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Mercado de Seguros no Brasil

Hoje trazemos uma breve análise do Mercado de Seguros no Brasil e comentários a respeito da BB Seguridade (BBSE3).

Mercado segurador

De acordo com dados divulgados até novembro de 2018, a arrecadação total do mercado de seguros chegou a R$ 221,4 bilhões. Esse número ficou 0,7% abaixo do mesmo período do ano anterior. Excluindo DPVAT, que tem a tarifa definida pelo governo, a variação negativa foi de 0,1%, ou seja, indicando que os números ficaram praticamente estáveis desde 2017. Alguns ramos apresentaram grande evolução enquanto outros regrediram na apuração, demonstrando certa assimetria no desenrolar do segmento.

Destaques

Destaque positivo para as áreas de transportes (15,9%), rural (11,9%), patrimonial (9,2%), garantias estendidas (8,1%), e automóveis (6,5%). Em cobertura de pessoas apenas planos de risco apresentam crescimento, mais precisamente em seguro coletivo (10,3%) e seguro individual (10,0%). Em contrapartida, os planos de acumulação registraram retração até novembro, com queda de 8,9% na família VGBL e de 5,8% em PGBL.

Transportes

O desempenho no grupo de transportes se mantém acima da média, sendo influenciado, principalmente, pela implantação do Conhecimento de Transporte Eletrônico. O documento digital contribui com redução de custos de impressão e armazenagem de papéis fiscais, simplificação de obrigações acessórias e redução no tempo de parada de caminhões em postos fiscais.

Rural

Na área rural, a expectativa é que a safra de 2019 quebre novos recordes. Isso contribui para o aumento na demanda por proteção na atividade agrícola. Segundo dados da Federação Nacional de Seguros Gerais, a subvenção do governo federal para o segmento deve aumentar em 2019, passando de R$ 370 milhões para próximo de R$ 450 milhões.

Variação nominal da arrecadação

Patrimonial

No grupo de grandes riscos patrimoniais, a arrecadação segue volátil. Ainda existe a necessidade de um crescimento econômico mais consistente, uma vez que a classe empresarial depende de sinais mais definidos para colocar em prática projetos de investimento. Mais precisamente no desenvolvimento de infraestrutura.

Automóveis

O seguro de automóveis, carteira mais representativa em ramos elementares, continua apresentando bons resultados, reflexo do bom desempenho nas vendas de veículos.

Capitalização

Em capitalização, a arrecadação cresceu 3,1% no acumulado até novembro. Este resultado é positivo, pois está acima de outras modalidades que também podem ser utilizadas para constituição de reservas. O número de beneficiários de planos de saúde chegou a 71,5 milhões em outubro de 2018, representando uma variação positiva de 2,5% frente ao mesmo período do ano anterior. Destaque para o crescimento de 7,6% nos planos exclusivamente odontológicos. O número de beneficiários de planos de assistência médica ficou praticamente inalterado.

A receita de contraprestações das operadoras de planos de saúde caiu 18,9% na passagem de 2017 para 2018, com grande impacto da redução na taxa de cobertura dos planos privados de assistência médica. Em contrapartida, a despesa assistencial consolidada regrediu 19,5% e a despesa administrativa sofreu um corte de 25,4%. Desta forma, o segmento perdeu em faturamento, mas ganhou pontos percentuais na margem operacional. O tipo de contratação mais representativo é o coletivo empresarial, com 66,7% do total, seguido do individual ou familiar com 19,2% e do coletivo por adesão, com 13,6%.

Desempenho financeiro

Em relação ao desempenho financeiro do setor de seguros, houve redução média de 5,3 pontos percentuais no índice de sinistralidade, muito em função de ajustes tarifários e regras de underwriting. As despesas administrativas, considerando o acumulado das empresas, cresceram 5,1% em seguradoras e 6,7% em entidades abertas de previdência, com grande impacto dos investimentos em tecnologia. Em contrapartida, as companhias de capitalização registraram redução de 7% nestes gastos.

