “alavancada”, recomendamos que todos entendam bem o risco x retorno e que não se alavanquem de maneira excessiva. Vale lembrar que as nossas recomendações de Swing Trade têm uma taxa de assertividade média de 55%.

Operações de venda alugada como proteção de carteira

Vale ressaltar que as operações de venda alugada de ações também podem servir como uma estratégia de proteção de carteira. É comum, por exemplo, enviarmos recomendações de venda de BOVA11 com essa finalidade

Lembro ainda que, mantendo a nossa política de transparência, os resultados de todas as recomendações estão disponíveis para os clientes Full Trader em nosso sistema.

Conheça o Full Trader e receba as melhores recomendações de curto, médio e longo prazos na Bolsa de Valores

Full Trader é o produto mais completo do mercado para suas operações na Bolsa de Valores. Adquirindo, você recebe:

  • Recomendações de compra e venda de ativos acompanhadas pelo nosso time de analistas via App, Telegram e Painel do Trader;
  • Acesso ao nosso pregão ao vivo exclusivo para operações;
  • Contato direto com nossa equipe via  WhatsApp, Telegram, Telefone e E-mail;
  • Recomendações e análises em tempo real de operações Day Trade (Índice, Dólar e Ações), Swing Trade (Ações, Milho e Boi), Position Trade em Ações, Rastreador de Tendências (Estratégia Exclusiva), Opções, Long&Short, Termo e Aluguel de Ações.
  • Acesso ao produto Invista em Ações e as nossas recomendações de Longo Prazo (Carteiras Recomendadas, Ações no Exterior e Fundos de Ações).

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no YouTube e inscreva-se.

As rentabilidades dos instrumentos financeiros podem apresentar variações em seu preço ou valor. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos e taxas. O analista se exime da responsabilidade de qualquer prejuízo, direto ou indireto, que venham a ocorrer da utilização deste relatório ou conteúdo. Os descritivos das recomendações feitas, objeto de minuciosas análises de ativos para investimento, foram periodicamente publicados e estão devidamente registrados junto ao órgão regulador Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). O investimento em ações é indicado para investidores com o perfil moderado e agressivo. Operações alavancadas em ações, em mercados de derivativos e opções podem gerar perdas superiores ao patrimônio do investidor. Pedimos atenção e cuidado com as operações alavancadas em ações (termo, aluguel, long&short, day-trade), opções e mercados futuros (Índice, Dólar, Boi Gordo, Milho, etc).

Vale a pena poupar investindo no Tesouro Direto?

investindo no Tesouro Direto

O simples ato de acumular dinheiro já é válido, mas sempre escutamos que uma boa forma de se fazer isso é na poupança. Conforme já comentamos outras vezes, em alguns casos, para aplicações de curtíssimo prazo, a poupança pode ter vantagens em relação a outros produtos, mas para investimentos com prazos de resgate superiores a 12 meses, dificilmente a poupança vai ser uma boa opção.

Abaixo, temos um comparativo em longo prazo entre Tesouro Direto x Poupança. Fizemos questão de colocar um Título Público, por ser a aplicação mais segura do mercado, garantida pelo Tesouro Nacional.

Fizemos questão, também, de usar como exemplo uma aplicação que nos proteja contra a alta da inflação em longo prazo, ou seja, simulamos a aplicação com NTN ou Notas do Tesouro Nacional, que nos garantem a correção do dinheiro pela inflação somadas a uma Taxa Fixa.

A simulação

Vamos supor que compramos, por exemplo, uma Título que nos remunere com IPCA+4,09% ao ano. Isso significa que, aconteça o que acontecer, nosso dinheiro será corrigido pela inflação, medida pelo IPCA (seja ela de 2% ou 40% ao ano) e, sobre esse valor corrigido, ainda vamos ganhar mais 4,09%.

A inflação é o pior inimigo de um investidor em longo prazo, pois ela corrói o poder de compra do nosso dinheiro. De nada adianta, por exemplo, a poupança render 5%, se inflação bater 7%.

Outros balizadores utilizados nessa simulação:

Inflação utilizada: 5,85% (que foi a média do IPCA nos últimos 10 anos). Em 2019, a inflação foi de 4,30%.

Taxa Fixa: 4,09%;

Aplicação inicial: R$ 10.000,00;

Aportes mensais: R$ 500,00 (lembrando que o mínimo de aplicação no Tesouro é R$ 30,00);

Título Público utilizado: Tesouro IPCA+ 2035. Vencimento em 15/05/2035.

