Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

No primeiro trimestre de 2019, o Brasil registrou queda de 0,2% no Produto Interno Bruto (PIB) na comparação com período imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período de 2018, houve variação positiva de 0,5% e no acumulado de doze meses, acréscimo de 0,9%. Em valores correntes, o indicador atingiu R$ 1,714 bilhão, sendo R$ 1,462 referente ao valor adicionado e o restante aos impostos sobre produtos.

Nas atividades industriais, o fraco desempenho foi puxado pelas indústrias extrativas, com impacto do rompimento da barragem em Brumadinho em janeiro. O setor de construção e as indústrias de transformação também registraram queda nos volumes, sendo parcialmente compensadas pelo grupo de eletricidade e gás, água, esgoto e atividades de gestão de resíduos.

Em serviços, foram observados resultados positivos em intermediação financeira e seguros, administração, saúde e educação pública, informação e comunicação e atividades imobiliárias. Ponto negativo para a queda em transporte, armazenagem e correio e comércio. A formação bruta de capital fixo caiu consideravelmente com o ambiente de incertezas, sendo compensado pela elevação no consumo do governo e das famílias. Importante observar que na base anual os investimentos cresceram, muito em função do aumento na importação líquida de máquinas e equipamentos, compensando a retração em bens de capital e construção.

De acordo com a atual conjuntura, acreditamos que o país irá crescer próximo de 1,2% neste ano, dependendo de algumas questões a serem definidas. A principal delas é a aprovação da reforma da previdência e o impacto fiscal decorrente da tramitação no congresso nacional. As incertezas em relação ao projeto estão muito mais concentradas no tamanho da economia e no prazo de definição do que propriamente no número de votos necessários para a aprovação do texto. Resolvidas essas dúvidas e com o ajuste fiscal mínimo, a tendência é que a confiança dos empresários aumente, impulsionando investimentos internos e externos.

Outra questão importante é a desaceleração da economia global, sendo afetada pelo alto nível de endividamento público, incertezas com a guerra comercial entre China e Estados Unidos, acomodação da demanda no país asiático e fraco desempenho de potências europeias. Nesse último caso vale ressaltar que o Banco Central Europeu continua com sua política monetária flexível, inclusive financiando bancos para expandir o crédito e incentivar o crescimento.

A dívida pública federal regrediu 1,0% em abril, atingindo R$ 3,879 trilhões. Esse movimento ocorreu em função de pagamentos correntes, superando as emissões em oferta pública, sendo parcialmente compensado pela apropriação positiva de juros. Dessa forma, a relação entre dívida líquida e PIB permaneceu em 54,2%, mas ainda com perspectiva de passar de 56% até o final do ano.

Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,57% em abril, ficando 0,18 ponto percentual abaixo da taxa de março. Essa foi a maior inflação para o mês desde 2016, fazendo o acumulado de doze meses saltar de 4,58% para 4,94%. O resultado contou com grande impacto de saúde e cuidados pessoais (1,51%) e transportes (0,94%). Destaque para a alta de preços em remédios (2,25%), higiene pessoal (2,76%), gasolina (2,66%) e passagem aérea (5,32%). Mesmo com aumento em itens de alimentação e bebidas, o grupo desacelerou frente o período imediatamente anterior. Acreditamos que o IPCA irá convergir em direção ao centro da meta do Banco Central até o final de 2019, ficando próximo de 4,2%.

Observando a atual conjuntura econômica e o cenário político do país, acreditamos que o mercado de ações continuará apresentado alta volatilidade no curto prazo. Outros fatores determinantes são a desaceleração da economia global e as tensões comerciais entre grandes potências. Mesmo assim, estratégias com horizontes mais distantes apresentam oportunidades nesse contexto.

Empresas da B3

Nesse contexto, destacamos papéis altamente correlacionados com a economia local, como é o caso de bancos e varejistas voltadas para o consumo discricionário. Itaúsa (ITSA4), por exemplo, busca captar benefícios com a recuperação do mercado de crédito, incluindo a melhora na qualidade das carteiras e a redução das taxas de inadimplência. No varejo, uma de nossas favoritas é a Lojas Renner (LREN3), que continua investindo em suas operações para aproveitar a recuperação gradual das vendas.

Outra empresa que merece atenção especial é a Copel (CPLE6). A companhia de energia elétrica vem passando por um processo de reestruturação interessante, focando na disciplina de alocação de capital e redução da alavancagem financeira. O ciclo de investimentos está sendo finalizado, incluindo a entrega das usinas hidrelétricas Baixo Iguacú e Colíder e o parque eólico Cutia. Com esses empreendimentos prontos, o fluxo de caixa fica menos pressionado pelas atividades de investimento e o aumento na capacidade de geração permite a evolução da receita operacional.

Conheça as opções e comece a invertir hoje!

Quer receber as melhores análises e recomendações de investimentos do mercado?

Conheça nossos Produtos.

 

___

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

___

Fontes: IBGE, Tesouro Nacional e RI das empresas.

Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame. B3, MoneyTimes.

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

Capitalizo análises e recomendações de investimentos.

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no whatsapp

Capitalizo Consultoria Financeira – CNPJ: 27.253.377/0001-09 
© 2019 – Todos os Direitos Reservados.

Desenvolvido por: Vezy

Receba nossos relatórios Grátis