Se preferir assistir, veja abaixo o vídeo completo com a análise desta semana.
Ao longo da semana, reforçamos um ponto essencial: o investidor precisa se afastar do ruído diário de cotações e notícias.
Quanto maior a obsessão por movimentos de curto prazo, maior a probabilidade de decisões equivocadas.
O desempenho recente das bolsas emergentes, com destaque para o índice latino-americano vivendo um dos melhores momentos em mais de 30 anos, mostra que muitos investidores ficaram de fora por medo de eventos políticos ou econômicos pontuais.
A verdade é simples: ninguém sabe exatamente quando o mercado vai subir ou cair.
O que gera consistência é estratégia, disciplina e foco nos fundamentos.
CENÁRIO MACRO E MERCADOS
A semana foi marcada por mais um avanço dos mercados emergentes.
O Ibovespa subiu 1,1% no período e acumula alta próxima de 18% no ano, enquanto o S&P 500 avançou em dólares.
Já o Bitcoin ficou praticamente estável na semana, o dólar voltou a cair e o ouro manteve desempenho positivo.
No cenário externo, acompanhamos a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas, seguida por novo anúncio tarifário.
Caso o cenário final resulte em tarifas médias menores do que as anteriores, países como Brasil e China podem se beneficiar relativamente.
Seguimos atentos à temporada de resultados, tanto no Brasil quanto no exterior.
DESTAQUES NEGATIVOS DA SEMANA
CSN (CSNA3)
A CSN voltou a ser pressionada após novo rebaixamento de rating pela Moody’s, para B2 com perspectiva negativa.
A elevada alavancagem segue sendo o principal desafio. Sem movimentos estruturais relevantes, a companhia pode enfrentar restrições maiores, inclusive na distribuição de dividendos.
GRUPO PÃO DE AÇÚCAR (PCAR3)
A ação apresentou queda relevante, mesmo sem fato novo específico.
O varejo alimentar segue pressionado por margens apertadas e ambiente competitivo desafiador, além da expectativa de resultados fracos no curto prazo.
DESTAQUES POSITIVOS DA SEMANA
KEPLER WEBER (KEPL3)
A Kepler Weber avançou após prorrogar o prazo de exclusividade para negociação com a GPT.
A empresa permanece sólida operacionalmente e negociando a múltiplos atrativos. Caso a operação avance, pode inclusive resultar em fechamento de capital.
AXIA ENERGIA (AXIA6)
A Axia Energia, antiga Eletrobras, foi destaque após anunciar proposta de migração para o Novo Mercado.
A medida eleva o nível de governança, o que tende a reduzir o desconto estrutural e aumentar o interesse institucional.
AURA MINERALS (AURA33)
A Aura acompanhou a recuperação do ouro. A tese estrutural permanece positiva, com disciplina operacional e aumento de produção.
A expectativa é de resultados sólidos, além da possibilidade de dividendos extraordinários.
ULTRAPAR (UGPA3)
A Ultrapar ganhou destaque após notícia de que o BTG teria sido contratado para avaliar a venda da Ipiranga. Caso confirmado, trata-se de movimento transformacional, que pode alterar significativamente o perfil da companhia.
PRIO (PRIO3)
A PRIO avançou acompanhando a recuperação do petróleo. Mantemos visão construtiva para empresas com capacidade de ampliar produção mantendo controle de custos.
WEG (WEGE3)
A WEG segue em consolidação de longo prazo, com resultados consistentes e investimentos estruturais relevantes. Um eventual rompimento de máximas pode abrir novo ciclo de valorização.
SETOR INDUSTRIAL E EMPRESAS GLOBAIS
A John Deere apresentou resultados pressionados pelo ciclo agrícola global, mas manteve lucratividade relevante.
Empresas globais com escala e poder de precificação tendem a atravessar ciclos negativos com maior resiliência.
A Taurus foi impactada pelas discussões tarifárias, mas a revisão das tarifas reduz parte do risco estrutural. Ainda assim, o cenário exige cautela.
FOCO EM ESTRATÉGIA, NÃO EM RUÍDO
O momento exige disciplina.
O investidor que evita decisões baseadas em ruído político ou volatilidade pontual tende a capturar melhor os ciclos positivos.
A combinação de fundamentos sólidos, controle de risco e visão de longo prazo continua sendo o caminho mais consistente para geração de patrimônio.
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