Ticker: o que é e como interpretar este código na bolsa de valores?

Antes de investir na bolsa, é importante conhecer o ticker dos ativos. Esse código costuma ser uma abreviação do nome da ação – e tem como objetivo facilitar tanto a identificação quanto a negociação dos ativos no home broker.

Essa combinação de letras e números segue um padrão e é fundamental conhecer seu significado. Isso evita que você faça uma transação equivocada – o que pode, inclusive, gerar prejuízos financeiros ao investidor.

Neste artigo, você entenderá o que é o ticker, como ele funciona e descobrirá como interpretar esse código ao fazer operações na bolsa de valores. Continue a leitura e saiba mais!

O que é ticker?

O ticker é um código de referência utilizado nas operações da bolsa de valores. É ele que permite que ações e outros ativos, derivativos ou modalidades de investimento sejam negociados. Ele visa facilitar a identificação de cada ativo para que os investidores possam negociar.

Antes de acessar o home broker e fazer os investimentos, portanto, é importante conhecer os códigos dos ativos que você pretende comprar. 

Se você pretende investir na bolsa, saiba que, ao digitar o ticker na sua plataforma de investimentos, será possível acessar as informações de cada papel na plataforma, como:

  • preço de mercado atualizado em tempo real;
  • porcentagem de alta ou baixa do preço do ativo, em comparação ao valor no início do pregão;
  • quantidade de operações e volume de papéis negociados.

Essas informações servem como um guia para a tomada de decisão e são importantes tanto para operações de curto prazo quanto para investimentos de longo prazo. Se os papéis já estiverem na sua carteira, também é possível acompanhar a rentabilidade do ativo a partir do ticker.

Percebeu a importância deste código para qualquer investidor da renda variável?

Como esse código funciona?

O ticker tem regras próprias, que variam de mercado para mercado. Por exemplo, no Brasil há uma regra para composição dos tickers, enquanto nos EUA há outras orientações. 

As variações do código, no entanto, podem ocorrer também de acordo com o ambiente no qual ele é negociado dentro de um mesmo mercado e de acordo com o ativo e o tipo de ação. O ticker da Petrobras, por exemplo, pode ser encontrado na bolsa brasileira (B3) como PETR3 ou PETR4.

Uma opção de Petrobras, por outro lado – um derivativo, costumam ter um ticker iniciado por PETR, seguido por uma outra letra e número, de acordo com a especificidade da opção.

Já na bolsa americana, é possível encontrar ADRs dessa mesma empresa negociadas pelo ticker PBR. Portanto, não há um código universal para todos os ativos negociados nas bolsas ao redor do mundo.

Na B3, em geral, o ticker é representado por uma quantidade definida de letras, seguidas de um número que qualifica cada ativo. No mercado futuro também há regras semelhantes para os derivativos.

Como o ticker é composto?

Agora que você entendeu o que é ticker de ações e de outros ativos, é importante compreender a composição do código.

Como você já sabe, um ticker tem a função de facilitar a visualização do ativo ou derivativo na plataforma de negociação. Por isso, temos um padrão que permite a consulta de dados de forma simples.

No Brasil, o código dos ativos é formado por uma sequência de letras e números. As letras representam o nome do ativo, como mostrado no exemplo da Petrobras. Os algarismos também são utilizados para diferenciar os tipos de ativos.

De forma geral, o ticker é composto por quatro letras em caixa alta, que quase sempre fazem alusão ao nome da empresa, e um número. O último elemento indica o tipo de papel que será adquirido. Essa estruturação ajuda na consulta dos mais diversos ativos – incluindo ações ordinárias e preferenciais, units e até mesmo fundos imobiliários.

Os tickers da bolsa brasileira

Quer entender melhor a composição destes códigos, na prática? Então confira a seguir as principais características e diferenças entre os tickers presentes na bolsa de valores brasileira:

Ações ordinárias e preferenciais

Você já ouviu falar das ações ordinárias e preferenciais? A principal diferença entre elas está no fato de que as primeiras dão o direito ao voto nas assembleias da empresa. Já as preferenciais não permitem participar desse evento, mas têm prioridade na distribuição de proventos.

Em geral, as ações ordinárias têm final 3, enquanto as preferenciais costumam apresentar ticker com final 4. Ao buscar ações de algumas empresas listadas na bolsa, você encontrará apenas uma das duas opções. No caso das companhias que oferecerem os dois tipos, por outro lado, o investidor deve escolher entre eles e ter atenção no momento de digitar o código no home broker. 

Ter esta atenção é importante para fazer a negociação correta – e comprar ou vender o ativo que, de fato, é de seu interesse.

Vale destacar, contudo, que os números 3 e 4 não são os únicos a compor um ticker de uma ação da bolsa. Isso porque existem tipos diferentes de ações ordinárias e preferenciais.

Conheça outros números que podem estar presentes no final dos códigos e descubra o que eles representam:

  • 1: referente aos ativos que possuem direito de subscrição a uma ação ordinária;
  • 2: referente aos ativos com direito de subscrição a um papel preferencial;
  • 3: mostra que o papel é uma ação ordinária;
  • 4: indica que o ativo é uma ação preferencial;
  • 5 a 8: referentes aos ativos de ações preferenciais das classes A a D, respectivamente;
  • 9: descreve uma subscrição de ação ordinária;
  • 10: simboliza uma subscrição de ação preferencial.