A simulação abaixo foi feita diretamente no site do Tesouro Direto.

Resultados da simulação (considerando o resgate em maio/2035):

Enquanto na poupança o valor projetado é de R$122.497,05, nos Títulos do Tesouro o montante é de R$204.754,62. Nesse caso, a diferença de ganho a favor do Tesouro Direto seria de aproximadamente 40% . Vale ressaltar que os ganhos do Tesouro acima citados já são líquidos de taxas e Imposto de Renda.

E você, está esperando o que para sair da poupança e investir no Tesouro Direto.

Quer receber as melhores análises e recomendações para a montagem da sua Carteira de Investimentos?

Conheça o Carteiras CapitalizoIdeal para quem quer montar uma Carteira Diversificada de Investimentos, com o produto mais completo do mercado.

O Carteiras Capitalizo conta as recomendações dos nossos Produtos Top Fundos e Invista em Ações, além das recomendações de Títulos de Renda Fixa, incluindo Tesouro Direto. Além disso, tenha acesso a três Carteiras Diversificadas (Conservadora, Moderada e Agressiva).

Acesse agora nossas recomendações de diferentes classes de ativos para a montagem da sua Carteira de Investimentos

Títulos de Renda Fixa e Tesouro Direto

5 Carteiras de Ações (Dividendos, Crescimentos, Top Recomendadas, Small Caps, Buy & Hold Raiz e Ações Internacionais)

Recomendações de Fundos de Investimentos (Renda Fixa, Multimercados, Ações, Previdência e no Exterior)

Carteira de Fundos Imobiliários

Carteiras Diversificadas (Conservadora, Moderada e Agressiva)

Atendimento Exclusivo Capitalizo

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

HFOF11: fundos imobiliários para ficar de olho

Hedge TOP FOFII 3 é um fundo imobiliário de fundos da gestora Hedge Investments. Em 2020, a administração resolveu incorporar o TFOF11 e o FOFT11, englobando os três fundos no HFOF11.

Essa decisão foi baseada no fato de que as estratégias dos FIIs eram semelhantes e a incorporação gerará otimização da gestão, pulverização maior de ativos e a melhor diluição dos custos operacionais. Sem contar que o HFOF11 é destinado aos investidores em geral, enquanto o TFOF11 era somente para qualificados. O ganho de liquidez já pôde ser sentido desde então.

Além disso, o experiente André Freitas, que  é um dos maiores especialistas do mercado de fundos imobiliários do Brasil é um dos responsáveis pelo HFOF11. A presença de André garante ao fundo a busca por investimentos que possam trazer bons retornos ao cotistas, sem esquecer da segurança e diligência na hora de escolher os ativos.

Quer receber recomendações dos melhores Fundos Imobiliários e montar uma carteira diversificada? Conheça o Carteiras Capitalizo. Nosso produto é ideal para quem pensa no longo prazo. Com ele, você monta uma Carteira Completa com fundos de investimentos, ações e renda fixa para impulsionar o seu patrimônio! 

Características do HFOF11

A Taxa Administrativa é de 0,60 a.a e sua Taxa de Perfomance é de 20% exceder IFIX Semestral. O Patrimônio Líquido do fundo é de R$ 1,9 bilhão (R$ 99,90/cota – até o fechamento desta análise) e seu P/VP é de 1,04x. 

Em relação ao seu patrimônio e investimentos, O Hedge Top 3 possui hoje uma carteira distribuída com cerca de 95% do portfólio está alocado em cotas de outros FIIs, com destaque para os setores corporativo, de shoppings e valores mobiliários (papel).

Ao todo, são mais de 20 fundos imobiliários presentes na carteira. O restante o patrimônio está investido em disponibilidades para caixa e em cotas de fundos de renda fixa com alta liquidez. Podemos entender melhor a divisão nos gráficos abaixo:

Em relação aos dividendos, o HFOF11 planeja manter um rendimento médio de R$ 0,50 por cota para os próximos 12 meses. Os ganhos de capital podem aumentar esse valor, que foi afetado pela pandemia do coronavírus. Ainda assim, seu Dividend Yield nos últimos 12 meses é de 8,84%, confira melhor no gráfico:

Rendimento do Fundo 

Desde o início do fundo em fevereiro de 2018, o HFOF11 valorizou + 40,11% enquanto o IFIX rendeu apenas + 21,47%. Confira o rendimento do fundo: 

Vale a pena investir em HFOF11?

