5 Small Caps de forte potencial

As ações classificadas como small caps são aquelas que possuem menor valor de mercado ou que não apresentam tanta liquidez na Bolsa de Valores. Assim, elas costumam ter maior potencial de crescimento no longo prazo.

Com o Ibovespa batendo a máxima histórica de 125 mil pontos, será que é hora de investir em small caps em 2021?

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Quando vender uma Ação?

venda de ações

O que todo investidor de longo prazo mais deseja é manter durante vários anos suas ações em carteira. Porém, você já parou para pensar que mesmo esse tipo de investidor pode, em algum momento, ter que vender suas ações?

Isso mesmo, ter que vender alguma ação também faz parte da vida do investidor de longo prazo. Não queremos dizer que é necessário ficar ‘’girando a sua carteira’’, pelo contrário. Mas em, alguns momentos, vender alguma ação será até importante para a proteção da sua carteira.

Em que situações a venda é necessária?

A característica mais importante do investidor de longo prazo é, além de escolher boas empresas, fazer o acompanhamento das mesmas e saber que, caso elas percam sua atratividade, talvez não faça mais sentido tê-las em carteira. 

E não se engane, em algum momento isso vai acontecer. Mesmo os melhores investidores vão errar ou não escolher ativos não tão atrativos. A diferença entre um investidor profissional e um amador não é não errar, mas sim corrigir o erro. 

Num primeiro momento, identificar a hora certa de vender suas ações pode parecer de difícil compreensão para quem apenas investe e não acompanha o mercado. Mas, para os profissionais que acompanham o dia a dia do mercado, essa se torna uma tarefa um pouco mais fácil.

A seguir destacamos alguns três motivos que podem deixar as ações menos atrativas e alguns exemplos de recomendações de venda que demos e o quanto conseguimos proteger os nossos clientes.

Perda de fundamentos

Você compraria ações de uma empresa que fabricasse máquinas de fax ou de escrever? Acreditamos que não. 

Muitas vezes os negócios das empresas perdem seus fundamentos, seja em função de mudanças políticas, econômicas ou mesmo de mercado. Nesses casos, qual o sentido de ter uma ação de uma empresa que perdeu seus fundamentos?

Perda de previsibilidade

É fato que não conseguimos adivinhar o que vai acontecer com um setor em específico e muito menos com o mercado em geral. Mas, quando acompanhamos as empresas que fazem parte da nossa carteira, é possível ter uma certa previsibilidade dos resultados que elas vão entregar.

Alguns fatores podem contribuir, como um setor previsível, excelentes planos de negócio da empresa ou até um rápido crescimento do mercado que ela está inserida.

Por isso, a partir do momento em que essa previsibilidade deixa de existir, é importante manter o alerta ligado, pois empresas menores podem perder os fundamentos rapidamente. Nesses casos, a venda é quase que uma obrigação.

Mudanças estruturais no setor

O mercado está sempre mudando, isso é um fato.

Os setores estão sempre dando sinais de melhora e de mudanças, mas quando um setor tem mudanças estruturais muito fortes e as empresas não estão preparadas para isso, é fácil perder a previsibilidade de resultados.

Por isso, é importante sempre ficar de olho em suas posições para ver se alguma empresa teve mudanças no setor e não está dando sinais de que vai acompanhar essas mudanças.

Alguns exemplos de venda

Para facilitar o entendimento, vamos para dois exemplos de recomendações de venda de ações usando os conceitos acima: IRB e Cielo. 

Vale frisar que, olhando atualmente, parecem casos óbvios de venda, porém, a maior parte dos investidores que estavam no mercado nessas épocas, não venderam sua ações, por não entenderem as mudanças nos cenários. 

Irb Brasil – IRBR3

Estávamos posicionados em IRB desde a época do seu IPO. Assim como é até hoje, a empresa tem posição relevante no mercado de resseguros, com um belo potencial de crescimento. 

Os nossos problemas com IRB começaram no final de 2019, quando a nossa comunicação com a empresa começou a ficar bastante prejudicadas – a companhia que sempre foi muito solícita em nos atender, raramente respondia aos nossos contatos. 

Após o episódio da Carta da Gestora Squadra, a comunicação simplesmente acabou. Para quem não se lembra desse episódio, a gestora escreveu uma Carta questionando o IRB em diversos pontos. Muitos desses pontos não foram surpresa para nós, mas a forma com que a empresa tratou o caso, aumentou ainda mais a nossa desconfiança. 

A gota d’água foi o fático dia em que os gestores da empresa mentiram sobre a suposta posição que Warren Buffett (através da Berkshire Hathaway) teria no IRB. Apesar de não termos nada diretamente ligado aos resultados da empresa, era clara a perda de previsibilidade, pois os gestores do IRB estavam simplesmente mentindo. Você seria sócio de uma empresa em que o CEO mentisse? Pois é, nós também não. Além disso, se eles estavam mentindo sobre isso, possivelmente poderiam ter mentido sobre várias outras coisas. E, neste momento, não vale a pena ‘’pagar para ver’’. 

Posteriormente, a empresa teve que republicar seus balanços e fazer uma série de mudanças, incluindo toda sua administração. No caso do IRB, a falta de previsibilidade acabou virando falta de fundamentos. 

A nossa recomendação de venda das ações foi na faixa dos R$22. Considerando a posição desde o IPO, nosso ganho total foi de mais de 200%. 

Já, considerando o preço atual (R$6), protegemos nossos clientes de uma queda de mais de 70%. 

Cielo – CIEL3

A Cielo foi um dos casos mais visíveis de mudanças estruturais nos últimos anos. A empresa que sempre foi sinônimo de altas margens e gordos pagamento de dividendos começou a enfrentar, a partir de 2014, uma crescente concorrência. 

Não achávamos que a empresa iria quebrar, pelo contrário, imaginávamos que, durante vários anos a companhia seria a líder do setor (coisa que acontece até hoje). Porém, tínhamos sérias dúvidas sobre a capacidade da empresa de manter as elevadas margens do passado. 

Após uma pesquisa profunda durante alguns meses, e conversas com a empresa, concorrentes e especialistas do setor, a conclusão foi clara: a concorrência iria aumentar e as margens despencariam. Por consequência, os lucros caíram e os dividendos também.

Assim, como não gostamos de sermos sócios de empresas que seus CEOs mentem (como no caso do IRB), também não gostamos de negócios que dificilmente sustentarão suas margens e lucros ao longo dos anos. Dessa forma, a recomendação de venda das ações era inevitável. 

Em janeiro de 2017, recomendamos a venda das ações CIEL3 na casa dos R$23. Considerando o preço atual (4), protegemos os nossos clientes de uma queda de mais de 80%.

Como acompanhar quais ações devo vender?

Aqui na Capitalizo, fazemos a cobertura em tempo real do mercado e sempre estamos de olho nos cases das nossas recomendações, afinal, queremos trazer a melhor experiência para o cliente e claro, proteger seus investimentos. 

Se você quer saber quais recomendações são essas e ficar sabendo quando for hora de comprar ou vender uma posição, conheça nosso produto Carteiras Capitalizo.

Nele, você encontra carteiras estruturadas para qualquer perfil de investidor, seja você conservador, moderado ou agressivo. Além disso, você também conta com o portfólio pessoal do nosso diretor, Tiago Prux:

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Você sabe quais são e como investir nas small caps da bolsa de valores?

Ao entrar na bolsa de valores você se depara com centenas de empresas. E pode ser bem complexo analisá-las e decidir onde investir. Uma dica para facilitar o processo é compreender as companhias a partir do tipo (ou tamanho) de cada uma delas – como no caso das small caps.

