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Confira os principais destaques da economia brasileira e mundial.

PRODUTO INTERNO BRUTO

O Produto Interno Bruto totalizou R$ 1,803 trilhão no primeiro trimestre de 2020, representando uma retração de 1,5% em relação ao período imediatamente anterior. Na comparação com o primeiro trimestre de 2019, a variação negativa foi de 0,3%. Em contrapartida, a economia cresceu 0,9% no acumulado de doze meses.

A queda em relação ao quarto trimestre é reflexo das medidas de isolamento, acarretando diminuição de 2,0% no consumo das famílias e de 0,9% na exportação de bens e serviços. Importante ressaltar que parceiros comerciais começaram a sofrer com a pandemia antes do Brasil, reduzindo a demanda por produtos nacionais desde o início do ano. Em compensação, a formação bruta de capital fixo foi 3,1% superior no período, muito em função da importação de máquinas e equipamentos para o setor de óleo e gás.

Pelo lado da oferta, o melhor resultado foi observado no crescimento de 0,6% na agropecuária. Destaque para o aumento no volume produzido de soja e arroz, sendo parcialmente compensado pela redução nas atividades de abate de carne bovina, que vinha com uma base bem elevada nos três meses até dezembro. Atividades imobiliárias foi o único segmento em serviços a ficar em campo positivo, com evolução de 0,4%.

MERCADO DE TRABALHO

De acordo com o IBGE, a taxa de desemprego passou de 11,2% para 12,6% entre janeiro e abril de 2020, atingindo mais de 12,8 milhões de trabalhadores. Neste intervalo, foram fechados 4,9 milhões postos de trabalho, sendo aproximadamente 75% em segmentos informais. Comércio, construção civil e serviços domésticos perderam 1,2 milhão, 885 mil e 727 mil vagas, respectivamente. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Economia sobre o mês de abril, o saldo negativo entre contratações e demissões alcançou 860,5 mil pessoas.

A massa de rendimento real registrou a maior diminuição da série histórica no trimestre até abril, com variação negativa de 3,3%. O resultado é reflexo, principalmente, da interrupção de atividades informais, suspensão de contratos de trabalho, redução de salários e demissões. O governo adotou medidas para amenizar o impacto sobre as famílias, bem como o socorro emergencial, mas os efeitos sobre o consumo são inevitáveis.

SETOR BANCÁRIO

De acordo com dados do Banco Central, o volume de empréstimos para empresas e famílias caiu 16,5% entre março e abril do atual exercício. A taxa média de juros das operações contratadas em abril chegou a 21,5%, representando uma diminuição de 1,2 p.p. frente ao mês anterior. Excluindo as operações rotativas, a taxa média de juros do crédito livre registrou variação negativa de 2,2 p.p., marcando 22,9%.

Em 29 de maio, o Conselho Monetário Nacional prorrogou o prazo da medida que proíbe os bancos de distribuírem dividendos acima do limite mínimo obrigatório até o final do ano. A determinação é uma contrapartida para o socorro de instituições financeiras afetadas pela crise, e inclui restrições sobre recompra de ações de emissão própria, redução do capital social e aumento da remuneração de executivos de alto escalão.

ÍNDICE DE CONFIANÇA

O Índice de Confiança Empresarial, medido em pesquisa realizada pela FGV, subiu 9,8 pontos em maio, alcançando 65,5 pontos. O movimento representa uma recuperação de 24% da queda observada nos dois meses anteriores e se concentra muito nas expectativas futuras, sem uma retomada mais consistente sobre a situação corrente. Todos os setores incluídos na pesquisa apresentaram melhora em maio, mas com maior intensidade em atividades dentro dos setores de serviços e comércio.

Embora o mês tenha apresentado recuperação devido a perspectivas menos negativas, o nível de satisfação dos empresários ainda é muito baixo em relação à média histórica, principalmente em áreas dentro da indústria e construção. A tendência é que a desconfiança permaneça alta enquanto os riscos associados a pandemia ainda estiverem presentes, pois não existem certezas sobre a flexibilização das medidas de isolamento.

EUROPA

O Índice de Gerente de Compras Industrial da zona do euro subiu de 33,4 para 39,4 pontos entre abril e maio, segundo o IHS Markit. O indicador ficou um pouco abaixo da estimativa inicial, que era de 39,5 pontos, mas demonstra sinais de retomada da atividade na região. Importante ressaltar que medições abaixo de 50 pontos representam retração no setor produtivo.