O Hedge Top 3 conseguiu se aproveitar bem dos momentos de maior turbulência observados, para montar posições visando maiores ganhos de capital. Inclusive, o fundo tem se utilizado muito bem destes artifícios para amenizar os impactos gerados pela pandemia, principalmente no que se refere a queda do recebimento dos dividendos de seus fundos investidos.

Sabemos que muita gente não gosta muito de fundos de fundos, mas nós gostamos. Ele tem vantagens como diversificação, ter o dinheiro na mão de profissionais e, talvez a mais importante, ele consegue entrar em ofertas de FIIs que são muitas vezes restritas aos investidores pessoa física. Portanto, para o longo prazo o HFOF11 pode ser uma boa opção em uma carteira diversificada de Fundos Imobiliários. 

Quer receber recomendações dos melhores Fundos Imobiliários e montar uma carteira diversificada? Conheça o Carteiras Capitalizo. Nosso produto é ideal para quem pensa no longo prazo. Com ele, você monta uma Carteira Completa com fundos de investimentos, ações e renda fixa para impulsionar o seu patrimônio! 

Assim, você monta uma carteira diversificada para seu perfil de investir com as melhores indicações do mercado. Com ele, você terá acesso às nossas carteiras de ações, fundos imobiliários, multimercado, internacionais e muito mais! Acesse agora

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.


Prévia dos Resultados do 3T20

O primeiro semestre de 2020 ficou marcado por uma das piores retrações econômicas da história, atingindo não somente o Brasil, mas o mundo como um todo.

Se a temporada de resultados do 2T20 gerou grande expectativa para se saber os reais impactos gerados pelo período mais grave da pandemia, o mercado agora aguarda que os balanços do terceiro trimestre apontem uma retomada significativa por parte das empresas. No entanto, o consenso geral ainda aponta para resultados mais fracos em relação ao mesmo período de 2019.

Abaixo, apresentaremos brevemente sobre nossas expectativas gerais para cada setor. Vale ressaltar que algumas companhias já deram início a divulgação de seus resultados. Porém, a temporada de divulgação dos Resultados do 3T20 se estenderá até meados de novembro.

Setor de Alimentos e Bebidas

O grande destaque do setor deve ficar novamente com os frigoríficos ligados às carnes bovina e suína, dando sequência aos benefícios da forte demanda externa e dos melhores preços praticados no mercado. Com isso, as empresas do setor deverão reportar novos ganhos de margem, em relação ao mesmo período do ano anterior. As companhias de alimentação diversa, como por exemplo M Dias Branco, também poderão seguir com resultados fortes, impulsionados pelo maior volume de vendas. Por fim, no setor de bebidas, Ambev deverá apresentar melhores números, devido à retomada do consumo após a reabertura de bares e restaurantes, mas ainda com margens pressionadas pelos custos de matéria-prima, dada a desvalorização do Real.

Empresas do setor de alimentos e bebidas: Ambev (ABEV3), Minerva (BEEF3), Marfrig (MRFG3), JBS (JBSS3), BRF (BRFS3) e M Dias Branco (MDIA3).

Setor de Siderurgia e Mineração

Para mineração, esperamos resultados fortes neste trimestre, em decorrência dos melhores preços do minério de ferro. A forte demanda da China e a manutenção do dólar em patamares elevados devem alavancar os ganhos no segmento. No caso da siderurgia, a preocupação maior ainda segue com a retomada do setor automotivo, seriamente afetado pelos efeitos da pandemia no primeiro semestre. Por outro lado, as empresas com maior exposição no setor de construção civil deverão se sobressair, seguindo a tendência de aquecimento deste mercado. De forma geral, esperamos resultados melhores que os reportados no 2T20.

Empresas do setor de siderurgia e mineração: Vale (VALE3), CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4/GOAU4), Usiminas (USIM5) e Ferbasa (FESA4).

Setor de Construção Civil

De forma geral, esperamos melhoras nos resultados do setor como um todo, dado o período de maior aquecimento do mercado. Na divisão de acordo com renda, a expectativa é que o segmento de moradias populares obtenha números mais expressivos, dada a demanda impulsionada principalmente pelos subsídios proporcionados.

Empresas do setor de construção civil: Tenda (TEND3), Cyrela (CYRE3), EZ Tec (EZTC3), MRV (MRVE3), JHSF (JHSF3), Helbor (HBOR3), Even (EVEN3), Trisul (TRIS3) e RNI (RDNI3).

