O Santander Brasil apresentou um trimestre desafiador no 2T26, registrando lucro líquido gerencial recorrente de R$ 3,0 bilhões, o que representa uma queda de 20,4% em relação ao trimestre anterior e um recuo de 17,6% na comparação anual.
O desempenho foi impactado pela compressão do spread na margem com clientes e por um aumento relevante do resultado de PDD, impulsionado por reforços de provisão pontuais no atacado, mudança na regra de baixa a prejuízo e pela contínua seletividade em um cenário de crédito exigente.
Como consequência, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE recorrente) recuou para 12,5% (queda de 3,8 p.p. em doze meses).
Por outro lado, o banco manteve expansão comercial e disciplina operacional.
A carteira de crédito ampliada atingiu R$ 715 bilhões, avanço de 5,8% no ano, impulsionada pelos segmentos de financiamento ao consumo, PMEs e grandes empresas, ao mesmo tempo em que reduziu a exposição no segmento massivo de pessoa física para preservar a qualidade dos ativos.
As captações de clientes cresceram 6,9% no ano, totalizando R$ 689 bilhões.
Além disso, o rigor no controle de custos permitiu que as despesas gerais subissem 2,6% no ano, rodando abaixo da inflação.
