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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), é um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país, constituindo-se em um parâmetro preliminar da evolução da atividade econômica brasileira. De acordo com o relatório divulgado no final de abril, o Brasil está economicamente em um ritmo fraco, o que amplia a expectativa de contração do PIB no primeiro trimestres, entretanto no acumulado de doze meses o cenário seja de crescimento.

No setor de produção industrial ocorreu uma recuperação com avanço de 0,7%, mas no acumulado de doze meses, deve ocorrer uma desaceleração no setor. Damos destaque também aos bens de capital, com variação positiva de 4,6% na produção física, e bens de consumo duráveis com acréscimo de 3,7%. Já os bens intermediários tiverem uma queda de 0,8%, devido as indústrias extrativas.

De acordo com dados do IBGE, o ramo de veículos teve resultado positivo de 6,7%, assim como coque e produtos derivados do petróleo em 4,3%, além de produtos alimentícios 3,2%.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,75%, fazendo o acumulado de doze meses sair de 3,98% para 4,58%. Esse resultado é consequência do impacto no ramo de alimentos e bebidas (1,37%), e transporte (1,44%), pois os dois grupos representam 43% das despesas familiares. No caso da alimentação e bebida houve um aumento relevante nos preços dos alimentos para o consumo (tomate, batata inglesa, feijão e frutas), e na gasolina para o transporte.

No caso das indústrias, o setor extrativo sofreu queda de -14,8%, em especial com o minério de ferro, em consequência do rompimento da barragem de Brumadinho. Também sofreram queda os produtos de fumo -8,5%, vestuário e acessórios -4,8%, e móveis -4,1%.

A conjuntura econômica atual está freando o setor varejista, em razão das altas taxas de desemprego e baixos rendimentos, mas ainda assim no setor de varejo houve variação positiva de 9,9%. De acordo com o IBGE, tivemos alta em alguns setores como tecidos, vestuário e calçados. Já combustíveis e lubrificantes sofreram queda.

Em março foram fechados mais de 43 mil postos de trabalho no Brasil, devido ao fraco desempenho do comércio, fechando cerca de 29 mil vagas. A econômica brasileira segue em recuperação gradual, porém abaixo do ritmo que era esperado pelos investidores. A indústria apresenta capacidade ociosa ainda elevada, e a taxa de desemprego permanece alta.

O nível de endividamento das famílias aumentou nos últimos meses. A inflação continua controlada, mas acelerando no acumulado de doze meses, e a taxa Selic ainda 6,5% ao ano. A expectativa é que o índice de preços chegue ao final do próximo ano no centro da meta do Banco Central e a taxa de juros não mude.

Com a economia fraca, é possível mais um ano de estagnação. O setor industrial, em especial o segmento automotivo, está sofrendo com os impactos negativos da crise na Argentina. E, as oscilações no governo apenas agravam a instabilidade política, o que reduz as expectativas do investidor.

No mercado de ações a volatilidade continuará a curto prazo, mas como fatores determinantes temos a desaceleração da economia global e as tensões comercias entre grandes potências, como Estados Unidos e China.

Seguimos atentos e de olho nas oportunidades.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame. B3, MoneyTimes.

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