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No terceiro trimestre de 2019, o Brasil registrou variação positiva de 0,6% no Produto Interno Bruto (PIB) na comparação com período imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período de 2018, houve crescimento de 1,2%. Em valores correntes, o indicador atingiu R$ 1,842 trilhão, sendo R$ 1,582 trilhão referente ao valor adicionado e o restante aos impostos sobre produtos.

Nas atividades industriais, o desempenho foi puxado pela expansão de 12,0% nas indústrias extrativas, com grande contribuição da extração de petróleo, e de 1,3% em construção. Esses movimentos foram parcialmente compensados pela retração de 1,0% nas indústrias de transformação e de 0,9% na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos.

Em serviços, os grupos que operaram em campo positivo foram atividades financeiras e seguros (1,2%), comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%) e atividades imobiliárias (0,3%). Os grupos que ficaram em campo negativo neste setor foram administração, defesa, saúde e educação pública e seguridade social (-0,6%) e transporte, armazenagem e correio (-0,1%).

Pela ótica da demanda, a formação bruta de capital fixo subiu 2,0%, fechando o segundo trimestre seguido no positivo, e o consumo das famílias aumentou 0,8%. Em contrapartida, as exportações regrediram 0,4% (terceira taxa negativa consecutiva) e as importações de bens e serviços saltaram 2,9% (terceira taxa positiva seguida), impactando negativamente o PIB.

Consideramos o resultado do terceiro trimestre positivo, mais precisamente pela recuperação das indústrias de construção e extração, sequência de cinco trimestres com crescimento no consumo das famílias e evolução dos investimentos em ativos de longo prazo. Nesse último caso, vale ressaltar que os últimos dois trimestres foram positivos, compensando o fraco desempenho apresentado entre o final de 2018 e o início do atual exercício. A retomada está altamente correlacionada com a queda dos juros, que permite o financiamento de projetos de inovação e expansão a custos mais baixos.

O principal efeito negativo no PIB foi a queda nas exportações e o aumento de importações. Muito em função da crise na Argentina, da desaceleração na atividade global, da acomodação da demanda na Ásia, do fraco desempenho de potências europeias e das incertezas com a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Vale ressaltar que o Banco Central Europeu continua sua política expansionista.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,51% em novembro, contra 0,10% do mês anterior, fazendo o acumulado de 12 meses subir de 2,54% para 3,27%. O resultado contou com impacto de despesas pessoais (1,24%), alimentação e bebidas (0,72%) e habitação (0,71%), sendo parcialmente compensados pela queda de preços em artigos de residência (-0,39%), que possui pouco peso no indicador.

Devido ao surto de gripe suína africana no rebanho chinês, a demanda por proteínas animais de produtores brasileiros aumentou consideravelmente nos últimos meses, fazendo o preço da carne pressionar a inflação. Somente em novembro, este item ficou em média 8,09% mais caro. Outro fator relevante foi o reajuste na bandeira tarifária de energia elétrica, que passou de amarela (acréscimo de R$ 1,50/100 kWh consumidos) para vermelha patamar 1 (acréscimo de R$ 4,17/100 kWh consumidos), fazendo o item ficar em média 2,15% mais caro no mês.

Acreditamos que o IPCA continuará controlado, pelo menos, até o final de 2020, muito em função da baixa atividade econômica. Porém, com a baixa taxa de juros e o real desvalorizado frente ao dólar, a tendência é que o índice de preços apresente maior volatilidade que nos últimos dois anos.

Empresas da B3

Observando a atual conjuntura econômica e o cenário político do país, acreditamos que o mercado de ações continuará apresentando boas oportunidades para o longo prazo. Destacamos papéis de empresas situadas em setores cíclicos, bem como construtoras, siderúrgicas e fabricantes de componentes automotivos (setor bem descontado). Além disso, o setor de varejo também deve performar bem nos próximos meses.

No setor siderúrgico, que também se beneficia da retomada da construção, destacamos a Metalúrgica Gerdau (GOAU3, GOAU4), uma das nossas preferidas. A empresa passou por um interessante processo de reestruturação, a partir da redução de investimentos, gestão de capital de giro eficiente e controle de custos.

A alavancagem financeira medida pela relação dívida líquida/Ebitda caiu consideravelmente nos últimos anos, com grande contribuição do plano de desinvestimentos, que gerou aproximadamente R$ 7,0 bilhões. Devido à estratégia de controle de custos, simplificação das operações e iniciativas digitais, as despesas operacionais estão cada vez mais adequadas à realidade da empresa, demonstrando que o foco na eficiência está dando resultado.

Em termos de valorização, as ações GOAU4 têm sido um dos destaques nos últimos meses. Após passar praticamente todo o ano de 2018 e de 2019 ''de lado'', as ações preferenciais da Metalúrgica Gerdau acumulam alta de mais de 70% desde agosto de 2019.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fontes: IBGE, Tesouro Nacional e RI das empresas.

Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame. B3, MoneyTimes.

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