A WEG apresentou um trimestre de desaceleração nos resultados, evidenciando o impacto de ventos contrários no ambiente operacional e macroeconômico.
A Receita Operacional Líquida (ROL) caiu para R$ 10,1 bilhões, uma retração de 0,6% em comparação ao 2T25, impactada diretamente pela apreciação do real frente ao dólar e pelo enfraquecimento das vendas no mercado interno.
No Brasil, a retração de 4,9% da receita refletiu o impacto negativo da ausência de novos projetos no segmento de geração solar centralizada, que não conseguiu ser compensado pelo avanço das entregas em transmissão e distribuição (T&D).
A pressão sobre as margens operacionais ficou evidente com o EBITDA caindo 2,1%, totalizando R$ 2,2 bilhões, e a margem EBITDA encolhendo 0,3 p.p. para 21,8%.
A compressão de margens foi provocada pelo aumento nos custos de matérias-primas cruciais, como o cobre, além do peso de tarifas de importação nos EUA e despesas crescentes com pessoal.
A retração operacional refletiu-se no Lucro Líquido, que encolheu 2,1% na comparação anual, somando R$ 1,56 bilhão, confirmando um período de menor rentabilidade nominal.