Por exemplo, identificando quais são as small caps, mid caps e blue chips da bolsa você consegue entender as características de cada grupo e saber qual deles lhe interessa mais. Então, que tal entender melhor o assunto?

Neste post você acompanhará tudo o que precisa saber sobre as ações small caps, entenderá melhor o seu funcionamento e descobrirá como investir nestes papéis na bolsa de valores. 

Confira!

O que são as small caps?

Começamos pela definição. As small caps são um tipo de empresa listada na bolsa de valores. O termo faz referência ao porte da companhia. Empresas de menor porte são consideradas small, as médias são mid e as maiores são as chamadas blue chips (ou large caps).

Embora não haja um limite específico para diferenciar os grupos, as small caps são geralmente consideradas as empresas que apresentam um valor de mercado entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões. Então, as companhias de menor valor de capitalização na bolsa entram nessa classificação.

Normalmente, as small caps representam negócios que estão em crescimento — portanto, reinvestem frequentemente os lucros e podem apresentar uma valorização a longo prazo, de acordo com o espaço que forem conquistando no mercado.

De outro lado, por serem empresas menores e, muitas vezes, menos conhecidas do que as grandes companhias, é normal que suas ações não tenham tanta procura. Assim, o volume de negociação — e, consequentemente, a liquidez — costumam ser menores quando se trata de small caps.

As maiores empresas listadas na bolsa, por outro lado, são as blue chips ou large caps. Elas geralmente são as que apresentam maior volume de negociação e liquidez, pois representam companhias que são bastante conhecidas e consolidadas no Brasil.

Quais são as small caps da bolsa de valores?

Embora as blue chips sejam reconhecidas por seu porte e, muitas vezes, pela solidez do negócio no mercado, isso não significa que as small caps sejam sempre empresas desconhecidas. Muitas companhias que recebem atenção em seu setor têm valor de capitalização mais baixo.

Um exemplo relevante na área de varejo é o da Magazine Luiza. A empresa ganhou atenção nos últimos anos devido à grande valorização de suas ações. E poucos investidores sabem que MGLU3 era, poucos anos atrás, uma das small caps do mercado brasileiro. 

Atualmente, no entanto, o valor de mercado da companhia ultrapassa R$ 100 bilhões. Impressionante, não é?

Abaixo seguem algumas small caps fora do radar da maioria dos investidores, mas que além de serem boas empresas, tem um bom potencial de crescimento. 

A Tronox (CRPG5) é a única produtora brasileira e a segunda mundial do pigmento de dióxido de titanio, um pó branco, utilizado para dar cor, brilho e opacidade a uma enorme gama de produtos do nosso dia-a-dia, como tintas, plásticos, papel, borracha, cerâmica, entre outros. Além disso, com o crescimento da china, o pais asiático que é o principal exportador de dióxido de titânio, deve diminuir a exportação o que pode fazer com que os preços subam ainda mais no mercado internacional

A Empresa Metropolitana de Águas e Energia ou EMAE (EAME4) foi constituída em 1996, após uma cisão da Eletropaulo. A empresa opera um sistema hídrico e gerador de energia elétrica localizado na Região Metropolitana de São Paulo, no Médio Tietê e no vale do rio Paraíba do Sul. Esse sistema é constituído de reservatórios, canais, usinas e estruturas associadas, com operação voltada ao aproveitamento das águas superficiais e à busca pelo aproveitamento múltiplo dos recursos hídricos disponíveis.

Com isso, promove a geração de energia, o controle de cheias e o fornecimento de água bruta para o abastecimento público. Além disso, possui termoelétricas, sendo uma delas a gás (Piratininga), inaugurada em 1956 e arrendada à Petrobras até 2025. Ou seja, é de um setor com previsibilidade e bom pagador de dividendos.

Recentemente  a Secretaria da Fazenda e Planejamento contratou o Banco Fator S.A. para estudar a viabilidade da sua participação, o que na pratica pode significar a privatização da companhia. 

O Banco Mercantil (BMEB4) foi fundado  ​1943, em Minas Gerais, e desde 1999 atuam focados no atendimento de Beneficiários do INSS e é esse mercado que eles vão continuar explorando e investindo nos próximos anos. Eles atuam com diversos produtos, como investimentos, crédito, corretagem de seguros, e câmbio.

Lembrando que o Mercantil é uma instituição referência no pagamento de benefícios do INSS por ter vencido, em 2010, o primeiro leilão do INSS, tornando-se a instituição pagadora de benefícios em Minas Gerais e no interior de São Paulo. A empresa vem Melhorando em termos de governança e é um bom pagador de dividendos hoje com yield de 6,7%.

Fundada em 1961, a Ferbasa (FESA4) é a única produtora integrada de FeCr (ferro cromo) nas Américas e também é forte em ferrosilício. Ela possui minério de cromo para cerca de 80 anos de produção, sendo este seu principal ativo. Lembrando que o ferro cromo é utilizado na produção de aços especiais e inoxidáveis, com larga aplicação nas indústrias de bens de consumo.

A empresa tem se beneficiado com problemas de produção do ferro cromo na África do Sul e na China, o que tem permitido aumento das vendas para o mercado externo. Ou seja, a demanda deve continuar forte, os preços que passaram anos defasados podem subir ainda mais e a empresa ganha nesse cenário. Lembrando que historicamente eles são bons pagadores de dividendos.

Abaixo, encontra-se o gráfico de rentabilidade acumulada das empresas citadas nos últimos 24 meses.

A maior valorização do período ficou com Tronox (CRPG5), com suas ações se rentabilizando 286,9%. Destaques também para:

-EMAE (EMAE4) +266%

-Banco Mercantil (BMEB4) +237,2%

-Ferbasa (FESA4) +231,5%

Como comparação, o Ibovespa obteve um desempenho de 8,1% no período.

Como acompanhar as small caps na bolsa?

Os investidores da renda variável geralmente estão familiarizados com o Ibovespa. Ele é o índice que reúne as ações das empresas mais negociadas na bolsa. E, por isso, ajuda os investidores a avaliar como o mercado brasileiro vem se comportando — se ele vem subindo ou caindo, por exemplo.

Entretanto, o Ibovespa não costuma oferecer informações específicas sobre as small caps. Afinal, a maioria das empresas que compõem o índice são blue chips.

Então, como ter informações mais precisas sobre o comportamento das companhias de menor capital? Há um índice próprio para elas: o SMLL. É ele que acompanha os movimentos das ações small na bolsa. 

Inclusive, vale a pena ressaltar que, assim como é possível investir em modalidades de investimento que replicam o índice Ibovespa (como o ETF BOVA11), também existe esta possibilidade em relação ao índice SMLL. 

Quem deseja se expor às movimentações das small caps, portanto, pode compor uma carteira de ações deste tipo ou investir por meio do ETF (Exchange Traded Fund) SMAL11, que busca replicar o índice SMLL.

Vale a pena investir em small caps?

Agora você já sabe o que são as small caps e como elas funcionam. E descobriu que é possível investir nestes papéis tanto negociando as ações de uma empresa diretamente ou procurando fundos de investimentos ou ETF que visem companhias do tipo.

Mas, será vantajoso fazer o investimento em empresas de menor capital? As small caps podem apresentar vantagens interessantes aos investidores. Diante delas, cabe a cada investidor avaliar se são opções atrativas para seu caso.

