As vendas no varejo brasileiro surpreenderam ao registrar um crescimento de 0,5% em março, superando as expectativas de estabilidade em relação a fevereiro.
Este é o terceiro mês consecutivo de alta, renovando o recorde da série histórica iniciada em 2000.
Na comparação anual, as vendas cresceram 4%.
Apesar das projeções de economistas consultados pela Reuters que indicavam uma alta de 2,75% na base anual, os resultados foram melhores do que o esperado.
Nos últimos seis meses, houve apenas um resultado negativo, em dezembro de 2025, evidenciando um crescimento contínuo no setor varejista desde outubro do ano passado.
Embora a guerra no Oriente Médio tenha elevado os preços do petróleo e afetado o custo de alimentos e combustíveis, o mercado de trabalho robusto e as medidas de estímulo ao consumo têm proporcionado suporte ao setor.
Entre as oito atividades pesquisadas, cinco apresentaram resultados positivos em março, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que cresceu 5,7%.
Outros setores que mostraram crescimento foram Combustíveis e lubrificantes (2,9%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,9%).
Por outro lado, Móveis e eletrodomésticos e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo apresentaram perdas de 0,9% e 1,4%, respectivamente.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos e material de construção, o volume de vendas aumentou 0,3% em março.
