A Braskem reportou um EBITDA Recorrente de R$ 1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 71% em comparação ao quarto trimestre de 2025.
Este avanço financeiro foi fortemente impulsionado pela majoração do REIQ, que gerou um impacto positivo de R$ 169 milhões no custo das matérias-primas no segmento Brasil/América do Sul.
O desempenho operacional também foi favorecido pela recuperação dos spreads internacionais de resinas e pelo aumento no volume de vendas nos mercados dos Estados Unidos e Europa.
Por outro lado, a companhia enfrentou um consumo operacional de caixa de R$ 3,2 bilhões, explicado principalmente pela redução de convênios de pagamento e pela recomposição de estoques.
O lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no trimestre foi positivamente impactado por uma variação cambial de R$ 2,9 bilhões, decorrente da valorização do real frente ao dólar sobre a exposição líquida da empresa.
Apesar da melhora no lucro contábil, a alavancagem financeira segue em patamares críticos, encerrando o período em 16,81x.