Uma das principais vantagens das small caps é a possibilidade de valorização acima da média. Como você viu, as companhias são de menor porte e podem estar em fase de crescimento. Assim, há a chance de que o preço das ações avance bastante no médio e longo prazo.

Esta é uma diferença relevante em relação às empresas de maior capital — que, geralmente, já conquistaram um espaço no mercado e não apresentam tanto potencial de crescimento. Então, os ganhos podem ser maiores com small caps.

Entretanto, todo investidor deve saber que as possibilidades de lucro acima da média são acompanhadas por riscos mais significativos. Com as small caps não seria diferente. Por serem empresas menores, elas geralmente não apresentam tanta solidez quanto grandes companhias.

Como investir em small caps?

Se você considerar que as small caps são um bom investimento para sua carteira, não deixe de seguir alguns cuidados importantes para fazer boas escolhas. Em primeiro lugar, lembre que cada empresa é única.

Logo, não é por se classificar em um grupo que ela terá comportamento previsível. Nem toda small caps apresenta, necessariamente, bons potenciais de valorização, por exemplo. É preciso analisar individualmente as características do negócio. 

Por esse motivo, pode valer mais a pena compor uma carteira de small caps escolhendo cada ativo que fará parte dela. Além disso, adquirir os papéis de forma autônoma poderá lhe trazer melhores resultados.

Então, busque ter estratégias de análise — como a fundamentalista — para observar aspectos relevantes antes de investir. Além disso, procure informações de qualidade sobre a companhia. Nem sempre é fácil de encontrá-las., especialmente no caso de negócios mais novos, mas elas são essenciais.

E você, gostou de conhecer mais sobre as empresas de menor capital na bolsa? Quer saber como escolher as melhores small caps para seu portfólio de ações e conhecer outras oportunidades disponíveis na bolsa de valores? 

Então confira o nosso produto Carteiras Capitalizo, onde você terá acesso à Carteira Tiago Prux que tem como principal posição de longo prazo uma Small Cap que apenas no ano de 2021 já acumula quase 200% de alta. Agora imagine o potencial disso num período de 10 a 20 anos.

Aqui estamos falando da possibilidade de ter uma ação que pode se valorizar na mesma proporção que a Magazine Luiza (MGLU3) se valorizou em pouquíssimo tempo. Confira o resultado da Carteira Tiago Prux de longo prazo desde que foi criada em 2017:

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Análise Dividend Yield em Fundos Imobiliários

Sabemos que uma das mais benéficas características dos FIIs é sua distribuição de rendimentos em periodicidade mensal. E, quando falamos sobre um rendimento recebido mensalmente pelos investidores, o mais desejado é que esta quantia seja a mais alta possível. Antes, porém, devemos analisar de onde se origina esses dividendos.

O investimento em Fundos Imobiliários é uma das formas mais inteligentes de se investir em imóveis. Além dos rendimentos mensais serem isentos de Imposto de Renda, é possível que você invista nos principais empreendimentos (logísticos, corporativos, shoppings, entre outros) e títulos de renda fixa, atrelados ao mercado imobiliário, do Brasil.

De forma geral, os FIIs são obrigados a distribuir, no mínimo, 95% de seus lucros sob forma de rendimentos a seus cotistas. Esse montante, então, é dividido pelo número total de cotas do fundo, gerando o rendimento equivalente a cada cota, que será distribuído aos cotistas de acordo com a quantidade de cotas que os mesmos possuem.

No entanto, avaliar o valor bruto dos dividendos por cota distribuídos pode causar algumas distorções, uma vez que FIIs com valores mais altos de cotas tendem a apresentar valores também mais altos de seus rendimentos. A seguir mostraremos alguns exemplos destas distorções.

Exemplos

A tabela abaixo apresenta os dados de valores das cotas e rendimentos, sendo estes a soma dos dividendos distribuídos nos últimos doze meses.

FUNDO IMOBILIÁRIO COTA EM 14/09/2021 RENDIMENTOS (12 MESES)
PQDP11 R$ 2.070,02 R$ 100,72 / Cota
XPLG11 R$ 99,78 R$ 7,15 / Cota
HFOF11 R$ 86,08 R$ 7,01 / Cota
RBVO11 R$ 13,42 R$ 0,81 / Cota

A análise fria dos dados nos induz a pensar que o PQDP11 distribui melhores dividendos. Já na outra ponta, seria o RBVO11 o pior pagador dentre os quatro exemplos. Entretanto, quando avaliamos seus respectivos valores de dividend yield, concluímos o contrário.

Como é Calculado e Utilizado o Dividend Yield?

O dividend yield é uma normalização do valor dos rendimentos distribuídos pelo valor das cotas negociadas no mercado. Basta, portanto, dividir o valor do dividendo pelo valor da cota. Como padrão, utiliza-se no mercado a soma dos rendimentos distribuídos nos últimos doze meses, divididos então pelo valor da cota. Com isto, obtemos o chamado dividend yield anualizado.

Voltando ao nosso exemplo, a tabela abaixo atualiza os respectivos valores de dividend yield para cada FII.

FUNDO IMOBILIÁRIO COTA EM 14/09/2021 RENDIMENTOS (12 MESES) DIVIDEND YIELD ANUAL
PQDP11 R$ 2.070,08 R$ 100,72 / Cota 4,87%
XPLG11 R$ 99,78 R$ 7,15 / Cota 7,17%
HFOF11 R$ 86,08 R$ 7,01 / Cota 8,14%
RBVO11 R$ 13,42 R$ 0,81 / Cota 6,05%

A análise da tabela acima nos deixa claro que a simples visualização dos rendimentos de forma separada não nos dá a verdadeira conclusão de qual FII renderá mais em termos de dividendos.

Um investidor que possua R$ 100 mil para aportar em um destes fundos, poderá adquirir: 48 cotas do PQDP11; ou 1.002 cotas do XPLG11; ou 1.161 cotas do HFOF11; ou 7.451 cotas do RBVO11, considerando os valores nestas datas apresentadas, com arredondamento para baixo no cálculo das cotas inteiras.

Neste caso hipotético, este mesmo investidor teria recebido ao longo dos doze meses: R$ 4.834,56 com o PQDP11; ou R$ 7.164,30 com o XPLG11; ou R$ 8.138,61 com o HFOF11; ou R$ 6.035,31 com o RBVO11, seguindo a mesma ordem definida pela coluna de dividend yield mostrada na tabela.

Variações do Dividend Yield

Como vimos, o dividend yield é calculado de acordo com os rendimentos distribuídos e com o valor das cotas. Em relação aos rendimentos, como eles são funções que dependem dos lucros gerados pelos fundos, eles podem sofrer variações.

Existem FIIs que possuem, de forma geral, baixa mudança de seus rendimentos distribuídos. Os fundos do setor de galpões logísticos, por exemplo, costumam apresentar maior previsibilidade de seus lucros, sem muitas alterações mês a mês.

Por outro lado, há fundos em que seus rendimentos apresentam maiores oscilações, como os do setor de shopping center, devido à característica de seus alugueis recebidos estarem atreladas a um percentual das receitas dos lojistas. Como exemplo, o gráfico abaixo demostra esta diferença de oscilações entre um fundo de galpões (XPLG11) e um de shopping centers (PQDP11).

Quando avaliamos as oscilações do dividend yield, além das oscilações mensais que o próprio rendimento pode ter (como visto), também temos que o valor da cota varia dia a dia de acordo com as negociações no mercado. E, por mais que o mercado de FIIs possua uma volatilidade histórica mais amenizada (quando comparada as ações, por exemplo), o valor do dividend yield apresenta variações.

