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Juros em baixa e os melhores investimentos para 2018 e 2019

Ainda não chegamos na metade do ano, mas já é hora de falarmos sobre o cenário de juros em baixa e os melhores investimentos para 2018 e 2019. E a grande questão que ‘’liga’’ o restante de 2018 com 2019 é, especialmente, a eleição presidencial. Ainda que não tenhamos, até agora, a definição dos candidatos, o perfil desejado do próximo presidente já foi definido: um presidente reformista.

Reformista significa alguém que consiga avançar em reformas importantes, como a da Previdência, ou ainda nas privatizações. Claro, o ideal seria alguém que conseguisse diminuir de forma considerável o tamanho no Estado, reduzindo impostos e deixando os empreendedores, empresas e consumidores ‘’empurrarem’’ para frente a nossa economia. Porém, o mercado já parece se contentar com alguém que ‘’estanque’’ o nosso déficit fiscal e não deixe o país quebrar.

Assim, caso tenhamos um presidente com esse perfil, a expectativa é de que os juros permaneçam em baixa e a nossa economia seguindo o seu caminho de recuperação gradual. Nesse caso, teremos em 2019 uma continuação do que esperamos para 2018.

Riscos

Além do risco de não termos um presidente que banque uma agenda reformista, temos também o risco de alguma crise externa, que pode impactar diretamente no Brasil e nos forçar a rever as nossas projeções. Quem acompanhou o mercado nas últimas semanas, viu o tamanho da volatilidade somente pela possibilidade de uma Guerra Comercial entre EUA e China.

Para o curto e médio prazos, porém, a expectativa é de que o mundo não seja abalado por alguma grande crise. A maiorias das grandes economias do mundo seguem crescendo, mesmo que moderadamente. EUA, Zona do Euro, China e Japão são bons exemplos. A situação controlada lá fora tende a ajudar para o dólar ficar em uma faixa de R$ 3,30 até R$ 3,50. Contudo, caso tenhamos alguma crise mais aguda, a moeda americana pode subir mais.

Por outro lado, como já comentado, estamos monitorando de perto uma possível desaceleração da economia mundial, da impressão (ainda sem limites) de dinheiro por parte dos Banco Centrais e a elevação de juros acima do esperado nos EUA – o que poderia tirar capital do Brasil para direcionar a outros mercados. Logicamente todos os nossos clientes serão avisados caso ocorra essa mudança de rumo.

Em relação aos fatores macroeconômicos, de maneira resumida, esperamos o seguinte:

Juros

Na última reunião, em março, o Copom baixou a Selic para 6,5%, o menor patamar da história. Esperamos para a próxima reunião, em maio, que o Copom repita a dose e baixe os juros para 6,25%. Já na reunião de junho, esperamos que a taxa seja mantida em 6,25% e que isso se repita até o final de 2018.

Para 2019, a expectativa é de que, mantendo-se o cenário atual, os juros possam fechar o ano em até 8,0%. Obviamente esse cenário de leve alta seria possível com o crescimento da economia e/ou da inflação. Interessante ressaltar que, mesmo que os juros subam para 8,0% no ano que vem, em termos históricos a taxa continuará muito baixa.

Inflação

Já a inflação, medida pelo IPCA, segue acomodada. No ano, o IPCA sobe pouco mais de 0,7%. Em 12 meses, a inflação chega a 2,68%, ainda abaixo do piso do BC de 3%. Quem nos acompanha, pôde perceber que não são pontuais as divulgações com números de inflação em patamares nunca vistos.

Esperamos que a inflação continue acomodada e que feche 2018 com algo em torno de 3,5%. Para 2019, a expectativa é de alta de 4%. Nesse cenário, os juros podem continuar em baixa.

PIB

Finalmente falaremos a respeito da expectativa de crescimento para a nossa economia. Para 2018, esperamos que o PIB cresça algo em torno de 3%. Para 2019, a economia brasileira pode crescer de 3% a 4%. Este desenvolvimento, ainda moderado, não deve impactar na inflação, colaborando para que os juros permaneçam em baixa.

Cenário geral

Com isso, já temos o nosso cenário base desenhado: economia se recuperando de forma moderada, inflação em baixa e juros em patamares historicamente baixos.

Dado esse cenário, ONDE INVESTIR EM 2018 E 2019?

Renda Fixa

Títulos atrelados à Selic ou ao CDI (Fundos de Renda Fixa, LCIs, LCAs, CDBs, LCs, etc)

Nossa recomendação é de maior exposição em títulos atrelados ao CDI e a Selic. Entendemos que esse é um momento para aguardar uma melhora nas taxas pagas em títulos prefixados e atrelados a inflação. Dessa forma, recomendamos títulos com prazos mais curtos de vencimento.

