A Petrobras apresentou um desempenho financeiro fragilizado no primeiro trimestre de 2026, com o lucro líquido recuando para R$ 32,7 bilhões, o que representa uma queda de 7,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado foi pressionado por uma retração de 10,9% no fluxo de caixa operacional, que somou R$ 44,0 bilhões, e por um EBITDA ajustado que também apresentou declínio, totalizando R$ 59,6 bilhões.
Esses recuos ocorreram apesar de um leve aumento na receita de vendas, evidenciando uma pressão severa sobre as margens operacionais da companhia.
O cenário de deterioração nos indicadores foi agravado por um impacto negativo de R$ 6,9 bilhões no capital de giro, reflexo do aumento nos estoques para exportações em andamento e da piora no fluxo com fornecedores.
Além disso, o fluxo de caixa livre despencou 22,9%, fechando em R$ 20,1 bilhões, limitando a capacidade de distribuição de excedentes.
Paralelamente, o endividamento líquido avançou 10,8% na comparação anual, atingindo US$ 62,1 bilhões, elevando a alavancagem financeira em um momento de investimentos crescentes.