Em novembro, o setor arrecadou R$ 21,3 bilhões em prêmios diretos de seguros, contribuições de previdência e faturamento de capitalização, representando um acréscimo de 1,8% na comparação com o mesmo mês de 2017. Este resultado demonstra certa recuperação, uma vez que em setembro havia demonstrado queda de 6,9% e outubro, retração de 1,2%.

Parte do segmento apresenta comportamento resiliente, impulsionada pela recuperação gradual da economia e maior necessidade de cobertura sobre bens e atividades empresariais. Por outro lado, os planos de acumulação ainda sofrem com a alta taxa de desemprego e o ciclo de volatilidade dos ativos financeiros negociados no mercado. Um ponto chave em aplicações é o patamar reduzido da taxa de juros, fazendo os investidores optarem por alocações mais arriscadas, em busca de rendimentos superiores.

Arrecadação mensal família VBGL (R$ milhões)

Empresas do Setor

A BB Seguridade (BBSE3) registrou resultado com participações societárias 10% inferior na comparação entre o terceiro trimestre de 2018 e o mesmo período do ano anterior. Destaque para a queda em negócios de risco e acumulação, notadamente na redução de 17,1% no resultado de previdência, que foi impactado pelo fraco desempenho das aplicações financeiras.

No último período de apuração, o lucro líquido ajustado na parte de vida, habitacional e rural (BB Mapfre SH1) totalizou R$ 355,8 milhões, com evolução de 5,5% na base anual. Os prêmios emitidos cresceram 13,5%, impulsionados pela expansão de 26,6% no segmento rural, 24,3% na área prestamista e de 20,6% em habitacional. Ponto negativo para queda na emissão no segmento DPVAT (-29,7%), sendo a única variação negativa em prêmios emitidos. Do total de R$ 2,156 bilhões de prêmios emitidos, 89,5% foi retido.

Prêmio emitidos

A maior representatividade de prêmios emitidos continua sendo no segmento vida, com proporção de 41%. O desenvolvimento dessa classe foi suportado pelo aumento de 15,9% nas emissões do canal corretor, sendo parcialmente compensado pela queda de 2,1% no canal bancário. O principal canal de distribuição ainda é o bancário, sendo que 100% da emissão em habitacional, prestamista e rural, 78% do segmento vida e 89,9% do total ocorrem desta forma.

Sinistralidade

O índice de sinistralidade apresentou incremento de 0,5 ponto percentual na comparação com o terceiro trimestre de 2017 devido, principalmente, ao aumento de 6,6 p.p. na sinistralidade do segmento prestamista. Este movimento é explicado pelo acréscimo na frequência de avisos e no tíquete médio, além da queda de 6,9% nos prêmios ganhos.

A sinistralidade de rural cresceu 4,5 p.p. por causa da seca na cultura do milho safrinha. As despesas com sinistros subiram 15,7%, totalizando R$ 732,2 milhões. Em contrapartida, houve aumento de 79% na recuperação de sinistros. O valor de sinistros retidos cresceu 9% e chegou a R$ 577,1 milhões no período.

Desempenho geral

O lucro líquido ajustado da BB Seguridade atingiu 891,6 milhões no terceiro trimestre de 2018, com retração de 12,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado operacional não decorrente de juros apresentou diminuição de 1,3%.

Destaque positivo para o volume de prêmios nos segmentos rural e prestamista, melhora no índice combinado em danos e automóveis e para o crescimento nas receitas com taxa de gestão da Brasilprev.

Ponto negativo para a retração de 44,4% no resultado financeiro, que foi impactado pelo aumento na taxa de atualização dos passivos financeiros e pela queda a taxa média Selic. Ainda ocorreu um fraco desempenho com corretagem, principalmente por causa do menor volume de venda de produtos de previdência e capitalização. Neste sentido, a margem operacional da BB Corretora ficou pressionada. O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido ficou em 38,1%, com queda de 8,2 p.p. em relação ao 3T17.

Apesar dos destaques negativos, entendemos que Bb Seguridade (BBSE3), continua sendo importante veículo de exposição ao setor na B3.

Fontes: Susep, CNseg, RI BBSeguridade e ANS

Vídeo: Ações do Setor de Seguros

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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