Para amenizar as oscilações de curto prazo sofrida pela variação das cotas a mercado, muitos especialistas costumam utilizar o valor patrimonial da cota para o cálculo do dividend yield. Vale lembrar que o valor patrimonial da cota é o valor do patrimônio líquido do fundo dividido pelo número total de cotas do mesmo.

Por fim, como conclusão temos que valores mais altos de dividend yield indicam maiores ganhos com a distribuição de rendimentos. No entanto, deve-se tomar cuidado com as variações dos preços das cotas para o seu cálculo, principalmente em momento de maiores volatilidades.

Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame. B3, MoneyTimes.

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Conte com o Carteiras Capitalizo, o plano ideal para você que busca as melhores recomendações e acompanhamento do mercado de Fundos Imobiliários. Adquirindo-o, você terá acesso ao produto Top Fundos (que conta com uma carteira de FII’s cuidadosamente analisados e recomendados pela equipe de analistas da Capitalizo); além do Invista em Ações, que traz as análises e recomendações de boas empresas e é dividido em seis carteiras recomendadas, cada uma visando um objetivo específico: Dividendos, Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy and Hold Raiz e Internacionais.

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Nossos resultados

A Capitalizo recomenda os Fundos Imobiliários com visão de longo prazo para o investidor que quer ganhar tanto com o recebimento de dividendos quanto com a valorização das cotas. Para se ter uma ideia do quanto nossas recomendações podem valer a pena, a Carteira Capitalizo de FIIs tem reportado uma rentabilidade melhor que a do IFIX. Se olharmos a performance desde 2017, a nossa Carteira de FIIs está com quase 32% de rentabilidade, bem acima do índice no mesmo período.

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Como saber o momento de vender ações?

Como saber o momento de vender ações?

Uma das grandes dificuldades dos investidores é saber o quando comprar e, especialmente, o momento de vender ações.

Nos últimos meses, vimos diversos investidores que viram suas ações desvalorizar, 40%, 50% 60% ou mais em poucos meses e gostariam de atuar de forma mais ativa, de maneira que pudessem se defender dessas grandes baixas.

O momento de vender ações segundo a Análise Fundamentalista

Utilizando a Análise Fundamentalista, um investidor pode vender as suas ações por considerá-las ‘’caras’’ ou então caso a empresa ‘’perca seus fundamentos’’. Sabemos que existem diferentes modelos que podem apontar uma ação como ‘’cara’’, assim como é possível, através de um estudo detalhado da empresa, entender quando ela perdeu ou está prestes a perder os seus fundamentos.

A grande questão é que os modelos fundamentalistas são um tanto quanto complexos. Além disso, o tempo de resposta que conseguimos com esses modelos é mais lento. Ou seja, é bem possível que no momento que tenhamos entendido que alguma empresa que temos em carteira tenha perdido fundamentos, a ação da companhia já tenha caído bastante, Isso não inválida a Análise Fundamentalista, mas mostra um dos pontos fracos desse tipo de estratégia.

O momento de vender ações segundo a Análise Técnica

Por outro lado, quando utilizamos os gráficos para monitorar os preços, o tempo de resposta é bem rápido e pode nos ajudar a encontrar o momento de vender ações quando a queda tiver recém iniciada. E, nesse sentido, a Análise Técnica (como é chamada a análise dos gráficos) é imbatível: ela aponta de maneira clara e objetiva quando comprar e principalmente, quando vender uma ação.

Como identificamos o momento de venda das ações

Abaixo, segue um exemplo de uma operação que fizemos nas ações da Natura (NTCO3). Depois de algumas semanas, subindo e operando dentro do que chamamos de canal de alta, os preços romperam para baixo esse canal, configurando, perfeitamente, o momento de vender as ações:

Como podemos ver no gráfico acima, o ponto de venda foi 59 e, depois da nossa recomendação, as ações caíram até a casa dos 50. Nesse caso, além da operação ter nos gerado ganho (em torno de 20%), após a recomendação da venda, ainda nos protegemos da queda que se seguiu nos dias posteriores.

É importante ressaltar que não sabíamos que as ações iam cair quando a venda foi recomendada. Da mesma forma que não sabíamos que a ação ia subir quando a compra foi recomendada. O que fazemos aqui é, simplesmente, seguir padrões gráficos.

Gostamos de fazer essa ressalva, pois muitos investidores fazem mau uso da Análise Técnica, achando que é um exercício de ‘’futurologia’’. A nossa intenção não é adivinhar, nem prever nada, mas apenas seguir as tendências gráficas. E, claro nos aproveitarmos do melhor da Análise Técnica: saber de maneira objetiva o momento de comprar e de vender ações.

No exemplo acima, vimos uma recomendação que a ação caiu após o acionamento da venda. Porém, em alguns casos, poderemos recomendar a venda das ações e, após algum tempo elas voltarem a subir. Isso faz parte do jogo e poderemos até voltar para a mesma ação caso o gráfico indique compra novamente.

Contudo, a grande vantagem da utilização dessa estratégia é que, mesmo que tenhamos prejuízo em uma operação, caso ela perca alguma tendência gráfica importante, poderemos nos proteger de grandes quedas se acertarmos o momento de vender as ações.

Agindo dessa forma, conseguimos minimizar as perdas e ficamos de fora das grandes tendências de baixa. Justamente as tendências que fazem tantos investidores sofrerem.

Abaixo, separamos algumas das nossas recomendações da Estratégia do Rastreador de Tendências, que utiliza o gráfico para apontar os momentos de compra e de venda.

🔴 O PREÇO DE VENDA foi o preço que recomendamos a venda das ações

🔵 O PREÇO ATUAL é a cotação recente da ação

📉 A QUEDA é o quanto cada ação caiu após a nossa recomendação de venda. Ela indica o quanto conseguimos proteger os investidores, utilizando a estratégia gráfica.

Apenas pegando como exemplo, na operação em Via Varejo (VIIA3), além de termos saído com ganho, ainda protegemos os nossos clientes de uma queda de mais de 44%, desde que foi recomendada a venda das ações.

AÇÃO PREÇO DE VENDA PREÇO ATUAL QUEDA
BBSE3 24,03 18,83 -21,64%
MOSI3 18,48 11,69 -36,74%
PLPL3 5,82 3,67 -36,94%
VIIA3 14,24 7,95 -44,17%
ENJU3 8,8 4,87 -44,66%
CVCB3 56,43 20,05 -64,47%
COGN3 11,62 2,88 -75,22%
LAME4 24,12 5,19 -78,48%
IRBR3 39,06 4,92 -87,40%
CIEL3 24,24 2,34 -90,35%

Gostou de saber que existem estratégias que podem te ajudar a não sofrer, investindo na Bolsa de Valores? Esse é o objetivo da nossa Estratégia do Rastreador de Tendências: minizar as perdas e maximizar os ganhos.

Vantagens do Rastreador de Tendências

▶️ Voltado para buscar rentabilidade no médio prazo, em operações que duram, geralmente, entre 2 e 6 meses;
▶️ Estratégia focada em proteção, visando o maior ganho com o menor risco possível;
▶️ Opção para quem não quer ou não tem disponibilidade para operar muito.

Como são enviadas as recomendações do Rastreador de Tendências?

Todas as recomendações são enviadas pelo nosso Aplicativo, pelo nosso sistema (para quem estiver no computador) ou pelo Telegram (onde você pode interagir com nossa equipe de atendimento caso tenha alguma dúvida). Igualmente, você sempre será avisado quando houver uma recomendação de compra e quando for preciso encerrar a operação.