Mercado fracionário

O mercado fracionário é o ambiente onde as frações dos lotes padrão das empresas são negociadas. Nesse caso, os tickers são os mesmos, mas os códigos são finalizados com a letra F após o número. Exemplos são a BBDC3F e a USIM5F — ação ordinária do Bradesco e ação preferencial classe A da Usiminas, respectivamente – ambas negociadas no fracionário.

Vale destacar que, nesse mercado, os preços das ações costumam ser diferentes na comparação com o mercado de lotes, pois existe outro book de ofertas.

Units, fundos imobiliários e outros

Além dos números apresentados para as ações, os investidores podem encontrar códigos que terminam com 11 na bolsa de valores. Esses tickers são referentes a outros ativos e modalidades de investimento, principalmente:

  • Fundos imobiliários;
  • Units (uma espécie de conjunto de ações, composto por papéis preferenciais e ordinários);
  • Fundos de índice (ETFs).

Também existem as opções, que são derivativos associados a determinadas ações ou outros ativos. Nesse caso, o código costuma ser o mesmo do papel correspondente, acrescido de uma quinta letra e um ou mais números. 

A quinta letra é referente ao mês de vencimento da opção e ao tipo de opção (se call ou put), enquanto o número final corresponde ao strike (preço combinado) do derivativo.

Por que é importante conhecer o ticker?

Mesmo que, em um primeiro momento, os códigos dos ativos e derivativos pareçam complicados, eles seguem uma lógica e são úteis para garantir operações corretas na bolsa de valores. Conhecê-los é a única forma de comprar ou vender os ativos corretos no home broker.

Também é importante saber como interpretar o ticker na bolsa para diferenciar a aquisição de ações, cotas de fundos imobiliários ou derivativos, além de identificar possíveis direitos de subscrição nos papéis. 

Conhecer o ticker é, portanto, indispensável para fazer seus investimentos na renda variável de maneira adequada.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Empresas com receita em dólar, vale a pena investir?

Empresas com receita em dólar

Ao estudarmos as empresas com capital aberto na Bolsa de Valores, nos deparamos com uma forte presença de companhias multinacionais, que possuem suas atividades e seus mercados espalhados por várias regiões do planeta. Portanto, seus ganhos podem se dar através das mais variadas moedas possíveis.

Tratando-se de moedas, não há como não pensarmos no dólar, que já é, há algum tempo, a moeda utilizada como “padrão” para negociações internacionais.

Observando mais especificamente as companhias brasileiras, vemos muitos exemplos de empresas que possuem parte de suas receitas dolarizadas, ou seja, em função do dólar americano. Isto tende a trazer certos benefícios e riscos que devem ser levados em consideração.

Quais as Vantagens de Possuir Receitas Dolarizadas?

Como primeira vantagem, merece destaque a diversificação. O fato de uma empresa brasileira possuir parte de suas receitas atreladas ao dólar indica que a mesma detém seus mercados localizados ao redor do mundo. Isto pode ser encarado como um grande aliado para que a companhia busque expandir ainda mais seus horizontes de atuação, ganhando novos mercados e, consequentemente, agregando valor ao seu fluxo de receitas.

A diversificação também pode ser benéfica em momentos de crise, principalmente se estas forem pontuais em determinadas regiões ou países. Por exemplo, muitas empresas que possuem parte de seus mercados localizados fora do Brasil, acabaram por sofrer menos os impactos de nossa recessão entre 2015 e 2017, dado que a demanda lá fora não foi afetada.

Outra vantagem da dolarização está ligada ao próprio dólar. Como comentado, o dólar americano é a “moeda padrão” das negociações na maioria dos países. E quando comparado ao nosso Real, vemos o quão forte o dólar se mostra, sofrendo com menores efeitos de desvalorização.

Por fim, e ainda na linha da desvalorização, podemos destacar a importância de se haver receitas dolarizadas em meio a variações do nosso câmbio. Em momentos de enfraquecimento do Real, estas empresas podem ser beneficiadas.

Existem Riscos?

Sim, e o principal deles é a própria variação do câmbio. A maioria destas companhias utilizam instrumentos derivativos para suavizar os impactos das oscilações cambiais, tanto em casos de valorização quanto em desvalorização.

Em caso de súbita alta do dólar, por exemplo, esses instrumentos derivativos podem gerar fortes efeitos negativos nos resultados financeiros das empresas.

Entretanto, vale ressaltar que esses instrumentos são importantes para contrapor alguns ganhos que por ventura venham a distorcer os resultados. Alguns destes ganhos podem ter sido gerados simplesmente pelo fortalecimento do dólar, e não devido a possíveis melhorias operacionais promovidas pela companhia.

Exemplos de Empresas com Receitas em Dólar

No Brasil, existem alguns setores que costumam apresentar forte dolarização, como por exemplo o de alimentos e bebidas, metal mecânico, de siderurgia e de moda. Para cada um destes setores, podemos extrair algumas empresas, como: Minerva, Marfrig, Weg e Alpargatas.

A Minerva (BEEF3) é uma das maiores produtoras de carnes in natura e seus derivados na América do Sul, atuando também na exportação de gado vivo e no processamento de carne bovina, suína e de aves. Cerca de 43% das receitas da companhia advém das operações no Paraguai, Argentina, Uruguai e Colômbia.

A Marfrig (MRFG3) é a segunda maior produtora de carne bovina do mundo, com uma plataforma de produção diversificada nas Américas. Em torno de 72% de suas receitas resultam das operações na América do Norte, por exemplo.

