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Inflação - Análise de Indicadores Econômicos

A última divulgação do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do país, demonstrou desaceleração do índice de preços, passando de 0,13%, em agosto, para 0,09%. Este é o menor patamar para o mês de setembro desde 2006. Com esta movimentação, a inflação medida em doze meses caiu de 4,30% para 4,28%, pois no mesmo mês do ano anterior o indicador havia apresentado variação positiva levemente acima (0,11%). O percentual acumulado em um ano continua abaixo da meta do Banco Central, que estipula 4,50% ao ano como centro do alvo, com tolerância de 1,5% para mais ou para menos.

Na apuração do IBGE, divulgada em 21 de setembro, o grupo de alimentos tiveram deflação de 0,41% após alta de 0,03% em agosto. Como representa um quarto do orçamento das famílias e tem peso considerável no cálculo da inflação, contribuiu com retração de 0,10 ponto percentual no total. Os alimentos para consumo em casa caíram 0,70% em setembro, com destaque para cebola (-18,51%) e batata-inglesa (13,65%), que tiveram o terceiro mês seguido de diminuição nos preços. Compensando parcialmente, a alimentação fora de casa apresentou variação positiva de 0,12%, contra uma alta de 0,84% em agosto.

Em combustíveis houve queda de 0,19% nos preços em setembro, a terceira consecutiva. A gasolina recuou 0,07% e o etanol teve variação negativa de 1,36%. Em contrapartida, o óleo diesel se elevou em 2,41%, mais que compensando a queda de 0,50% de agosto. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a gasolina é vendida em média a R$ 4,65 no Brasil, se mantendo no patamar mais elevado dos últimos dez anos. Por este motivo existe grande pressão política para modificação da política de reajustes instituída pela Petrobras. No último fechamento, o petróleo brent atingiu US$ 78,80.

A tarifa de energia elétrica continua pesando no grupo de habitação, embora tenha desacelerado frente a agosto. Com um incremento de 0,34%, bem abaixo da variação de 3,59% do mês anterior, fechou o sétimo período seguido de alta. Tanto no ano como no acumulado de doze meses, a energia elétrica corresponde ao segundo maior impacto no índice de preços, ficando atrás apenas da gasolina. No ano, a tarifa já subiu em média 13,28% e continua em vigor a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com cobrança adicional de R$ 0,05 para cada kwh consumido.

Ainda em habitação, o gás encanado apresentou crescimento de 0,78%, com impacto do reajuste de 2,52% nas tarifas do Rio de Janeiro. Taxa de água e esgoto variou 0,71% com reajustes de 9,98% em Belém, 5,94% no Rio de Janeiro e 4,31% em Belo Horizonte.

Análise de Retorno Real

A taxa Selic é um dos principais meios de política monetária utilizada no Brasil, sendo uma grande aliada no combate à inflação. Seu patamar costumava ser elevado, atingindo facilmente dois dígitos e permanecendo assim por longos períodos. Entre 2003 e 2009, este importante balizador se manteve acima de 10% ao ano, chegando a incríveis 19,75% em maio de 2005. Após atingir este ápice, foi caindo gradualmente até chegar a 8,75% em julho de 2009. A partir daí, foi possível observar algumas variações, chegando a 7,25% em 2012, voltando aos dois dígitos logo depois e permanecendo em 14,25% ao ano até outubro de 2016.

Quando chegou a esse patamar, em julho de 2015, a inflação ainda estava pressionando, com IPCA acumulado em doze meses de 9,56%. Desta forma, considerando o CDI acumulado em doze meses, a taxa real de juros estava na casa de 2,3%. Conforme esta política foi surtindo efeito, o índice de preços foi caindo, chegando a 7,87% em outubro de 2016, período em que ocorreu o primeiro corte na taxa Selic no ciclo atual, passando para 14% ao ano.

Com a recessão econômica e a retração no consumo, a inflação continuou em queda, chegando a 3% em junho de 2017, quando foi possível observar a maior taxa de juro real dos últimos anos (9,57%). Neste período, a política monetária estava ficando cada vez mais flexível, muito em função da necessidade de impulsionar a economia e da queda dos preços. Então, o melhor momento para investir na renda fixa tradicional foi no início de 2016, quando o retorno, considerando o poder aquisitivo, entrou em crescimento.

A partir do momento que o índice de preços se estabilizou um pouco abaixo de 3%, a rentabilidade do principal balizador da renda fixa passou a cair, juntamente com a sequência de cortes na taxa básica. Neste período de retração, os títulos prefixados se beneficiaram com a precificação a mercado.

Atualmente, o cenário é completamente diferente. O ciclo de cortes na taxa básica chegou ao fim e o quadro de incertezas no campo político, em conjunto com a elevação gradual na taxa norte americana, pressionam o câmbio e trazem grande volatilidade no mercado de juros. Em renda fixa, nosso foco está em debêntures incentivadas, que possuem isenção fiscal e, em muitos casos, ganhos acima de títulos púbicos federais.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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