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Empresas do Setor de Petróleo

Hoje falaremos a respeito das Empresas do Setor de Petróleo no Brasil. Além disso, traremos nossa expectativa em relação a Petrobras (PETR4).

Indústria do Petróleo

O pré-sal continua aumentando sua participação na produção brasileira de petróleo. Com isso,  chegou a 54,4% de participação no primeiro quadrimestre de 2018. A perspectiva é que esse movimento continue nos próximos anos com a entrada de várias unidades produtivas, destacando o começo das operações no campo de Búzios. Essa será o primeiro sob regime de cessão onerosa.

O cenário para o segmento é mais positivo atualmente, principalmente com a maior previsibilidade e credibilidade proporcionadas pela agenda de licitações de blocos exploratórios e de campos terrestres. A quarta rodada de reparte de produção ocorreu no mês passado e as áreas ofertadas tiveram volumes estimados de 17 bilhões de barris. A próxima rodada está prevista para 28 de setembro, quando serão oferecidas áreas nas Bacias de Santos e Campos. Importante observar que a Petrobras tem a preferência nos leilões do pré-sal.

Embora o pré-sal esteja em evolução, a produção nacional de petróleo vem apresentando variação negativa desde agosto de 2017, com poucos meses de exceção. Um dos gargalos se encontra na redução de volumes na Bacia de Campos (pós-sal). Essa redução acaba sendo compensada pelo crescimento da Bacia de Santos (pré-sal).

Considerando a distribuição da produção por bacia, a de Santos corresponde a 50% do total e a de Campos a 44%. O principal operador do mercado continua sendo a Petrobrás com ampla vantagem, tendo participação de 93% sobre a produção nacional. Em seguida ficam a Statoil Brasil, com 2,4%, Total E&P do Brasil com 1,5% e Shell Brasil com 1,4%.

Gráfico da Evolução Nacional de Petróleo

Preço do Petróleo

A primeira metade de 2018 foi marcada pela valorização do petróleo do tipo Brent. Ele foi impactado pela continuidade do acordo de controle de produção no mercado internacional e pela queda na oferta por parte da Venezuela. O risco comercial aumentou com a saída dos Estados Unidos do acordo nuclear com o Irã e as tensões se intensificaram entre o país asiático e a Arábia Saudita. O valor da commodity variou de US$ 65 o barril em março, para US$ 80 em maio.

Vale observar que o país norte americano apresentou grande aumento de investimento privado em projetos de exploração nos últimos anos, acarretando na redução de importações líquidas. Porém, o crescimento do setor parece ter encontrado limites quanto a capacidade logística, notadamente em armazenamento e deslocamento do produto.

No balanço global, a demanda superou a oferta em 2017 e continua contribuindo para a redução dos estoques, pressionando ainda mais os preços praticados.

Cotação Brent (US$/barril)

Na última apuração, de acordo com dados da Opep e IEA, foi possível observar que a oferta reduziu a diferença em relação à demanda na comparação com 2017. Mesmo com a indicação de manutenção do acordo da Opep sobre a restrição na oferta de petróleo, existe a perspectiva de revisão do tratado para ampliar a produção nos próximos meses, o que acarretaria em maior controle de preços no mercado internacional.

Ainda existem questões a serem resolvidas sobre a compensação da queda de produção da Venezuela, os problemas logísticos nos Estados Unidos para escoamento e a instabilidade geopolítica em países produtores na África e na Ásia. No longo prazo, as incertezas estão voltadas para a capacidade de investimentos em expansão, deixando indefinido o panorama entre oferta e demanda global.

Empresas do Setor

De acordo com o fechamento de maio, a produção nacional de petróleo chegou a mais de 2,607 milhões de barris por dia. A Petrobras contribuiu com 93% deste volume. A empresa teve produção de 2,426 milhões de unidades diárias.

Esses dados demonstram que a companhia possui, praticamente, o monopólio do setor no Brasil, embora esta participação tenha caído sensivelmente com a elevação da posição da Statoil no país. A empresa norueguesa opera no mercado nacional desde 2011, quando começou a explorar o campo de Peregrino, na Bacia de Campos.

As últimas movimentações da Statoil quase triplicaram sua produção de petróleo no Brasil. Com destaque para a aquisição de parte da participação da Petrobras no Campo de Roncador. A empresa ficou com proporção de 25% sobre o campo de petróleo a partir de um investimento inicial de US$ 2,35 bilhões. Além disso, a companhia ainda conta com participação no Campo de Carcará.

A Total E&P atua no Brasil através de cinco subsidiárias, com exploração e produção de óleo e gás e quinze blocos exploratórios. Os principais ativos da companhia no país são a participação de 20% no consórcio do campo Libra e os 5 blocos da bacia de Foz do Amazonas. A empresa é o quarto maior grupo privado de exploração de petróleo e gás do mundo. Atua em mais de 130 países e tem sede em Paris, na França.

Bacias

A Bacia de Campos é umas das maiores depressões marítimas já exploradas na costa do Brasil. Sua extensão é de aproximadamente cem mil quilômetros. Está situada entre as proximidades de Vitória, Espirito Santo, e Arraial do Cabo, Rio de Janeiro. A primeira descoberta neste local foi em 1974, a uma profundidade de 124 metros. As principais operações estão concentradas nos campos de Espadarte, Roncador e Marlim. Com isso, a participação dentro da produção nacional gira em torno de 44%.

A Bacia de Santos é mais recente e faz parte da operação do pré-sal, tendo suas atividades iniciadas no primeiro semestre de 2009. É a maior bacia sedimentar offshore do Brasil. Sua uma extensão ultrapassa os 350 mil quilômetros. Fica localizada entre as proximidades de Cabo Frio, Rio de Janeiro, e Florianópolis, Santa Catarina.  Os principais campos são Lula e Sapinhoá. Já participação na produção nacional chega a 55%.

A Bacia Solimões fica a 650 quilômetros de Manaus, Amazonas, onde é possível explorar e produzir petróleo no meio da floresta amazônica. Trata-se de um ativo de maior segurança, pois suas atividades são desenvolvidas em campo terrestre. Sua produção corresponde a 13% do total.

Fontes: ANP, Empresa de Pesquisa Energética, Valor Econômico, Petrobras, IFCM Group e Total E&P do Brasil

Recomendação para Petrobras (PETR4)

Após eventos recentes, cortamos nossa recomendação em ações da Petrobras. Principalmente devido à intervenção do governo federal na politica de preços e à saída de Pedro Parente. Gerando assim, incertezas quanto a continuidade do programa de desalavancagem e reestruturação patrimonial. Mesmo sem a presença de ativos da companhia em nossas recomendações de longo prazo, continuamos ''olhando'' para PETR4.  Especialmente para recomendações de curto e médio prazos.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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