Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Ao longo da semana, o mercado financeiro acompanhou de perto decisões importantes de política monetária no Brasil e no exterior, além do avanço da temporada de resultados do quarto trimestre de 2025.
No Brasil, o Copom manteve a taxa Selic em 15%, dentro do esperado, e reforçou a sinalização de possíveis cortes a partir de março, dependendo da evolução do cenário inflacionário.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve também optou pela manutenção dos juros, na faixa entre 3,5% e 3,75%, com expectativa de ao menos um corte adicional ao longo de 2026, condicionado ao ambiente econômico e institucional.
Além disso, seguimos acompanhando a divulgação dos balanços das grandes companhias globais e, no mercado local, o início da temporada de resultados dos principais bancos.
DESEMPENHO DOS MERCADOS
O Ibovespa avançou 1,4% na semana e já acumula alta superior a 12% no ano, refletindo um cenário mais construtivo para ativos de risco.
O S&P 500, quando convertido para reais, apresentou leve recuo, pressionado principalmente pela queda do dólar.
O Bitcoin voltou a apresentar forte volatilidade, enquanto o ouro, apesar de uma correção recente, segue com desempenho positivo no acumulado de 2026.
Esses movimentos reforçam a importância de separar oscilações de curto prazo de tendências estruturais.
DESTAQUES NEGATIVOS DA SEMANA
Entre as principais quedas, a Desktop (DESK3) chamou atenção após recuar de forma relevante. O movimento esteve ligado às incertezas regulatórias envolvendo a possível aquisição pela Claro.
Apesar da liderança da empresa no mercado de banda larga em São Paulo, preocupações concorrenciais seguem atrasando a aprovação pela Anatel, o que pressionou as ações no curto prazo.
A Microsoft (MSFT34) também passou por correção, mesmo após divulgar resultados robustos.
A empresa apresentou crescimento consistente de receita e lucro, mas o mercado reagiu de forma mais cautelosa ao elevado volume de investimentos em inteligência artificial. Ainda assim, o posicionamento estratégico da companhia no setor segue se fortalecendo.
No caso da Aura Minerals (AURA33), a queda esteve associada à correção no preço do ouro.
Movimentos como esse são naturais após períodos de forte valorização e, até o momento, não alteram os fundamentos da empresa, que segue avançando em produção, eficiência e geração de caixa.
A CSN (CSNA3) voltou a apresentar pressão negativa, refletindo novamente sua elevada alavancagem financeira.
O segmento de mineração segue sendo o principal gerador de caixa, enquanto siderurgia, cimento e energia apresentam menor rentabilidade.
A venda de ativos continua sendo uma alternativa relevante para redução da dívida, não sendo possível descartar mudanças mais profundas na estrutura do grupo no médio prazo.
DESTAQUES POSITIVOS DA SEMANA
Entre as altas, a Raízen (RAIZ4) apresentou uma recuperação expressiva após um longo período de queda.
O movimento teve caráter mais técnico, sem mudanças estruturais relevantes no negócio.
O setor sucroenergético ainda enfrenta desafios, como preços mais baixos de açúcar e etanol, além da possibilidade de novas vendas de ativos.
A Ferbasa (FESA4) voltou a se destacar, refletindo a natureza cíclica do setor.
A companhia segue apresentando solidez operacional e negocia a múltiplos atrativos, mesmo após anos de desempenho mais fraco das ações.
O movimento recente não altera a visão de longo prazo sobre a qualidade do negócio.
O Banco Mercantil (BMEB4) apresentou recuperação após o encerramento do período de subscrição.
A capitalização resolveu passivos relevantes e fortaleceu o balanço da companhia.
Apesar da volatilidade gerada pelo preço de emissão abaixo do mercado, o movimento foi estruturalmente positivo.
A CBA (CBAV3) confirmou, por meio de fato relevante, a venda do controle e o processo de fechamento de capital ao preço de R$ 10,50 por ação.
Diante desse cenário, mesmo sendo uma empresa de qualidade e negociando a múltiplos baixos, a estratégia passa a ser a venda, evitando a imobilização de capital em um processo que pode se estender por meses.
A Meta Platforms (META34) divulgou resultados expressivos no quarto trimestre de 2025, com crescimento robusto de receita e lucro, impulsionados principalmente pela publicidade e pela maior recorrência das receitas, reforçando a resiliência do modelo de negócios.
PETRÓLEO E ENERGIA
O setor de petróleo foi beneficiado pela alta de quase 7% no preço do barril na semana.
A Petrobras (PETR4) acompanhou o movimento, com valorização próxima de 8%. A Chevron (CVX) também esteve em destaque ao divulgar resultados fortes, com recorde de geração de caixa operacional, mesmo em um ambiente de preços médios do petróleo inferiores aos de 2024.
A PRIO (PRIO3) seguiu no radar após revisões de rating, especialmente após a aquisição do campo de Peregrino.
A companhia apresenta geração de caixa suficiente para financiar seus investimentos, estimados entre US$ 550 milhões e US$ 650 milhões, sem comprometer sua saúde financeira.
No cenário atual, não vemos risco relevante de liquidez.
SANEAMENTO E SEGURIDADE
A Copasa (CSMG3) voltou ao foco após avanços do governo de Minas Gerais na proposta de privatização via oferta secundária de ações.
O tema já parece parcialmente precificado, e não vemos motivos para venda no curto prazo, especialmente considerando o potencial de valorização adicional caso o processo avance.
Por fim, a Caixa Seguridade (CXSE3) anunciou o pagamento de R$ 0,33 por ação em dividendos, com dividend yield próximo de 2%.
O anúncio reforça o perfil da companhia como uma das pagadoras mais consistentes da B3. O pagamento será realizado em maio de 2026, considerando a base acionária do final de abril.
O QUE ESSA SEMANA REFORÇA PARA O INVESTIDOR
A semana evidenciou, mais uma vez, a importância de separar movimentos de curto prazo dos fundamentos de longo prazo.
Volatilidade, correções e repiques fazem parte do mercado, mas empresas bem posicionadas, com geração de caixa consistente e estrutura financeira equilibrada, tendem a entregar resultados superiores ao longo do tempo.
Manter disciplina, foco na qualidade dos ativos e compreensão dos ciclos segue sendo essencial para atravessar períodos de incerteza e capturar valor de forma consistente.
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