A Weg (WEGE3) é uma companhia de carácter global, voltada para o desenvolvimento e produção de equipamentos eletroeletrônicos, com destaque para as soluções em máquinas elétricas, de automação e tintas. No caso da Weg, cerca de 54% de suas receitas são oriundas do mercado externo.

A Alpargatas (ALPA4) é uma das maiores empresas voltadas para a comercialização de calçados do Brasil, detendo em seu portfólio cinco diferentes marcas, sendo uma delas a Havaianas. Os negócios internacionais da companhia representam mais de 26% das receitas.

Vale lembrar que, além da nossa Carteira de Ações Internacionais, cerca de 40% das nossas recomendações de longo prazo possuem algum tipo de receita em dólar ou operações no exterior.

Rentabilidade das Ações na B3

O gráfico abaixo apresenta a rentabilidade das ações das cinco companhias citadas, nos últimos 12 meses, em comparação com o índice Bovespa:

Nos últimos 12 meses, temos: ALPA4 com alta de +16,22%, MRFG3 que subiu +16,49% e WEGE3 que teve expressiva valorização de +117,14%. BEEF3 foi a única que sofreu desvalorização: -20,91%.

No mesmo período, o Ibovespa subiu apenas 1,22%, enquanto o dólar subiu +27,56%.

Por fim, cabe ressaltar que o simples fato da empresa deter parte de suas receitas dolarizada não é garantia de bons resultados. Portanto, antes da realização dos investimentos, torna-se recomendado um intenso estudo a respeito das companhias, o que pode ser auxiliado com o acompanhamento de especialistas.

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Saiba onde investir em 2021

Passado o turbulento ano de 2020, a expectativa é grande para o que virá em 2021. Neste material exclusivo que elaboramos para você, traçamos um panorama econômico e quais as perspectivas para o ano que vem.

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Livros sobre investimentos: conheça os melhores para impulsionar seu patrimônio!

O que você faz quando precisa adquirir conhecimento sobre um assunto? Procura pelo tema na internet, matricula-se em cursos, conversa com pessoas experientes e, provavelmente, lê livros renomados, certo?

Essas são as principais formas de aprender. Ler sobre a história de outras pessoas ou conhecer os ensinamentos que elas escrevem pode te ajudar a impulsionar suas escolhas no mercado financeiro.

Por isso, os livros sobre investimentos são fundamentais para quem deseja estudar e alcançar melhores resultados nos seus aportes. Confira então nossa lista com 8 das melhores obras sobre o assunto para investidores!

1. O Investidor Inteligente

Benjamin Graham é um dos maiores especialistas em investimento de longo prazo — sendo considerado o precursor da estratégia de buy and hold em ações. Então, o livro dele não poderia ficar de fora da lista, certo?

“O Investidor Inteligente” é uma obra essencial para quem deseja iniciar seus investimentos na renda variável ou já tem a experiência, mas deseja aprofundar conhecimentos. O autor aborda bastante a análise fundamentalista.

Assim, esta é uma forma de você aprender mais sobre como analisar ações e tomar suas decisões na bolsa, diversificando os investimentos com eficácia. Nada como aprender com grandes nomes do segmento, não é mesmo?

2. Segredos da Mente Milionária

O enriquecimento é um objetivo comum aos investidores. Quem não deseja aumentar seu patrimônio e conquistar a sonhada independência financeira – podendo viver só com os frutos da sua renda passiva?

A conquista do enriquecimento, contudo, não depende apenas de boas escolhas objetivas ao investir. É preciso também ficar atento ao que você pensa e como funciona sua mente e os seus hábitos.

É disso que trata um dos melhores livros sobre finanças e investimentos: “Segredos da Mente Milionária”, escrito por T. Harv Eker. O autor explora como as pessoas milionárias se diferenciam das outras. Então, ajuda o leitor a lidar melhor com seu dinheiro – e, claro, com seus investimentos.

3. Pai Rico Pai Pobre

Outro livro clássico para investidores é o “Pai Rico Pai Pobre”, de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter. Os autores escreveram uma obra que parte de experiências pessoais e tem o objetivo de falar sobre dinheiro de maneira didática.

O livro é permeado por exemplos e diagramas que facilitam a compreensão de alguns conceitos contábeis — como passivos e ativos. Sua ideia central é ensinar os leitores a construir uma vida mais próspera por meio da aquisição de ativos.

É uma obra essencial para quem deseja entender mais sobre empreendedorismo e construção de patrimônio. Um tema interessante abordado é sobre o fato de a principal diferença entre ricos e pobres não estar no quanto ganham, mas nas escolhas que fazem.

4. O Jeito Warren Buffett de Investir

Você provavelmente já ouviu falar em Warren Buffett. Ele é seguidor de Benjamin Graham e acabou se tornando uma lenda dos investimentos — enriquecendo incrivelmente a partir de boas decisões de longo prazo na bolsa de valores.

Os ensinamentos de Buffett são seguidos por muitas pessoas ao redor do mundo. Por isso, vale a pena ler um livro que resume a maneira como o grande investidor realiza suas escolhas. A obra foi escrita por Robert G. Hagstrom.

Que tal cuidar das finanças e investir utilizando as mesmas estratégias de um bilionário? Ao ler o livro, você consegue entender a filosofia de Buffet e conhecer 12 princípios que estão presentes em sua forma de tomar decisões.