Setor Bancário e Financeiro

Para o setor bancário, nossa expectativa é que o terceiro trimestre tenha apresentado significativa melhora em relação ao trimestre anterior, porém em um nível ainda abaixo do mesmo período de 2019. Os resultados devem indicar maiores ganhos com serviços, menor provisionamento para créditos de liquidação duvidosa, com os índices de inadimplência ainda em patamares controlados e uma maior expansão das carteiras de crédito. Algo que deverá melhorar a lucratividade dos bancos, mas com margens ainda pressionadas pela queda da Selic e pelo mix da carteira.

Empresas do setor bancário: Itaú (ITUB4/ITSA4), Banco do Brasil (BBAS3), Bradesco (BBDC4), Santander (SANB11), Banco Pan (BPAN4), Banco ABC (ABCB4) e Banco Inter (BIDI11).

Para as seguradoras, esperamos resultados que apontem melhora operacional, com destaque para ganhos nos prêmios arrecadados, mas ainda com maior pressão do lado financeiro. Já no caso da B3 (B3SA3), esta deverá apresentar mais um forte trimestre, beneficiado principalmente pelo maior número de IPOs realizados no período. Por fim, Cielo (CIEL3) tende a seguir a tendência de retomada dos volumes de transações financeiras na economia, podendo inclusive reverter o prejuízo reportado no 2T20.

Empresas financeiras não bancos: BB Seguridade (BBSE3), Sulamérica (SULA11), IRB Brasil (IRBR3), Porto Seguro (PSSA3), Cielo (CIEL3) e B3 (B3SA3).

Setor Elétrico e de Saneamento

O setor elétrico deverá apresentar resultados melhores que aqueles do 2T20, porém ainda indicando uma lenta recuperação. O segmento de transmissão de energia poderá indicar maior estabilidade. As empresas de geração deverão refletir a melhora do livre mercado, mas ainda com resultados abaixo do mesmo período do ano anterior. Já o segmento de distribuição deve continuar a ser o mais afetado, ainda pressionado pela menor demanda de energia e pelo maiores níveis de provisionamento. Por fim, o setor de saneamento pode sofrer com o adiamento dos reajustes tarifários ocorrido ao longo do trimestre.

Empresas do setor de energia e saneamento: Copel (CPLE6), Engie (EGIE3), Taesa (TAEE11) Energias do Brasil (ENBR3), ISA CTEEP (TRPL4), Cemig (CMIG4), AES Tietê Energia (TIET4), Neoenergia (NEO3), Light (LIGT3), Equatorial (EQTL3), Cesp (CESP6), Ômega Geração (OMG3), Sabesp (SBSP3), Sanepar (SAPR11) e Copasa (CSMG3).

Setor de Papel e Celulose

Esperamos mais um trimestre de bons resultados no setor, em especial para o segmento de papel. Mesmo com ligeira queda do volume de vendas, o aumento médio de preços devem compensar os números no consolidado. Destaque também para a manutenção do dólar em patamares mais estáveis no período. Por outro lado, o preço mais baixo da celulose deverá pressionar ligeiramente os ganhos neste segmento específico.

Empresa do setor de papel e celulose: Klabin (KLBN11), Suzano (SUZB3) e Irani (RANI3).

Setor de Varejo

De forma geral, esperamos um trimestre de recuperação para o setor varejista, após as fortes perdas registradas no 2T20. Novamente, o segmento de e-commerce deverá continuar apresentando bons números, mas não no mesmo ritmo de crescimento observado ao longo do primeiro semestre. Por fim, as empresas de consumo básico ainda poderão apresentar bons números, dada a maior resistência de demanda por parte da população.

Empresas do setor varejista: Carrefour (CRFB3), Pão de Açúcar (PCAR3), Lojas Americanas (LAME4), B2W (BTOW3), Via Varejo (VVAR3), Magazine Luiza (MGLU3), Guararapes (GUAR3), Lojas Renner (LREN3), Centauro (CNTO3), Arezzo (ARZZ3), Lojas Marisa (AMAR3), C&A (CEAB3) e Vivara (VVAR3).

Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Para o setor de petróleo, acreditamos que este deverá indicar uma retomada de produção em relação ao 2T20. Aliado aos melhores preços dos barris de petróleo, os resultados deverão apontar melhora significativa para o setor. Para as empresas de combustíveis, os números ainda poderão vir pressionados pelo menor nível de consumo no ciclo Otto e de querosene de aviação, compensados pela maior demanda por Diesel.

