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O índice que mede o nível de atividade do segmento industrial nos Estados Unidos continua desacelerando e se mantém na zona de retração desde julho de 2019, aumentando os temores do mercado quanto a uma possível recessão. O PMI Industrial do Institute of Supply Management (ISM) continuou abaixo de 50 pontos em dezembro, caindo de 48,1 pontos para 47,2 pontos, menor patamar desde junho de 2009.

Já o PMI Industrial do Markit, que considera apenas empresas privadas, apresentou comportamento diferente nos últimos meses. De novembro para dezembro esse indicador desacelerou de 52,6 pontos para 52,4 pontos, se mantendo na zona de expansão desde agosto de 2019. De acordo com a fonte, o nível de atividade do setor privado continuou o movimento de recuperação, mas as expectativas quanto ao futuro do setor permaneceram baixas, refletindo o receio de gestores com uma possível recessão.

O índice que mede o nível de atividade do setor de serviços e outros não industriais subiu 1,1 ponto em dezembro, atingindo 55,0 pontos, maior patamar desde agosto de 2019. O crescimento mais acelerado é reflexo do ritmo nas atividades de negócio, com contribuição da maior taxa de geração de empregos dos últimos cinco meses e primeira variação positiva nas exportações desde julho de 2019.

Mesmo com dados acima do esperado em quase todos os dados divulgados, com exceção do PMI Industrial do ISM, observamos que o risco de recessão continua presente, notadamente pela alta utilização dos fatores de produção.

Dados recentes indicam que o mercado de trabalho nos Estados Unidos continua aquecido. A taxa de desemprego, de acordo com o fechamento de novembro, está em 3,5%, a menor dos últimos cinquenta anos. A economia norte-americana criou 266 mil novas vagas no mês, bem acima das expectativas de mercado e alcançando o maior ritmo desde fevereiro de 2019. Os pedidos por seguro-desemprego se mantêm próximos a 200 mil por semana, sem indicar nenhum quadro de recessão para o curto prazo.

De uma forma geral, os indicadores de gerentes de compras demonstram recuperação da atividade, assim como dados de emprego.

Os fatores de produção continuam com alto nível de utilização, mas a variação de preços ao consumidor permanece sob controle, com elevação de 2,3% em um ano. Na passagem de outubro para novembro, o indicador de inflação desacelerou de 0,4% para 0,3%.

A última variação no índice de preços ao produtor de bens e serviços registrou deflação de 0,2%, compensando parcialmente a elevação de 0,3% do período anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve variação positiva de 1,1%, demonstrando acomodação da inflação. Vale ressaltar que em abril de 2019 havia atingido o pico de 2,4% nessa base de comparação.

De acordo com integrantes do Federal Reserve, não há perspectiva de reversão no ciclo de cortes na taxa de juros devido à desaceleração da atividade global e tensões comerciais com a China.  Assim, a tendência é que o comitê de política monetária mantenha a taxa de juros entre 1,50% e 1,75% nas próximas reuniões, marcadas para 29 de janeiro e 18 de março. De acordo com o CME Group, a probabilidade de manutenção na primeira data é de 91% e de 87% na segunda.

As negociações com a China continuam impactando a confiança do mercado internacional e afetando, em maior escala, economias que dependem de exportações, como é o caso da Alemanha. Já existem indicações por parte dos dois governos quanto a um acordo, principalmente sobre as tarifas cobradas sobre importações de alguns produtos. Questões referentes a reivindicações que tratam de assuntos como proteção dos direitos de propriedade intelectual e transferência de tecnologia para empresas chinesas não serão consideradas no primeiro momento.

De uma forma geral, as atenções dos investidores estão voltadas para a solução parcial da guerra comercial com a China e os desdobramentos do ataque recente a uma autoridade militar iraniana. Nesse último caso, o aumento da tensão no oriente médio poderia acarretar maior percepção de risco e migração de recursos para ativos mais seguros, como o ouro e o dólar. No Brasil, o reflexo já é observado no câmbio e nos preços dos combustíveis, uma vez que o petróleo e o dólar reagiram no mercado internacional com o aumento da incerteza gerada pela crise geopolítica.

Ações da B3

A Weg (WEGE3) é uma das empresas que possui alta exposição nos Estados Unidos. Em 2016, a companhia adquiriu no país a Bluffton Motor Works, fabricante de motores elétricos com sede no estado de Indiana. Com esta aquisição, passou a atender empresas de processamento de alimentos e fabricantes de máquinas industriais e equipamentos para comércio e serviços. No ano seguinte, comprou a CG Power USA, especializada na fabricação de transformadores de distribuição. Com estas movimentações, a Weg ampliou seu alcance internacional, fazendo proporção da receita com produtos vendidos para a América do Norte saltar para próximo de 44% do total.

Fontes: Institute of Supply Management, Bureau of Labor Statistics, Federal Open Market Committee, CME Group e RI da Weg

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