5. Investimentos Inteligentes

Se você é um investidor iniciante e deseja uma obra didática, com exemplos práticos, que lhe auxilie a entender mais sobre o mercado financeiro e as escolhas que precisa fazer, Gustavo Cerbasi tem um livro para o seu caso.

É a obra “Investimentos Inteligentes”, lançada em 2013. Nela, o autor aborda um pouco sobre os desafios do investidor e oferece estratégias e dicas para evitar erros e avaliar os ativos com qualidade.

Cerbasi é um educador financeiro brasileiro com muitos anos de experiência em investimentos e consultoria a investidores. Logo, é mais uma leitura essencial para quem busca estratégias para aumentar o patrimônio a partir de bons investimentos.

6. Ações Comuns, Lucros Extraordinários

O próximo exemplo da nossa lista de livros sobre finanças e investimentos foi escrito por Philip Fisher e se tornou um grande clássico quando se fala sobre ações — alguns dos ativos mais complexos que você pode ter na sua carteira.

As pessoas que investem em ações precisam conhecer como elas funcionam e de quais maneiras é possível ter lucro com elas. No livro “Ações Comuns, Lucros Extraordinários”, você encontra informações essenciais sobre o mercado de ações.

Além disso, o autor elenca nada menos do que 15 aspectos que devem ser considerados na hora de escolher seus investimentos na renda variável. É possível, inclusive, entender o método que Fisher utilizou para avaliar as ações.

7. Os Axiomas de Zurique

Mais uma obra que vale a pena incluir na sua lista de próximas leituras é o livro “Os Axiomas de Zurique”, de Max Gunther. O autor partiu da análise de banqueiros suíços para escrever dicas de como ganhar dinheiro.

Apesar do contexto analisado ter sido o da Suíça, os ensinamentos propostos por Gunther podem ser aplicados em qualquer local. O livro traz 12 axiomas principais e 16 adicionais para falar sobre negócios e dinheiro.

É uma fonte de pesquisa interessante para especuladores da bolsa e para quem deseja tomar decisões com cada vez mais eficiência. Você aprenderá sobre riscos, padrões e volatilidade nos investimentos.

8. Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar

Para finalizar nossa lista, mais um dos livros indispensáveis para investidores é de alguém da área de Psicologia. Daniel Kahneman foi ganhador do Prêmio Nobel de Economia em 2002, por pesquisar as finanças comportamentais.

No livro “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, o autor apresenta alguns dos aspectos principais de suas pesquisas. Com isso, ele elucida a maneira como sua mente processa informações e realiza decisões — ora intuitivas, ora racionais.

Afinal, entender o funcionamento do cérebro em ambos os contextos ajuda a saber como evitar conclusões irracionais nas suas finanças e nos seus investimentos. O livro traz exemplos práticos que facilitam a sua compreensão e tornam os conceitos palpáveis.

Você acabou de acompanhar a nossa lista com 8 dos melhores livros sobre investimentos. Sem dúvida, vale a pena ter contato com estas obras para avaliar como elas podem ser úteis nas suas decisões. 

Assim, é possível contar com ensinamentos de grandes autores e nomes do mercado para cuidar cada vez melhor das suas finanças e fazer bons investimentos!

E que tal colocar sua aprendizagem em prática e fazer investimentos mais sólidos no mercado? Com o Capitalizo Completo você monta uma carteira diversificada de investimentos, que vão desde renda fica à variável. 

Além disso, você tem acesso a todos os produtos da Capitalizo e as melhores recomendações e análises do mercado para investir em ações, fundos de investimentos e títulos de renda fixa! Acesse agora e comece a impulsionar seu patrimônio.

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Debêntures: o que são e como funcionam?

Quer diversificar a sua carteira de investimentos para o médio e longo prazo, mas ainda não tem segurança de sair da renda fixa? Então, as debêntures podem ser uma boa alternativa para buscar melhores rentabilidades neste ambiente.

Esses títulos são emitidos por empresas que desejam captar recursos para financiarem seus próprios projetos. Mas, ao contrário do que acontece quando uma companhia emite ações, não há venda de parte do capital para investidores na emissão de uma debênture.

Para aprofundar o seu conhecimento sobre este produto do mercado financeiro, continue a leitura deste o artigo e entenda mais sobre as debêntures!

Afinal, o que são debêntures?

As emissões de renda fixa podem ser feitas pelo Governo Federal, por instituições financeiras e por empresas de capital aberto ou fechado. É no último caso em que as debêntures se encaixam, pois são emitidas por companhias privadas como um título de dívida.

Uma debênture, portanto, é justamente esse título de dívida emitido por uma empresa. No Brasil, é comum que organizações listadas na bolsa de valores brasileira ofereçam esses títulos para investidores.

Quem investe nesse tipo de produto, na prática, empresta dinheiro para o fomento dessas empresas. No fim do prazo estabelecido, a organização devolve o dinheiro aportado acrescido dos juros previamente acordados.

Como as debêntures funcionam?

As debêntures funcionam de forma similar aos títulos do Tesouro. Afinal, ambos são títulos de dívidas disponíveis para investidores que desejam aportar na renda fixa. A principal diferença está no emissor dos títulos – que também impacta na segurança dos mesmos.

Enquanto os títulos do Governo Federal são considerados os investimentos mais seguros do país, as debêntures oferecem um risco maior ao investidor. Isso ocorre porque sempre há riscos de calote por parte da companhia emissora do título.

