Os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo de paz, encerrando um conflito de quase quatro meses e possibilitando a reabertura do Estreito de Ormuz, vital para o comércio global de petróleo e gás natural.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, e confirmado pelo presidente americano, Donald Trump, e autoridades iranianas.
A cerimônia oficial de assinatura do acordo está agendada para sexta-feira, 19 de junho, na Suíça.
Sharif, que atuou como mediador nas negociações, destacou que ambos os países concordaram em terminar “imediata e permanentemente” as operações militares em todas as frentes.
Trump autorizou a abertura do Estreito de Ormuz e a remoção do bloqueio naval dos EUA.
A mídia estatal iraniana também relatou o acordo, embora tenha caracterizado o desfecho como uma capitulação dos EUA.
Embora os termos finais estejam pendentes, espera-se que o entendimento inclua o encerramento de bloqueios concorrentes e a interrupção de ataques mútuos, além de negociações sobre o programa nuclear iraniano.
O acordo pode também implicar em alívio das sanções que afetam as exportações de petróleo do Irã.
O Estreito de Ormuz, crucial para o fornecimento global de energia, estava efetivamente fechado desde o início do conflito em fevereiro, causando impactos significativos na cadeia de suprimentos e contribuindo para a alta dos preços de energia.
A reabertura da passagem é vista como uma medida que pode ajudar a reduzir os custos de energia a curto e longo prazo.
Entretanto, a desconfiança persiste em relação à implementação do acordo, especialmente devido à situação tensa entre Israel e grupos apoiados pelo Irã.
