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Indústria - Análise Setorial

Hoje traremos uma versão resumida de um dos relatórios setoriais que distribuímos aos nossos clientes: Indústria - Análise Setorial

O setor em 2018

Em 2018, a produção industrial apresentou evolução de 1,1%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias:

Bens duráveis

A parte de bens duráveis foi o grande destaque do ano, com crescimento de 7,6%, sendo impulsionada pela ampliação na fabricação de automóveis (+10,8%) e eletrodomésticos da linha marrom (+4,4%).

Bens de capital

Bens de capital registraram incremento de 7,4%, com impacto positivo de equipamentos de construção (+25,2%) e transporte (+13,8%).

Bens intermediários, semi e não duráveis

Bens intermediários evoluíram 1,1%, e bens semi e não duráveis regrediram 0,3%. Mesmo com dados animadores, a recuperação ainda está muito pulverizada, uma vez que apenas 51% dos produtos analisados pelo IBGE demostraram produção física superior a 2017.

Resultados 4TRI/18

No quarto trimestre de 2018, o setor industrial recuou 1,1%. Dessa forma, interrompendo uma série positiva iniciada nos primeiros três meses de 2017. Este resultado demonstra que o segmento perdeu força no decorrer do exercício, pois no primeiro trimestre havia desenvolvido 2,8%, passando para 1,8% no período seguinte e ficando com variação de 1,2% entre julho e setembro.

Um dos maiores impactos nesta desaceleração foi observado na fabricação de automóveis, com reflexo da crise na Argentina, que absorve boa parte das exportações da área.

E em 2019?

De acordo com dados da sondagem industrial de janeiro, o setor mantém um movimento de recuperação gradual, mesmo com os efeitos pontuais mais recentes. A produção costuma cair no primeiro mês do ano, na comparação com o período imediatamente anterior, mas no início de 2019 ficou praticamente estabilizada.

Capacidade instalada

A utilização de capacidade instalada aumentou 1 ponto percentual em janeiro/19. Com isso, atingiu o patamar mais elevado dos últimos quatro anos para o mês (66%). Em contrapartida, o indicador ainda está 3 pontos percentuais abaixo da média entre 2011 e 2015. Os estoques recuaram nos últimos três meses apurados, com grande intensidade em dezembro, trazendo os volumes para próximo do planejado.

Perspectivas

O otimismo continua em crescimento constante desde outubro de 2018. Destaques para a expectativa de demanda, número de empregados e compras de matérias-primas, que atingiram o maior nível desde 2011. Por outro lado, as perspectivas para a quantidade exportada seguem abaixo da média. Após atingir o vale em 2015, o índice de intenção de investimento continua evoluindo. Este indicador apresentou variação positiva nas últimas cinco divulgações, chegando ao patamar de abril de 2014.

Produção física frente x mesmo período do ano anterior

Desempenho por segmento em 2018

Dentro dos segmentos da indústria de transformação, a maior variação de 2018 foi registrada em veículos automotores, reboques e carrocerias. O processo de renovação de frotas foi um dos grandes impulsionadores das vendas de implementos rodoviários no ano. Com a recuperação dos preços de fretes e a procura dos transportadores por maior eficiência, a demanda permaneceu aquecida no período. A produção de caminhões apresentou volumes crescentes, com grande concentração no mercado interno, reduzindo o impacto da diminuição de exportações para a Argentina.

O setor farmacêutico continuou em evolução, apresentando a segunda maior variação na indústria de transformação. O mercado brasileiro proporciona uma projeção de crescimento acima de outros emergentes, sustentado pelo tamanho e processo de envelhecimento da população. Estes fatores deverão impulsionar os resultados dos players no longo prazo, mais precisamente na área de produtos de prescrição. Outro ponto importante a ser ressaltado é a menor participação de mercado de multinacionais.

Nas atividades de papel e celulose, a produção foi impactada positivamente pela expansão de capacidade e por preços mais atrativos no mercado internacional. A demanda por produtos de fibra curta e fibra longa permaneceu em patamar elevado durante o ano, principalmente na China e na Europa. Embora o mercado interno de embalagens e sacos industriais tenha sido afetado pelo fraco desempenho da construção civil, os produtores puderam aproveitar sua flexibilidade para encontrar outros mercados para escoar seus estoques.

Maiores variações em 2018 por segmento

Empresas do setor

As empresas industriais costumam apresentar resultados cíclicos, com grande correlação com a economia nacional. A produção de bens de capital e bens duráveis demonstra esta dependência, uma vez que foram os segmentos que mais sofreram com a crise dos últimos anos.

A perspectiva é boa para o setor nos próximos anos e tende a se favorecer com a retomada da economia.

Weg (WEGE3)

Weg (WEGE3) possui alguns diferencias, tais como a estrutura financeira, a diversificação internacional, o mix de produtos e o controle de custos, além da capacidade de investimento em expansão e modernização sem a necessidade de comprometer seu resultado.

A empresa vem apresentando melhora significativa em suas receitas operacionais, aproveitando a nova conjuntura econômica e a sinergia com novos negócios. As margens ainda estão sendo impactadas devido a aquisições, mas este efeito deve se manter somente no curto prazo, com expectativa de melhores indicadores com ganhos de escala e expansão no mercado externo. Embora tenha sofrido impacto com a consolidação de resultados, o retorno sobre o capital investido continua em evolução, reflexo da performance operacional e da disciplina na utilização de recursos.

Klabin (KLBN11)

A Klabin (KLBN11) , continua se aproveitando de sua flexibilidade para escolher mercados de maior rentabilidade, e a unidade Puma obteve, mais uma vez, recorde de produção. A empresa apresenta evolução constante em seu volume de vendas, embora tenha sido afetada pelo tabelamento do frete e pela elevação no custo de insumos na última apuração. A perspectiva é boa para o setor, mas alguns desafios devem permanecer, como é o caso da baixa demanda da indústria cimenteira no Brasil, impactando o resultado de embalagens.

A companhia possui posição consolidada no mercado de papel e embalagens, sendo a líder nos segmentos de caixas de papelão ondulado e cartões revestidos no Brasil. Sua estrutura verticalizada e a base diversificada de clientes do setor de alimentos possibilitam maior eficiência operacional, acarretando em margens acima da média do setor. A característica cíclica da indústria de produtos florestais e papéis reduz a previsibilidade do negócio, embora a capacidade de aumentar as exportações e mudar a proporção de produtos vendidos acabe compensando parcialmente a volatilidade dos resultados no longo prazo.

Fontes: CNI, Quantum Axis, IBGE, Weg RI e Klabin RI

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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