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Panorama Mensal do Mercado de Capitais

Confira o panorama mensal do Mercado do Capitais referente ao mês de agosto/19.

Crescimento das emissões

Nos primeiros oito meses de 2019, o montante de emissões domésticas chegou a R$ 240,1 bilhões, 38,7% acima do registrado no mesmo período do ano anterior. Em contrapartida, o número de operações regrediu de 637 para 583, com grande contribuição da redução em CRIs. Destaque para as operações envolvendo debêntures, que tiveram uma representatividade de 48,9% do volume financeiro total, seguida de ações (22,5%), notas promissórias (8,5%), fundos imobiliários (6,8%) e CRAs (3,6%).

Debêntures

No acumulado até agosto, o volume emitido de debêntures foi de R$ 117,4 bilhões, correspondendo a um crescimento de 7,3%. Esse movimento pode ser explicado pela reestruturação da dívida das empresas e retirada do BNDES como financiador ativo. Além disso, com a redução nos juros os papéis ficaram mais atrativos para os investidores, facilitando a absorção das ofertas.

Em agosto, a maior operação registrada foi do Grupo Pão de Açúcar, através da sua subsidiária Sendas Distribuidora, no total de R$ 8 bilhões. O montante será utilizado para a aquisição de até a totalidade das ações de emissão da varejista colombiana Almacenes Éxito. Outra divulgação relevante foi sobre a emissão de R$ 1,6 bilhão da Engie Brasil, que pretende reembolsar gastos e dívidas relacionados a projetos de geração de energia solar (Assu V), eólica (Umburanas) e hídrica (Jaguara e Miranda).

No volume subscrito, aumentou a representatividade de investidores institucionais como detentores de debêntures, variando de 58,4% para 62,9% entre os primeiros oito meses de 2018 e o mesmo período do atual exercício. Com a queda da taxa Selic e a maior disposição ao risco, ocorreu um aumento substancial da parcela destes títulos nas carteiras de fundos de investimento. As pessoas físicas, que detinham 3,1% dos papéis corporativos emitidos em 2018, passaram para 4,3%. Intermediários e participantes ligados à oferta diminuíram a participação de 38,5% para 32,8%.

Maiores operações com debêntures em agosto

Observando a destinação dos recursos captados via emissão de debêntures, foi possível identificar queda na proporção quanto à necessidade de refinanciamento de passivo. Na comparação entre os primeiros oito meses de 2019 e o mesmo período do ano anterior, essa aplicação caiu de 39,9% para 36,7%, mas se manteve como principal direcionamento do capital auferido. Destaque para o crescimento de 23,1% para 28,8% na utilização de recursos para financiamento de capital de giro. Investimentos em infraestrutura regrediram de 16,1% para 13,8%.

Ações

Em ações, foram dezenove operações no ano, movimentando R$ 54,0 bilhões, contra R$ 6,9 bilhões de 2018. Em agosto não houve novos registros, mas os meses anteriores foram marcados por números recordes. No final de julho, a Petrobras Distribuidora anunciou o encerramento da oferta pública de distribuição secundária de ações de emissão própria e de titularidade da Petrobras, com movimentação de R$ 9,6 bilhões. No mesmo período, o Banco do Brasil e a União venderam suas participações no IRB Brasil, em uma oferta de R$ 7,4 bilhões. Outras operações relevantes em julho foram da Hapvida (R$ 2,7 bilhões), Light (R$ 2,5 bilhões), Banco Inter (R$ 1,2 bilhão), Movida (R$ 832,5 milhões) e Tecnisa (R$ 445,5 milhões).

Maiores operações com ações em agosto

BNDES vai vender ações?

O aumento da utilização de papéis corporativos de dívida para financiamento segue uma tendência gerada pela redução da taxa Selic, pois ocasionou em maior procura de investidores por ativos de maior risco e rentabilidade. Outros motivos relevantes para o novo cenário são a alteração da política de crédito do BNDES e o aumento do volume de debêntures incentivadas em circulação, despertando maior interesse por aplicações isentas de imposto de renda.

Em ações, a perspectiva é de novas ofertas para os próximos meses, muito em função do cenário favorável e do programa de privatizações e desinvestimento do governo federal. Atenção especial para ativos detidos pelo BNDES, que possui participação no capital social de empresas como Petrobras, Vale, Eletrobrás, JBS, Suzano Papel e Celulose, Copel, Cemig, Marfrig, AES Tietê, Klabin, Tupy e Embraer.

Principais participações do BNDES

Em relação a esse movimento do BNDES monitoraremos os caso a caso a avisaremos os nossos clientes de possíveis oportunidades.

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

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Fonte: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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