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Vale a pena trocar meus títulos públicos por crédito privado?

Essa semana, recebemos de um cliente a seguinte pergunta: Vale a pena trocar meus títulos públicos por crédito privado?

A resposta é: depende. Nesse artigo vamos falar a respeito desses títulos, assim como apontar em que casos valeria a pena fazer essa troca.

Crédito privado em expansão

Nos últimos anos os brasileiros mudaram a sua de investir e diversificar seus investimentos. Provas disso, são os recordes de investidores no programa do tesouro direto e do sucesso dos fundos multimercados. Abaixo, seguem dois artigos que escrevemos sobre esses assuntos. Vale a pena conferir:

- Fundos multimercado, vale a pena? Saiba agora

- Tesouro Direto bateu novos recordes

Seguindo essa ‘’toada’’, o investimento em títulos de dívidas de empresa vem apresentando um crescimento espantoso. Segundo o BTG Pactual, somente em janeiro desse ano, o volume de exposição de fundos de investimentos, em títulos de dívidas de empresas (como notas promissórias e debêntures), chegou a R$133,4 bilhões. Esse número representa uma alta de 48% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, esse dado também mostra como os gestores estão aproveitando o bom momento desses títulos. Todos em busca de maiores retornos aos seus cotistas.

O que são títulos de crédito privado?

Ao contrário dos títulos de emissão bancária, como CDBs, LCIs, LCAs ou LCs, que são emitidos por bancos ou financeiras, os títulos de crédito privado são emitidos por empresas. Ou seja, quando compramos um CDB, por exemplo, a segurança do investimento está atrelada ao emissor do título. No caso do CDB, um banco.

Já quando compramos um título público, através do tesouro direto, nossa segurança está atrelada ao Tesouro Nacional, que garante essas aplicações.

No caso de uma debênture, um dos títulos de crédito privado mais conhecidos, a segurança do investimento está atrelada à empresa emissora. Além das debêntures, os títulos privados com maior aceitação no mercado, são os CRIs e CRAs.

Nesse artigo, não queremos retomar toda a parte conceitual dos títulos de crédito privado. Caso você não saiba como eles funcionem, peço que confira os seguintes materiais:

- E-Book de Títulos de Renda Fixa

- Playlist de vídeos de Renda Fixa

Quando não vale a pena trocar seus títulos do tesouro por títulos de crédito privado?

Caso você tenha comprado, por exemplo, títulos atrelados à inflação, há 2 ou 3 anos atrás, é provável que você tenha conseguido adquirir esses títulos pagando boas taxas. Se o seu intuito não era o de ganhar com a valorização desses títulos, mas se proteger contra a alta da inflação no longo prazo, é importante que você avalie bem, antes de fazer qualquer movimento.

A maioria dos títulos do tesouro ofertados têm vencimento mais longos. Nesse caso, não faria muito sentido trocar, por exemplo, um título atrelado a inflação, pagando IPCA+7% ao ano, por uma debênture pagando, hoje, IPCA+5% ao ano, mas que vence em 36 meses.

Quando vale a pena trocar os seus títulos do tesouro por títulos de crédito privado?

Quero ganhar com a valorização dos títulos do tesouro

Caso você tenha comprado títulos do tesouro prefixados ou atrelados à inflação com o intuito de ganhar com a valorização dos mesmos, ainda vale a pena você pensar em se desfazer desses títulos. Para você ter uma ideia, um título prefixado com vencimento em 2023, acumula um rendimento de 15,61% em 12 meses. O CDI, por exemplo, rendeu pouco mais de 8,95% no mesmo período.

Essa venda ou troca faria sentido porque a expectativa não é a de que os juros (taxa Selic) caiam muito além dos níveis atuais (6,75% ao ano). Nesse caso, o potencial de valorização desses títulos, o chamado ágio, é limitado. Dessa forma, seria interessante sim, você vender os seus títulos e migrar para títulos de credito privado. Especialmente aqueles com prazos mais curtos de vencimento.

Quero ganhar com taxa

Caso você seja um investidor que não está preocupado com a valorização dos títulos, mas sim em ganhar ‘’taxa’’, em muitos casos, vai valer a pena não só trocar, mas como investir mais em títulos de crédito privado.

Apenas como exemplo, podemos citar a debênture da Copasa, empresa de saneamento de Minas Gerais. Esse título, com vencimento em 2026, paga hoje uma taxa de IPCA+5,14% ao ano. Sem imposto de renda. Além de pagar, semestralmente, os juros (também isentos de IR), na conta do investidor. Já em termos de segurança, esse título tem um rating elevadíssimo: AA (Fitch).

Um título do tesouro com vencimento semelhante, o Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2026, remunera o investidor com uma taxa bruta de IPCA+4,78% ao ano.

Ou seja, de um lado temos um título pagando IPCA+5,14% ao ano, sem imposto de renda. Do outro lado, um título pagando IPCA+4,78% bruto.

Levando em conta a inflação média dos últimos 15 anos, que ficou na casa dos 6%, teríamos em 12 meses, as seguintes rentabilidades:

-  Debênture da Copasa com retorno de 11,14%.

- Título do Tesouro 2026 com retorno de 9,16%.

Assim, a diferença, em favor da debênture, considerando a isenção de IR e a taxa maior, seria de um rendimento 21% maior do que o apresentado pelo título do tesouro. Diga-se de passagem, uma bela diferença!

Como podemos ajudar você na escolha dos seus títulos de crédito privado ou entender se é interessante fazer a troca dos seus títulos do tesouro por essa classe de investimento?

Com o nosso produto Top Renda Fixa, você conta com as melhores recomendações e análises de Títulos de Renda Fixa (CDBs, LCIs, LCAs, Debêntures, LCs, FIDCs, CRAs, CRIs, e LFs) e Tesouro Direto. Além da atualização de 5 carteiras recomendadas de acordo com diferentes perfis (Carteira Liquidez, Médio Prazo, Longo Prazo Conservadora, Longo Prazo Moderada e Carteira de Tesouro Direto).

Você conta ainda com todo o nosso suporte e consultoria para ver qual o melhor momento para cada tipo de título de Renda Fixa. Caso o seu interesse seja o de montar uma carteira diversificada de investimentos, conheça também o nosso produto Carteiras Capitalizo.

 

Analistas Responsáveis

Danillo Sinigaglia Xavier Fratta, CNPI-T EM-1795

Daniel Karpouzas Barcellos, CNPI EM-1855

 

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