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Panorama Mercado de Capitais

Segue o Panorama Mercado de Capitais atualizado.

Emissões em 2018

Em 2018, o montante de emissões domésticas chegou a 223,7 bilhões. Esse valor foi 3,2% acima dos R$ 216,7 bilhões registrados no ano anterior. Antes de 2017, o mercado de capitais doméstico nunca havia passado de R$ 200 bilhões. Após o montante apresentar retração entre 2014 e 2016, chegando a R$ 126,3 bilhões no último ano deste intervalo, registrou duas variações positivas consecutivas. Neste sentido, vale ressaltar que o cenário vem mudando ao longo dos anos. Isso acontece uma vez que o BNDES está diminuindo gradualmente os aportes devido à restrição orçamentária e à nova política de direcionamento de recursos.

As operações com renda fixa dominaram o mercado, representando 89% do montante captado, frente a 77% de 2017. A principal modificação foi em renda variável, passando de 18,5% das ofertas para 5%, com total de 11,3 bilhões em 2018, frente a R$ 40 bilhões do ano anterior. Em contrapartida, as debêntures aumentaram sua representatividade, subindo de 45% para 62% e totalizando R$ 140 bilhões. Fundos imobiliário representaram 6% das emissões domésticas.

No volume subscrito no período, é possível observar uma leve redução na representatividade de investidores institucionais como detentores de debêntures, variando de 61,1% para 51,7%. Mesmo com esta movimentação, a parcela está bem acima do que era apresentado até o final de 2016. Com a queda da taxa Selic e a maior disposição ao risco, ocorreu um aumento substancial da parcela destes títulos nas carteiras de fundos de investimento. As pessoas físicas, que detinham 3,7% dos papéis corporativos emitidos em 2017, tiveram a parcela reduzida para 3,4% neste tipo.

Gráfico de perfil dos subscritores de debêntures

Em dezembro, o montante emitido no mercado de capitais foi de R$ 11,9 bilhões. Ficando assim, abaixo dos R$ 16,6 bilhões de novembro e com o quarto menor volume registrado no ano. Foram realizadas vinte operações com debêntures, formando R$ 5,3 bilhões. Em 2018, total captado com títulos de infraestrutura através da lei 12.431 foi de R$ 23,6 bilhões, frente a R$ 9,1 bilhões do ano anterior.

Vale ressaltar que estes produtos possuem maior prazo de vencimento e liquidez no mercado secundário. As pessoas físicas, que são isentas de imposto de renda nessas aplicações, apresentaram menor participação nas aquisições destes papéis, passado de 36,1% para 17,2% na base anual. Neste caso, os investidores institucionais também aumentaram sua proporção, chegando a 43,5%.

Não foram realizadas ofertas em renda variável em dezembro. Em 2018 só ocorreram IPOs em abril, quando o valor total foi de R$ 6,8 bilhões. Nesse período tivemos ofertas de Banco Inter, NotreDame Intermédica e Hapvida. Em novembro ocorreu o follow-on de ações da Locamérica e da NotreDame Intermédica, formando R$ 4,4 bilhões. Também não foram lançadas letras financeiras no mês. Tivemos quatro operações com CRAs no período e onze de CRIs, atingindo montantes de R$ 1,2 bilhão e R$ 1,1 bilhão, respectivamente.

Emissões domésticas por classe em 2018 (R$ milhões)

Em dezembro, o registro mais relevante de emissão de debêntures foi da Empresa de Transmissão Baiana, do setor de energia elétrica, com volume previsto de R$ 715 milhões e enquadrada na lei 12.431. Outras operações importantes foram da JSL (R$ 600 milhões), de transporte e logística, e da Cemig Distribuição (R$ 550 milhões). Em notas promissórias, destaque para operações da Estácio Participações (R$ 600 milhões) e da Via Varejo (R$ 500 milhões). O Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) anunciou oferta pública de cotas da 6ª emissão com volume total de R$ 994 milhões.

Observando a destinação dos recursos captados via emissão de debêntures, a evolução das empresas quanto à necessidade de refinanciamento de passivo ainda não é visível. Na comparação entre os dois últimos anos, essa aplicação aumentou a proporção de 32,6% para 35,0% do direcionamento do capital auferido. Destaque para o crescimento de 9,3% para 17,8% no investimento em infraestrutura e para a queda de 44,0% para 26,8% na utilização de recursos para financiar capital de giro. Investimento ou aquisição de participação societária cresceu de 2,9% para 8,4%.

Destinação de recursos auferidos com emissão de debêntures

O aumento da utilização de papéis corporativos de dívida para financiamento segue uma tendência gerada pela redução da taxa Selic. Isso porque ocasionou em maior procura de investidores por ativos de maior risco e rentabilidade. Outros motivos relevantes para o novo cenário são a alteração da política de crédito do BNDES e o aumento do volume de debêntures incentivadas em circulação, despertando maior interesse por aplicações isentas de imposto de renda.

Fonte: Anbima

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Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor, InfoMoney, Quantum, Estadão/Broadcast, Folha, Exame, B3, MoneyTimes.

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