É importante observar, ainda, que esse tipo de título não é coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Em relação ao rendimento, as debêntures podem oferecer remuneração prefixada, pós-fixada ou híbrida. No primeiro caso, a taxa de juros é definida no momento da compra do título. Isso permite que você saiba exatamente quanto vai receber no dia do vencimento.

Já os acordos pós-fixados costumam ter a rentabilidade atrelada a algum indexador, como o CDI. Por isso, não é possível saber qual será o rendimento antes do resgate ou do vencimento do título. No caso das debêntures híbridas, o rendimento é composto por uma taxa fixa acrescida de uma remuneração variável.

Quais os tipos de debêntures no mercado?

Existem diversos tipos de debêntures, e conhecer os principais é importante para fazer a melhor escolha para a sua carteira. Confira alguns deles a seguir:

Debêntures Nominativas e Escriturais

As debêntures nominativas são emitidas em nome do investidor, e seu registro e controle de transferência é realizado em livro de registro próprio.

Já as debêntures nominativas escriturais são aquelas cuja manutenção ocorre em uma conta de custódia em instituição financeira autorizada. No Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é a instituição responsável pelo registro e controle das debêntures.

Sejam elas nominativas ou nominativas escriturais, é possível encontrar formatos diferentes de debêntures no mercado:

Debêntures conversíveis

As debêntures conversíveis podem ser convertidas em ações da empresa emissora. Isso pode ser feito pelo investidor no vencimento do título ou em um prazo preestabelecido. Essa opção é interessante para quem já investe em renda variável ou deseja começar a investir.

Debêntures simples (não-conversíveis)

Por outro lado, as debêntures simples não podem ser convertidas em ações no fim do prazo acordado. Nesse caso, você receberá a remuneração com juros sobre o capital aplicado. Esse tipo ainda pode ser dividido em comuns e incentivadas.

Debêntures incentivadas

Existem empresas que emitem debêntures com o objetivo de captar recursos para realizar obras de infraestrutura (como rodovias, por exemplo). Por colaborarem com o desenvolvimento do Brasil, o governo fornece incentivos para que esses papéis sejam emitidos.

Assim, quando você adquire um desses títulos, recebe também o benefício de ter isenção do Imposto de Renda sobre o rendimento.

Debêntures permutáveis

Esse tipo de debênture permite que o investidor troque seu título de dívida por ações de uma companhia diferente daquela que emitiu a debênture. Nestes casos, no entanto, é necessário verificar as regras da transação na escritura de emissão do título.

Qual a tributação sobre debêntures

Por se tratar de um investimento de renda fixa, esse título costuma ter incidência de Imposto de Renda (IR). Com exceção das debêntures incentivadas, as demais seguem a tabela regressiva do IR.

As alíquotas variam de 22,5% a 15%. Por isso, se você permanecer com o título na sua carteira por mais de dois anos, pagará menos imposto sobre o rendimento.

Para quem as debêntures são indicadas?

As debêntures podem ser adquiridas por investidores que desejam diversificar o portfólio e aumentar o rendimento no médio e longo prazo sem sair da renda fixa.

No entanto, esse tipo de investimento é mais adequado para quem tem alguma tolerância ao risco. Afinal, lembre-se que, apesar de fazer parte da renda fixa, as debêntures oferecem riscos maiores que outras aplicações do segmento.

Para tomar boas decisões em relação à sua carteira, é necessário analisar algumas questões, como:

  • Qual é a sua experiência com investimentos?
  • Quais são os seus objetivos com as aplicações?
  • Em quanto tempo você pretende utilizar os recursos aplicados?
  • Qual sua tolerância a riscos?

Se você deseja equilibrar risco e rentabilidade e diversificar seus investimentos na renda fixa, pode valer a pena seguir pelo caminho das debêntures.

Vantagens e riscos

Você já sabe que quem investe em debêntures conta com um risco a mais nas aplicações — o risco de crédito. Isso significa que a empresa emissora dos papéis pode não conseguir arcar com o pagamento das dívidas.

A vantagem, nesse caso, é que o retorno costuma ser maior para os investidores na comparação com outros investimentos de renda fixa. Além disso, o leque de oportunidades é amplo, permitindo que você diversifique a carteira e aumente as chances de obter melhores lucros.

Entre os benefícios, vale destacar também a isenção de IR das debêntures incentivadas – o que costuma chamar atenção de muitos investidores.

É importante ressaltar, no entanto, que algumas debêntures têm prazo de vencimento bastante longo. E, se você desejar resgatar a aplicação, vai precisar vender o título no mercado secundário – podendo sofrer com a falta de liquidez e se expor a riscos de perda financeira devido à marcação a mercado.

Por isso, é importante avaliar com atenção se o investimento e o prazo de vencimento estão alinhados aos seus objetivos antes de fazer seus aportes.

Quanto rende uma debênture?

O gráfico abaixo apresenta o retorno acumulado dos últimos doze meses da debênture de código CART12, emitida pela Concessionária Auto Raposo Tavares S/A, com vencimento em 15/12/2024 e com remuneração atrelada ao IPCA+. Como comparativo, também estão os retornos acumulados da NTN-B (Tesouro Direto IPCA+), com vencimento em 2023, e da Poupança.

A análise de gráfico nos permite identificar que a debênture citada obteve uma rentabilidade de pouco mais de 14,6% nos últimos doze meses, equivalente a 545,4% do CDI. Neste mesmo período, a NTN-B de referência se valorizou em cerca de 7,6%, enquanto a poupança obteve um ganho menor que 2%.

