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Confira os principais destaques da economia brasileira e mundial.

VOLUME DE VENDAS

De acordo com dados da Receita Federal, a média diária de vendas com nota fiscal eletrônica chegou a R$ 23,9 bilhões em junho, o maior volume do ano. Esse montante representa um crescimento de 15,6% frente ao período imediatamente anterior e de 10,3% na comparação com junho de 2019. O resultado é reflexo da recuperação de empresas de médio e grande porte, com destaque para as vendas não presenciais para pessoas físicas.

O melhor período de 2020 continua sendo a última semana de maio, quando foram vendidos R$ 180 bilhões. Em junho, excluindo a semana do feriado de Corpus Christi, todas as semanas tiveram volumes acima de R$ 150 bilhões. Quanto ao comércio eletrônico, a média diária de vendas cresceu 20,6% em março, 17,5% em abril, 37,4% em maio e 73,0% em junho, comparando com o mesmo período do ano anterior.

RENDA

Em maio, quando a pandemia atingiu o pico em várias capitais do Brasil, a média de rendimentos das famílias atingiu 82% da renda habitualmente recebida. Considerando apenas profissionais que trabalham por conta própria, o resultado foi ainda pior, sendo que a renda média caiu para 60% do normal. Já em domicílios de baixa renda, que recebem valores próximos a um salário mínimo, o indicador chegaria abaixo de 50%, mas foram compensados pelo auxílio emergencial do governo federal, ficando acima de 90%.

Os grupos mais afetados pelas medidas de isolamento foram as atividades artísticas, esportivas e de recreação, com 55% dos rendimentos habituais, transporte de passageiros (57%), hospedagem (63%) e serviços de alimentação (65%). Por outro lado, a administração pública manteve 97% do salário habitual, e indústria extrativa (92%), serviços de utilidade pública (93%), educação (92%) e serviços financeiros (92%) também não foram muito afetados.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL

Na passagem de abril para maio, a produção industrial cresceu 7,0% no Brasil, interrompendo duas quedas consecutiva, que ocorreram em março (-9,2%) e abril (-18,8%). Em contrapartida, houve retração de 21,9% na comparação com maio de 2019, sendo a sétima variação negativa nessa base de comparação. Considerando o crescimento frente a abril o atual exercício, destaque para bens duráveis (+92,5%) e bens de capital (+28,7%).

Dos vinte e seis ramos analisados pelo IBGE, vinte registraram evolução. Ponto positivo para veículos automotores, reboques e carrocerias (244,4%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (16,2%) e bebidas (65,6%). Compensando parcialmente, houve queda na produção em indústrias extrativas (-5,6%), celulose, papel e produtos de papel (-6,4%) e perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-6,0%).

CONTAS PÚBLICAS

O Ministério da Economia revisou a projeção de déficit primário para 2020, sendo que as contas públicas devem fechar o ano em R$ 828,6 bilhões negativos. Considerando a proporção sobre o Produto Interno Bruto, o déficit previsto aumentou de 9,9% para 12,0%. Devido ao enfrentamento à crise gerada pela pandemia, deverá ocorrer um incremento de R$ 508,5 bilhões em despesas e uma perda de R$ 12,8 bilhões em receitas em relação ao orçamento anterior.

A tendência é que a dívida pública chegue próximo de 100% do PIB no final do ano, bem acima do encerramento de 2019, quando a proporção era de 75,8%. De acordo com relatório do próprio ministério, mesmo com projeção de déficit para os próximos anos, a expectativa é que a proporção do endividamento sobre o PIB regrida gradualmente devido ao patamar reduzido da taxa básica de juros.

ATIVIDADE ECONÔMICA

A FGV divulgou a primeira prévia sobre o crescimento da atividade econômica em maio, demonstrando uma variação positiva de 0,6% no indicador. Os setores industrial e de serviços continuaram apresentando dados negativos, seguindo a tendência iniciada em março, sendo que os piores resultado foram observados na indústria de transformação e nos transportes.

