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Do ponto de vista do investidor, o mercado de seguros é um dos mais atrativos para se investir. Não é à toa que Warren Buffet, o maior investidor de todos os tempos, deve boa parte dos seus retornos às empresas de seguros.

Dentre os principais motivos que Buffett gosta do setor, estão:

Rentabilidade

As empresas seguradoras normalmente têm uma estrutura ‘’leve’’ e trabalham fortemente o lado comercial. O resultado costuma ser uma Rentabilidade Sobre o Patrimônio bastante elevada. Em empresas como o IRB Brasil (IRBR3), esse número é de quase 40%. Inclusive, o IRB é a empresa mais rentável do mundo no setor de resseguros.

‘’Não há risco ruim, mas seguro mal taxado’’

Essa frase fenomenal só poderia ter vindo de Warren Buffett. O que ele quis dizer é que, quanto maior o risco de se fazer o seguro de algo, mais caro esse seguro vai ser. Tomemos como exemplo uma Ferrari, cujo seguro é astronômico. O dono de um carro como esse não tem muita margem para barganhar o valor do seguro com a seguradora. Essa, por sua vez, não vai aceitar cobrar pouco por algo que tem risco elevado. Portanto, ter o poder de barganha e conseguir definir os preços é muito importante para qualquer empresa ser rentável. E Buffett sabe muito bem disso.

Receber antes e pagar depois

É muito comum, em diversas empresas, primeiro pagar os fornecedores para, somente após a venda dos produtos, receber dos clientes. No mercado de seguros, o fluxo é o contrário: primeiro as pessoas pagam o seguro e, somente após a ocorrência de algum sinistro, recebem os valores. Em alguns casos, em que o sinistro pode não ocorrer, como por exemplo em seguros de casas, é possível que a seguradora nunca tenha que desembolsar algum valor. Além disso, todo o valor pago pelos seguros é aplicado, normalmente em Renda Fixa. O que gera ganhos financeiros para as seguradoras.

Além de tudo isso, aqui no Brasil, o mercado ainda tem baixa penetração e um potencial fantástico de crescimento. Os brasileiros ainda se protegem muito pouco com seguros.

Confira o panorama atualizado do mercado de seguros no Brasil e entenda como pode ser rentável investir nas ações de seguradoras.

Mercado Segurador

A arrecadação total do mercado de seguros, excluindo DPVAT, cresceu 11,3% nos primeiros sete meses do ano, comparando com o mesmo período do ano anterior. Mesmo com este resultado, ainda é possível observar um comportamento heterogêneo entre os ramos e segmentos. Destaque positivo para as variações positivas em planos de risco prestamista (24,7%) e de vida (18,2%) e de acumulação da família VGBL (14,3%). Por outro lado, o segmento de automóveis (0,1%) continua praticamente estagnado.

No acumulado de doze meses encerrados em julho de 2019, a arrecadação cresceu 5,5%, com forte recuperação a partir de abril. Este movimento é explicado pela retomada dos planos de acumulação, uma vez que até o quarto mês do ano apresentavam retração de 7,8% e na última apuração entraram em campo positivo, chegando a 2,7%. Com a aprovação da reforma da previdência na Câmara do Deputados e o andamento do projeto no Senado, o interesse por produtos privados aumentou substancialmente, principalmente na família VGBL. Compensando parcialmente, a taxa de crescimento de emplacamentos de veículos continua se distanciando da arrecadação com seguros neste segmento.

Os planos de risco continuam apresentando o melhor desempenho do setor. O seguro prestamista vem sendo influenciado positivamente pelo aumento na concessão de crédito para pessoas físicas, e mudanças nas preferências das famílias, como parte de um novo cenário econômico e social, favorecem o aumento da demanda por seguro de vida. Planos de acumulação, embora com rendimento reduzido devido à queda nas taxas de juros, devem continuar incrementando a arrecadação devido à maior atratividade da previdência privada.

Como principais direcionadores para o curto prazo ressaltamos a retomada da economia nacional, com dados animadores no varejo e em serviços, juros no menor nível histórico e índice de preços sob controle. Em contrapartida, ressaltamos a crise na Argentina, com efeito negativo no setor automotivo, perspectiva negativa para a produção na indústria e desaceleração na atividade global. Nesse último caso, vale ressaltar o afrouxamento quantitativo na Europa e enfraquecimento da indústria na Alemanha.

Parte do segmento apresenta comportamento resiliente, impulsionada pela recuperação gradual de algumas áreas da economia e maior necessidade de cobertura sobre bens e atividades empresariais. A arrecadação mensal de cobertura de pessoas demonstra que o segmento mantém viés de alta desde 2015, sem impacto relevante da crise econômica e o alto nível de desemprego.

