O Banco do Brasil reportou um 1T26 com números que refletem um cenário desafiador, especialmente no setor de agronegócio.
O lucro líquido ajustado apresentou uma retração severa, totalizando R$ 3,4 bilhões, impactado diretamente pela deterioração da qualidade do crédito rural e pelo consequente aumento nas provisões.
O resultado evidencia a pressão no risco de crédito, que forçou o banco a revisar para baixo suas projeções de lucro para o consolidado do ano.
Apesar da capacidade de geração de negócios citada pela gestão, a rentabilidade medida pelo ROE sofreu uma queda drástica, distanciando-se dos patamares históricos recentes da instituição.
Por outro lado, as receitas de prestação de serviços e o crédito consignado serviram como leves amortecedores, mostrando resiliência em meio ao aumento da inadimplência global, que superou a marca dos 5%.
O banco agora foca em medidas agressivas de recuperação de ativos e judicialização para enfrentar o ciclo de crédito negativo.