Qual a duração das operações?

Nessa estratégia, as operações duram, em média, de 2 semanas (normalmente operações com prejuízo) até 6 meses (normalmente operações com forte ganho). Já que as operações são mais “lentas” e têm o intuito de pegar tendências em médio prazo, o investidor que decidir seguir essa estratégia não precisa ficar o dia todo “grudado” na tela do computador e do celular. 10 minutos por dia são mais que suficientes para seguir as recomendações.

Quanto eu posso perder?

Em média, 70% das recomendações terminam com ganho. Dessa forma, em torno de 30% das operações geram prejuízo. O prejuízo médio costuma ficar entre 5% e 10%, mas em alguns casos pode ser maior.

Quanto eu posso ganhar?

Por tratar-se de um investimento de Renda Variável, não é possível prometermos nenhum ganho. Considerando os resultados passados, em uma operação ”ruim” os ganhos ficam entre 10% e 20%. Já em boas operações, os ganhos costumam ficar entre 20% e 60%. Em operações consideradas excelentes, o resultado depende do tempo e da intensidade da alta. Ou seja, os ganhos podem ser de 60%, 70% ou mesmo acima de 100%.

Resultados acumulados da estratégia (somente operações encerradas):

Desde Janeiro de 2020:

  • Total acumulado: + 81%
  • Percentual de recomendações com ganho: 70,27%
  • Ibovespa no mesmo período: – 6,51%

Desde Agosto de 2017:

  • Total acumulado: + 1.875%
  • Percentual de recomendações com ganho: 77,37%
  • Ibovespa no mesmo período: + 64%

Importante lembrar ainda que, mantendo nossa política de transparência, os resultados de todas as recomendações estão disponíveis para os clientes Full Trader em nosso sistema.

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  • Contato direto com nossa equipe via  WhatsApp, Telegram, Telefone e E-mail;
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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423

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Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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As rentabilidades dos instrumentos financeiros podem apresentar variações em seu preço ou valor. Os desempenhos anteriores não são necessariamente indicativos de resultados futuros. A rentabilidade divulgada não é líquida de impostos e taxas. O analista se exime da responsabilidade de qualquer prejuízo, direto ou indireto, que venham a ocorrer da utilização deste relatório ou conteúdo. Os descritivos das recomendações feitas, objeto de minuciosas análises de ativos para investimento, foram periodicamente publicados e estão devidamente registrados junto ao órgão regulador Apimec (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais). O investimento em ações é indicado para investidores com o perfil moderado e agressivo. Operações alavancadas em ações, em mercados de derivativos e opções podem gerar perdas superiores ao patrimônio do investidor. Pedimos atenção e cuidado com as operações alavancadas em ações (termo, aluguel, long&short, day-trade), opções e mercados futuros (Índice, Dólar, Boi Gordo, Milho, etc).

Conheça as 10 maiores pagadoras de dividendos nos últimos 10 anos!

Para quem é buy and holder, o ato de ficar de olho no recebimento de proventos é quase natural. Inclusive, você sabe quais são as maiores pagadoras de dividendos da década?

Nunca é demais lembrar que os dividendos são uma parte do lucro líquido das empresas, sendo distribuídos aos seus acionistas de forma trimestral, semestral ou anual.

Neste artigo, você verá a importância de focar em dividendos e descobrirá quem detém as melhores médias de dividend yield nos últimos 10 anos. Confira!

Por que focar em uma estratégia de dividendos?

Pensar no longo prazo e viver de dividendos é uma das melhores táticas dentro da renda variável, a fim de aumentar o patrimônio cada vez mais.

É possível, por exemplo, utilizar os proventos pagos pelas empresas para realizar novos aportes e, com isso, ter valores maiores de dividendos gradualmente.

O recebimento dessa parte dos lucros das empresas é isento de imposto de renda, mas é importante lembrarmos que os juros sobre capital próprio são tributados em 15%.

Além disso, mesmo quando o mercado financeiro não está tão favorável assim, quem tem ações das maiores pagadoras de dividendos ainda pode sorrir com o que recebe.

Quais são as maiores pagadoras de dividendos nos últimos 10 anos?

Para que você possa montar uma carteira de dividendos com grande potencial, torna-se necessário acompanhar indicadores como o dividend yield (DY) e o preço da ação.

Sendo assim, no intuito de facilitar o seu trabalho e proporcionar boas indicações, trouxemos abaixo um ranking com as melhores pagadoras de dividendos da década.

10º Copasa (CSMG3)

Criada em 1963, a atual Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) só assumiu essa razão social em 1974, a partir de um crescimento vertiginoso.

A empresa atua com o abastecimento de água potável, o esgotamento sanitário, a limpeza urbana e o manejo de resíduos, atendendo mais de 11 milhões de pessoas.

Está presente entre as ações tops de dividendos por conta de um DY de 17,89% em dezembro de 2020, sendo que a média dos últimos 10 anos é de 5,34%.

9º Engie (EGIE3)

A trajetória da Engie Brasil se iniciou lá em 1994, quando o Banco Central teve a iniciativa de criar uma instituição financeira privada: a Nacional Energética.

É uma das maiores em geração de energia elétrica no Brasil, com uma capacidade instalada de 10.211 MW em 61 usinas e mais de 90% de fontes renováveis.

Nos últimos 10 anos, a sua ação ordinária reportou um índice médio de 5,39%, cujos picos ocorreram em dezembro de 2017 e 2018, com 7,69% e 8,68% respectivamente.

8º ABC Brasil (ABCB4)

A joint-venture entre Arab Banking Corporation e o Grupo Roberto Marinho ocorreu em 1989, mas o Banco ABC Brasil deu os seus primeiros passos de fato em 1997.

É um banco múltiplo que se especializou na concessão de crédito, bem como os serviços destinados às empresas de médio e grande porte.

Geralmente, os índices de dividend yield da ação PN costumam ficar acima de 3%, proporcionando uma média de 5,58% no ranking dos últimos 10 anos.

7º Banrisul (BRSR6)

O Banco do Estado do Rio Grande do Sul teve sua fundação em 1928, sendo que apenas em 1990 é que conquistou o status de banco múltiplo.

De maneira geral, esse banco gaúcho oferece empréstimos, consórcios, crédito para o agronegócio, investimentos, entre outros serviços especializados.

Considerado uma das small caps baratas da bolsa, o Banrisul conta com uma média de dividend yield de 5,93% no comparativo dos últimos 10 anos.

6º Santander (SANB11)

O caminho de sucesso do Santander Brasil se iniciou lá em 1982, quando o grupo espanhol Santander abriu um escritório que o representasse em São Paulo.

Essa instituição financeira privada se destaca bastante, tendo um foco amplo no mercado de varejo bancário, mas um flerte intenso com o atacado.

Nos últimos 10 anos, a média alcançada pelo Santander Brasil é um pouquinho maior do que a do Banrisul, alcançando então o patamar de 5,94%.

5º Banco do Brasil (BBAS3)

Sua criação foi em 1808 por Dom João VI, só que devido a furtos da família real em 1821, somente em 1851 é que as atividades foram colocadas em prática realmente.

Hoje o banco é controlado pela União Federal e tem um valor de mercado de 150 bilhões de reais, cuja carteira de crédito é avaliada em 700 bilhões de reais.

Contando com diversos serviços e subsidiárias como a BB Seguridade, o Banco do Brasil reportou um índice médio de 6,25% nos últimos 10 anos.

4º CESP (CESP6)

A Companhia Energética de São Paulo (CESP) foi fundada em 1966 e, assim como a Engie, conta com a responsabilidade de gerar energia elétrica para as pessoas.

