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No presente relatório, traremos uma análise dos principais players da economia mundial : China e Europa. Além disso, falaremos a respeito de algumas empresas e o posicionamento delas nas economias citadas.

China

Em maio o setor industrial chinês apresentou sinais de recuperação, sustentado pelo aumento nas exportações e a manutenção do nível de produção. A inflação ficou sob controle, uma vez que o preço dos insumos registrou uma pequena variação, e as taxas de produção ficaram praticamente inalteradas. Em contrapartida, a confiança dos empresários em relação as perspectivas futuras diminuiu com a guerra comercial com os Estados Unidos, e o nível de emprego caiu pela primeira vez em três meses. O índice de gerentes de compras ficou em 50,2 no mês; em linha com o período imediatamente anterior e dentro do limite de expansão (acima de 50). Vale ressaltar que esse indicador apresentou viés de baixa entre março de 2018 e janeiro do atual exercício, tendo se recuperado desde então.

A taxa de crescimento de novos negócios acelerou em relação a abril, apoiado pelo lançamento de novos produtos, aquecimento da demanda externa e novos pedidos feitos a produtores chineses. Embora, a retomada ainda seja lenta e gradual, esta é a primeira variação positiva na atividade de compras nos últimos cinco meses, fazendo o nível de estoques de produtos acabados regredir.

O setor de serviços desacelerou na última apuração, sendo que o índice de atividade regrediu de 54,5 para 52,7; mantendo-se em zona de expansão. Mesmo com dados mais fracos o segmento permanece aquecido, sustentado pela resiliência da demanda. As despesas das empresas da área cresceram em maio apesar do controle inflacionário, com destaque para gastos com mão-de-obra e matérias-primas.

De forma geral, a economia chinesa demonstrou ligeiro crescimento em maio, contrariando a tendência global de desaceleração na indústria. O setor industrial contou com o incremento na demanda, tanto no mercado interno como externo, e os preços dos produtos ficaram praticamente inalterados. Porém, as tensões comerciais continuam afetando a confiança das empresas.

Dentro alguns dos ativos da B3 acompanhados, as empresas mais correlacionadas com a atividade chinesa são a Klabin (KLBN11) e a Cosan (CSAN3). A primeira produz e comercializa celulose e derivados, como papel ondulado, que depende muito da demanda do país asiático. A situação econômica do país também poderia afetar os preços de celulose fibra curta e fibra longa, pois um desequilíbrio com a oferta deixaria os produtores sem condições de manter o valor da commodity em um nível mais atrativo.

A Cosan, por sua vez, depende de uma reversão da atual situação do açúcar no mercado internacional, pois o excesso de estoques continua pressionando os preços do alimento. A partir do momento que o consumo de um país populoso é reduzido, as cotações se mantêm baixas.

Europa

O Banco Central Europeu adiou mais uma vez a primeira elevação nos juros e comunicou que continuará financiando os bancos para tentar reanimar a economia no bloco. De acordo com o presidente da instituição, o aperto na política monetária deve ocorrer apenas em 2020, muito em função das incertezas sobre as negociações do Brexit, possíveis impactos em mercados emergentes e desaceleração da atividade global. Além de questões específicas mencionadas pela autoridade, é importante observar o impacto das tensões comerciais entre China e Estados Unidos sobre as exportações europeias, em especial da Alemanha.

O índice de gerentes de compras composto da região do euro subiu de 51,5 para 51,8 na passagem de abril para maio, dentro da zona de expansão. Esse movimento é explicado pelo desenvolvimento do setor de serviços, sendo parcialmente compensado pelo quarto mês consecutivo de queda no volume produzido pela indústria. Os principais países do bloco apresentaram melhora no mercado de trabalho, mas as empresas continuaram a enfrentar problemas com o crescimento de despesas operacionais, mesmo a inflação estando no nível mais fraco desde novembro de 2016. A variação nos preços dos dezenove países que usam o euro caiu de 1,7% para 1,2%; bem abaixo da meta de 2,0%.

O índice que mede o nível de atividade industrial na Alemanha caiu mais rápido que o esperado, atingindo um dos menores níveis desde agosto de 2012. O indicador PMI do setor alcançou 44,3 pontos em maio, em linha com o esperado. Em contrapartida, a queda na produção foi a menor desde fevereiro do atual exercício, sustentada pela evolução do segmento de bens de consumo e um declínio mais lento em bens de capital. Destaque negativo para o impacto do con+

flito comercial sobre a indústria automobilística.

De uma forma geral, o ritmo de crescimento da economia global está bem abaixo dos últimos três anos, seguindo a tendência de desaceleração da atividade. Os níveis de confiança continuam em baixa, ainda mais com o efeito de medidas protecionistas de grandes potências e o fraco desempenho de regiões emergentes. No entanto, existem sinais de que a indústria esteja se estabilizando, mais precisamente na retomada de produção na China e nas menores taxas de declínio na Alemanha. Ainda é possível observar excesso de oferta no mercado, puxando para baixo o preço de determinados insumos, como é o caso da celulose.

Dentre as companhias acompanhadas, a Natura (NATU3) é uma das empresas que possui alta exposição na Europa, com presença no varejo através da Aesop e da The Body Shop. A primeira possui 56 lojas exclusivas, 11 subsidiárias e 22 lojas de departamentos na região, com uma contribuição de 21% no total de vendas globais. O planejamento da empresa prevê um crescimento baseado na presença digital através de canais próprios e relacionamentos com distribuidores. A TBS busca uma nova gestão estratégica para fazer um turnaround em mercados-chave, mais precisamente na Alemanha e na Suécia. Em conjunto com o Oriente Médio e a África, a Europa corresponde a quase 50% das vendas da The Body Shop.

Fontes: Markit Economics, National Bureau of Statistics of China, Federal Open Market Committee e RIs das companhias (Weg, Cosan, Klabin e Natura).

 

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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