Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Em momentos de mercado mais voláteis, o que realmente ajuda o investidor não é tentar prever manchetes ou movimentos políticos, mas manter o foco em estratégia, disciplina e análise consistente.
Nesta semana, além de comentar o cenário econômico e os principais indicadores, analisamos algumas ações que podem apresentar movimentações relevantes nos próximos pregões, seja por eventos corporativos, melhora operacional, fluxo comprador ou mudanças na percepção do mercado.
CENÁRIO ECONÔMICO E DE MERCADO
No Brasil, o IPCA de dezembro veio em 0,33%, dentro do esperado, encerrando 2025 com inflação de 4,26%.
Apesar de ainda ser um patamar elevado, esse número está próximo da média histórica brasileira das últimas décadas e abre espaço para que o Banco Central, ao menos, sinalize cortes de juros em 2026, caso o cenário se mantenha.
Nos Estados Unidos, a inflação segue relativamente comportada, mesmo com uma economia resiliente. Isso mantém viva a expectativa de novos cortes de juros em 2026, desde que as condições atuais se sustentem.
No mercado financeiro, o Ibovespa subiu cerca de 1,8% na última semana, mantendo uma tendência de alta no curto e médio prazo.
Em paralelo, o dólar e o Bitcoin recuaram cerca de 1%, enquanto o ouro segue em valorização, impulsionado pela compra contínua de reservas por bancos centrais — com destaque para a China, que já acumula mais de um ano consecutivo de compras.
CEAB3 (CIA HERING)
A ação recuou após rumores de vendas mais fracas no fim do ano. O varejo brasileiro segue desafiado, especialmente no curto prazo.
Ainda assim, empresas listadas tendem a ganhar participação de mercado frente a concorrentes menores, que sofrem mais com crédito caro e custos elevados.
Esperamos resultados mais equilibrados nos próximos trimestres, inclusive para nomes como Renner e Arezzo.
PCAR3 (PÃO DE AÇÚCAR)
O GPA segue em processo de reestruturação. A empresa anunciou forte redução de CAPEX para 2026, além de um plano robusto de corte de custos e despesas.
Somados, esses movimentos podem representar uma melhora relevante de resultados ao longo do próximo ano, após um período prolongado de dificuldades operacionais.
RAPT4 (RANDON)
A Randon se destacou após anunciar contratos relevantes de venda de vagões, somando cerca de R$ 770 milhões com empresas como Rumo e Aralco.
Trata-se de uma companhia com histórico sólido, forte diversificação de produtos e presença internacional.
Mesmo após períodos de pressão de custos, segue sendo uma empresa capaz de surpreender positivamente no médio e longo prazo.
EMBJ3 (EMBRAER)
A Embraer apresentou números operacionais muito fortes em 2025, com destaque para a aviação executiva.
As entregas superaram o guidance, e a carteira de pedidos aponta para mais um ano robusto em 2026. Não por acaso, a ação foi um dos grandes destaques de 2025 e já começou 2026 mantendo esse ritmo.
MOTV3 (MOTIVA) E ECOR3 (ECORRODOVIAS)
As concessionárias seguem em recuperação consistente desde o pós-pandemia, com aumento contínuo do fluxo de veículos e busca por eficiência operacional.
Um ponto positivo recente foi a aprovação do investimento conjunto em sistemas de pedágio sem cancelas, o que tende a reduzir custos e melhorar a fluidez nas rodovias.
CBAV3 (CBA)
A alta da CBA reflete a recuperação dos preços do alumínio e a redução de custos operacionais.
A empresa vem melhorando geração de caixa e mantendo a dívida em patamar saudável. Aqui, vale o alerta clássico: ação cair não significa empresa ruim, e ação subir não significa empresa boa.
No curto prazo, fluxo e especulação pesam mais do que fundamentos.
MAIS IMPORTANTE DO QUE O CURTO PRAZO
O grande erro de muitos investidores é correlacionar movimentos de preço com qualidade do negócio.
No curto e médio prazo, o mercado é dominado por fluxo, expectativas e ruídos. Já no longo prazo, bons negócios tendem a se destacar.
Por isso, mais importante do que tentar prever o próximo movimento é ter uma carteira bem estruturada, com empresas de qualidade, estratégias claras e disciplina para atravessar diferentes cenários.
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