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Confira os principais destaques da economia brasileira e mundial.

CONTAS PÚBLICAS

De acordo com dados do Banco Central, as contas públicas apresentaram superávit primário de R$ 58,375 bilhões em janeiro, representando o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica em 2001. No mesmo período do ano anterior, o setor público consolidado, que é formado por União, estados e municípios, havia registrado saldo positivo de R$ 56,276 bilhões. Vale ressaltar que o resultado conta com efeito da sazonalidade, uma vez que o governo federal costuma segurar algumas despesas em janeiro. Além disso, a falta da aprovação da lei orçamentária aumentou esse impacto.

Embora o superávit seja positivo, a trajetória das contas públicas continua indicando um agravamento da situação fiscal do país, sendo que nos últimos doze meses o déficit primário chegou a R$ 700,851 bilhões. Esse montante representa aproximadamente 9,4% do PIB, fazendo a dívida bruta alcançar 89,7% do PIB, o maior percentual da história.

A situação fiscal continua sendo um dos maiores entraves para o crescimento da economia nacional. As atenções dos investidores devem estar centradas no andamento de reformas estruturantes e nas privatizações, uma vez que o governo precisa conter gastos.

MERCADO DE TRABALHO

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego atingiu 13,9% no quarto trimestre de 2020, representando uma redução de 0,7 p.p. frente ao terceiro trimestre. Embora o movimento no curto prazo seja positivo, foi encerrada uma sequência de quedas anuais, uma vez que em 2018 e 2019 a taxa de desemprego fechou em 12,3% e 11,9%, respectivamente.

Vale ressaltar que o último trimestre do ano é marcado por questões sazonais, pois as contratações temporárias aumentam no período e o comércio acrescenta pessoal para dar conta da demanda de final de ano. Entre 2019 e 2020, a população ocupada caiu de 93,4 milhões para 86,1 milhões, chegando a 49,4% da população com idade para trabalhar. Com o impacto da pandemia, muitas pessoas pararam de procurar trabalho, ficando fora do cálculo da taxa de desemprego. Conforme os desalentados voltam, o mercado de trabalho tende a ficar pressionado.

DÓLAR

O dólar comercial encerrou a semana de 26 de fevereiro cotado a R$ 5,6055, com variação positiva de 4,09% frente ao real. No mercado interno, o câmbio foi pressionado pelas incertezas relacionadas a mudança na política de preços da Petrobras e negociações em torno das medidas de ajuste fiscal. Nesse último caso, destaque para as tratativas para compensar a recriação do auxílio emergencial dentro da PEC Emergencial, sendo que o dispositivo que extinguia o piso de gastos em saúde e educação foi retirado do texto. No mercado externo, o crescimento das taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos continuou gerando fuga de capitais de países emergentes.

CONFIANÇA EMPRESARIAL

Segundo dados da FGV, o Índice de Confiança Empresarial recuou 1,8 ponto entre janeiro e fevereiro, chegando a 91,1 pontos e se mantendo abaixo da zona de satisfação (100 pontos). Esse foi o terceiro mês consecutivo de queda no indicador. A maior preocupação foi observada no setor de serviços, mais precisamente em alojamento e alimentação fora do domicílio. Embora outras áreas sejam beneficiadas pela recriação do auxílio emergencial, os segmentos dependentes de consumo presencial continuam impactados pela pandemia.

Mesmo com queda de 3,4 pontos, o Índice de Confiança da Indústria se manteve acima da zona de satisfação, ficando em 107,9 pontos. Ponto positivo para o efeito da recriação do auxílio emergencial sobre bens não duráveis, sendo compensado pelo preço elevado de matérias-primas e redução do otimismo com a produção prevista. A confiança do comércio ficou estável em 91,0 pontos.

CONFIANÇA DO CONSUMIDOR

Segundo dados da FGV, o Índice de Confiança do Consumidor subiu 2,2 pontos entre janeiro e fevereiro, atingindo 78,0 pontos. Com isso, foi encerrada uma sequência de quatro quedas no indicador, que permanece muito abaixo da zona de satisfação (100 pontos). A melhora pode ser explicada pelo início do programa de vacinação, além da possibilidade de recriação do auxílio emergencial. Mesmo assim, o consumidor continua se perspectiva positiva quanto a recuperação do mercado de trabalho no primeiro semestre de 2021, uma vez que o setor de serviços, setor que mais emprega no país, continua com dificuldades.

IGP-M

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 2,53% em fevereiro, desacelerando frente aos 2,58% da apuração anterior. Destaque para a evolução de 3,28% no Índice de Preços ao Produtor Amplo, com grande contribuição de soja (+5,41%), bovinos (+9,86%) e minério de ferro (+2,63%). Antes a pressão sobre os preços estava concentrada em matérias-primas brutas, mas acabou se espalhando entre bens intermediários e finais, influenciados por materiais e componentes para manufatura e gasolina.

O Índice de Preços ao Consumidor subiu 0,35%, sendo puxado por curso de ensino fundamental (+3,69%) e gasolina (+4,42%). Compensando parcialmente, houve deflação em tarifa de energia elétrica residencial (-3,03%). O Índice Nacional de Custo da Construção registrou inflação de 1,07%, com destaque para materiais e equipamentos (+2,39%). No acumulado de doze meses, o IGP-M saltou para 28,94%, com grande impacto de matérias-primas brutas (+74,56%).

MUNDO

O Índice de Gerente de Compras (PMI) da indústria norte-americana, calculado pelo Institute for Supply Management, subiu 2,1 pontos em fevereiro, chegando a 60,8 pontos. Esse foi o nono mês seguido de alta no indicador, demonstrando que o setor continua muito aquecido mesmo com as dificuldades enfrentadas na pandemia. De acordo com a fonte, as fábricas estão encontrando dificuldades para contratar trabalhadores qualificados e as paralizações para higienização limitam o crescimento da produção.

RELATÓRIO FOCUS

Esta semana, o Banco Central divulgou o Relatório Focus com as previsões dos principais economistas do país acerca de alguns indicadores da economia nacional para 2021 e 2022. A pesquisa foi realizada entre os dias 22 e 26 de fevereiro e divulgada na manhã do dia 1º de março. A perspectiva para o desenvolvimento do PIB encerrou uma sequência de reduções, e as previsões com a taxa Selic continuaram em 4,00%. As previsões para o IPCA apresentaram aumento pela oitava semana consecutiva, e o câmbio variou para R$ 5,10/US$. Para o próximo ano, destaque para a revisão no IPCA.

Fontes: Agência Brasil, Banco Central, Confederação Nacional do Comércio, Fenabrave, FGV, IBGE, Ministério da Economia e Valor Econômico.

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