Além de ter uma capacidade instalada de 1654,6 MW para geração e comercialização de energia, a empresa protege os ambientes modificados por meio de reflorestamento.

A média de 7,56% nos últimos 10 anos é fruto de uma distribuição cercada de oscilações, sendo que o pico de DY ocorreu em dezembro de 2015 com 35,41%.

3º Comgás (CGAS5)

A história da Comgás começa em 1872, quando a empresa inglesa San Paulo Gas Company teve autorização do império para explorar a concessão de serviços públicos.

A atual companhia é a maior distribuidora de gás natural e canalizado do Brasil, sendo que sua rede de abrangência corresponde a 26% do PIB (Produto Interno Bruto).

Nos últimos 10 anos, a média de DY está em 9,77%, no entanto, se olharmos apenas os últimos 5 anos, ela aparece em 1º lugar com 13,81%.

2º Cemig (CMIG4)

Outra empresa do setor elétrico é a mineira Cemig, fundada em 1952 e que conta com centenas de representantes em 24 estados brasileiros e no Distrito Federal.

A companhia é uma holding que transita por serviços de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica, bem como gás natural.

Com picos de 24,09% e 26,53% em dezembro de 2013 e 2014 respectivamente, a Cemig chegou ao nível médio de dividend yield de 10,29% na última década.

1º Taesa (TAEE11)

A medalha de ouro do ranking pertence à Taesa (Transmissora Aliança de Energia Elétrica SA), cujo nome passou a vigorar em 2009, mas a origem é de 2003.

Com 39 concessões de transmissão de energia e 97 subestações em operação, a Taesa é vista como um dos maiores grupos privados atuando no Brasil.

Por conta de índices como 23,42% (DEZ/11) e 18,51% (DEZ/14), a companhia conta com uma média de 11,5% nos últimos 10 anos e 10,76% nos últimos 5 anos.

Qual é a classe de ações mais vantajosa?

Tão relevante quanto observar os indicadores fundamentalistas é direcionar sua estratégia a partir do ticker, ou seja, vendo qual classe de ação performa melhor.

Segundo dados da Economatica, as Units saltaram de 0,9% de DY em 2010 para 4,53% em 2012, permanecendo em 1º lugar até hoje com um índice de 2,53%.

Em 2º estão as ações preferenciais (PN), que tiveram o ápice de dividend yield em 2019 com 2,97%, mas reportaram apenas 1,69% no ano passado.

Por último, as ações ordinárias (ON) também são constantes no ranking, sendo que o apogeu de seu índice foi em 2012 com 1,99% e o valor atual está em 0,66%.

Como resumo, perceba que as maiores pagadoras de dividendos nos últimos 10 anos costumam ser as empresas que fornecem serviços essenciais, seja de forma estatal, seja de maneira privada.

Capitalizo e dividendos

Você quer ficar sabendo sempre quais são as datas de pagamentos de dividendos com antecedência? Isso está disponível em nosso produto Invista em Ações.

Se você tem o objetivo de investir em ações na bolsa de valores sob a estratégia e o foco no longo prazo, seja visando a rentabilidade ou o recebimento de dividendos, o produto perfeito para você é realmente o INVISTA EM AÇÕES.

Com ele, você conta com análises e recomendações para identificar boas empresas, aproveitar o potencial de valorização de seus ativos e acumular patrimônio utilizando a passagem do tempo a seu favor. É o auxílio que você precisa para construir e diversificar seu portfólio, investindo nas melhores companhias do Brasil e do Mundo.

O Invista em Ações traz as análises e recomendações para identificar boas empresas e é dividido em seis carteiras recomendadas, cada uma visando um objetivo específico: Dividendos, Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy & Hold Raíz e Ações Internacionais.

Nossos resultados

Na Carteira Recomendada de Dividendos da Capitalizo, está uma seleção dos ativos que foram analisados e recomendados pela nossa equipe de analistas como aqueles que já são bons pagadores de dividendos e tem potencial para tornar-se ainda melhores! Importante ressaltar que compõem a carteira dividendos tanto ações de empresas internacionais quanto de companhias do exterior. Clique aqui para conhecer o Invista em Ações agora mesmo!

Desde setembro de 2018, a Carteira Dividendos do produto Invista em Ações já valorizou, só em rentabilidade das ações que a compõem, mais de 103%! No gráfico abaixo, comparamos a valorização da carteira da Capitalizo com o Ibovespa e o IDIV (Índice de Dividendos) da bolsa de valores brasileira no mesmo período.

Quer ir em busca de rentabilidades como essa? Adquira o Invista em Ações direto clicando aqui.

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Conte com uma carteira vencedora de ações para receber dividendos!

Muitos investidores gostam de focar em ações da bolsa de valores com o objetivo de receber dividendos. Dessa maneira, é possível, além de ganhar com a valorização das ações, receber esses proventos, reinvesti-los em novos papéis e, assim, conquistar a tão sonhada renda passiva. Ou seja: fazer o seu dinheiro finalmente trabalhar por você!

Um bom exemplo é a Engie (EGIE3), maior geradora privada de energia do Brasil, com estruturas de biomassa, eólica, hidrelétrica, termelétrica e solar. Nos últimos 10 anos, as ações da Engie (EGIE3) na bolsa valorizaram mais de 234%. Já os proventos pagos no período foram de R$ 18,49 por ação. Confira o gráfico abaixo:

egie3

Como aproveitar? 

A Capitalizo conta com o produto Invista em Ações. Nele, você tem acesso a diversas carteiras recomendadas, entre elas a focada em Dividendos. Lá, está uma seleção dos ativos que foram analisados e recomendados pela nossa equipe técnica como aqueles que já são bons pagadores de dividendos e tem potencial para tornar-se ainda melhores! Importante ressaltar que compõem a carteira dividendos tanto ações de empresas internacionais quanto de companhias do exterior. Clique aqui para conhecer o Invista em Ações agora mesmo!

Desde outubro de 2017, a Carteira Dividendos do produto Invista em Ações já valorizou, só em rentabilidade das ações que a compõem, mais de 100%!

Confira abaixo um gráfico onde comparamos a valorização da carteira da Capitalizo com o Ibovespa no mesmo período. Detalhe: esses resultados não levam em consideração os proventos recebidos no período.

Desempenho da Carteira de Dividendos

E como alcançamos esses resultados?

Empresas do setor elétrico, conhecidas por fazer parte do segmento que, geralmente, mais paga dividendos, são presença obrigatória. Mas é importante sair do óbvio. Por isso, desenvolvemos algumas estratégias buscando rentabilidade e recebimento de proventos, tudo com a maior segurança e visando o menor risco possível.

Perfis das ações recomendadas:

Boas pagadoras

Empresas que já pagam bons dividendos e possuem Dividend Yields (soma de proventos pagos nos últimos 12 meses em relação a cotação atual da ação) elevados. Esse tipo de ação pode garantir um bom fluxo de dividendos para a carteira já no curto prazo.

Ações do setor elétrico e de bancos são bons exemplos de empresas que costumam ter uma boa previsibilidade de lucros e uma boa constância no pagamento de dividendos.

Recuperação

Empresas que tem histórico consistente de pagamento de dividendos, mas que estão com alguma questão que afeta a distribuição momentânea dos lucros. Nesse tipo de ação, os objetivos são comprar ativos descontados (baratos) que podem nos proporcionar além do pagamento de dividendos, uma boa valorização – a medida que a empresa consegue se recuperar e entregar melhores resultados.