Empresas do setor de petróleo, gás e biocombustíveis: Petrobrás (PETR4), Petrorio (PRIO3), Cosan (CSAN3) e BR Distribuidora (BRDT3).

Setor Industrial

Para o setor industrial, podemos esperar mais um forte trimestre no segmento de máquinas e equipamentos, apoiado na manutenção da demanda externa e na retomada gradual do consumo doméstico, além do patamar estável do dólar. Já no setor automotivo, a expectativa é de melhora em relação aos fortes impactos vistos no primeiro semestre, porém ainda indicando queda operacional no comparativo com o mesmo trimestre do ano anterior.

Empresas do setor industrial: Weg (WEGE3), Iochpe-Maxion (MYPK3), Metal Leve (LEVE3), Fras-le (FRAS3), Tupy (TUPY3), Romi (ROMI3), Marcopolo (POMO4), Taurus (TASA4) e Randon (RAPT4).

Setor de Saúde

Para o setor de saúde, de forma geral, a expectativa é que o 3T20 tenha se apresentado com melhorias em relação ao segundo trimestre, com uma retomada da normalidade no setor. Enquanto os relaxamentos das medidas de isolamento social trazem de volta maiores movimentações ao segmento farmacêutico, para as operadoras eles também devem apontar o retorno dos procedimentos, suspensos ao longo de vários meses do primeiro semestre.

Empresas do setor de saúde: Fleury (FLRY3), Hapvida (HAPV3), OdontoPrev (ODPV3), NotreDame Intermédica (GNDI3), Hermes Pardini (PARD3), RaiaDrogasil (RADL3), Profarma (PFRM3), Hypera (HYPE3) e Pague Menos (PGMN3).

Setor de Locação de Autómoveis

As perspectivas para o setor de locação de automóveis é também de retomada gradual dos alugueis, após os impactos das paralisações do segundo trimestre. Ainda, os temores persistentes de contaminação pelo vírus podem sustentar um aumento da demanda de aluguel de veículos para pessoas físicas, e também para motoristas de aplicativos.

Empresas do setor de locação de automóveis: Localiza (RENT3), Unidas (LCAM3) e Movida (MOVI3).

Agenda de Resultados

Quer acompanhar os resultados das melhores empresas da B3? Baixe o nosso calendário exclusivo com as datas de divulgação, assim você fica por dentro de todas novidades. E não esqueça, quem baixar a agenda também irá receber nosso relatório com os resultados do 3T20!

Agora, se quer receber as melhores recomendações do mercado, conheça o Full Trader! Ele é nosso produto mais completo para quem deseja operar na bolsa de Valores.

Com ele, você recebe indicações de compra e vendas de ativos em tempo real para operações de Day Trade. Além disso, você terá acesso as nossas análises das principais empresas e recomendações de Swing Trade, Position Trade, Long&Short, Rastreador de Tendências (técnica exclusiva) e 6 Carteiras de Longo Prazo! Acesse agora.

Alupar: boa pagadora de dividendos do setor elétrico

A Alupar é uma holding do setor elétrico de controle nacional privado. Ela trabalha no segmento de transmissão de energia, e possui participação em ativos no Brasil e na Colômbia – ainda em período de implementação, início das atividades programado para 2022 – e também atua na parte de geração. 

Agora, caso você tenha interesse em investir nas melhores empresas da bolsa, conheça o Invista em Ações. Com nosso produto, você tem acesso à diversas carteiras de investimos para longo prazo, como: Top Fundos, Dividendos, Small Caps, Internacionais e muito mais!

Números de Alupar 

A empresa venceu leilões de transmissão em 2013, 2014, 2016, 2017 e 2018. O setor de transmissão é formado por 144 companhias distintas, das quais 136 (94%) são privadas. A Alupar conta, hoje, com 30 sistemas de transmissão, totalizando 7.929 km de linhas de transmissão, e possui 2.350 km de linhas em fase de implementação.

No segmento de geração a Alupar tem investimentos em sociedades titulares de outorgas em quatro Usinas Hidrelétricas (“UHEs”), cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (“PCHs”) e cinco parques eólicos, que somam 580,0 MW de capacidade instalada em operação e 107,0 MW em construção, garantidos por meio de contratos de concessão e autorizações com términos entre os anos de 2034 e 2053. Ainda assim, 88% da sua receita vem do segmento de transmissão.  

