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Magazine Luiza MGLU3 e as oportunidades com a Copa do Mundo - Radar de Empresas

Temos recebido algumas perguntas de investidores a respeito de como a Magazine Luiza pode se beneficiar com as vendas para a Copa do Mundo. Além disso, são comuns os questionamentos envolvendo a entrada de novas empresas de vendas online no Brasil, como por exemplo, a Amazon. Dessa forma, vamos falar a respeito de Magazine Luiza MGLU3 e as oportunidades com a Copa do Mundo. Além disso, vamos passar um resumo de como a empresa vem se posicionando em relação as ameaças de novos entrantes no mercado.

Copa 2018

Em números divulgados pelo Extra (rede de supermercados do Grupa Pão de Açúcar), estima-se que a venda e televisores para a Copa do mundo desse ano, avancem até 50%. Isso levando em conta a comparação com 2014. Desses novos aparelhos, as projeções indicam que, pelo menos, 35% das novas vendas sejam de televisores 4k. Além disso, será a primeira Copa do Mundo com transmissão 100% digital.

De olho nesse mercado, a Magazine Luiza já iniciou a sua campanha para troca de televisores. Nessa campanha, o cliente pode levar o seu aparelho antigo e ganhará crédito na compra de um produto novo, independente da marca. Os descontos vão de R$50 a R$1.500, dependendo do tamanho, da idade e tecnologia da TV. Abaixo segue a imagem da campanha:

campanha

 

Posicionamento da empresa

Em 2014, a Magazine Luiza emitiu relatório da administração enfatizando o ciclo digital e a sustentabilidade nos negócios. Naquele momento, ficou claro que a empresa estava ciente da evolução digital em diversos setores da economia nacional. E de que deveria se adaptar rapidamente a essa nova realidade. A partir desta constatação, começou a inovar, com crescimento em seu modelo multicanal, ampliação de sua plataforma digital e automação de suas lojas e centros de distribuição. Com esta movimentação, conseguiu reduzir o tempo de realização de vendas, além de agilizar as operações comerciais pelo site e reduzir seu prazo de entrega.

As áreas de logística, tecnologia da informação e inovação passaram por mudanças consideráveis ao longo dos últimos anos, resultando em otimização de processos, ganhos de produtividade e redução de custos. A estratégia observada neste contexto, demonstra que a companhia buscou eficiência para incrementar margens, permitindo a adoção de uma gestão de estoques mais flexível. O prazo de permanência de estoques aumentou sensivelmente. Contudo, a necessidade de capital de giro melhorou, financiando as operações a partir de melhores condições com fornecedores.

Indicadores

Com ganhos operacionais e geração de caixa robusta, a empresa conseguiu reduzir seu endividamento consideravelmente. Em 2015, a dívida bruta fechou o ano em R$ 1,82 bilhão e as disponibilidades chegaram a R$ 1,11 bilhão. No último balanço divulgado, até o fechamento desde relatório, o passivo oneroso chegou a R$ 871,5 milhões. Já o montante em caixa e aplicações financeiras a R$ 1,67 bilhão, revertendo a situação de dívida líquida para caixa líquido. Desta forma, a alavancagem financeira foi modificada drasticamente, tendo as disponibilidades superado o montante de empréstimos e financiamentos.

A estrutura de capital passou a ser mais conservadora com essa situação. Além, claro, da influência de nova emissão de ações realizada em 2017. O capital social realizado passou de R$ 606,5 milhões para R$ 1,72 bilhão e as reservas de lucros passaram de R$ 16,1 milhões para R$ 328,3 milhões em dois anos. Assim, o patrimônio líquido variou 360% no período, totalizando R$ 2 bilhões no fechamento de 2017. Com essas modificações nas atividades de financiamento, a Magazine Luiza melhorou sua estrutura de capital, oferecendo menor risco ao negócio e proporção de capital de terceiros de 42% sobre o capital próprio.

Indicadores

Nossa visão sobre o ativo

Continuamos muito otimistas com o case de Magazine Luiza. Após a nossa recomendação, em 22 de novembro, o ativo já rendeu mais de 55% na Carteira Top Recomendadas.  Estimamos um cenário com a diminuição do endividamento, o aumento de investimentos em tecnologia e a continuidade da gestão eficiente das operações.

Dessa forma, a expectativa é que o preço de MGLU3 chegue a pelo menos R$120,00. Assim, considerando o preço atual (R$97,04), as ações teriam potencial de subir mais 23,6% nos próximos 12 meses. Lembrando que, essa projeção de preço alvo pode ser revista, em função de novas projeções e expectativas.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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