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De acordo com estudo da CBIC, no primeiro trimestre de 2019 foram lançadas 14.680 unidades residenciais, com queda de 62,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior e elevação de 4,2% na comparação com o mesmo período de 2018. As regiões Nordeste (-16,6%) e Sudeste (-9,7%) do país apresentaram retração na base anual. Destaque, novamente, para o Centro-Oeste, com variação positiva de 198,1%; atingindo 1.598 unidades lançadas. No Sul houve incremento de 67,4% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, chegando a 2.079 unidades lançadas.

O número de unidades vendidas ficou bem acima dos lançamentos do período, reduzindo consideravelmente os estoques. Foram comercializadas 28.676 unidades no primeiro trimestre, com diminuição de 18,9% na comparação com o período imediatamente anterior e acréscimo de 9,7% na base anual. Mesmo com a queda em relação ao final de 2018, é possível identificar uma melhora constante na demanda desde julho de 2017, embora o ritmo tenha desacelerado.

O melhor desempenho na venda de imóveis residenciais (1T19/1T19) foi observado na região Sul, com incremento de 21,9%, sendo seguido pelo Norte, com 21,7%. A regiões Sudeste e Nordeste apresentaram variações positivas de 15,0% e 2,8%. Somente no Centro-Oeste houve retração na comercialização de residências, registrando diminuição de 16,6% no total de unidades vendidas.

A oferta disponível passou de 131.794 unidades, em março de 2018, para 120.422 unidades na última apuração, representando uma redução de 8,6%. Os estoques caíram nas regiões Nordeste (-16,0%), Sudeste (-7,0%), Centro-Oeste (-6,7%) e Norte (-6,7%), e cresceram no Sul (0,5%). Do total de ofertas, 47% estão em construção, 29% estão prontas e 24% estão sendo vendidas na planta. Praticamente 53% das vendas do primeiro trimestre ocorreram no Sudeste e 23% no Nordeste.

Mesmo com dados positivos em relação à redução de estoques, recuperação gradual da demanda e variação de vendas superior aos lançamentos, o cenário permanece desafiador para o setor de construção civil. A ociosidade dentro da capacidade operacional ainda é muito elevada, muito em função do nível de atividade, que continua com desaceleração. Embora a intensidade do segmento esteja abaixo do observado em 2018, é importante ressaltar que dados mais recentes indicam uma retração menos acentuada do que no início do atual exercício.

De uma forma geral, a indústria da construção permanece desaquecida. Os indicadores demonstram que a confiança dos empresários e a expectativa com o nível de atividade regrediram na comparação com o final de 2018. Como consequência, esperamos que a intenção de investimentos no setor seja menor que o previsto no curto prazo, dependendo ainda do andamento de projetos econômicos no congresso nacional.

Quanto ao ambiente de negócios, as incorporadoras de médio porte estão preenchendo o espaço deixado por grandes empresas impactadas pela crise. Muitos players relevantes no cenário nacional entraram na recessão altamente alavancados e acabaram passando por problemas financeiros. Outro fator decisivo para as mudanças no cenário, principalmente no segmento de alto padrão, foi o avanço da operação Lava Jato.

Dentro de nossas recomendações em bolsa temos o ativo da Tenda (TEND3). A empresa, que está focada na faixa 2 do programa Minha Casa Minha Vida, possui alguns diferenciais em relação aos concorrentes. Um dos destaques é a menor necessidade de investimento em capital de giro, pois o percentual de vendas sobre a oferta está muito acima da média do setor. Além disso, o prazo médio de recebimento de clientes fica bem abaixo de concorrentes como MRV, Direcional e Eztec, indicando menor risco com recebíveis e descasamento de fluxo de caixa.

A situação financeira da companhia é confortável, sendo que o montante em caixa supera a dívida bruta. Outra que também apresenta essa característica é a Eztec. Essa, inclusive, possui a estrutura de capital mais conservadora, uma vez que a proporção de capital de terceiros sobre o patrimônio líquido é muito baixa. A maior rentabilidade patrimonial é da Tenda, com ROE de 17,94% no acumulado em doze meses. O pior resultado ficou com a Direcional, que teve prejuízo nos últimos demonstrativos. A MRV continua sendo a maior entre as quatro, com valor de mercado próximo de R$ 8 bilhões e a maior participação no programa MCMV.

Ponderando os dados mencionados e a evolução dos negócios, apuramos que as duas melhores opções no setor de construção civil são a Tenda e a Eztec. A opção pela primeira se dá pelo crescimento mais linear em seu resultado operacional, melhores indicadores de mercado e rentabilidade superior sobre o capital empregado. Em contrapartida, é importante mencionar que a companhia está altamente concentrada na faixa 2 do Minha Casa Minha Vida, ficando altamente dependente do prosseguimento do programa e de incentivos do governo federal.

 

Aproveite e confira o vídeo sobre a Tenda (TEND3), uma das nossas recomendações no setor de construção:

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fontes: CBIC, Senai Nacional, Quantum Axis e RI das Empresas

Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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