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Em dezembro, o setor industrial chinês continuou a apresentar crescimento, sendo o segundo mês consecutivo de expansão após encerrar uma série de seis períodos de retração. Destaque para a forte recuperação de pedidos de exportação, que apresentaram variação positiva pela primeira vez nos últimos doze meses.

O indicador oficial, que é mais amplo que o privado e se concentra em grandes indústrias, se manteve em 50,2 pontos. Entretanto, nem todas as fontes demonstraram dados positivos. O índice de gerentes de compras privado, que se concentra em fabricantes de menor porte, desacelerou na última passagem, caindo de 51,8 pontos para 51,5 pontos e permanecendo em zona de expansão.

No último mês do ano, foi possível observar evolução em exportações e no volume produzido. Porém, a taxa de crescimento de novos pedidos caiu para o menor patamar dos últimos três meses, a quantidade de trabalhadores no setor estagnou e a confiança de empresários continuou abaixo do ideal. Mesmo com a insatisfação dos gestores em relação ao ambiente de negócios, a demanda por insumos ficou mais aquecida, gerando mais estoques e pressionando os preços. Importante ressaltar que o governo chinês continua realizando ações para incentivar a economia, aumentando a liquidez do sistema bancário para impulsionar a tomada de crédito, especialmente nesse momento da “Guerra Comercial” com os EUA.

Recentemente, o Banco Central anunciou uma redução de 0,5 p.p. na parcela de depósitos compulsórios de bancos comerciais, liberando mais de US$ 114 bilhões na economia do país asiático.

O setor de serviços desacelerou na última apuração, sendo que o índice de atividade regrediu de 53,5 pontos para 52,5 pontos, se mantendo em zona de expansão, mas bem abaixo do ritmo apresentado no início de 2019. Mesmo com dados mais fracos, o segmento permanece aquecido, sustentado pela resiliência da demanda interna, mas sendo adversamente afetado pela queda nas exportações. Outro fator de risco é o crescimento de despesas operacionais, uma vez que os preços de insumos continuam pressionando e exigindo maiores esforços para cortar gastos, freando a retomada do setor.

Diferentemente dos dados da indústria, os indicadores não contrastaram na última apuração, confirmando a expansão para o curto prazo. O índice dos setores de não-manufatura, que ainda inclui atividades de construção e é divulgado pela agência de estatísticas do governo, caiu de 54,4 para 53,5 pontos, seguindo a mesma tendência de dados apresentados pelo Caixin. Assim como a indústria, o setor de serviços contou com incentivos do governo, mantendo o nível de atividade em crescimento mesmo em um ambiente de negócios adverso.

De forma geral, a economia chinesa demonstrou ligeiro crescimento em dezembro, contrariando a tendência global de desaceleração. A expectativa é que o PIB mantenha o viés de baixa, sendo que o crescimento no terceiro trimestre frente ao mesmo período do ano anterior foi de 6%, o menor dos últimos 27 anos.

As exportações do Brasil para a China subiram 4,3% em dezembro, comparando com o mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 5,3 bilhões. No acumulado do ano, houve diminuição de 1,7%, totalizando US$ 62,9 bilhões e correspondendo a 28,1% (+1,4 p.p.) do total vendido de bens e serviços brasileiros no mercado internacional.

Na relação comercial em 2019, houve diminuição nas exportações de soja (-24,7%) e celulose (-4,9%), sendo parcialmente compensados por carne de bovino (80,1%), carne de frango (53,7%) minério de ferro (19,8%) e petróleo (7,0%).

Mesmo com a redução nas exportações no ano, o Brasil continua apresentando superávit comercial com a China, passando de US$ 29,2 bilhões para US$ 27,6 bilhões entre 2018 e 2019.

Ações da B3

O setor de frigoríficos é o mais beneficiado na relação entre os dois países, observado no crescimento das exportações nos últimos meses após casos de peste suína na Ásia e no Leste Europeu. Além da maior demanda por unidades, os preços praticados estão mais atrativos para os produtores devido à forte queda na oferta de proteína animal em nível global. Recentemente, diversas unidades produtoras brasileiras foram autorizadas pelo governo chinês a exportar carnes para o país. Empresas como Marfrig (MRFG3), Minerva (BEEF3) e JBS (JBSS3) são diretamente beneficiadas nesse ambiente.

Além disso, podemos citar outas empresas correlacionadas com a atividade chinesa, como a Klabin (KLBN11) e a Cosan (CSAN3). A primeira produz e comercializa celulose e derivados, como papel ondulado, que depende muito da demanda do país asiático. A situação econômica do país também poderia afetar os preços de celulose fibra curta e fibra longa, pois um desequilíbrio com a oferta deixaria os produtores sem condições de manter o valor da commodity em um nível mais atrativo.

A Cosan, por sua vez, depende de uma reversão da atual situação do açúcar no mercado internacional, pois o excesso de estoques continua pressionando os preços do alimento. A partir do momento que o consumo de um país populoso é reduzido, as cotações se mantêm baixas.

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