Pontos Positivos 

  • Previsibilidade da Receita: os contratos de concessão do segmento de transmissão têm duração de 30 anos e preveem um fluxo extremamente estável de receitas que proporcionam uma fonte previsível de recursos para sustentar os seus investimentos futuros. As receitas de transmissão não dependem do volume de energia elétrica transmitido em sua rede e são reajustadas anualmente, com base na inflação, medida pelo IGP-M ou IPCA. 
  • Expertise em projetos de infraestrutura: a administração da Alupar tem, em média, mais de 25 anos de experiência no setor de infraestrutura brasileiro, particularmente no desenvolvimento de projetos greenfield de transmissão e geração de energia. No Brasil, a implantação de novos projetos de transmissão tem se tornado cada vez mais complexa em função de aspectos socioambientais e fundiários. Dentre os principais elementos complicadores para a execução das obras, aponta-se as crescentes restrições estabelecidas na legislação ambiental, bem como a dinâmica de ocupação do solo e da realização de atividades produtivas. 
  • Instalações novas: todas as linhas de transmissão e subestações iniciaram suas operações a partir de 2002 e todas as unidades de geração a partir de 2010. Desta forma, além de minimizar o risco de redução da receita com interrupções e indisponibilidade de ativos, sobram recursos para investimentos em novos projetos que contribuirão para o crescimento da empresa, uma vez que a estrutura exige pouca manutenção operacional.

Pontos Negativos

  • Restrições ambientais: o intenso processo de parcelamento do solo, as ocupações irregulares e a criação de áreas protegidas de caráter histórico ou ambiental têm representado grandes dificuldades para a implantação de novos empreendimentos de transmissão. As atividades de construção, operação e ampliação de instalações e equipamentos destinados à transmissão e geração de energia elétrica envolvem diversos riscos, incluindo:
    • restrições ambientais ou alterações na legislação ambiental ensejando a criação de novas obrigações e custos aos projetos;
    • advento de demandas judiciais e administrativas questionando a validade dos processos de licenciamento ambiental das atividades e demandando a anulação das licenças ambientais.
    • incapacidade de obter ou manter a posse dos imóveis necessários para a implantação dos projetos dentro dos prazos e preços inicialmente previstos.
  • Risco hidrológico: redução nos níveis dos reservatórios ou racionamento em períodos de seca. Com fluxo excessivamente baixo, os geradores comprometidos com contratos terão que incorrer em custos adicionais para adquirir energia no mercado à vista para honrar suas obrigações. 
  • Redução da receita anual permitida: nos primeiros 15 anos de operação comercial, a RAP (remuneração pela disponibilidade das instalações) é reajustada anualmente pela variação do IGP-M ou IPCA conforme o caso. Nos termos dos respectivos contratos de concessão, a RAP terá seu valor reduzido em 50% a partir do 16º ano do início da prestação dos serviços, até o término do prazo das concessões. Em função do exposto acima, a Companhia poderá sofrer uma considerável redução de fluxo de caixa caso não consiga gerar novas receitas que possam compensar, total ou parcialmente, a redução da RAP.

Dividendos de Alupar

Os acionistas têm o direito de receber, de acordo com o Estatuto Social, o dividendo obrigatório não cumulativo, em cada exercício, de 50% do lucro líquido do exercício. Porém, o dividendo mínimo não será obrigatório no exercício social em que a Diretoria informar à Assembleia Geral ser ele incompatível com a situação financeira da companhia.

O dividend yield chegou a mais de 13% em 2014, quando a totalidade do lucro era distribuído, mas caiu para 3%, atualmente, devido a valorização das ações e maior necessidade de recursos para tocar os projetos. A perspectiva é de crescimento na distribuição nos próximos anos, conforme os projetos são entregues.

Resultados do 2T20

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 1,0 bilhão, representando um acréscimo de 25,6% em relação ao 2T19. Destaque para os investimentos realizados nas transmissoras, bem como ETAP, ETC e EDTE, e andamento dos projetos em construção. Vale ressaltar que as transmissoras ETC e EDTE entraram em operação comercial entre os períodos de comparação.

A empresa reportou Ebitda de R$ 422,1 milhões no 2T20, representando decréscimo de 3,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ficou em 44,1%, com perda de 9,4 p.p. em relação ao obtido no 2T19.

A companhia reportou lucro líquido de R$ 72,1 milhões no segundo trimestre de 2020, representando decréscimo de 35,0% em relação ao lucro obtido no 2T19. Destaque positivo para o prejuízo auferido com geração de energia e aumento de custos com infraestrutura.