Um exemplo, é Copel (CPLE6), empresa de geração, distribuição e comercialização de energia. No início de janeiro de 2020, encerramos nossa recomendação em Copel (CPLE6), de 31 de janeiro de 2018, com uma valorização total de 226%!

Crescimento

Esse tipo de ação costuma ”turbinar” uma boa Carteira de Dividendos com foco no longo prazo. Aqui o objetivo é comprar ações que de empresas que estão em uma excelente fase de crescimento e que, no futuro, pagarão bons dividendos.

A combinação dessas estratégias foi o que nos levou a esses excelentes resultados. Se você quer ter acesso à carteira completa de ações recomendadas com foco em dividendos e buscar esses resultados também, clique aqui para adquirir o Invista em Ações agora mesmo!

Outras carteiras

Além da carteira de Dividendos, o Invista em Ações conta com outras cinco carteiras recomendadas de ações: Crescimento, Top Recomendadas, Small Caps, Buy and Hold Raiz e Internacionais.

Fique por dentro ainda dos avisos de pagamentos de dividendos, fatos relevantes, análises setoriais e análises de relatórios trimestrais e anuais.

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Importante: Quanto antes você começar, melhor. O tempo é seu maior aliado! Comprar ações com cotações menores, consequentemente garante maior DY e os juros compostos vão fazer toda a diferença no sucesso da sua estratégia. É para identificar essas oportunidades que o time de análise da Capitalizo trabalha. Basta você seguir nossas recomendações e enviar a ordem na sua corretora.

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Ações ‘baratas’: saiba identificar barganhas na Bolsa de Valores

É possível pagar R$ 0,50 por uma nota de R$ 1,00? Saiba como identificar uma barganha na Bolsa de Valores e comprar ações ‘baratas’.

Benjamin Graham

Pai da filosofia de Investimentos em Valor (ou Value Investing), Benjamin Graham é considerado o mentor do maior investidor de todos os tempos, Warren Buffet. Graham ficou famoso pela frase: “comprar uma nota de US$ 1 com uma moeda de US$ 0,50”.

Graham acreditava que é preciso sempre investir com uma margem de segurança. Isso quer dizer que, como o mercado financeiro muitas vezes gera distorções entre preço e “valor justo” de uma ação, existem sempre oportunidades para comprar ações “baratas”. E para Benjamin Graham, o importante não é só comprar ações baratas, mas também comprar ações dentro de uma margem de segurança, com desconto significativo em relação ao seu valor intrínseco. Dessa forma, não só é mais fácil gerar grandes retornos, como também é possível minimizar os riscos de variação nos preços das ações.

Como identificar ações baratas

Uma das formas mais comuns de se ver se uma ação está “barata” é observar o seu P/VPA, ou seja, o preço por ação dividido pelo valor patrimonial por ação. Esse indicador mostra quanto os investidores estão pagando por cada real dos ativos residuais da empresa.

Vamos supor que a empresa ABCD esteja cotada na Bolsa a R$ 10,00, e que o seu valor patrimonial por ação também seja de R$ 10. Nesse caso, o nosso P/VPA seria de 1,00 (10/10), ou seja, as ações da empresa ABCD estariam sendo negociadas exatamente com o valor do seu patrimônio. Na verdade, isso não é comum, porque as ações, em sua maioria, são negociadas com uma expectativa de crescimento. Dessa forma, é normal que os P/VPAs de grande parte das ações estejam com valores superiores a R$ 1,00.

Porém, como sabemos, o mercado não é perfeito e em muitos casos (especialmente em tempos de baixa) mesmo ações de boas empresas podem cair e serem negociadas até abaixo do seu valor patrimonial. Ou seja, elas valem na Bolsa menos que seu próprio patrimônio. Sim, esse tipo de distorção é mais comum do que se imagina.

Ranking P/VPA

Realizamos um estudo com ações listadas na B3 para identificar as mais baratas em relação ao seu valor patrimonial. Porém, é importante ressaltar que o índice deve ser analisado em conjunto com outros indicadores e não é garantia de ativo subavaliado. Valores muito elevados podem significar oportunidade de crescimento, com incremento do patrimônio através de lucros e aumento do denominador.

Separamos algumas empresas que operam próximo ou abaixo do seu P/VPA:

EMPRESA CÓDIGO P/VPA
D1000 Varejo Farma DMVF3 0,40
Cogna COGN3 0,41
Banrisul BRSR6  0,54 
Tecnisa TCSA3 0,56
Banco do Brasil  BBAS3 0,57

Conheça as empresas citadas na lista

D1000 Varejo Farma (DMVF3)

Integrante do Grupo Profarma (que também tem ações na bolsa), a D1000 é uma rede de drogarias formada pelas aquisições das bandeiras Drogasmil, Farmalife, Drogarias Tamoio e Drogaria Rosário. A empresa conta com cerca de 200 lojas no Rio de Janeiro, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Tocantins.

O recente IPO da D1000 captou pouco mais de R$ 460 milhões visando estratégia de crescimento, amortização de dívidas e capital de giro. Um dos grandes objetivos da companhia é ganhar espaço de mercado. A empresa também conta com uma estratégia bem interessante de expansão das marcas próprias, com seus produtos representando mais de 6% do autosserviço da rede.

Um dos maiores desafios da D1000 é superar a desconfiança do mercado com sua controladora, a Profarma, que nunca conseguiu efetivamente entregar os bons resultados esperados pelos investidores, e mostrar que são negócios diferentes. Outra questão é um possível conflito de interesses, uma vez que a D1000 é uma grande cliente da própria Profarma.

Resumidamente, é um modelo de negócio que tem suas complexidades, mas que pode valer a pena para quem acreditar nessa recuperação.

Cogna (COGN3)

A Cogna é uma das principais organizações educacionais do Brasil, contando atualmente com mais de 840 mil alunos de graduação presencial e digital somente na divisão da Kroton.

Além da presença nos segmentos de Graduação e Pós-Graduação, a Cogna é uma grande holding que também mantém divisões voltadas para educação básica.

No entanto, a companhia vem sofrendo os efeitos nocivos impostos pela forte queda no programa de financiamento estudantil do governo, o Fies.

Assim, a empresa tem buscado diversas alternativas para compensar tais perdas, para que possa voltar a impor o ritmo de crescimento e lucratividade que obtinha no passado não muito distante.

Banrisul (BRSR6)

Com mais de 90 anos de história, o Banrisul é o maior banco do Rio Grande do Sul, com participação de mercado de 48,41% no estado.

Por lei e contratos, o Banrisul é responsável pela cobrança de impostos, transferência de fundos do Estado e a administração das folhas de pagamento dos servidores públicos estaduais, aposentados e fornecedores. Além disso, fornece serviços para entidades do governo estadual e para a maioria dos governos municipais do RS.

A empresa ainda possui muitos pontos para ajusta. Sua via de crescimento deve ser por meio da expansão dos canais de atendimento, modernização e melhoria de eficiência. Uma privatização do banco, no entanto, é muito difícil no momento.

Tecnisa (TCSA3)

Registrando prejuízo desde 2016, a Tecnisa passa por um período de reestruturação. Ela é uma das maiores incorporadoras de empreendimentos residenciais do Brasil, com 43 anos de mercado. Cresceu muito a partir de 2007, diversificando territorialmente. O crescimento, porém, não ocorreu de maneira rentável.

A partir de 2015, a Tecnisa optou por priorizar parcerias financeiras, permanecendo-se responsável pelos processos de incorporação, construção e venda, além de focar atuação na região Metropolitana de São Paulo, sempre com foco na manutenção da sua rentabilidade.