Mesmo com a leve recuperação, as quedas dos dois meses anteriores foram suficientes para manter o nível de atividade bem abaixo do observado antes da crise. Para se ter uma ideia, o mesmo indicador de atividade apontou retração de 10,1% no trimestre móvel finalizado em maio, frente aos três meses até fevereiro de 2020.

ESTADOS UNIDOS

O Índice de Gerentes de Compras do setor de serviços subiu de 45,4 pontos para 57,1 pontos em junho, entrando em zona de expansão pela primeira vez desde o início da pandemia. A divulgação, realizada pelo Institute of Supply Management (ISM), surpreendeu positivamente o mercado, que esperava algo em torno de 50 pontos. Também é importante ressaltar que esse foi o maior crescimento percentual do indicador em um mês desde o início da série histórica, em 1997.

O maior destaque foi a evolução do indicador de novas encomendas, que saltou de 41,9 pontos para 61,6 pontos. Em contrapartida, mesmo com a elevação de 31,8 pontos para 43,1 pontos, o índice de empresa permaneceu em zona de contração, que fica abaixo de 50 pontos.

CHINA

O Índice de Gerente de Compras de serviços da China, fornecido pelo Grupo Caixin, subiu de 55,0 pontos para 58,4 pontos na passagem de maio para junho, impulsionado pela flexibilização das medidas de isolamento e atingindo o maior patamar desde abril de 2010. Importante ressaltar que esse indicador é muito concentrado em empresas menores, enquanto o índice oficial engloba empresas estatais de grande porte.

A forte recuperação do setor de serviços se juntou a outros resultados positivos da semana passada, justificando a euforia dos mercados asiáticos nesta segunda-feira, dia 6. O Índice de Gerentes de Compras da indústria se manteve em zona de expansão em junho, subindo de 50,6 pontos para 50,9 pontos. O índice oficial de serviços atingiu o maior patamar dos últimos sete meses, marcando 54,4 pontos.

RELATÓRIO FOCUS

Esta semana, o Banco Central divulgou o Relatório Focus com as previsões dos principais economistas do país acerca de alguns indicadores da economia nacional para 2020 e 2021. A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de junho e 3 de julho e divulgada na manhã do dia 6 de julho. A previsão para a queda da produção industrial voltou a piorar após a divulgação de dados do setor, passando de -6,00% para -8,10%. A perspectiva para o desenvolvimento do PIB melhorou um pouco, ficando em -6,50%, e as previsões com a taxa Selic permaneceram em 2,00%. O IPCA também ficou estável, marcando 1,63%. A previsão para o câmbio continuou em R$ 5,20/US$. Em relação a 2021, destaque para a revisão para cima da dívida líquida do setor público sobre o PIB.

2020

Projeção Anterior

Projeção Atual

Tendência

IPCA 1,63% 1,63% Estável
IGP-M 5,63% 6,25% Alta
Taxa de câmbio (R$/US$) 5,20 5,20 Estável
Meta Taxa Selic (a.a.) 2,00% 2,00% Estável
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 66,25% 67,10% Alta
PIB (crescimento) -6,54% -6,50% Alta
Produção Industrial (crescimento) -6,00% -8,10% Baixa
Conta Corrente (US$ Bilhões) -13,50 -11,75 Alta
Balança Comercial (US$ Bilhões) 53,00 53,45 Alta

2021

Projeção Anterior

Projeção Atual

Tendência

IPCA 3,00% 3,00% Estável
IGP-M 4,00% 4,00% Estável
Taxa de câmbio (R$/US$) 5,00 5,05 Alta
Meta Taxa Selic (a.a.) 3,00% 3,00% Estável
Dívida Líquida do Setor Público (% do PIB) 67,90% 68,06% Alta
PIB (crescimento) 3,50% 3,50% Estável
Produção Industrial (crescimento) 4,00% 4,00% Estável
Conta Corrente (US$ Bilhões) -20,88 -20,44 Alta
Balança Comercial (US$ Bilhões) 55,00 55,25 Alta

 Fontes: Agência Brasil, Banco Central, Caixin, FGV, Institute of Supply Management, Ministério da Economia e Valor Econômico.

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