Como investir em debêntures?

Existem duas formas de investir em debêntures. Pelo mercado primário, é possível adquirir o título diretamente com a empresa emissora. Para isso, basta buscar uma instituição financeira que ofereça esse tipo de produto e verificar as opções disponíveis.

No mercado secundário, um investidor que já adquiriu o título pode oferecê-lo para outra pessoa interessada na compra. Nesse caso, o valor é negociado de acordo com o mercado atual. Em geral, é possível encontrar diversas debêntures sendo negociadas na bolsa de valores – o que facilita o processo.

Para reduzir o risco de crédito da aplicação, é importante fazer uma avaliação detalhada do perfil da empresa emissora da debênture na qual você está interessado. O ideal é evitar adquirir títulos de organizações com dificuldades de crescimento, com fluxo de caixa negativo ou que atuam em setores que estão em crise.

Uma maneira de fazer esta avaliação é acompanhar o rating das empresas – nota atribuída por agências externas, que avaliam o risco de inadimplência das empresas e indicam se são ou não boas pagadoras.

Conte com a análise de especialistas!

Existe, ainda, outra opção para aqueles que desejam investir em debêntures e diversificar os investimentos em busca de uma carteira mais sólida e rentável: contar com a análise de especialistas.

O produto Carteiras Capitalizo, por exemplo, oferece análises e recomendações completas para quem deseja diversificar seus investimentos com títulos de renda fixa, ações e fundos de investimentos. Com ele, você sabe quando e quanto investir em cada momento, seja em renda variável ou fixa.

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BB Seguridade é a melhor ação para comprar com juros em alta?

Além de boa pagadora de dividendos, você sabia que a BB Seguridade pode ser uma ótima alternativa a longo prazo, muito por conta da influência da taxa de juros?

Ao montar uma carteira de investimentos, deve-se considerar diversas estratégias que podem vir a ser vantajosas em termos de rentabilidade, sendo que prestar atenção nas correlações do mercado deixa você um passo à frente das outras pessoas.

Para que entenda melhor sobre o assunto, acompanhe a leitura abaixo e confira nossa análise a respeito do setor de seguros e do case inusitado que é a BB Seguridade!

Como é o setor de previdência e seguros de uma maneira geral?

Não é à toa que Warren Buffett fez grandes fortunas com seguros, uma vez que é um setor com altos retornos, boa previsibilidade e bastante potencial de crescimento.

Aqui no nosso país principalmente, os seguros de carro, por exemplo, costumam ser bem utilizados, mas há ainda um mar de oportunidades em outros tipos de serviços.

Esse setor tende a ter boa rentabilidade pelo simples fato de receber o fluxo de pagamento antes, tendo a obrigação de retornar o valor só em casos de sinistro.

Segundo dados da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados), as receitas de seguros (exceto VGBL) foram de quase 27 bilhões para mais de 119 bilhões de reais.

Esse período apurado vai de 2004 até 2019, sendo que a participação no PIB (Produto Interno Bruto), foi de 1,38% para 1,64% nos mesmos 15 anos analisados.

Inclusive, se verificarmos a soma de valores de previdência, seguros e capitalização, a receita ultrapassa os 272 bilhões de reais, o que equivale a 3,68% do PIB.

O que a BB Seguridade faz realmente?

Entre as empresas que mais se beneficiam desse crescimento exponencial do setor de previdência e seguros está a BB Seguridade, uma das subsidiárias do Banco do Brasil.

Constituída em 2012 e pertencente ao Novo Mercado da bolsa de valores, a BB Seguridade tem uma comercialização de produtos feita pelo BB majoritariamente.

A parceria entre banco e companhia de seguros, também conhecida como modelo bancassurance, facilita muito a distribuição dos produtos para seus variados clientes.

O Banco do Brasil, que é detentor de 66,25% das ações da companhia, conta com uma capilaridade de agências incrível, sendo mais de 60 mil pontos físicos pelo país.

A companhia tem como premissa oferecer não somente seguros, mas também previdência complementar aberta, títulos de capitalização e planos odontológicos.

Vale ressaltar que o contrato celebrado entre Banco do Brasil e BB Seguridade tem validade por 20 anos, cuja vigência se encerra em 2033.

Quais são os seus pontos positivos?

Ao colocar essa ação no seu radar de análise, provavelmente espera encontrar pontos positivos para confirmar suas hipóteses de bom investimento, não é mesmo?

Quando se trata de identificar vantagens, a BB Seguridade pode deixar os investidores com um sorriso de orelha a orelha, como podemos acompanhar nos tópicos abaixo.

Parceria com o controlador

Tendo em vista que a distribuição dos produtos é feita pelos múltiplos canais do Banco do Brasil, a parceria faz com que o atendimento seja o melhor possível.

É um acesso em escala poderoso, uma vez que o BB consegue penetrar em diversas regiões por meio de suas agências físicas e pelo atendimento digital evidentemente.

Força da marca

Como seu controlador é ninguém menos do que o Banco do Brasil, a força da marca é muito grande, pois são mais de 200 anos de tradição no país.

Essa ligação faz com que o público-alvo tenha uma boa percepção sobre a BB Seguridade, tendo em vista que a credibilidade do controlador demonstra segurança.

Potencial de crescimento do setor

Embora os números já sejam bem animadores, o setor de seguros ainda tem muito que crescer, considerando a mudança cultural e o desenvolvimento econômico do Brasil.