Porém, para quem quiser garantir taxas para prazos maiores (acima de 24 meses), já observamos títulos remunerando melhor (em termos de CDI) do que há alguns meses atrás.

Títulos Prefixados e Atrelados à Inflação (Tesouro Direto, debêntures, etc)

Continuamos recomendando baixa exposição em prefixados e exposição média em títulos atrelados à inflação. Conforme comentado acima, preferimos aguardar melhores remunerações para essas classes de títulos. De qualquer forma, em uma carteira diversificada mantemos exposição nesses títulos, através dos Fundos Multimercados.

Dentre os títulos de renda fixa atrelados à inflação, destacamos as debêntures. Caso você queira saber mais, sugiro a leitura do artigo Vale a pena trocar meus títulos públicos por crédito privado?

Fundos Multimercados

Com o cenário de juros em baixa, os Fundos Multimercados são um ótimo caminho para quem quer turbinar os seus ganhos no mercado financeiro. Porém, cada Fundo Multimercado tem características, composições de carteira e perfis diferentes. Alguns estão mais ‘’comprados’’ em bolsa, outros contam com maior exposição no exterior ou em renda fixa.

O nosso trabalho aqui na Capitalizo é justamente recomendar os melhores Fundos para o perfil de cada investidor. Seja ele mais agressivo ou mais conservador.

A exposição em Multimercados, porém, é quase obrigatória para quem quer que sua carteira de investimento possa render mais. Temos exemplos de Fundos que renderam, por exemplo, 21,7% em 12 meses, enquanto o CDI rendeu pouco mais de 8%.

Caso queira saber mais a respeito dos Fundos Multimercados, confira o nosso artigo Fundos Multimercados, vale a pena? Saiba agora

Investimentos no Exterior e COEs

Já tivemos uma recomendação maior de exposição no exterior, especialmente, em Bolsa Valores. Porém, após as altas nos mercados de EUA, Europa e Japão, diminuímos drasticamente as recomendações. Existem, porém, alternativas interessantes para a diversificação, especialmente em títulos de renda fixa no exterior.

Caso você queira entender mais sobre investimentos no exterior, leia o nosso artigo Como investir no exterior – Fundos de Investimentos.

Além disso, seguimos com as recomendações de COEs (Certificados de Operações Estruturadas). Para quem ainda não conhece, o COE nos dá a possibilidade de entrar em um investimento com ganho ilimitado e, se no vencimento tiver dado prejuízo, o investidor recebe o valor investido de volta. Temos novidades de COEs todos os meses.

Fundos Imobiliários

O mercado imobiliário segue em recuperação, principalmente em São Paulo, onde já observamos uma crescente nas vendas e nos lançamentos. Os Fundos Imobiliários, porém, anteciparam boa parte dessa expectativa e subiram de forma consistente nos últimos 24 meses. Somente o IFIX (índice de referência do mercado imobiliário), subiu quase 60% em 24 meses. Contudo, muitos Fundos Imobiliários mais do que dobram de preço no período.

Seguimos otimistas em relação a continuidade da recuperação do mercado imobiliário. Porém, é inegável que atualmente é preciso garimpar mais para encontrar oportunidades de Fundos Imobiliários com preços atrativos. Caso você queira conhecer uma dessas oportunidades, confira o vídeo que fizemos a respeito do CSHG Real Estate (HGRE11).

Bolsa de Valores, Carteiras de Ações, Fundos de Investimentos em Ações

Se para outras classes de investimentos o cenário de juros e inflação em baixa em conjunto com a recuperação da economia é importante, para a Bolsa de Valores são componentes essenciais. Dessa forma, enxergamos diversas oportunidades tanto para quem quer especular no curto prazo quanto para quem quer montar uma carteira de ações para o longo prazo.

Quem é nosso cliente pode citar apenas alguns exemplos mais recentes, recomendações em alguns dos ativos que mais subiram nos últimos 12 e 24 meses, tais como Magazine Luiza (MLGU3), Localiza (RENT3), Tegma (TGMA3) e Locamerica (LCAM3).

Caso você queira entender mais a respeito dessas oportunidades e recomendações, confira nossos artigos na pasta Materiais Essenciais

Conclusão

Deveremos experimentar muita volatilidade nos próximos meses, especialmente em função das eleições desse ano. Porém, é inegável que tanto 2018 quanto 2019 serão anos muito importantes para consolidação de um cenário muito positivo para o mercado financeiro. Tanto em função do crescimento do PIB quanto na manutenção dos juros e da inflação em patamares baixos.

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