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Selic e a inflação : Como afetam o retorno dos seus investimentos.

Aproveitando a recente baixa na Selic para 6,50% ao ano (o menor patamar da história) e a inflação, medida pelo IPCA, que continua abaixo dos 3%, hoje vamos falar de como a Selic e a inflação podem afetar o retorno de seus investimentos. Especialmente dos títulos públicos, distribuídos pelo tesouro direto.

A Selic e a inflação

A Taxa Selic é um dos principais meios de política monetária utilizada no Brasil. Sendo assim, uma grande aliada no combate à inflação. Seu patamar costumava ser elevado, atingindo facilmente dois dígitos e permanecendo assim por longos períodos.

Entre 2003 e 2009, este importante balizador se manteve acima de 10% ao ano. Em maio de 2005 a taxa chegou a 19,75% a.a. Após atingir este ápice, foi caindo gradualmente até chegar a 8,75% em julho de 2009. A partir daí, foi possível observar algumas variações, chegando a 7,25% em 2012, voltando aos dois dígitos logo depois e permanecendo em 14,25% ao ano até outubro de 2016.

Quanto chegou a esse patamar, em julho de 2015, a inflação ainda estava pressionando. O IPCA acumulado em doze meses era de 9,56%. Desta forma, considerando, também, a taxa básica acumulada em doze meses, a taxa real de juros estava na casa de 2,4%.

Selic começa a cair

Conforme esta política  foi surtindo efeito, o índice de preços foi caindo, chegando a 7% em outubro de 2016. Nesse período ocorreu o primeiro corte na Taxa Selic no ciclo atual, passando para 14% ao ano.

Com a recessão econômica e a retração no consumo, a inflação continuou em queda. Chegando a 3% em junho de 2017. Nesse período foi possível observar a maior taxa de juros reais dos últimos anos: 9,7%.

Nessa época, a política monetária estava ficando cada vez mais flexível. Muito em função da necessidade de impulsionar a economia e da queda dos preços.

juros reais

A partir do momento que o índice de preços se estabilizou um pouco abaixo de 3%, a rentabilidade do principal balizador da renda fixa (Selic) passou a cair, juntamente com a sequência de cortes na taxa básica. Neste período de retração, os títulos prefixados e atrelados à inflação se beneficiaram com a precificação a mercado.

Valorização dos títulos públicos

Para entendermos o quanto foi interessante comprar títulos atrelados à inflação ou prefixados, vamos comentar a respeito da variação dos títulos públicos prefixados (LTNs).

As LTNs com vencimento para 2021, estavam sendo negociadas, no final de 2015, a um preço unitário de R$466,56, com taxa de compra de 16,57% ao ano. No final de 2016, este mesmo título já possuía um valor de R$649,59 para venda. E, no ano seguinte chegou a R$769,74. Desta forma, um investidor que tivesse comprado o papel em dezembro de 2015 e vendido dois anos depois, teria auferido um rendimento próximo de 64% bruto. Ou 55% líquido de imposto de renda.

Ainda é um bom momento para a compra desses títulos?

Este momento foi bom para este tipo de investimento devido ao ciclo de cortes na taxa de juros, mas acreditamos que este cenário ficou para trás. Atualmente, recomendamos baixa exposição neste tipo de investimento. Em renda fixa, nosso foco está em debêntures incentivadas, que possuem isenção fiscal e, em muitos casos, ganhos acima de títulos púbicos federais.

Como podemos ajudar você na escolha dos seus títulos de Renda Fixa?

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Você conta ainda com todo o nosso suporte e consultoria para ver qual o melhor momento para cada tipo de título de Renda Fixa. Caso o seu interesse seja o de montar uma carteira diversificada de investimentos, conheça também o nosso produto Carteiras Capitalizo.

 

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Importante: leia nosso Disclosure antes de investir.

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