Entre os principais países analisados na pesquisa, Alemanha (36,6 pontos), França (40,6 pontos) e Espanha (38,3 pontos) registraram o melhor resultado dos últimos dois meses. A Itália (45,4 pontos), país mais afetado pela pandemia na Europa, superou o patamar dos últimos três meses e alcançou o melhor nível de atividade entre as economias mais avançadas da região.

Esta semana, diversos países avançam na flexibilização das medidas de isolamento, sendo que na Espanha e na Itália serão permitidas viagens nacionais sem restrições. Parte de escolas e creches voltará às atividades na Inglaterra, e na França cafés, bares, restaurantes e praias serão reabertos.

CHINA

O Índice de Gerente de Compras Industrial da China subiu de 49,4 para 50,7 pontos em maio, entrando em zona de expansão. A pesquisa realizada pelo grupo de mídia Caixin, em conjunto com o instituto Markit, demonstra a maior retomada na produção desde janeiro de 2011, sustentada pela recuperação do mercado de trabalho e estabilização da cadeia de suprimentos. Em contrapartida, as exportações ainda continuam em níveis muito baixos, fazendo o volume de oferta superar a demanda em muitos segmentos.

Importante ressaltar que a pesquisa realizada pelo Caixin está focada em empresas de pequeno e médio porte. De acordo com o Índice de Gerente de Compras oficial do setor, que foca em grandes empresas estatais, o nível de atividade continuou em expansão, mas desacelerando frente a abril. De uma forma geral, a conclusão é que a recuperação ainda não é evidente, sendo que o indicador oficial tem uma amostra muito maior e demonstra estagnação.

ESTADOS UNIDOS

O Índice de Gerente de Compras Industrial dos Estados Unidos subiu de 36,1 para 39,8 pontos em maio, ficando dentro da expectativa. O país continuou sofrendo com medidas adotadas para conter a propagação do novo coronavírus, acarretando interrupções na cadeia de suprimentos, suspensão na produção e taxa de desemprego no maior nível da década.

Em 28 de maio, foram divulgados dados referentes ao produto interno bruto norte-americano no primeiro trimestre, demonstrando retração de 5,0%. Destaque para a diminuição de 6,8% no consumo das famílias, muito em função da deterioração da renda, retenção de gastos e incertezas causadas pela pandemia. A variação negativa do PIB veio um pouco acima da expectativa de 4,8%, mas sem grandes surpresas.

RELATÓRIO FOCUS

Esta semana, o Banco Central divulgou o Relatório Focus com as previsões dos principais economistas do país acerca de alguns indicadores da economia nacional para 2020 e 2021. A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 29 de maio e divulgada na manhã do dia 1º de junho. A previsão para a queda da produção industrial melhorou, passando de -3,68% para -3,59%. A perspectiva para o desenvolvimento do PIB passou de -5,89% para -6,25%, e as previsões com a taxa Selic ficaram em 2,25%. O IPCA também variou, marcando 1,55%. A previsão para o câmbio continuou em 5,40/US$. Em relação a 2021, destaque para a revisão da Selic para 3,38%.

2020

Projeção Anterior

Projeção Atual

Tendência

IPCA 1,57% 1,55% Baixa
IGP-M 4,86% 4,99% Alta
Taxa de câmbio (R$/US$) 5,40 5,40 Estável
Meta Taxa Selic (a.a.) 2,25% 2,25% Estável
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 64,05% 64,28% Alta
PIB (crescimento) -5,89% -6,25% Baixa
Produção Industrial (crescimento) -3,68% -3,59% Alta
Conta Corrente (US$ Bilhões) -28,10 -28,10 Estável
Balança Comercial (US$ Bilhões) 45,50 45,50 Estável

2021

Projeção Anterior

Projeção Atual

Tendência

IPCA 3,14% 3,10% Baixa
IGP-M 4,00% 4,00% Estável
Taxa de câmbio (R$/US$) 5,03 5,08 Alta
Meta Taxa Selic (a.a.) 3,29% 3,38% Alta
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 65,20% 65,20% Estável
PIB (crescimento) 3,50% 3,50% Estável
Produção Industrial (crescimento) 2,50% 2,50% Estável
Conta Corrente (US$ Bilhões) -38,40 -38,40 Estável
Balança Comercial (US$ Bilhões) 45,00 45,00 Estável

 Fontes: Banco Central, Caixin, IHS Markit, FGV, Ministério da Economia, Valor Econômico.

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