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Inflação e juros

Hoje traremos um panorama da inflação e juros e os desdobramentos desses indicadores sobre a nossa economia.

Economia em recuperação, mas desafios seguem

Os indicadores econômicos indicam uma recuperação gradual da economia, embora ainda esteja operando com alta ociosidade dos fatores de produção. A utilização da capacidade instalada da indústria está próxima de 77%. Já a taxa de desemprego ainda é muito elevada, ficando em 11,7%. O cenário externo continua desafiador para países emergentes com o aumento da aversão ao risco nos mercados, a normalização das taxas de juros em economias mais desenvolvidas e as incertezas no comércio internacional.

Com este cenário, a expectativa é que a inflação feche 2018 próxima a 3,7%. Para 2019 e 2020, o índice de preços deve entrar em elevação gradual, ficando próximo de 4% em cada ano. Estas estimativas podem ser modificadas de acordo com alterações no cenário base. Por um lado, o alto nível de ociosidade pode produzir uma trajetória abaixo do esperado, enquanto a falta de reformas para ajustar as contas do governo pode gerar o efeito contrário. Neste sentido, é muito importante ficar atento a agenda fiscal do poder executivo e ao comportamento da nova legislatura.

Taxa de juros

De acordo com nossas estimativas, a taxa básica de juros deve entrar em elevação a partir do segundo semestre de 2019. A Selic esperada para o fechamento do próximo ano é de 7,50%. Observando o comportamento dos contratos de DI futuro, é possível identificar redução nas taxas em toda curva, com maior intensidade nos vencimentos de longo prazo. De agosto de 2018 até o fechamento de novembro do mesmo ano, os contratos para janeiro de 2020 caíram 19,6%, com corte de 1,70 ponto percentual. Já a taxa para 2025 diminuiu 2,53 pontos percentuais, representando uma variação negativa de 20,9%.

Antes da queda nos contratos de DI, os mercados foram impactados pela greve dos caminhoneiros, por incertezas com o quadro eleitoral e um cenário externo turbulento. Neste último caso, vale ressaltar o aperto na política monetária de países de economia avançada e a guerra comercial entre China e Estados Unidos. Além disso, podemos citar e a crise em nações emergentes, tais como Turquia e Argentina. No mercado interno, destaque para a manutenção da taxa Selic em 6,5% ao ano e a desvalorização do real frente ao dólar.

Cenário pós-eleições

Com a definição das eleições, as incertezas foram dirimidas e o mercado reduziu o prêmio por risco cobrado por ativos em geral. Somente em outubro, a carteira teórica da Anbima com títulos de longo prazo (IMA-B5+) apresentou variação positiva de 10,7%. Esse foi o maior retorno mensal desde o inicio da série em 2003. Os papéis foram beneficiados pela queda nos juros futuros, pois contam com marcação a mercado.

Gráfico da curva de juros futuros

Inflação (IPCA)

O IPCA referente a novembro demonstrou deflação de 0,21%. Lembrando que, em  outubro havia fechado com inflação de 0,45%. Este é o menor patamar para o mês desde a implantação do Plano Real em 1994. Com esta movimentação, a inflação medida em doze meses caiu de 4,56% para 4,05%. O percentual acumulado em 2018 continua abaixo da meta do Banco Central, que estipula 4,50% ao ano como centro do alvo.

Transportes

Na apuração do IBGE, divulgada em 7 de dezembro, o grupo de transportes registrou a maior variação negativa, com impacto de -0,14 ponto percentual no índice de preços. Com deflação de 0,74%, compensou parcialmente a elevação de 0,92% do mês anterior. Destaque para a redução de 2,42% em combustíveis, com grande contribuição da gasolina, que ficou 3,07% mais barata. Este movimento é reflexo da queda no preço do petróleo no mercado internacional, muito em função da desaceleração da economia mundial e de temores com o excesso de oferta. Vale ressaltar que a produção nos Estados Unidos e na Arábia Saudita está em nível recorde.

Habitação

No grupo habitação houve deflação de 0,71%, frente a uma variação positiva de 0,14% do mês anterior. Destaque para a queda de 4,04% no item energia elétrica, representando a maior contribuição negativa no IPCA. Esta diminuição é explicada pela mudança na bandeira tarifária, pois em novembro passou a vigorar a bandeira amarela, com cobrança adicional de R$ 0,01 para cada kwh consumido. Em outubro, a cobrança adicional era de R$ 0,05 para cada kwh consumido, com bandeira vermelha patamar 2 em vigor. O gás encanado ficou 2,08% mais caro devido ao reajuste tarifário no Rio de Janeiro.

Demais grupos

Em saúde e cuidados pessoais foi registrada deflação de 0,71%, contra uma elevação de 0,27% do mês anterior. Itens de higiene pessoal ficaram 4,65% mais baratos, sendo o grande destaque do grupo. No vestuário a retração foi de 0,43%, sendo que outubro havia apresentado acréscimo de 0,33%. Roupas masculinas, femininas e infantis tiveram deflação de 0,63%, 1,28% e 0,43%, respectivamente.

No grupo alimentação e bebidas o índice desacelerou de 0,59% para 0,39%, compensando parcialmente a redução de preço em outros segmentos. Os itens que ficaram mais caros foram cebola (24,45%), tomate (22,25%), batata-inglesa (14,69%) e hortaliças (4,43%).

Gráfico da variação do IPCA

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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