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Em alguns momentos do mercado, o fluxo de notícias é tão positivo para certas empresas que acaba convergindo com a forte valorização das suas ações. Nessa série de artigos vamos falar justamente desses casos. O primeiro desses setores é o de frigoríficos.

Vamos conhecer as principais empresas do setor, entender os motivos das altas recentes de suas ações e também mostrar porquê esse movimento altista poderá continuar.

Empresas do setor

JBS (JBSS3) 

A JBS é atualmente a maior produtora de proteínas do mundo e a segunda maior empresa de alimentos do planeta. A empresa possui mais de 400 unidades ao redor do globo e mais de 235 mil colaboradores.

Em 2017, a receita da empresa era de pouco mais de R$ 163 bilhões e saltou para R$ 191 bi nos últimos 12 meses. No mesmo período, o lucro da empresa subiu de R$1 bi para R$ 3,9 bi.

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig é uma das companhias líderes na produção de carne bovina do mundo. A empresa possui 22 unidades de abate, 12 de processamento e 8 centros de distribuição distribuídos entre EUA, Chile, Uruguai, Argentina e Brasil. Recentemente, a empresa anunciou que o Burger King irá vender seu hambúrguer vegetariano em todo o Brasil - a novidade estará em todo o país ainda em 2019.

Em 2017, a receita da Marfrig era de R$ 18,5 bi e passou para R$ 43,5 bi em 12 meses. No mesmo período, a empresa saiu de prejuízo para um lucro de R$ 3,2 bi.

Minerva (BEEF3)

A Minerva é uma das líderes na América do Sul na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados e exportação de gado vivo. Além disso, a empresa também atua no processamento de carne bovina, suína e aves. A empresa possui 25 plantas de abate de bovinos distribuídos entre Colômbia, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.

A Minerva é a única das três empresas que ainda está "no vermelho" (prejuízo), mas que também viu sua receita subir forte de 2017, em relação aos últimos 12 meses. No período, as vendas da empresa saíram de R$ 12,1 bi para R$ 16,69 bi.

BR Foods (BRFS3)

A BR Foods é outra empresa que também se beneficia do atual momento do setor frigorífico. Porém, a empresa está em outro momento, ainda tentando se recuperar do ''tombo'' dos últimos anos. Dessa forma, vamos focar apenas nas nossas favoritas: Minerva, JBS e Marfrig.

Dólar em alta

O primeiro motivo que levou as empresas a terem obtido um resultado mais favorável nos últimos anos foi a apreciação do dólar. Como as companhias são players globais e também exportadoras, a alta da moeda americana tem sido importante.

Peste Suína Africana

A Peste Suína Africana é o principal motivo para a mudança da dinâmica do setor nos últimos anos. Somente na China, que é o maior consumidor de carne de porco do mundo, estima-se que a doença já tenha matado mais de um terço do rebanho do país.

O preço que os varejistas chineses pagam pela carne de porco aumentou quase 70% em 2018. E o preço médio que os atacadistas pagam aos fornecedores aumentou 90% na última semana de agosto em comparação com o mesmo período de 2018, segundo dados do governo chinês. Como as projeções são de que o país asiático deva levar entre 2 a 3 anos pra recuperar o estoque, os preços devem continuar subindo.

Vale lembrar que o problema da Peste Suína Africana não está localizado apenas na China. Países como Filipinas, Vietnã, Camboja, Mongólia e, mais recentemente, Coreia do Sul e Rússia também já têm focos da doença.

Exportação brasileira deve continuar crescendo

A medida que o problema da Peste Suína se alastra, mais unidades de carnes brasileiras são liberadas para exportação não só para a China, mas também para outros países.

Somente no início do mês de setembro, 25 dessas unidades foram liberadas. Até o final do ano, espera-se a liberação de pelo menos mais 70. Essas unidades exportarão não apenas carne suína, mas também carne bovina, de frango e até de jumento.

A procura pelos produtos das empresas brasileiras foi tão grande que a representatividade da China no setor de proteína animal brasileiro passou de 8% do total dos embarques, em 2005, para 26% neste ano. No segmento de suínos, o percentual atingiu 46%.

O mercado está tão aquecido que Marfrig (MRFG3) vem contratando pessoal pra suprir a demanda de dois turnos de trabalho.

Desalavancagem das empresas

Outra questão importante é a desalavancagem das empresas, que vem conseguindo diminuir suas dívidas de forma consistente nos últimos trimestres. Nos 3 casos foi possível perceber esse movimento.

A Marfrig, que tinha a Dívida Líquida/EBTIDA de 5,14 em 2017, viu esse indicador cair para 3,77 nos últimos 12 meses. Considerando o mesmo período, na JBS a queda foi de 4,04 para 3,33. E no caso da Minerva, de 5,11 para 3,94.

Além disso, há a possibilidade da JBS abrir capital nos EUA e da Minerva retomar o IPO da Athena Foods no Chile. Caso essas operações concretizem-se, a alavancagem deve cair ainda mais.

E por fim, vale ressaltar que as 3 companhias têm gerado fluxo de caixa livre e devem pagar dividendos em 2020.

Observação: caso você não saiba como funciona o indicador Dívida Líquida/EBTIDA*, confira a explicação ao final do texto.

Desempenho das ações

Nos últimos 12 meses, as ações da JBS, Marfrig e Minerva são destaques de valorização. No caso da JBS, as ações JBSS3 acumulam alta de 230%. Já as ações ordinárias da Marfrig (MRFG3) subiram 109%. Finalmente temos as ações na Minerva (BEEF3) com alta de 95,91%. O Ibovespa, no mesmo período, subiu pouco mais de 31%.

Nossas recomendações

Conforme vimos, todas as empresas são bem estruturadas, viram suas receitas subir fortemente, impulsionadas pelo dólar e, principalmente, em função da Peste Suína Africana. Além disso, temos um movimento de desalavancagem em curso, que pode trazer ainda mais retorno para seus acionistas.

Por outro lado, nossos analistas ainda são um pouco céticos em relação aos cases, especialmente quando falamos de recomendações de longo prazo em um setor de commodities e com margens tão apertadas. Dessa forma, acompanhamos de perto a movimentação do setor e esperamos mais valorização das ações - pelo menos nos próximos 12 meses.

Atualmente, visando captar esse movimento de médio prazo, temos duas recomendações de compra em aberto: uma em Marfrig (MRFG3) e outra em Minerva (BEEF3), pela Estratégia do Rastreador de Tendências.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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*Dívida Líquida/EBTIDA

Um dos indicadores mais utilizados para medir a alavancagem de uma empresa é o índice Dívida Líquida sobre o EBITDA. O EBTIDA é o lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização. O EBTIDA também pode ser considerado uma medida de "geração de caixa".

Esse indicador dá ao investidor a noção de quanto tempo levaria (em anos) para uma empresa pagar a sua dívida. Dessa forma, uma empresa que tem a Dívida Líquida/EBTIDA de 2 significa que ela demoraria 2 anos de "Geração de caixa" medida pelo EBITDA para ''cobrir'' sua dívida líquida.

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