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O índice de gerentes de compras composto da região do euro subiu de 50,6 para 50,9 pontos na passagem de novembro para dezembro, maior patamar desde agosto de 2019. Embora os dados divulgados indiquem leve recuperação na economia, a atividade na região permanece fraca, uma vez que a evolução está altamente concentrada no setor de serviços. A queda nas exportações é um dos principais motivos para a deterioração nos negócios e diminuição na demanda, sendo que este foi o 15º mês de retração nas vendas para países fora do bloco. Destaque para os desempenhos de Irlanda e Espanha, com expansão no maior ritmo dos últimos seis e oito meses, respectivamente.

Índice de atividade dos gerentes de compras - Zona do euro

O índice que mede o nível de atividade industrial na Alemanha fechou o ano em zona de contração e com leve redução frente o período imediatamente anterior. O indicador PMI do setor alcançou 43,7 pontos em dezembro, um pouco abaixo dos 44,1 pontos de novembro, mas a taxa de redução na demanda foi a menor do ano devido ao desempenho de bens de consumo.

Embora o setor continue estagnado, pesquisas de confiança indicam perspectivas mais positivas para 2020, sustentadas pelo acordo parcial entre China e Estados Unidos e redução de incertezas quanto ao Brexit. Vale ressaltar que o país é altamente dependente de exportações e a situação do mercado internacional tem alta correlação com as atividades industriais.

Índice de atividade dos gerentes de compras

O setor de serviços na Alemanha apresenta maior resiliência, permanecendo em zona de expansão com 52,9 pontos, bem acima dos 51,7 pontos de novembro. O nível de confiança nos negócios apresentou a maior elevação desde abril, seguida de melhoras na taxa de desemprego e preços no setor. Destaque para os grupos de telecomunicações, hotéis e restaurantes. O segmento de transportes foi o único dos seis analisados a registrar retração.

Na última reunião do Banco Central Europeu, a principal referência para taxa de juros foi mantida em -0,5% mesmo com o aumento da inflação, que chegou a 1,3% nos últimos doze meses. A variação de preços não chega a ser uma preocupação, sendo que a autoridade monetária continua adotando medidas para estimular o crescimento da economia, e o indicador ainda está bem abaixo da meta de 2%.

Uma das principais ações para tentar reaquecer a atividade, reduzir o risco de deflação e amenizar os impactos de barreiras comerciais é a compra mensal de € 20 bilhões em ativos financeiros por parte da autoridade monetária, o que vem ocorrendo desde novembro de 2019. Como a taxa de juros está abaixo de zero, o afrouxamento quantitativo se tornou a principal ferramenta para aumentar a liquidez do mercado financeiro e de capitais.

Inflação ao consumidor

Gráfico Economia: Inflação ao consumidor - Zona do euro

De uma forma geral, o ritmo de crescimento da economia global está bem abaixo dos últimos três anos, seguindo a tendência de desaceleração da atividade. Os níveis de confiança continuam em baixa, ainda mais com o efeito de medidas protecionistas de grandes potências e o fraco desempenho de regiões emergentes. Ainda é possível observar excesso de oferta no mercado, puxando para baixo o preço de determinados insumos.

Quanto à participação nas exportações brasileiras, destaque para a Holanda, que se tornou a terceira maior parceira comercial do Brasil, superando a Argentina. O país aumentou a demanda por soja, mas reduziu em minério de ferro e celulose, fazendo o total exportado cair de US$ 13,1 bilhões para US$ 10,1 bilhões. Ponto positivo para o aumento nas exportações de minério de ferro para Turquia e soja para a Espanha. Ponto negativo para o volume de vendas de celulose e petróleo para a região.

Ações da B3

Uma das empresas com alta exposição na Europa é a Iochpe Maxion (MYPK3). Mesmo observando o cenário adverso na região, acreditamos que o desconto dos indicadores de mercado é uma ótima oportunidade para o longo prazo. Os preços das ações em relação ao lucro projetado e o valor patrimonial estão refletindo o risco atual do segmento a nível global, mas acreditamos na recuperação do mercado no médio prazo. Por possuir característica cíclica, o setor automotivo deve se favorecer com o ciclo de expansão da economia nacional. Já no contexto internacional, a desaceleração da indústria de transformação tende a ser amenizada conforme incertezas geopolíticas são resolvidas.

A Natura (NATU3) é outra empresa com alta exposição na Europa, com presença no varejo através da Aesop e da The Body Shop. A primeira possui 56 lojas exclusivas, 11 subsidiárias e 22 lojas de departamentos na região, com uma contribuição de 21% no total de vendas globais. O planejamento da empresa prevê um crescimento baseado na presença digital através de canais próprios e relacionamentos com distribuidores. A TBS busca uma nova gestão estratégica para fazer um turnaround em mercados-chave, mais precisamente na Alemanha e na Suécia. Em conjunto com o Oriente Médio e a África, a Europa corresponde a quase 50% das vendas da The Body Shop.

Fontes: Markit Economics, Banco Central Europeu, Mdic e RI das empresas

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