INDICADORES (MILHÕES)2T202T19VARIAÇÃO %
Receita LíquidaR$ 1.027R$ 817,925,6%
EbitdaR$ 422,1R$ 437,4-3,5%
Margem Ebitda41,1%53,5%-12,4 p.p.
Lucro LíquidoR$ 72,1R$ 110,9-35,0%
Margem Líquida7,0%13,6%-6,6 p.p.
ROE17,6%19,0%-1,4 p.p.
Dívida Líquida/Ebitda3,3x1,6x1,7x

Rentabilidade das Ações

As ações negociadas na B3 apresentaram alta de 53,53%, ao longo de 2019, enquanto o Ibovespa desenvolveu 31,58% no mesmo período. Nos últimos três anos, as units da companhia registram uma variação positiva de 38,05%, contra 29,33% do benchmark. Em 2020 as units de Alupar apresentam resultado de -13,04%, enquanto o IBOV marca -14,69%.

O que esperar para as ações da Alupar (ALUP11)?

A Alupar já é uma boa pagadora de dividendos, mas como a empresa está em um ciclo de crescimento e tivemos valorização das ações nos últimos anos, isso impactou no Dividend Yield, que caiu. A perspectiva é que, conforme os investimentos maturem, ela aumente o pagamento de dividendos e, consequentemente, o Dividend Yield (considerando os preços atuais das ações). 

Portanto, visando o longo prazo acreditamos que Alupar (ALUP11) possa ser uma boa opção dentro do setor elétrico, principalmente para quem tem foco no pagamentos de Dividendos. 

E você, quer ter acesso a todas recomendações da Capitalizo e montar uma carteira com alto potencial de crescimento para o longo prazo? Conheça o Invista em Ações. Com ele, você terá acesso a análises completas das maiores empresas da B3 e 6 carteiras completas: Dividendos, Small Caps, Top Recomendadas, Crescimento, Buy&Hold e Internacionais.

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Quer ficar por dentro das novidades do mercado financeiro? Conheça o nosso Canal no Youtube e inscreva-se.

Análise técnica: 6 indicadores essenciais para conhecer

Para que o especulador possa obter lucro nas operações realizadas na bolsa, é importante que ele saiba avaliar o comportamento dos preços dos ativos e derivativos. Assim, é possível identificar pontos de compra e de venda. Os indicadores da análise técnica são essenciais nisso.

A partir dos gráficos, o trader pode observar as oscilações do mercado a fim de identificar possíveis tendências. Elas podem indicar forte probabilidade de um comportamento futuro, o que é interessante para quem especula na bolsa.

Neste artigo, você conhecerá 6 indicadores da análise técnica essenciais para operar. Confira!

Importância dos indicadores na análise técnica

Antes de apresentar os indicadores, vamos saber mais sobre sua relevância nas operações de trade. Eles compõem a análise técnica, que é uma maneira de entender as oscilações do mercado e realizar operações mais precisas — consequentemente, com riscos menores.

Para o sucesso nas negociações, é importante que o trader faça uma boa análise gráfica e utilize ferramentas que estão relacionadas. Logo, é necessário estudar de forma aprofundada os padrões gráficos e os indicadores técnicos úteis.

Entre eles, estão os indicadores de tendência, de volume, de movimento etc. Eles são úteis para estudar as dinâmicas atuais e passadas e tentar entender o que elas sugerem para o futuro.

Porém, vale lembrar que o mercado financeiro está em constante mudança. Significa que nem todos os padrões têm a mesma confiabilidade em cada momento. Além disso, é preciso saber interpretar as informações que eles trazem.

6 Indicadores essenciais para conhecer

Agora, você vai conhecer 6 dos indicadores que são muito úteis nas análises técnicas. Acompanhe!

  • MACD

Em português, a sigla MACD pode ser traduzida como “média móvel convergente e divergente”. Basicamente, o indicador utiliza a estratégia que considera duas médias móveis exponenciais no gráfico.

O objetivo é que o trader consiga identificar com mais clareza alguma tendência nos preços. É possível buscar por cruzamentos nas médias, por exemplo. Outra opção é analisar as oscilações de preço e identificar divergências, que podem sinalizar uma reversão de tendência.

Ao utilizar esse indicador, a tendência do mercado pode ficar mais evidente para o especulador. Assim, ele tem elementos para tomar decisões de compra, venda ou de não entrar no mercado no momento.

  • IFR

O IFR (ou RSI, em inglês) é o índice de força relativa e é uma unidade de medida para as variações da bolsa. Ele vai de 0 a 100 e ajuda o trader a ter informações sobre a velocidade com que os preços mudam.

