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Onde investir em 2018

Conheça as perspectivas para esse ano e saiba onde investir em 2018

Que ano tivemos em 2017!

A Bolsa fechou o ano com alta de 26,86%, a economia segue em recuperação (mesmo que moderada), a inflação se mantém incrivelmente baixa e a Selic está em 7% ao ano (devendo cair para 6,75% na próxima reunião do Copom). O cenário não é o “melhor dos mundos”, mas pensando bem, quando é?!

Apesar de todos os problemas – acredito que nem é preciso citar – saímos de 2017 melhores (para os otimistas) ou menos piores (para os pessimistas) do que estávamos há dois anos, por exemplo.

Além da Bolsa, tivemos uma boa performance de Fundos Multimercados e Imobiliários (em recuperação desde 2016), as empresas divulgaram balanços melhores do que no ano passado, enfim, pouca coisa deu errado para quem investiu (de forma correta) em 2017.

Se a melhora dos mercados e indicadores do ano passado para cá foi uma antecipação dos números atuais (o que é provável), a pergunta que fica é: como será 2018?

Diferente de outras casas do mercado, não perdemos tempo tentando “adivinhar” os números da economia, mas sim, projetando diferentes cenários, para que possamos agir (recomendar) de acordo com esses cenários. Dessa forma, quando erramos, nosso custo de oportunidade ou prejuízo é pequeno, e quando acertamos, costumamos recomendar oportunidades onde foi possível ganhar muito dinheiro.

A intenção desse relatório é falarmos, individualmente, de diferentes tipos de investimentos, que são contemplados em nossos produtos de acordo com o cenário que consideramos o provável para 2018.

Em relação aos fatores macroeconômicos, de maneira resumida, esperamos o seguinte:

Juros

Juros devem baixar para 6,75% na próxima reunião do Copom e, quem sabe, 6,50% (com uma possível, mas improvável, aprovação da reforma da previdência em fevereiro). Acreditamos que estamos perto de um ''piso'', mas que os juros devem continuar baixos durante, pelo menos, os próximos 24 meses.

Inflação

A inflação (IPCA) deve fechar 2017 na casa dos 2,85% a 3%, patamar que consideramos um piso. Por mais que projetemos cenários diferentes, entendemos que a inflação deve voltar a subir:

Crises externas: o dólar subiria e a inflação também;

Economia melhorando: inflação subiria;

Economia piorando: aumentaria a chance de alguma ação ‘’populista’’ do governo, o que também elevaria a inflação.

Não estamos sendo pessimistas, pelo contrário. A inflação dever permanecer baixa durante um bom tempo, mas entendemos que, para a inflação cair mais, o cenário teria que permanecer o mesmo de agora. E isso não deve acontecer.

PIB

Acreditamos que a economia deva continuar crescendo moderadamente. Não esperamos uma alta no PIB maior do que 3% em 2018, mas isso não anula as muitas oportunidades que teremos, mesmo com esse baixo crescimento.

Reformas e Privatizações

“Ou vai ou racha”. O Estado não tem mais dinheiro e aumentar impostos parece ainda mais improvável do que aprovar alguma reforma, seja em 2018 ou 2019.

Eleições/Política

Ainda é cedo para falar, mas olhando as articulações sendo feitas hoje, ou seja, excluindo o que se considera ''ponta esquerda'' ou o que se considera ''ponta direita'', o caminho deve ficar aberto para alguém do centro. Não falamos de desejos, mas do que estamos vendo.

Cenário internacional

O mundo continua com um crescimento moderado (o que é positivo), e isso vale para todos: EUA, Zona do Euro, Japão, China, etc. A notícia ruim é que boa parte desse crescimento é creditado aos Bancos Centrais, que não param de imprimir dinheiro. Um dia esse movimento terá que parar, o que deve levar o mundo a uma nova crise. Por hora, isso não parece uma tendência.

Onde investir

Com este cenário, vamos ao que interessa: Onde Investir e qual o cenário dos principais investimentos em 2018.

Títulos atrelados à Selic ou ao CDI (Fundos de Renda Fixa, LCIs, LCAs, CDBs, LCs, etc)

Já estamos vendo Títulos de Renda Fixa pagarem um pouco melhor do que há seis meses. Já temos alguns pagando 110%, 115% ou 130% do CDI. Entre os investidores de perfil conservador, esses investimentos farão parte de boa parte da Carteira. E, mesmo para investidores de perfil moderado ou agressivo, o percentual desses ativos ainda está relativamente alto, para aproveitar uma possível queda na Bolsa de Valores ou oportunidades em Títulos Prefixados e atrelados à inflação.

