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Motivos para não comprar BR Foods BRFS3

De agosto de 2015 até dezembro de 2017 as ações da BR Foods (BRFS3) acumulavam uma baixa de quase 50%. Como a empresa é muito conhecida por boa parte dos investidores, era normal se questionar se o momento era ideal para compra da ação. No dia  26 de dezembro de 2017, publicamos relatório '' Motivos para não comprar BR Foods BRFS3 '', alertando os nossos clientes que o momento não era o ideal para a compra das ações (mesmo com a forte baixa.)

Nesse relatório, expusemos uma serie de argumentos e dados que corroboravam com o nosso pessimismo com a empresa e que acreditávamos em mais baixas paras as ações - o que acabou acontecendo, já que as ações caíram mais de 40% após a publicação do relatório até hoje. Isso mostra que o investidor precisa estar atento ao que está acontecendo nas empresas e que nem sempre ''baixa é oportunidade de compra''.

Confira um resumo do relatório que foi enviado aos nossos clientes em dez/17:

É hora de compra BRFS3?

Com a queda de BRFS3 nos últimos meses, temos recebido alguns questionamentos se seria esse o momento de compra das ações. Nesse artigo vamos trazer um breve panorama da empresa e listas alguns motivos para não comprar BR Foods BRFS3. Confira.

Breve Histórico

Em 1934 nascia a Perdigão, em Videira, Santa Catarina. No início tratava-se de um pequeno negócio familiar formado por imigrantes italianos. Dez anos depois, foi a vez da Sadia iniciar suas atividades na cidade de Concórdia, no mesmo estado. Pouco tempo depois, esta última inaugurou sua primeira distribuidora em São Paulo e iniciou sua trajetória no setor alimentício nacional, conquistando o eixo Rio-São Paulo e popularizando sua marca através de logística diferenciada, que, inclusive, contava com avião próprio.

Anos 60 e 70

Nos anos sessenta a empresa construiu, na capital paulista, a Frigobrás, entrando no segmento de semiprontos e congelados. Neste mesmo período foi criado o conselho de administração e começaram os contratos de exportação de carnes. Quanto à Perdigão, suas exportações começaram na década de setenta, com venda de carne de frango para o oriente médio.

Anos 2000 e criação da BR Foods

Após um longo período de forte crescimento das duas companhias e a conquista de diversos mercados ao redor do mundo, em 2001, as duas criaram a BRF Trading para comercializar produtos destinados a países emergentes, surgindo, então, o primeiro contato.

Em 2009, as marcas iniciam o processo de associação para unificar as operações, com alteração da denominação social da Perdigão para BRF Brasil Foods. Hoje a empresa opera com identidade corporativa única. Conta com mais de cem mil colaboradores. Opera em todo o mundo e possui mais de trinta marcas.

Principais marcas

Destaque Financeiros

A BRF registrou crescimento de 2,6% em sua receita líquida na comparação entre o terceiro trimestre de 2017 e o mesmo período de 2016. Embora os volumes tenham demonstrado melhor performance operacional, o preço médio dos produtos foi impactado negativamente por descontos incondicionais relacionados a prazo de validade e o mix de vendas demonstrou menor valor agregado.

A margem Ebitda foi impactada positivamente em 1,9 p.p., por causa de melhor custeio de grãos e redução de custos com ociosidade e despesas com vendas. A companhia reverteu prejuízo em lucro devido a melhor execução operacional, somada ao resultado financeiro, que contou com a inclusão no Programa Especial de Regularização Tributária de débitos inscritos em dívida ativa.

A estrutura de capital é característica de empresas deste porte no setor de alimentos, mas a relação de capital de terceiros com capital próprio está muito elevada (185%), assim como a proporção da dívida líquida com a geração de caixa (13,49 vezes).

Perspectivas

A BRF vem apresentando lenta recuperação dos volumes no Brasil, com incremento de 8,8% na comparação com o trimestre anterior e de 4,5% com o mesmo período do ano passado. Pelo segundo trimestre consecutivo a empresa apresentou crescimento em seu market share, chegando a 54,6% de participação. A divisão internacional registrou crescimento de 6%, com impacto positivo em todas regiões, com exceção da Ásia. Após resultados fracos na África, houve recuperação no resultado operacional do continente.

A empresa está comprometida com a redução de sua alavancagem e, inclusive, vem reduzindo o ritmo de seus investimentos. O cenário macroeconômico ainda é muito desafiador, e mais especificamente dentro do próprio setor. Além da alta concorrência, que deve crescer nos próximos anos.

Existe ainda, a necessidade de aportes para o crescimento da organização. Sendo que os principais projetos estão voltados para o lançamento de novos produtos, modernização de laboratórios e automação de processos produtivos. O que poderia agravar ainda mais o endividamento da empresa.

Embora existam pontos positivos a serem observados, o período é conturbado, após eventos envolvendo a operação carne fraca e a condenação do vice-presidente (executivo de confiança do presidente do conselho). Além claro, da relação conturbada entre os sócios. Existe uma expectativa em relação ao novo CEO, eleito pelo conselho para cumprir sua função como presidente global.

Outro ponto a ser observado é que grandes acionistas já mencionaram que gostariam de reduzir sua participação na BRF. Isso pode trazer ainda mais pressão para as ações.

Múltiplos da companhia e recomendação

EV/EBITDA P / L P / VPA Valor da Firma Valor de Mercado
16,27 -37,87 2,44 R$44.449.044,86 R$ 29.493.033,86

Os indicadores de mercado demonstram que a empresa vem gerando certa desconfiança de investidores e o valor das ações está muito próximo da mínima dos últimos doze meses. 

Como vimos, a empresa apresenta indicadores fundamentalistas fracos e, mesmo que a expectativa seja de mudar esse quadro no longo prazo, existem mais incertezas do que motivos para compra. Dessa forma, não temos como recomendar a compra de BRFS3. 

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

Importante: Leia o nosso Disclosure, antes de investir.

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