O Banco Central Europeu (BCE) decidiu manter as taxas de juros inalteradas, conforme esperado.
No entanto, o banco expressou preocupações crescentes em relação à inflação, sinalizando que poderá elevar as taxas várias vezes ainda este ano, com um primeiro aumento previsto para junho.
A inflação anual na zona do euro saltou para 3% em abril, superando a meta de 2% do BCE.
A situação foi agravada pela guerra no Irã, que impulsionou os preços do petróleo a máximas de quatro anos, aumentando a probabilidade de uma espiral inflacionária difícil de controlar.
O BCE destacou que “os riscos de alta para a inflação e os riscos de baixa para o crescimento se intensificaram”.
Embora as expectativas de inflação de longo prazo permaneçam estáveis, as de curto prazo subiram significativamente.
O BCE, no entanto, não se comprometeu com uma trajetória específica para os juros, indicando que qualquer ciclo de aumento deve ser mais suave do que o de 2022, quando a taxa básica foi elevada em 450 pontos-base em um ano.
Atualmente, as pressões sobre os preços estão mais fracas, e o crescimento econômico da zona do euro mostrou estagnação no primeiro trimestre.
O núcleo da inflação, um indicador importante, desacelerou de 2,3% para 2,2%, sugerindo que os efeitos inflacionários de segunda ordem ainda não estão se consolidando de forma significativa.