Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Ao longo da semana, reforçamos a importância de o investidor não cair em narrativas que prometem previsões exatas de preços.
Ninguém sabe, de forma consistente, para onde os ativos irão no curto prazo, e tentativas de adivinhação normalmente levam a decisões ruins e perda de dinheiro.
O foco do investidor deve estar na construção de boas estratégias e carteiras bem estruturadas, e não em supostas certezas sobre movimentos futuros.
Mesmo ferramentas como a análise técnica servem para identificar zonas de interesse e tendências, não para prever eventos.
Ter método, disciplina e visão de longo prazo continua sendo muito mais relevante do que tentar “acertar o topo ou o fundo”.
CENÁRIO MACROECONÔMICO E AGENDA DA SEMANA
A semana anterior foi relativamente mais tranquila do ponto de vista macroeconômico, após o corte de juros nos Estados Unidos e a manutenção da taxa no Brasil, já com perspectiva de cortes a partir de março.
Para os próximos dias, chamamos atenção para a divulgação do payroll e do índice de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, dados importantes para definir o ritmo das próximas decisões do Federal Reserve.
No Brasil, acompanhamos a divulgação do IPCA de janeiro, com expectativa de inflação mais comportada, especialmente quando comparada aos primeiros meses dos últimos anos.
Também seguimos atentos à temporada de resultados do quarto trimestre, tanto no mercado local quanto no internacional.
DESEMPENHO DOS MERCADOS NA SEMANA
Na última semana, o Ibovespa avançou 0,8%, enquanto o S&P 500 apresentou leve queda em dólares.
O Bitcoin acumulou queda relevante, apesar de uma recuperação parcial no fim do período.
Reforçamos que a exposição a criptoativos deve ser limitada e bem dimensionada, evitando decisões emocionais em momentos de forte volatilidade.
O dólar voltou a recuar, enquanto o ouro apresentou valorização, contribuindo para um início de ano positivo para a renda variável, especialmente em mercados emergentes.
DESTAQUES NEGATIVOS ENTRE AS AÇÕES
Entre as maiores quedas da semana, destacamos a TOTVS (TOTS3), que recuou cerca de 15%, em meio a um ambiente de maior incerteza para empresas de software e tecnologia.
Apesar de bons resultados divulgados por grandes companhias globais, o mercado reagiu de forma exagerada aos anúncios de elevados investimentos em inteligência artificial.
A CSN (CSNA3) voltou a apresentar pressão negativa após rebaixamento de rating.
Reforçamos que a empresa segue com elevada alavancagem e que a venda de ativos continua sendo uma alternativa praticamente inevitável para reduzir o endividamento.
O segmento de mineração segue como principal gerador de caixa.
A Riachuelo (RCHLO3) apresentou queda na semana, influenciada também pela mudança de código, o que gerou ruído pontual no mercado.
Já a BR Partners (BRBI11) teve desempenho negativo, apesar de resultados operacionais sólidos, refletindo um ambiente ainda fraco para o mercado de capitais no Brasil.
O Bradesco (BBDC4) recuou moderadamente, mesmo após divulgar números melhores, ainda refletindo desafios relevantes, especialmente ligados à inadimplência.
A Romi (ROMI3) voltou a divulgar resultados fracos, com queda de receita, lucro e entrada de pedidos, refletindo a forte dependência do ciclo industrial doméstico.
DESTAQUES POSITIVOS ENTRE AS AÇÕES
Entre as altas da semana, Direcional (DIRR3), Cury (CURY3) e MRV (MRVE3) se beneficiaram das expectativas de corte de juros e da continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida.
Apesar de possíveis pressões de margem, destacamos a qualidade da gestão, especialmente no caso da Cury.
A Porto Seguro (PSSA3) apresentou mais um trimestre de resultados robustos, com crescimento consistente do lucro líquido e destaque para Porto Saúde, Porto Bank e seguros patrimoniais, além de sinistralidade controlada.
A Itaúsa (ITSA4) voltou a se destacar, impulsionada pelos excelentes resultados do Itaú Unibanco (ITUB4).
Reforçamos que o Itaú segue sendo o banco mais bem gerido entre os grandes, com crescimento equilibrado, inadimplência controlada e geração de resultados superior aos pares, o que sustenta expectativas positivas de dividendos para 2026.
A Multiplan (MULT3) apresentou números operacionais sólidos, com crescimento de vendas, margens em expansão e elevada taxa de ocupação.
Apesar da queda no lucro líquido em função da recompra de ações, avaliamos o trimestre como positivo.
LEITURA TÉCNICA E ATIVOS NO RADAR
Do ponto de vista técnico, o Ibovespa segue em tendência clara de alta, sem sinais consistentes de reversão.
O dólar atingiu níveis próximos aos fundos de 2019, mantendo viés de queda, com suporte relevante na região dos R$ 5,00 e próximo alvo em R$ 4,70.
Entre os ativos acompanhados, Itaúsa (ITSA4) e Banco do Brasil (BBAS3) seguem em canais de alta, embora nossa visão fundamentalista sobre o BBAS3 seja mais cautelosa.
A Ferbasa (FESA4) permanece em tendência positiva de curto prazo, apesar da volatilidade recente.
Também acompanhamos a WEG (WEGE3), que, após forte recuperação, pode buscar rompimento de máximas históricas, impulsionada por investimentos e perspectivas positivas para 2026.
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