Na prática, se o IFR vale em torno de 70 (ou mais), isso pode indicar que o mercado está em um topo em relação aos preços. Já valores próximos ou abaixo de 30 podem indicar uma sobrevenda. Ou seja, a proximidade de um fundo.

O IFR pode ser utilizado com outros indicadores para entender se há possibilidades de queda ou de alta nos preços em um futuro próximo.

  • Estocástico

Esse indicador foca na oscilação de preços e ajuda a identificar o momento de preço do ativo ou derivativo. Assim, ele pode indicar pontos de mudança na tendência.

O raciocínio por trás do estocástico é que uma reversão de tendência geralmente é antecedida por alguns indicativos. É como se o movimento demonstrasse sua exaustão antes do preço mudar no mercado.

Então, utilizar tal indicador pode fazer com que o especulador perceba a perda do momento da tendência, o que indica que uma nova está surgindo. O cálculo se dá pela comparação entre o preço de fechamento do ativo e o período no qual ele se movimentou ao longo do tempo.

  • Suporte e resistência

Como você sabe, os preços da bolsa não se comportam de forma linear. Mesmo assim, é possível notar pontos que podem indicar uma região de preços a partir da qual é mais difícil o ativo ou derivativo seguir.

Os suportes e resistências indicam uma espécie de obstáculo à redução ou ao aumento dos preços, respectivamente. Ao analisar um gráfico, o trader pode perceber certa estabilidade nos níveis de suporte e resistência ou um rompimento deles.

Se o rompimento ocorrer, há um deslocamento na oferta e demanda. Dessa forma, é possível que haja uma inversão entre os indicadores. Então, a análise técnica pode mostrar as possibilidades de uma reversão de tendência e lhe ajudar a identificar oportunidades nela.

  • Bandas de Bollinger

As Bandas de Bollinger também servem para analisar oscilações nos preços. Elas são úteis para perceber a relação entre o preço atual de mercado e o preço médio para um ativo ou derivativo.

O indicador é composto por uma média móvel e duas bandas: uma superior e outra inferior. As linhas podem se afastar da média móvel ou se aproximar dela. De acordo com a variação, é possível avaliar se a volatilidade está mais alta ou mais baixa.

Normalmente, a tendência é de que os preços voltem para a média ao longo do tempo. Assim, o trader pode utilizar seus conhecimentos e experiência para montar operações.

  • Médias móveis

As médias são outros indicadores essenciais para a análise técnica. Médias móveis representam os valores médios alcançados pelos preços em determinados períodos.

Elas são usadas para identificar mudanças nas tendências do mercado. As médias móveis podem ser simples ou exponenciais e a diferença entre elas está na forma de consideração dos dados.

Na simples, após calcular o valor médio, ele é distribuído com igualdade de peso entre os mais recentes e mais antigos. Já a exponencial faz uma média ponderada entre os valores mais recentes (com um peso maior) e os mais antigos.

Como combinar os indicadores?

Como você viu, existem diversos indicadores para considerar no trade. Combinar diferentes indicadores pode ajudar o especulador a ser mais efetivo nas operações. Afinal, cada um deles tem fórmulas com abordagens diferentes.

Portanto, é importante que o especulador considere utilizar indicadores de diferentes categorias em suas análises. O mais adequado varia de acordo com o momento do mercado ou com o ativo (ou derivativo) que está sendo analisado.

Atente-se apenas para o fato de que é melhor utilizar indicadores diversificados. Escolher alguns que tenham o mesmo objetivo — como avaliar o volume — não é uma boa opção. Nesse caso, a análise se torna redundante.

Em resumo, o ideal é ter um conjunto de indicadores de análise técnica para orientar suas decisões. A escolha depende dos objetivos e preferências de cada trader. Portanto, conheça bem a ferramenta que utilizará e pense em estratégias para fazer uma análise cada vez melhor.

Que tal receber análises e recomendações de operações de curto, médio e longo prazo na bolsa de valores? Conheça o Full Trader, o produto mais completo do mercado!

Com ele, você recebe recomendações de Day Trade em tempo real na nossa sala ao vivo, com indicações de compra e venda de ativos. Além disso, você tem também terá análises das melhores empresas da bolsa e investimentos de Swing Trade, Position Trade, Rastreador de Tendências (técnica exclusiva), Long&Short e 6 Carteiras de longo prazo! Acesse agora.

Receba nossos relatórios Grátis