O aumento do consumo de bens duráveis pela população abre uma janela de oportunidades, de modo que o oferecimento de planos de seguro aumente bastante.

Quais são os seus pontos negativos?

Assim como a história de Joseph Climber, nem tudo são flores e “a vida pode ser uma caixinha de surpresas”, pois a BB Seguridade também tem seus pontos negativos.

Seja qual for o investimento, deve-se analisar tanto os prós quanto os contras, por isso trouxemos abaixo algumas situações que podem preocupar um pouco a longo prazo.

Dependência do controlador

Se em um belo dia de sol o Banco do Brasil resolver descontinuar com os produtos e serviços oferecidos pela BB Seguridade e, com isso, priorizar ofertas concorrentes?

Pois bem, muita água pode rolar ainda até 2033, sendo que os resultados da companhia podem ser impactados com quaisquer modificações no contrato vigente.

Regulamentação

As coligadas da BB Seguridade estão expostas a revisões de normas mediante a decisão de órgãos reguladores, algo que pode afetar a distribuição de serviços.

Caso a SUSEP resolva alterar as atuais exigências e coloque limitações, inevitavelmente a companhia pode ter que remodelar suas estratégias de coberturas.

Erros em provisões

Como as obrigações de seguros costumam ser estimadas por meio de modelos estatísticos, que estão sujeitos a erros, os resultados da companhia podem mudar.

Com isso, os pagamentos podem exceder a estimativa de perdas, levando em conta a frequência de sinistros, a macroeconomia, os impactos ambientais e os fatores sociais.

Como a BB Seguridade pode ser uma boa com juros altos?

Chegando à ideia central deste artigo, você vai expandir um pouco melhor a sua mente a respeito da oportunidade que é a BB Seguridade em relação ao juros altos.

O fluxo de dinheiro recebido pelos clientes é aplicado em títulos públicos e títulos privados com alto rating e liquidez, até mesmo para cobrir sinistros e benefícios.

Talvez você não tenha notado ainda, mas as oscilações da Selic afetam diretamente os resultados financeiros da companhia, por conta dos investimentos, que rendem atrelados à taxa de juros.

Se você acompanhar no gráfico, em 2016, quando a meta da Selic chegou ao patamar de 14%, o resultado financeiro da BB Seguridade foi de R$ 1,263 bilhão.

Em contrapartida, com a oscilação da taxa, a empresa reportou uma queda considerável se olharmos o resultado de 2019, chegando ao valor de R$ 856 milhões.

Como nos últimos 12 meses a inflação teve uma alta acumulada de 4,31%, acima da meta prevista, a tendência é que tenhamos possíveis mudanças na Selic futuramente.

Por fim, se pararmos para pensar, a BB Seguridade pode ser vista como um case interessante de proteção contra um aumento da taxa de juros, tendo em vista que os rendimentos dos investimentos potencializam a geração de lucro.

Valorização das ações

Nos últimos cinco anos, as ações da BBSE3 valorizaram 109,84%. Confira o desempenho do papel no gráfico abaixo:

Dividendos

No mesmo período, BBSE3 pagou R$ 10,72 de dividendos totais por ação.

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Buy and hold: tudo o que você precisa saber sobre o assunto

Comprar ações pensando em mantê-las no longo prazo é uma alternativa interessante para investidores da renda variável. Afinal, é possível lucrar com dividendos recebidos das empresas e usufruir da grande valorização dos papéis com o passar dos anos.

A estratégia deve ser pensada para ter companhias de qualidade na carteira. Assim, você sente mais segurança em relação ao crescimento delas no mercado e até mesmo à recuperação depois de eventuais crises econômicas, por exemplo.

Um método muito útil para estes investidores é o buy and hold. Que tal saber tudo sobre o tema? Confira a seguir as principais informações sobre o assunto e veja como utilizar esta estratégia no seu dia a dia!

O que é o buy and hold?

Buy and hold é um termo em inglês que, em tradução livre, significa “comprar e segurar”. Em outras palavras, ele se refere ao ato de adquirir ações para sua carteira de investimentos pensando em continuar com elas ao longo do tempo.

Consequentemente, o buy and hold se diferencia de estratégias de curto ou médio prazo — como as atividades de especulação. Nessas operações, o objetivo não é montar uma carteira relativamente estável, mas aproveitar as oscilações de preço em um curto período de tempo.

A principal ideia por trás da estratégia de investir no longo prazo é a de que o mercado se comporta com variações intensas no curto prazo, mas tem tendência de subida quando se considera vários anos ou algumas décadas.

Logo, diversos investidores avaliam correr menores riscos ao investir visando a valorização da economia real ao longo do tempo. Quando as escolhas são bem feitas, as ações podem estar valendo muito mais no futuro – no momento da venda.

Devido à sua característica de longo prazo, o buy and hold é praticado por grandes investidores nacionais e internacionais. Ele foi propagado pelo famoso Benjamin Graham e é utilizado desde então por Warren Buffett — uma lenda no mundo dos investimentos.

No Brasil, o grande investidor Luiz Barsi também faz uso desta estratégia.

Como o buy and hold funciona?

Agora você já sabe o que é o buy and hold. Como viu, o intuito é adquirir ações que comporão sua carteira por bastante tempo. Então, é preciso saber como escolher as melhores empresas para seguir como sócio delas, certo?