Empresas da B3

Quanto às empresas do setor, existem alguns desafios em curto prazo. Vale lembrar, ainda, que possíveis modificações podem afetar estratégias de investimento em suas ações. No que diz respeito às receitas, o principal componente a ser observado é a variação no resultado financeiro das companhias e o impacto da queda da taxa de juros. Uma vez que a grande maioria das aplicações estão concentradas em ativos atrelados ao CDI.

No longo prazo, porém, o cenário ainda é muito positivo.

BB Seguridade (BBSE3)

O lucro líquido da BB Seguridade chegou a R$ 1,078 bilhão no segundo trimestre, 18,5% acima do mesmo período do ano anterior. O resultado é reflexo do bom desempenho da BB Corretora, aumento de prêmios ganhos e melhora no índice de sinistralidade, sendo parcialmente compensados pelo resultado abaixo das expectativas em previdência. Consideramos o resultado positivo, uma vez que tanto a área operacional como a financeira apresentaram números consistentes.

BB Seguridade divulgará os resultados do 3T19 no dia 04/11, antes da abertura do pregão.

Porto Seguro (PSSA3)

A Porto Seguro registrou crescimento de 13,7% no lucro líquido do segundo trimestre, totalizando R$ 380,9 milhões. A queda de 27,7% no resultado operacional de seguros foi totalmente compensada pelo aumento de 46,5% no resultado financeiro consolidado e pela menor taxa efetiva de tributos sobre lucro. Destaque para o incremento nos prêmios auferidos em seguro saúde, com impulso do volume de vendas no segmento pequenas e médias empresas. A captação de previdência caiu consideravelmente devido ao crescimento das portabilidades cedidas.

Porto Seguro divulgará os resultados do 3T19 no dia 04/11, antes da abertura do pregão.

Sul América (SULA11)

A Sul América apresentou lucro líquido de R$ 260,8 milhões no segundo trimestre, representando um crescimento de 92,6% frente ao mesmo período do ano anterior. Destaque para a evolução na receita operacional no segmento de saúde e odontológico, que contou com aumento no número de beneficiários, manutenção no volume de vendas novas e patamar elevado de retenção. O foco da empresa continua no processo de expansão regional, sendo que na última apuração ganhou 0,3 p.p. em participação de mercado em saúde suplementar, alcançando 10,6% e se firmando como terceiro maior player segundo dados da ANS.

Sul América divulgará os resultados do 3T19 no dia 07/11, após o fechamento do pregão.

IBR Brasil (IRBR3)

O IRB Brasil registrou avanço de 21,7% no volume total de prêmios emitidos no segundo trimestre de 2019, comparando com mesmo período do ano anterior, totalizando R$ 2,355 bilhões. Desse valor, R$ 1,380 bilhão corresponde a prêmios emitidos no Brasil (59%) e R$ 975,4 milhões no exterior (41%). No mercado interno, destaque para o desenvolvimento do setor de atuação, com aumento no número de novos contratos em riscos especiais, property e de vida. Fora do país, a receita foi influenciada pela apreciação do dólar e maior participação
em contratos existentes.

O lucro líquido superou em 35,2% o apresentado no segundo trimestre de 2018, totalizando R$ 388,4 milhões. O resultado é fruto do crescimento no prêmio emitido e da consequente evolução no resultado de subscrição, em conjunto com a manutenção no índice de despesa administrativa e melhora no resultado financeiro. O retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) subiu 6 pontos percentuais, passando de 33% para 39%.

O IBR Brasil divulgará os resultados do 3T19 em 06/11, após o fechamento do mercado.

Rentabilidade das ações na B3

Em termos de rentabilidade das principais ações do setor de seguros negociadas na B3, destacamos:

IRB Brasil (IRBR3) 

Apesar de ser uma empresa antiga, as ações do IRBR3 podem ser consideradas ''novatas'' na B3. O ativo, que começou a ser negociado apenas em julho de 2017 e que tem sido um dos destaques das nossas recomendações, teve a incrível alta de mais de 372% no período.

BB Seguridade (BBSE3)

As ações estrearam na B3 em 2013. Em termos de rentabilidade, as ações BBSE3 subiram pouco mais de 213% no período. Se por um lado ela ficou na ''lanterninha'' em relação aos seus pares, por outro, justamente por não ter subido e ter visto seu lucro aumentar, hoje ela paga um dos maiores retornos em pagamento de dividendos, com Yield beirando os 9%.

 Porto Seguro (PSSA3) 

Porto Seguro é a mais antiga do grupo na B3. Desde novembro de 2014, quanto fez seu IPO, as ações subiram mais de 1.773%:

Sul América (SULA11)

Finalmente temos Sul América, que está na B3 desde outubro de 2017. De lá para cá suas ações subiram mais de 964%:

Seja pela possibilidade de valorização ou pelo ''gordo'' pagamento de proventos, concordamos com Warren Buffett em recomendar uma exposição de parte da carteira em empresas do setor de seguros.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão, Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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