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A cadeia completa do setor automotivo vai além da montagem dos veículos em si. Abrange os segmentos de produção dos mais diversos componentes, tanto para abastecer a linha de montagem, quanto para a reposição de peças para manutenção, além de atingir indiretamente outros setores, como os de aço, equipamentos eletrônicos, plásticos, borrachas e demais. Quanto a sua dimensão, o setor automotivo representa cerca de 22% do PIB industrial brasileiro, segundo dados do Ministério da Economia.

Como característica, podemos citar a ciclicidade que o setor apresenta, em razão dos ciclos de expansão e retração da economia nacional e global. Ainda, é evidente o alto nível tecnológico que suas empresas apresentam, não somente relacionadas às linhas de produção, mas também em seus departamentos de pesquisa e desenvolvimento. Inclusive, tais departamentos, boa parte em conjunto com universidades federais, são responsáveis por grande parte das pesquisas realizadas em território brasileiro.

Em nossa bolsa, temos um número razoável de companhias que estão atreladas ao setor, com especialidades distintas em seus produtos, mas com a finalidade de compor a cadeia de montagem e de reposição de peças. Três exemplos dessas empresas são: Iochpe-Maxion (MYPK3), Metal Leve (LEVE3) e Tupy (TUPY3). Abaixo, separamos um breve resumo destas companhias, juntamente com os resultados apresentados no segundo trimestre de 2020.

Empresas do setor

MAHLE Metal Leve (LEVE3)

A MAHLE Metal Leve é uma empresa brasileira de autopeças que atua na fabricação e comercialização de componentes de motores à combustão interna e filtros automotivos. O Grupo MAHLE está presente em cinco continentes, em cerca de 160 localidades de produção e 16 grandes centros de pesquisa e desenvolvimento.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida R$ 360,9 milhões, representando um decréscimo de 45,5% em relação ao 2T19. Destaque negativo para a queda de 63,7% no volume de vendas de equipamento original, considerando Brasil e Argentina em conjunto. O volume de exportações de equipamento original caiu 40,7%.

A empresa reportou Ebitda de R$ 14,9 milhões negativos no 2T20, representando decréscimo de 113,0% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda ficou em -4,1%, com perda de 21,5% em relação ao obtido no 2T19. Destaque negativo para a menor diluição dos gastos.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 39,5 milhões no 2T20, revertendo o lucro reportado no 2T19. Destaque negativo para o impacto de baixa contábil na Argentina.

Iochpe Maxion (MYPK3)

A Iochpe-Maxion é uma companhia global, líder mundial na produção de rodas automotivas e um dos principais produtores de componentes estruturais automotivos nas Américas. A empresa conta com 31 unidades fabris, localizadas em 14 países e cerca de 15 mil funcionários.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 1,17 bilhão, representando um decréscimo de 56,1% em relação ao 2T19. Destaque negativo para a forte retração em rodas e componentes estruturais na América do Sul, com impacto da suspensão temporária de fábricas e embarques para países da região, bem como a Argentina, que proibiu a importação de produtos não essenciais.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 144,4 milhões negativos no 2T20, representando decréscimo de 147,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada ficou em -12,3%, com perda de 23,7% em relação ao obtido no 2T19.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 352,3 milhões no segundo trimestre de 2020, revertendo o lucro obtido no 2T19, dado também o efeito de gastos com reestruturação nos Estados Unidos, baixa contábil de ativos e piora no resultado financeiro.

 Tupy (TUPY3)

A Tupy foi fundada em 1938, na cidade de Joinville/SC, e atualmente abrange uma capacidade de produção de 835 mil toneladas anuais de peças em ferro fundido. Na cadeia do setor automotivo, a companhia é uma das grandes responsáveis pela confecção de blocos de motor e peças para cabeçotes. Cerca de 80% de sua produção é voltada para exportação, atendendo mais de 40 diferentes países.

Para o 2T20, a empresa reportou receita líquida de R$ 644,9 milhões, com decréscimo de 54,1% em relação ao 2T19. A queda de vendas físicas foram registradas tanto no mercado interno quanto no mercado externo, decorrentes das paralisações do setor impostas pela pandemia. Em compensação, a variação cambial ocorrida no período compensou em partes as perdas devido à queda do volume de vendas.

A empresa reportou Ebitda Ajustado de R$ 2,3 milhões negativos no 2T20, representando perda de 101,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem Ebitda Ajustada foi de -0,4%, com baixa de 20,0% em comparação ao 2T19.

A companhia reportou prejuízo líquido de R$ 82,8 milhões no 2T20, revertendo o lucro de R$ 59,4 milhões reportado no 2T19. Além das perdas operacionais, destaque negativo também para o aumento de 278,8% da despesa líquida financeira.

Ranking

Realizamos um estudo comparativo de alguns indicadores dos ativos, o qual é mostrado na tabela abaixo.

NOME

TICKER

DIVIDEND YIELD

P/L

P/VPA

ROE

IOCHPE-MAXION

MYPK3

4,45%

-12,67

0,60

-2,75%

METAL LEVE

LEVE3

3,52%

19,82

1,79

8,87%

TUPY

TUPY3

0,00%

-16,70

1,07

-6,38%


A análise da tabela acima nos permite identificar que Iochpe-Maxion (MYPE3) e Tupy (TUPY3) apresentam os indicadores de P/L e de retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) negativos. Isso ocorre devido aos recentes prejuízos apresentados pelas companhias, que ainda se mantêm acumulados nos últimos doze meses. Em compensação, as duas empresas são as que apresentam, dentre as três, os melhores valores de Dividend Yield e de P/VPA.

Já a Metal Leve (LEVE3), por mais que apresente um Dividend Yield nulo dos últimos doze meses, é a única das três que mantém tanto o P/L quanto o ROE em patamares positivos, de 19,8 vezes e de 8,87% respectivamente. 

Rentabilidade das Ações

Os gráficos abaixo apresentam a valorização das ações das companhias citadas, em comparação com a rentabilidade do índice Bovespa, para os últimos 12 meses.

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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