Por isso, algo importante no funcionamento da estratégia de longo prazo é a prática da análise fundamentalista. Ela consiste em avaliar fundamentos e indicadores das empresas para tirar conclusões sobre a capacidade delas no longo prazo.

O ideal, claro, é ter ativos de negócios sólidos, que tenham resiliência em momentos de dificuldade e apresentem boas condições para se manter e crescer em um mercado competitivo. Uma análise completa dos fundamentos permite fazer escolhas eficientes.

Ao falar sobre buy and hold, no entanto, é importante destacar que segurar as ações não significa que elas serão esquecidas na sua carteira ou que nunca serão vendidas. Embora a visão seja de longo prazo, existem momentos e oportunidades para realizar vendas.

Uma oportunidade, por exemplo, é quando as ações chegam a um patamar de valorização que o investidor avalia ser o maior possível. Assim, ele pode optar por realizar seus lucros. De outro lado, os papéis também podem ser vendidos quando a companhia perde qualidade.

O uso da análise fundamentalista representa não apenas uma avaliação inicial antes de comprar os ativos. Na verdade, as empresas devem seguir sendo analisadas por você para que seja possível perceber se elas continuam fazendo sentido na sua carteira.

Quais são as vantagens e desvantagens?

Conheça agora alguns pontos positivos e negativos a serem observados sobre a estratégia do buy and hold e avalie se ela faz ou não sentido para você!

Menores custos

De modo geral, ter uma visão de longo prazo na bolsa de valores reduz os custos do investidor. Isso porque acontecerão menos operações de compra e venda ao longo do tempo. Bastante diferente do trader, por exemplo, que realiza diversas negociações todos os dias ou semanas.

Como o investidor faz suas operações de forma mais espaçada, ele paga menos taxas de corretagem e outras cobranças da bolsa ou da corretora. Além disso, os custos com Imposto de Renda também são menores.

Maior tranquilidade diante de oscilações

Como falamos anteriormente, o mercado no curto e médio prazo apresenta diversas variações. Afinal, ele está exposto a muitos elementos que podem afetar o preço no qual as ações são negociadas em cada momento.

Quem não tem objetivos de longo prazo acaba mais exposto às oscilações. Ou seja, pode enfrentar prejuízos ao vender os papéis em pouco tempo. Já quem investiu em boas empresas e está disposto a esperar não precisa se preocupar, pois as oscilações só indicam perdas quando há venda.

Mais praticidade

Em termos práticos, o buy and hold também é uma vantagem. Os investidores não precisam acompanhar o mercado tão de perto ou realizar operações diariamente ou várias vezes por semana. Logo, ele demanda menos tempo de quem deseja se expor à bolsa de valores.

Riscos

Quando falamos nas desvantagens, não podemos deixar de citar os riscos do buy and hold. Apesar de ser vista como uma alternativa menos arriscada na bolsa de valores, os riscos não deixam de existir — já que estamos falando da renda variável.

Portanto, não há garantias de que você terá lucro. É preciso saber manejar os riscos e escolher boas empresas. E, ainda assim, elas podem perder fundamentos e não lhe trazerem os resultados esperados.

Então, é preciso saber lidar com o mercado e considerar estes riscos antes de optar por utilizar o buy and hold no seu dia a dia – e nas suas estratégias de investimento.

Exemplo de retorno no longo prazo

Se tratando de uma estratégia voltada para o longo prazo, podemos citar alguns exemplos de retorno acumulado durante um extenso horizonte de tempo. Um deles, é o de Lojas Americanas (LAME4), uma boa empresa, e que vem mantendo sólidos fundamentos durante muitos anos. O gráfico abaixo apresenta a rentabilidade acumulada obtida com a ação citada nos últimos 20 anos, juntamente com a performance no índice Bovespa no mesmo período.

No gráfico, podemos observar que LAME4 apresenta uma rentabilidade de mais de 24.500% acumulada nos últimos 20 anos. Em um exemplo hipotético, quem tivesse investido R$ 100,00 nestes papéis da companhia no início de 2001, teria acumulado hoje mais de R$ 24,6 mil, caso mantivesse o investimento ao longo de todo este período.

Trata-se, portanto, de um case de bastante sucesso em nosso mercado. Porém, mesmo se considerarmos o IBOV como a base para uma análise de rentabilidade no longo prazo, também veremos um desempenho bem satisfatório. Nos últimos 20 anos, o principal índice acionário brasileiro acumula cerca de 680% de retorno, novamente corroborando o interessante potencial de geração de valor que a estratégia apresenta no longo horizonte de tempo.

Como fazer buy and hold?

Depois de saber como funciona o buy and hold e conhecer suas vantagens, fica mais fácil avaliar se a estratégia faz sentido para você, certo? Ela costuma se adequar bem a investidores moderados ou arrojados, que queiram se expor à renda variável.

Antes de decidir se vale a pena praticar o investimento de longo prazo, no entanto, não deixe de considerar os seus objetivos. Afinal, aportar dinheiro de planos de curto prazo dessa forma, por exemplo, não seria interessante, certo?

Após analisar estas questões, você pode ter concluído que o buy and hold faz sentido para você e para o seu portfólio. O próximo passo, portanto, é fazer seus aportes.

Para realizar o buy and hold, basta colocar em prática a análise fundamentalista e montar uma carteira de ações sólida — lembrando-se de diversificar os investimentos. Para isso, é fundamental ter uma conta em uma instituição financeira e acessar o home broker para realizar suas operações.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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