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Setor de Varejo - Análise Setorial

De acordo com a pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), em março, a intenção de consumo das famílias caiu após quatro altas sucessivas. O ICF, índice que mede esta tendência, apresentou variação negativa de 0,4% na última passagem, atingindo 98,1 pontos. Na comparação com março de 2018, o indicador está 11,4% acima. O indicador se encontra abaixo de 100 desde maio de 2015, sendo que este limite estipula a divisão entre satisfação e insatisfação. De uma forma geral, os consumidores estão mais cautelosos nas suas escolhas, principalmente no que diz respeito ao momento menos favorável para aquisição de bens duráveis. Esses fatores afetam o setor de varejo diretamente.

Nível de emprego

O emprego atual (120,7 pontos) regrediu 0,2% frente a fevereiro, uma vez que a insegurança dos consumidores da região Centro-Oeste (-2,9%) compensou os aumentos no Sul (+1,3%) e no Sudeste (0,9%). O subindicador de renda atual (112,0 pontos) subiu 0,3%, com contribuição da estabilidade inflacionária e a possibilidade de recebimento do PIS/Pasep. Hoje, o número de famílias que perceberam melhora na renda é bem maior que no início de 2018, demonstrando que no curto prazo estão satisfeitas com o emprego corrente e com a renda atual.

Consumo

O nível de consumo atual caiu 1,5%, refletindo as circunstâncias menos favoráveis em todas as faixas de renda. Já a queda de 2,4% no sub-índice que mede o momento para aquisição de bens duráveis teve grande influência das famílias com ganhos de até dez salários mínimos, compensando totalmente a alta das rendas mais elevadas. Neste último caso, é importante observar que o resultado divulgado demonstra que ainda existe espaço para endividamento dos trabalhadores com maior remuneração.

Mercado de trabalho

A recuperação do mercado de trabalho tem influenciado positivamente a perspectiva profissional. O subindicador que mede esta tendência está em 113,0 pontos (-0,8%), se mantendo acima do limite de satisfação desde fevereiro de 2018. Hoje, 50,8% das famílias acreditam que os próximos seis meses serão positivos no campo profissional, contra 47,7% de 2018. A perspectiva de consumo cresceu 0,2%, alcançando 102,2 pontos com a estabilidade dos preços.

A recuperação da economia vem ajudando a impulsionar a confiança do consumidor. Destaque para juros em queda, baixa inflação e recuperação do mercado de trabalho. Neste últimos caso, vale ressaltar a diminuição no número de demissões, trazendo maior sensação de segurança no emprego e melhores perspectivas profissionais. Porém, a demora para implementação de reformas econômicas continua freando o crescimento e afetando o ambiente de investimentos.

Intenção de consumo das famílias

O percentual de famílias com dívida aumentou em fevereiro frente ao mês imediatamente anterior. O total de endividados com cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro chegou a 61,5%, com acréscimo de 1,4 ponto percentual. Considerando apenas dívidas ou contas em atraso, o percentual passou de 22,9% para 23,1%, e a proporção de pessoas que não terão condições de pagar subiu de 9,1% para 9,2%.

Famílias endividadas

Na faixa de maior renda, 3,3% declararam que vão permanecer inadimplentes, ante 3,4% de janeiro. Para o grupo de até dez salários mínimos, o indicador cresceu 0,2 ponto percentual, alcançando 10,8%. A proporção de famílias muito endividadas subiu de 12,0% para 12,3%, e a fatia das que afirmaram estar mais ou menos endividadas variou de 23,2% para 23,7%. O cartão de crédito permanece como o principal tipo de dívida, correspondendo a 78,5% do total, seguido por carnês, com 13,9%, e financiamento de carro, com 9,8%.

De acordo com a pesquisa mensal do comércio, realizada pelo IBGE, o volume de vendas do comércio varejista cresceu 2,2% em doze meses, com fechamento em janeiro de 2019. Este resultado demonstra que o setor vem desacelerando, uma vez que a medida até novembro de 2018 estava com variação positiva de 2,6%, e até dezembro, com 2,3%. Destaque positivo para o grupo de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com incremento de 6,0% no acumulado de doze meses. Em segundo lugar fica o conjunto de hipermercados e supermercado, com acréscimo de 4,0% na mesma base de comparação. Ponto negativo para a retração de 4,5% em combustíveis e lubrificantes, impactados, principalmente, pela alta do petróleo no mercado internacional.

Concluindo, observamos que a confiança dos consumidores regrediu na última passagem, embora alguns indicadores tenham apresentado crescimento. Ponto positivo para a recuperação do mercado de trabalho, melhora na confiança dos empresários do setor e inflação controlada. Continuamos acreditado na recuperação gradual do comércio varejista, principalmente em produtos de consumo discricionário.

Variação no volume de vendas em doze meses

Ações do setor

Dentro de nossas recomendações, contamos com exposição em alguns ativos de empresas do setor. Muitos papéis com forte correlação com o mercado doméstico sofreram com a volatilidade dos mercados e o aumento de percepção de risco por parte dos investidores. Porém, nosso posicionamento baseado em valor desconsidera variações de curto prazo e movimentos especulativos. Neste sentido permanecemos posicionados em empresas de alta rentabilidade, como é o caso da Lojas Renner.

A empresa iniciou um novo ciclo, marcado pela transformação digital. Este processo foi implementado com sucesso pela companhia, que conseguiu dar maior eficiência ao negócio a partir da modernização de operações logísticas e de vendas. O processo de compra e o atendimento ao cliente estão no centro das novas iniciativas, utilizando tecnologia e informações para aumentar a probabilidade de acerto nas tomadas de decisões e evitar desperdícios de capital.

A empresa possui rentabilidade acima de seus pares e tendência positiva de vendas, contribuindo para um fluxo de caixa crescente. A posição no varejo de moda nacional está consolidada, com alta vantagem competitiva observada na diversificação geográfica e mix de produtos. Apresenta estrutura diferenciada em comparação a maioria de seus concorrentes, com produtos financeiros próprios, marca reconhecida e posicionamento em grandes centros comerciais, bem como shopping centers com alta circulação de pessoas.

Os indicadores de alavancagem continuam caindo desde 2015, mantendo as disponibilidades em linha com as últimas divulgações e a liquidez corrente estabilizada. Com a política de expansão, a expectativa é de resultados ainda mais sólidos, principalmente com a redução gradual nos aportes em capital fixo. Ponto negativo para a baixa renda média dos consumidores, alta correlação com fatores macroeconômicos, resultados cíclicos, impacto cambial em custos e possibilidade de variação nos indicadores de inadimplência.

Mesmo sem recomendar novas exposições nesse momento, as ações das empresa (LREN3), continuam entre as nossas favoritas.

Fontes: Confederação Nacional do Comércio, IBGE e RI Lojas Renner

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Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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Fontes das Informações: Valor. InfoMoney. Quantum. Estadão. Broadcast. Folha. Exame. B3. MoneyTimes.

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