Banco do Brasil (BBAS3)

O Banco do Brasil é um banco controlado pela União Federal, fundado em 1808 e com valor de mercado de cerca de R$ 80 bilhões. Além disso, possui uma carteira de crédito superior a R$ 700 bilhões.

Não dá para não falarmos da carteira de crédito do Banco sem citarmos a forte presença no setor de agronegócio. Algo que também se estende para administração pública e em serviços diversos.

Assim como o Banrisul, o Banco do Brasil também é um dos bancos mais descontados atualmente. Por mais que seja um dos players mais rentáveis do mercado, ainda pesa o fato de haver incertezas quanto a possíveis interferências governamentais que possam atrapalhar o desenvolvimento do banco.

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Além disso, você tem acesso a 6 Carteiras de ações, cada uma com um objetivo diferente: Crescimento, Dividendos, Small Caps, Top Recomendadas, Buy and Hold Raiz e Internacional.

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Nossos resultados

Abaixo segue uma das nossas carteiras montadas, basicamente, com ações, a Carteira Tiago Prux de Longo Prazo. Somente em 2021 ela sobe 31%, mesmo com a baixa de 3% do Ibovespa. Na imagem abaixo, temos o retorno acumulado desde abril de 2017, em relação ao Ibovespa:

Desempenho da Carteira Tiago Prux

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Destaques econômicos da semana

Destaques econômicos da semana

Confira os principais destaques da economia brasileira e mundial.

VAREJO

Segundo dados do IBGE, o volume de vendas do comércio varejista mostrou crescimento de 1,2% entre junho e julho, representando a quarta taxa positiva consecutiva nessa base de comparação. O comércio varejista ampliado, que também inclui veículos e materiais de construção, registrou evolução de 1,1%, compensando parte da queda de 2,1% do mês anterior. O comércio varejista cresceu 5,9% em doze meses, enquanto o ampliado subiu 8,4%.

Na passagem de junho para julho, destaque para o crescimento de 2,8% no volume de vendas de tecidos, vestuário e calçados, recuperando parte da perda de 4,3% do mês anterior e fechando os últimos doze meses com evolução de 10,3%. Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação registraram variação positiva de 0,6%, recuperando parte da queda de 3,5% de junho, mas ficando com retração de 3,0% em doze meses.

Ponto negativo para a queda de 2,3% em materiais de construção, após variação negativa de 3,7% no mês anterior. O grupo continua com alta de 19,1% em doze meses, embora tenha desacelerado desde maio. Outras atividades que apresentaram taxas negativas foram móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,3%).

SETOR AGRÍCOLA

O IBGE reduziu mais uma vez a estimativa para a safra brasileira 2021 de grãos, cereais e leguminosas, fechando uma sequência de cinco reajustes para baixo nas projeções. Segundo dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de agosto, a produção deve chegar a 251,7 milhões de toneladas, 2,4 milhões de toneladas abaixo da safra recorde do ano passado. As principais causas são a estiagem em algumas regiões e o efeito da geada no final de julho sobre a safra do milho.

A produção de soja segue com estimativas recordes, sendo que a colheita foi concluída com 133,8 milhões de toneladas, representando um crescimento de 10,1% frente ao ano anterior. A previsão é que a produção do milho chegue a 87,3 milhões de toneladas, representando uma redução de 15,5% frente a 2020, mesmo com um aumento de 6,8% na área plantada. A produção de arroz pode atingir 11,5 milhões de toneladas, com alta de 4,3%.

DÓLAR

O dólar comercial encerrou a semana de 10 de setembro cotado a R$ 5,267, com variação positiva de 1,58%. No Brasil, destaque para os ruídos políticos após as manifestações de 7 de setembro, sendo amenizados pela carta divulgada pelo poder executivo para pacificar as relações com o Congresso e o judiciário. A inflação de agosto acima do esperado também pressionou o câmbio. Nos Estados Unidos, destaque para a declaração do presidente do Federal Reserve de Cleveland, defendendo o início da redução na compra de títulos de longo prazo ainda em 2021, mesmo com dados mais fracos no mercado de trabalho.

IPCA

De acordo com dados do IBGE, a inflação medida pelo IPCA apresentou alta de 0,87% em agosto, desacelerando frente ao 0,96% do mês anterior, mas ficando acima da projeção do mercado, que era de 0,71%. Assim, o índice oficial de inflação do país passou de 8,99% para 9,68% no acumulado de doze meses, sendo puxado, principalmente, pela escassez de insumos, crise hídrica e impacto do câmbio e das exportações sobre os preços das commodities.

Na base mensal, destaque para a variação positiva de 1,46% em transportes, impulsionada pelo preço dos combustíveis. A gasolina ficou, em média, 2,80% mais cara, enquanto etanol e óleo diesel subiram 4,50% e 1,79%, respectivamente. O petróleo continua muito valorizado no mercado internacional e a priorização do açúcar no setor sucroenergético contribui para a redução na oferta de etanol. O grupo alimentação e bebidas registrou alta de 1,39%, puxado por batata-inglesa (19,91%) e café moído (7,51%).

SETOR AUTOMOTIVO

De acordo com a Anfavea, a produção de veículos cresceu 0,3% em agosto, chegando a 164 mil unidades. Na comparação com o ano anterior, houve queda de 21,9%. Foram produzidas 1,476 milhão de unidades em doze meses, representando uma evolução de 33%. A demanda por automóveis continua aquecida, diferentemente de 2020, mas a escassez de semicondutores ainda é um problema para acelerar a produção. Em função do baixo nível de estoques, os licenciamentos caíram 1,5% entre julho de agosto, totalizando 172,8 mil unidades.

IGP-DI

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) caiu 0,14% em agosto, frente a uma taxa positiva de 1,45% da apuração anterior. Destaque para a variação no Índice de Preços ao Produtor Amplo, com uma queda de 0,42% entre julho e agosto. Minério de ferro, farelo de soja e carne bovina apresentaram deflação de 21,39%, 2,94% e 0,96%, respectivamente. Esses movimentos foram parcialmente compensados pela inflação em soja (4,25%), milho (5,26%) e café (15,10%).

O Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,71%, sendo puxado por tarifa de energia elétrica (0,93%), passagem aérea (7,25%) e gasolina (1,14%). Compensando parcialmente, houve deflação em cebola (-9,94%) e arroz (-1,88%). O Índice Nacional de Custo da Construção passou de 0,85% para 0,46%, ficando menos pressionado pela mão de obra. No acumulado de doze meses, o IGP-DI recuou de 33,35% para 28,21%.

MUNDO

Na semana passada, o índice Nasdaq, o S&P 500 e o Dow Jones caíram 1,61%, 1,69% e 2,15%, respectivamente. O índice de preços ao produtor variou 0,7% em agosto nos Estados Unidos, desacelerando frente a taxa de 1,0% do mês anterior, mas ficando acima da projeção do mercado, que era de 0,6%. Os pedidos novos de seguro-desemprego caíram de 345 mil para 310 mil na semana encerrada em 4 de setembro, atingindo o menor patamar desde o início da pandemia. Na Europa, o Banco Central Europeu comunicou que pretende reduzir o programa de compra de ativos no início de 2022, mas ainda existem incertezas quanto à evolução da pandemia.

Fontes: Agência Brasil, Banco Central, Confederação Nacional do Comércio, Fenabrave, FGV, IBGE, Ministério da Economia e Valor Econômico.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

Roberto Martins de Castro Neto, CNPI EM-2423

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