A Vivo (VIVT3) está em negociação com a SpaceX (SPCX/SPCX34) para oferecer no Brasil a tecnologia Direct-to-Device (D2D), que permitirá a conexão de celulares diretamente aos satélites da Starlink, sem a necessidade de antenas externas.
Se o acordo for concretizado, a Vivo poderá se tornar a primeira operadora do país a disponibilizar esse serviço.
A movimentação ocorre após a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizar a Telefônica Brasil, controladora da Vivo, a realizar testes da tecnologia entre 19 de julho e 22 de outubro.
A autorização permite o uso de até 50 terminais móveis durante o período de testes, embora a Anatel não identifique a empresa responsável pelo segmento satelital, fontes informam que a negociação envolve a SpaceX.
Os testes utilizarão frequências de 2.567,5 MHz e 2.687,5 MHz, com largura de faixa de 5 MHz e potência máxima de transmissão de 100 watts.
O uso será em caráter secundário, o que significa que a Vivo não terá proteção contra interferências de sistemas primários e deverá interromper transmissões caso cause interferências em serviços existentes.
A operadora também terá que compartilhar informações técnicas com a Anatel e apresentar um relatório detalhado ao final do experimento.
A tecnologia D2D permitirá que smartphones compatíveis se conectem diretamente a satélites de baixa órbita em áreas sem cobertura das redes móveis convencionais.
Embora possa oferecer mensagens, chamadas e acesso à internet, sua capacidade de transmissão é inferior às redes 5G convencionais, sendo planejada como um complemento às redes móveis.
A TIM (TIMS3) e a Claro também estão em conversas com a SpaceX para ofertas semelhantes no Brasil.