Títulos Prefixados e Atrelados à Inflação

Nossa exposição nessas categorias de Títulos foi relativamente baixa a partir junho de 2017. Considerando o ano passado, a nossa maior participação nesses tipos de Títulos foi através do Fundos Multimercados.

Levando em conta o nosso cenário, em que os juros e a inflação devem subir em 2018, deveremos ter algumas oportunidades interessantes e, provavelmente, aumentaremos a recomendação de exposição nesses Títulos no decorrer do ano que vem.

Fundos Multimercados

Os Multimercados foram o nosso investimento preferido nos últimos 24 meses. Muitos Fundos novos, Fundos reabrindo para captação e a possibilidade de recomendar excelentes gestoras contribuíram para essa preferência.

A combinação dos fatores acima, com a queda na Taxa de Juros, resultou em ótimos retornos. Não foram poucos os exemplos de Fundos rendendo acima de 160% de CDI em 24 meses e alguns, inclusive, rendendo acima de 200% do CDI em 2017.

Além disso, tivemos vários Fundos com boa exposição em Bolsa de Valores e investimentos no exterior que também performaram muito bem.

Por hora, não faremos nenhuma alteração na participação dos Multimercados em nossas Carteiras. Acreditamos que os ajustes frente a esse cenário serão feitos pelos gestores, mas já estamos com nossos “radares ligados” em busca de Títulos que possam render tão bem quanto os Multimercados.

Investimentos no Exterior e COEs

Fundos de Investimentos no Exterior estão entre os nossos favoritos para Carteiras com perfil moderado. Apesar do crescimento moderado dos principais países da Zona do Euro, da Ásia e dos EUA, o mercado de ações lá fora continua muito promissor.

Além disso, seguiremos com as recomendações de COEs (Certificados de Operações Estruturadas). Para quem ainda não conhece, o COE nos dá a possibilidade de entrar em um investimento com ganho ilimitado e, se no vencimento tiver dado prejuízo, o investidor recebe o valor investido de volta.

Fundos Imobiliários

No geral, o cenário do mercado imobiliário segue complicado. Os preços de imóveis e alugueis nos principais centros do país seguem em queda e aquele cenário de financiamento imobiliário abundante parece ter ficado para trás.

Por outro lado, os investidores que entraram ou voltaram ao mercado imobiliário, no ano passado, encontraram uma série de boas oportunidades, especialmente, para quem comprou Fundos Imobiliários.

Ainda temos uma serie de Fundos, cujos imóveis possuem baixa vacância, bom pagamento de rendimentos e valor de mercado abaixo do valor patrimonial, ou seja, cotados em Bolsa por um valor menor que o seu patrimônio.

Seguimos conservadores nas recomendações, mas otimistas com os Fundos que têm esse perfil.

Bolsa de Valores, Carteiras de Ações, Fundos de Investimentos em Ações

Continuamos otimistas com o mercado acionário, não só pela continuidade da Taxa de Juros em patamares baixos, mas também pelo forte crescimento que algumas empresas terão, mesmo com um baixo crescimento do PIB.

Prova disso, foi a divulgação dos balanços do terceiro trimestre, com algumas empresas elevando fortemente suas receitas, lucros e margens. Além disso, tivemos várias empresas que, mesmo em um cenário adverso (como o que tivemos nos últimos anos), conseguiram aumentar participação de mercado e diminuir seu endividamento.

Nossas recomendações, através de fundos e ações de empresas que devem continuar crescendo, estão diversificadas em diferentes setores, dentre os quais podemos destacar concessões rodoviárias, serviços financeiros, petróleo, bens de capital, educação e consumo discricionário.

Além disso, acreditamos que a tendência de reversão para cima na Taxa Selic pode ajudar setores como o de seguros, que sofreu fortes perdas financeiras com o ciclo de baixa da Selic.

Na ponta conservadora, seguimos de olho em empresas do setor de energia e, caso tenham alguma correção do mercado, estão no nosso radar empresas com forte correlação ao dólar, como Fibria e Suzano, ambas do setor de papel e celulose.

Lembrando que, para operações de curto prazo, as nossas recomendações levam em conta, basicamente, a Análise Técnica. Dessa forma, os fatores que vimos nesse artigo têm baixa relevância para as análises e recomendações baseadas nesta metodologia.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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